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Full text of "Dicionário bibliografico portuguez"

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U€Ía:o de Qiwin'^ ^iheirv \ 
de Sotomqyordí^^ímeida 

elxi^concellod 
G?ií/it ofSa/ita ÔtdalicL 

oftAe Cia^^igoS 



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DICCIONAMO 



BIBLIOGRAPHICO PORTUGUEZ 



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DICCIONARIO 

BIBLIOGRAPHICO PORTUGUEZ 

ESTUDOS . 

t 

BB 

INNOCENCIO FRANCISCO DA SILVA 

APPLICÁVSIS 

A FOBTUOAL E AO BRAfijIL 



Indocti discant, et ament meminisse periti. 

\ 
E os qae despoU de nóa vierem, vejam 
Quanto se trabalhou por sen proueito, 
Porque elles pêra os outros assi sejam. 

FuRUBi, Cart. Z.'' éo liv. i^ 



TOMO SEPTIMO 



LISBOA 

INA IMPRENSA NACIONAL 
MDCGCLXII 



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KF t^f^s-f-C^) 



HARVARO COLLEGE UBRARY 

FROM THE LIBRARYOF 

FERNANDO PALHA 

DECEMBER 3, 1928 



O aactor resenra para 8i todos os seus direitos legaes. 



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D. PEDRO DE SOUSA HOLSTEIIV, U Daque, i.*" Marquez, e i.« 
Conde de Palmella; Conde de Sanfré no Piemonte; 13.« Senhor do morgado 
de Calhariz, Monfalim e Fonte do Anjo; Capitão da Guarda Real dos Archei- 
ros; Aicaide-mór da CertS; GrSo-cruz das Ordens de Christo e Torre e Espada 
em Portugal; Cavalleiro da insigne Ordem do TosSo de Ouro; Grfto-cruz das 
de Carlos in de Hes{)anha, da Legiáo de Honra de França, de Sancto Alexan- 
dre Newsky da Rússia; Cavalleiro da de S. JoSo de Jerusalém; Par do Reino 
em 1826, e Presidente da Camará dos Pares em 1833; Presidente da Camará 
dos Senadores em 1841; Conselheiro d'Estado; Embaixador extraordinário c 
Ministro plenipotenciário em diversas cortes, e representante de Portugal no 
Congresso de Yienna; Ministro e Secretario d'Estado honorário, e Presidente 
do Conselho de Ministros em 1834, 1842 e 1846; Presidente da Regência es- 
tabelecida na ilha Terceira em 1830, em nome de S. M. a senhora D. Maria 11 ; 
Marechal de campo do exercito, de que pediu e obteve demissão em 1835; Só- 
cio honorário da Academia Real das Scíencias de Lisboa; Presidente da Socie- 
dade Archeologica de Setúbal; efe., etc.— N. em Turim a 8 de Maio de 1781 
(alguém escreveu erradarpentB em 17 de Agosto do mesmo anno), e m. em Lis- 
boa a 12 de Outubro de 1850. Foram seus pães D. Alexandre de Sousa Hols- 
tein, conde de Sanfré, embaixador és cortes de Copenhague, Berlim e Roma, 
e D. Isabel Juliana de Sousa Coutinho Monteiro Fáim, da casa dos condes 
d' Alva, depois marqueses de Sancta Iria. 

Para conhecimento e apreciaçSo da vida e feitos d'este homem eminente, 
que no juizo imparcial dos contemporâneos, confirmado sem duvida pelo da 
posteridade, tem de figurar notavelmente na sua longa carreira politica entre 
os primeiros e mais conspicuos vultos de Portugal no século xix, occorre men- 
cionar aqui as seguintes fontes especiaes, além de outras, que de certo escapa- 
riam ao redigir o presente artigo: 

1. Noticia hiskyrica do Dnque de Pdmella, por António Pedro Lopes de 
Mendonça, Lisboa, 1859. 8.* gr. de 106 pag. 

2. Bioaraphiãj acompanhada de retrato, no Universo PiUoreeco, vol. ii 
(1841 a 1842), pag. 296 e seguintes. 

3. Outra, também com o retrato, na Revista CorUemporaneaj segunda se- 
rie (n.<* 6, Novembro de 1857), de pas. 41 a 46. 

4. Outra, escripta e publicada peio sr. S. J. Ribeiro de Sá, na Revista Unv- 
versai Lisbonense, tomo m da 2.* serie (1850), pag. 61 a 65. 



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6 PE 

5. Um artigo necrologico breve, mas com^itaoso, precedido do retrato, 
na Revista PoptUar, tomo m (18d0), pag. 241 e 243. 

6. Retrato e fac-simUe, na lUustraçào, vol. n (1846), a pag. 53. 

7. As brevíssimas linhas que a seu respeito se lêem no Dictionnaire gene- 
ral de Biogr, et d'HÍ8t., por MM. Dezobry et Bachelet, onde infelizmente as 
inexactidões são quasi tantas quantas as palavras. Assigna-^ a data do seu 
nascimento em 1786; diz-se que se tornara regente por deliberação da Junta 
do Porto em 18281 — que fora presidente do conselho de ministros desde 1846 
até á sua mortel 1 Provavelmente a equivocação n'esta parte proveiu de aon- 
fundir-se aquelle cargo com o de presidente da Gamara dos Pares. 

Vej. também Portugal; Recordações do anno de 1842, pelo príncipe Li- 
chnowsky, pag. 60 a 63 da traducçáo portugueza (primeira edicáo):— flon- 
tem, hoje e amanhã, pelo sr. D. J. de Lacerda (1842), pag. 90 a 9ií;—Hontem, 
hoje e amanhã visto velo direito (1843), pag. 86 a 88; — O Portuguez de J. R 
da Rocha, vol. vii (1817), pag. 9o8;— As mmorias de Josó Ldberâto Freire do 
Carvalho (1855), pag. 338, e o Ensaio $oore as causas da Usurpação etc, do 
mesmo auctor, pag. 105; a Carta ao Mdr^s de PaimeUa, por M. J. G. d 'Abreu 
Vidal (1828), etc. Estes últimos como que formam o reverso da medalha, por 
serem de inimigos políticos do Duque. 

Eis aqui a resenha, tal como agora a posso dar, das suas obras e escriptos 
publicados pela imprensa: 

427) Carta aos redactores do « InvestigMpr poi^tuSQCz » (sem a seu nome), 
remettendo-lhes alguns fragmentos da tradqcç^o dos lusiadas em versos fran- 
cezes, que havia começado. — Foi inserta no Investigador, vol. viii, n." xxxi 
(Janeiro de 1814), a pag. 426. Ahi mesmo segue de pag. 430 a 441 a traduc- 
çSo do 1.° canto ató á estancia 4L*— Sahiu o resto do dito canto em o n.° xi^xii, 
pag. 594 a 61 1 : — a traducçdo do episodio de Vénus no canto %,"" em o n.° xxvn» 
ívol. ix), pag. 3o a 40:— o canto 3.» da estancia 4-' até 21.» no n.' xxxiv, pag. 
175 a 181 ; — a continuação da estancia 22.* ató a 41.*^ no n.° xxxv de p^g. 590 
a 595. —Foram os mesmos fragmentos reproduzidos ha poucos annos no Ins- 
tituto de Coimbra. 

Esta versão, que Garrett (nas notas ao poema Cç^f^ões, pag. 283 da edi- 
ção de 1839), dizia «achar-se muito mais adiantada», e que o Príncipe Lich- 
nowsky (Recordações, pag. 61) deu erradamente como concluída, consta agora 
pela declaração do próprio Puque, na carta ao sr. Visconde de Juromenha (in- 
serta por este a pag. 240 do tomo i da sua novíssima edição das Obras de Ca- 
mões) que chegara quasi até o fim do canto y. 

428) Manifesto aos direitos de Stiçí Magestade Fidelissima, a senhot^a D, Ma- 
ria JI, exposição áa questão portugueza, Londres, 1829. 4.° gr. (Vej. no Dic- 
cionario, tomo v, o n.« M, 11). — N'esta obra, em que trabalhara egualraentc 
José António Guerreiro, pertence ao Duque a parte que diz respeito á questão 
histórica e diplomática. 

429) Manifesto de D. Pedro, dMque de Bragança, — Esta peça (de que ha 
duas edições, sem nota do locar da impressão e nome do impressor; outra feita 
em Londres por Bineham, ÍB32. 8."* gr., e outra de Lisboa, na Imo. da Rua de 
Sancta Catharina, 1833. 4.") foi toda escripta pelo Duque (então Marquez) de 
Palmella, e approvada sem^ alteração alguma por S. M. L — Vej. no opúsculo 
Segunda serie ae notas, accresceniamentòs, substituições e emendas ao i,^ vol, da 
Historia do cerco do Porto, etc, (de que abaixo tçactarei), a pag. 35. 

y.* >*tf * • 430) Discursos parlamentares, proferidos nas Camarás Legislativas desde 

W 9'' 1834 ató hoje. Lisboa, na Imp. Nac. 1844. 4.o 3 íomos, com vii-329 pag., 297 

^. /^ *^ pag., e 480 pag.— Edição de que só se tiraram 325 exemplares, e que não foi 

t^ ^fl exposta á venda publica. Os que apparecem no mercado em razão das causas 

^ym , i^ok inevitáveis que ahi conduzem os liVro3 usados, téem sido vendidos por preços 

^i Vlo varicela de, 720 até t:600 i:éis. 

^.•^- Eis aqui o que a propósito <fes^s trab^lho^ diz um dos biographos já 



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PE 7 

mencionadoft: «O duque de Paimeila, presidindo á camará dos Senadores (e 
egualmente á dos Pares) tionrou o systema parlamentar, e honrou-se a si 
roesmo» pek dignidade e apurado tacto, pela imparcialidade e prudência com 
que dirigia as discussões, missfio difficil n uma epucha em (jne os partidos pro- 
curavam excitar as paixões publicas em favor das suas idéas e interesses, e 
Suando estavam separados, não só pelas crenças, mas pelo sangue ainda fresco 
as luctas civis. 

« O duque de Palmeila n^ era dotado da paixão, do foeo, do estylo or- 
nado e sumptuoso que distingue os oradores nos tempos revolucionários; mas 
possuia em grau eminente as Qualidades mais solidas do debaUer, eloquência 
]>ropria das epochas de pas, e de pronesso pusado e gradual, quando os Ca- 
tilinas dSo ameaçam invadir Roma á irente ae uma população infrene, nem os 
gansos sagrados grasnam sinistramente no capitólio. 

« A sua argun^ntaçáo era lógica, e ao mesmo tempo fecunda, a sua ex- 
posição lúcida e concisa, e sabia optimamente adaptar a força das razões á 
gravidade dos assumptos, ou fosse em discursos preparados no gabinete, ou no 
calor do improviso. 

«Indiferente na tribuna aos gosos do amor próprio, o sen intuito era fa- 
zer triumphar as suas idéas, e levar a convicçáo ao espirito dos seus adversá- 
rios, e nfto seduzil-os ou deslumbral*os pelos encantos da sua palavra. . . As 
suas opiniões em economia politica e em administração iam além das de al- 
guns oot seus adversários, que se proclamavam frogreuitUu por excellencia 
. . . Minguem tractou com maior clareza e sciencia a questão dos direitos díf- 
ferenciaes, combatendo os preconceitos do systema protector, que n'aqueHe 
tempo se julgava panacéa inlallivel para todos os males, e a origem de todos 
os neesos progressos . . . Tractando das verdadeiras causas da decadência do 
nosso eommerdo, expoi perfeitamente a questão, etc, etc.» 

431) Caria ao editor do «Diário do Governo» em reaposía á « Curtíssima 
exposição de alguns factos.» Lisboa, Typ. da Riia do Almada, n.* 5 A. 1847. 
8." gr. de 24 pag.— (Vej. no Dkcionario, tomo lu, n.» J, 610.) 

432) Apontamentoê acerca da vida politica do Duque de PalmeUa, com re- 
ferencia CU) primeiro volume da «Historia do cerco do Porto» eseriptapor Si- 
mão José da Luz Sortano.— Chegaram a imprimir-se debaixo do titulo : Se^nda 
serie de notas, aecrescentamentost substituições e emendas feitas ao primetro vo- 
hane da Historia do cerco do Porto, por Simão José da Luz Sortano (Lisboa, 
na Imp. Nac. 1849), formando no todo um folheto de 54 pag. no formato da 
mesma Historia, com o destino de fazer parte do tomo ii.— Comtudo, por des- 
int^igeociaii que depois se suscitaram, e de que o auctor da Historia dá conta 
no prefacio do dito tomo ii, de pag. v a xi, este opúsculo foi retirado, e creio 
que pouquíssimos exemplares d'elle terão vindo á luz publica. 

^ 433) Despachos e correspondência do Duque de Palmela, CoUigidoe e pu- ^ ^«* 
blicados por LJ. dos Reis e VasconceUos, Tomo i. Desde 9 de AhrU de 1817 até '^ ^^ 
15 de Janeiro de 183ãi. Lisboa, na imp. Nacional 1851. S.*" máximo. De xiv-535 
pag., com um retrato gravado em Londres por H. CoUen. 

' Tomo II. Desde 9 de Maio de 1825 ate 26 de Dezembro de 1826. Ibi, na 
mesma Imp. 1851. 8.<» máximo. De 593 pag. 

' Tomo ra. Desde 3 de Janeim de 1827 até 27 dê Junho de 1828. Ibi, na 
mesma Imp. 1854. 8.<' máximo. De 552 paff., tendo no fim os índices geraes 
dos tres tomos publicados, que comprehendem ao todo 50 pag. 

De cada um dos tomos d'esta obra importante se tiraraRi 425 exempla- 
res. Nenhum foi exposto á venda publica. É muito para sentir a falta dos vo- 
lumes subsequentes, cujo interesse crescente deverá augmentar na razão di- 
recta da narte que o Duque tomou na direcção e manejo dos negócios políticos, 
que mudaram a sorte de Portugal. 

A propósito d'esta publicação sabia um extenso artigo do sr. Lopes de 
Mendonça nas suas Memorias de Litteratura contemporânea, pug. 132 a 157^ 



K %ZOa 



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8 PE 

o qual vertido em hespanhol, foi reproduzido na Revitía Pminmíar (1855), 
n.«*'2, 3 e 4. 

Os poucos exemplares dos Despachos e Correspondência^ que eventual- 
mente apparecem no mercado^ correm por preços avultados, e acham prom- 
ptos compradores. Consta que alguns chegaram a ser vendidos por 20: OU) réis 
e mais. O ultimo de que hei noticia não obteve, comtudo, maior preço que o 
de 13:500. r -v -i 

O duque de Palmella escreveu em diversos tempos muitos e variados ar- 
tigos em periódicos nacionaes e estrangeiros, sobre assumptos políticos e eco- 
nómicos com respeito a Portugal. Nos Vespaihos (tomo i, pag. 108), se declara, 
por exemplo, serem da sua i)enna os que appareceram no Times, por 1817, ou 
pouco depois^ tendo por assienatura: «Um brasileiro residente em Londres». 
Alguns saturam no Investigador Portuguez, no Padre Amaro, etc., etc. 

Esclarecido e apaixonado amador das letras e das artes, o duque organi- 
sou no seu palácio do Lumiar uma vasta e magnifica bibliotheca, em que abun- 
dam os livros raros e preciosos, tanto impressos como manuscriptos, entrando 
n'esse numero nSo poucos portuguezes. D'alguns doestes tenho feito mençSo 
nos iodares competentes. Falo pela voz publica; por isso que a multiplicidade 
das minhas occupaçôes me não consentiu até agora ensejo para utilisar-me do 
obsequioso convite, que seu digno filho o sr. mrquez de Sousa Holstein, com 
a amabilidade que o caracterisa, me tem dirigido por mais de uma vez, offe- 
recendo-se a mostrar-me aquelle valioso deposito: espero ainda fazel-o em 
tempo que o exame venha a ser de proveito para o SuppUmento final do Die- 
cionario. 

É também de maior apreço, no voto dos entendidos, a excellente galeria 
de pinturas, reunida pelo auque á custa de longas e dispendiosas diligencias. 
Pôde ver-se a este respeito o Catalogo dos quadros anUgos e modernos, que for- 
mam parte da galeria do ex^ Duque de Palmelia em Lisboa, mandados á ex- 
posição pkUantropica feita na Casa do Risco do Arsenal da Màriíúa em 1851, 
a beneficio das Casas d'Asylo da infância desvalida, Sahiu na Revista Univer- 
sal, tomo IV, da 2«" serie (1851 a 1852), a pag. 143; continuado a pag. 153, e 
concluído a pag. 166.— Vej. ainda ao mesmo propósito Les Arts en Portugal 
peio C. de Raczynski, a pag. 399. 

Ao fechar o presente artigo, não omittirei a seguinte noticia. Em uma pe- 
quena collecçSo de escríptos autographos de portuguezes celebres, começada 
ha annos por diligencias próprias e com o favor de bons amigos, possuo en- 
tre outros documentos importantes e curiosos a carta original que o Duque de 
Palmella dirigiu em 25 de Julho de 1833 a S. M. o Duque de Bragança (então 
no Porto) annunciando-lhe a sua chegada a Lisboa. É toda de próprio punho, 
e tal como aqui a transcrevo sem a menor discrepância: 

«Senhor — N'este instante entro em Lisboa, e como parte o Paquette e 
« não querem esperar um minuto apresso-me a dizer a Vossa Mag.* Imp.^ que 
« tudo vai bem. O Duque da Terceira e a sua divisão achão-se em Lisboa e o 
«innimigo segundo as ultimas noticias retira-se pella estrada de Loures. Os 
« habitantes de Lisboa armão-se todos com o maior enthusiasmo. Nada posso 
ff acrescentar ^enão o supplicar a Y. M. L que venha — e quanto antes. Bejo 
ff a sua aueusta mão e rogo a Deos que o G.^** m." a.* — Duque de Palmella. — 
«Lisboa 25 de Julho 1833.» 

PEDHO DE SOUSA PEREIRA,^ Theoloeo, posto que vivesse no es- 
tado de casado, e com descendência.— Foi natural de Lamego. As datas do seu 
nascimento e óbito ficaram ienoradas.— E. 
y. /a lo 434) fCJ Maior triumpho da Monardiia Lusitana, em que se prova a visão 

V', v?//-' do campo de Ourique, que teve e jurou o pio rei D, Affonso Henriques com os 
^ 2 /jp» três Estados em cortes. Com que se dá satisfação ao que sobre a mesma visão se 
M/^ pede por Castella em o Uvro que se imprimtu em Anvers, anno de 1639, tf^t^u- 



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PE 9 

lado: «Philippus Prudens demonstratas,» auctor o doutor João CaramueL De- 
dicado a Nosta Senhora da Igreja de Almochave, da nobre e antiga' cidade de 
Lamego, onde $e fizeram as primeiras cortes áae aqui vão, Lisboa, por Manuel . 
da Silva 1649. 4.® de xxxvi (innaineradas)-z96 pag., e mais uma no fim com 
a eirata. Tem uma estampa de gravura a buril representando a apparição de , 
Cbristo a D. Afibnso Henriques. 

O P. António Vieira, que foi revedor d'esta obra por parte do Desembargo 
do Paço, deu a respeito d*e]la o seguinte parecer : 

«Pdr mandado deV. Magestaae vi as proposiç(5es que Pêro de Sousa Pe- 
reira apresentou aV. Magestade, e conforme a mesma ordem o ouvi acerca 
d'eUas. O auctor me pareceu pessoa muito christâ, e zelosa do serviço de Deus, 
e de y. Magestade, e mui versado nas letras divinas e em outras sciencias, se 
bem com estylo e modo de discorrer particular. E este mesmo juízo é o que 
fiz do seu livro, no qual prova as proposições que propõe com muita escriptura, 
emdiçSo e ingenbo, posto que a algumas lhe não pôde dar a certeza que elias 
nâo tem. Gomtudo, me parece obra que pelo assumpto, variedade e piedade 
ooin que se tracta, será de gosto e proveito aos que a lerem ; e (|ue accrescen- 
(ará nos portugueses o zelo e estimaçâoido reino : e assi se pôde imprimir. Este 
é o«)eu parecer, etc. D'este collegio de Sancto Antão em 1:2 de Julno de 645.» 

É livro um tanto raro, e os exemplares bem acondicionados téem sido ven- ' 
didos por 1:200 réis. 

PEDRO TAGQUES DE ALMEIDA PAES LEME. . . . — E. 

435) Historia dá capitania de S, Vicente, desde a sua fundação por Martim 
AffoHso de Sousa, Escripta em 1772. 

O sr. M. de A. Porto-alegre descobriu em um convento do Rio de Ja- 
neiro o original d'esta obra, em tal estado de ruina que nâo tardaria em ficar 
de todo inntílisado. Elle o recolheu e fez inserir na Revista trimensd do Insti- 
tuto, onde sahíu no tomo n da 2.* serie, pag. 137 a 178, continuado de pag. 
293 a 327, e de pag. 445 a 475. 

Vej. para oora de assumpto idêntico o artigo Fr, Gaspar da Madre de 
Deus, 

Este mesmo Paes Leme é também auctor de uma Nohiliarí^ia Paulistana, 
qoe, segundo julgo, está ainda por imprimir. 

P. PEDRO THALE8IO, Presbytero secular; sendo Mestre de Musica na 
Cathedral de Granada, passou a reger a cadeira da mesma arte na Universidade 
de Coimbra, para o que se lhe passou provisão em 22 de Novembro de 1613. 
— Foi natural de Lerma, em Gastella; e não sei atinar com a razão aue houve 
da parte de Barbosa Machado para dar-lhe logar na BtbL, onde segundo o plano 
que traçara, só podiam entrar indivíduos nascidos em Portugal. Provavelmente 
egnivocou-se, tomando-o por portuguez. — Vej. também a seu respeito a Re- 
vuta dos Espectáculos, tomo ii (1854), pag. 283.— E. 

436) {CJ Arte de Cantocham, com hila breue instrucção pêra os sacerdotes. 
Diáconos, Sub diáconos, e moços do coro, conforme ao uso romano, Coimbra 
1617. 4.<^— ^Sahiu novamente, nesta segunda impressam nouamente emendada i?,/^^^ 
e aperfeiçoada peUo mesmo autor. Dirigida ao li/.*" e Reuerendissimo Senhora tU'* 
D, Affonso F\irtado de Mendonça, Arcebispo de Lisbqfl, etc. Coimbra, por Diogo 
Gomes Loureiro 1628. 4.<* de xji-136 pag. 

São raros os exemplares d'esta obra. Vej.. outras de egual assumpto nos 
artigos António Fernandes, Fr, Bernardo da Conceição, D. Carlos de Jesus Mor- 
ria, Fr. Domingos do Rosário, João de Abreu Pessoa, João Martins, João Vaz 
Barradas, Manuel Nunes da Silva, Mattheus de Sousa Villalobos, etc, etc. * 

PEDRO TEIXEIRA (l.<>), portuguez de nascimento, como elle próprio 
se declara no prologo da obra abaixo mencionada. Ignoram-se as particuiari- 



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M) PE 

dades do lognr onde nascera, do nascimento^ e do ohito. Viajou darante alguns 

annos ha Persin, índia, e outras regimes orientaes, partindo a final de Malica 

para Portuf^al no anno do i600. — E. 

Ji^. ft ^ 437) Relaciones de Pedro Teixeira, dei origen, descendência y suecemon 

^' ^yt ^^ ^^* Reyes de Pérsia, y de Harmnz, y de un viage hecho per el mismo autor 

J 9 /\, dende la Índia Oriental basta halia j)or tierra, Anvers, cn casa de Hieronymo 

r. / ^"^ Verdussen 16iO. 8.» de viii (innumeradas)-384-viii (innumeradas)-2l6 pag., 

e no fim a táboa das matérias, que contém ao todo i6 pag^ também sem nu- 

AieraçSo. 

Diz o auctor no prologo, que escrevera primeiro estas Relações na sua lín- 
gua materna nortugueza, isto é, só o primeiro livro, que terminava com a en- 
trada dos árabes na Pérsia ; porém que havendo já a licença para imprimil-as, 
mudara de parecer, obrigado da instancia c t^onselho de auiigos, e resolvera 
pôr a obra em castelhano, julgando tornal-a d'esse modo mais communicavel ; 
o assim mesmo accrescentára então o segundo livro, que tracta desde que os 
árabes se assenhorearam do paiz, até o tempo em que o auctor escrevia : pe- 
dindo por isso desculpa das faltas que se lhe notarem no estylo e na phrase, 
próprias de quem escreve em iinpua alheia, etc, etc. 

N'est(>s livros compendiou elle, segundo afiirma, o que achara eseriptotfias 
chronicas da Pérsia, que lera e estudara cuidadosamente, entendendo que por 
serem escriplas por nncionaes dfviam ser proferidas ao que escreveram aucto- 
res estrangeiros, que careciam dos cx)nhecimenlos c noticias necessárias, etc. 
Curiosa o interessante por mais de um titulo, esta obra tem gosado de al- 
guma estininçilo, e os exemplares são pouco vulgares. O seu preço regular tem 
sido de 1:200 réis nos últimos tempos. Um que possuo, em soffrível estado de 
conservação, devo-o á bondade do meu amigo sr. Rodrigues de Gusmáo, que 
com elle me brindou ha annos. 

PEDRO TEIXEIRA (2."), mencionado por Barbosa como português, 
sem conituJo nos deixar de sua pessoa declarações mais especificadas. — E. 

438) Descripcion dei reyno de Portugal, y de los reynos de CastiUa ^ 
parlen con su frontera. Delineado por D, Pedro Teixeira. Dedicada a la «a- 
geslad d'ElRey D. Philippe IV, por D. Joseph Lendinez de Gtterara, — Este é o 
titulo no alto; e na parte inferior tem: Marcus Oroseus seulpsU JiSatriti 16^3. 
Se vende en la Eslamperia de Andres de Solo mas abajo de la porteria de S. Mar- 
tin en Madrid, a su costa aumentado nuevamente, — Estampado em folha grande 
ao largo. 

FR. PEDRO DE SAIVCTO THOIHÁS, Franciscano da província de 
Portugal, Sacristáo-mór no convento de S. Francisco da cidade, etc— E. 

439) Memoria da devoção do esposo da Viríjem, Colligida e ordenada por 
etc. Lisboa, por António Alvares 1636. ÍQ^ de xii-43 pag. 

Esta cotlecção de devoções familiares, a que a censura concedeu o tmpri- 
inatur sob condição de que somente se poderiam rezar em particular, nSo tinha 
por certo menos direito a figurai' no Catalogo chamado da Academia, que ou- 
tros livrinhos da mesma espécie que lá se incluiram. Vejo por exemplo Luis 
Alvares de Andrade^ José Freire de Andrade, Nieolau da Maia, etc. Foi com- 
tudo completamente esquecida. 

Barbosa não menciona a edição citada, porém aponta em logar d'ella ou- 
tra (copiando por signa! o titulo com alteração notável) de i6oâ. 24.^ a qual 
V não vi até hoje, salvo o ser ella a profHria que já mencionei incidentemente no 

tomo VI, n.» N, 38-10. 

FR. PEDRO VAZ GIRNE DE SOUSA; foi senhor do morgado de Gu- 
minhães, e Capitão-mór na villa (hoje cidade) de Guimanies, sua pátria. Por 
óbito de sua mulher professou na Ordem militar de Malta.— £. 



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PE H 

440) fC) Relação do que fez a viUa de Guimarães do tempo da (elice aecla- 
mofão de Sua Magestade até o mez de Outubro de 1641. Lisboa, por Jorgo Ro- 
drigue^ 1641. 4.° de 12 pagina» sem numeraç/io. 

441) fC) Relação do que tem obrado Rodrigo Pereira de Sottto-Maior, ca- 
pitão e alcaide- mór dá villa de Caminha, e da r/V Valladares, no serviço de Sua 
Magestade, depois da sua felice acclamaçõo e restauração n'este reino de Portu- 
gal. Lisboa^ por Lourenço de Anvcrs 1641. 4." du 16 pag. iununieradas.— Su- 
biu sem o nome do auctor. 

Na livraria da Academia Real das Sciencias vi um exemplar d'este fo- 
lheto; que é raro. 

PEDAO VIEGAS DE NOVAES, Desembargador do Paço, falecido ao 
que parece entre os annos de 1782 e 1 785.— O P. José Vicente Gomes de Moura 
na sua Noticia das monumentos da língua latina, pag. 87, attribuc a este des- 
embargador uma versão da Eneida, que dá como luipressa em Coimbra, 17... 
4.^ — Não pude achar até agora mais indicação ou noticia da existência de ú- 
milhante versão, a menos que eila não seja (sob unja designação iucxactit) a 

2UC se imprimiu em Lisboa, 1790, com o nome de Luis Ferraz de Novaes. 
. este respeito vej. no Diccionario, tomo v, o n.° L, 517. 

PEDRO WENCESLAU DE BRITO ARANUA, natural de Lisboa, 
e nascido em 28 de Junho de 1833. Contrariado em suas aspirações li Iterarias 
pela falta de meios de seus pães, foi-lhe impossível seguir algum curso de es- 
tudos, e obtidos os elementos da instrucção primaria, teve de aprender aos 
quinze annos de edade a arte tjpographica, que exerceu até 18o7, com algu- 
mas interrupções. Desejoso de mstruir-se, empregava todos os intervalos dis- 
poníveis na lição dos livros, ou na conversação de pessoas i Ilustradas, supp rindo 
assim do modo possível a falta de estudos regulares, para haver os conheci- 
mentos de que carecia.. £streou-sc na imprensa com um artigo sobre trabalhos 
da Associação Typographica, inserto em 18o2 no Jornal do Centro promotot* 
dos melhoramentos das classes laboriosas, seguindo-se a este uma carta, publi- 
cada na Tribuna do Offerario, que então redigia o sr. F. Vieira da Silva. Ani- 
mado pelo bom acolhimento que tiveram estes ensaios, o pelas persuasões do 
alguns amigos, trocou a sua proGssão pela vida jornalística. De então até hoje 
tem sido collaborador, mais ou menos efíectivo (quasi sempre na parto litte- 
raria, noticiosa e recreativa) de vários periódicos, nos uuaes se encontram 
muitos folhetins e artigos seus, originaes ou traduzidos do irancezehcspanhol, 
uns com o seu nome e outros anonymas. Contam-se entre estes periódicos : 
a Revolução de Septembro, CivUisação, Rei c Ordem, Federação, Jornal para 
todos, Archivo Familiar (todos de Lisboa]; Liz e Leiriense (de Leiria) ; Diarto 
do Recife (de Pernambuco), etc. 

Foi em 1857 correspondente da Revue Espagnole, Portugaise, Brésilicnne 
et Hispano-Americaine, publicada em Paris; e no tomo iii, pag. 114 a 12o, \em 
um artigo seu, com o título Chronique portugaise. 

Fez parte da redacção do jornal O Futw^o, primeiro na qualidade de tra-« 
ductor e revisor, e depois na de collaborador : e quando este e a Discussão se 
refundiram em um só, com o titulo do Politica Liberal, ficou encarregado da 

{)arte noticiosa nacional e estrangeira, que desempenhou até á suspensão d'esta 
olha em Agosto ultimo. 

Tem sido colLiborador effeclivo do Arckito Pittoresco, e corre^ndcnte 
do Dislricto de Leiria desde o principio do anno actual. 
Em separado publicou os seguintes opúsculos : 

442) Uma tradição religiosa: lenda, por Emilio Casteltar, traduzida do 
n." 6õ5 de • La Ibéria ». Lisboa, Typ. de J. G. de S. Neves 1856. 3Í .° do 30 pag.. 
— Tinha sabido primeiro na Civilisação, n." HG e 117. 

443) A galera do senhor de Vivonne: romance de Amedée de Bast, vertido 



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12 PE 

do francez. Segunda edição, Ibi, na mesma Typ. 1857. S,"" de 68-xv pag. — 
A primeira edíçSo sahiii em folhetins no Rei e Ordem. 

444) O Papa e o Congresso. (Tradacçáo.) Lisboa, Typ. do Futuro, sem 
designação do anno (1859). 4.<* de 16 pag. — Sahiu anonymo. D'este opúsculo 
se extrahiram em um mez para mais ae mil exemplares. 

445) O Imperador j Roma e o Rei de Itália. (TraducçSo.) Ibi, na mesma 
Typ., sem indicação do anno (consta que fora impresso em Septembro de 
lâol). 8.<* gr. de 16 pag. — Também anonymo. 

446) Os Jesuítas em 1860. (Traduzido de Gh. Habeneck, com prologo e 
not^s do traductor.) Lisboa, Typ. de J. G. de Sousa Neves 1861. 4.* ae 32 pag. 
— No fim do prologo tem as iniciaes « B. A.» — Achando-se esta edição de todo 
exhausta, sabm segunda com o titulo seguinte : 

Jesuítas e Lazaristas: Segunda edição augmentada. Ibi, na mesma Typ. 
1862. 8.^' gr. de 100 pag. — É precedida de uma advertência e introducçáo, 
que occupam 37 pag., o tem no íim as ínicines « B. A. d De pag. 90 até 100 
contém-se um appendice, também novo. — Esta producçSo mereceu para o 
auctor uma congratulação do sr. Victor Hugo, em carta datada de Gueruesey 
a 12 de Junho de 1862, a qual foi publicada com um artigo encomiástico em 
o n.« 8 do vol. VII da Federação (de 28 do dito mez), e pelo mesmo tempo re- 

Sroduzida em quasi todos os jornaes liberaes de Lisboa e das províncias, como 
ocumento muito honroso para aquelle a quem se endereçara. 

447) Lendas, tradições e contos hespanhoes, cdligidos e trasladados por 
Brito Aranha, e revistos por A. da Silva Tuilio, etc. Lisboa, Typ. de J. G. de 
Sousa Neves 1862. 8.» 2 tomos, com viii-343 pag., e 271 pag. 

O tomo I contém as lendas e bailadas de D. José Maria de Goizueta, a 
saber: lendas: 1. Aquelarre. 2. Lamia. 3. Bassajanna. 4. A busina de Rol- 
dão. 5. Maitagarri. 6. Arguiduna. 7. Eistarí-belza. 8. Kristus dendaria. — 
Bailadas : 1. A prophecia de Lara. 2. As correrias. 3. A virgem de cinco 
villas. 4. O canto dos crucificados. 5. A guerra sancta.— E um glossário de 
palavras para melhor intelligencía do texto. 

O tomo 11 comprehende : Contos e tradições : 1. A filha do mar, por JJo- 
friu y Sagrera. 2. Dous retratos históricos, por D. Pedro António de Alarcon. 
3. O príncipe de Erin, por D. António de Trueba. 4. A poesia do lar domes- 
tico, por D. Maria dei Pilar Sinués de Marco. 5. Como se morre para o mundo, 
por Alarcon. 6. A virgem do Lerez, tradição galega. 7. Boa pesca ! por Alar- 
con. 8. Os corações de ouro, por D. Carlos de Pravia. 9. Os olhos negros, por 
Alarcon. 10. Sancta Cecília, por Trueba. 11. Um camarada exemplar, por 
Alarcon. 12. A resurreição da alma, por Trueba. 

Parte das peças conteiidas n'estes volumes haviam sido anteriormente pu- 
blicadas no Archivo Pittoresco, na Civilisação, etc. 

Ha também n'esses, e n*outros jornaes alguns artigos mais importantes, 
por exemplo : 

448) O casamento é a mortalha no eéo se taUia, conto original. — Na Revo- 
lução de Septembro n."" 4684 e 4685, 

• * 449) Papa e imperador. — Sahiu primeiro na Politica Liberal, depois no 
Jornal do Commercio, e em seguida reproduzido em muitos periódicos do con- 
tinente e ilhas. 

45O) A mulher nas diversas relações de família. — Em diversos números 
do Archtvo Pittoresco. 

Vej. também no presente volume o artigo Specimen da fundição de typos 
da Imprensa Nacional. 

O sr. Brito Aranha pertence a varias associações populares, e foi recen- 
temente incluído entre os cidadãos condecorados com a Ordem da Torre e Es- 
Sada, em remuneração de serviços humanitários prestados durante a invasão 
a febre amarelía, por um honroso decreto publicado no Diário de Lisboa de 
29 de Agosto do corrente anno. 



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PE 13 

o Dúxmario Bildiograpkico lhe deve agradecido reconhecimento, nâo só 
pelos artigos de officiosa recommendaçSo (]ue a respeito d'elle tem por vezes 
publicado, mas pela espontaneidade e diligencia com que em diversas occa- 
siões se empenhou em solicitar subsídios e esclarecimentos necessários para 
completar algumas espécies ahi conteúdas. 

451) PEKACH SCHOVSCHAN: RamaOiele deflores, colhido no jardim 
das artes, que lemm o estudioso ao saber: breve compendio do que em sustancia 
contêm cada sciencia, e sua definição. Contém 60 discursos, tratados de grande 
noticia, juntados e dispostos pior Selomoh de Oliveira, a pedimento de Isaac de 
Marytia Ahoab, cm Amsteraam no anno 5447 (1687).— Manuscripto em 8.", 
com 337 fog., e mais 27 paginas impressas. 

Existia este precioso Uvro (escripto por B. S. Godínez em Amsterdam no 
anno de 1690) na livraria de Isaac cia Costa, em cujo catalogo vem descripto 
a pag. i04. Ahi mesmo vem enumeradas as seguintes espécies conteúdas no vo- 
lume. 

1. Valle da visão, que dá notícia das artes liberaes, e de todas as scien- 
cias ; da fframmatica, da lógica, etc. Em treze tractados. 

2. Floresta de viqilantes sobre as virtudes, e triumpho da moralidade, da 
vontade, da raz2o, etc. Em dez tractados. 

3. Doutrina divina, e proposições das regras das artes : grammatica he- 
braica, lodca, etc Em dezoito tractados. 

4. Advertências e contas sobre as conjuncções da lua, e suas dependências, etc. 

5. Razão das festas, e taboas dos kaiendarios, etc. 

.6. ComjnUos aos tempos, e suas calidades, com suas dístincçOes e rodas 
curiosas. 

7. Computo dos mezes, ou kalendario annual. 

8. Kalendario geral, e modo de fazer kaiendarios. 

9. Cireulo dos Thequnhot, e sua declaração. 

10. Serie dos annos aas cousas mais memoráveis. 

11. Documento geral 

12. Douirina particular. Esta contém 7 pag. impressas, e é em forma de 
caria, dirigida por Isaac de M. Aboab a seu íiiho. 

Vej. adiante o artigo Salemoh de Oliveira. 

452) PEUÇÃO DO PADRE BARTHOLOBIEU LOURENÇO, sobre 
o instrumento que inventou para andar pelo ar, e suas utilidades (com uma gra- 
vura que representa a Figura da nova barca inventada em Lisboa no anno de 
1709.)— No fim tem: Lisboa, na OMc. de Simão Thaddeo Ferreira 1774. Com 
licença da Real Meza Censória. 4.<* de 4 pag. sem numeração. 

A data da impressão 1774, que se estampou n'este papel, acha-se manifes- 
tamente errada, ao que parece por descuido typographico. Qual seja a verda- 
deira, não o saberei dizer ; inclino-me a que seria 1794, por ser n^esse anno 
aue se realisou em Lisboa a ascensão aerostatica do capitão Lunardi, italiano; 
íacto que pela sua novidade concitou a admiração dos moradores da capital, 
e occasionou a publicação de vários outros folhetos e papeis, tanto em verso 
como em prosa, dos quaes em seguida mencionarei alguns, reservando para 
bear mais adequado a indicação de outros. Em todo o caso, convence-se de 
falsa a referida data, porque Simão Thaddeo não tinha áquelle tempo typo- 
graphia em seu nome; e só a teve de 1781 em diante, por virtude de casa- 
mento com a viuva de outro typographo Luis Francisco Aavier Coelho, fale- 
cido em 1780, e proprietário aa officma denominada «Luisiana», onde o dito 
Simão Thaddeo era empregado desde algum tempo, como administrador subal- 
terno, ou contramestre. 

Já no tomo i do Dicdonario, no artigo Barlholomeu Lourenço de Gusmão 
(pag. 334) tive occasião de mencionar este impresso; porém só depois me oc- 



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li PH 

correa a reflexão que ora apresento, e qne jaignei nSo devef omittir em graça 
da verdade, e para evitar duvidas futuras. 

E a propósito do assumpto balões ou machinas aerostaticas, ajuntarei aqui 
a noticia dos seguintes folhetos publicados em diversos tempos, que por serem 
de auctores anonymos não poderam entrar commodamente em outra patte : 

Tratado das machinas aerostaticas, com a descripção da do capitão Lu- 
nardi, e com a historia dos mais famosos aerostatos b viagens aeriaSj que se tem 
feito desde a sua invenção até agora. Lisboa, na Offic. de SimSo Thaddeo Rer- 
reira 1794. 8.<> de 48 pag., com uma estampa. — E note-se, que n'este se não 
diz uma só palavra acerca de Bartholomeu Lourenço, ou da invençfto a elle 
attribuidal 

Descripção do novo invento aerostatico, ou fnaehina volante; dó methodo de 
produzir ò gaz ou vapor, com que estSsSe enche; b de algumas particularidades 
relativas ás experiências que com elle se tem feito: com a nottda de um simi- 
Ihante projecto formado em Lisboa, no principw d'este século, e peças d éUe re- 
lativas. Lisboa, na Offic. de António Rodripes Galhardo. . .— <Úm extracto do 
conteúdo n*este folheto de pag. 55 em diante, acha-se transcripto no jornal 
O Viajante, n.» 20 (i839), a pag. 77.— D'elle se serviu também Francisco Freire 
de Carvalho, a pag. 5 da Memoria que escreveu, no sentido de revindicar a glo- 
ria da invenção para a naçío portugueza (vej. no Diccionario, tomo n, ti.'» F, 
758). 

Extracto de vários jomaes e memorias sobre os balões aerostaticos, sobre o 
gaz e viagens aéreas, com a epocha do seu descobrimento; e se mostra como um 
portuguez foi o primeiro que tevç esta lembrança. Lisboa, na Imp. Regia i819. 
8.« de 32 pag. 

Além do referido nos artigos Bartholomeu Lourenço de Gusmão, tomo i, 6 
Vicente Lunardi no presente vn, vej. ainda sobre o assumpto madiinas aeros- 
taticas no tomo VI, n.** M, 1459, e 1005: no tomo iv, n.« J, 2187 e 1245, etc. 

Commemorarei emfím um livro, posto que escripto na Angua franceza, de 
muito interesse a meu ver, tanto pelas noticias que do assumpto offerece, como 
por ser raro entre nós. Intitula-se : 

Description des experiences de la maehine aeroitatique de MM. de Montgoí- 
fier, et de celles auxquelles cette découverte a donné lieu, suivie de redierches, 
mémoires, etc., etc. ; jpar Mr. Faujas de Saint-Fond. Seconde editúm. Paris, 
1784. 8." gr. de xl-^2 pag., com dez estampas. 

453) PHARMACOPEA GERAL para o reino e dominios de Portugal, 
publicada por ordem da rainhajidelissima D. Maria L Tomo i. Elementos de 
Pharmacia. Lisboa, na Regia OflSc. Typ. 1794. 4.» de vra-228 pag.-— Towio li 
Medicamentos simjiices, preparados e compostos. Ibi, na mesma T^. 1794. 4.<» 
de vni-248 pag. — (Vej. Francisco Tavares.) 

Como de matéria análoga, darei aqui logar aos seguintes : 
' Formulário geral medico-cirurgico, para o Hospiuã Real de S. José de Lis- 
boa. Lisboa, na Imp. da Viuva Neves & Filhos 1828. 4.° de 178 pag., e mais 
uma com a errata. — Foi elaborado por uma commissSo especialmente nomeada 
dos facultativos do mesmo hospital; a saber : os médicos Sebastião Archanjo 
Paes, Joaquim José Fernandes, e Francisco Thomás da Silveira Franco : e os 
cirurgiões António Joaquim Farto, João José Pereira, e JoSo Pedro Qarral. To- 
dos silo já falecidos. 

Formulário geral para uso dos Hospitaes militares de S. A. R. o Príncipe 
Regente nosso senhor. Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1814. L° 
de'35 pag. 

Vei. também no Diccionario, os artigos seguintes: tomo i, n.** A, 62, 63, 
1447, 1448; tomo ii, n.°* C, 1, 2, 3, 30 e D, 127; tomo iri, n.^ J, 13, 369, 370, 
863; tomo v, n.»« J, 4577; M, 663; tomo vi, n." M, 1236, 1604; P, 168, 355, 
etc, etc. 



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PL ih 

PHAROL. (Vej. Farol.) 

PflILANACrO DE CORTE REAL. (V. AiHonio Nunes Ribehv Sanches.) 

PHILOMENA DS 8. BOAVENTURA. (V. Francisco de Andrade.) 

PmUARGO PHEREPONO. (V. P. Francisco António.) 

PHILIPPE. (V. Fitífpe.) 

PHHJPPE ICUNEB. (Y. Fr. FUippe dc^ Chagas.) 

PHILO-IBERICO. (Vej. no tomo v o n.^ J, 4208.) 

PHILOTHEORO DURIACOLA. (V. André AnUmio Corrêa.) 

454) O PILOTO DO BHA8IL, ou descripçâo das cartas da America me- 
ridional enin Sancta Catharina ê Buinos Aures; e intíiucções para navegar nos 
mares do Brasil: por mr. Baral. Exseutaaa por ordem do governo ffancez, 
em cofiUinuação ao Piloto do Brasil pelo Barão Roussin. Rio de Janeiro, Typ. 
Gonunercíal de P. Gaeffier i834. S.^ gr. de li4 pog. (aliás 94, por estar errada 
a nameraçSo, que saltou de pag. 96 a 107) com um mappa de signaes.— Tem 
em frente da traducçSo o onginal fraoeez. 

FR. PLÁCIDO DE ANDRADE BARROCO, Franciscano da congre- 
gaçSo da terceira Ordem, na qual professou a 7 de Junho de i77i. EbLerceu o 
magistério na mesma Ordem por alguns annos, e foi Definidor, Chronista e a 
final Ministro geral da ordem, eleito no capitub de i6 de Maio de 1807; logar 
que, di2-se, draempenhára a contento dos súbditos. —N. em Lisboa a 5 do Ou^ 
tobro de i750, e m. no convento de N. S. de Jesos a 10 de Fevereiro de 1813. 
— Foi irmão de Sebastião José Ferreira Barroco, distincto poeta, e como tal 
grandemente louvado por Francisca Manuel do Nascimento: o qual, seaundo 
creio, faleceu em Lisboa, ainda antes do irmão, tendo sido Desembargador da 
Rfilsçllo de 6oa. Parte dos seus manuseriptos vieram ter, ao aue parece, ás mãos 
do (uto seu irmão, e ainda se conservam na livraria do exttncto convento de 
Jesus. 

Quanto a Fr. Plácido, eis a resenha de tudo o que d'elle sei impresso: 

4d5) Sonetos ao casamento do Conde da Redinha. Lisboa, na Regia Oific. 
Typ. 1776. 

406) Saerifieio de iMchisedeék: poema dramaiieo em Umvor do SanUissimo 
Sacramento: Lisboa, na Regia Ofic Typ* 1779. 8.° de 91 pag.— Sem o nome 
do anctor. 

^457) Dissertação sobre a origem das vesles sagradas na lei da graça. Lis- 
boa, na Rc^ Offic. Typ. 1791. 4.^' de xiv-117 pag. 

458) Horas christãs,para uso da igreja de Beja. Ijisboa, na OÍIic. de Si- 
mão Thaddeo Feireita 1794. 16.» 

459) Summa da Theologia mord de Jacob Besombes, traduzida em portur- 
guêS. Ibi, na mesma Offic. 1791. 8.« 4 tomos. 

460) Summa da Theologia moral de Fr. Fulgeneio CunUiatCr traduzida em 
portuguez. Lisboa 1799. S."" 6 tomos? 

461) Ode, soneto e epigrammas por occasião da solemne inauguração da 
esitUiua d'el^êi D. José 1. — Sahiram na Academia celebrada pdos reUgiosos, etc. 
(Vej. no Diceionario, tomo i, n.*» A, 7.) 

Na livraria de Jesus existem manuscriptas algumas obras suas em prosa e 
veno, a ciqo remito pôde ler-se Fr. Vicenle Sugado, no CaUdogo também 
manuseripto dos Escriptores de terceira Ordem. O bispo de Beja Cenáculo, que 



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16 PO 

foi seu amigo e protector, nos Cuidados lÃUerarios, pag. 394, transcreve a 
traducçfio por elle feita em verso do psalmo 59. • 

462) PLANO E REGULAMENTO DE ESTUDOS, para a (mgrega- 
aio de S. Bento de Portugal. Lisboa, i789. 4." sr.— Yej. acerca d'esta e simí- 
Ihantes obras o Diccionario no tomo n, n.^ E, 103 a 116. 

463) PLANO DA EDUCAÇÃO dos meninos orphSos e expostos do se- 
minário de S. Caetano, feito no anno de 1801 pdo insigne fundador de gloriosa 
memoria D. Fr. Caetano Brandão, arcebispo de Braga, ete. Publicado em 1861 
pda Commissão administrativa do mesmo estabelecimento. Braga, Typ. dos Or- 
phSos, campo dos Touros n.° 24. 8.® gr. de vi-78 pag.— É mais uma obra para 
ajuntar ás do arcebispo, que mencionei no tomo n. 

A este opúsculo se pôde ajuntar o seguinte, pela analogia do assumpto e 
promiscuidade da impressão: 

Relatório dirigiao ao ex^^ Ministro e Secretario d' Estado dos Negócios 
do Reino, peia Commissão administradora do coUegio de S, Caetano de Braga, 
areada por decreto deQ de Março de 1861. Braga, na Typ. Lusitana 1861. 8.« 
gr. de 29 pag., e no fim um mappa e outros documentos. 

PLATEL (O ABBADE), mais conhecido pelo nome de P. Norberto, de 
naçSo francez, Capuchinho apóstata, secularisado depois por breve pontifício 
em 1759, e cuja vida escripta por Chevrier e publicada em 1762 (um vol. in 
8.°) ó uma serie de travessuras e perversidades. M. na sua pátria, pobre e mi- 
seravelmente, em 1770 aos 73 annos de edade, tendo nascido em 1697. Este 
aventureiro esteve por algum tempo em Lisboa, e foi favorecido pelo marguez 
de Pombal, sob cujos auspícios publicou, dizem, as suas Mémoires Mstoriaues 
contenant les entreprises des Jesuites contre le Saint-Siége, impressas em 1766. 
Na Deducção Chronologica e Ânálytica (Parte 1.% vol. ii da ediçSo de 8.*, a 
pag. 605) accusa-se esta obra com o titulo em portuguez, e por modo que pa* 
rece haver sido traduzida ou publicada n'esta hngua. Porém creio que tal tra- 
dução nSo existe, e só sim o original francez. \ei. ao mesmo respeito UAd- 
mintstration de SebatíienrJoseph ae Carvalho et Melo, ete., tomo iv, pag. 38, e 
no sentido contrario o Defensor dosjesuitas por Fr. Fortunato de S. Boaven- 
tura, Tl? 7, pag. 24. 

Outra obra do P. Norberto foi efectivamente traduzida e publicada em 
nossa língua por João Jacinto de Magalh&es (vej. no Diccionario, tomo ni, 
n.» J, 848). 

464) POEMAS CAMPESTRES de um Transtagano. Lisboa, na Offic. de 
Sim&o Thaddeo Ferreira 1784. 8.« de 31 pag. 

Novos poemas campestres de um Transtagano. Lisboa, na Offic. de José da 
Silva Nazareth 1785. 8.» de 32 pag. 

Terceiros poemas campestres de um Transtagano. Ibi, na mesma Offic. 1785. 
8.° de 29 pag. 

Compõe-se esta collecçSo de idyllios, e outras similhantes poesias no gé- 
nero pastoril. Nada contém de especial. É mais um livrinho ae versos para 
ajuntar a tantos que possuímos, e que hoje ninguém lé. O auctor d'e8tes can- 
tos occultou-se de modo que o seu nome ficou, ao menos para mim, até agora 
ignorado. 

POEMAS LYRICOS de um nalural de Lisboa. (V. Fr. Francisco Pedro 
Busse.) 

465) POEMA TIRADO DO LIVRO VI DE GVmiO.MHamorpho- 
ses. Fabm terceira. Sem designação de logar, typographia e anno da impressão. 



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PO 17 

íDá mostras de ser impresso em Lisboa, pelos annos de 1760 a 1770.) 4.* de 
i2 pag. — Começa pelos sepintes versos : 

«Bem poderás, oh Niobe suberba, 
Pòr os olhos de Arachne nos castigos, 
E ficares de acordo que se deve 
Inviolayel respeito aos allos deuses, etc.u 

E acaba com os seguintes : 

«G assim d'um tempestuoso e rijo Tento 

Levada foi á pátria, adonde fixa 

Nas alturas de Sipilo pareço 

Que esta estatua de mármore ioda dura.» 

Poema septimo. Livro ti de Ovídio. Metamorphoíes, Feito porluguez. Tam- 
bém sem designação de logar/ anno, etc. ; porém \ô-se qae foi impresso na 
mesma tvpographia que o antecedente, com os mesmos typos, em papel egual, 
etc. 4.® oe 16 pag. Começa : . 

«rCom Tereo, rei da Thracia, conhecido 
Por ser potente em forças e riquezas, 
E descender de Marte, em casamento 
Se junta Progne, fílba de Pandion, etc.u 

E finda assim : 

(t Todas estaff crueldades e desgostos 
Fizeram com que o triste rei Pandion 
Buscando as sombras do nocturno Erebo, 
Antes do ultimo dia do seu fado 
Partisse para o baratbro profundo.» 

Poema primeiro do Uvro viii de Ovidio, Metamorphoses. Traduzido, em 
parte imiíaao e aecreeeentado. Não tem (como os antecedentes) declaração al- 
guma do local, nem do anno da impressão. 4.'' de i2 pag. — Eis aqui os pri- 
meiros versos : 

«As muralhas de Alcathoe combatia 

Com fortes armas Hinos, rei de Creta, 

Ás quaes se oppunha, com egual esforço, 

Miso, rei de Megara celebrado, etc.» 

E conclue d'este modo : 

«Mas o pae, então feito águia marina, 
Yinba a despedaçal-a; ella com medo 
Ia a lançar-se aomar, o de repente 
Ficou em cotovia transformada.» 

Se nSo falham as minhas inducç^s, creio nSo ir muito afastado da ver- 
dade conjecturando que o P. Francisco José Freire, ou o P. Thomás José do 
Aquino foram auctores d'estas versOes anonymas, dadas talvez á luz como spe> 
címens, no intento de apalpar o gosto do publico. 

Devem ser raros os exemplares doestes três opúsculos, visto que até a no- 
ticia d'elles faltou ao nosso douto e mui lido bibhothecario-mór, o sr. J. da S. 
Mendes Leal. Em uma erudita nota, que escreveu para acompanhar a traduc- 
çSo dos Fastos de Ovídio, tfto felizmente emprehendida e acabada pelo sr. A. 
F. de Castilho (corre no tomo i da versSo de pa^. 177 a 200) propoz-se s. ex." 
fazer inventario ou resenha circumstanciada (vej. a pag. i9o e 197) de todos 
os fragmentos Ovidianos que possui mos, trasladados do original para a nossa 
lingua por portnguezes; bem como dera anteriormente noticia (pag. 195) das 
TOMO vn 2 



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18 PO 

edições mais recommendaveis, quer no texto, quer nos commentarios, que a 
Bibliotheca Nacional possue das obras do cantor dos Fastos, 

Cumpre porém observar, em graça da verdade, que similhante resenha mal 
pôde julgar-se completa, faltando n'ella, como evidentemente falta, a enume- 
ração de bom numero de fragmentos d'aquelle género, que andam impressos 
desde muitos annos, e dos quaes a maior parte são assas conhecidos. 

Permitta-se, pois, que por honra das nossas letras, se accrescentem aos enu- 
merados pelo digno bibliothecario-mór os seguintes, de que as suas muitas e 
importantes dccupaçôes o impediram por certo de tomar nota : 

1.*» Os três Poemas extranidos das Metamorphoses, de que no presente ar- 
tigo acabo de fazef menção. 

2."^ Os dous livros oa Arte de amar, vertidos por José Fernandes Gama, 
que aliás já foram descriptos no Diceionario, tomo m, n.** 3216. 

3.*" O livro. I do Remédio do amor ; a heroide Dido a Eneas, e aeleda xii 
do livro n dos Amor<»; vertido tudo por Manuel Mathias Vieira Fiamo de 
Mendonça, e anda nas Rimas d'este poeta, impressas em Lisboa em 1805. 

4.<* Vários trechos das Metamorphoses traduzidos por Filinto Elysio, in- 
sertos nas suas Obras completas, a saber (reporto-me á ediçSo de Paris, em 
S.*» gr.): Hyppdito, no tomo ni, a pag. 259; — Orp/i^o despedaçado pelas bac- 
charUes, no mesmo tomo, pag. 213. — Ino e Melicerta, no tomo iv, pag. 55. — 
Lucta de Hercules com o rio Achelôo, tomo dito, pag. 249. — E também a ele- 
gia V do livro I dos Amores, no tomo v, a pag. 439. 

ô.» A elegia iv do livro ii dos Amores, e a heroide Ariadna a Theséo, ver- 
tidas por Joáo Carlos Lara de Carvalho, publicadas no Compilador, periódico 
mensal, em 1822 (vej. no Diceionario, tomo iv, n." J, 2740). — A heroide foi 
também reproduzida no Mosaico, em um dos n.°* de 1840, se não me falha a 
memoria. 

6.» Fragmentos do livro i das Metamorphoses, traduzidos por José Rodri- 
gues Pimentel e Maia, nas suas Obras poéticas, impressas em 1805-1806. 

'7.° A Arte de amar, abreviada e traduzida em um só livro, diz-se que por 
Sebastião Xavier Botelho ; foi impressa por mais de uma vez anonyma, e ulti- 
mamente reproduzida nas Poesias eróticas etc, de Manuel Maria de Barbosa du 
Bocage (Diceionario, tomo vi, n."" M, 1044) pela razão que lá poderão ver. 

8.0 A fabula de Anaxaretes, extrahida do livro xiv das Metamorphoses, 
por João Sabino dos Sanctos Ramos. Anda nas Rimas do traductor, impressas 
em 1818, a pag. 313. 

E como o i Ilustre bibliothecario-mór se fez cargo de traducções empre- 
hendidas por portugueses sim, mas na lingua castelhana, citarei também : 

9.® Las Transformaciones etc. por Pedro Sanches Vianna, já descriptas no 
Diceionario, volume vi, n.° P, 412. 

Vindo agora ás versOes manuscriptas, deveremos ajuntar : 

10.° Todos os livros Dos Tristes e Do Ponto, traduzidos em versos hen- 
decasyllabos por Cândido Lusitano. Existem autographos na Bibl. Publica Ebo- 
rense, como declara o sr. Ri vara na sua prefação ás Reflexões sobre a lingua 
portugueza do mesmo Cândido, impressas em Lisboa, no anno de 1842. 

11." A Arte de amar, vertida integralmente em verso portuguez por João 
Carlos Lara de Carvalho. D'ella possuo autographo o livro ii, e vi em tempo 
copias completas dos três. 

12.<^ Outra versão completa da Arte de amar, feita cgualmente em versos 
hendecasyllabos pelo meu defunto amigo dr. Vicente Pedro Nolasco da Cunha, 
e concluída um ou dous annos antes do seu falecimento em 1844 : e por signa! 
que, emprestando-Ihe cu para esse íim um tomo das obras de Ovidio, não mais 
pude havel-o á mão! Ignoro aonde iriam ter este e muitos outros manuscriptos 
que ficaram do finado doutor, os quaes uma sua criada e herdeira vendera por 
morte d'elle, por preço mais que insignificante, segundo depois me constou 1 

É possível e provável, que escapem ainda algumas outras traducções^ que 



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PO • 49 

poderiam ser aqni mencionadas. Careço porém do tempo que haveria mister 
para emprehender a esse respeito mais minda indagaçSo. 

466) POESIAS DE DOUS AMIGOS. Rio de Janeiro, na Imp. Reftia 
I8i6. 4.« de il8 pag. 

Esta coUecção (da qoal conservo ha annos um exemplar) consta de so- 
netos, odes, dithyrambos, epistolas, madri^aes, etc. etc. Téem sido até agora 
infructuosas as diligencias com que solicitei haver conhecimento dos auctores 
doestas poesias. Vé-se pelo contexto de algumas, que um e outro residiam por 
aquelle tempo no Bio de Janeiro; porém nada ha que indique se eram nasci- 
dos no Brasil, se em Portugal. 

POEUGA (a) de ARISTÓTELES, traduzida do grego, elc.^Vej. 
ÂnUmio Ribeiro dos Sanctos, e Ricardo Raimundo Nogueira, 

POETICUM CERTAIEEN, etc— Yej. Sanctiuimae Regina j etc. 

POLTCABPO FRANCISCO DA GOSTA LIMA, natural de Lis- 
boa — E. 

467) Elementos de Ecímmiapoiitica. Lisboa, 185. .? 8.* gr. 

Diz-se que fora redactor de dons jomaes: A Liga e Revista mensal, e que 
publicara vários artigos de economia politica na Revida Universal Lisbonense 
e em outros periódicos. 

468) Padaria antiga e moderna, que comprehende, como diz seu auctor, 
a biographia da padaria, e a genealogia do padeiro. — Nota 38.* ao livro iii 
dos Cistos de Ovídio, na traducçSo do sr. A. F. de Castilho. Occupa no tomo ni 
parte n, as pag. 467 a 49i. (Yej. Domingos Bindli, no Supplemento d'este Dic- 
cionario.J 

POLTCARPO WAKE, Professor de lingua ingleza em Lisboa. Da sua 
naturalidade e mais circumstaí|cias nao hei por agora noticia. — E. 

469) Novo curso pratico, analfftieo, theorico e synthetico da lingua ingleza, 
por T. Robertson, ajoropríado á lingua p€rtugueza, — lÁ&bo2í, na Typ. de A. J. 
de Paula 1856. S."" de 280-54 pag., e mais uma innumerada com a errata. 

470) Principios de leitura inglesa, — Lisboa, na Imp. Nacional 1857. 8.° 
de 33 pag. 

471) O POPULAR, jornal politico, litterario e eommercial Londres, im- 
presso por L. Thompson, na Offic. Portuguesa 1834-1825. 8.<» gr. 3 tomos com 
423, 420, 288 pag. 

Foi fundado e redigido por alguns ex-deputados ás Cortes, que emigraram 
para Inglaterra depois da queda do governo constitucional em Junho de 1823. 
Sahia mensalmente, e só se publicaram, creio, dezeseis números. Não tive meio 
de apurar ao certo quem foram os redactores : só sim me affirmou pessoa digna 
de credito, que Francisco Simões Margiochi tivera n'el]e grande parte. (Yej. 
no DiccionariOy tomo in, pag. 62.) Ouvi que José Joaquim Ferreira de Moura 
eoHaborára também n'esta publicação. . 

PORPHTRIO HEHETERIO HOMEM DE CARVALHO, Formado 
em uma das Faculdades de Direito da Universidade de Coimbra. — Da sua na- 
turalidade, nascimento, óbito e mais circumstancias, nada pude averiguar até 
o presente. — E. 

472) Miniatura juridica para pintores fazerem quadros, ^ representa : 
que o exercito francez commandado por Junot não ttnha diretto de transitar 
pela Hespanka para Portugal, e de entrar n'este reino sem o consentimento do 
Principe Regente nosso senhor. Lisboa, na Imp. Regia 1809. 4.<> de 50 pag. 

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ao PO 

473) Extracto das mdhores máximas moraes dos jpliilosojohos do paganismo 
e do i^iristianismo etc. Lisboa, na Imp. Regia 1814. io.*" de 32 pag. 

474) Primeiras linhas de Diretto agrário n*este reino, LislK)a. Da Imp. 
Regia 1815. 4.* 

475) Primeiras linhas de Direito commercial d'este reino. Lisboa, na Imp. 
Regia 1815. 4.° de 53 pag.— Reimpresso no Rio de Janeiro, Imp. Regia 181o. 
4.° de 49 pag.y e mais quatro innumeradas no fim, que contéem inmces, etc. 

PORPHYRIO JOSÉ PEREIRA, natural da cidade d^Ehas, e nascido 
em 39 de Agosto de 1837. É filho de Pedro José Pereira e de D. Águeda Ma- 
ria Alvarrão Pereira. Completou um curso d'estudos secundários, e frequen- 
tou o da Eschola Polytecnnica de Lisboa, merecendo por sua applicação um 
dos prémios, que no primeiro anuo mathematico lhe foi conferido em 1856. 
— E. 

476) Mundos nows: (traducçSo de uma viagem ao Oceano pacifico, por 
M. Paulin Niboyet.) Elvas, 1860. 8.» gr. 

477) Quadros d'alma^ ou a mulher atravez dos séculos, Lisboa: editor José 
Maria Corrêa Seabra. Typ. Univ. Rua dos Calafates, n.« 110. 1862. 8.» çr. de 
x-276 pag., e mais uma innumerada, contendo o Índice dos dezeseis capítulos 
em que a obra se divide : com o retrato do auctor, gravado pelo sr. J. P. de 
Sousa.— :É edição nitida e esmerada, como o sSo em geral as que o sobredito 
editor tem dado ao prelo. A imprensa periódica comraemorou honrosamente 
esta publicação, 

478) A Freira enterrada em vida, ou o convento de S. Plácido, romance 
histórico e original hespanhol, de Garci Sanches dei Pinar, traduzido livre- 
mente. — Consta achar-se no prelo, na imprensa sobredita, e á hora em que 
isto escrevo muito adiantada a impressão. Deve constar de três volumes, no 
formato dos Quadros d*alma. É editor o mesmo sr. Corrêa Seabra. 

O auctor tem varias outras obras, originaes e traduzidas, que se propõe 
dar á luz, e entre ellas uma, em que trabalha actualmente e se intitula : Lu- 
ctas e luctos nacionaes, ou historia resumida dos movimentos historico-politicos de 
Portugal n'estes últimos oitenta annos, em dous tomos de 8.% dedicada a S. M. 
o sr. D. Luis I. 

479) PORTUGAL ARTÍSTICO, sob a protecção de Suas Magestades e 
AUezas.^-Com este titulo sahiu mensalmente nos annos de 1853 e 1854 esta 
publicação, que (como diz o respectivo prospecto ou annuncio]) tinha «por ob- 
jecto representar pelas artes do desenho os monumentos, as paizagens nsonhas 
e pittorescas do nos^ risonho Portugal, os trajos e costumes nacionaes, os re- 
tratos dos homens que pelas letras, ou pelas arrans se illustraram a si, e en- 
nobreceram a pátria na conquista gloriosa da civilisação.» Foram editores as- 
sociados os srs. Diogo José de Oliveira da Cunha, e Lopes, proprietário da Of- 
ficina lithographica estabelecida na rua nova dos Martyres. Constava cada nu- 
mero de uma estampa lithographada no formato de folio máximo, e de uma 
folha de texto explicativo em egual formato, escripto na língua portugueza, e 
tendo a par a traducção em francez. Desintelligençias suscitadas entre o» edi-c 
tores deram de si a dissolução da empreza, cessando a publicação com o de- 
cimo numero: 

Eis aqui a serie dos publicados, com os artigos respectivos : 

1. O Palácio de cristal Texto explicativo, pelo sr. José de Torres. 

2. Palácio de Mafra Idem, pelo sr. Luis Filippe Leite. 

3. Luis de Camões Idem, pelo sr. António de Serpa. 

4. A Varina Idem, pelo sr. dr. Thomás de Carvalho. 

5. D. Maria II Idem, pelo sr. J. M. Latino Coelho. 

6. Sancta Maria de Belém Idem, pelo sr. J. M. Latino Coelho. 

7. Costumes nacionaes Idem, pelo sr. A. da Silva Tullio. 



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PO »i 

8. Cintra Texto explicativo^ pelo sr. J. M. L. Coelho. 

9. Torre de Belém 

iO. Visconde de A. Garrett 

Os artigos foram impressos na Imp. Nacional. As traducções dos mesmos 
em francez são todas do sr. Ortaire Fommier, então ainda residente em Lisboa; 
com exoepçSo do artigo Sancta Maria de BeUm, cuja tradacçSo ó do sr. dr. Isi- 
doro Emílio Baptista. 

480) PORTUGAL PITTORESGO, ou descripção histórica d'este reino, . 
jior Mr. Fernando Denis, Pvòlicada por uma Sociedade. Lisboa, Typ. de L. C. 
da CmhsL 1846. S.^" gr., ou 4.° dito portuguez. 4 tomos com 407, 394, 432, 
498 pag., sem contar as dos Índices íinaes em cada tomo.— A estas se ajun- 
tou com a designação de tomo v, uma reimpressão da Historia completa das 
Inquisições (vej. no Diecionario, tomo iii, o n." H, 93). 

Esta oora é ornada (nó meu exemplar) com oitenta e três estampas li- 
thographadas, nas quaes se inclue a serie completa dos reis de Portugal desde 
o conde D. Henrioue até D. Maria II, vários outros retratos de pei-sonagens 
illustres, e vistas de' cidades, monumentos artísticos, ctc.,'ctc. 

Na tradacção ajuntaram-se á obra original de Mr. Ferdinand Denis mui- 
tos artigos, extrahidos principalmente do ranorama, e de outros jornaes lit- 
terarios, contendo as descripções topographicas e históricas de cidades o lo- 
gares notáveis^ e outras noticias interessantes. 

A edição acha-se exhausta desde muitos annos, e os exemplares usados 
vindos ao mercado téem corrido ultimamente pelo preço dos novos. 

481) O PORTUGUEZ, ou Mercúrio politico, commercial e litterario. Lon- */**•* //-''- 
dres, 1814 a 1821. 8.« gr.— Vej. acerca a'esta publicação o artigo João Ber- 
nardo da Rocha, no tomo m do Diecionario, n.« J, 498. Não se me deparou 

até hoíe coUecção alguma completa d'este jornal, a fim de partícularisar mais 
especincadamente o que diz respeito ao segundo período aa mesma publica- 
ção, isto é, do n.<> Lxxii em diante. 

Como documento curíoso por mais dç uma razão, transcreverei aqui o 
edital da Meza do Desembargo do Paço de 25 de Junho de 1817, que em vir- 
tude das ordens do governo, prohibiu rigorosamente a introducção e circulação 
no reino do referído jornal; servindo, ao que parece, de incentivo para esse 
procedimento a descoberta recente da conspiração chamada de Gomes Freire, 
cujos sócios haviam sido presos nos fins de Maio antecedente. 

«£l-rei nosso senhor, por sua regia portaria de 17 do corrente, mandou 
excitar a exacta observância da sua real ordem de 17 de Septembro de 1811, 
participada, á Meza do Desembargo do Paço em 22 de Março de 1812, que 
prohibiu n'estes reinos a entrada e publicação do periódico intitulado : Cor- 
reio Brasiliense, e de todos os escnptos do seu furioso e malévolo auctor. 
E porque ainda são mais sediciosas e incendiarias (se é possivel) as terríveis má- 
ximas do outro periódico, intitulado O Portuguez, que também se dirige a con- 
citar tumultos e revoluções nos povos, para perturbar a harmonia estabele- 
cida em todas as ordens do estado, e introduzir a anarchia, fazendo odiosos os 
dous supremos poderes qué Deus ordenou para governar os homens, com o 
evidente objecto de destruir os altares e os tnronos: determinou o mesmo au- 
gusto senhor, que seja egualmente prohibida a entrada e publicação n'estes 
reinos do dito perioaico O Portuguez, e qne todos os vassallos doestes seus 
reinos não recebam, nem vendam ou retentiara em seu poder, e menos espa- 
lhem, por qualquer modo que seja, os referidos dous periódicos, antes entre- 
guem na secretaria da revisão da dita Meza do Desembargo do Paço os que 
vierem ás suas mãos, debaixo das penas impostas no alvará de 30 de Julho 
de 1795, § 32.*', que são : seis mczes de cadéa, perdimento de todos os exem- 
plares, e o dobro do seu valor pela prímeira vez: do tresdobro pela segunda. 



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tt PR 

metade para as despezas da dita secretaria, e a outra metade para quem de- 
nunciar os transgressores : e pela terceira vez, as mesmas penas pecuniárias, 
e a de degredo por dez annos para o reino de Angola : além das mais, que fo- 
rem applicaveis na conformidade do § 9."* da lei de 25 de Abril de 1768. E para 
3ue cneguç á noticia de todos, se mandou aifixar o presente edital. Lisboa, 25 
e Junho de ÍSÍ7.=- Pedro Norberto de Sousa Paditha e Seixoi, » 

482) PRECEITOS DA VIDA HUMANA, ou obrigações do homem, e 
da mulher: seguidos do Dever da justiça, pelo Visconde de Cayiià (José da Silva 
Lisboa). Rio de Janeiro, Typ. Univ. de Laemmert (i861.) S,"* de 182 pag. e 
mais duas de índice. 

483) fCJ PRELÚDIOS EiVGOMIASTICOS ao que obraram D. Manuel 
Pereira Coutinho, e seus filhos D. Francisco José Coutinlu>, e D. Pedro de Sousa 
Coutinho, no choque que no campo de Monsanto teve com o inimigo emii de Ju- 
nho de 1704 o real exercito da Beira, mandado pelo ftr.""' Marauez das Minas. 
Londres, por Fr. Leach 1704. 4.° de 54 paff.— Apezar da indicação de, Lon- 
dres, este opúsculo apresenta todos os visos de ser impresso em Lisboa. É raro 
no mercado, porém vi d'elle um exemplar em poder do sr. Figanière. 

484) fC) PREPARAÇÃO ESPIRITUAL DE GATHOLICOS aa san- 
ctissima communhão do corpo e sangue de N. S. Jesu Christo, tia qual a modo 
de sermão e homilia se exerdtão as almas dos fieis a este Sanctissimo Sacramento 
receber. E se reprehende a tibieza e indeuoção que de muitos nisso se soe ter. 
No fim se põem nOa breue industria espual pêra muy facilmente os deuotos po- 
derem a isso seus coraooens aparelhar, e com piadosa deuoção de chegar. Aa qual 
se acrecenta hOa dewaa exposição sobre o Pater Noster. Composto por hum re- 
ligioso da Ordem de S. Francisco da prouincia da piedade. 

É o que consta do frontispício, sendo este cercado de uma orla em que 
estSo retratados Sancto António e mais dous sa netos. No reverso do frontis^ 
pi cio vem a seguinte declaração : « Foy vista, examinada e approuada a pre- 
sente obra poios veneraueis doutores, mestre Payo Rodriguez, e mestre Frei Mar- 
tinho de Ledesma, examinadores da Sanda Inquisição, em esta real Vniversi- 
dade de Coimbra , e com sua author idade impressa. » — E no fim tem : «A Um- 
uor e gloria de nosso senhor Jesu Christo e de sua gloriosa madre a Virgem Ma- 
ria, cíabouse a presente obra chamada Preparaçam spiritual de catholicos aa 
Sancta Comunhão : com a industria e exposição do Pater Noster. Composta por 
hum religioso da Ordem de S. Francisco aa prouincia da piedcUíe. Foy em- 
pressa per Joam de Barreyra e Joam Aluares empressores da Vniuersidade de 
Coimbra, aos xu dias do mez de Outubro de mdxux.»— Em 8.* 

É curiosa de ver a razão pela qual o auctor d'este livro se justifica de ha- 
ver posto no corpo da obra as auctoridades ou citações em latim : «A primeira 
«(razão) he que eu fiz emprimir este liurinho em Coimbra, onde depois que 
«sua alteza polia bondade ae Deos, e por sua muita virtude criou e prãtou esta 
«Católica Vniuersidade : ha nella tantos e tam famosos letrados, e tantos e tant 
«singulares latinos : e frorece nella tanto a lin^oa latina, que até os meninos 
«que nam sabem ainda faiar lingoagem, sabem ja falar latim.» ^ 

Ignora-se quem fosse o auctor da referida obra, que pertencendo á classe 
doa livros anonvmos, deixou por isso de ser mencionada por Barbosa na Btfr/. 
Lus. Os exemplares são raros, e dos poucos de que hei noticia era um o que 
existia na Bibliotheca real d*el-rei D. João V, incendiada por occasião do ter- 
remoto de 1755 ; exemplar de que nos conservou memoria o respectivo biblio- 
thecario P. José Caetano de Almeida. 

No Catalogo dos livros clássicos, e de outros de sortimento antigos e mo- 
dernos, que se acham á venda na loja de João José Monteiro Campos, etc. im- 
presso em Lisboa, por J. B. Morando 1855, 4.° de 28 pag., encontro descripto 



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PR S3 

a pag. 12 ara exemplar doesta Preparação eápiritual, porém com a indicaçfto 
de ser impresso em 1583. Ou este é mais um dos não poucos erros, trocas e 
equivocaçôes em c\ue abunda o referido Catalogo, ou existirá com effeito além 
da edição conhecida de 1549 outra da Preparação com a data alli indicada. 
É escusado dizer que d'ella não encontrei até hoje exemplar algum, pois de 
contrario fora ocioso apresentar esta duvida. ^ 

485) PRIMEIRA ORIGEM DA ARTE DE IMPRIMIR, dada á luz 
pelos primeiros char aderes, que João de ViUeneuve formou para serviço da Aca- 
demia Real da Historia Porlugueza. Dedicada a el-rei D. João Y, seu augus- 
tissimo protector. Lisboa, na Ofificina de José António da Silva 1732. 4.<' gr., 
ou foi. de vi-10 pag., com três vinlietas gravadas a buril. 

Este curioso e raro opúsculo (o próprio a que António Ribeiro dos Sanctos 
allude na sua Memoria mserta nas de Litter, da Acad., tomo viii, pag. 11, 
nota a) é certamente de algum Interesse para a historia da introducção e pro- 
gressos da typographia em Portugal. Pelo que, e pelas noticias que o auctor 
nos dá da sua pessoa, parece u-me conveniente transcrever aqui na integra a 
dedicatória a el-rei D. JoãoY, copiada do exemplar que d*elle adquiri ba annos, 
juntamente com outro de que iiz presente a um amigo, apaixonado em extremo 

Eor taes curiosidades. São os que até agora hei visto do referido opúsculo, 
iz pois a dedicatória : 

«Senhor: Com a generosa protecção de V. Magestade não só renascem 
em Portugal as letras, mas agora pôde dizer-se que nascem : pois sem as que 
eu venho a introduzir nos dilatados domínios de V. M. não podiam as outras 
propagar-se, e fazer-se eternas; sendo os bronzes em que eu as deixo grava- 
das as primeiras formas para as estatuas, e para as inscrinçôes que V. M. 
merece, como heroe de quem os sábios da Academia Real hão de escreveria 
historia, aue se ha de imprimir com estas minhas letras, se o seu grande cha- 
racter podesse descrever-se e escrever-se em characleres tampequenos. Attra- 
hido pela fama, que com verdade pinta a V. M. por toda a Europa segundo 
Augusto no século lítterario de Portugal, sem valer-me de outro Mecenas vim 
buscar a felicidade de ser súbdito seu, deixando Paris por Lisboa, para intro- 
duzir n'ella a incógnita e utilíssima arte de fundir e gravar as matrizes e pun- 
ções de que se serve a maravilhosa arte typographica ; c que até agora, ou se 
mandavam vir de fora do reino, sabindo d^eile considerável cabedal, ou se usava 
das imperfeitas e gastadas com o tempo, sem poder aperfeiçoar-sc por esta 
causa as edições dos melhores livros : como na Europa ha tão poucos artífices 
d'esta minha manufactura, é crivei que venham a Portugal procural-a dos 
reinos mais visinhos, convertendo-se o damno em publico beneficio. Teve V. M.,' 
senhor, com a sua alta comprehensão, tam prompto conhecimento d'este meu 
zelo, que logo o remunerou com uma pensão; c, o que é mais, o admittiu e 
honrou com o seu real agrado : para o não desmerecer, offereço aos pés de V. M. 
alguns indícios das letras que tenho fabricado, estando prompto para fazer as 
outras, sem me intimidarem as hebraicas, gredas e arabicsis, que são tam pre- 
cisas para as doutas dissertações da Acadeiuia, e para perpetuar os monu- 
mentos originaes, que n'estas e outras línguas se conservam em todo o dila- 
tado império de V. M. pelas quatro partes do mundo. Espero, senhor, que 
nem a ociosidade, nem a distracção me façam indigno da benevolência de V. M. 
que procurarei não desmerecer emquanto a vida me durar. = João de ViUe- 
neuve.» 

Publicou depois o mesmo uma Segunda prova de que não alcancei ver 
ainda algum exemplar, e seguiu-se a esta a terceira, com o titulo seguinte: 

Prova terceira, dos dous characteres, oue por ordem do excellentissimo se*- 
nhor Marquez de Alegrete, do conselho de Sua Magestade, seu gentil homem da 
camará, e secretario perpetuo da Academia Real da Historia Portugueza, tem 
feito João de ViUeneuve, abridor de Sua Magestade e da mesma Academia Real. 



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24 PR 

Lisboa, 1733 (sem indicação de typ.) 4.'' gr. ou foi. De 12 pag. nâo numera- 
das. — Esta prova consta de allocuções nas línguas latina, hespanhola, franceza 
e portugueza, dirigidas ao rei, á rainha, ao principe e princeza do Brasil, e 
aos membros da Academia. 

Vej. no Dicdonario, tomo ii, o n.<» G, 360. 

Ye). também, por analogia de assumptos, no tomo ii o n.<^ G, 461 ; no tomo 
IV, n.» J, 1513; e no presente volume o n.° P, 498. 

486) PRIMEIRA PARTE DO INDEX da livraria da musica do muUo 
alto e poderoio rei D. João IV , noiso senhor. Por ordem de Sua Magestade. (Lis- 
boa), por Paulo Craesbeeck 1649. 4.<* de 521 pag. 

Dá testemunho da existência d'este livro (de que nSo vi até agora exem- 
plar algum) o auctor da Historia Gen. da Casa Realj no tomo vii, pag. 243. Ali 
diz que era o primeiro tomo de um exceUente catalogo, e que n'elle se referiam 
os livros que se guardavam numerados em quarenta caixões, sendo uma grande 
parte manuscriptos de notável estimação^ a compostos pelos mais peritos au- 
ctores da nação portugueza, castelhana, italiana, franceza, ingleza, allemã e 
hollandeza». 

/. //w 487) fCJ PRIMOR E HONRA DA VIDA SOLDADESCA no Estado 

/(f.ôÇ*^ da Índia. Livro exceUente, antigamente composto.nas mesmas partes da Índia 

" ^rt^ oriental, sem nome do auctor, e ora posto em ordem de sahir á luz pelo P. Mes- 

.'^/-^ ^^^ P^' António Freire, da ordem de Sancto Agostinho, etc. Dedicado ao ití."" 

•^ ^^ sr. D. Affonso Furtado de Mendonça, Arcebispo de Lisboa, Lisboa, por Jorge 

Rodrigues 1630. ^.° de viii-133-58 folhas numeradas pela frente, e no fim o 

Índice em quatro folhas. 

A segunda numeração de foi. 1 a 58 contém o Elogio da presente obra, 
como em câdições e recommenda^ d'eUa, que é do publicador Fr. António Freire, 
segundo dizem os nossos bibliographos. Um doestes accrescenta que o Elogio 
corresponde dignamente ao merecimento da obra, e não desdiz d'ella por modo 
algum, em copia de erudição, pureza de phrase e elegância de estylo. (Vej. no 
IHccionario, tomo i, o artigo Fr, António Freire : e também no tomo vi o n." P, 
381.) 

São mui pouco vulgares os exemplares d'este livro. Vi um na Bibl. Na- 
cional; eu possuo outro, ainda que algum tanto deteriorado, só adquirido de- 
Êois das diligencias de alguns annos. Creio aue o preço dos mais completos o 
em acondicionados não tem excedido de l:zOO réis. 

488) princípios DE LER O FRANCEZ segundo o uso de mr. Les- 

tivan, mestre da lingua em Lião : para uso das meninas pensiojiarias da Visitação 
de Lisboa. Lisboa, na OíTic. de António Rodrigues Galhardo 1788. 8.° de 30 
paginas. 

Vej. no Diccionario, tomo iv, o n.° 2688, c no Supplem^nto final o artigo 
António José Cândido da Cruz. 

489) O PRISMA. . . Coimbra, 1842. Foi.— Começou este periódico lit- 
tcrario em o i." de Septembro de 1842, e ficou indefinidamente interrompido 
com o n.^ 5. 

Ainda não tive occasião de examinar ocular mente algum exemplar d'esta 
publicação.— Segundo ouvi, contém-se n'ella vários artigos interessantes, sabi- 
dos das pennas dos coilaboradores, que parece foram os srs. José Freire de Serpa 
Pimentel (hoje visconde de Gouvôa), João de Lemos Seixas Castello-branco, 
Manuel da Cruz Pereira Coutinho, e José Joaquim da Silva Pereira Caldas. 

^y, f.. . 490) (C) PRIVILÉGIOS DOS CIDADÃOS DA CIDADE DO POR- 

O- ^ *'*• T0> concedidos e confirmados pelos Reis doestes reinos, e agora novamente por 



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PR * t& 

drei D. PiUppe U nosso senhor. Porto, por Fructaoso Lourenço de Basto i6ii. 
A custa das rendas da cidade. 4.<» de iy-63 pag. 

Existe nm exemplar na livraria do extincto convento de Jesus, e teve outro 
o dr. Rego Abranches. — Vej. a Memoria de António Ribeiro dos Sonetos, nas 
da Litterat. da Academia^ tomo viii, pag. 108. 

PJUVILEGI08 CONCEDIDOS AOS CIDADÃOS DE BRAGA.— 

Vej. no Dicdonario, tomo ii, o artigo Forma e verdadeiro traslado dos privi- 
légios, etc. 

491) PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS e confirmados por eUrei D. João V 
á Ordem e mUicia da sagrada religião de S. João do Hosptial de Jei-usalem de 
Malta, em'ò de Dezembro de 1728, sendo grão-mestre da mesma religião o em.^ 
Fr. D. António Manuel de Vilhena, portuguez; e grão-prior n*este priorado de 
Portugal o ser.'^ sr. infante D. Francisco, etc. Lisboa, na OfiQc. de Theotonio 
Antunes Lima 1737. 4.*"— Ibi, na Offic. de António Isidoro da Fonseca 17i4. 

4.° — Ibi, na Offic. de Miguel Manescal da Costa 1764. 4.° do viii-54 pag. (edi--jg-^ *^ 
câo da qual conservo um exemplar, e que me parece haver sido omittída na Bi- ^^^' 
Uiogr. do sr. Figanière, a pag. 293).— Ibi, na Regia Typ. Silviana 1814. Foi. 

492) PRIVILÉGIOS DO INGLEZ nos reinos e domínios de Portugal, 
conteúdos no tratado de paz, conduido por Oliverio Cromwel. Londres, 174. . . 
4.» — No catalogo da livraria de Antomo Soares de Mendonça (vej. no Dicdo- 
nario, tomo i, o n.» A, 11) feito em 1787, vi que um exemplar d'e8te livro 
fôra avaliado em 1:600 réis. E no inventario da de Joaquim Pereira da Costa 
acho mencionado um exemplar, de edição, ao que parece diversa, e que se diz v 
ser de Londres, 1736, avaliado pelos peritos em 400 réis. 

Da seguinte, de assumpto idêntico, mas que supponho nada ter de com- 
mum com as eálcOes apontadas, conservo um exemplar: 

Privilégios da nação britannica em Portugal, authenticados e extrahidos por 
ordem do àmsul de S. M. B. João Jafferq. Lisboa, na Imp. Regia 1814. 4.° do 
27 pag. 

493) PROCESSO DE ARRESTO na Typographia onde se imprime 
• O Athíetaa, ou cdguns monstruosos attentados do ministério publico contra a 
liberdade de imprensa em 1840. Porto, Typ. de Faria e Silva 1840. 4.<> de 40 
paginas. 

Por occasião de mencionar este opúsculo, occorrem as se{;uintes publica- 
ções, relativas a querelas dadas em juizo contra abusos de liberdade de im- 
prensa por diversos motivos. Existem sem duvida muitos outros impressos da 
mesma natureza, porém nem os tenho agora á vista, nem conservo nota d'elles 
por n2o havel-a tomado em tempo. Talvez irá a noticia de mais alguns no sup- 
plemento final. 

1. Sessão do julgamento do aPortugal velho». Lisboa, na Fénix, rua do 
Longo n.° 35, 1843. 8.» gr. de 32 pag. 

2. Defeza do jornal legitimista «A Pátria», feita pelo reactor do mesmo 
jornal, nos dous discursos que recitou perante o jury de liberiUide de imprensa, 
em sessão de 3 de Agosto de 1850. Porto, Typ. de Faria Guimarães 1850. 8.*» gr. 
de 53 pag. 

3. Sessão do tribunal criminal do primeiro districlo de Lisboa, no dia 27 
de AbrU de 1852; accusação feita pelo ministério publico contra o n.* 1156 do 
jornal «A Naçáo». Lisboa, Typ. de António Henriques de Pontes 1852. 8.» gr. 
de 40 pag. e mais uma de erratas. 

4. Jury de imprensa^ ou julgamento da querela dcda contra o editor res- 
ponsável do «Portugal», por Albano Affmso de Almeida Coutinho, em sessão 
de 27 de Junho de 1856. Porto, Typ. do Portugal 1856. 8.» gr. de 104 pag. 



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ss i> PR 

fí. Sessões do tribunal na querda do Duqm de Saldanha contra o editor 
do «Periódico dos Pobres no Porto». Historia d' este processo. Provas dadas 
pela accusação» Provas dadas pela defeza. Anadyse sucdnta do julgamento. Porto, 
na Typ. Commercial Í8õ5. 4.» de i04-iaa pag. 

6. Julgamento dos srs. Manuel Joaquim de Azevedo Vieira e Sebastião José 
Ribeiro de &z, no tribunal do segundo districto criminal de Lisboa, em 30 de 
Junho de 1859, sendo o primeiro accusado do crime de corrupção, e o segundo 
de burla. Porto, Typ. de Sebastião José Pereira 1859. 4.*" de 33 pag. 

494) PHODIGIOSA lagoa descoberta nas Congonhas das minas do 
Sabará, que tem curado a varias pessoas dos achaques que n'esta relação se ex- 
põem. Lisboa, na Offic. de Miguel Manescal da Ck)sta 1749. 4.*' de 27 pag. com 
uma estampa. 

D'este opúsculo, omittido na Bibliogr. do sr. Figanière, nunca vi exem- 
plar algum, senão o que adquiri para mim ha muitos annos. Ha comtudo uma 
reimpressão moderna, para a qual serviu um único exemplar da antiga edi- 
çilo, qu'e existia em um dos oitenta e cinco volumes das miscellaneas de Diogo 
Barbosa Machado, que se acham na Biblíotheca Publica do Hio de Janeiro, 
' tendo por titulo : Noticias hisloi^icas e militares da A7nerica desde 1576 até Í7b7, 
— O titulo d 'esta reimpressão (conforme á primeira edição, porém faltando- 
lhe a estampa, talvez porque o exemplar de que usaram não a teria) é o se- 
guinte : 

Prodigi(\íia lagoa ele, tudo como já fica descripto acima, e só com diffe- 
rença na designação do logar, que é : Aio de Janeiro, na Imp. Regia 1820. 4.'' 
de 38 pag., e uma advertência final do editor. — D'ella conservo também um 
exemplar. 

í/c^/a ^•)^) PAOGRESSOS ACADÉMICOS DOS ANONYMOS DE LIS- 

BOA. Primeira parte. Offerecidos ao sr. António GcUvão e Castello^ranco. Lis- 
boa Occidental, por José Lopes Ferreira 1718. 4."* de x-3d0 pag. 

Comprehendem-se n'este livro muitas composições tanto de verso, como 
de prosa, pertencentes aos sócios d'aquella Academia, sendo entre elles os prin> 
cipaes: José do Couto Pestana, Francisco Leitão Ferreira, Lourenço Botelho 
Souto-maior, Agostinho Gomes Guimarães, Jeronymo Godinho de Niza, Júlio de 
Mello de Castro, José de Sousa, Fr. Simão António de Sancta Catharina, etc. 

Dos Índices que rematam o volume se coUigem os nomes dos académicos, 
o as obras que a cada um d'elle$ pertencem na coUecção. 

Não posso descobrir a razão que houve para que os Progressos deixas- 
sem de ser incluídos no pseudo-Ca/a/o(7o da Academia, constando elles em 
grande parte de composições de auctores, cujos nomes figuram no mencionado 
Catalogo, como pôde ver-se dos próprios que acima indiquei. 

Francisco Xavier de Oliveira nas suas Mémoires du Portugal, tomo u, 
pag. 373, enganou-se sem duvida, julgando impresso também o segundo tomo, 
ou segunda parte dos Progressos, que ninguém, que. eu saiba, ha visto ate 
agora. Eis aqui o que elle diz acerca da Academia, e dos seus membros, au- 
ctores d'aquella& composições: «Tive a honra de conhecer quasi todos os se- 
nhores académicos que compuzeram as obras conteúda» nos dous tomos refe- 
ridos, c fui amigo de alguns com distincção. Um d'elles era Ignaeio de Carva- 
lho Souto-maior, em cuja casa se executavam as seriozas assembléas doestes 
nobres e illustres, litterarios e poetas, nas quaes concorri muitas vezes, sem- 
pre com gosto, e sempre com applauso. Estas funcções se fizeram sempre com 
muita gravidade, e lembro-me de que essa se conservou ainda n'aquellas cha- 
madas de Domingo gordo, em que era sempre orador o padre Fr. Simão dn 
Sancta Catharina, religioso do mosteiro de Belém, e que pelo estylo das ditas 
suas orações, eram mais jocosas que sérias assembléas. Também me parece 
que me lembro dos nomes dos quatro mestres que liam em differentes mate- 



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PR 17 

rias altematiyamente. £ram, se me nfto engano, ou se me não eaqueço, o dito 
[^nacio de Carvalho Souto-maior, hoje académico da Academia Real, o P. Fran- 
cisco LeiUo Ferreira, Lourenço Botelho, e um certo Jofto Baptista, mais co- 
nhecido pelo appeliido de Doutor Nocturno, que pelo seu próprio nome; se- 
cretario era Jeronymo Godinho de Niza. Todos estes se tinham em conta de 
grandes homens, e verdadeiramente era uma conta em que todos os homens 
os tinham, porém com suas diíferenças que eu não sei fazer, ou com suas des- 
igualdades, que elles pôde ser que não quizessem confessar. No numero dos 
académicos havia versistas, e havia poetas. Ainda aue nos Progressos se im- 
primiram as obras mais approvadas, nfto deixaram ae passar algumas que sfto 
reprovadas de todos, menos de seus auctores. Exlinguiram-se estas assem bléas 
ha muitos annos (isto se escretna em 1742), empreganao-se ffrande parte dos seus 
adjuntos na Real Academia da Historia Portugueza, erigida no presente século 
pelo nosso augustissimo e sapientissimo monarcha, el-rei D. Jofto Y, nosso se- 
nhor. Não foi decadência, foi sublimidade a que succedeu n'aquella extincção 
a este nobilíssimo corpo, pois que concorreu a formar outro, que não só é 
nobilíssimo sem comparação, mas sem comparação o mais apurado, e o innis 
douto de quantas universidades académicas se admiram na Europa, o que ha- 
vemos de provar pela producção de uma grande quantidade de obras que já 
vimos, e pela maior parte de outras obras que impacientemente esperámos». 

496) PROJECTO D£ CÓDIGO PENAL PORTUOUEZ.— Foi elabo- 
rado por uma Commissão de jurisconsultos officialmente nomeada para esse fim, 
e composta dos senhores António de Azevedo Mello e Carvalho, presidente; 
José António Ferreira Lima, e dr. Levy Maria Jordão, secretario. Este impor- 
tante e afanoso trabalho publicou-se ha poucos mezes, de ordem do governo, 
sob o titulo : 

Codt^o Penal Portuguez. Lisboa, na Imp. Nacional 1861. 8.* gr. 2 tomos 
comi 269 pag. e viii-ã08 pag. 

O tomo I contém o Relatório da Commissão, redigido todo pelo secretario, 
e que no voto das pessoas entendidas é uma peça de htteratura juridico-philo- 
sophiea, escripta com proficiência e erudiçãio, e que se pôde ler com gosto e 
proveito. Entre os documentos annexos, que servem de provas justificativas, 
notam-se os Juízos emittidos sobre o trabalho da Commissão por alguns crimi- 
nalistas estrangeiros, ejpela imprensa estrangeira e nacional. Vem também sob 
a forma de mappa, a Noticia de alemãs execuções (penaes) anteriores a 1834, 
fornecida pelo sr. António Joaquim Moreira; a Bibliographia dos principaes 
auctores e escriptos conndtados pela Commissão, comprehendendo 156 obras, 
etc,, etc. 

O tomo II é todo preenchido com o Projecto apresentado pda Commissão, 
e remettido ao ministério da justiça com ofiScio do presidente, datado de 7 de 
Dezembro de 1861. Este benemérito magistrado e respeitabilissimo cavalheiro 
sobreviveu apenas septenta o cinco dias á conclusão d'aquelle trabalho, fale- 
cendo a 20 de Fevereiro de 1862 (vej. no SuppUmento final). 

• PROSPERO DINIZ, natural da cidade da Bahia, onde seu pae exer- 
cia a profissão de pharmaccutico : achando-se habilitado com os estudos de hu- 
maniaades, pretendeu seguir a carreira das letras. Escreveu e publicou durante 
algum tempo a Marmota da Bahia; porém tendo padecido incommodos e des- 
gostos, provocados pela mordacidaae licenciosa de alguns artigos d'aquella 
folha, sahiu da pátria para o Rio de Janeiro, e ahi associado a Francisco de 
Paula Brito deu começo á Marmota na Corte, cujo primeiro numero se publi- 
cou em 7 de Septembro de 1849. Desavindo-sc passados tempos com o sócio, 
rctirou-se para Pernambuco, onde deu à luz á Marmota Pernambucana, que 
parece não fora bem acolhida; voltando para o Rio publicou o Papagaio, sa- 
tyra contra Paula Brito, com o qual veiu comtudo a congraçar-se algum tempo 



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28 PR 

depois. Accommettido de enfermidade que os médicos capttaiaram de mortal, 
acolheu-se em fim á sua pátria, onde morreu em edade florecente, e nSo menos 
attribulado pela moléstia, que pela falta de recursos em que se via para subsis- 
tir. (Vej. no tomo vi o n.« M, 1471 .) 

497) PROVAS SOBUE A POLICIA GERAL D08 TRIGOS, sobre 
os setis preços, e sobre os eff eitos da agricuUura. Traduzido do [rances. Bru- 
xellas, por P. de Bast 1766. 8.» de 216 pag., sem contar as do rosto, Índice e 
erratas. 

A data em que este livro se publicou, coincide com a da creaçSo do Ter- 
reiro publico em Lisboa. O traductor, quem quer que elie seja, ahi suggere 
varias providencias applícavcis a Portugal, em um artigo especial, que se in- 
titula: «Meios para augmentar as forças d'este reino e felicidade de seus mo- 
radores, mediante a protecção do creador». — Lembra a conveniência de abo- 
lir as taxas sobre os mantimentos e producções da nossa agricultura, e de deixar 
operar a liberdade c emulação, extinguindo os direitos sobre o peixe das nos- 
sas costas, etc. No que diz respeito á linguagem da traducç^o, ó pouco para 
imitar. Poucos exemplares tenno visto d'c.ste livro, boje quasi ignorado. Um 
d'elles existo em poder do sr. Figanière. 

498) PROVAS DOS DIVERSOS TYPOS, vinhetas e ornatos typogra- 
phicos da Imprensa Nacional. Lisboa, na Imp. Nacional 1838. 4." de iii-8Í fo- 
lhas numeradas só na frente. Impresso ao largo, ou no formato dito oblongo. 
— (Vej. no presente volume o artigo Specimen, etc.) ^ 

PROVAS DA DEDUCÇÂO GHRONOLOGIGA £ ANALYTIGA, 

etc. — (Vej. no Diccionario, tomo ir, o n.® D, 42.) 

PROVAS DA HISTORIA GENEALÓGICA DA CASA REAL, etc. 
(Vej. no tomo i, o n.° A, 492.) • 

499) PROVAS QUE O CABIDO DA SÉ CATHEDRAL DE COIM- 
BRA ajuntou á causa que lhe moveram os porcionistas da mesma Sé, conhecidos 
(ainda que abusivèj com os nomes de meios-conegos, e tercenarios, os quaes téem 
nervosamente pretendido passarem para a jerarquia canonical, etc. Lisboa, na 
Regia Offic. Typ. 1777. Foi. de iv-130 pag. 

Este livro de que possuo ha muitos annos um exemplar, contém junta- 
mente um indica de documentos, entre os quaes se com prebendem alguns de 
maior interesse para a historia da egreja lusitana. Segundo informações for- 
necidas recentemente pelo actual thesoureiro mór da mesma sé, o sr. dr. F. da 
Fonseca, fazem parte da alludida questão os seguintes, que elle possuo, mas dos 
quaes não mo recordo de ter visto em Lisboa exemplar algum : 

Discurso a favor do cabido da Caíhedral de Coimbra, contra as pretençõcs 
dos meios prebendados e tercenarios da mesma. Lisboa, na Regia Ollic. Tvp. 
1778. Foi. de 300 pag. 

Motu próprio do SS. P. Pio VI, de extincção e pei'pclua abolição dos meios- 
conegos e tercenarios da cathedral de Coimbra, de erecção e creação da ordem 
beneficiaria, etc. : e Alvará da Rainha nossa seiúora, êm que manda effectiva- 
mente executar o mesfno Motu propi-io. Ibi, na mesma Typ. 1780* Foi. de 23 
paginas. 

P. PRUDENCIO DO AMARAL, Jesnita natural do Rio de Janeiro. 
— N. cm 1675, e m. a 25 de Março de 1715.— D. Fr. Fortunato de S. Boa- 
ventura, que d'elle faz menção no n.® 8.° do seu Defensor dos Jesuítas, diz que 
fora expulso com os seus confrades em 1759! N<1o sei como se possa explicar 
tal anacnronismo.— E. 



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PR M 

500) QaUúogo dos bispos que teve o Brasil até o anno de i676. em qiie a 
capiud da cidade da Bahia foi elevada a metropolitana, e dos arcebispos que 
neOa tem havido, com as noticias aue de uns e outros pôde descobrir o f/i.'"' e 
rer."'* sr. D. Sebastião Monteiro aa Vide, quinto arcebispo da BoAta.-^N&o 
consta que se imprimisse solto, e^ó sim nas Constituições primeiras do Arce- 
bispo da Bahia, ordenadas e mandadas publicar pelo dito arcebispo, de pag. 
4 a 32. (Vej. no Diccionario, tomo ii, o n." C, 414.) 

501) DeSacdiari opifieio Cármen, — Foi publicado j untamente com o outro 
poema De rebus rusticis brasHicis de José Rodrigues de Mello, também jesuíta 
(vej. no tomo v, o n.<* J, 4677). Além de incluído na edição de Roma, creio ter 
\isto outra do poema do P. Amaral em separado, feita em Lisboa. 

• PRUDENCIO GERALDES TAVARES DA VEIGA CABRAL, 

do conselho de S. M. o Imperador do Brasil, Gommendador da Ordem de Christo 
por decreto de 13 de Agosto de 1860, Lente jubilado de Direito na Academia 
jurídica de*S. Paulo; Sócio do Instituto Histórico e Geographico do Brasil, 
approvado em sessão de 3 de Septembro do sobredito anno, etc— Foi natural 
de Cuyabá, na província de Matto-grosso, e filho de Joaquim Geraldes Tavares 
da Veiga Cabral e de sua mulher D. Anna Theresa de Jesus. N. a 28 de AbriL 
de iSSO. Tendo cursado os estudos de humanidades no Rio de Janeiro, veiu 
conclnil-os em Lisboa, passando a matricnlar-se em 1817 na faculdade de Leis 
da Universidade de Coimbra, e n'ella tomou o grau de Bacharel em Julho de 
1822. Regressando para o Rio de Janeiro depois de proclamada a independên- 
cia, entrou no serviço da magistratura, sendo despachado Juiz de fora do Rio- 
grande do Sul, e successivamente para os logares de Ouvidor da comarca do 
Ceará, Juiz relator da Commissão militar de Montevideo, Auditor geral do exer- 
cito do Sul, e Desembargador da Relação do Maranhão. Em 6 de Abril de 
1829 foi nomeado Lente proprietário da cadeira de Direito pátrio da Acade- 
mia de S. Paulo; exercendo juntamente as funcçOes de Director interino por 
nomeação de 18 de Julho de 1835, e nassando a Director effectivo no 1.*" de 
Julho de 1843. Na legislatura de 1858 foi eleito Deputado provincial. M. em 
S. Paulo, atacado de apoplexia fulminante, em 9 de Janeiro de 1862. Era tido 
como om dos mais insignes professores da sua faculdade, e sobretudo abah- 
sado nos conhecimentos da jurisprudência pátria, e na sciencia do Direito Ad- 
ministrativo. A sua necrologia, escripta pelo sr. dr. J. A. Pinto Júnior, sahiu 
no Correio Mercantil do Rio, de 14 de Janeiro de 1862. — E. 

502) Memoria histarico-academica, apresentada em sessão do {.'^de Março 
de 1855, em que se relatam os acontecimentos mais notáveis da Faculdade, e ex- 
põe o grau de desenvolvijnento a que tem chegado as sciencias sociaes e jurídicas, 
Wc— Diz-se que fora impressa em S. Paulo, na Tvp. Dous de Dezembro de 
Louzada Antunes 1855. 8.» de 225 pa$r.— Não a pude ver. 

503) Direito Administrativo Brasileiro: comprehende os projectos de refor- 
ma das administrações provinciaes e municipaes, e as instituições que o j^rogvesso 
da civilisatão reclama. Rio de Janeiro, Tvp. Univ. de Lacmmcrt 1859. H.*' gr. 
de 659 pag. 

Esta obra (da qual fui generosamente brindado pelos editores com um 
exemplar) é dividida em quatro partes. Comprehende a primeira noções ele- 
mentares da administração e divisão terrí tonal do império; as relações da ad- 
ministração com os poderes políticos do estado; as regras geraes da jurisdicção 
administrativa, sua natureza e divisão, graus de jerarchia administrativa, o di- 
visão da administração geral e local. Na segunda e terceira partes se tracta do 
direito administrativo nas suas relações com a conservação e defeza social, pro- 
gressos e fim da sociedade, incluindo os projectos ou propostas para a creação 
da Universidade do Brasil sobre as bases do ensino livre; para a reorganisação 
dos bancos com garantias reaes; e para a instituição do credito predial e ban- 
cos terrítoríaes, como meio único e efiScaz de proteger a agricultura, funda- 



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30 ^ PR 

mento da riqueza do paiz, e principal fonte da sua industria : estradas de ferro, 
navegação fluvial, analyse dos tractados celebrados com as republicas limitro- 
phes ao norte e ao sul do império, e outros serviços públicos subjeitos á acçSo 
governativa. Na quarta parte apresenta o auctor as propostas de reforma da 
•administração provincial e municipal, tornando-as mais idóneas para preen- 
cherem os fins para que foram instituídas. 

Foi este trabalho julgado mui vantajosamente nos jornaes do Rio de Ja- 
neiro, e nos da província de S. Paulo, como de grande influencia sobre os es- 
tudos dos politicos, utilíssimo ao ensino das academias de direito, para cujo 
uso a obra foi adoptada; e seu auctor preconisado como creador da sciencia aa 
administração no Brasil. 

Consta que deixara alguns manuscriptos importantes sobre o estudo da 
mesma sciencia, ao qual d^e muitos annos dedicava todos os seus cuidados. 



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i) QUADRO ELEMENTAR DAS RELAÇÕES POLITICAS E Dl- 
PLOHATIGAS DE PORTUGAL com as diversas potencias do mundo, desde 
o principio da monarchia portugueza até aos nossos dias : ordenado e composto 
pào Visconde de Santarém, da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. etc. 
Impresso por ordem do Governo Portuguez. Paris, em casa de J. P. Aillaud. 
Imp. Da Offic Typ. de Fain & Thunot 1842 a 18^4. 8.» gr. 

Na Inírodueçao geral da obra (no tomo i, de pag. ini a lxxviii) nos dá o 
auctor a resenha dos subsídios de que principalmente se servira na sua com^ 
posiçfto, quasi todos inéditos, e dispersos por varias livrarias e archivos; a 
saber: na Bibl. Real d'Ajuda (pag. Lni a lix), na livraria do extincto mosteiro 
de S. Vicente de Fora (pag. lx a lxví), hoje existente no Archivo Nacional 
da Torre do Tombo, 26 volumes auto^aphps: — na Bibl. Nacional de Lisboa 
(pae. Lxvi e Lxvn):— na Bibl. Publjca do Rio de Janeiro (pag. lxviii):— na 
Bibl. do convento de Jesus (pag. Lxvn)^ctualmente incorporada na da Acad. 
Reai das Sciencias : — no Arcnivo Real da Torre do Tombo (pag. Lxvin a lxx) : 
—na Bibl. Real de Paris e Archivos de França (pag. lxx) : —nas livrarias das 
casas do Marquez de Pombal e Conde da Ponte (pag. lxxi a Lxxni) : — e mui- 
tos outros avulsos. 

TOMO I (1842). Introducçâo geral, e plano da obra (pag. iii a lxxxiv) :— 
Relações politicas e diplomáticas entre Portugal e Hespanha, de 1227 a 1495 
(pag. i a 394). 

TOMO u (1842). IntroducçSo (pag. m a xxvi).— Continuação das relaçíSes 
entre Portugal e Hesnanha de 1495 a 1712 (pag. 1 a 442).— Correcções aos to- 
mos I e II.— índice nas Embaixadas, Instrucções, Tractados e Convenções in- 
dicados nos tomos i e n (até pag. 479 em que finda o volume). 

TOMO m (1843). IntroducçOo (pag. v a cxu). — Relações politicas e diplo- 
máticas entre Portugal e a França, desde 1121 até 1638 [pag. 1 a 526). 

TOMO IV : PAHTE 1.* (1843). Introducção (pí^K- v a cclxvi). — Continuação 
das relações entre Portugal e França desde 1640 até 1656 (pag. 1 a 401).— 
PABTB 2.* (1844). Introducção (pag. in a cccc). — Continuação das relações en- 
tre Portuffal e França de 1657 a 1706 (prosegue a numeração de pag. 401 a 
848). — Erratas dos tomos iii e iv. 

TOMO V (1845). Introducção (pag. i a cglxxxvi).— Continuação das rela- 
ções entre Portugal e França desde 1706 até 1750 (pag. i a 379). 



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3i QU 

TOMO VI (1850). IrítroducçSo (pag. v a xl).— Continuação das relaç^s 
entre Portugal e França desde 1750 até 1760 (pag. I a 312). 

TOMO vir (1851). IntroducçSo (pag. v a lxv).— Continuação das relações 
entre Portugal e França de 1761 a 1770 (pag. 1 a 409). 

TOMO vin (1853). IntroducçSo (pag. v a Lxxni). — Continuação das rela- 
ções entre Portugal e França de 1771 a 1777 (pag. i a 303). 

TOMO XIV (1853). Advertência, em que o auctor dá conta dos motivos que 
houve para sobr'estar na publicação do tomo ix, que devia encerrar o resto 
das relaçOes com França, e dos tomos x, xi, xn e xiii destinados para conte- 
rem as relações entre Portugal e a corte de Roma, antecipando-se a dar á luz 
este volume xiv e os mais que se seguissem, comprehenaendo n'elles as rela- 
ções entre Portuga) e Inglaterra. — Introducçfio (pag. vn a cxc). — Relações 
com Inglaterra desde 1147 até 1493 (pag. 1 a 237). 

TOMO XV (1854). latroducçâo (pag. v a ccxviii).— Continuação das rela- 
ções com Inglaterra, de 1498 a 1579 (pag. 1 a 342). — Erratas e addições aos 
tomos XIV e XV (pag. 343 a 347). 

Foi este o ultimo volume publicado pelo Visconde em sua vida (vej. no 
Diccionario, tomo v, o n.° M, d18^. Os seguintes sahiram posthumqs, e com 
alteração nos rostos, do modo seguinte : 

Quadro elementar das relações polituxu e diplomáticas de Portuaal com as 
diversas potencias do mundo, desde o principio do xvi sectdo da Monarchia 
Portugueza até aos nossos dias, CoUigidh e coordenado pelo Visconde de Santa- 
rém e continuado e dirigido pdo sócio da Academia Real das Sciencias de Lis- 
boa, Luís Augusto Rebetío da Silva, Tomo xvi. Impresso por ordem do Governo 
de Portugal. Lisboa, na Typ. da Acad. Real das âciendas 1858. S.'* ^r. 

Contém este volume uma larga introducção, ou quadro histórico do es<- 
tado de Portugal nos reinados de D. Manuel e D. João III, e na menoridade 
de D. Sebastião (pag. v a ccLvm). — Continuação das relações entre Portugal 
e a Inglaterra, desde 1578 até 1610 (pag. 1 a 260).~Tabella das principaes er- 
ratas a este volume, que comprehende três pag. não numeradas. — Advirta-se 
Que por engano, ou transtorno aue não sei explicar, mas que proviria talvez 
da confusão em que foram achaaos os apontamentos que o Visconde deixara 

Sara a continuação da sua obra, foram (^ollocados n^este volume seguidamente 
e pag. 1 até 97 documentos ou extractos, que não téem relação alguma, pro- 
xinvt nem remota, com Inglaterra, versando única e exclusivamente sobre ne- 
gócios de Portugal e Hespanha: isto # são as correspondências havidas entre 
Filippe II e os seus agentes e partidários n'este reino, desde a morte ou des- 
apparecimento d'el-rei D. Sebastião em 1578 até que conseguiu apoderar-se de 
Portugal em 1580. 

TOMO xvn (1858). Introducção, ou quadro histórico de Portugal, no rei- 
nado de D. Sebastião (pag. v a ccv).— Continuação das relações cx)m Ingla- 
terra desde 1640 até 1662 (pag. 1 a 278).— Erratas do volume. 

TOMO xvni (1860). Introducção, ou quadro histórico, comprehendendo o 
curtíssimo reinado do cardeal rei, e a dominação hespanhola até a restauração 
de 1640 (pag. v a Lxxvn). — Continuação das relações com Inglaterra desde 
1663 até 1815 (pag. 1 a 502). 

Com este volume deu o illustre continuador por finda esta secção da obra, 
pois que ahi terminavam, diz, os apontamentos deixados pelo Visconde de San- 
tarém, propondo-se alterar na parte restante o methodo ou plano traçado pelo 
auctor, substituindo-lhe outro, que teve por mais adequado e conveniente. 
(Vej. no Diccionario, tomo v, a pag. 232.) 

O Visconde recebia annualmente para a publicação da sua obra um sub- 
sidio de 6:000if000réis, votado pelas Cortes, e incluído no orçamento das des- 
pezas geraes do estado. Por sua morte o governo, com auctorisação do poder 
legislativo, passou aquella verba annual para a Academia Real das Sciencias, 
com obrigação de ser custeada á eonta d'el]a a continuação do Quadro éemen- 



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33 



tar e Corpo difhmatieo, bem como a dos Monumentoi kUtoricos de Portugal, 
e a impressão das Lendas da Índia (inéditas) de Gaspar Corrêa. 

Em 1860 houve quem na Gamara dos Pares se lembrasse de suscitar du- 
vidas, contestando a legalidade de similbante despeza. Gomo resposta a essas 
duvidas appareceu na folUica Liberal, n.° 35 de lo de Junho do referido anno 
um artigo (assignado com a simples inicial « S»), que a voz publica attribuiu 
ao sr. Rebello aa Silva. Gonsidero-o assas interessante e curioso por mais de 
um titulo^ para crer que os leitores do Diecionario n2o levarão em mal que 
lh'o dé aqui transcripto na sua integra, pela estreita relação que tem com o 
Quadro dementar j e mais publicaç(Ses a cargo da Academia. 

« O sr. Visconde de Atouguia appareceu ha pouco na camará dos pares 
inspirado pelo zélo das economias, e pelo amor aa legalidade. Apostolo does- 
tas doutrinas austeras, figurou-se-nos que a sua eloquência apontava mais a 
ferir uma corporação, do que a sustentar os bons princípios. Ém todo o caso, 
a luva que s. ex.* lançou ás letras será levantada, e sentimos que a resposta 
não seja tão agradável como desejaríamos para o nobre par. O sr. Jervis, obe- 
decendo a melindrosos escrúpulos, não poude socegar emquanto os não veiu 
expor perante a camará. A seu ver está-se dando na administração das recei- 
tas publicas um abuso inaudito. 

«Ha três annos que se pagam seis contos de réis para a academia real 
das sciencias continuar a publicação do Quadro dementar, interrompido pela 
morte de seu auctor, o Visconde de Santarém, e s. ex.* duvida que similbante 
somma esteja authorisadaf Suppõe que é possível que o ministério do reino 
requisite, e o thesouro satisfaça uma verba importante, sem primeiro se ha- 
ver verificado a sua procedência e legalidade. 

«Para um cavameiro, que foi cinco annos ministro, a duvida é curiosa, 
pelo menos, e prova oue o illustre Visconde pouco se occupava de uma das 
partes mais dehcadas aa administração — a de conhecer o modo por que se 
ordenam e pagam as sommas authorísadas por lei. O juizo que o sr. Jervis 
forma dos ministros anteriores e actuaes, e das repartiç(fes do estado, também 
nos não parece dos mais lisonjeiros. 

«Pois s. ex.* imagina que os srs. Marquez de Loulé e Fontes, os srs. Ávila 
e Gasal Ribeiro, como secretários d'estado do reino e da fazenda, seriam tão 
ineptos e negligentes, que mandassem entregar em prestações mensaes á aca- 
demia uma somma de seis contos de réis, não existindo titulo legal que justi.- 
fícasse a despeza? 

«A vertMt de seis contos de réis, cuja authorisação parece pelo menos ob- 
scura ao sr. Visconde, foi votada na discussão do orçamento em 1857 na ca- 
mará dos srs. deputados, e applicada á continuação ao Quadro elementar, que 
era subsidiado pelo ministério dos negócios estrangeiros desde 1842, e dirigido 
em Paris pelo Visconde de Santarém. 

«Falecido o auctor da obra, ficaria esta inutilisada por incompleta e trun- 
cada, no 15.<> tomo, e no meio das relações politicas com a Grã-Bretanba, se 
o governo e a casa electiva não entendessem que n'este caso a verdadeira eco- 
nomia consistia em se incumbir á primeira sociedade scientifica do paiz a sua 
continuação. 

«O voto foi unanime, julgamos nós; e na camará dos pares os srs. Viscon- 
des de Gastro e de Algés, o sr. Ferrão e outros cavalheiros honraram-se de 
sustentar o mesmo pensamento, approvando a verba incluída de novo no or- 
çamento pela casa electiva para 1857-1858, e comprehendendo-a nos augmen- 
tos de despeza d'esse anno. 

«No anno seguinte a camará dos deputados approvou por unanimidade 
um projecto para constituir por lei em dotação permanente a mesma somma 
para as obras enunciadas n'elle, e a commissão de fazenda da camará alta tam- 
bém unanimemente propoz que a dotação fosse concedida, louvando o pro- 
pósito que dictára a sua applicação. 

TOMO vn 3 



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^ ou 

«A camará dos deputados foi dissolvida, e a legislatura terminou. NSo se 
tornou a discutir o ornamento, e d'ahi resultou que nSo poude recahir nova 
votação parlamentar sobre a verba approvada em 1857, nemsobreoprpiecto. 

«Estes são os factos públicos. Constam do Diário das Camarás, do Diário 
do Governo, e das repartições do estado. A duvida do sr. Visconde de Atouguia 
pôde reputar-se pelo menos singular e incomprehensivel. 

«Passemos á outra parte das suas objecções. Parece que o parlamento, o 
governo e a academia, quando votaram e applicaram a verba de seis contos 
de réis, commetteram um erro monstruoso em cousas litterarias : não se lem- 
braram da guerra da península, e da sua bistoria! O sr. Visconde de Atouguia 
deplora-o, extranba-o e propôe-se remedial-o. 

«De que modo? Separando da dotação para as ot>ras subsidiadas, que 
jul^a elevada de mais, uma quantia que pede seja por lei empregacla esfx col- 
li^ir documentos pai^ a historia da guerra peninsular, incumbindo-se ao mi- 
msterio da guerra estas investigaçôesi 

«Sobre este texto declamou s. ex." em nome das nossas glorias, da mais 
productiva applicação das receitas do estado, e da desigualdade de se paga- 
rem seis contos de réis (dezoito nos três annos) só para a publicação do Qua- 
dro elementar \ 

«O fervor seria louvável e judicioso, se o digno par, pelos seus estudos 
e aptidão especial menos visto nos assumptos de que tractou, começasse por 
conhecer os factos próprios e aOieios, e da sua comparação exacta deduzisse 
os corollarios que tirou com tanta afouteza. 

«Na verba dos seis contos de réis, que s. ex.* julga excessiva, e que o 
seria na realidade, e muito, se acaso fosse toda absorvida pela publicação do 
Quadro elementar, entrou a despeza de um conto de ré^s, com que o estado, 
pela lei de 5 de Agosto de 1854, subsidiava a collecção dos Monumentos histo- 
ricos desde o século vin até o século xv, sendo supprimida esta despeza, e cor- 
rendo desde o aiino de 1 857-1858 por conta da dotação dos seis contos de 
réis votada á academia. 

«Das respectivas contas, que se podem consultar, e do desenvolvimento 
dado a tão valiosa obra, que apesar de ter muitas paginas em latim, nem por 
isso deixa de merecer o applauso das nações mais cultas, prova-se com evi- 
dencia, que o custo dos fascículos já publicados, e o dos que se acham a esta 
hora no prelo, excede em muito a somma de um conto de réis; e que se não 
fosse incorporada esta verba na da dotação concedida á academia, necessaria- 
mente teria de ser augmentada com mais do dobro, pelo menos. 

«Em vez de publicar só a expensas dos seis contos de réis os volumes do 
Quadro elementar, como cuida o sr. Visconde de Atouguia, a academia deu á 
luz, e distribuiu nas cortes : Três fascículos dos Monumentos históricos, com- 
prehendendo cada um d'elles pelo formato matéria de mais de três volumes 
de 8." : Três volumes das Lendas da índia por Gaspar Corrêa, obra inédita e 
contemporânea da epocha gloriosa das nossas conquistas; cada volume não 
encerra menos texto do que pôde caber em mais de dous grossos tomos de 8.<*: 
Três tomos do Quadro elementar (o xvi, xvii e xviii) com largas introducçOes 
históricas, e quasi o dobro do texto de muitos dos volumes estampados em 
Paris. 

«Não discutimos o mérito e o valor litterario dos trabalhos, referimos só 
o seu numero, e o seu peso e volume em papel, porque nos parece que o sr. Vis- 
conde de Atouguia tractou mais da quantidade do que da qualidade. 

«Baste notar-se, que as obras são dirigidas por homens como o sr. Ale- 
xandre Herculano, soo a físcalisação de uma corporação scientifica, que a lei 
declarou competente, e que em sciencias históricas encerra todos os nomes 
illustres de Portugal. 

«Admira-nos que o sr. Jervis voltasse a sua severidade contra uma cor- 
poração litteraría, e que tão rigoroso com as despezas publicas se não lem- 



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^ 



brasse de perguntar d'onde sabiam os contos de reis ba annos despendidos com 
o theatro de S. Carlos, a mais do orçamento ? 

«Mas como procedeu o sr. Visconde de Atouguia, nos cinco annos em que 
foi ministro dos negócios estrangeiros, a respeito d'esta mesma dotação, que 
hoje censura, como demasiada e menos productiva, talvez porque é applicada 
em Lisboa, e não paga em Paris ? 

«Quanto despendeu, e quanto colbeu em volumes e em peso de papel e 
numero de paginas^f 

«■De iÓ5Í a 1855, epocha do ministério de s. ex.', gastou-se com as obras 
publicadas em Paris pelo Visconde de Santarém, secundo os respectivos or- 
çamentos, nada menos de vinte e ouatro contos de réis, e sahiram á luz o tomo 
VIU do Quadro elementar (com 37o padnas nas de texto) impresso em 1853; 
o tomo XIV (com 427 paginas) estampado nos fins do mesmo anno; e o tomo xv 
(com 575 paginas) dado á luz em 1854. Três volumes, e oito contos por volume! 

«Porque não sizou então s. ex.* na dotação da obra, e não applicoa a ju- 
diciosa economia em mandar coUigir os documentos para a guerra da penm- 
suia? 

«Em vez de diminuir a verba no seu orçamento, o sr. Visconde elevou-a 
a dous contos de réis mais nos annos de 1854r-1855, e de 1855-18561 Era mais 
competente um só escriptor, do que o sr. A. Herculano e a academia I 

«Isto prova que no tempo do seu governo s. ex.* não se preoccupava 
como agora, com o numero e o peso dos volumes. 

«Julga mal escríptas, ou imperfeitas as obras dirigidas pela academia? 
Queira corrigir-lhes os erros, e apontar-lhes os melhoramentos. Saudaremos 
com prazer a sua presença na discussão. Mas se o não entende assim, e não 
quer tractar senão do peso e quantidade dos livros, permitta auc lhe observe- 
mos que boje se gasta com elles dez ou doze \ezes mais' papel impresso, e se 
dão por anno três volumes de três collecções diversas, em vez de um magro 
tomo de uma só collecção, como na epocha em que o sr. Visconde era mi- 
nistro. 

«Não creia o sr. Jervis que as obras publicadas pela academia se limitem 
á despeza dos prelos, da composição e do papel. São essas as menores. 

«Exigem investigações laboriosas, collecção dispendiosa e consecutiva de 
documentos, que se acham dispersos em niuitos archivos naciouaes e estran- 
geiros, compras de livros raros, e caros, e copias de subido preço. 

«Só o exame das importantes collecçGes de manuscriptos em todas as bi- 
bliothecas publicas e particulares de Madrid, quanto não custou á academia? - 
Quanto não exigiram os traslados dos documentos do Museu britannico, do 
«State papers ofiice» em Inglaterra, c das bibliothecas e archivos dos negó- 
cios estrangeiros de França ? 

«Como quer s. ex.* distrahir ainda d'esta verba uma somma para subsi- 
diar uma historia que não se escreveu, e que não se sabe se haverá quem a 
escreva (a)? 

«Se para três co11ecç0es úteis seis contos de réis são de mais, porque ele- 
vou a verba no seu orçamento só para o Quadro elementar ? Ha contradições 
que não se explicam. 

«Não combateremos a idéa de promover a formação de uma historia da 
guerra peninsular : contestamos só o methodo proposto pelo sr. Visconde, e a 
forma por que pretende animar a publicação de um livro, que é preciso, mas 
aue por isso mesmo deve ser um monumento da nossa gloria, e não pôde cou- 
nar-se de leve a penna pouco familiansada com os segredos do estylo, e com 
as fadigas das investigações históricas e scientiíicas. 

«Para traduzir na obra fielmente o pensamento heróico da nação, para^ 

(a) Acha-se hoje officialmente incumbido esse trabalho ao sr. Joaquim da 
Gosta Cascaes, e consta que também ao sr. Simão José da Luz Soriauo. 

3 • 



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36 QU 

pintar os lances de resistência ao jugo estrangeiro, descrevendo os grandes 
resultados políticos e sociaes da lucta, requer-se que o auctor seja tão perito 
em narrar, como instruído na seiencia da guerra, nas sciencias de que ella de- 
pende; e além d'isto, que possua profundos conhecimentos em economia e admi- 
nistração, de modo que se não engane, invertendo os factos, ou dando-lhes 
physionomía diversa da que na realidade apresentaram. 

<0s documentos para a guerra peninsular também não podem ser colli- 
gidos, se não pelo escnptor que se dedica ao assumpto. Só o historiador, vendo 
pelos seus olhos, é que sabe discernir o que deve aproveitar no todo ou em 
parte, do que, embhora tenha grande valor relativo, lhe não oíferece nenhum 
subsidio. 

«Encarregar o ministro da guerra de colligir estes documentos, é suppor 
que a historia da guerra peninsular se reduz apenas a cercos e batalhas, muti- 
lando-a pelos aspectos politico, social e htterano, tão importantes e essenciaes. 

«Demais, em factos recentes, quasi dos nossos dias, como este, os docu- 
mentos não podem ser senão de três espécies, e para se coordenarem não exi- 
gem pela sua raridade o trabalho que demandam as vastas e pacientes collec- 
ções, que a Grã-Bretanha, a França e a douta Allemanha se honram de empre- 
hender; porque ou são inéditos, e facilmente se encontrarão nos archivos das 
secretarias de estado, e suas repartições; ou são impressos, e constam dos ca- 
tálogos das bibliothecas e livrarias. 

«Quem melhor do que o escnptor, que se propuzer a desempenhar o 
assumpto, poderá estudal-os e confenl-os, em harmonia com as proporções do 
plano que traçar? Em todo o caso, ao governo pelo ministério do reino, e não 
pelo da guerra, pertence este negocio, propondo prémios que estimulem algum 
auctor a encetar este período histórico de gloriosa recordação, ou commetten- 
do-o a pessoa habilitada, e digna de elevar um verdadeiro monumento ás 
proezas militares de um povo pequeno, sempre insofTrido em supportar a ser- 
vidão extranha, e invencível em a repellir. 

«É claro, comtudo, que deve começar-se por achar quem escreva o livro, 
e não defraudando uma dotação bem applicaida, e apenas sufficíente para as 
três coUecções, que auxilia. Se tal erro se approvasse, restava só á academia 
resignar, e dissolver-se, por dignidade própria, deixando ao governo e ás cor- 
tes, que legislassem similhante acto de vandalismo, as honras da invenção, e 
ao sr. Visconde de Atouguia a triste.celebridade de repetir no século dezenove 
as perseguições (fue tomaram memorável o domínio dos bárbaros. 

«A academia de certo o faria, se fosse possível dar-se o escândalo de a 
desherdar a ella de uma dotação gue emprega com louvor e pontualidade, a 
fim de se pagarem buscas de papeis para uma obra, que ainda está na massa 
dos futuros: e não acreditamos que ninguém invejasse ao sr. Jervis, ao par- 
lamento, e ao ministério este brazão fúnebre de uma economia, decretada para 
impor silencio á voz eloquente da nossa historia, e condemnar a nação a per- 
der as avultadas sommas já despendidas com as três collecções, que hoje se 
publicam pelo mesmo subsidio que no tempo do sr. Visconde se abonava ao 
Quadro elementar. A quanto montou a despexa feita com elle desde 1842 até 
1856? Para cima de sessenta contos de réisI 

«Quer o sr. Jervis que se pare, e se dêem por desbaratados tantos traba- 
lhos ? Se a dotação for eliminada ou diminuída, é o que ha de acontecer: e em 
vez do sr. A. Herculano e dos seus collegas n'esta laboriosa-commissão, ufa- 
nar-se-ha o paiz, apontando para os róes de buscas de papeis da famosa col- 
lecção proposta pelo sr. Visconde de Atouguia 1 

«Quererá s. ex.* que os Monumentos históricos se não publiquem, espe- 
rando pelas excavações do ministério da guerra nos archivos para a historia 
da lucta peninsular, ou quer em nome das glorias modernas que mandemos 
calar os da epocha do nosso império na Ásia, tão bem descriptos nas Lendas 
da índia de Gaspar Corrêa? 



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QU 37 

«Esperamos (|qo o st, Jervis ha de reflectir, e ceder de um propósito, em 
que náo pôde ser acoaipanhado pelos seus coliegas, nem pelo governo. A sua 
iiléa seria a morte de ires collecçôes úteis, sem proveito para o livro que tanto 
deseja ver emprehendido».^S. 

2) QUERGULANAIDA : poema aUegorico, por um VinagrUta da terra 
dos vnuwres, Lisboa, na Imp. Nacional 1822. 8.» de 64 pag. 

A rabula ou acç2o d'este, hoje pouco menos que ignorado, poema (com 
pretençôes a heroi-comico, em quatro cantos de versos hendecasyllabos soltos) 
é o es^elecimento allegorisado da Companhia das Vinhas do Alto-Douro, em- 
prehendido, segundo diz o auctor, no anno da hégira 1134 (1757 da era vulgar) 
pe)o viâr Quereulano, isto é, pelo depois marquez de Pombal Sebastião José 
de Carvalho, cujo appellido em latim é Quercus, como se sabe. Creio não en- 
ganar-me affirmando que esta composição é de António Lobo Teixeira Fer- 
reira Girão (vej. no Diccúmario, tomo i, pag. 184) então e sempre um dos 
maiores adversários da Companhia. Pelo menos é certo haver sido eile quem 
o mandou imprimir na Imprensa Nacional, e pagou a respectiva despeza, o que 
verifiquei por assento que d'is50 existe no livro competente. 

A Companhia e seus defensores apodavam áeVinagristas todos os que 
pretendiam a reforma dos abusos d'aquelle corpo, ou pugnavam pela sua total 
eitiocção, assumpto que, tractado pró e contra, deu tanto que fazer á im- ^ 
prensa durante muitos annos como pôde ver-se no Diccionarw, tomo vi, n.*" 
M, 1635, e nas Correcções e addUamenios do mesmo volume, a pag. 463. 

Ao tempo da publicação da Querculanaida sabia á luz periodicamente 
por parte da Companhia no Porto, e se reimprimia em Lisboa, um escripto 
allegorico-burlesco, ou verdadeira satyra contra os antagonistas da instituiçílo. 
Ignoro ainda o nome do seu auctor. Intitula-se : 

3) Estatutos da Sociedade do Giro dos Vinaqres do Alto-Douro. Impresso 
no Porto, no presente anno, na Typ. á praça de S. Theresa n." 18. Reimpresso 
em Lisboa, na Typ, Maigrense. Anno de 1822. 4.«— O nomo Giro era umaallu- 
sSo pouco disfarçada ao appellido Girão. 

Nunca pude encontrar exemplar completo d'esta obra, que talvez ficou 
interrompida com os successos políticos de 1823, tomando-se desnecessária a 
sua conbnnação : nem tão pouco hei visto algum da edição do Porto. O que 
possDo é de Lisboa, e chega até pag. 136. 

Ha ainda o seguinte escripto publicado pelo mesmo tempo, mas que nem 
próxima, nem remotamente diz respeito (segundo creio) ás quest(5es da Com- 
panhia. Não foi mencionado no Diccionario por ser-me impossivel descobrir 
o nome de quem o compoz. Se alguém tiver a deferência de indicar-m'o, bem 
como o de qaaesquer outros em caso análogo, muito lh'o agradecerei. Eis aqui 
o titulo : 

4) Douri-vinhada: poema epico-burlesco, offerecido aos lavradores do Vi- 
«Ao do AUo-Douro, por B. J. S. P. C. Porto, na Imo. do Gandra 4822. 8." de 
iO pag.— Consta de três cantos em oitavas rythmaaas. 

5) QVESTÃO ACERCA DO AGIO DA MOEDA PAPEL no preço 
do contracto do Tabaco, Peças principaes da acção de Manuel Joaquim Pimenta 
Jf C* e Lino da Silveira êf C contra o Conde do Farrobo; por elle offerecidas 
00 Publico como em testemunho da justiça e boa fé com que se defende, de. Lis- 
boa, na Typ. de António José da Kocha 1842. S.*» gr. de 47 pag. 

Com referencia a esta importante e debatida causa se publicaram vários 
oatros opúsculos por parte de ambos os contendores : os quaes vão descriptos 
era seffuida pela ordem do seu appareci mento, isto é, os de que hei noticia, 
podendo talvez existir mais algum, que eu não visse. ^ 

. Qmtão acerca do ágio do papel-moeda entre o ex,"" Conde do Farrobo, R. e 
í*«o Silveira e Manuel Joaquim Pimenta êf C* AA., contendo as peças princi- 



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38 QU 

jMes da acção. Publicada em honra da magistratura portugúeza. Lisboa, na 
Typ. de Manuel de Jesus Coelho 1842. 8.« gr. de 110 pag. 

Refutação analytico-juridica do fdheto intitulado «Questão acerca do ágio 



yp. da Sociedade propagadora 
Í7 



do Papel-moeda,» que em Novembro de 1842 foi publicado por parte de L. Sil- 
veira, Manuel haquim Pimenta 4* C* Lisboa, Typ. da Sociedade pr 
dos Conhecimentos uleis 1843. 8.« gr. de xii-227 pag. 

Principaes e importantes peças do processo do ágio do papel-moeda, mo- 
vido pelos srs. Lino Silveira y C* e mantiel Joaquim Pimenta Sf C*, contra 
o Conde do Farrobo. Lisboa, Typ. de António José da Rocha 1843. 8." gr. de 
202 pag. 

AUegação offerecida perante a Relação do Porto por parte do Conde do Far- 
robo na demanda sobre o ágio, em que litiga com Lino Silveira e M, J. Pimenta 
y C Porto, Typ. da Revista 1844. 8.° gr. de 25 pag. 

Os acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça, Relação do Porto , tenções 
vencidas', e minuta para o Supremo Ti^ibunal de Justiça : na questão entre Pi- 
menta è[ C* e o Conde do Fairobo, Porto, Typ. da Rua Formosa, 1845. 8." gr. 
de 74 pag. 

• QUINTINO DE SOUSA BOCAYUVA, natural do Rio de Janeiro, c 
nascido a 4 de Dezembro de 1836. Orphao aos quatorze annos de edade, en- 
cetou os estudos jurídicos na Academia de S. Paulo, os quaes não concluiu 
por falta de recursos próprios, e pela sua repugnância em utilisar-se dos fa- 
vores de pessoas extranhas, que generosamente se propunham auxilial-o com 
os meios de aue carecia. Entrou na vida jornalística aos dezeseis annos, re- 
digindo de 1852 a 1853 o Acayaba, periódico littcrario de S. Paulo, collabo- 
rado por vários outros académicos; e pelo mesmo tempo a Honra, jornal 

Solitico publicado n'aquella cidade. Nos annos de 1854 e seguintes redigiu o 
Uario do Rio de Janeiro, a Tribuna, o Parahyba de Petrópolis (este era 1858 
e 1859). De 1860 em diante ha sido redactor effectivo do Diário do Rio, hoje 
o mais antigo de todos os periódicos fluminenses, pois conta de duração se- 
guida quarenta e dous annos. Ahi se encontram muitos artigos seus, assigna- 
dos uns com p próprio nome, ou appellido, e outros anonymos. Em o n.® 1 de 
25 de Marco de 1860 íanno xl) ha um folhetim notável, assignado «O humo- 
ristao. Colfaborou também algum tempo no periódico litterario A Semana. 

Tem escripto para os theatros da corte muitas composições, imitações e 
traducções dramáticas, das quaes foram algumas representadas com boaaccci- 
tação, porém não me consta que alguma se imprimisse. 
Mencionam-se por mais notáveis : 

6) Omphalia, drama oriqinal em septe (madros, representado no theatro 
das Variedades em 28 de Julho de 1860. — Vej. o Correio Mercantil de 5 de 
Agosto do mesmo anno. 

7) O Trovador, imitação. Levado á scena no theatro de S. Januário em 
1856. 

8) Norma ; — Qiiem por^a sempre alcança ; — Dominó azul ; — Diamantes 
da coroa; — Sargento Frederico ; — minhas duas mulheres ; — Valle de Andorra; 
Boas noiteSy sr. D. Simão ; — Tramóia ; — o Grumete ; — Estebanilho ; — Marina ; 
— a Dama do véo; versões feitas homoemetrica mente para a Imperial Acade- 
mia da Opera Nacional. 

9) O Bandoleiro, opera cómica original em trcs actos; — Um pobre louco, 
drama em cinco actos; — Pedro Favila, drama (nerdido, bem como o antece- 
dente, na typographia onde se estavam impriminoo) ; — Cláudio Manuel, drama 
histórico em cinco actos; — De la Viola, drama histórico em cinco actos; — 
Uma partida de honra, imitação em três actos. 

^ Conserva afora estas, inéditas as seguintes obras poéticas : Gonzaga, poema 
histórico em seis cantos: O Estudante de Salamanca, traduzido de Espronceda. 
Separadamente, e om prosa, publicou : 



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QU 3» 

10) Estudos críticos e litteranos. Vol. i. Contendo: Lance d'oUios sobre a 
comedia e sua critica — e Correspondência litteraria. Rio de Janeiro, Tyç. Na- 
cional 1858. 8.<» de iv (innumerada8)-xvii-114 pag. — Ficou até agora inter- 
rompida a continuação. 

Em 1860 estava prestes a imprimir um estudo histórico- poli tico, dividido 
em quatro partes, sob o titulo : »ophismas constitucionaes, ou o systema repre- 
sentativo etUre nós. Ignoro comtudo se chegou a realisar-se a promettida pu- 
blicação. 



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1) RAMALHETE DE BERNARPICES, anecdútas, mat^rialidades, 
quinqudkarias, pensamentos, máximas, ditos galantes, etc., etc. Farte 1.* Lis> 
boa, Typ. Maigrense 1836. 8.? gr. de 24 pag. — Não sei que se publicasse a 
continuação. 

Anteriormente a esta se havia publicado outra similhante coUecçâo da 
mesma espécie e mais ampla com o titulo: 

§emardices vulgarisadas ás prindpaes classes da sociedade, Lisboa. 1821. 
8.» gr. 

Ha também : 

Ramalhete de novas bemardices, colhidas no vasto campo das conversações, 
escriptos, sermões, epitaohios, despachos da magistratura, ditos judiciosos, exa- 
mes e confissões, etc. Lisooa, na Typ. de Maiere Júnior 1826. 8.<> de 40 pag. 

Annundos da «Chronica Constitucional de Lisboa, » escolhidos e criticados. 
Primeira coUeeção até o fim do amo de 1833. Lisboa, na Imp. Nevesiana 1834. 
S.*» de 39 pag. 

Letreiros celebres, que se vêm escriptos nas portas de varias lojas d'esta 
capUal, etc. (Vej. no Diccionario, tomo i, n.^* A, 1067.) 

De todas a mais abundante é a que se publicou em Paris por industria 
do livreiro-editor João Pedro Aillaud, servindo de texto uma das muitas co- ^ 
pias manuscriptas, aue giravam pelas mSos dos curiosos desde o meiado do 
século passado, e aadicionando-se-lhe outras de data mais recente. O titulo 
geral posto á frente da coUecçSo é como se segue : 

As verdadeiras bemardices, que pela primeira vez saem á luz pública, col- 
ligidas e ordenadas pelo doutor Nada Ih'eseapa. Seguidas das «Bemardices vul- 
garisadas ás principaes ciasses da sociedade» e kas Anti-bemardices, ou col- 
Jecção curiosa de ditos avisados, lembranças felizes e repentes engenhosos. Paris, 
na Imp. de Beaulé 1841. 8.<* de 254 pag., e roais uma de indice.— E a pag. 9 
vem transcripto por extenso o titulo da primitiva coIIecçSo comprehendida 
n'est6 volume, que diz assim : ^Minudencias bernardicas da elegância clarava- 
liça, lavcredas do engenho, brazinhas da habilidade, faiscas do juizo, cagalu- 
mes da discrição, ou luzelumes do discurso, que não quero dizer, pyrilampos 
pequenos da cachimonia, bocados do entendimento, migalhas do miolo, pingos do 
cérebro, e partes do craneo: aue dedica e consagra aos reverendíssimos padres 
bernardos o badiarel ^Nada Ine escapa.» 



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42 RA 

2) RAMALHETE (O) ; Jornal de instrucção e recieio. Lisboa, na Imp. de 

C. A. da Silva Carvalho 1837 a 1844. 4.° gr. 7 tomos. — Começou com o n.» 1 
em 23 de Novembro de 1837, e findou com o n.° 328 em 15 de Junho de 1844, 
coiiipreliendendo egnal numero de estampas lithographadas. Cada n.« de 8 pa- 
ginas. Pablicava-se seraanalnicnte. É um copioso o instructivo repositório de 
artigos de todo o ponoro c espécie, traduzidos e originaes. Em o numero d*es- 
tos se couiprehendem niuilas poesias de auctores portuguezes, de maior ou menor 
nomeada, quasi todos conteuiporaneos; estudos históricos sobre a fundação das 
egrcjas parochiaes e outras, de Lisboa, pelo sr. Martins Bastos (nos tomos rv 
e v); historia do progresso e decadência da litteratura latina desde a sua ori- 
gem até 1842, pelo mesmo (no tomo v) ; biographias criticas de vários poetas 
portuguezes, por J. M. da Costa e Silva, as quaes não chegaram a entrar no 
proseguimento do seu Ensaio biographico-critico, por dizerem respeito na maior 
parte a individuos dos séculos xviii e xix; etc, ctc. (Vej. no Dkcumario os ar- 
tigos Jotto Xavier Pereira da Silva, e Francisco Xavier Pereira da Silva), 

A collecçáo completa d'este periódico é hoje pouco vulgar. Custou aos 
subscriptores (em cujo numero eu entrei) 13:440 réis. Os exemplares vindos 
ultimamente ao mercado téem chegado aos preços de 6:000 a 7:zOO réis. 

D. RAPUAEL BLUTEAU, Clérigo regular Theatino, excluido por Bar- 
bosa da Bihl. Lus. em sua qualidade de estrangeiro.— N. em Londres, a 4 de 
Dezembro de 1638, de pães francezes. Aos seis annos de edade, no de 1644 
sahiu de Inglaterra para França, na companhia de sua mSe, fupndo ás tur- 
bações e alvorotos que assolaram aquelle reino depois da trágica morte de 
Carlos L Começando a desenvolver-se n'elle o talento e paixío pelos estudos, 
juntamente com o desejo de seguir a vida religiosa, depois de cursar humani- 
dades em Paris, e doutorar-se em Roma nas sciencias theologicas, vestiu a 
roupeta de clérigo regular em 29 de Agosto de 1661. Tinha já adqnirido boa 
nomeada em França como pregador, quandTo por obediência ao Geral da^rdem 
veiu em i663 para Portugal, onde a sua religião dera entrada quinze ou vinte 
annos antes. Aprendendo em breve tempo a lingua portugueza, começou em 
Lisboa a distinguir-se na predica, grangeando applausos o credito na corte, e 
a especial protecção da ramha D. Maria Francisca de Saboya, tnulher dos reis 

D. Affonso VI e D. Pedro II. Em 1680 passou de Lisboa á corte de Turim na 
companhia do doutor Duarte Ribeiro de Macedo, encarregado de tractar o ca- 
samento da princeza herdeira D. Isabel com Victor Amadôo, duque de Saboya; 
o falecendo o enviado durante a viagem, o P. Bluteau o substituiu na sua mis- 
são, até chegar de Lisboa novo ministro para concluir as negociações, que a 
final se mallograram. Como partidista e afieiçoado da rainha, soffreu por morte 
d*esía alguns dissabores, que o levaram a retirar-se para França, e ani se con- 
servou por alguns annos, até regressar a Portugal em 1704. Foi d'esta vez 
menos bem acolhido do que talvez esperava, pois tornando-se suspeito ao go- 
verno, em razão da guerra declarada a esse tempo entre as duas coroas, rece- 
beu ordem para recoíher-se ao mosteiro de Alcobaça, onde poz a ultima lima 
ao seu VocabtdariOj e a outras obras emprehendidas com louvaverdedicaçSo 
em beneficio das letras portuguczas. Obteve em fim a permissão de vir para 
Lisboa em 1713, quando concluída a paz geral. D'então em diante mereceu 
particular favor e acceitação a el-rei D. João V, gue entre outras provas da 
estima em que o tinha, ordenou que á custa da fazenda real fossem estam- 

gadas todas as suas obras, e o nomeou Académico do numero da Academia 
eal da Historia, quando em 1720 erigiu esta corporação. O P. Bluteau era já 
por esse tempo membro da Academia dos Generosos, da dos Applicados, das 
Conferencias eraditas celebradas em casa do Conde da Ericeira, etc, etc. Foi 
também durante alguns annos Prenosito da casa de S. Caetano, a qual segundo 
dizem governou com grande pruaencia e acerto. Respeitado geralmente dos 
homens mais doutos e instruidos do seu tempo, que o veneravam como mestre 



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RA 



43 



c estimavam como amigo, passou descansadamente os últimos annos de sua 
longa vida, até falecer a i4 de Fevereiro de 1734, contando mais de 95 de 
edade, dos quaes viveu seis em Inglaterra, cinco em Itália, em França vinte e 
oito, e cincoenta e seis em Portugal. Ha na Bibl. Publica de Lisboa dous ni- 
tratos seus de meio corpo, e outro e;íual, e também pintado a óleo na sala da 
contadoria da Imprensa Nacional. Para a sua Liographia vej. as Memorias 
hist. e chronoloçj. dos Clérigos regulares, por D. Thomas Caetano de Bem, no 
tomo I, pag. 283 a 317; o Obsequio fúnebre pela Academia dos Applicados 
(Dicciofíiario, tomo vi, n.° 0, 2) ; o Elogio fúnebre pelo Conde da Ericeira (idem, 
tomo III, n." F, 1991); e mais resumidamente Canaes, nos Estudos biographicos, 
pag. 289. 

Foi o P. Bluteau homem verdadeiramente sábio e erudito á moda do seu' 
tempo: mais ou menos versado em todo o género de estudos, mereceu-lhe par- 
ticular predilecção o das línguas mortas e vivas. Falava expedita e desemba- 
raçadamente a ingleza, franceza, italiana, portugueza, castelhana, latina e grega; 
e em qualquer d'eilas compunha com grande facilidade, tendo aprofundado o 
conhecimento das grammaticas de todas. Os portuguezes lhe devem eterna gra- 
tidSo, por lhes dar um Diccionario que nSo tinham, e de que tanto necessita- 
vam; abalaçando-se e conseguindo elle só com o próprio esforço e estudo, o 
que as Academias nfto puderam vencer antes, nem depois! 

Na seguinte resenha das suas obras impressas omittirei por agora as la- 
tinas, por nSo tel-as presentes, nem serem de maior interesse para o nosso 
propósito. ^^ 

2y(C) Vocabulário Portuguez e Latino, Aulico, Anatómico, Ardiiteclonico," ^. y^^ ^ 
Bellico, Botânico, BrasUico, Cómico, Critico, ChimicOy Dogmático, Diakctico, ^t. tc^*^^ 
Dendrologico, Ecdesiastico, Etymologico, Económico, Florijfero, Forense, Fru- *.*^^J't>^* 
clifero, Geographico, Geométrico, Gnomonico, Hydrographico, Homonymio, Hie- ^/^^^^ 
rdíogico, Icthyologico, Indico, Isagogico, Lacónico, Litúrgico, Lithologico, Medico, ^/m^^* 
Mtísico, Meteorológico, Náutico, Numérico, Neoi&ico, Orthographico, Óptico, Or- ^/^"y* 
nithologico. Poético, Philologico, Phartnaceutico, Quiddidativo, Qttíditativo, Quan- "^ 9^ *' 
titaiiíx), Rhetorico, Rústico, Romano, Symbolico, Synonimico, Syllabico, Theoto- 
gieo, TeraptetUico, Technologico, Uranologico, Xenophonico, Zoológico, auctori- 
sado com exemplos dos melhores escriptores portuguezes e latinos, e offerecido a 
ei-rey de Portugal D, João V. Tomo i. Coimbra, no Collegiodas Artes da Com- 
panhia de Jesus 1712. Foi. São ao todo oito volumes, impressos successivamente 
em diversas Officinas e annos, sendo o ultimo no de 1/21. 

4) *fCJ SuppUmento ao Vocabulário Portuguez e Latino, que acabou de sa-^ 
hir á luz. Anno de 1721. Lisboa occidental, na Offic. de José António da Silva 
1727. Foi. 2 tomos. 

O maior defeito d'este Diccionario (afora a sua nimia extensão, e as in- 
tempestivas digressões trazidas a miúdo pelo desejo de alardear erudição), é 
talvez, na opinião dos críticos, a falta de escrúpulo com que o auctor procede 
na auctorisação dos vocábulos; allegando indiueren temente a cada passo, ora 
com auctores reputados clássicos pelo consenso geral, ora com outros de infe- 
rior nota, que nílo devera citar. 

5) fCJ Primicias Evangélicas, ou sermões e panegy ricos do P. D, Raphael c^.*?^ 
Bluteau, etc. Offerecido á serenissima alteza de Cosmo Terceiro, gran-duque 

de Toscana. Lisboa, na OflBc. de JoSo da Costa 1676. 4.° de xxiv (innumera- 
das)-427 pag. — Parte segunda, offerecida a uma doutíssima, poderosíssima e 
virtuosissima princeza. Ibi, por Miguel Deslandes 1685. 4.*» de ui (innumera- 
das)-440 pag. (Esta doutíssima, poderosíssima e virtuosissima princeza, é, nem 
mais nem menos, a livraria de D. Luis de Sousa, arcebispo de Lisboa, â qual 
o auctor endereça uma eruditíssima e estiradissima oração dedicatória, que 
comprehende a bagatela de quarenta e sois paginas en) typo assas miúdo!)— 
Parte terceira, offerecida ao Marquez de Cascões, etc. Paris, por João Anisson 
1698. 4.* 



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44 RA 

Sahindo da im[>reDsa em Fevereiro de 1676 o tomo i das Primícias, c 
tendo seu auctor enviado mn exemplar ao grão-duque por via de um viajante 
florentino, que passava entilo por Portugal, aquelle príncipe nSo quiz demo- 
rar-lbe a demonstração de agradecimento que a tal ofTerta era devida, diri- 
gindo-lhe para logo a seguinte carta, que os leitores do Dicdowario me per- 
initlirão transcrever n'este logar; sentindo não possuir copia da que o mesmo 
grão-duque escreveu a André Rodrigues de Mattos, quando este lhe dedicara 
a sua traducção da Jerusalém libertada, pois da mesma sorte a trasladaria em 
sitio adequado. Bem é que este, e outros documentos da mesma espécie fiquem 
aqui registados, porque alguma vez convirá trazel-os á memoria. 

Diz assim a carta ao P. Bluteau no originai italiano: 

«Molto reverendo padre: II Bartolino mio suddito, ritomato auesti giorni 
dal ^iro, che ha fatto per TEuropa, mi presentò la cortese lettere ai vostra pa- 
temità & con essa ia s tampa delle suq sacre Diciture à me dedicata, come prime- 
zia dei profítto da lei cavato nella professione delia eloquenzaportuguese; ncl 
che io aebbo non meno risguardare la finezza delia aífcctione, che la patemità 
vostra ha voiuto dimostrarmi con questo publico argumento; quanto il pregio 
delia di lei virtu, che ben sa spíccar dal mondo anche travestíta sotto forma 
di quaiunque idioma. Stiroo dunque il dono ai segno che conviene, e molto 
piu ia cordialíta deli intento, da cui deriva, ne lascio de singolarmenle gradirlo 
alia gentilezza di vostra paternità, che lo accompanha con espressioni di tanta 
galanteria, & traendonc motivo jper non mai perder memoria de i dittame dei 
suo buon cuore, saprò altresi ricambiarii cò senlimcnti pífi parziali dei mio, 
& prego alia PaterniUi vostra dal cielo ogni consolazione. Di Pirenze li 23 Giu- 
gno 1676.— Al piacer di vostra paternita — 11 Gran Duca de Toscana.» 
//>> 6) fC/ Sermões panegyricos e dotUrinaes, que a diversas festividades e as- 

% 4r» sumpíos pregou, etc. Tomo i. Lisboa, por José António da Silva 1733. Foi. do 
xxxii-625 pag., sem contar as do indice final. — Tomo ii. Ibi, pelo mesmo im- 
pressor 1733. Foi. de vi-59õ pag. e indice no fim. 

Estes volumes podem considerar-se como a segunda edição das Primicias 
Evangélicas, accrescenladas porém de alguns novos sermões, pregados mais mo- 
dernamente pelo auctor. Creio que o seu preço regular tem variado entre 1:600 
e 2:400 réis. 
yfí^, /9r^ 7) (C) "Prosas portuguezas, recitadas em differenles congressos académicos. 

/. /Jí Parte 1." Lisboa, por José António da Silva 1728 (no rosto lé-se com erro 
* í.^^ manifesto m. dcc. xxvix). Foi. de xxxii (innumeradas)-421 pag. — Parte 2.' Ibi, 
^ fiTk, pelo mesmo impressor, 1728. Foi. de 381 pag. 

O tomo I contém : 1. Prosas, ou decisões académicas de palavras portugue- 
zas propostas e examinadas nas conferencias eruditas, que se celebraram em 
casa do Conde da Ericeira, etc. — 2. Lições académicas sobre perguntas em ma- 
térias physicas. — 3. Prosas académicas criticas, históricas, politicas sobre as 
sente maravilhas do mundo.— 4. Prosas académicas sobre as sentenças dos septe 
sábios da Grécia, combinadas com outros tantos rifões dos velhos da Lusitânia. 
— 5. Prosas lógicas, mctaphysicas, politicas, cosmographicas, jurisconsultas e 
theologicas demonstrativas das virtudes o prerogativas do sábio christáo. — 
• 6. Prosas academico-moraos em varias festas do anno. — 7. Prosa instnicfiva, 
jocoscría sobre o caso que devem fazer homens de juizo de cartas anonymas 
injuriosas. — 8. Prosas patriarchaes, cm trcs orações sobre o patriarchaclo de 
Lisboa, provido na pessoa do ill.""» c rev."'» sr. D. Thomás de Ahneida, reci- 
tadas em três tardes.— 9. Prosas theologicas, fundadas no attributo da indepen- 
dência divina. — 10. Outras prosas theologicas, com attcnç2o ás sciencias e ar- 
tes que os homens professam. — H. Prosa enigmática, interpretativa das letras 
gravadas no pé e garganta do anliquissimo cálix de ouro do mosteiro de Al- 
cobaça. — i2. Prosas cratulatorias, recitadas na vinda da rainha D. Catharína 
de Inglaterra para Lisboa. 

O tomo II contém : I. Prosa censória, ou censura do livro Teatro geneah- 



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RA 4S 

gico de la exedentissima casa de Sosa, por Manuel do Sousa Moreira. —2. Prosa 
symboliea: dcscrípções enigmáticas da abelha, da aranha, da agulha, do alfinete, 
do arco celeste, da aurora, e de muitas outras cousas animadas e inanimadas. 
— 3. Prosa lucluosa, trecho funeral cm três orações á Fnorte de Luis XIV rei 
da França. — 4. Prosa restitutoria, sobre a certeza ou incerteza da morte d'el- 
rei D. Sebastião na batalha de Alcácer.— 5. Prosa genetbliaca, no dia dos annos 
d'el-rei D. Joílo V. — 6. Prosa apologética, justificação de uina soberana prin- 
ceza (a Orthographia I) injustamente exclusa das conferencias da Academia Real 
de Lisboa, etc. — 7. Prosa grammatonomica, ou regras e leis para u|o das le- 
tras do alphabeto portuguez na escríptura e na pronunciaçSo. — 8. Prosas eu- 
charisticas, em acção de graças pela extincçSo da epidemia (febre amarella) 
em Lisboa, no fim do anno de 1723. — 9. Elogios latinos e portuguezes dos Aca- 
démicos applicados ao auctor das prosas eucnaristicas. — 10. Prosa económica, 
sobre o governo da própria casa e fazenda. — 11. Instrucçâo sobre a cultura das 
amoreiras e bichos da seda, etc. (segunda edição). — 12. Additamentos ao opús- 
culo «InstrucçSo sobre a cultura das amoreiras, etc.» 

8) Instrticção sobre a cuUura das amoreiras e creação dos bichos da seda. 
Dirigida á conservação e augmento das manufacturas da seda, e dedicada a el- 
rei í). Pedro 11, quando principe repente, que as estabeleceu, e com os novos prí- 
vilegios concedidos por el-rei D, José I, nosso senhor, Auctor D. R, B. Coimura, 
na Real Imp. da Univ. 1769. 8.» de 220 pag. 

A primeira edição d'esta obra (que todavia nâo pude ver até agora) creio 
ser de 1679. Depois foi também inserta nas Prosas Académica, tomo ii. A nova 
edição é porém accrescentada com as leis de D. José I relativas ao assumpto. 
Sobre o mesmo, e sobre a fabricação das sedas, vej. no Diccionario os artigos 
José Accursio das Neves j José António de Sá, José Pereira Tavares, Luis Waller 
Pinelli, Simão d'Oliveira da Costa Almeida Osório, Tomás Sabbatino iVirso, etc, 

Não tenho visto a seguinte, apesar de mencionada no Catalogo da Biblio- 
theca Fluminense, que d'ella possue um exemplar com o n.» 1366: 

9) Diccionario casteUano y portuguez, impi^esso en Lisboa por orden de 
el-rey de Portugal D. Juan V, etc. Auctor el P. D. R. Bluteau. Rio de Janeiro 
1841. 8.0 gr. 

RAPH/IEL COELHO MACHADO, n. na cidade de Angra do He- 
roismo, capital da ilha Terceira, em 1814. Tendo sido educado no intuito de 
seguir a viaa ecclesiastica, fez n'essa conformidade os seus estudos; como porém 
não reconhecesse em si a verdadeira vocação para o estado e ministério do 
sacerdócio, resolveu-se a abraçar outra carreira. Em. Lisboa, para onde veiu 
no anno de 1835, proseguiu nos estudos litferarios e artisticos, até passar em 
1838 para o império do Brasil, e ahi começou a dar-secom eflScacia ao ensino 
da arte musical, que tem sido, por dizci-o assim, a sua paixão dominante. 
Fundou no Rio de Janeiro em 1842 um periódico musical e poético, O Rama- 
lhete das Damas, do qual foi principal redactor durante cinco annos succes- 
sivos, escrevendo ao mesmo tempo algumas das obras abaixo mencionadas. Nos 
annos de 1852 e 1853 emprehendeu uma viagem á Europa, com o fim de mais 
aprofundar os seus conhecimentos, dcmorando-se na Inglaterra, França, Hes- 
panha e Portugal. Regressando para o Rio de Janeiro, collaborou na redacção 
da Tribuna CathoUca, jornal do Instituto Episcopal Religioso atê 1857, em que 
foi nomeado relator da commissão de redacção, continuando-se-Ihe o mesmo 
cargo no anno seguinte. Além de algumas poesias, e grande copia de artigos 
sobre diversos assumptos, publicados por eile em vários jomaes do império 
(uns com as letras iniciaes do seu nome, outros sob differentes cryptonymos), 
tem dado á luz em separado os seguintes fructos da sua applicação : 

10) Diccionario musical, contendo : 1.' Todos os vocábulos e phrases da es- 
cripfuração musical. 2." Todos os termos technicos da musica, desde a sua maior 
arUigfuidade. 3f Uma taboa com Iodas as abbreviaturas usadas na escripturação 



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46 RA 

musical, e mas palavras correspondentes. ^J*A etymohgia dos termos menos tuI- 
gares, e os synonymos em geral. Rio de Janeiro, Typ. Franceza de St. Amant 
1842. 8.° gr. de 275 pag. — Náo \'i esta edição : possuo porém, por oíTerta de- 
vida á obsequiosa benevolência do auctor, um exemplar da Segunda ediçtMO, 
por eUe augmentada. Rio de Janeiro, Tjp. do Commercio de Brito e firaga 1HI>5. 
S/* gr. de xiv-282 pag. — N'ella se apresentam por extracto os juizos favorá- 
veis da imprensa fluminense acerca do mérito e utilidade da obra, e traz no 
íim como addilamento o catalogo geral das pomposições do auctor, em 4 pag. 

11) Princípios de musica pratica, para uso dos principiantes. Rio de Ja- 
neiro, Typ. Franceza 1842. 8.° gr. de 24 pag. com três estampas li thographadas. 

12) Methodo de afinar o piano, com a historia, descripção, escolha e con- 
servação doeste instrumento. Ibi, na mesma Typ. 1845. 8.° gr. de 16 pag., cozn 
quatro estampas. Corre iá em terceira edição. 

i'ò) A B C musical, ou breve explicação da arte da musica, dedicada ac>s 
amadores. Ibi, Typ. de Carlos Haring 1845. 8.° gr. de 15 pag. — Terceira edi- 
ção, correcta e avgmentada, ibi, Typ. Episcopal de Agostinho de Freitas Gai- 
marães & C.*, com uma dissertação soore a utilidade e influencia da musica 
na educação popular. 8.° gr. de 14 pa^. 

14) RamaÚiete das Damas, pubbcado duas vezes por mez, contendo inte- 
ressantes e curiosos artigos de esthetica musical, de critica scenica, de instruc- 

.ção sobre todos os ramos da arte, noticias e biograpkia de músicos illustres, eic. 
Foi. de 800 pag., em que se incluem as musicas que acompanhavam o Jomal. 
Rio de.Janeiro, Tj^p. Franceza 1842 a 1846. — A direcção e propriedade d'este 
periódico passaram a novo possuidor, que pouco tempc o sustentou. 

15) Principias da arte poética, ou medição dos versos usados na lingtia 
portugueza, com interessantes observações aos compositores de canto nacional^ 
Rio de Janeiro, Typ. Franceza 1844. 8.» de 28 pag. 

16) Methodo de órgão expressivo (vulgarmente harmónico) contendo todas 
as regras de bem tocar este precioso instrumento, recursq dos registros e dos 
pedaes, maneira de conserval-o, etc. Rio de Janeiro, Typ. de Brito e Braga 1854. 
Foi. de 4-24 pag. 

17) Breve tratado de harmonia ; contendo o contraponto, ou as regras da 
composição musical, e o baixo cifrado, ou acompanhamento de órgão, dividido 
em duas partes de vinte e quatro secções cada uma. Paris, gravura de A. Lefont 
1852. Foi. de iv-126 pag. — Segunda edição correcta, sem data; foi. de iv-125 
pag., da qual tenho um bello exemplar, por mercê do seu auctor. 

18) Seguros de vida; sentimento que os oricfinou; em que consistem; que 
garantias òfferecem; benefícios resultantes; condições da sua estabilidade; etc. 
— Publicado no Coireio da tarâe em Março de 1858, e transcripto depois em 
todas as folhas periódicas do Rio de Janeiro. Sahiu rubricado com as iníciaes 
do seu appellido «C. M.» 

19) memoria sobre os fins do Instituto Episcopal Religioso, lida em sessão 
litteraria de íò de Maio de 1858^ e mandada publicar por ordem do Conselho 
administrativo da mesma associação. Rio de Janeiro, Typ. de Domingos Lu is 
dos Santos 1859. 8.» gr. de 23 pag. 

20) Discurso no anniversario da installação da Sociedade Phil*orphefiica, 
em 1845. — Publicado no Ramalhete das Damas. 

21) Discurso para a inauguração do Conservatório de musica religiosa do 
Rio de Janeiro em 1854. — Publicado no Diário do Rio. 

22) Elementos de escripturação musical, ou arte de musica. Gravados em 
Lisboa, 1852. 8.» gr. de 14 pag. 

A estes escriptos, que poaem reputar-se originaes, accrescem as seguintes 
traducções do francez : 

23) Methodo de piano-forte, composto por Francisco Hunien. Rio de Ja- 
neiro, Estamparia de F. Scnimid 1843. Foi. de 97 pag.— Tem checado a «cícía 
edição, e foi adoptado no Conservatório de musica do Rio de Janeiro. 



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RA M 

24) Grande methodo de flaitía, compilação dos famososi meihodos de De- 
rienne e Berhiguier. Rio de Janeiro, Estamparia diti, Í843. Foi. de 79pag. 

25) Ckirogymnasto dos pianistas, ou gymnaslica dos dedos, por (f. Mar- 
tin, — Annexo á segunda ediçáo do Methodo de afinar o piam. 

26) Methodo completo de violão, dividido em três partes, composto e dedi- 
cado aos seus discípulos por Matteo Carcassi, Rio de Janeiro 18Õ3. Foi. de 105 
pag. e uma estampa. 

27) Escola ao violino ; methodo completo e progressivo, adoptado no Con- 
servatório de Paris, composto pelo professor do mesmo Delphin Alard, Paris 
1853. FoL de 115 pag., com uma nota do traductor. 

Posto que algum tanto alheias do plano seguido n'este Diccionario, com- 
pletarei aqui a descripçâo das composições propriamente musicaes do nosso 
compatriota, documentos da sua proficiência e aptidão no exercício theorico- 
pratieo da arte que cultiva com gosto e aproveitamento ha tantos annos. 

GOHPOSICOES EK PORTOGGEZ 

28) Mdodias originaes (cincoenta), em collecções intituladas : Harpa do 
trovador. As Brasileiras, Melodias românticas. Mensageiras d'amor. Grinalda 
brasileira. Algumas obtiveram a honra de ser vertidas para o italiano. Pôde 
ver-se a respeito d^ellas uma analyse no OMensor brasileiro, n.*» 50. 

29) Cantos religiosos e cdlegiaes, para uso das casas de edtuxição. Poesia 
de uma senhora brasileira; musica de Raphàrl Coelho Machado. Propriedade 
do Instituto Episcopal Religioso. Sem data. 4.^ de 6i pag. innumeradas. Tem no 
nríneipio uma carta do sr. conselheiro Eu^ehio de Queiroz Coutinho Mattoso 
aa Camará, in-spector geral da Instrucção primaria e secundaria da corte, da- 
tada de 8 de Janeiro de 1857, em que agradece ao auctor a dedicatória que 
d'esta obra lhe fizera. — Entre os artigos Jaudatorios que esta publicação ob- 
teve da imprensa brasileira, distinguem-se os do Tempo de Macayó, e do Cor- 
reio officiat de Minas; aquelle pela analyse critica feita á parte musical; este 
pelas coDsideraçCies plvilosophicas, que apresenta acerca da utilidade da obra. 

DOIFASI&OÇS Kfl LATIH 

30) Missa sotemne, a quatro vozes e grande orchestr^, dedicada ao dire- 
ctor de musica João dos Reis Pereira. 

31) Missa a três vozes, e pequena orchestra. 

32) Missa a duas vozes, para uso do coro de N. S. da Candelária : acom- 
panhamento de órgão. « 

33) Te Deum a quatro vozes, e grande orchestra, alternado. 

34) Te Deum a três vozes, e pequena orchestra, alternado. 

35) Ecce sacerdos magnus, a três vozes e órgão. 

36) Ave verum, dueto acompanhado de órgão. 

37) Invocação, duo, solo e coro, com orchestra. 

38) Veni, sancti spiritus, a três vozes e órgão. 

39) Veni sancti spiritus, a quatro vozes e órgão. 

40) Reaem confessorum, a quatro vozes e órgão. 

41) Sub tuum praésidium, a quatro vozes e órgão. 

42) Virgo quam totus, a quatro vozes e órgão. 

43) SemUabo eum, solo e coro, com órgão. 

44) Fhs Carmelli, duo, coro e orchestra. 

45) Tantum ergo, a quatro vozes e órgão. 

46) Tantum ergo, a três vozes e órgão. 

47) Ladainha alternada, a quatro vozes e orchestra. 

48) Seis jaculatot^iaSf solo e coro. 

Estas composições sacras, executadas em diversas egrejas do Rio de Ja- 



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48 RA 

neíro, estavam prestes a ser gravadas em 1859; o que todavia náo sei se já se 
reaiisou. 

FR. RAPHAEL DE JESUS, Monge Benedictino, Procurador geral e 
D. Abbade em vários mosteiros da sua congregação, e Chronista-mór do reino 
por alvará de li de Novembro de 1681.— Foi natural de Guimarães, e m. no 
convento de S. Bento de Lisboa a 23 de Dezembro de 1693, contando 79 annos 
de edade e 64 de religioso.— E. 

49) Sermões vários, pregados pebs annos de 1668 a 670, que assistiu á 
occumção de procurador geral da sua Ordem na cidade do Porto. Bruxellas, por 
Baltnasar Vivien 1674. 4." de xviii-^1 pag., afora as dos Índices fínaes. — Con- 
tém vinte e quatro serm<$es. 

Sermões vaiios, ele. Tomo n : pregados na cúria de Braga pelos annos de 
1673 a 1675. Lisboa, na Offic. Graesbeckiana 1688. 4.° 

Sermões vários, e tomo iii : pregados na cúria de Braga pdos annos de 1675 
a 77, sendo procuradin' geral aa sua congregação na mesma cúria. Lisboa, na 
Offic. Graesbeckiana i689. 4.<' de xii-426 pag. — SSo vinte e três sermões. 
/^í^. f/^^ 50) Castrioto Lusitano; Parte i. Enlerpreza e restauração de Pernambuco, 

y "^^^ ^ ^ ^P^ni^ confinantes, vários e heUicosos successos entre portuguezes e bd- 
'i' ir»'' gas, acontecidos pelo discurso de 24 annos, e tirados de noticias, r dações e me- 
/. t,ê*^ marias certas, offereddos a João Fernandes Vieira, Castrioto Lusitano. Lisboa, 
^^/^ por António Graesbeck de Mello 1679. Foi. com o retrato de João Fernandes 
r/ ^f.^ Vieira. 
t^- ^\,^ A procura que para o Brasil tiveram os exemplares d'este livro (apezar 

^' ^ dos seus defeitos, de que logo falarei) os fez subir de preço; passando de 800 

ou 960 réis, porque se venaiam em tempos antigos, a valer quantias triplica- 
das; e como se tornassem difficeis de achar no mercado, isto animou o livreiro 
J. P. Aillaud, estabelecido em Paris, a emprehender por sua conta uma nova 
edição, cuja coordenação encarregou ao ar. Gaetano Lopes de Moura. Sahiu 
com o titulo s^uinte: 
y / 2.r' Castrioto Lusitano, ou historia da guerra entre o BrasU e a HoUanda, du- 

J ' rante os annos de 1624 a 1654, terminada pda gloriosa restauração de Pemam- 

^' '^ huioo e da» capitanias confinantes. Nova edição, dedicada a S. M. L o senhor 
D. Pedro II, imperador do Brasil. Ornada com o retrato de João Fernandes 
Vieira, e duas estampas históricas. Paris, publicada por João Pedro Aillaud, 
Imp. da Viuva Dondey-Dupré 1844. 8.® gr. de xxxn-605 pag. 

Com quanto no principio da advertência ao leitor se diga que esta edição 
é copia fiel da de 1679, to(kvia logo mais adiante, depois de enumerar os sa- 
bidos defeitos do auctor e da obra, confessa o editor que aconselhado por pes- 
soas entendidas resolveu expurgar o livro de suas imperfeições, no que respeita 
á forma, sem alterar em nada a matéria. «Eis-aqui (diz elle, ou antes o dr. 
Moura) como nos houvemos e simplificamos as digressões, a fim de fazer me- 
lhor sobresahir o assumpto principal. Supprimimos muitas reflexões e concei- 
tos, que por sua frequência mais serviam de empecer o discurso, que de illus- 
trar a narração; resumimos alguns factos e allocuções, em que o auctor mal 
exerceu sua rhetorica, e que não eram ponto histórico, pois diz — parece, foi 
fama que assim falara, etc. Fomos muito circumspectos em tudo o que diz res- 
peito á credulidade d'aquelles tempos. Emfim, corregimos o estylo, sempre que 
nos foi possível fazel-o, sem destruir o cunho do seu auctbr. Assim que as al- 
terações que n'esta edição se notam, antes se devem chamar melhoramentos 
que mudança». Tudo isto assim será: mas o facto é, que a obra reproduzida 
sob tal aspecto, e com taes liberdades, não pôde já chamar-se o Castrioto Im- 
sitano de Fr. Raphael de Jesus, nem pôde contentar aquelles que com razão 
ou sem ella, exigem na reimpressão de um auctor conhecido a mais escrupu- 
losa fidelidade, em ordem a conservar o seu escripto tal qual elle o deixara. 
O resultado é, que os exemplares da nova edição, vendidos a 1:200 réis (preço 



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RA 49 

mais qae razoável, em vista da sua nitidez e mérito typograpliico) nSo fizeram 
baixar o preço dos da edição antiga, que continuam a ser procurados, e ven- 
didos pelas quantias a que tinham ultimamente subido. 

51) Monarchia Lusitana, Parte septima. Contém a vida à'd^ei D. Affon- 
so IV j por exceUencia o Bravo. Lisboa, na Impressão de António Craesl)eeck 
de Mello 1683. Foi. (Vej. no Diccionario, tomo vi, o n.* M, 1846.) 

Farinha, no Summario da Bifd. Lusit., por uma das suas inexplicáveis 
confusões, dá como impressa em Lisboa em 17d5 a Oitava parte da Monarchia § 

Lusitana do mesmo auctor, que nSo foi jamais estampada, segundo afirmam 
todos os nossos bibliographos. A Oitava parte, que unicamente existe impressa, 
é a de Fr. Manuel dos Sanctos, dada á luz em 1729. 

Manuscripta existe de Fr. Raphael de Jesus a obra seguinte : 

52) Vida d'eJr-rei D. João IV.—Ein dous volumes de folio. Acha-se na 
Bibl. Nacional de Lisboa, onde tem a numeração B--2-1. (Vej. a este respeito 
o Archivo Pittoreseo, no tomo iv, pag. 291 e 293.) 

Barbosa attribue-lhe também uma Vida e morte do varão apostólico, o 
grande servo de Deus Fr. António das Chagas, fundador do Seminário do Va- 
ratojo, repartida em cinco livros; a qual, diz elle, «se estava imprimindo». 
Haverá também n'isto alguma equivocação? 

No consenso universal dos entendidos, Fr. Raphael de Jesus gosou sem- 

Êre de pouco credito como escriptor, no tocante ao seu estylo e linguagem. 
i'elle diz o Marquez de Alegrete, que não devera atrever-se a continuar a 
Monarchia Lusitana por lhe faltarem todas as qualidades necessárias para o 
emprego de chronista-mór. O Castrioto Lusitano (no sentir de D. José Barbosa) 
«podendo sahir um livro capaz de ler, de todo se mallogrou, pelos termos im- 
próprios de que usa o auctor, além de uns parenthesis impertinentissimos 
com que perturba e descompõe a harmonia da narração. Com estas impro- 
priedades, teve o mesmo auctor a fortuna de ser nomeado chronista-mór, e 
n'essa qualidade estampou a Septima parte da Monarchia Lusitana, em que a 
gravidade histórica se vé de tal modo desfigurada, que não tem período que 
não seja impróprio, nem palavra que esteja no seu devido logar ; partes de que 
necessariamente resulta um todo monstruoso^'. — Emfím, o P. Francisco José 
Freire chega a affirmar, que Fr. Raphael morrera sem saber o como devera 
falar a sua lingua um correcto escriptor poriuguez! 

Pôde ser que haja n'este julgamento dos críticos demasiada severidade 
para com o nosso monge benedictino. Pelo menos é certo que nos peccados de 
Fr. Raphael de Jesus incorrem hoje entre nós com maior gravidade, talvez, 
certos escríptores, aos quaes nem por isso faltam apaniguados, e sequazes que 
timbram de imital-os! 

O collector do chamado Catalogo da Academia, em conformidade com as 
opiniões do seu tempo, transcurou o nome d'este chronista-mór, não fazendo 
menção alguma de qualquer das suas obras impressas. 

RAPHAEL DE LEMOS DE AFFONSECA, Gavalleiro da Ordem de 
Chrísto, Bacharel em Direito Civil formado na Universidade de Coimbra, Ad- 
vogado da Casa da Supplicação, etc. Por morte de sua mulher abraçou o estado 
ecclesiastico, ordenando-se Presbytero.— Foi natural de Lisboa, e n. em 1634. 
A data do seu óbito ficou ignorada. Quando contava de edade vinte e dous 
annos publicou a obra seguinte : 

33) (CJ Commenlo Portuguez dos quatro livros de Instituta do Imperador ^^ * *'^ 
Justiniano, ou breve resumo do Direito Civil, Com toda a doutrina e exjdicação '* '^ ' 
djos textos, opiniões dos doutores, limitações e ampliações do direito commum ^ / ^ 
e do reino, confirmadas com muitos logares da Sagrada Scriptura e Sanctm 
Padres, e corroboradas com varias decisões e casos julgados no supremo senado 
da Casa da Supplicação, acommodadas com estylo practico aos tituhs e para- 
graphot da Instituta, — Primeira e segunda parte. Lisboa, por Manuel da Silva 
TOMO vn . ' 4 



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16^. Foi de xvin-368 folbas, numeradas peia frente, com um retrato (Jo 
auctor, gravado em madeira, e assas grosseiro. 

O auctor do Demétrio moderno faz d'este livro am juizo, que nada tem 
de lisonjeiro. «Pôde applicar-se-lhe (diz) com justiça o Spectatum admim ri- 
mm tenealis, amici, de Horácio. Para metter compaixfto a respeito do seu auctor, 
basta ler-lhe o titulo, tão extravagante. Á maneira de um enxame de abelhas, 
assim sSo os deiirios periódicos, e vicíos em que superabunda». (DemeL mo- 
derno, pag. 215.) 

FR. RA^HAEL DA PUUIFICAÇÃO, Franciscano da província de 
Sancto António do Brasil, cuja regra professou no convento de Paraguaçu, a 
17 de Julho de 1708. Foi Mestre de Tneologia e Artes na sua Ordem, e occu- 

BDu durante algum tempo o logar de Commissario da provinda em Pemamjbuco. 
izem que era dotado de memoria felicíssima, e perito nas linguas vivas euro- 
peas, com sufíiciente conhecimento da hebraica. — N. no logar de Matozinhos, 
próximo do Porto, em 1691, e m. no convento da Bahia a 3 de Abril de 1744, 
com 53 annos incompletos de edade. — £. 
r,^ - 54^ Letras symbolicas e sibyUinas; obra de recreação e de utilidcdej cheia 

^!m ilví ^ erudição sagrada e profana, de noticias antigas e modernas, com documen- 
tos históricos, politicos, moraes e ascéticos, Lisboa, por Francisco da Silva 1747. 
FoL de xxii-o44 pag. 

Liyro em verdade ingenhoso, e de muita curiosidade, do qual vi um exem- 
plar na livraria de Jesus, n.» 752-19. Passa entre nós como quasi desconhe- 
cido, e nâo me recordo de haver encontrado até hoje algum exemplar á venda 
publica. Comtudo, o meu amigo sr. J. C. de Almeida Carvalho me diz ter com- 
parado um ha poucos mezes. 

Para a biogr^phia ou elogio do auctor, vej. o Orbe Seraphico de Jaboatão, 
no 0mo I, preambulo, a pag. 226 e 227. Ahi se faz menção de outras obras 
suas, das quaes umas impressas em latim, e outras manuscriptas. D'elle fala 
também Agostinho Rebello da Costa, na sua Descripçâo do Porto. 

55) RATOS (OS) DA ALFAIVDEGA DE PANTANA: Poema bur- 
Usco em oito cantos, dedicado a todas as Alfandegas do Universo, por J. Af. P. 
Porto, Typ. da Revista 1849. 12.°*gr. de 126 pag., e mais uma de erratas. Com- 
' pCe-se de 352 oitavas rythmadas. 

Do mesmo género, e fructo de similhante inspiração ó também o seguinte, 
que precedeu de perto ao que fica mencionado : 

As Commenaas : Poema heroi-comico satyrico, em cinco cantos, por • • • •. 
Lisboa (aliás Porto) 1849. 8.° de vi-82 pag., e mais duas in numeradas no fim. 
Comprehende pouco mais ou menos 1600 versos hendecasyllabos soltos. 

O nome do auctor doestes poemas não é de certo um mysterio, que consiga 
occultar-se aos olhos de leitores entendidos. Se a voz pubiica o não tivera de- 
nunciado, sobravam para manifestal-o, em falta de argumento mais i)ositivo, a 
dicção e estylo das duas producções, confrontadas com as de outras,'assás co- 
nhecidas do publico, e a que o mesmo auctor conferiu o cunho da authenti- 
cidade. Esse nome não pôde entrar no logar competente do Diccionário, porém 
tem de ser inscrinto honrosamente no supplemento final. Entretanto, attenta 
a natureza melinurosa de taes composições, não creio ser-me licita por agora 
a divulgação publica de um segredo, para que não estou devidamente auctori- 
sado. Continuem, pois, os dous poemas a gosar do privilegio de anonymos, e 
fique a quem compete o direito de reclamar para elles a honra da paternidade. 

RAYMUNDO ANTÓNIO DE BULHÃO PATO, Amanuense da Se- 
cretaria d'Estado das Obras Publicas, Commercio e Industria, Sócio correspon- 
dente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. — N. em Bilbao, nas pro^ 
vincias Vascongadas (reino de Uespanha), èm 1830; e foram seus pães Francisco 



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RA 81 

António de BnlhSo Pato e D. Maria da Piedade Brandy.— Pablicou-se a sen 
respeito nm esboço biographíco-cribco pelo sr. Rebello da Silva, acompanhado 
de retrato, na Revista Contemporânea, tomo i (1859-1860), pag. 539 a 550.— E. 

56) Poesias de R. A. de Bulhão Pato. Lisboa, Typ. da Revista Universal 
1850. SJ" de 95 pag., e mais duas innumeradas no fim. 

57) Versos de Bulhão Pato, Lisboa, Typ. da Sociedade Typogr. Franco- 
Portngueza 1862. S:* gr. de vii-216 pag., e índice final. Edição esmeradamente 
feita, da qual possuo um exemplar, devido á generosidade do meu illustre con- 
sócio.— Contém este volume cincoenta e dous trechos poéticos, alçuns inédi- 
tos, outros já incluídos no opúsculo precedente, ou em vários periódicos lít- 
teranos de que o insigne poeta ha siao collaborador, taes como os Pamphletot 
(1848), a Semana, Revista Peninsular, Revista Contemporânea, etc, etc. Na 
classe dos primeiros avulta o poemeto Um sonho, ou Lelia (pag. 165 até 196), 
e na dos segundos a Parisina, imitação de fiyron (paff. 74 a 97). 

58) Paquita ^Poema).- Sahiu o canto i, constando de 600 versos em sex- 
tinas hendecasy lianas rythmadas, na Revista Peninsular, tomo ii (1856), pre- 
cedido de uma carta-prefacio do auctor ao sr. A. Herculano, e da resposta d'este. 
— Pablicaram-se também alguns fragmentos dos cantos ii, iii e iv na Revista 
Contemporânea, vpl. ii, pag. 414 a 4zl. — Brevemente, segundo consta, deve 
sahir á luz completa na sua integra esta obra, que os admiradores particula- 
res do auctor, e o publico esperam impacientes. 

Da sua índole poética, e do caracter das suas primeiras tentativas, faz 
o seu biographo a seguinte apreciação : 

« Buuião Pato desde o primeiro canto separou-se dos pios luctuosos dos 
barbadOes, e dos punhaes e venenos dos auctores carniceiros, que percorrendo 
os cemitérios em busca de caveiras luzidias, e de espectros melodramati(4>s, 
enchiam a scena portugueza de anões e lobis-homens, encascado» em grevas e 
coxotes, em amezes e celladas, encharcando de lagrimas, que podiam ser mais 
bem aproveitadas, os lenços das beldades, que applaudiam por moda as tétri- 
cas e pavorosas composições, de que ás vezes só o ponto escapava, para dar o 
ultimo reclamo no meio dos bravos da piatéa. 

«A poesia «r Se coras, não conto», composta em Janeiro de 1847, é apenas 
um ensaio; mas um ensaio que logo denunciou duas qualidades, raras sobre- 
tudo para a epocha em que foi escripta: individualidade no estylo, e simpli- 
cidade desafTectada na fórroa; exactamente o contrario do que mais apparecia 
então na plebe dos glosadores servis das bellas odes de Victor Hugo, e dos can- 
tos de Lamartine, etc. » 

• RATMUIVDO CAMARÁ BETTENCOUKT, de cujas circumstancias 
pessoaes nada posso dizer por agora. — E. 

59) Eustaehio: episodio dos primeiros tempos do christianismo, por Chris^ 
tovõú St^mid, seçfuido do conto moral «A Família christã». Traduzido dofran- 
eez. Rio de Janeiro, Publicado e á venda em casa de E. & H. Laeramert, im- 
presso na sua Typ. 1862. 16."* gr. de 140 pag. com uma estampa. 

FR. RAYMUNDO DA CONVERSÃO, Franciscano da Congregação 
da terceira Ordem. Foi Vigário do coro no convento de N. S. de Jesus, e Com- 
míssario dos Terceiros seculares. — N. em Lisboa, e foi baptisado a 6 de De- 
zembro de 1601 : m. no Convento do Vimieiro a 29 de Septembro de 1761. 
— E. 

60) Manual de tudo o me se canta fora do caro, conforme o uso dos reli- 
giosos da Saqrada Ordem aa Penitencia do reino de PortugaL Coimbra, por 
Rodrigo de (iarvalho Coutinho 1765. 4.° 

Diz Cenáculo nas Mem, Uist., pag. 156, que <rum espirito verdadeiramente 
ecclesiastico dominava n'esta obra, uma das primeiras no seu género, e das 
mais extensas que então se imprimiram no reino. » 

4 • 



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52 RA 

AAPHA£L I>E 8Á BAE8GA E MONTARROYO. (Vej. Mamei Fer- 
reira da Costa e Saboya.) 

RAYMUNDO CORRÊA PINTO TAMEIRÃO, 2.» Barão de Vallado 
(titulo creado em 21 de Janeiro de 1837), Gommendador da Ordem de Isabel . 
a Gatholica de Hespanha, Bacharel era Direito pela Universidade de Coimbra; 
e Governador Civil do dístricto do Porto no intervallo decorrido de 1853 até 
1859.— N. a 21 de Maio de 1807.— E. 

61) Relatórios apresentados á Junta geral do districlo do Porto, nas suas 
sessões ordinárias de 1854, 1855, 1856, 1857 e 1858. Porto, na Typ. de Se- 
bastião José Pereira. Foi. — Dividem-se respectivamente nos seguintes capítu- 
los: Administração districtal — Seprança publica— Jnstrucçáo publica— Saudc 
publica — Viação publica — Subsistências — Beneficência publica — Expostos 
— Emigração, etc. Cada um d'elles acompanhado de documentos e mappas de- 
monstrativos, etc. — Afiirma elle proprid haver organisado e escripto estes re- 
latórios. Vej. a Opinião n.« 809, de 14 de Septembro de 1859. 

» RAYMUNDO JOSÉ DA CUNHA BIATTOS, Commendador da Or- 
dem de S. Bento d' A vis, Official da Ordem Imperial do Cruzeiro, Marechal de 
campo do exercito do Brasil, Vo^al do Conselho Supremo de Jusliça Militar, 
Deputado á Assembléa geral Legislativa em 1826 e 1829; Sócio fundador e 
Vice-presidente do Instituto Histórico e Geographico do Brasil (onde foi so- 
lemnemente inaugurado o seu busto em sessão de 6 de Abril de 1848) ; Sócio 
e Secretario perpetuo da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional; Sócio 
correspondente ao Instituto Histórico de França, da Academia Real das Scíen- 
ci«s de Nápoles, etc. — N. na cidade de Faro, capital do Algarve, a 2 de No- 
veiAbro de 1776, sendo seus pães Alexandre Manuel da Cuiiha Mattos, então 
furriel do regúnento de artilheria da mesma cidade, e depois tenente empre- 
gado no Arsenal do exercito, e D. Isabel Theodora Cecilia ae Oliveira.— Tendo 
assentado praça no referido regimento em 24 de Julho de 1790, militou na di- 
visão auxiliar portugueza durante a campanha da Catalunha, denominada do 
Roussillon; e havia concluído os estudos próprios da sua profissão, quando em 
1797 sahiu de Lisboa para as ilhas de S. Thomé e Princii)e, onde foi succes- 
sivamente promovido aos postos de Tenente, Capitão, Major e Tenente-coro- 
nel, exercendo conjunctamente varias commissôes e cargos do serviço, até o de 
Governador interino das mesmas ilhas em 1815. Nos annos de 1817 e seguin- 
tes, achando-se já no Brasil, serviu na província de Pernambuco sob as ordens 
do governador e capitão general Luis do Rego, e foi. em 1819 nomeado Vice- 
inspector do Arsenal do Exercito no Bio de Janeiro. Tendo abraçado a causa 
da independência do Brasil, prestou ao império importantes serviços militares, 
políticos e litterarios. — M. no Rio de Janeiro a 2 de Março de 1839. — Para a 
sua biographia, vej. os Elogios históricos, recitados em diversas sessões do 
Instituto Histórico pelos srs. Pedro de Alcântara Belle^arde {Revista trimenr- 
sal, tomo I, pag. 283 e seg. da segunda edição) ; Manuel de Araújo Porto-ale- 
gre e Francisco Manuel Raposo d'Almeida (Revista, vol. iv da 2.' serie, ou 
tomo XI da collecção geral, a pag. 219 e 234); e também a Corographia do 
Algarve, por João Baptista da âilva Lopes, pa^. 461 a 464. 

Eis aqui a resenha das obras que d'elle vi, ou sei impressa: 

62) Corographia histórica das ilhas de S. Thomé, Principe, Anno^boni e 
Fernando Pó, escripta por R.Lda C. M. Porto, Typ. da Revista 1842. 8." gr. 
de 133 pag.— Sahiu pelo mesmo tempo inserta em artigos successivos nos to- 
mos viii e IX da Revista Litteraria, a pag. 289, 454 e 481 do primeiro,' e pag. 
97, 175 e 189 do segundo.— Dsttam estes trabalhos do anno 1815, em que o 
auctor era Capitão-mór, ou comníandante na ilha de S. Thomé. 

A noticia dos exemplares tirados em separado deve accrescentar-se á que 
dá d'estes escriptos a Bmiographia Hist. do sr. Figanière, a pag. 192.. 

t 

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RA » 

63) Ensaio kistorico-poHtieo sobre a oiHgem, progressos e merecimentos da 
antipathia e reciproca atersão de alguns poriuguezes europeus e brasileiros. Rio 

de Janeiro, 1822. 4.^ — Ainda nSo pude ver esta obra, bem como as seguintes. ' 

64) Nova questão pdUica: « Que vantagens resultarão aos reinos do Bra- 
sil e de Portugal, se conservarem uma união sincera, pacifica elealf» Rio de 
Janeiro, 1822. 4.« 

65) Questão politica : « Qual será a sorte dos reinos do Brasil e de Portu- 
galj no caso do rompimento de hostilidades?^ Rio de Janeiro, 1822. 4.® 

66) Memorias da campanha do senhor D, Pedro de Alcântara, ex-impera- /^í"- i/*-* 
dor do Brasil, no reino de Portugal, com algumas noticias anteriores ao aia do 

seu desembarque. Rio de Janeiro, Tvp. Imper. e Const. de Seignot-PIancher 
1833. 8.* 2 tomos. — Escreveu esta obra como testemunha ocular, tendo assis- 
tido no Porto durante a maior parte do ceo^o, até regressar d'ahi para o Bra- 
sil em 1833. 

67) Itinerário do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão pelas jprovincias de 
Minas-geraes e Goyaz, etc. Com quatro grandes mappas corographtcos, e estam- 
pas explicativas do texto. Rio de Janeiro, Typ. Imper. e Const. de J. ViUeneuve 
1836. 8.« 2 tomos. — O preço d'esta obraé de 12:000 réis no Brasil. 

68) Repertório da Legislação militar actualmente em vigor no exercito e 
armada do império do Brasil, etc. etc. Rio de Janeiro, 1834 a 1842. 4."* 3 to- 
mos. 

Consta que deixara manuscriptas : Memorias politicas, militares e biogra- 
phieas, em um volume de folio, as quaes se conservam originaes na Biblio- 
theca Fluminense, segundo se vô do respectivo Catalogo impresso : e bem assim 
um Diccionario Militar ingiez-portuguez, e portuguez-inglez, nfto de todo com- 
pleto. / 

Os seus bíographos lhe attribuem alguns outros escriptos, que parecem 
diversos dos antecedentes, se não ha,* como julgo, confusão ou duplicação ao 
menos em parte dos tituJos respectivos. Vej. na Revista trimensd o tomo xi> a 
pag. 228 e 238. — E diz-se que ha também Memorias suas impressas no Auxi- 
liador da Industria Nacional, que até agora não tive possibilidade de ver. 

RATMUNDO JOSÉ DE SOUSA GAY080, Cavalleiro professo na Or- 
dem de Christo, Tenente-coronel do regimento de milícias de Caxias, na capi- 
tania, hoje província do Maranhão, império do Brasil; Ajudante que foi do 
Thesoureiro-mór do Real Erário em Lisboa, etc. — N. em Buenos-ayres, no anno 
de 1747, sendo filho de João Henriques de Sousa, de quem fiz menção no Dic- 
eionario, tomo iii, pag. 384. — M. em 1813, na ribeira de [tapicuru, freguezia 
de N. S. do Rosário. 

Trasladarei o que a seu respeito se lé em uns breves apontamentos bio- 
l^raphico-justifícativos, que acerca de sua pessoa me foram ha pouco envia- 
dos do Brasil. Contém este documento particularidades assas curiosas e inte- 
ressantes para serem omittidas : porém o caracter de anonymo, com que me 
checou ás mãos, não permitte assumir eu próprio a> responsabilidade de todos 
os raetos e incidentes que ahí se relatam, e que em parte podem, talvez, en- 
volver drcumstancias desairosas para a fama e credito de terceiros. Transcre- 
vendo-o pois fiel e integralmente satisfaço, quanto em mim cabe, ao desejo das 
pessoas que taes apontamentos me forneceram; rectificando ao mesmo tempo 

ÊOT estas informações o que possa dar-se de inexacto no que a respeito de João 
enriques de Sousa se disse, fundado em outras, no logar supracitado do Dic- 
cionario. 

ff Antes do seu falecimento, Raymundo José de Sousa Gayoso julgou de- 
ver justificar-se para com seus filhos, provando a sua innocencia no extravio 
de 1785 dos dinheiros do real erário, feito pelos fieis, e por cujo motivo eile 
soffreu pena de degredo por cinco annos para o Maranhão, onde depois da 
morte de seu pae^ e da do pnncipe D. José, seu protector, se deixou ficar^ ca- 



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H RA 

sando eom D. Anna Rita Gomes de Sousa, filha legitima do mestre de campo 
de milícias José António Gomes de Sousa, de cujo consorcio teve um filho e 
duas filhas. 

«Por falecimento de el-rei D. José I, abatido o partido do marquez de Pom- 
bal, foi auasi envolvido na sua desgraça o thesoureiro-mór do erário Joaquim 
Jgnacio da Cruz Sobral. Chamado ao paço João Henriques de Sousa, para dar 
um plano de reforma do erário (o que elle fez, apresentando as suas Reflexões 
sobre o pagamento das dividas reaes e reforma da administração , 1777), e tomar 
entrega da thesouraria-mór d'aquella repartição, onde exercia o logar de es- 
crivão, este honrado vassallo pediu humildemente á soberana que o eximisse 
de uma incumbência para que o seu génio era total niente opposto, e que con- 
servasse no seu logar o thesoureiro-mór: porém sua magestade deu mostras 
de que lhe não acceitava a escusa^ Como fosse preciso nomear também presi- 
dente para esta repartição, foi-lhe pedido o seu parecer, que elle deu a favor 
do mar(][uez de Angeja, que já anteriormente o havia disposto para esta insinua- 
ção. Foi, pois, nomeado presidente o marquez : mas a'este procedimento de 
João Hennques de Sousa lhe resultou ainda maior inimisade da parte do the- 
soureiro-mór, e uma affectada protecção do marquez. Faleceu Joaquim Inácio, 
e foi nomeado em seu logar João Henriques de Sousa, dando-lhe a ramha a 
entender que por sua morte passaria a occupar esse emprego seu filho Ray- 
mundo José de Sousa Gayoso, a quem nomeou seu ajudante. 

«Raymundo José de Sousa Gayoso fora educado em França e em Ingla- 
terra, e era homem de conhecimentos variados, e especialmente se havia de- 
dicado ao estudo das finanças. 

«Infelizmente, porém, um acontecimento imprevisto foi parte para que 
elle de. repente se visse perseguido, e condemnado, victima de inimigos pode- 
rosos e pouco leaes. 

«Com a ambição de avultados lucros, os fieis extorquiram grandes sommas 
dos cofres para negociarem, contando restituil-as na occasião do balanço geral. 
Mas não succedeu assim, pela demora dos effeitos que se esperavam para rea- 
lisal-as. Parecerá extranho que elles o fizessem sem consentimento do thesou- 
reiro-mór, ou do seu ajudante : mas estando elles combinados entre si, isso 
lhes era fácil, porque as entradas nos cofres de um serviam para encobrir as 
faltas dos outros, e não havia motivo para suspeitar-se d'elles. 

«O thesoureiro-mór, conhecendo pelo balanço do horroroso extravio, deu 
logo parte ao presidente; e fingindo não tel-o percebido, para que os culpados 
não fugissem, msinuou ao seu ajudante que visse se podia obter d'elles effeitos, 
ou dinheiro que cobrisse o extravio, indemnisando-se assim a fazenda real. 
E de feito, ainda elle conseguiu, se não arrecadar, saber onde paravam os di- 
nheiros extraviados, e os réos foram logo presos, a requisição d'elle thesou- 
reiro-mór. Foram pouco depoi? condemnados, assim como o ajudante do the- 
soureiro-mór, apezar de se declarar na sentença a seu respeito, — que os furtos 
e falsidades d'este8 fieis não teriam tido limites, se elies tivessem podido cor- 
romper o ajudante do thesoureiro-mór, como intentaram! — Sua magestade a 
rainha, que nem de leve guiz admittir uma suspeita contra a honra illibada 
do thesoureiro-mór, prohibiu não só o sequestro nos seus bens, que todos de- 
viam considerar-se hypothecados á fazenda real pela abonação dos fieis, como 
também, talvez por não ignorar que haveria desejo de sacrifícal-o á inveja e á 
má vontade de seus inimigos, mandou por seu real decreto, separar do pro- 
cesso tudo quanto dissesse respeito a este honrado vassallo, para ser camera- 
riamente sentenceado. 

«Concedeu-lhe depois uma pensão de oitocentos mil réis, com sobreviveu- , 
cia para seus filhos, talvez lembrando-se da repugnância que elle oppuzera á' 
sua nomeação, e da promessa feita a seu filho; pois que pelos serviços que 
havia prestado na creação do realerario, já el-rei D. José Ine havia dado em 
vinculo umâs fazendas dos próprios. 



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RA 9s 

«Foi Jo2o Henríques de Sousa quem creoa em Lisboa a auta pnblica do 
commercio, da qual foi o primeiro lente; serviu de provedor da junta do com- 
mercio e administrador dos diamantes; além de outras incumbências particu- 
lares, nas quaes mereceu sempre o mais benigno acolhimento do soberano, e 
a sua publica e particular approvação. 

«Seu Olho, retirado e esquecido, viveu o resto dos seus dias na sua fa- 
zenda de lavoura, onde continuou a estudar com assiduidade, e deixou, além 
de outros manuscriptos que se extraviaram, e de varias traducções do inglez 
e francez, os seguintes : 

69) Apontamentos do que tem lembrtído para augmentar a riqueza do es- 
tado, e reflexões politicas sobre o modo de atalhar alemãs desordens da fazenda 
real, promover a industria e commercio, as artes, as manufacturas, por meio 
do restabelecimento do credito publico, offerecidas ao sereníssimo senhor D. José, 
prinâpe do Brasil, no anno de 1790 (Inédito). 

70) Manifesto historico-anahftico , ou compilação de documentos veridieos, 
que comprovam que Ratpnundo José de Sousa Gayoso, ajudante que foi do the- 
soureiro-mór seu pae, João Henriques de Sousa, foi sentenciado na causa dos 
extravios do Erário em 1786, arbitraria, lisonjeira e injustissimamente, com 
nullidade de sua natureza, visto a sentença ser dada contra direitos expressos, 
e fundada em falsas definições c errados princípios de direito, e contra a ver- 
dade sabida dos autos, apezar de algumas omissões, e de alguns factos apparen- 
temente peccaminosos, dos quaes não lhe redundou nunca interesse, e só sim se 
encaminharam em beneficio da fazenda real. Escripto em 1810. (Inédito). 

71) Compendio historico-politico dos principias da lavoura do Maranhão, 
suas producções e progressos que tem tido, até ao presente ; entraves que a vão 
deteriorando, e meios que tem lembrado para desvanecel-os, em augmento da 
mesma lavoura, e sem prejuízo do real património. Consagrado á saudosa me- 
moria do muito alto e muito poderoso senhor rei de Portugal D. José I, verdar- 
deiro creador da lavoura e do commercio d'esta C4ipitania. Por Raymundo José 
de Sousa G(^yoso. Publicado pela sua viuva. Paris, na Offic de P. N. Bougeron 
1818. 8.<^ gr. De 337 pag. de numeração seguida, contadas da maneira se- 
guinte : III a V dedicatória da viuva : vi a xxii dedicatória do auctor ; xxiii a 
XXXV discurso preliminar; 35 a 337 o corpo da obra (cujos exemplares di£Bi- 
cilmente se encontram.)» 

Até aqui os apontamentos alludidos. Acerca do Compendio histórico diz o 
sr. Varnhagen na sua Hist. geral do Brasil, tomo ii, pag. 349: «Náo sendo re- 
commèndavel pela copia de noticias na parte histórica, deu importantes noti- 
cias ácerea da agricultura e commercio do Maranhão, apontou muitos abusos 
que havia a corrigir, e ministrou não poucos auxílios à Statistica da capiUi- 
nia, que pouco depois publicou o C(n*onel Lago». 

Provavelmente, por falta de conhecimento, deixou de mencionar-se n'aquel- 
les apontamentos o opúsculo seguinte, que supponho muito raro, nSo só por 
essa circumstancía, mas porque ainda não encontrei d'elle até hoje mais que 
um único exemplar. O seu titulo é : 

72) Minuta historico-apologetica da conducta do baáiard Manuel Antorno 
Leitão Bandeira, ouvidor geral, corregedor e provedor da comarca do Mara- 
nhão jaelos annos de 1785 a 1789. Adiada entre os papeis do falecido Raymundo 
José de Sousa Gayoso, addicionada com notas por José Constantino Gomes de 
Castro, cónego da cathedral do Maranhão, etc. Sem designação do logar, typo- 
graphia, etc. [pelos caracteres parece haver sido impresso em paiz estrangeiro) 
1818. 4.» de 47 pag. (Vej. no Diccionario, tomo iv, n.*» J, 2991, e tomo v, n.* 
M, 117.) 

RAYMUNDO MANUEL DA SILVA ESTRADA, cujas circumstancias 
pessoaes se occultaram até agora ás minhas investigações. — E. 

73) Confrontação minuciosa dos dous poemas aLusiadas» e «Oriente», oti 



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56 RE 

á^eza imparcial do grande Lmís de Camões, contra as invectivas e embustes do 
discurso preliminar do «Oriente» composto pelo P. José Agostinho de Macedo, 
ete. Lisboa, na Imp. Nevesiana 1834. 4." de 56 pag.— Este escripto é, não sei 
porque, pouco vulgar. 

Vej. sobre o mesmo assumpto no Dicàonario o tomo i, n.» A, 1073 e 
1076; e tomo vi, n.« N, 96. 

74) • REGBEADOR MINEIRO (O) ; Periódico litterario, Ouro-preto, 
Typ. Imparcial de Bernardo Xavier Pinto de Sousa 1845 a 1848. 4.* Comprenende 
7 tomos, com 84 números, adornados de varias estampas lithographadas. — Foi, 
se não a primeira, uma das primeiras producções d'esta espécie que se publi- 
cara na provincia de Minas-geraes. Teve por seu fundador, director e princi- 
pal redactor o referido sr. Bernardo Xavier Pinto de Sousa, do qual se tractou 
Já no tomo i do Diccionario, e a cujo respeito baverá mais que dizer no Sup- 
pUmento final. 

Esta collecção contém uma infinidade de artigos de instrucçSo e recreio, 
que a redacção classificou ou dividiu sob as epigraphes Memoria, Razão, Ima- 
ginação. Subdividem-se estas em artigos topographicos, statisticos, chronologi- 
cos, históricos, biographicos, sciencias naturaes, belias artes, philosophia, cri- 
tica, romances, poesias, charadas, anecdotas, logogriphos, etc, etc. Forma um 
grossíssimo volume de viii-1312 pj^. de numeração seguida. Possuo d'ella um 
exemplar, devido, como os de muitas outras obras, á generosidade do sr. B. 
X. de Sousa. 

75) RECREATIVO (O); jornal semanário. Lisboa, em diversas Typogr. 
1838. 4.* gr. de 382 pag., afora as do rosto e Índice, que sÂo 7 innumeradas. 
Com gravuras intercalsãas no texto. Comprehende 48 números, publicados o 
primeiro em 1 de Fevereiro, e o ultimo em 28 de Dezembro de 18^8. Foi prin- 
cipal redactor d'esta folha o sr. Francisco Duarte de Almeida Araújo, de quem 
espero tratar novamente no Supplemento final. 

Contém entre muitos artigos de historia, geographia, sciencias naturaes e 
artes, etc, nSo poucos relativos á historia politica e militar de Portugal antiga 
e moderna, vistas e descripçôes de cidades, villas e monumentos notáveis d 'este 
reino e das possessões ultramarinas, etc., etc. — Finalmente é collecção assas 
noticiosa, e que pôde ser consultada com proveito em alguns casos. 

/ t^n^ 76) RECREIO (O), JorwA das Familias. Lisboa, na Imp. Nacional 1835 

a 1842. 4.'* 8 tomos com estampas lithographadas.— (Yej. Emílio AchUles Mon- 
ieverdej 

77) RECREIO POPULAR, semanário noticioso e instructivo. Lisboa, 
Typ. Universal, rua dos Calafates n.» Ii5. 1855-1856. 4.» ou 8.» gr. de 216 
pag., com algumas ffravuras intercaladas no texto. Sahiram vinte e septe nú- 
meros, a contar de 14 de Junho de 1855 até 10 de Abril de 1856. Contém mui- 
tos artigos em prosa e verso, próprios d'esta espécie de publicações, e um es-^ 
boço da Historia da typograpnia, cuja continuação ficou interrompida com .a' 
suspensão do jornal. 

78) REDACTOR (O), ou ensaios periódicos de litteratura e conheeimentos 
scientifieoSs destinados para iUustrar a nação portugueza. Lisboa, na Imp. Regia 
1803. 8.^ gr. — ^Vi somente os números 1, 2 e 3, de Septembro, Outubro e No- 
vembro do dito anno, e ainda não pude verificar se alguns mais se publicaram. 
—(Vej. José Pedro QuintellaJ, 

REFLEXÕES SOBRE A CONSPIRAÇÃO DE 1817. (Vej. Fr, Mat- 
iheus d' Assumpção Brandão,) 



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81) ] 
el-rei D. 



RE 87 

i 

79) (C) REFORMAÇÃO DA TO811ÇA vor eUrei D. FUippe 11. Lis- 
boa (por António Ribeiro, segundo uns; ou por André Lobato, dizem outros) 
1583. Foi. — N2o tive ainda occasiSo de examinar exemplar algum. 

80) REFUTAÇÃO ANALYTICA de um Manifesto assignado pelo tn- 
U^uso Governador de Goa, que em data de 10 de Janeiro do presente anno se 
publicou, traduzido em inglez na Gazeta de Bombaim, ele, Offerecido aos por- 
tuguezes da índia por F. D. N, T. Setn logar da impressSo. (Os typos, papel, 
etc. inculcam ser estampado na índia) 1834. 12.° de 33 pag. — O governador 
denominado intruso era o vice-rei que íóra d'aquelle estado D. Manuel de Por- 
tugal e Castro. 

A noticia d'este opúsculo deve accrescentar-se na Bibliogr, Hist, do sr. Fi- 
ganière. 

REGIMENTO DA ALFAIVDEGA da cidade do Porto, (Dado por f^£^' 
. Pedro II em 2 de Junbo de 1703). Porto, na Offic. de António Al- 
vares Ribeiro Guimarães 1770. ^,^ de 110 pag. — Haverá provavelmente edi- . 
(fio mais antiga, que ainda não cheguei a veV. 

82) REGIMENTO PARA A ROA ADMINISTRAÇÃO DAS DECI- 
MAS; de 19 de Junho de 1652. Foi. de 38 pag.— Vi um exemplar na livraria 
da Imprensa Nacional. 

83) REGIMENTO DA FORMA POR QUE SE^A DE FAZER o lan- 
çamento das decimas; de 9 de Maio de 1654. Lisboa, por António Alvares 1654. 
Foi. de 34 pa^. — Existe um exemplar na livraria da Imprensa Nacional, bem 
como do seguinte : 

84) REGIMENTO DA FORMA POR OUE SE HÃO DE CODRAR 

os reaes impostos na carne e vinho na cidade: ae'ò de Novembro de 1674. Lis- 
boa, sem designação da Offic. 1674. Foi. de 28 pag. 

85) fC) REGIMENTO DE COMO OS CONTADORES DAS CO- 
MARCAS hão de prover sobre as CapeUas : Ospitaes: Albregarias: Confrarias: 
Gafarias: Obras: Terças e Residuos, Nouament^ ordenado e copiUadopelo mujfto 
alto e muyto poderoso Rey dõ Manuel. Lisboa, por Jo2o Pedro de Bonhominis 
1514. Foi. de 58 folhas: caracter ffothico. — Ha um exemplar na Bibl. Nacio- 
nal de Lisboa, e outro na Bibl. Publica Eborense, enquademado junto com ò 
Regimento e Ordenações da Fazenda da ediçSo de 1516. 

Vi um exemplar comprado ha annos por 1:600 réis. 

José Anastasio de Figueiredo na Synopsis Chron., tomo i, pag. 176, tra- 
ctando especial e demoradamente d'este Regimento, que é de summa raridade 
«por náo ter sido jamais reimpresso,» attribue esta ediçSo de 1514 ao impres- 
sor Luis Rodrigues. Parece que houve n'isto lapso de penna, visto que dos 
prelos d'este hábil typographo se nSo conhece obra alguma de data anterior 
a 1539. • 

86) REGIMENTO DOS OFFICIAAES das cidades viUas e lugares 
destes Reynos etc. — Em Lisbooa per Valentym fernandez aos xxix dias do mes 
de Março de 1504. 4.« 

Ha d*este raríssimo livro um exemplar na livraria de Joaquim Pereira da 
Costa, avaliado no respectivo inventario em 1:200 réis. É provável que para 
elia passasse juntamente com a melhor, e mais escolhida porção da livraria do 
dr. Rego Abranches, que o dito Joaquim Pereira da Costa arrematou por avul- 
tados preços, no leilko a que se procedeu por morte do filho do referiao dr. em 
1855. . 



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B8 M 

87) REGIMENTO E EdTAtDtt>S iobre a reformação das três Ordens 
militares. Lisboa, por JoSo de Barreira i572. 8.«— Costuma andar janto á col- 
lecçao de Leis de Francisco Corrêa. (Vej. no Dicciúnario, tomo v, d.'» L, 87.) 

88) nEGIMENTO DO SANCTO OrtlGIO DA INQUISIÇÃO dos 

reinos de Poiiugal. Recopilado j)or mandado do iil.^° e rev.^" senhor D, Pedro 
de Castilho, Inquisidor fieral e Viso-vei dos reinos de Portuqal. Impresso na 
Inquisição de Lisboa, por Peiro Crarabeeck. Anno da Encarnação do Senhor 
1613. Foi. de ii-48 folhas numeradas pela frente, e Repertório no fim, con- 
tendo âO folhas seu) numeração. 

Se devemos dar credito ao que diz Barbosa Machado, este Regimento^ que 
parece ter sido o primeiro mandado imprimir em Portugal pela Inquisição, 
foi recopilado ou coordenado pelo cónego dr. António Dias Cardoso (Vej. no 
Diccionario, tomo i, n.° A, 60o). 

Os exemplares sáo hoje muito raros. 

Passados vinte e septe annos se imprimiu o segundo, muito mais amplo 
e minucioso, cujo titulo diz: 
^?^. ^rv^ Regimento do Saneio Ofíicio da Inquisição dos reinos de Portugal, orde- 

''^ '/Tt* nado par mandado do illJ^'* e rev.""' sr, bispo D. Francisco de Castro, Inquisi- 
j. /r-r» rfo,. geral. Impresso em Lisboa, nos Estaos, por Manuel da Silva 1640. Foi. 
^. 7^e/o çIq vni-24:) pag.— Tem por frontispício uma elegante portada, aberta primo- 
rosamente a buril emxliapa de cobre pelo muitas vezos já nomeado gravador 
Agôstinlio Soares Floriano. (Vej. no Dictionnaire do sr. C. Raczynski, pag. 
273 e 279). 

Os exemplares d'este são menos raros (jue os do antecedente de 1613. Eu 
possuo um, assas bem conser\ado, por dadiva do sr. Pereira Caldas. 

Anda reimpresso no tomo ii da Narrativa da peiseguição de Hypolito José 
da Costa, (Vej. no Dicnionario, tumo iii, o n." H, 116.) 

D'este Hegimenlo tirou o sr. dr. Ayres de Campos os apontamentos ou 
notas sobre o processo inquisitorial, que com o titulo de Documentos para a 
historia etc. começou a publicar em 1860 no Instituto de Coimbra, n.»' 19 e 
20, etc. 

Ao fim de cento e trinta e quatro annos se publicou o terceiro e ultimo 
Regimento, reformado ao que se afiirma sob os auspícios do Marquez de Pom- 
bal, e dictado por elle próprio (vej. no Diccionario, tomo iii, o n.« J, 682), em 
cujo rosto se lé : 
y. //#• Regimento do Sancto Ofíicio da Inquisição dos reinos de Portugal, orde- 

y./iTo nado com o real beneplácito e régio avtxilio pelo pm."*" e rev."" sr. Cardeal da 
i4f, /"«^ Cunha, etc. Inquisidor geral nestes reinos e em todos os seus dominios, Lisboa, 
^ '•'* na Offic. de Miguel Manescal da Costa 1774. Foi. de vin-158 pag. 

No Catalogo da livraria de Lord Stuart vem descri pto um exemplar, sob 
n." 2023, com a nota de raro. Sel-o-ia n'outro tempo; porém depois da extinc- 
ção do Sancto Ofíicio espalharam-se no mercado bastantes exemplares. 

Em 1821, por essa mesma occasião, se fez d'e!le uma reimpressão em 
Coimbra.— Vej. no Diccionario, tomo v, o n.° J, 406Q. Anda tamtem repro- 
duzido na supradita Narrativa da perseguição de Hypolito José da Costa, no 
^ tomo I. 

Monsenhor Ferreira Gordo teve na sua livraria exemplares de todos os 
Tefenáos Regimentos, que comprara pelos seguintes preços, a saber: o de 1613, 
1:200 réis, o de 1640, egual quantia, o de 1774, 960 réis. 

89) REGIMEIMTO DA NAVEGAÇÃO e conquistas do Brasil, Angola, 
etc. Lisboa, 1655.— Por falta de opportunidade não pude ainda examinar na 
Bibl. Nacional de Lisboa o exemplar que ahi existe d'e^td livro, mencionado 
entre os raros a pag. 27 do tomo iv do Relatório do respectivo ex-bibliotheca~ 
rio-mór, o sr. conselheiro J. F. de Castilho. 



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RE 59 

90) REGIMENTO DO TRIBUNAL da Butta da Saneia Cruzada,— 
Vej. no Diccúmario, tomo v, os artigos Lourenço Pires de CarvaJhOj e Luis Pe 
reira de Castro, 

Três vezes foi impresso este Regimento, c sempre iio formato de folio; a 
saber: primeira, por Miguel Desiandès 1096; segunda, D^Ofiic. Silviana 1742; 
terceira no tomo vi do Systema dos Reginwitos Reaes, 1783. 

91) REGIMENTOS DO AUDITÓRIO ECCLESI%8TICO do Arce- ^y^y^ 
bispado d' Évora, e da sua Relação, e consultas, e casa de despacho, e mais of-f-4^. yâ^*> 
fictaes da justiça ecclesiastica, e a ordem que se tem nos exames, e em outras cou- 
sas aue tocam ao bum governo do dito Arcebispado, Évora, por Manuel de Lyra 

1598. Foi. de iv-i60 folhas numeradas só na frente. (Vej. na Bibl, Lus. o ar- 
tigo D. Theotonio de Bragança.) 

Monsenhor Ferreira Gordo teve um exemplar, que comprara por 2:450 réis. 

Ha um exemplar na Livraria do extincto convento de Jesus, enquader- 
nado juntamente com as Constituições do Arcebispado d' Évora de D. João de 
Mello. 

O dito Regimento anda também com as Constituições do mesmo arcebis- 
pado na edição de 1752. 

E similhantemente andam com as Constituições dos bispados do Algarve, 
Coimbra, Elvas, Porto, Viseu, e dos arcebispados de Goa e aa Bahia, os Regi- 
mentos dos Auditórios Ecdesiasticos, que dizem respeito a cada um d'elles. 

92) REGIMENTOS EM Q(JE SE DÁ NOVA FORMA á cavaUaria ^.^./^o 
e infanteria, com augmenio de soldos para todos os cabos, officiaes e soldados, 

e disposição para o governo dos exércitos, assim na campanha como nas pra- 
ças ., , Agora novamente impresso e accrescentado com as resoluções de Sua Ma- 
gestade desde o anno de 1710 até o de 1746, e os Regimentos do Conselho de 
guerra, dos Governadores das armas, dos Capitães mores, etc. Lisboa, na Ofiic. 
de Miguei Rodrigues 1748. 8.* de x~512 pag. — Parece que foram reimpressos 
na mesma Offic. em 1753, 8.^ 2 tomos. 

N'esta collecção não se guardou ordem alguma, guer chronologica, quer 
systematica; sendo além d'isso pobríssima no que diz respeito a artigos da 
nossa legislação militar anterior ao tempo em que ella se oràenou. (Vej. no 
Diccionario, tomo i, o n." A, 812.) 

93) REGIMENTOS E ORDENAÇÕES DE FAZENDA.— Tem no i',,ji^. /z. ^^ 
fim a seguinte subscripção : Acabouse este liuro dos Regimentos e Ordenações 

da fazenda delrey nosso Senhor per autoridade e preuilegio de sua alteza per 
Armão (Herman ? ) de Cãpos, Bobar deyro do dyto snr è Lixboa aos xvj dias do 
mes doutubro .,. de MiU e quinhelos e dezaseys anos. — Folio, caracter gothico. 
Comprehende cxvii folhas/ sem contar o rosto c tavoada. Na Bibl. Publica 
Eborense accusa o sr. Rivara a existência de um magnifico exemplar. Ha ou- 
tro na Bibl. Nacional de Lisboa, que também possue a segunda edição, cujo 
frontispício é como se segue : 

Regimento e Ordenações da Fazenda. — E no fim: Aqui se acaba ho liuro Sf./^»^^ * 
do regimento da fazenda dei rey nosso senhor, Foy impresso per autoridade e e//^/^v» 
preuilegio de Sua Alteza esta seguda vez: em a cidade de Lixboa em casa de Ger-t*4 - ^"*^ 
mão galharde aos xxv dias do mes de Feuerevro de mil e quinhentos e quareta 
e oyto annos, — Foi., caracter meio-gothico. De cxvii folhas. 

A um exemplar d'esta edição existente na livraria de Joaquim Pereira da 
Costa, deram no inventario o valor de 2:000 réis.— Monsenhor Ferreira Gordo 
teve outro, comprado no seu tempo por 8:000 réis. 

Sahiu este Regimento por terceira vez impresso, Lisboa, por António 
Graesbeeck dè Méílo 1682. Foi. de 149 pag.— Anda também no Systema ou 
Collecção dos Regimentos Reaes da edição de 1783, no tomo i, etc. 



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60 . RE 

y/^,J tr'^ 94) (^) REGRA (A) E DITFINÇOÕES (sic) DA ORDEM DO 

MESTRADO DE NOSSO SENHOR JHU XPO.— No fim tem aScriptas 
estas de/imçoôes em a nossa viUa de tomar a oyto dias do mes de Dezêbro An- 
tónio carneiro o fez anno de nosso senhor JhU xpo de mil e quinhentos e três». 
Sem designação do anno, nem do iogar da impressão (posto que geralmente 
se cré ter sido impressa em Lisboa, por Valentim Fernandes, ld04). 4.'* de 50 
folhas de numeração romana, caracter gothico. Tem na folha do rosto uma 
tarja aberta em madeira, e outra no verso da mesma folha, onde por baixo da 
cruz da Ordem de Christo, se acha gravada uma esphera. D'esta raríssima edi- 
ção possuem exemplares a Bibl. Nacional de Lisboa, e a livraria do sr. conse- 
lheiro Macedo. Ahi, mesmo ha também exemplares de uma reimpressão, feita 
com egual titulo, escripto comtudo com alguma varíedade, pois diz : A regra 
e diffinçoões da ordem ao mestrado de nosso senhor lesu Cristo, — Tem esta no 
fim uma subsc ri pção conforme á da edição anterior, e também não designa o 
anno, nem o Iogar da impressão. 4.'' de 49 folhas, caracter gothico. 

No gue diz respeito a eáiçõeÁ mais modernas, e mais ou menos alteradas, 
vej. o Diccionario no tomo ir, n.« D, 26, e D, 52. 

Pôde ver-se igualmente, a propósito da edição tida como de 1504, o Cator- 
logo da livraria de Lord Stuart, n.^" 1678.— Nade Joaquim Pereira da Costa ha 
um exemplar, que no inventario foi avaliado em 1:000 réis. 

Vej. também no Diccionario, tomo i, os n.°' A, 172, e B, 285 ; no tomo ii, 
n.» D, 242; no tomo in, n.« J, 15; no tomo iv, n.« J, 3664, 3666, 3672; e no 
tomo vr, n.*» P, 129, etc. 

Monsenhor Ferreira Gordo diz no seu Catalogo, que comprara um exem- 
plar da edição tida como de 1504 por 800 réis! 

P.^i^^» ^^) (CJ REGRA DO GLORIOSO PATRIARCHA SAM BENTO, 

^ Ú ^'^«^ tirada de latim em lingoajv portuguesa, per industria do Iff. P. F, Plácido de 
VillaloboSj Geral n'esta congregação de Portugal, Foi impressa em Lisboa. . . 
per António Ribeiro 1586. 4.° 

A traducção foi feita por Fr. João Pinto, monge benedictino, e por elle 
dedicada ao geral Fr. Placiao de Yillalobos. 

Tenho para mim, que é esta a própria edição que o pseudo-Cato%o da 
Academia accusa a pag. 140 com a data m«nos veraadeira de 1588 ; e creio 
que é segunda edição da mesma citada outra, de que tehho um exemplar, cujo 
^ rosto diz : 
c^ g,L? o Regra do glorioso patriarcha S. Rento, tirada de latim em lingua portu- 
gueza, por industria do rev.^" P. Fr. Thomás do Soccorro, geral n'esta cq^iare- 
aação de Portugal, segunda vez impressa. Coimbra, por Nicolau Carvalho 1632. 
».» de iv-47 folhas, numeradas pela frente. (Note-se que nada tem que ver esta 
Regra com a que traduziu Fr. Isidoro de Barreira, que descrevi no Diccio- 
nario, tomo III, n.*» J, 159 ; sendo uma destinada para os monges benedictinos, 
outra para os freires da Ordem de Christo.) 

Sobre a segunda edição de 1632 se fizeram ainda as seguintes : 

Terceira, por Fr. Fradi que Espínola (Diccionario, tomo m, n.° F, 379). 

Quarta, por Fr. João da Soledade (Diccionario, tomo iv, n.» J, 1320). 
^.^. //-" -Quinta, anonyma: Lisboa, 1728. 12.» de xxxvi-170 pag. e Índice nnal. 

Vej. também no Diccionario tomo ii, o n.° C, 433. 

96) (CJ REGRA E STATUTOS DA HORDÈ DAVJZ.— No fim 

tem a seguinte subscripção : «Esta obra foy emprimida en Almeirim per Her- 
mam de campos alemã Bombardeyro dei Rey nosso senhor, em o anno de mil 
^inhentos e dezaseys. E se acabou a treze dias do mes dabril. Foi. de 73 folhas 
impressas a duas columnas, em caracteres ^othicos.— Na segunda folha do 
livro, antes do prologo, tem estampada a imagem de S. Bento, aberta em 
madeira. 



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RE 6i 

o sr. Flganière aponta a existência de dous exemplares d'esta ediç^ raris- 
si ma, um na fiibl. Eborense, outro na livraria do sr. conselheiro J. J. da Costa 
de Macedo. — Na de Joaquim Pereira da Costa ha também nâo menos de dous 
exemplares^ que os peritos no inventario avaliaram em 4:000 réis. 

Houve outro na Bibliotheca Real de el-rei D. João Y, incendiada por occa- 
siâo do terremoto de 1755, de que dá testemunho o respectivo bibliothecario 
P. José Caetano de Almeida. 

97) (C) REGRA DA CAVALLARIA e Ordem militar de S. Bento ^^' 
d' Avis. Lisboa, por Jorge Rodrigues 1631. Foi. de ix-153 folhas; a que se yfl-^ 
segue um índice das cousas conteúdos na Regra, que occupa de folhas 154 a 187. ^ 'f^^ 
Depois d'este Índice vem com nova numeração e rosto : Regra do glorioso po-^y yC^^ 
triarcha S. Bento, traduzida de latim em portuguez. Lisboa, por Jorge Rodrigues ^'^ ^^r* 
1631, de 26 folhas e mais duas de indice, não numeradas. O livro tem o frontis- 

picio gravado em chapa de metal, representando uma elegante portada. (Vej. no 
Diccionario o artigo I). Carlos de Noronha,) 

O pseudo-Cato/of/o da Academia a pag. 141 accusa uma edição d'esta Re- 
gra com a data de 1636. É de suppor que esta seja a própria que n'este artigo 
acabo de descrever, não sendo multo provável que existam conjunctamente 
duas diversas, uma em 1631, e outra feita logo depois com cinco annos de in- 
tervallo, em 1636. 

Os exemplares da ediçfto de 1631, aue podem quali6car-se de raros, ven- 
diam-se em tempos mais antigos a 3:21)0 réis. Por este preço os compraram 
Monsenhor Ferreira Gordo e José da Silva Costa. Eu adquiri ha quatro ou 
cinco annos um, que se bem me lembro, custou 1:200 réis, em soffrivel estado 
de conservação. 

98) (C) REGRA: 8TATUT08: E DIFFIMÇÕES: DA ORDEM ^V7/--. 
DE 8ABÍGXIAGIJO. — Isto diz o frontispício, em cujo verso está o indice 

do que contém o livro, e a elle se segue o prologo do mestre D. Jorge, em 
que dá razão d'estes estatutos, e man£i que sejam observados. No verso da 
segunda folha do prologo tem a figura do sancto gravada em madeira; e fina- 
lisa com a declaração de que assignaram todos os do capitulo, mandando que 
se imprimisse, e (jue se acabar^ 26 de Julho do anno ao nascimento de nosso 
senhor Jesus Chrísto de 1509 em Setúbal. Depois vem a seguinte subscripção : 
^Esia obra fue emprimida em Setuual: per mi Hermam de Kempis alemã: en 
el anno de Mil quiimitos e noue. E se acauo a treze dei mes de Dezembro, Consta 
de cxv folhas no formato de folio, a duas columnas por pagina, caracter 
gothico. 

Ha d'esta ediçSo não menos de três exemplares na livraria de Joaquim 
Pereira da Costa, que no inventario foram respectivamente avaliados em 3:000, 
4:000, e 2:000 réis. 

Diz-se que na livraria do sr. conselheiro Macedo havia ou ha lambem um 
exemplar. A Bibl. Nacional de Lisboa possue dous, um antigo da casa, outro 
pertencente á livraria que foi de D. Francisco de Mello Manuel. Áquelle anda 
junto o Confessional que se attribue a Garcia de Resende (vej. no Diccionario 
tomo III, pag. 121), formando ambos um só livro, pois continua de um para o 
outro a mesma numeração, sendo primeiro a Regra, 

99) (C) REGRA E STATUTOS DA ORDEM DE SANTIAGO.— 

E no fim tem : « Foy impressa esta cofilaçam per Germão Gcdharde Francez, 
Na muy nobre e sempre leal cidade de Lixboa : aos vinte quatro dias do mes de 
Setembro. Anno de m. d. e \l. A qwú foy vista e emedada pello bacharel Pêro 
Machado cavaUeyro da ordè de Santiago: e promotor da justiça da dita ordè: 
A quê o dito carrego foi encommedado.n 4.*" caracter gothico : com tarja no fron- 
tispício, e outras gravuras no corpo da obra abertas em madeira.— Na Bibl. Na- 



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6S RE 

cional de Lisboa deve existir um exemplar, que foi de D. Francisco de Mello 
Manuel. 
^ji0o» - o mesmo impressor fez outra edição em 1542 (como consta da respectiva 
subscripção final) e d'eUa ha também exemplar na Bibl. Nacional, bem como 
de uma terceira, também pelo mesmo impressor, datada de 1548. Todas no 
formato de 4.'», caracter gothico. • 

O sr. conselheiro Macedo teve, ou tem exemplares das edições de 1540 
e 1542. D'esta ultima, creio, possue hoje um exemplar o sr. J. J. OKeeffe, que 
segundo me disse o comprara em 21 de Desembro de 1861, dando por eile 
4:500 réis a quem sem duvida abusou da sua boa fé, inculcando-lh'o como 
livro de primeira raridade! 

O sr. Figanière tem um exemplar da edição de 1548. 

Mais modernamente se imprimiu de novo com o titulo seguinte : 
V. í** Regra, estatutos, de^niçôes e reformação da Ordem e CavaUaria de Scm- 

^- A^ tiago da Espada. Lisboa, por Miguel Manescal 1694. Foi. de yu (innumera- 
^^'^ das)-219 pag. e mais uma de erratas. 

•^ Divide-se a obra n'esta edição ^m três partes, ou corpos distinctos, a sa- 

ber : !.• Regra e estatutos, que finda a paff. 106. 2.» Definições e Reformação, 
que começam a pag. 109 e findam a pag. 192. 3.* Summario das dispensações, 
que começa a pag. 194 e chega a pag. 197. — Depois segue-se o índice geral 
oe tudo. 

Com quanto seja comparativamente menos raro que os das edições de 
1509, 1540, 1542 e 1548, este livro também não é já vulgar. D'elle conservo 
um exp.mplar, que ha annos comprei por 960 réis. É todavia certo que Mon- 
senhor Ferreira dera por um que possuía 4:800 réisíí 

Vej. de assumpto idêntico no Viccionario tomo i, o n.*» A, 1173, e tomo v, 
n.° J, 3983. 

100) (CJ REGRA E CONSTITUIÇÕES da Ordem dos Eremitas de San- 
cto Agostinho, traduzida em portuquez. ... 8.<» 

Tal é a indicação succinta e clefíciente aue nos dá o chamado Catalogo da 
Academia, com respeito a uma obra, que talvez será a própria que se attribue 
a Fr. Antão Galvão (vej. no Diccionario, tomo i, o artigo relativo a este augus- 
tiniano). Pela minha parte devo declarar que ainda náo encontrei livro, cujo 
titulo coincida com as referidas indicações. Devo ao favor do sr. Abbade de 
Castro a communicaçSo de um, que no seu entender julga elle será Regra de 
que se tracta, traduzida no século xvi por Fr. Antão Galvão, sem comtudo 
manifestar fundamentos que possam legitimar esta, quanto a mim, mera pre- 
sumpção. É este um opúsculo no formato de 8.° menor, com 31 pag., sem indi- 
cação de logar, ofiicina, ou anno da impressão ; mas vé-se pelos caracteres ty- 
pographicos que é dos fins do século passado. No titulo diz: 

Regra do grande padre Sancto Aurélio Agostinho, bispo de Hyponia e dou- 
tor eximio da Igreja catholica, luz da Igreja (sic), e pai de infinitos filhos son- 
etos. — Começa por um preludio exhortatorio n'estes termos: «Entre outras 
grandes e sinaladas mercês, aue Deus por sua bondade infinita etc.» Segue-se 
ao preludio a Regra, dividida em septe capítulos, dos quaes o primeiro diz: 
« Que vivais na religião uniformes, etc.» Esta regra é toda, e exclusivamente 
dirigida ás freiras da Ordem. 

'. ^ 2 »> 101) REGRA DE SANCTO AGOSTINHO, e Constituições das religiosas 

de Sancta Úrsula, approvadas e confirmadas pelo SS. P. o papa Paulo V, etc. 
Confo^-me o exemplar impresso em Roma no anno de 1735. Coimbra, no Real 
CpUegio da Companhia de Jesus. 1755. 8.° de xxxn-160 pag. 

É precedida de uma noticia histórica da ordem das Urselinas escripta, se- 
gundo parece, pelo P. António Pessoa, jesuita, de mandado do bispo de Coim- 
bra D. Miguel da Annunciáção, que mandou imprimir este livro na occasiSo 



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RE «3 

em que tractava de introduzir n'este reino o instituto d^aquellas religiosas. — 
É obra de que conservo um exemplar, e poucos mais tenho visto. 

Vei. no DiccionariOj tomo iv, os n."" J, 1430 e i432; e também o n.'» J, 
2586. 

102) REGRADA ORDEH DA SANCTISSIMA TRINDADE ere(2m- .Z^g, ^ 
pçõú de captivoSj conp,rmada pelo SS. Papa Innocencio III, modificada depois "çjr.o/»* 
pelo mesmo pontifice e successores. Lisboa, na Offic. de José António da Silva 

1726. 4.® de viri-123 pag. — Também nSo é vulgar este livro. 

103) REGRA DOS IRMÃOS SECULARES da sancta e venerável Or- 
dem terceira da Penitencia, que instituiu o seraphico P. S. Francisco, e orde- 
nações geraes para o governo da mesma ordem: impressa segunda vez a instan- 
cia do P. Fr. António de S. Luiz, definidor e commissario visitador da mesma 
ordem. Lisboa, por Matbias Rodrigues 1630. 8.° de iv-62 folhas, numeradas 
pela frente. 

Vej. também no Dicctonario, tomo vi, os números M, 1095 e 1096. 

104) fCJ REGRAS DA COMPANHIA DE JESUS. Lisboa, 1582. 16.» f ^^' * 
— NSo tenho visto até hoje exemplares d'esta edição. Conservo porém um de 

outra, que deverá ser auando menos segunda, e cujo frontispício diz : 

Regras da Companhia de Jesus, impressas com licença do Supremo Conselho ^ / <"• 
da Inquisição e do (kdinario. Évora, por Manuel de Lyra 1603. 8.° de 111 pag. ^- ^ *"* 
— Contém: Summario das Constituições. — Regras communs. — Regras da mo- 
déstia, — Catalogo das missas e orações que aos nossos são ordenadas, — Regras 
dos peregrinos. — Carta de N. P. Ignaeio. — Indulgências concedidas á Com- 
panhia. 

(É talvez ocioso advertir, que nada ha n'e$te livro que possa comparar-se 
próxima ou remotamente ao conteúdo da chamada Monita Secreta, cuja des- 
crípçâo já fiz no tomo vi, sot) n° M, 1847.) 

Na escolhida e já por vezes citada collecç^ de livros portuguezes do sr. 
Joaquim Januário de Saldanha Machado (thesoureiro geral que foi por muitos 
annos na casa da Moeda d'esta cidade, e falecido recentemente a 29 de Agosto 
ultimo, aos 70 annos de edade) ha também um exemplar d'estas Regras, da 
edição mencionada de 1603. Com elle se acha juntamente enquadernado outro 
opúsculo, cujo titulo é: Tr estado de quatro bulias apostólicas em que se contém 
a confirmação e declaração do instituto da Companhia de Jesus. Évora, por Ma- 
nuel de Lyra 1603. 8.'' de 146 pag.? (Está mutilado no fim, terminando na pag. 
i44^ e pelo gue posso julgar falta-lhe uma, ou duas paginas.) 

Vej. adiante o n.' R, 105. 

105) REGRAS COMMUNS DAS FILHAS DA CHARIDADE e ser- 
vas dos pobres enfermos. Lisboa, na Typ. de António Hodrigues Galhardo 1822. 
4.° de d9 pag. — É traduzido do hespanhol. 

A este occorre juntar aqui os dous seguintes, por analogia de assumpto : 
Breve noticia da fundação e progressos da Congregação das Filhas da Cha- 

ridade de S. Vicente de Paulo, e do seu estabelecimento em Portugal Lisboa, 

na Typ. de Desiderio Marques Leão 1825. 4.® de 4 pag. 

Breve noticia do estabelecimento e fundação das Filfias da Charidade, seus 

progressos e augmenlos, etc. Lisboa, Typ. de'j. J. de Sales 1852. 8.* de 48 pag. 

— Enganar-se-ía quem presumisse achar n'este folheto uma só palavra que diga 

respeito á introducçáo do jeferido instituto em Portugal. Parece-me ser em 

tuoo mera versão do francez. 

106) REGRASf DOS IRMÃOS COADJUTORES TEMPORAES da .^. fé* 

Companhia de Jesus. Évora, na Imp. da Univ. 1675. 8.° de 37 pag. 



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64 RE 

Na livraria do extincto convento de Jesus vi um exemplar d'este opúsculo. 

Além de muitas obras do mesmo género, que tem sido descríptas n'este 
Dkcionarto sob os nomes dos indivíduos que as coordenaram ou deram á luz, 
vejam-se também ok artigos Constituições, DefiniçikSj Estatutos, etc, 

107) REGRAS DE GRAUEMATICA PORTUGUEZA, seaundo os prin- 
cípios da Grammatica Universal de Mr. Court de Gebelin e de Mr, UAhhé Si- 
card, Lisboa, Typ. de António Rebello 1841. 8.° gr. de 86 pag. 

^-noa^ 408) REGRASSE CAUTELAS DE PROVEITO ESPIRITUAL.— 

^ Sem desiffnação de logar, anno da impressão, etc. e somente no fim tem a se- 

guinte subscripção : «A lonwxyr de Deos e da gloriosa Virgem Nossa Senhora se 
acabou de imprimir o presente tratado . . . nouamente feiio per hú devoto e reli- 
gioso. O qualfoy visto e examinado pellos Deputados da Sãcta inquisiçam. E por 
tanto deram licença a Luis rodrigktez liureiro delrey nosso senhor que o impri- 
misse. Acàbouse oie aos seis dias do mes de Maio de mil quinhentos e quarenta 
e dous annos.n—G,"* de cxviij folbas, na ultima das quaes vem a subscripção. 
— A edição é mui aceiada, como o são geralmente as que existem d'aquelle 
,habil typographo. 

É livro raro^ cuja noticia faltou ao collector do chamado Catalogo da Aca- 
demia. Creio ter visto em poder do finado J. J. Barbosa Marreca um exemplar 
maltractado. Outro em bom estado de conservação foi-me communicado pelo 
sr. Figanière, gue tendo-o possuido n*outro tempo, presenteara com elle o seu 
collega sr. Jacinto da Silva Mengo, a quem hoje pertence. 

109) REGRAS DE ARCHITECTURA, segundo os princípios de Vi- 
gnola, etc. íYej. no Diccionario os artigos José CaÚieiros de Magalhães e Andrade, 
e José Carlos Birúieti.) 

110) REGULAMEIVTO DO BANCO DE I^ISBO A, wecedido das leis, 
ojficios do presidente da Assembléa geral, e resolução das Òúrtes relativas ao 
mesmo Banco. Lisboa, na Typ. Maigrense 1822. 4.'' de 51 pag. — Ê em tudo di- 
verso do seguinte, posto que nos títulos sejam ambos quasi idênticos: 

Hegulamento ao Banco de Lisboa, precedido da lei, decreto c mais docu- 
mentos respectivos. Lisboa, na Typ. Maigrense 1824. 4.^* de 36 pag. — O primeiro 
abre com a carta de lei de 31. de Dezembro de 1821, mandando executar o de- 
creto das Cortes para a creaçSo e organisação do Banco; o segundo com outra 
carta de lei de 7 de Junho de 1824, pela aual el-rei D. João VI, no exercicio 
do poder supremo e absoluto, mandou rehaoilitar o mesmo Banco, tomando-o 
debaixo da sua immediata protecção, etc. — Os próprios Regulamentos diversi- 
ficam também entre si em vários artigos. 

Por analogia do assumpto, mencionarei aqui os seguintes : 

Retrospecto sobre a administração do Banco de hisboa e de Portugal, com 
algumas considerações análogas, Offereddo á Assembléa geral do Banco de Por- 
tugal em 1850, por um accionista. Lisboa, Typ. de Borges 1850. 4.» de 48 pag. 
—Não pude descobrir o auctor. 

Organisação do Banco de Portugal. Lisboa, na Imp. Nacional 1847. 4."* de 
59 pag., com um mappa; a que se segue a Relação geral dos accionistas em 21 
de Novembro de 1846: de 39 pa^. 

(Vej. também no Diccionario, tomo iv, o n.<» J, 3234.) 

111) REGULAMENTO COSHVLAli VOKTVGVEZ, mandado execu- 
tar por decreto de 26 de Novembro de 1851. Lisboa, na Imp. Nacional 1852. 8.<* 
gr. com duas estampas coloridas. 

Trabalharam n'elle Paulo Midosi, e anteriormente o sr. conselheiro J. F. 
de Castilho. (Vej. os artigos competentes.) 



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112) REGCLAHENTO CONSULAR DO IMPÉRIO DO BRASIL, 

mandado executar por decreto n," 520 de 11 de Junho de 1847. Rio de Janeiro, 
1847. 8.« gr. 

113) REGULAMENTO PARA O GOVERNO da irmandade da Sancta 
Casa da Misericórdia da cidade de Coimbra, Coimbra, na [mp. de Trovão 1854. 
8.0 gr. de 133 pag. 

Vej. no Supplemento fina] o artigo Compromisso da Misericórdia de Coim- 
bra, caja noticia bem como a do Regulamento, me foram^ambas communicadas 
pelo sr. cónego dr. Fonseca. 

Ha tamtem o seguinte, que tem com estes relação immediata: 
Addição ao Regimento da educação dos meninos orphâos do recoUiimento da 
Sancta Casa da Misericórdia de Coimbra. Coimbra, na Imp. de Trovfto & C." 
1826.-— Consta de vinte e nove artigos, e foi approvado em meza de 19 de 
Novembro de 1826. 

114) (CJ REGULAMENTO PARA O EXERCÍCIO £ DISCIPLINA 

d^ regimentos de infanteria dos exércitos de Sua Magestade Fidelíssima, feito 
por ordem do mesmo senhor, por Sua Alteza o Conde reinante de Schaumbourg 
Zippe, marechal general. Impresso na Secretaria de Estado, 1762. 8.® de vi-247 
pag.— Segue-se, e costuma andar enquadernado no mesmo volume: Instruo- 
ções geraes relativas a varias partes essenciaès do serviço diário para o exercito 
de Sua Magestade Fidelissima^ debaixo do mandado do ill^"* e eo?.'"' sr. Conde 
reinante de Sdiaumbourg Lippe, marechal general, etc. Lisboa, na OfGc. de Mi- 
guel Rodrigues 1762. 8.« de 44 pag. 

Ha também : Regulamento para o exercido e disciplvia dos regimentos de 
cavaUaria, etc. Lisboa, 1762. 8.<» 

REHUEL JE8SURUN, ou ROHEL JOSCBURUM, segundo escreve 
António Ribeiro dos Sanctos: parece que nos principios do século xvii se re- 
tirara de Portugal para Hollanoa, onde fizera profissão publica da lei judaica, 
mudando n'aque11e o nome de Paulo de Pina, por que antt^s era conhecido. 
Da sua naturalidade, nascimento, óbito e mais circumstancias nâo resta me- 
moria alguma, que me conste; e até o seu nome foi completamente ignorado 
de Rarbosa, pois não faz d'elle menção na Bibl. lun/.— É. 

115) Dvalogo dos montes: auto que se representou com a maior espectação 
na Synagoga. Amsterdam, de Beth Jahacob. Anno 5384 (1624). Annexos vão: 
7 discursos académicos e predicáveis, que pregaram os montes: (por Saul Levy 
Morteira), Amsterdam. 6S27 (1767) 4.» 

Transcrevi para aqui estas indicaç(5es taes como as encontrei no Cata- 
hgo da livraria de Isaac da Costa (Amsterdam, 1861), a pag. 96, onde se diz 
ser este livro tão raro, que todos os que até agora o apontaram só tiveram 
d'eUe noticia por informação. Ainda ignoro se é impresso, ou manuscrípto. 
António Ribeiro dos Sanctos nas suas Mem. da Litter, sagrada dos Judeus por 
tugue%es affirma comtudo ter visto um exemplar d' esta obra; porém não declara 
o local, nem o anno da impressão : e até o titulo é por ellc enunciado com 
alguma differença do que fica referido, pois diz ser : Dialogo em vei^so portu- 
guez sobre os septe montes sagrados da casa de Jacob, 

O sr. José do Canto (vej. no Diceionario, tomo iv, pag. 287), que fez com- 
prar para si em Amsterdam muitos livros, obras dos Judeus portuguezes, que 
pertenceram a Isaac da Costa, e que teria talvez adquirido todos, se mais cedo 
alcançasse noticia da venda d'aquella escolhida livraria, é hoje provavelmente 
o possuidor, não só d'este Dialogo dos montes, mas de outras obras já mencio- 
nadas no Diceionario, cujas descripçóes foram ahi dadas incompletas ou de- 
ficientes, por me faltar até agora a possibilidade de examinal-as. Realisada 
como espero a promessa que se dignou fazer-me em IJsboa ha poucos mezes, 
TOMO vn 5 



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66 RE 

de enviar-me de Paris a descrípçSo minaciosa e exacta dos oue estio no re- 
ferido caso, poderei ainda no Supplemenlo final preencher as Taltas, ou recti- 
ficar ^Igunias inexactidões, que involantariamente escapariam nos migos res- 
pectivos. 

REIIVALDO CARLOS MONTÓRO, natural da cidade do Porto, e nas- 
cido a 6 de Março de 1831. Ao despontar da adolescência sahiu da pátria para 
o Brasil, e reside ha annos em Vassouras, cidade da província do Rio de Ja- 
neiro. Áhi alterna com o estudo e pratica da vida commercial a cultura das 
letras, cujo campo roostrando-se-lhe para logo não safaro, lhe promette de dia 
em dia novas e mais copiosas colheitas. Dotado de ingenho precoce, e incitado 
pela leitura das obras de Walter Scott, foi seu nrimeiro tentame aos auinze 
annos um romance, que intitulara Mysterios de madrid, o qual antes ae ver 
a luz se lhe extraviou inédito. Os numerosos artigos que desde 1848 tem pu- 
blicado nas folhas periódicas do Rio, e em outras coUecçôes, juntamente com 
os trabalhos que, segundo consta, conserva manuscriptos, sobrariam para pre- 
encher volumes. E Sócio eífectivo da Sociedade Propagadora das BeDas-artes, 
e Presidente honorário do Grémio Litterario Portuguez no Rio de Janeiro, ten- 
do-o sido eífectivo no anno de 1858. 

Eis aqui a resenha dos seus artigos mais importantes, impressos até o anno 
de 1859, seguindo pouco mais ou menos a ordem chronologica da publicação : 

116) O Romance: estudos de litteratura, — Sahiram, bem como outros, no 
Jris, semanário litterario de que foi redactor em 1848 e 1849 o sr. conselheiro 
J. F. de Castilho (Diccionario, tomo iv, n.*» J, 3177).— Estes artigos toem por 
assignatura o pseudonymo «Victor de Canovaz». 

117) Duas palavras acerca do trafico (da escravatura). FragmerUo do diário 
de um majánle, seguido de outros trechos do mesmo auctor. — Wo Correio Mer- 
cantil n.*' 211, de z2 de Agosto de 1850. Com as iniciaes «V. de C.» 

118) A emancipação gradual e compensada da escravatura, considerada 
como meio de obter que a eolonisação se tome espontânea. Extrahido do meu 
inédito «Reflexões acerca da eolonisação do Brasil na actualidade». — Sahiu 
no Auxiliador da Industria Nacional, vol. vi (Julho de 1851), de pag. 243 
a 256. 

119) Varias composições poéticas, insertas na Marmota Fluminense, 1850. 

120) Artigos publicados na Saudade, jornal do Grémio Litterario Portu- 
guez, a saber: no tomo ii (1856) Poesia e mocidade, a pag. 157: — no tomo ni 
(1857) Carta a um amigo, pag. 10: — A M..., poesia, paff. 32: — A Rdiguío e 
o Século, pag. 83 : —A viagem do bardo (allusivo á chegada do sr. A. F. de Cas- 
tilho ao Rio de Janeiro), pag. 111 e 123 :— A Malvina C,.., poesia, pag. 125: — 
As orphãs do Icarahy, pag. 131. 

121) Folhas do Outono— A nova epocha litteraria e artistica, 1848 e 1857: 
artigos publicados no Correio da tard^, do aual foi collaborador em 1857. 

122) Estudo sobre a applicação do credito ás actuaes dificuldades da in- 
' a.— No Correio da tarde, n.«' 182 e 189, de 10 " ' " 



dustria àgricola, — No Correio da tarde, n.*»" 182 e 189, de 10 e 19 de Agosto 
de 1857. 

123) Um hymno de esperanças: ao artista portuense, o sr, Arthur Napo- 
leão, — No Correio Mercantil de 2 de Septembro de 1857. 

124) Contestação das doutrinas sustentadas pela redacção do Diário do 
Rio de Janeiro, com respeito á liberdade iUimitada do credito. — Estes artigos 
polémicos sahiram no mesmo Diário em 1857. 

125) Duas epochas da mocidade brasileira, 1831-1858. — Artigo de critica 
litteraria, publicado no Diário de 29 de Septembro de 1858. 

126) O Álbum de romances do sr. Francisco de Sá Noronha. — Artigo in- 
serto no Correio da tarde de 12 de Janeiro de 1858, destinado a chamar a 
attenção publica para os trabalhos do nosso insigne rebequista. 

127) Memorias de um folhetinista. --È um esboço crítico do estado da 



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soci^ade actoal; começou a publicar-se no Correio Mercantil por ÍIns do anno 
de 1858; porém ficou incompleto. Tinha por aasignatara «Recamon*. espécie 
de anagramma formado das primeiras syliabas do seu nome. 

128) No Álbum do Grémio Litterario Portuguez, publicado em 1868 (do 
qual hei de fazer menção especial no SupjdemerUo que tem de fechar o Dtc- 
cionarioj, sâo da sua çollaboraçáo as seguintes peças litterarias : — Caria de- 
dtcatoria ao sr, Alexandre Herculano, servindo de prologo (sem o seu nome) a 
pag. y;--Renascimento dá Litteratura kellenica, a pag. 'òS;—0$ poetas do le-^ 
ciito xvra, a pag. 64;— Z>ttas epoáas e dous detíinos, parallelo entre Voltaire e 
Laraartine, a paj. 80; — Sorriso entre lagrimas, a pag. 144;— Fr. Luis de Sousa 
ensaio biograbhico, a pag. 166;— A Roma do Atlântico, parallelo histórico, i 

Eag. 190;— Pensamentos de um descrido, philosophia social, a pag. 200— A 
Uteratura eo industrialismo, a pag. 214;— í;&tma« melodias, poesia, a pai 107 
(está assignada com as iniciaes « R. C», os outros com o seu nome) 

129) Relatório do Grémio Litterario Portuguez no Rio de Janeiro (seguido 
do parecer da Commissáo do. exame de contas). Rio de Janeiro, Tvd da Rua 
do Ouvidor n.« 91, 1868. 4.» gr. de 16 pag. ^' 

130) Discurso lido em sessão da Sociedade Propagadora das BMas-artes 
— Sahju no Correio da tarde de 14 de Janeiro de 1868. 

De 1860 em diante apenas posso dar noticia dos seguintes, que tenho 
presentes; ô de presumir que estejam pubUcados outros, náo vindos ainda ao 
meu conbewmento. 

131) Invasores do Norte, e poetas do m«o-<ita.— Na Saudade veriodien 
litterario, sene 2 -, yol. i (1861-1862), a pag. 9. ~E no mesmo^u^f^. 
contram: Um poeta umarado, pag. 17;- Amrto biographica do século xix^pri- 
nuíiro estudo, pag. 42;— ilrwíocracta litteraria e enstno popular, naff 7Í--1 
Os semeadores, ptíg. 97;^ A Cavour paff. m;^DiicuriorecitíJo io odeio 

aa eproar^ de Portugal, pag. 197 a 209;— ^sperawm, pa*. 230 

Í32 Noue d^mor nas ruinas de Roma ^(ireãio das Mmorias de Leopoldo 

- feridíSiídirel^^^ ^ Ma^,^^o re- 

154) AExúada dolpiahanha: (trefu> extrahido da carteira de Leopoldo 

do V, . J— Na mesma Saudade, dito vo ume, a pag. 111 126 MQ íAft^ía 

SàÍ£, 1MS°^ °* •»«• "'• ^ -•- V,^12i,'S.'.S; 

136) Brado a favor de um monumento nacional.— Artigo relativo á inter 
rnpcâo do Díccíonario Bibliographico Portuguez. —J^b, Saudade rol ii n« 4 
de 4 de Maio de 1862. Sahiu também no^«o Me^Zn^ 227 dé 9 d! 
dito mez. Sao por extremo honrosos os termos d'esse artigo, para aue dwM 
de ficar aqui registado, um testemunho solemne do agradecimento, em que elle 
me constituiu para com seu illustrado auctor. ^ 

136) Francisco Octaviano de Almeida iíow— Estudo biographico.— Sa- 
hiu na 1^ Co^p. de Portugal e BrasU, tomo iii (1861-1812),^ pag. 496. 

137) A Litterf^ura no secuh vx.— Inserto na Revista Pomdar do Rio de 
Janeiro, vol. xiii (1862). Prometteu-se a conclusão em segund^rtigo, que to! 
davia náo me consta se imprimisse até o fim do tomo xiv! ultimo qSe ató hol^ 
me chegou ás máos, por mercê do sr. B. L. Garnier, seu benemérito editon 

138) Medita^ ao luar: ao meu amigo Famino Xavier de Novaes. — Na 
Revista Popular, tomo xiv, pag. 49. ^^^vw?». na 

139) RELAGION DE COMO 8E HA FUNDADO en Ahjimtn^n a. <^^C ,. 

ff. 

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68 RE 

Posto aue anonyma e eâcripta em castelhano, esta ohra pareceu, por seu 
assumpto, dever entrar no DiccUmario Bibliographico Porluguez. D'eila teve 
um exemplar o dr. Rego Abranches, e creio que mais alguns téem apparecido 
no mercado. 

140) AELAÇÃO DA ACCLAICAÇÃO QUE SE FEZ NA CAPITA- 
NIA DO RIO DE JANEIRO do estado do Brasil, e nas mais do sul, ao se- 
nhor rei D, João IV por verdadeiro rei e senhor do reino de Portugal, Lisboa, 
por Jorge Rodrigues 1641. 4.* de 15 pag. 

A multidão de Relações e outros papeis varios.de noticias politicas e mi- 
litares, que se imprimiram anonymos, n este e nos seguintes reinados, exigiria 
para ser descri pta com a miudeza do costume um grande numero de paginas 
do Diccionario; ficando já agora essa descripçâo incompleta, por que muitos 
de taes papeis deixaram de ser incluídos nos logares que lhes competiriam, 
segundo os respectivos titulos. Determinei por tanto omittil-os, com excepção 
d'aquelles em que haja para notar alguma observação especial, remettendo os 
que pretenderem mais minucioso connecimento para a Bibliographia Hist, do 
sr. Figanière, onde de paj^. 56 a 66, 72 a 76, 83 a 86, 89 a 92, e 98 a 111» 
acharão descripta uma infinidade de taes opúsculos e folhas avulsas. 

RELAÇÃO (BREVE) DAS CURISTANDADE8 que os religiosos de 
Soneto Agostinho tem á sua conta nas partes do Oriente. (Vej. Fr. Domingos do 
Espirito Soneto,) 

RELAÇÃO BREVE E VERDADEIRA da entrada do exercito fran-- 
cez em Portugal. (Vej. José d' Abreu Bacdlar Chidkorro.) 

141) (C) RELAÇÃO DO CAMINHO QUE FEZ DA PERSLA o Em- 
baixador do Grâo-Sofi, e as honras aue lhe fizeram nos reinos e senhorios por 
onde passou, até chegar a este reino de Portugal. Lisboa, por António Alvares 
1602. 8.0 

Alguns nossos bibliographos téem feito menção d'e8ta obra, entre ^les o 
collector do denominado Catalogo da Academia. Acha-se egualmente citada na 
Bibl. Asiati^ de Ternaux-Gompans sob n."^ ^935. Todavia, o sr. Figanière 
na sua Bibtíogr. Hist. declara não ter podido encontrar d'ella exemplar algum. 
Outro tanto devo dizer de mim, apezar das diligencias que empreguei a esse 
intento. 

142) RELAÇÃO DA CONVERSÃO Á NOSSA SANCTA FÉ da 

rainha e princeza da China, e de outras pessoas da casa real, aue se bctpiisa- 
ram no anno de 1648. Lisboa, na Offic. Craesbeeckiana 1650. 4.° de 16 pag. 
" (Vej. P. Mathias da Maia.) 

'rjyj <?. y^* • *43) fC) RELAÇÃO E DESGRIPÇÃO dos arredores de Lisboa. 1626. 

^ ' 4.«— Em verso. 

Estas indicações são extrahidas do denominado Catalogo da Academia. 
É obra que até hoje não me foi possível ver. 

144) fCJ RELAÇÃO DIÁRIA DA JORNADA que a sereníssima rai- 
nha da Gran-Bretanha D. Catharina fez de Lisboa a L(mdres, indo já despo- 
sada com Carlos II, rei d'aqueUe reino; e das festas aue n'eUe se fizeram até 
entrar em seu palácio. Lisboa, por Henrique Valente ae Oliveira 1662. 4.^ de 
24 pag. 

Passa por ser muito raro este opusculo,'do qual tenho um exemplar, bem 
como dos que vão indicados no Diccionario, tomo i, n.<» A, 1551, e tomo ii, 
n." F, 1511. 



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RE 69 

145) AELAÇÃO DA EMBAIXADA EXTAAORDINAIUA DE a. i ifç 

OBEDIÊNCIA enviada do príncipe D, Pedro . . . regente dos reinos de Por- 
tugaly á sanctidade do papa Clemente X, dada pelo ilLy e exJ^" sr. D, Francisco 
de Sousa, conde do Prado, marquez das Minas, etc. Lisboa, por António Graes- 
beeck de Mello 1670. 4.*^ de xl paginas. 

Esta Relação vem qualificada de muito rara no Catalogo da Livraria de 
Lôrd Stuart, sob n.*^ 3Q90. D'ella conservo um exemplar, bem como da Oração 
de obediência recitada na mesma embaixada pelo secretario António Vellez 
Caldeira/Dteetonarto, tomo i, n.*^ A, 1591), a qual foi, senipdo creio, omittida 
pelo sr. Figanière na sua Bibliogr, Hist. ^cêU ^ j^^^a^- 

146) RELAÇÃO MA ENFERMIDADE E MORTE d'éirrú D. Fi- 
lippe III, e o testamento que fez ... e o alevantamento de D. FUippe IV, com 
todas as novidades que sudederam na eórte até agora. Lisboa, por Pedro Craes- 
beeck 1621. 4.'' De quatro folhas innumeradas. 

147) RELAÇÃO DO ESTADO POLITICO E ESPIRITUAL do im- 
pério da China. (Yej. P. Sebastião de Magalhães.) 

148) RELAÇÃO EXACTÍSSIMA, INSTRUCTIVA, CURIOSA, ver- 
dadeira e noticiosa do procedimento das Inquisições de Portugal, presentada ao 
papa Innocendo XI peio P. António Vieira, da companhia de Jesus. Tirada pela 
experiência do que passou na de Coimbra, em três annos que n'ella esteve preso. 
Adiante vão outros dous papeis do mesmo padre, com cujo nome se conhecerá a 
sidftHeza e curiosidade com que foram feitos, etc. Juntos por um anonymo. Ve* « 
neza, na Offic de João Moretin 1750. 8.°— Yej. acerca d'esta Rdação, cujos 
exemplares são raros, o que digo no Diccionario, tomo i, n.*" A, 1622, e tomo ii, 
n."* D, 36.~£ consulte-se tamnem a Bibliogr. Hist, do sr. Figanière, n."» 1496. 

149) fC) RELAÇÃO DAS EXÉQUIAS D'EL-REY DOM FILIPPE ^./^f ^ 
nosso senhor, primeiro d'este nome dos reys de Portugal. Com aknns sermoens ^ /-/-^ 
que n'este retfno se fizeram. Em Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1600. 4." Consta J- /^-^ 
de 84 folhas numeradas pela frente,^de que a Rdação das exéquias occupa a8^*4r /f*^» 
primeiras nove, seguindo-se-lhe quatro sermões, todos em portuguez, prega- 
dos por Fr. Manuel Coelho, Francisco Fernandes GalvSo, Fr. João Aranha, è 
Gabriel da Costa. Anda appensa a este opúsculo uma Oração latina, feita so- 
bre o mesmo assumpto por Batbasar de Azevedo, lente de medicina na Uni- 
versidade de Coimbra, a qual occupa 10 folhas innumeradas. 

Todas estas peças sSo escriptas em boa linguagem, própria d'aquelle tempo, 
com Dureza, elegância e correcç&o. 

Os exemplares são raros, e ouvi que algum chegara ao preço de 800 réis. 

150) RELAÇÃO DAS EXÉQUIAS CELEBRADAS NA REAL 

basílica do Sanctissimo Coração ae Jesus, etc. (V. no Diccionario, tomo iv, 
o n."" J, 3708; e também de assumpto idêntico, tomo vi, n."» M, 1417.) 

151) RELAÇÃO DAS FESTAS DO COLLEGIO DO ESPIRITO 
SANCTO da cidade de Évora, na beatiftcatíio do venerável P. João Francisco 
Regis, da Companhia de Jesus. Évora, na Offic. da Universidade 1717. 4.° de 
vni-74 pag. 

Contém, afora a descripcSo das festas, ires serm(fes, que n'ellas pregaram 
os padres Fr. Domingos da Veiga, augustiniano, Fr. Manuel de Chrísto, fran- , 
ciscano, e Pedro do Sacramento, cónego secular do Evangelista. 

152) RELAÇÃO DAS FESTAS OUE OS PADRES DA COMPA- 
NHIA DE JESUS da casa professa de S. Roque, em a cidade de Lisboa, fize- 



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70 RE 

ram na beati/icação do P. João Francisco Regis, isacerdote professo da mesma 
companhia, Lisboa, na Offic. de Paschoal da Silva 1717. 4.« de 27 pag.— 
É anonyma, porém attríbue-se ao P. Luís Gonzaga, jesuita, o qae esqueceu 
mencionar no logar competente do Dicàonario. 

9.^./c^ 153) RELAÇÃO DAS FESTAS DA GASA PROFESSA DE S. RO- 

QUE^ da cidade de Lisboa occidental, nas canonisações dos dous Uhêstres sat^ 
dos, Luís Gonzaga e Stanisláo Kosika, da Companhia de Jesus. Lisboa, na Ofiic. 
de Ifanuel Fernandes da Costa 1728. 4.« 

154) RELAÇÃO DO APPARATO TRIUHPHAL e procissão solemne 
' com que os Padres da Companhia de Jetus do coUegio de Évora appUsudiram 

pMicamente aos gloriosos S. Luis Gonzaga e Stanisláo Kosíka, da mesma Comr 
panhia, novamente canonisados etc, Évora, na Offic. da Universidade 1728. 4." 

155) RELAÇÃO SCJMIIARIA DAS FESTAS aue em a canonisação 
dos glonosos Sanctos Luis Gonzaga e Slanitiáo Kostka ceuòraram os Padres da 
Companhia de Jesus, do coUegio de Santarém. Lisboa, por Josó António da 
Silva 1728. 4.* 

</ ^7' 156) RELAÇÃO DAS FESTAS COM QUE O GOLLEGIO e Vnin 

versidade d'Evora applaudiram a canonisacâo de S, Luis Gonzaga, e Santo 
Stanisláo Kostka ete. (Y. P. João de Gusmão.) 

c/7,éo^^ 157) (C) RELAÇÃO GERAL DAS FESTAS que fez a religião da 

^' ^^y Companhia de Jesus na província de Portugal, na eoMmisação dos gloriosos 

^ ^m Sanctos Ignacio de LoyoHa, seu fundador, e S. Francisco Xavier, apostolo da 

r (ícr* índia Oriental. No anno de 1622. Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1623. 4.* de 

& *J. ^ ''*'"' i^ (innumeradas)-223 folhas numeradas só na frente. 

Contém com a devida separaçfio, em outras tantas relações pareiaes as fei- 
tas feitas em Lisboa, Coimbra, Évora, Braga, Porto, ilha da Madeira, e ilha 
Terceira. 

Barbosa attribue esta Rdação ao P. Jorgd Cabral, que todavia só figura 
n'ella como censor, por parte do Sancto Officio. (Vej. o que a este respeito digo 
no Dicdonario, tomo nr, n.« J, 2067.) 

Este. livro é pouco vulgar, e merece estimaçSo pela boa lingoagem em que 
está escrípto, e pela curiosidade das noticias que contém. Muitas se encontram 
ás vezes dispersas n^esta e n^outras similhantes obras, bem alheias do assumpto 
principal, e que encerram particularidades curiosas e úteis a diversos respei- 
tos. Por exemplo : o cap. v d'esti Relação, a foL 13, começa nelas seguintes 
palavras : «Foy tam grande a alegria com que os Padres & Iroaaos d'este tiol- 
«legio (o de Sando Antão de LisboaJ, receberão as nouas da canonisação dos 
«gloriosos sancto Ignacio seu Patriarcha, e de S. Francisco Xavier Apostolo 
«da índia Oriental, que o que d'ella trasbordou, bastou para encher as von- 
tttades de mil^ oitocentos estudantes, que n*elle cótinufim seus estudos; os 
«quaes querendo começar a dar mostras da grande alegria que em seus peitos 
«tmháo, etc. etc.» Como, se náo por este desannexadoperiodo, saberíamos hoje, 

âue em Lisboa, no anno de 1622, eram frequentadas as aulas do collegio de 
ancto Antáo (destinadas para o ensino das humanidades e dos princípios das 
sdencias exactas) por mil e oitocentos alumnos ? 

Os exemplares téem chegado até o preço de 1:200 réis. 
No dia 21 de Dezembro de 1861, certo individuo, traficante em Lisboa de 
livros usados, e bem conhecido pela esperteza com que procura aproveitar-se 
da inexperiência ou demasiada ooa fé dos compradores, conseguiu illudir um 
meu Amifo, inculcando-lhe um exemplar da Relação de que se tracta como 
obra raríssima, que era, segundo elle, nada menos que um exemplar da ouftta 



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RE 7i 

Rdaçõo que ninguém viu, attnbuida ao P. André Gomes, e cuia existência se 
poz em duvida no DieeionariOj tomo i, n."* A, 304. ... 1 O resultado foi, que o 
sujeito escorregou pelo livro a bagatela de 4:500 réis, mui satisfeito de tão 
feliz achado, vindo assim a pagal-o pelo quádruplo do seu valor razoável! 

158) RELAÇÃO DAS GRANDIOSAS FESTAS que na cidade de 
Coimbra fez o iU."^ senhor D, João Manud, bisfo-wnde, á canonisadio de Son- 
da Isabel, rainha de Portugal. Coimbra, por Nicolau Carvalho 1626. Foi. 

Ainda nâo encontrei exemplar algum. Vem descrípta pelo sr. Figanière na 
JNWto^. JEKsí., n.« 119. 

159) RELAÇÃO DAS FESTAS QUE A NOTÁVEL VILLA DE -^^^^ 

VIANNA fez no recebimefUo da relíquia de S. TheoloniOj etc, (V. D. Pedro "^ ''''^'' " 

Arraes de Mendonça,) 

160) RELAÇÃO DAS MAGNIFICAS FESTAS com que foi appUttk- 
dida a eanonisaçúo de S. Camillo de Lellis, etc, (Y. P, João Ckevalier.J 

161) RELAÇÃO DA FESTA COM QUE OS ESTUDANTES rea- 
listas da Universidade de Ceinibra renderam graças ao Todo-Poderoso no feliz 
dia Vi de Abril de 1828, pelo suspirado regresso do immortal restaurador da 
monarehia portugueza, o senhor D. Miguel, a.esie reino; e de alguns aconteci- 
mentos que precederam e seguiram a mesma festa. Coimbra, na Real Imp. da 
Univ. 1828 Foi. de 19 pag. em papel de grande formato. 

Esta Relaçáo nfio vem mencionada na Bibliogr. Hist. do sr. Figanière. 
Tenho d'ella um exemplar. Deve ser hoje mui rara, a ser certo, como se affir- 
ma, que todos os exemplares ainda existentes no armazém da Imprensa da Uni- 
versidade foram, com outros papeis de assumpto análogo, como sermões, etc. 
q^ueimados de onlem superior, quando em Maio do referido anno ontraram na 
adade as tropas suboroinadas á Junta do Porto, e se installou de novo o go- 
verno em nome do sr. D. Pedro IV. 

162) * RELAÇÃO DOS PURLICOS FESTEJOS QUE TIVERAM 
LOGAR do 1.' de Abril até 9, pelo feliz regresso de SS. MM. IleAL, vol- 
tando de Belém á corte imperial do Rio de Janeiro : seguida do sermão pregado 
em acção de graças na igreja de S. Francisco de Paula, e de varias peças de 
poeiia, etc. Feita por ordem do conselheiro Intendente geral da Policta, para 
eterna memoria de tão grandes dias nos fastos brasileiros. Rio de Janeiro, na 
Imperial Typ. de Plancher 1826. BJ" gr. de 130 pag. — O sermão alludido é do 
cónego Januário da Cunha Barbosa. ' 

* Vi um exemplar d'este opúsculo em poder do sr. Figanière. 

163) RELAÇÃO DOS «ILAGRES PRODIGIOSOS i^u^oòrou em nos- ,/^. ^^^ 
SOS dias o apostolo da índia S. Francisco Xavier, em Potami, terra de Calábria. ^ • e; ' • 
Traduzida do italiano em portuguez, e dada á estampa por industria de sua 

mui iUustre e venerável congregação. Coimbra, por Thomó Carvalho 1662. 8.<* 
de xxxn*237 pag. 

O meu finado collega José Pedro Nunes tave um exemplar d'e8te livro 
anonymo, o qual comprara por 400 réis. 

164) RELAÇÃO DO MODO COM QUE DESEMPENHOU o chefe de 
divisão CamfbeU a commissão de que o encarregou o almirante Lord Nelson na 
viagem a Tripoli, a fim de effectuar a paz entre o baehá d'aqueUa regeticia, e a 
coria de^Portugal. Lisboa, 1799. 4.'^— Este opúsculo interessante pelo assumpto, 
honroso para a marinha de guerra portugueza, serve de commentario á onra 
mencionaida no Dieeionario, tomo vi, n,^ M, 1010. 



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72 RE 

^A^^ 165) IIELAÇÃO DA PAODIGI08A NAVEGAÇÃO DA NAU cha- 

mada S. Pedro e S. João, da Companhia de Macau, por mercê da milagrosisdina 
imagem de N, S. da Penha de França, venerada protectora das naus de com- 
mercio d*este reino, etc. Com a explicação e pintura da grande cobra que se achou 
na liila nau, e se ereou dentro de uma pipa de agua, etc, etc, etc. Escripta por 
um devoto domestico da mesma senhora Ricardo Fineça Fascunh, Lisboa, na 
OflQc. de José da Silva da Natividade 1743. 4.^ de 31 pag., com uma estampa. 
O supposto nome do auctor é sem. duvida um anagramma, quenâo sei 
decifrar. Creio não ter visto doeste opúsculo mais que um ou dous exemplares, 
e talvez em razão da sua raridade deixaria elle de ser descripto na Bmiogr. 
Hist, do sr. Figanière. ' . 

166) RELAÇÃO (NOVA) DO LAMENTÁVEL NAUFRÁGIO que sê 

experimentou em a nau Nossa Senhora da Gloi^, vinda da Bahia por comhoyo 
de frota para Lisboa, etc, sendo commandante Francisco Soares de Bulhões. Ca- 
talumna, en la Impr. de Francisco Guevarz. Sem indicação do anuo. 4."* — É es- 
cripta^ em coplas octosyllabas. 

167) RELAÇÃO DO RECEBIMENTO E FESTAS QUE SE FIZE- 
RAM na augusta cidade de Braga, á entrada do iU/^ e r^?."* sr. D. Rodrigo 
da Cunha, arcebispo d'eUa e primaz das Hespanhas. Dedicada a Diogo Loves 
de Sousa, conde de Miranda, etc Braga, por Fructuoso Lourenço de Basto 1627. 
4.° de ni-77 folhas numeradas pela frente.— É dividida em treze eapitulos. 

Anda esta relação em alguns exemplares gue d'ella hei visto, enquader- 
nada juntamente com a outra Relação verdadeira (]ue das mesmas festas pu- 
blicou no Porto o impressor João Rodrigues. (Vej. no Dicdonario, tomo iv, 
o n.o J, 1219.) 

Uma e outra sSo pouco vulgares : o seu preço regular tem sido, segundo 
creio, de 480 a 600 réis. 

Pela analogia do assumpto irão também mencionadas as seguintes, de que 
tenho exemplares : 

Retomo da entrada que o serenissimo senhor D. José de Bragança, arcebispo 
primaz, fez na cidade de Braga, aos 28 de Julho de 1741. Impressa á custa de 
João Ferreira. 4.° de 19 pag. 

Noticia da magnifica entrada que o serenissimo sr. D. Gaspar, arcebispo 
primas das Hespanhas, deu na cidade de Braga, no dia 28 de Outubro de 1759; 
e se referem também as grandes festas, que alli se fizeram com este motivo. Lis- 
boa, na Offic. de Francisco Borges de Sousa 1759. 4.° de 7 pag. 

168) (C) RELAÇÃO DO SUCCEDIDO NA ILHA DE S. BOGUEL, 

' se}ido governador n'eUa Gonçalo Vaz Coutinho, com a armada real de Inglaterra, 
general Roberto de Borevs, conde de Essexia. Lisboa, por Alexandre de Siqueira 
1597. 4." Consta de 16 pag. 

Doesta Relação (que é diversa, c pelo que se vô mui mais resumida que a 
outra que passados mais de trinta annos se imprimiu do mesmo successo, men- 
cionada no Diccionario, tomo ni, sob n.° G, 142) apenas se conhece, dizem, 
um exemplar que existe na Bibl. Publica do Rio de Janeiro, na Collecção de no- 
ticias que foi de Diogo Barbosa Machado, volume xli. 

169) RELAÇÃO SUMMARIA DA PRISÃO, TORMENTOS, e glorioso 
mariyrio dos veneráveis padres António José, portuguez, e Tristão de Altimis, 
italiano, ambos da companhia de Jesus, da ven. provinda da China, etc. Lis- 
boa, na Offic. de Francisco da Silva 1751. 4.» de 38 pag. 

170) fC) RELAÇÃO DA MAIS EXtRAORDINARIA, ADMIRÁ- 
VEL E LASTIMOSA TORMENTA de vento, que entre as memoráveis do 



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RE 73 

mundo gueeedêu na índia oriental, na cidade de Baçaim e sm districto, na era 
de i618, aos i7 do mez de Maio, Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1619. 4.° de 15 
folhas numeradas pela frente, ou 30 pag. 

Doeste opúsculo, mui raro, cujo titulo vem assas alterado no pseudo-Ca- 
talogo da Academia, possue um exemplar o sr. Figanière. 

Faltou-me até hoje opportunidade para verificar se é esta por ventura a 
mesma obra, que Barbosa no tomo iii da Bihl. dá como inédita, e que vira no 
convento da Graça de Lisboa, escripta por Fr. Vicente da Natividade, eremita 
de Santo Agostinho, cujo titulo diz ser: Relatório dos castigos que Deus man- 
dou sobre a cidade de Baçaim e seu districto, mandado ao muito reverendo pa^ 
dre Fr. António de Gouvéa, provincial dos eremitas de Santo Agostinho na 
índia Oriental, feito q^6 de Junho de 1618. -^Constava, segundo o mesmo Bar- 
bosa de oito capítulos. 

171) RELAÇÃO VERDADEIRA DE TODO O SUGCEDIDO na res- ^. ^^ér, 
taurafõo da Bahia de todos os sanetos, desde o dia em que partiram as arma- ^</#/ « 
das de Sua Magestade, até o em que em a dita cidade foram arvorados seus es- 
tandartes, com grande gloria de Deus, exaltação do reino, nome de seus vassal- 

los, ete, Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1625. 4.* 

D'esta Relação anonyma, que se attribue ao dr. João de Medeiros Corrêa 
(vej. no Diccionario, tomo ni, n.<» 1017), existe na Bibl. Publica do Rio de Ja- 
neiro um exemplar, na coUecçáo que foi de Diogo Barbosa Machado, volume 
intitulado : Noticias históricas e militares da AmeHca. Por este exemplar se fez 
uma reimpressão do dito opúsculo, publicada na Revista tnmensal do Instituto 
do Brasil, tomo v, pag. 47Ô a 490. 

172) (C) RELAÇÃO VERDADEIRA DOS TRABALHOS q ho go- 
nemador aõ Femãdo de Souto e certos fidalgos portugueses passarom no desco- 
brimèto da prouincia da Frolida, Agora nouamite feita per hú fidalgo Delvas. 
Foy vista por ho sefior inquisidor. — E no fim diz: Foy impressa esta relaçam 
do descobmnento da Frolida em casa de andree de Burgos... Acahouse aos dez 
dias de Febreiro do anno de mil e quinhentos e cincoenta e sete annos, na nobre 
e sempre leal cidade de Euora. — 8.* de 180 folhas numeradas por uma só face. 
Caracter semi-gothico. 

Os exemplares doeste livro sSo mais que raros ; e apenas se conhece hoje 
a existência de um, que se conservava na Livraria das Necessidades em 1843, 
e hoje deve achar-se na Bibliotheca Real d* Ajuda, para a qual os livros d'aquella 
foram removidos ha poucos annos. Barbosa Machado nao viu por certo algum 
exemplar, aliás nSo apresentaria a inexacta descripç&o que d*esta obra ofierece 
no tomo IV da Bibl, a pag. 121, attribuindo até a composição d'ella a Fernando 
de Souto, ^ue pelo contexto se conhece clarainente não ter sido seu auctor. 
(Vej. no Diccionario, tomo n, pag. 279.) . 

Brunet faz menção de um exemplar, que na venda da livraria de Heber 
subira ao preço de 8 Ib. 8 sh. ! 

Foi traduzida em francez, e sahin com o titulo seguinte : 

Hietoire de la eonquéte de la Floride par les espaqnols sous Ferdinand de 
Soto: écrite en portugais par un aentUhomme de la ville d' Elvas; traduite par 
M. C. D. (Citry de la GuetteJ. Pans, 1688. 12.<» (O Catalogo da Bibliotheca do 
Instituto Histórico do Brasil, accusa sob o n.*" 1336 uma edição de 1685. 16.<> 
Haverá nisto alguma eoiiivocação?) Ha também uma versão ingleza, que se 
imprimiu em Londres, 1686. 8.® ^ 

Esta Relação acha-se hoje reimpressa, e forma o tomo i n.* l.<* da Collee- />ír. s «- 
ção de opúsculos reimpressos rdativos á historia das naveaações, viagens e con- 

Íuistas dos portuguezes, publicada pda Academia Real das Sctendas. Lisboa, 
844. 4.<» de xii-Í39 pag., sem contar as do Índice final. 

Começara-^ a fazer ^ta reimpressão por um exemplar mutilado, ao qual 



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faltava a maior parte do texto coniprehendido entre a pag. 73 e 81. Entretanto» 
o sr. Figaniòre tendo achado na livraria das Necessidades o exemplar alii exis- 
tente (do qual deu uma descripçSo assas minuciosa na sua BibUogr, Histórica, 
n.^ 87o), fez attentar n'esta inconveniência, resultando que esse exemplar fosse 
conilado á Academia, para servir no resto da reimpress&o, que por este modo 
sahiu exacta e completa. 

i73) RELAÇÃO DA VIAGEM do exeettmtiuimo senhor André de Mdio 
de Castro á carte de Roma, por enviado extraordinário (í'e^ret de Portugal 
D, João V á santidade do papa Clemente XI. Paris, chez Anisson 1709. Foi. 
max. de 56 pag.— É escnpta nas linguas portugueza e franceza, e tem cinco 
gravuras, com os desenhos dos ornatos das carroças, que compunham a equi- 
pagem e trem do emhaixador em sua entrada solemne na referida corte. — Ha 
exemplares na Bihl. Nacional de Lisboa» no Archivo da Torre do Tombo, e 
na livraria do Convento de Jesus. 

No mercado apparecem com difficuldade exemplares d'este livro, aue pro- 
vavelmente foi apenas destinado para presentes, e nSo esteve exposto a venda. 

174) RELAÇÃO DA VIAGEM E SUCCEMOS da armada do estreito 
de Ormuz, e batalha do Congo, Lisboa, por António Craesbeeck de Mello 1670. 
4.® de 30 pag. sem numeração. — Existem exemplares na Bibl. Nacional de Lis- 
boa, e na hvraria do Archivo Nacional; e tem outro o meu amigo A. J. Mo- 
reira. 

Quanto ás muitas Rdaçôes avulsas, e papeis vários anonymos, que dizem 
respeito a conquistas e successos da índia, nos séculos xvii e xviii, veja-se a 
Bibliogr. Hist. do sr. Figanière n.<** 949 a 989. Os que pertencem det^mina- 
da mente a auctores conhecidos, ou que ao menos se lhes attribuem, vSo no 
Diceionario descriptos sob os nomes respectivos. * 

A maior t»arte d'este8 papeis ^ hoje de mui dilficil acquisiçâo, e podem 
classificar-se de raros. 

175) RELAÇÃO DA VIAGEM QUE FES AO BRASIL a armada da 
Companhia no anno de 1655, a cargo do oeneral Francisco de Brito Freire. Lis- 
boa, por Henrique Valente de Oliveira 1657. 12.^ 

Esta obra, que o cavalheiro Oliveira (Mem. de Portugal, tomo ii, pag. 
378) cita entre os livros anonymos, e aue outros bibliographos que o seguiram, 
mencionam egual mente como tal, pertence em realidade ao próprio Francisco 
de Brito Freire (Dicdonario, tomo n, n.^* F, 654), segundo a afirmativa de 
Barbosa, e anda ihcluida em segunda ediç9o no volume que contém a Nova 
Lusitânia^ etc. do referido auctor. 

Varias outras Relações e papeis vários, relativos ás cousas do Brasil nos 
séculos XVII e seguintes, podem ver-se descriptos na Biblio^. Hist. do sr. Pi- 
ganière, de n.^ 868 até n.^ 890. D'esses passaram nara o Dlcdonario aquelles, 
cujos auctores me foi possivel descx)brir, por virtuae de investigações próprias, 
ou por informações dignas de fé. 

176) RELAÇÕES VARIAS atumyma» das campanhas e successos da 
guerra entre Hespanha e Portugal, impressas desde 1641 até 1643. . 

Estas Relações cuja descripçfio particularisada se pôde ver na Bibtíogr. 
Hist. do ^r. Fíganière de n." 261 até 307 foram todas, ou a maior parte escriptas 
ou dictadas por el-rei D. Joáo IV ao seu secretario António Cavide, e por elle 
mandadas imprimir «para ter contentes os ânimos de seus vassallos, satisfeitos 
com 09 bons successos de suas armas» . Ao menos assim o afSrroa o auctor da 
Hist. Genelog. da Casa real, tomo vii, pag. S40: e sob o seu testemunho repro- 
duzo agui a noticia, que na balança da critica será tomada no pezo que lhe 
competir. 



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177) RELATÓRIO APRESENTADO AO MINISTÉRIO DO REINO 

em 28 dtf Abril de 1855, pdo administrador geral da Imprensa Nacional Firmo 
Augusto Pereira Marecos ; com uma breve noticia histórica d' este estabelecimento, 
Lisboa, na Imp. Nacional 1856. 4.® máximo de 63 pag. (Vej. no Diccionario, 
tomo u, o n." F, 457). 

Além da importância e curiosidade do assumpto, recommenda-se pela ni- 
tidez e esmero da execuç&o typographica. Ha outro de data mais antiga, mais 
Buccinto e de menor formato, impresso em 1849. 

178) • RELATÓRIO DA COnaSfiÂO DE INQUÉRITO, nomeada 
por mriso do Ministério da Fazenda deiOde Outubro de 1859. (Rio de Janeiro, 
1860.) Foi. de 119 paf. e mais duas de erratas. 

Este trabalho oficial contém a solução de diversos quesitos relativos ao 
estado do cambio, ás emissões dos bancos e ao meio circulante. É assignado pelos 
membros da commissfto, conselheiro José Carlos de Almeida Aréas, António 
José de Bem, e dr. José Maurício Fernandes Pereira de Barros. Ao Relatório 
seguem-se com o titulo Annexo A os pareceres apresentados pelos negociantes 
e mais pessoas que foram consultadas (121 pag.) : sob o titulo Ann^ro B uma 
extensa serie de quadros, tabeliãs e mappas iliustrativos; e os relatórios par- 
ciaes de varias commissóes nomeadas para examinar o estado da escripturaçfio 
dos bancos da capital e provindas dò império : o que tudo reunido forma um 
grossissimo volume. 

179) RELATÓRIO DA EPIDEMIA DÀ GHOLERA MORBD8 EM 

Portugal nos annos de 1855 e 1856, feito pelo Consdho de Saúde Publica do 
Reino. Parte 1.* Lisboa, na Imp. Nacional 1859. 4.« cr. de 471 pag., com uma 
estampa litho^raphada. — A 2.* parte nílo sei que até agora se imprimisse. 

Fo» pubhcado este trabalho official a expensas do Conselho de Saúde Pu- 
blica. 

Occorre mencionar também os seguintes, por identidade de assumpto : 

Breve rdatorio da dujlera morbus em Portugal nos annos de 1853 a 1854, 
feito vdo Conselho de Saudê Publica do Reino, Lisboa, na Imp. Nacional 1855. 4.* 
de 80 pag. com um mappa geographico de Portugal e Hespanha, no qual se 
notam os pontos que foram accommettidos pela epidemia em cada um dos 
ditos annos. 

Additamentos e observasses ao «Breve Relatório. . . etc. mMcado pêlo Con- 
selho de Saúde Publica do Reino.» Lisboa, Typ. Universal 1855. 8.« gr. de 27 
pag. — Mostra ser escripto por um facultativo militar; n'elle se procura recti- 
ficar algumas asserç(tes do Réiatorio, e se convencem outras oe menos exar 
ctas, etc. 

Rdatorio dirigido ao Oovemo de Sua Magestade pelo conselheiro Diogo At^ 
toniú Corrêa de Sequeira Pinto, enfermeiro-mór do Hospital de S. José e anne- 
xos, acerca da organisacão 'e serviff dos hospUaes provisórios da du)lera na cor 
pitaL Lisboa, na Imp. Nacional 1857. 8.'' gr. de 42 pag. 

Yej. sobre o assumpto no tomo ii o n." E, 88. 

180) RELATÓRIO DA EPIDEMIA DA FEBRE AMARELLA em /, /t. . 

lÀúoa no anna de 1857, /(rào pdo Conselho extraordinário de Saúde Publica 
do Reino. Lisboa, na Imp. Nacional 1859. 4." gr. de 159 pag. com uma planta 
de Lisboa, na qual se acha designado o curso que seguiu a epidemia, e os 
diffisrentes gráos de intensidade com que foram atacadas as diversas localidades 
ou pontos da cidade, e outro mappa demonstrativo do incremento e declinai 
ç2o da mokstia durante o período da invasão. Contém afora estes muitos map- 
pas estatísticos organisados sobre os documentos ofiicíaes, e informações colhi- 
das peio Conselho, etc. — D'este Relatório se imprimiram por conta do mesmo 
Conselho 1:200 exemplares. 



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76 RE 

i8i) RELATOAIO SOBRE A CULTURA DO ARROZ em Portu- 
gal, B sua influencia na saúde publica, apresentado a s, ex* o sr. Ministro dos 
Negócios do Reino, pela Commtssão creaaa por portaria de 16 de Maio de 1839. 
Lisboa, na Imp. Nacional i860. Foi. de 552 pag. c roais três de índice final. 

Contém: 1.» Diário das visitas aos arrozaes, redigido por Manaei José 
Ribeiro. 2.* Informações dos Administradores e dos Facultativos: Estatística. 
3.° Considerações chimicas sobre os arrozaes, e analyses comparativas, re-gimen 
das salinas, ete. por Sebastião Bettamio de Almeida. 4.* Estudos económicos e 
hygienicos sobre os arrozaes, por João de Andrade Corvo. 

D*este livro importante, mandado imprimir {)or ordem do Governo, pos- 
suo um exemplar devido á obsequiosa benevolência do meu amigo e membro 
da Commissâo, o sr. Manuel José Ribeiro (vej. no Diccionario, tomo vi, pag. 32). 

182) RELATÓRIO SOBRE A FABRICA NACIONAL DE VI- 
DROS da Marinha-grande, apresentado a s. ex* o Ministro da Fazenda, peta 
Commissão de inquérito nomeada por portaria de 4 de Junho de 1859. Relator 
Sebastião Bettamio de Almeida, Lisboa, na Imp. Nacional 1860. 8.° gr. de 13o 
pag. com uma planta lithographada. 

Possuo também um exemplar d'este, por dadiva do já citado membro que 
foi doesta commissfto, o sr. Manuel José Ribeiro. 

183) RELATÓRIO SOBRE A FABRICAÇÃO E ADMINISTRA- 
ÇÃO DA PÓLVORA por conta do Estado, e seu commercio. Lisboa, na Imp. 
Nacional 1855. 4.<> de 153 pae., a que se seguem ccxliv de notas e peças jus- 
tificativas, e 3 de Índice final. Com as plantas da fabrica de Barcarena, e dos 
paues de Rilvas. (V. João Manuel Cordeiro.) 

Foi elaborado por uma commissão especial nomeada pelo ffovemo, da 
qual foi presidente o sr. brigadeiro Augusto Xavier Palmeirim. (Yej. no Dic- 
cionario, tomo i, e no Supplemento final.) 

184) RELATÓRIOS SOBRE O ESTADO DA ADBnNISTRAÇÃO 
PUBLICA nos districtos administrativos do continente do reino, e ilhas adja- 
centes, em 1856. Lisboa, na Imp. Nacional 1857. Foi. de 461 pag. 

N'esta collecção, mandada fazer officialmente, e que é resultado da obri- 
gaçilo imposta aos governadores civis pela carta de lei de 12 de Maio de 1856, 
se comprehendem vários documentos de notável interesse, e abunda em con- 
siderações e factos importantes acerca da organisaçSo administrativa, e dos 
ramos do serviço que lhe dizem respeito. Cada relatório é acompanhado de 
mnppas estatísticos, que lhe servem de complemento e i Ilustrado. Faltam 
porém, infelizmente, os relatórios de alguns districtos, como os de Lisboa, 
Braga e Bragança, por nSo chegarem a tempo de serem induidos na coUecção 
com os demais. 

185) (C) REMÉDIO CONTRA OS SETE PECCADOS HORTAES. 

Lisboa, 1554. 8.» 

Este opúsculo, assim mencionado no ^scni]o-Catalogo da Academia, an- 
dava já impresso em Coimbra desde 1550, juntamente com a Cartinha do bispo 
D. Fr. João Soares (Diccionario, tomo iv, n.« 1509). Da ediçAo citada de 1554 
não vi, nem sei onde exista exemplai; algum. 

186) REPAROS APOLOGÉTICOS E ANONTHOS pela justiça da 
ill."* e ea?."* Casa de Unhão, sobre a successão do estado e casa de Aveiro. Por 
hum zeloso e amante da verdade. Lisboa, na Olfic. de Miguel Rodrigues 1749. 
Foi. de 58 pag. 

Vi um exemplar na livraria de Jesus. Acerca de outra similhante e no 
mesmo sentido, vej. Dicdonario tomo vi, n.*" M, 978. 



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187) REPOIlTOlilO DOS TEtlPOS. Braga, por JoSo Beltrão da Ro- 
cha 1519. 

Assim vejo mencionada esta obra (sem comtudo declarar o formato) por 
António Ribeiro dos Sanctos, nas Meni, para a hist da Tyj), pag. iff. Como 
ainda nSo encontrei d'ella mais noticia alguma, não saberei dizer se de certo 
existe, ou se o nosso erudito académico ao descrevel-a confundiu por ventura 
algumas de suas espécies com as de outros similbantes Reportorios, que n'a- 
quelle século se imprimiram, e dos quaes darei conta nos artigos immediatos. 

188) (C) RfiPORTOUIO DOS TEMPOS. Coimbra, por JoOo de au- 
reira 1519. 4.» 

Estas indicações sao dadas pelo pseudo-Ca/(i%o da Academia, Quanto á 
obra, está para mim no caso do artigo precedente, menos no que diz respeito 
ao nome do impressor e data da impressão; porque em uma das cousas dá-se 
erro evidentissimo : sendo que João de Barreira, se era acaso nascido em i519, 
estava comtudo mui longe d^ ter a esse tempo officina typographica por sua 
conta, ou em seu nome : e só chegou a tel-a passados muitos annos depois da 
data citada. 

189) REPORTÓRIO DOS TEMPOS em lingoagem fortUfiueL Foy im- 
preuo^em Lixhoa em casa de Germão GaSharde, Armo 1560.— E no fim tem: 
Acabome o Reportório dos tempos em lingoagem português. Agora nouamente 
emendado e impresso cõ muytas cousas acrecetUadas de nouo, etc. O qual foy im- 
presso em a mvy nobre e sipre leal cidade de Lixboa, em casa da vinua, molher 
que foi de Germão GoJtharde õ saneia gloria aja, Anno de 1560. 

Monsenhor Ferreira Gordo declara ter visto um exemplar d'este Repor- 
tório que é, segundo elle, uma traducção do que com o mesmo titulo publi- 
cara em castelhano Valentim Fernandes allemão. (Vej. este nome no Diccio- 
nario.J 

190) REPORTÓRIO DOS TEMPOS em linguagem português. Évora, 
por André de Burgos 1574. 4.® 

Este livro, assim indicado por António Ribeiro dos Sanctos nas Mem. da 
Typ., pag. 93, é evidentemente o mesmo, que n'este Diccionario irá descripto 
em seu logar, sob o nome de Valentim Fernandes. 

191} REPOSITÓRIO LITTERARIO da Sociedade das Sciencias Me- 
dicas e de Litteratura do Porto. Porto, Imprensa de Alvares Ribeiro, aos La- 
vadouros n.° 16. 1834. 4.° gr. impresso a duas columnas. Sabiraiii ao todo 
24 números d*esta publicação periódica, nos dias 1 e 15 de cada mez; con- 
tendo cada n.° 8 paginas. O primeiro tem a data de 15 de Outubro de 1834, 
6 o ultimo a do l.<^ de Outuoro de 1835.— Do n.° 12 em diante (1.° de Abril 
de 1835) houve variação no titulo, que passou a ser : Repositório Litterario 
da Sociedade Litleraria Portuense. (Vej. no Diccionario, tomo iv, o n.*" J, 1132.) 

As indicações que apresento n'este artigo são devidas ao sr. Figanière; 
pois com magoa confesso não ter podido ver ató agora o Repositório, onde, se 
não me engano, ha espécies que poderiam ser-nie de proveito em mais de um 
logar do Diccionario. 

192) REPOSTA (sic) AO POEBIA INTITULADO «O URAGUAY» 

composto por José Basílio da Gama, e dedicado a Francisco Xavier de Men- 
d9nça Furtado, irmão de Sebastião José de CarvaUio, conde de Oeyras e mar- 
quez de Pombal. Lugano, 1786. Com licença dos supeiiores. 8.<> gr. de 300 pag. 
Sendo, como é de certo, esta replica composta por algum dos jesuítas por- 
tugnezes expatriados na Itália, oíTerece-se para loeo um reparo notável : qual 
a razão por que, correndo impresso o Uraguay desde 1769, extrahindo-se d*este 



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78 RE 

Soema além de mil exemplares, somente aó cabo de dezesepte annos, e passa- 
os doze depois que a Companhia fora legalmente extincta pela bulia de Cle- 
mente XIY, appareceu esta contrariedade acrlibello accusatorio?. .. A expli- 
cação do facto não deixará de ser qaando menos curiosa. 

No Manual dê Bibliogr. Univ. da Encydopedie-Roret (i857) tomo m, 
pag. 394, lé-se: que esta Reposta « est enrichie d'une carte détaillée des Missions » : 
porém devo confessar que tendo visto três ou quatro exemplares da obra, além 
do que possuo, nfto encontrei ainda em algum d^elles a carta alludida. Occorre 
por esta occasiSo corregir uma asserção menos exacta, que d'envoltaapparece 
no referido lo^ar : é que « le poéme de Basilio da Gama lui-méme parut pour 
la première fois vers 1785». Yé-se que o erudito bibliographo nSo houve co- 
nhecimento da primeira e única (ate áquelle tempo) ediçSo do Vraguay, feita 
em 1769. No anno de 1785 nem se reimprimiu, nem de certo o governo aentío 
o consentiria a quem quer que tal intentasse. A segunda edição só veiu a sa- 
hir á luz no Rio de Janeiro em 1811. (Vej. no Diccionario, tomo iv, o n.<* J, 
8818.) 

y ,y ... 193) fC) REPOSTA QUE OS TOES ESTADOS DO RETNO BE 

(/. J^ «^ TPORTUGAL a. 8, Nobreza, Clerezia e Povo mandarão a Dom Joam de Goafro 
9obre hun Dismreo que lke$ dòrigio, iobre a vinda e appareeimento dei Rey 
Dom Sebaitiam. Anno CI3. I^. G. III. Sem desiffnaçáo de logar e typographia 

Ímãs parece haver sido estampada em Paris). 8.<» de 265 pag. e mais duas no 
im, contendo a errata. Ê dividida em quatorze capítulos. 

Yi^um exemplar d 'este curioso e raríssimo livro, com uma cota posta por 
mSo de D. Jofto de Castro, auctor do alludido Discurso, concebida n estes ter- 
mos: «Livro difTamatorío, que contra mim fizeram em Paris os filhos do se- 
nhor D. António, Diogo Botelho, Cypriao de Fi^eiredo e outros.» 

O abbade Barbosa, por um dos seus inexplicáveis descuidos, incluiu esta 
Reposta entre as obras do próprio D. JoSo de Castro, e assim mesmo passou 
para o pseudo-Cata%o da Academia, onde até o titulo do livro vem transcri- 
pto com incorrecção 1 Parece que nenhum d'elles o viu, pem checou a formar 
idéa exacta do seu conteúdo. (Vej. no Dicdonario^ tomo ii, o artigo Cipriano 
de Figueiredo e Va$eonceUos, e no tomo m D. João de Castro (%'^)) 

O sr. Figanière accusa a existência de um exemplar falto ae rosto, em 
poder do sr. conselheiro Macedo : porém do que diz collige-se que este senhor 
nSo possue o Discurso de D. João de Castro, sobre o qual recahia a Reposta. 

194) REPRESENTAÇÕES DIRIGIDAS A SUA MA6ESTADE a 

Raivha, e ao Corpo Legidativo, sobre o abastecimento de aguas na capital jpor 
meio de emprezas: pda Camará Municipal de Lisboa, Lisboa, na Imp. Silviana 
1853. 8.* gr. de 64 pag., com cinco plantas e cortes lithographados. (Vej. ao 
mesmo propósito no Vicdonario, tomo i, o n.° A, 511; tomo ii, n.^ C, 179; 
e tomo VI, n.» P, 345 e 346.) 

195) fCJ REPRESENTAÇÕES DOS RELIGIOSOS DA COMPA- 
NHIA DE JESUS ao governador e capitão general Ayres de Sddanha, etc, 
—Vej. no Diccionario, tomo i, o n.» A, 1691 ; e também no Supjdemento final. 

REPULSA CRITICA E APOLOGÉTICA de um livro intitulado «Cri- 
tica da critica etc. »— Vej. no tomo iv, o n.® J, 3628. * 

RESPOSTA. (Vej. Reposta.) 

J.^,. 196) RESPOSTA E REFLEXÕES A CARTA ((M D. Clemente José 

CoUaço Leitão, bispo de Cochim, escreveu a D. Salvc^r dos Reis, arcebispo de 
Cranganor, sobre a sentença que a Inquisição de Lisboa proferiu em Septembro 



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RE 79 

dê 176i contra o herege e heretiartha Gabriel Malagrida, tadoê tre$ soeios da 
mpprimida e abdiáa Sociedade Jemiiica, Lisboa, na Rena Oílic. Typ. 1774. 
4.» de 536 pag.— E segunda vez, ibi, na Imp. Regia 1826. 8.« gr. de o36 pag. 
Este escrjpto ailonvmo attribue-se a Fr. Joaquim de Sancta Anna, da 
Ordem de S. Paulo i.* Eremita» e como tal a descrevi no artigo competente» 
DiceionariOf tomo iv, n.° J, 1443. 

197) RfiSUHO DAS OBSEBVAÇÕfeS GIEOLOGIC AS feitas em uma 
viagem as ilhas da Madeira, Porto-sancto e Awres, nos annos de 1835 e i836, 
pelo Conde Varaas de Beãemart camarista d'Èlrei de Dinamarca, etc, Lisboa, 
na Imp. de Galbardo e Irmãos 1837. 8«<* de 14 pag. 

Ivesta memoria se pretendia provar a carência de fundamento da tradi- 
çSo que vogava em Portusal, acerca da existência da celebre estatua que se 
dizia fôra encontrada na ilha do Pico pelos portugueses que primeiro ahi apor^ 
taram. Vej. a esse respeito na Revista Litteraria, tomo ii, pag. 61 e seguintes, 
um artigo attribuído ao cardeal patriarcha S. Luis, em que se defende a vali- 
dade da tradic&o, adduzindo para auctorísal-a documentos que parece nSo 
terem toda a força aue o auctor lhes suppunha. Este ponto acha-se ampla- 
mente discutido na memoria do sr. José ae Torres, que Ke intitula Da origi- 
nalidade da navegação do Oceano atlântico sententrional etc., inserta no Pono- 
rama (1853-1854). 

198) RETRATO DOS JESUÍTAS FEITO AO NATURAL pdos mais /^t /^v 
sofrtot e mais illustres cathdieos: ou juizo feito acerca dos je*uitas pelos maio- Jf//^ 
res e nuUs esdareddos homens da Igreja e de Estado, desde o anno de 1540 em '^'J/7 
que foi a sua fundofõo, até ao anno de 1650, antes das disputas que se levanta- <l ^'^ 
ram a respeito do livro de Jansenio. Lisboa, na Offic. de Miguei Rodrigues 176i. *í ^*-* 
4.'» de xvni-255 pag. ^^^"^^ 

A propósito doeste livro já mencionado incidentemente no tomo ii, n.° D, ^ * 
46; cumpre advertir que é traduzido do franc^z, posto que no frontispício se 
nSo declare tal. Os doutores Fr. João Baptista de S. Caetano, e Fr. Francisco 
de S. Bento, monges benedictinos, e o bacharel Matbias de Carvalho Couti- 
nho, na qualidade de censores nomeados para o exame e qualificação da obra, 
manifestaram a sua acquiescencia em longas approvaçòes. Ignoro ainda quem 
fosse o traduetor. 

Os exemplares não são hoje vulgares no mercado. 

RETRATOS GRAVADOS A RURIL OU LITHOGRAPHADOS, de 

reis, prineipes, e pessoas illustres portuguesas, antigas e modernas, conspicuas 
por sangue e dignidades, ou notáveis por seiencia, talentos e virtudes; euripto- 
res, poetas e artistas, etc, : induidos também muitos estrangeiros, que ao serviço 
de Portugal exerceram cargos civis ou postos militares; e alguns tndividuos de 
infausta celebridade por crimes e malfeitorias, ele, etc. 

Pareceu de conveniência e utilioade, e mui conforme á Índole d'este Dic- 
donario, que n'elle se annexasse à descripção das poucas collecçôes especiaes, 
mais ou menos completas, que ató agora possuímos n'este género, a noticia dos 
retratos avulsos, que em numero incomparavelmente maior existem (publica- 
dos, quer de tem|)os mais antigos, quer no século actual : cujo conhecímeoto, 
ignorado de quasi todos, p6de em muitos casos servir, não tanto de alimento 
á curiosidade de alguns, quanto de innegavel vantagem e proveito para estu- 
dos e investigações de outros, sob vários aspectos e a intentos diversíssimos. 
E mais me instigou a p^r estas noticias ao alcance de todos a consideração de 
que ninguém entre nós, que eu saiba, tomasse ainda a seu cargo tarefa simi- 
lliante; resultando d'ahi aos que d'ellas carecem a necessidade de mendigal-as 
nos casos occorrentes, faltos de qualquer guia ou auxilio, e ás vezes com pouco 
ou nenhum íructo depois de mallogradas diligencias. 



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m 



M 



Começarei apresentando aos leitores um documento, recommendavel e im- 

Sortante, cuja communicaçâo devo, com a de vários outros subsídios, á bou- 
ade do meu prestavel amigo, o muitas vezes citado sr. António Joaquim Mo- 
reira. É o catalogo ou Índice da eollecçSo de estampas do referido género, que 
no seu tempo coUigíra em quatro volumes para uso particular o nosso douto 
e infatigável bibliothecario Diogo Barbosa linchado; e que doada mais tarde 

Sor elle, com todos os livros e preciosidades da sua livraria a el-rei D. José, 
eve, se nSo me engano, existir hoje na Bíbliotheca Publica do Rio de Janeiro. 
Já no artigo que diz respeito ao celebre bibliographo (Diceionario, tomo u, 
pag. 144) alguma cousa toquei, quanto a esta espécie; porém cumpre fazer 
aqui um reparo. Disse entáo, Áindado na afirmativa reputada insuspeita de 
outro nosso distincto escriptor, o P. Francisco José da Serra, discípulo, amigo 
e commensal de Diogo Barbosa, que a coUecçSo sobredita se compunha de 
1:380 retratos; ao passo que no catalogo que tenho presente vejo agora que 
os quatro tomos comprehendem apenas 592. NSo sei como conciliar simí- 
Ihante disparidade! Existindo a collecçSo, como é de crer, no Rio de Janeiro,^ 
fácil será apurar ahi a verdade, mediante a confrontação do catalogo com os 
próprios volumes, e persuado-me de que o caso bem valia a pena de ser in- 
vesueado. Se alguém se resolver a essa mdagaç2o, e quizer participar-me o re- 
sultado obtido, farei ainda no Supplemento miai a rectificação conveniente, de- 
clarando aonde está o erro. 

Por agora ahi vai o alludido catalogo, transcripto do que tenho á viste, 
sem alteração ou mudança alguma. 

199) RETRATOS DE VARÕES PORTUGUEZES, imigneê em virtudes 
e dignidades, etc, CoUigidos úor Diogo Barbosa Machado, Abbade da paroáiial 
igreja de Sancto Adrião de Sever, e Académico Real, 

TOMOI. 

S. Dâmaso, papa 10 

Os mais d'elles de buril doce. 

8. Frnctuoso, abbade de Constantim 1 

Aberto em pau, e de buril grosseiro. 

S. Theotonio 2 

De buril ordinário. 

S. Pr. Paio 1 

S. Fr. Lourenço 1 

Ambos estáo dentro de uma cercadura artificial. 

Sancto António 6 

Em que entra um de invençSo, delineaçáo e pintura de Jacinto Galan- 
drucci, aberto em Roma por Jo. Batia Sintes. Dá-se-lhe o nome de 
Vera efigies, 

S. Gonçalo de Amarante 5 

Tem alguns antigos, e um com o titulo de Verdadeiro retraio, 

D. Fr. Soeiro Gomes, primeiro provincial das Hespanhas 1 

Anda junto com S. Gonçalo. 
B. Egidio (ou Gil) Rodrignes de VonzeUa 3 

Em que entram dous antigos. 

B. Pr. D. Garcia Martins. 1 

Foi cavalleiro da Ordem militer de S. JoSo de Malta. Obteve a di- 

SeguA 31 



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RE 81 

Vem da voa. antecedente :)1 

$fnidade de hallo, e de commenaador de cinco commendas nos reinos 
de Castella, Leão, Portugal, Aragão e Navarra. Faleceu no !.<" de Ja- 
neiro de 1306. Jaz na egreja de I^ssa, no território da cidade do Porto. 
É venerada sua sepultura. 

B. Lourenço i 

Religioso de S. Jeronymo. Na sua sepultura nasceu uma sarça, ou 
espinheiro; em cujas folhas se lia Rubus, auem riderat Moyses. É vera 
efigies, aberta em Roma por Franceschelli. 

B. Pedro Néglee 1 

A sua vida escreveu o sr. P. D. José Barbosa. 

B. AlYaro de GordOTa 3 

Foi religioso dominico. Dous são mais antigos. 

B. Amadeo 1 

É vera ef/igies, e aberto primorosamente em pau. Foi religioso fran- 
ciscano. 

B. Pedro de Cavillon 1 

Religioso trinitario, e o primeiro que pregou nas índias o evangelho. 

S. João de Deus 17 

Entre estes estão alguns ordinários, outros antigos, e dous de iTera 
effigies. Um aberto por N. Bazin em 1691, e outro em Paris, oíTere- 
cido pelo P. Landry aVicente Perin, vigário geral da mesma Ordem. 

S. Wilgeforte e Margarida :) 

Ordinários. 

Sancta Quitéria 2 

Sancta Engracia 'à 

Uns e outros ordinários. 

Sancta Iria 1 

B. Beatriz da Silva ; 2 

Um mais antigo. Foi fundadora das religiosas da Conceição de Nossa 
Senhora. 

Fr. Aleixo, Fr. Fernando de Menezes, D. Anna, D. Catharina 1 

São tirados da Arvore dos Franciscanos, Supposto o letreiro dchaixr) 
dos primeiros dous julgámos estar errado; porque o que está debaixo 
das duas ultimas, e as armas mostram ser mais de uma da ca.^^a dos 
marquezes deVilla-real. 

Fr. António, Fr. Bernardino da Gnnha, D. Mana e D. Joanna 1 

São tirados do mesmo logar, e pelo letreiro, appellídos b armns de- 
baixo dos primeiros dous, demonstram ser da casa dos Cunhas. 

Baroneza D. Beatriz da Silveira 1 

Despendeu todos, os seus bens em esmolas, e cm outras obras pias. 
H. de edade de 72 annos a 3 de Fevereiro de 1660. 

M. Brigida de Sancto António 1 

É de buril pouco correcto; porém é tira effigies. 
y. Francisca da Conceição 1 

Também é vera effigies, 

Segtie 70 

TOMO vn () 



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82 RE 

Vem da pag, arUeeederUe 1 

V. Maria da Ctub 

Também diz ser vera effigies. Foi íiiha da tei*ceira Ordem seraphiea, e 
natural de Olivença. 

Soror Anna de S. Joaquim 

Religiosa trínitaria. 

D. Thomasia Maria de Jesus 

O buril é grossíssimo e muito tosco; porém diz ser verdadeiro re- 
trato. A sua vida escreveu Fr. João Franco, religioso dominico. 

y. Theresa da Âimimciada 

Religiosa do convento da Esperança, na ilha de S. Miguei. 

V. Pr. Pedro da Guarda 1 

Natural da Guarda, e religioso franciscano. 

Nuno Ribeira 

Gonçalo Coutinho 

António da Gama 

Ambos tirados da Arvore dos Franciscanos^ e religiosos. O primeiro, 
filho dos condes de Marialva, e o segundo dos da Vidigueira. 

Pr. Pedro 

Pr. Amadeo '. 

Tirados do mesmo logar, e o ultimo da casa de Galve. Entendo ser 
Galvéas. 

Fedro Corrêa e João Sousa 

Luís Mendes 

Manuel Pernandes 

Henrique Henriques , 

Affonso de Castro 

Gonçalo da Silveira 

Francisco Lopes 

João Carvalho 

Manuel Lows 

Affonso Gil 

Ignacio de Azevedo 

João Fernandes 

Domingos Fernandes 

Francisco Alvares 

Manuel Pernaiides / 

Marcos Caldeira 

Álvaro Mendes 

João 

Segue 10! 



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RE 



83 



Vem da pag, antecedente 



107 



Diogo Andrade 

Pedro Nono, ou Nunes 

António Fernandes 

Braz Ribeira 

Simão Lopes 

Pedro Fonseca , 

Simão da Costa 

Lnis Corrêa 

Bento de Castro 

Andró Gonçalo 

Mannel Alyares 

Petms Fontanrens 

António Corroa 

Gaspar Góes 

Gaspar Alyares 

João Fernandes 

Mannel Rodrignes 

Diogo Pires 

Gonçalo Henrique 

Francisco Magalliães 

Aleixo Belgadio 

Nicolan Dinyo 

Mannel Pacheco 

Pedro Dias 

Pedro Fernandes 

Affonso Fernandes 

António Soares 

Francisca de Castro 

João Alyares 

Diogo Caryalho 

Pedro Dias 

Andró Paes 

Fernando Alyares 

Lnis Gonçalyes da Camará 

Simão Rodrignes 5 

Pedro Mascarenlias 1 

Segue 150 

6* 



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Vem da pag. auiecedeiiie li 

Gomes Damvillus 

Jorge Fernandes 

Pedro Mascarenhas 

António Francisco 

Affonso Pacheco 

Francisco Aranha 

Leão Henriqnes 

Vasco Pires 

Jorge Carvalhal. 

V. Gregório Lopes 3 

Todos vestidos á maneira da roupeta usada hoje dos Jesuitas. , 

TOUO II. 
RBTRATOS DE VARÕES PORTUGUEZES INSIGNES KV AUTES E SCIENCIAS, ETC. 

Francisco de Sá de Miranda 1 

Na uiesDia chapa se lhe dá o nome de verdadeiro retraio, 

António Galvão 1| 

Aberto em pau toscamente. 

Damião de Góes i 

Em que entram deus, um maior, e de excellente buril, e outro mais 
pequeno aberto por Jo. Hogan. Ha outro de pau antigo, e pequeno, 
de forma circular entre os numerados. 

Jo|io de Barros i 

Ghristovam da Gosta i 

Medico. Um de excellente buril, e outro aberto em pau, porém me- 
nos grosseiro. 

Diogo Paiva de Andrade , — 1 

Na parte inferior do mesmo retrato diz vera effigies, e na ultima ex- 
tremidade tem P. P. f. O habito *ou vestido é similhante, e até na 
mesma volta do cabeçáo pegado á loba, a um congregado. Da parte 
superior do cabeção até á extremidade do peito bâ uma abertura com 
quatro botões grossos, á maneira dos vestidos que. hoje os seculares 
usam. As mangas da veste, ou loba mostram ser maiores que os bra- 
ços pelas rugas ou dobras que se descobrem nos pulsos. O buril nada 
tem de ordinário. 

Pedro Nnnes l 

Cosmographo-mór. 

Luís de Camões . . , 11 

Em que a maior parte silo de buril doce. 

Manuel Alvares i 

Grammatico. 

D. Álvaro 1 

Tem ao lado da parte inferior Joannes Wierieex fecit. De excellente 
buril. 

Segue 188 



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RE 86 

Vem íla pag. antecedente 188 

Álvaro Valasco 1 

Jurisconsulto. Aherto em pau grosseiramente, e antigo. 

Fernando Coes i 

Abbade. Tem na parte inferior: Anno Domini CIO 10 XCVL Mantuw. 

Francisco de Caldas Pereira k 

Foi aberto quando contava 38 annos de cdade. 

Ignacio Martins 1 

Auctor do cathecismo chamado Cartilha, 

Dnarte Lobo 2 

Um de meio corpo e excellente buril, e o outro sobre uma arvore de 
Musica, e vários instrumentos, similhante na forma ás de genealogia. 
No primeiro se conhece usar de similhante habito ao de Diogo Paiva 
de Andrade, só com a diíferença que as mangas sfto natunies ao com- 
primento do braço: e da extremidade do pulso lhe sáe um debrum 
ou (segundo hoje) chicarcs, branco que lhe cobre a extremidade das 
mangas, de largura pouco maior que a da volta. 

Lnis Sotto-maior i 

Dominicano. Na extremidade se lê Petrwt Perret Sculp. Regisfe: 
anno 1602. 

Ambrósio Nunes 1 

Medico. Foi aberto quando tinha 73 annos de edade, c por Pedro 
Perret no anno de 1602. 

Sebastião Barradas 1 

Diogo do Conto 3 

O primeiro aberto por P. Perret, 1603, e na parte superior d*este se 
lé : Effigies etc, O segundo de aguada, e o terceiro aberto em pau 
toscamente, e antigo. Também tem Efíigies etc. 

Fr. Bernardo de Brito 2 

Um na cercadura ovada do retrato se lé : Efíigies ad vivum, etc. tendo 
a edade de 33 annos, aberto por P. Perret. O outro tem a mesma 
cercadura que o primeiro, sem dizer quem o abriu. 

Fr. Jeronymo dQ Castro e Castilbo 1 

Olisiponense, e religioso trinitarío. 

Mignel Reynoso 1 

Advogado, e se lô na cercadura: Vera effigies; aljerto cm pau. 

Francisco de Mendonça 3 

Aberto um em 16o0. 

líignel Leitão de Andrade 1 

Na parte superior se lê, que fora aberto tendo de idade 75 annos; e 
na parte inferior se diz ser o abridor João Baptista. 

Mannel Soeiro 4 

(^avalleiro da Ordem de Christo. Aberto no anno de 1624, segundo 
se lé a um lado do retrato; e da parte inferior d'elle se lhe conta 
a edade xxxvii annos : Pet de Iode fecit. 

António Soares Albergaria i 

O vestido é similhante ao de Duarte Lobo, porém n'esle se deixa ver 

_ Segtie 210 



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86 RE 

Vem da pag. antecedente 210 

um cinto, que aperta a loba; o que se nSo pôde ver no mencio- 
nado, nem em Diogo Paiva de Andrade, por estarem com a capa 
de outra figura. 

Miguel da Silveira 1 

Diogo Monteiro 1 

Martinho Vaz Yillas-boas 1 

Manuel Barbosa 1 

Aberto em pau, antigo, e na edade de 73 annos. 

Fr. Feliciano de Sousa Dinis i 

Religioso augustiniano. Nos lados da parte superior conta a edade de 
&) annos; e nos da parte inferior se lé: P. a V.* franca fatiebaí. 
i642. O capuz do habito é grande e largo, e as mangas naturaes e 
estreitas, á maneira das que usam hoje os dominieos. Deve-se exa- 
minar se foi calçado, • 

Zacúto Lusitano 3 

Dous abertos, segundo se lô nas cercaduras de seus retratos, quando 
.contava a edade de 66 annos, sendo o da era 1642. O primeiro d'es- 
tes foi aberto, segundo se lé na extremidade : Claude Âudran feci, 

Francisco Guilhelmo Gasmiach 1 

É aberto em buril doce : tem as luvas na mSo esquerda, e a direita 
sobre uma caveira. No mesmo retrato se lé na parte inferior ter 
51 annos de edade, quando se abriu. Tem na extremidade petrus 
de Iode scul. 

Estevam Rodrigues de Castro 1 

Lente da primeira cadeira de medicina na Universidade de Piza: 
aberto quando tinha 69 annos d'edade, e de buril não ordinário. 

Manuel de Faria e Sousa — 1 

É aberto por Bloort. 

Agostinho Barbosa 3 

Um até o joelho, aberto no anno de 1636, quando contava de edade 45. 
O segundo aberto por Jo. Fed. Greuter no anno de 1622, tendo de 
edade 32; e o ultimo aberto pelo mesmo em 1626, tendo de edade 35. 

Rodrigo Mendes Silva 2 

Um aberto quando contava 38 annos de edade, e o outro 33. 

Álvaro Semmedo 4 

Jesuita, procurador da província do JapSo e da China. Dous abertos 
no anno de 1649, quando veio a Roma; com hábitos e barrete 
china, e barba povoada e comprida. O outro é aberto por Tbo. 
Cross, no mesmo trage: este é effigies. O quarto é vestido de sol- 
dado, com armas brancas, espada e gorra na cabeça, e barba pouco 
comprida. Tem por baixo uma narração, que depois de dizer que 
elle viera na frente de um regimento hespanhol contra os hoUan- 
dezes, accrescenta ser o dito o seu retrato. 

António Henriques Gomes 1 

Raphael de Lemos 1 

Jurista, e aberto quando contava 22 annos d^edade. 

Segw 232 

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RE 

Vem da pag. antecedente 232 

Gaspar de Seixas de YaacoBGeUos e Linge 

Olisiponeose. Cavalleiro da Ordem de Christo, fidalgo da Casa Real, 
e conUdor-mór dos Contos doeste reino. .Faleceu em Madrid a iO 
de Maio de 1664. 

Hannel Thomás 

Aberto na edade de 51 annos. 

Fr. JoM do Espirito Sencto 

Aberto por Gregário Formauj Matriti 1678. 

Autoiíio Pereira Rego f 

Mestre de cavaUaría. 

Fr. FraBcisco de Sancto Agostinho de Macedo 

Aberto por J. Ruphon. 

Pr. João da SilTeira 

Carmelita calçado. Aberto quando tinha 82 annos de edade, de buril 
menos ordinário. 

Intimio de Sonsa de Kacedo 

De buril ordinário. 

B. Lois de Menezes '. 

Conde da Ericeira. Tendo de edade 41 annos. 

Manuel dos Reis Tavares 

Natural de Santarém, tendo a edade de 46 annos. De buril inferior. 

Jeronymo Yahia 

Da figura de uma moeda de 480. 

António GalTão de Andrade 

Mestre de cavallaria, e tendo a edade de 65 annos. 

P. António Vieira : 

Em que o segundo, o qual é conhecido pelo erro da inscripção infe- 
rior ao retrato: Pepo nonagenarius em logar de prope nonagetia- 
nus é raríssimo e único, por se perder a chapa com todos os exem- 
plares, e salvar-se este em uma carta. Ha outro, aberto por Suor 
hahdUk Piceini a 5. Croce in Ven. Ambos estes técm o nome de vera 
efígies. Do primeiro que se salvou na carta, se abriram os outros 
todos, menos o ultimo d'esta collecção. 

?. P. Bartholomen do Qnental — 7 

O primeiro ó o mandado abrir por Diogo Curado, da sua mesma con- 
[açSo, e aberto por Hier. Rossi. É vera effigies, O terceiro tam- 
ó efígies, e é o que tem dous génios, caoa um com sua lapide. 

Francisco de Pina e de Mello 4 

Quando contava 28 annos de edade, e aberto por H. de Leth. 1726. 

Esteram Cerdeira 1 

Lente de Leis na Universidade de Pádua. Na extremidade inferior se 
lé: Suor Isabdla Piceini Scolpi in S* Croce de Ven, De buril nSo 
inferior. 

D. Fernando de Meneses 2 

Conde da Ericeira. Tendo a edade de 68 annos. Ambos de buril pouco 
correcto. Anno de 1736, por Debrie. 

Segitô "261 



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8K RE 

Vem da pag. antecedente 261 

Lourenço Pires de Carvalho 1 

P. Manuel Bernardes 2 

Ambos tendo a edade de 66 annos, e o ultimo aberto por Hossi. 

Francisco de Sonsa i 

Jesuíta. 

João Gnrvo Semmedo 6 

Medico. Um tendo 68 annos de edade. O segundo 72, aberto por Ede- 
linck. O terceiro de 81 annos, aberto por M. Dossier em 1716. O 
quarto tênáo 62 annos aberto por Edelinck. O quinto de 82 an- 
nos, aberto por Domingos Niínes. O sexto de 82 annos, aberto por 
S. Gomez no anno de 1727. 

Mannel Telles da Silva 1 

Quarto conde de Villar-maior. 

D. José Miguel João de Portngal 1 

Nono conde de Vimioso. 

P. Alexandre de Gusmão 1 

Jesuíta; e no retrato se diz ser : Vera Efíigies, Na extremidade inferior 
se lé : GottUeb Heuss sculp. Aug. Vindei 

Manuel de Andrade de Figueiredo i 

Tendo a edade de 48 annos. Tem na inferior extremidade : B, Picart 
Eftg, sculp, 1721. 

João Gampello 1 

Mestre de ccremonias. Tem na extremidade inferior do retrato : D, F, 
fecit Brochara, 

Jacob de Castro Sarmento 2 

Medico. Um aberto por Houston, e o outro por Miller cm 1737, tendo 
de edade 45 annos. 

Manuel de Almeida de Carvalho 1 

Aberto por Debrie em 1737. 

Francisco Botelho de Moraes e Vasconcellos 1 

De aguada. 

P. António dos Reis 2 

Congregado. Aberto um por Debrie 1747. O outro parece-nos melhor. 

José António Carlos Seixas 1 

Musico. Aberto por Daulle. 

Thomás Finto Brandão 1 

Poeta. Aberto por Debrie em 1732, tendo de edade 66 annos. 

José Rodrigues de Abreu — í 2 

Medico. Um tem na extremidade ; Michael Sorello scul, Roma 1732. O 
outro por Debrie, no anno de 1733. 

Fr. José Maria Riheiro e Fonseca 2 

Depois bispo do Porto. O primeiro aberto em Nápoles por Erman 
Westrick. Ha uma estampa de folio, em que está representada a Con- 
gregaçâo geral celebrada em Roma no anno de 1732, na qual sahiu 
eleito o dito em Gommissario geral. Esta estampa julga-se ser man- 

Segue 288 



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RE 89 

Vem da pag, antecedente 288 

dada abrir pelo mesmo dito, ou por alguDi italiano, que lhe conhe- 
cia o génio, e satisfeito o gaiato com o dinheiro alheio. 

D. António Caetano de Sonsa 

Aberto por Debrie em 1755. 

Mannel de Azevedo Fortes 

De buril não inferior. 

Fr. Mannel da Silveira 

Dominicano. Aberto por Januário António; de buril tosco, e sem cor- 
recção. 

Lnis António Vemey 

Francisco Vieira 

Diogo Barbosa Machado â 

Um, que and^ no 1.° tomo da Bihliotheca, o o outro aborto por De- 
brie em 1741. Obra de similhante abridor! 

Ignacio Barbosa Machado , 1 

Desembargador. 

TOMO III. 
RETRATOS DB VARÕES |H)RTU6UEZES INSIGNES NA CAMPANHA E GABINETE. 

D. Fnas Ronpinho .' 6 

Governador de Porto de Mós, e fundador do sahctuarío da Senhora 
da Nazareth, que o livrou em 14 de Septembro de 1182 do fatal pe- 
rigo maquinado pelo demónio. Entre elles ha dous, abertos em pau, 
de tosco Duril, um dos quaes tem, na extremidade da rocha pendente 
para o mar, gravadas no mesmo rochedo as palavras : Refugium et 
$pes mea. 

D. Álvaro Gonçalves 1 

Pae de D. Nuno Alvares Pereira. . 

D. Nnno Alvares Pereira ^ 10 

Entre elles ha dous abertos em pau : um vestido de armns, e o outro 

2ue tem na parte superior as palavras seguintes: Esta he d figvra do 
ondestabre, ao natural, quando estava em religiam no Carmo de Lis- 
boa, onde jaz: e na paile inferior tem o epitaphio da sua sepultura 
no idioma latino. 

D. Aifonso, l.*" duque de Bragança 1 

D. Fernando, 2.° duque de Bragança 1 

D. Fernando, 3,^ duque de Bragança 1 

D. Jayme, 4.» duque de Bragança 1 

Todos estes foram delineados por Carlos António Leoni, e o primeiro 
aberto por M. Aubert, o segundo por Petit fiiho; o terceiro pelo 
mesmo; e o quarto por M. Aubert. Pertence a esta cotlecçao o 
seguinte : 

D. Theodosio, S.*" duque de Bragança 1 

Foi a dita coUecção feita para a Historia dos Duques de BrQgança, 
que se estava imprimindo pelo terremoto, e composta peJo senhor 

Segue 318 



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90 RE 

Vem da pag, antecedente 318 

D. José Barbosa. O ultimo é delineado por Leoni, e aberto por R. 
Qaillard. 

D. Fernando, l."* duqne de Bragança i 

D. Joanna de Castro, daqueza sua mulher i 

Estes seguiram a ordem, ao que parece, dos nomes e nio dos doques. 
Também se pôde contar o numero de l.** juntando-se ao nome de 
Fernando. 

D. Fernando I, 2.^ duque de Bragança i 

D. Joanna de Castro, duqueza, etc i 

São os mesmos que os precedentes. 

D. Theodosio I, duque de Bragança % 

D. Isabel de Lencastre S 

D. João I, duque 6.» de Bragança í 

P. Catharina, infanta >. 2 

D. Theodosio I, duque de Bragança — 2 

D. Ânna jle Velasco 2 

D. Diniz, ou Diogo de Portugal, conde de Lemas 2 

D. Beatriz de Castro, condessa, etc 2 

Todos os que se téem contado depois dos abertos para a Historia, sSo 
tirados das arvores, e vem a dous e doos; e por esta rasSo se n2o 
puzeram em seu logar na colIecçAo, e se contaram agora da mesma 
sorte. 

Fr. Affonso de Portngal 5 

Undécimo mestre da Ordem Jerosolimitana. Entre eiles ha um aberto 
por Gars, e todos de buril. 

Fr. Lnis Mendes de Vasconcellos 8 

LIV grSo-niestre da mesma Ordem. Entre elIes ha alguns antigos, e 
um dos de buril doce, aberto por Cars. 

D. Fr. António Mannel de Vilhena 6 

Entre elles vero um grande, com uma nobre cercadura, e tem por 
baixo das armas : F."^ Zueehi sctdp, Venezia, Tem outro aberto por 
Cars. 

D. Fr. Mannel Pinto 3 

LXVII grão-mestrc de Malta. Dous de buril doce; e o outro tem na 
parte inferior, e na extremidade da cercadura do mesmo retrato: 
fellix Bellinqtie A fes em lishoa. O buril d'este ainda é peior que a 
inscrípção que se acabou de darf 

Fernando de Magalhães 9 

Entre eiles ha uns de buril doce, c outros abertos em pau e antigos. 

Tristão da Cunha 2 

Abertos em pau, ou de grosso buril. 

Segiiem-se os retratos (]ue vém na Historia da Casa de Sousa por 

Manuel de Sousa Moreira. Sáo ao todo 30 

D. Mannel Forjaz, conde da Feira 1 

Segue 402 



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RE «1 

Vem da pag. antecedente 402 

Foi pintado, segundo se lé na extremidade, por António van-Dyck, 
e aberto por P. Pontius. 

D. Francisco de Mello 

Governador de Flandres e de Borgonha. Quasi todos de excellente buril. 

D. Jeronrmo de Ataíde 

Conde de Atouguia e governador do Brasil, tendo, de sua idade 37. 
De grosso buril e n&o correcto. 

João Fernandes Vieira 

O Castrioto Lusitano, 

Lnis Alvares de Távora 

Primeiro marquez de Távora. De buril bastantemente ordinário. 

D. António Lais de Menezes 

Conde de Cantanhede, e libertador d'£lvas. De buril bastantemente 
ordinário. 

Frederick Dnke of Schomberg 

General das nossas tropas. Aberto po^ Y. Smith. 

D. Sancho Mannel » 

Conde de Yilla-flor. De grosso e pouco correcto buril. 

D. Martin Soares de Alarcon 

Filho primogénito do marquez doTrucifal e conde de Torre^-vedras, 
atacando heroicamente um forte em Barcelona de que era governa- 
dor o marquez de Carcasa, francez, o privou da vida, perdendo ao 
mesmo tempo a sua em i7 de Julho de 1652. De buril ordinário e sem 
correcção. 

Diniz de Mello de Castro 2 

Primeiro conde das Galveas. O primeiro é grosso e sem correcção, 
aberto por M. Freyre ; e o segundo está em uma estampa de buril doce 
com o Conde de Villa-verde. 

D. Nnno 4 

Duque de Cadaval de idade de 88 annos ; e este que é o primeiro nSo 
tem abridor. Dous, que sSo o mesmo, e só se differençam em estar 
um em vermelho, sâo abertos por F. Harrewyn; e outro por Debrie 
em 1774 («c). 

Gomes Freire de Andrada i 

Sargento-mór de batalha. De buril ordinário, aberto por O. Cor 1747. 

Francisco de Andrada Leitão 5 

Enviado a Inglaterra, etc. Todos de excellente buril. 

Lais Pereira de Castro 3 

Ministro plenipotenciário. De buril não inferior. 

D. Francisco de Mello 2 

Embaixador extraordinário aos Estados geraes de Hollanda no anno 
de 1668. De buril não ordinário. 

D. Rodrigo Annes de Sá 4 

Marquez de Fontes. Um de buril pouco correcto e grosso, e os três 
de buril. fino, em que entram dous á maneira de medalhas na edade 
de 40 annos. 

Seg/úe, » ^Í39 

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92 RE 

Vem da pag, antecedente 430 

João Gomes da Silva r 2 

Conde de Tarouca. Um aberto por D. Picart em 1725, e o outro por 
Andri e José Schmuzcr. Este ultimo é o inciiior, e ambos de buril 
doce. 

Diogo de Mendonça Corte-Real 3 

Secretario de estado. Um aberto por R. Quillard, e o outro por Fran- 
cisco Harrewyn 1731. O primeiro 6 de melhor buril. 

Sebastião José de Garrallio e Mello 3 

Secretario de estado, etc. 

D. Pedro de Almeida de Lencastre 1 

Aberto por Debrie. 

Pedro Nolasco Coway 1 

Cavallciro da Ordem de Christo, e nascido na rua nova d'esla cidade, 
etc. Alícrto por P. Drcvet. 

Bartholome, Portnguez ^ 3 

Todos do buril não ordinário. 

TOMO IV. 

DE VAROeS PORTUGUEZES INSIGiNES NA CAMPANHA E GABINETE. 

D. Francisco de Almeida 3 

1.» vice-rei da índia. Um de aguada, e dous abertos euí pau. O segundo 
é de torpe buril ; e o terceiro. ... 

Afifonso de Albuquerqne 8 

S.** governador da Índia. Um de aguada, e alguns abertos em pau, de 
torpe buril. 

Lopo Soares de Albergaria 3 

3.° governador da Índia. Um de aguada, e outro de torpe buril aberto 
em pau. 

Diogo Lopes de Seqneira 3 

4." governador da índia. O primeiro de aguada, e dous de torpe buril, 
abertos em pau. 

D. Duarte de Menezes , 2 

5.*» governador da índia. O primeiro de aguada, e o outro aberto cm 
pau, de torpe buril. 

D.Vasco da Gama 8 

2." vice-rei, o 6.® governador da índia. O prinieiro de aguada, três de 
pau, de torpe buril, c os outros de buril doce. 

D. Henrique deMenezes 3 

7." governador da índia. Um de aguada, e outro aberto cm pau, de 
torpe buril. 

D. Pedro Mascarenhas 1 

8." governador da Índia. Aberto em pau, e de torpe buril. 

Lopo Vaz de Sampaio 4 

9." governador da Índia. Um de aguada, e o quarto aberto em pau,e 
de torpe buril. 

Se(fíie 486 



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RE 93 

Vem da pag. antecedente 48r» 

Nnno da Giinlia 5 

lU.» governador cia índia. O primeiro de aguada, e o (juarto al)crto 
oin pau, de torpe buril. 

D. Garcia de Noronha 4 

3.* vice-rei da índia, e 11.° governador. O primeiro de aguada; o ter- 
ceiro e quarto abertos em pau, de torpe buril. 

D. Estevão da Gama 3 

12.« governador da índia. O primeiro de aguada, e os outros abertos 
em pau, de torpe buril. 

Martixn Âffonso de Sousa — 3 

i3.^ governador da índia. O primeiro de aguada, e os dous abertos 
em pau, de torpe buril. 

D.João de Castro 9 

\.* vice-rei, e 14.'* governador da índia. O primeiro de aguada; os 
doas últimos abertos em pau, de torpe buril. 

Garcia de Sá '. 3 

lo.« governador da índia. O primeiro de aguada, os outros abertos 
em pau, de torpe buril. 

Jorge Cabral 8 

16.* governador da índia. O primeiro de aguada, os dous abertos em 
pau, de torpe buril. * 

D. Affoaso de Noronha 3 

^y vice-rei, e 17.° governador da índia. Conformes aos antecedentes. 

D. Pedro Mascarenhas 3 

6.« vice-rei e 18.° governador da índia. Como os antecedentes. 

Francisco Barreto 3 

19.* governador da índia. Como os antecedentes. 

D.Constantino de Bragança 4 

7." vice-rei e 20.* governador da índia. Como os antecedentes, e mais 
uin de buril doce. 

D. Francisco Gontinho, conde de Redondo 3 

8.* vice-rei c 21.* governador da índia. Um de aguada, dous em pau, 
de torpe buril. 

B. João de Mendonça 2 

22.« governador da índia. Um de aguada, outro aberto em puu, de 
torpe buril. 

D. António de Noronha 3 

9.' vice-rei, e 23.» governador da índia. O primeiro de aguada, dous 
abertos cm pau, de torpe buril. 

D. Luís de Ataide 4 

10.* vice-rei da índia, e 24.* governador da índia. O primeiro de 
aguada, o segundo de buril doce; os dous últimos abertos em pau, 
de torpe buril. 

António de Noronha 3^ 

11.* vice-rei e 25.* governador da índia. O primeiro de aguada, dous 
abertos em pau, de torpe buril. . 

Segue , 544 



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94 RE 

Vem da pag, atUecederUe 544 

António Moniz Barreto 3 

26.<> governador da índia. Gomo o antecedente. 

D. Diogo de Menezes 2 

28.** governador da índia. Ambos abertos em pau, de torpe buril. 

Fernando Telles de Menezes : 3 

30.*» governador da índia. O primeiro de aguada, os dous abertos em 
pau, de torpe buril. 

D. Francisco Mascarenhas 3 

14.*" vice-rei, e 31.*" governador da índia. Gomo o antecedente. 

D. Dnarte de Menezes 3 

15.* vice-rei, e 32.° governador da índia. Gomo os antecedentes. 

Mannel de Sonsa Gontinho 3 

33.*" governador da índia. Gomo os antecedentes. 

Mathias de Albnqnerqne 3 

le.** vice-rei, e 34.*» governador da índia. — Idem. 

D. Francisco da Gama, conde da Vidigueira 3 

17.*» vice-rei, e 35.*» governador da índia.— Idem. 

Ayres de Saldanha 2 

18.« vice-rei e 36.*» governador da índia. Ambos abertos em pau, etc- 

Martim Affonso de Castro « 2 

19.*» vice-rei, e 37.*» governador da índia. Gomo o antecedente. 

João Pereira Forjaz 1 

20.*» vice-rei, e 39.* governador da índia. Aberto em pau, etc. 

André Fnrtado de Mendonça 2 

40.*» governador da índia. Ambos abertos em pau, etc. 

Rny Lourenço de Távora 2 

21.*» vice-rei, e 41.*» governador. Ambos abertos em pau, etc. 

D. Jeronymo de Azevedo 2 

22.*» vice-rei, e 42.*» .governador. Gomo o antecedente. 

D. João Gontinho 1 

23.» vice-rei e 43.*» governador. Aberto em pau, etc. 

Fernando de Albnqnerqne 2 

44.*» governador da Índia. Ambos em pau, etc. 

D. Affonso de Noronha 2 

24.*» vice-rei e 45.*» governador. Gomo o antecedente. 

D. Francisco da Gama 1 

2S.*» vice-rei, etc. Aberto em pau, etc. 

D. Francisco Mascarenhas i 

26.*» vice-rei e 48.*» governador. Aberto em pau, etc. 

Nnno Alvares Botelho 2 

49.*» governador da índia. Ambos abertos em pau, etc. 

D. Miguel de Noroiúia 2 

27.*» vice-rei e 50.*» governador. Gomo o antecedente. 

Segue 589 



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RE 95 

Vem da pag. antecedente 589 

Pedro da Silva 1 

28." více-rei e 51.<* governador. Aberto em pau, etc. 

António Telles da Silva * 1 

52.» governador da índia. Aberto em pau, etc. 

Mannel José Soares de Brito i 

Cavalleiro da Ordem de Christo. 

J92 

aOO) RETRATOS PORTUGUEZES gravados ou lithografados, cottigidos 
per Innocendo Francisco jia Súva, 

' Começada desde alguns annos, sem outro incentivo que o da própria cu- 
riosidade, esta collecçdlo cresceu insensivelmente, chegando a conter alguns 
centos de exemplares. Estaria de certo multo mais augmentada e valiosa, se a 
falta de meios nâo fosse para mim um obstáculo insuperável, impedi ndo-me' 
de realisar varias acquisições, que por vezes se offereciam, exigindo dispên- 
dio superior ao que podiam comportar os meus débeis recursos. £ comtudo, 
graças á diligencia empregada nos ullimos tempos, e ainda mais á benevolên- 
cia obsequiosa de alguns poucos amigos, que vieram em meu soccorro, favo- 
recendo-me com duplicados que conservavam em suas collecçôes, creio nâo 
enganar-me na persuasão de que, se nao pela qualidade, ao menos numerica- 
mente considerada, a minha excede em muito ás que n'este género tenho exa- 
minado em Lisboa. A resenha que vai ler-se dirá se é, ou não, bem fundada 
essa persuasão. Entre aquelles que com suas dadivas concorreram para o au- 
gmento do meu pecúlio, cabe o iogar mais distincto ao sr. António Joaquim 
Moreira, que por um acto de generosa e singular abnegação (de que haverá 

S cucos exemplos, e que dificilmente acharia imitadores) quiz aesappossar-se 
e vinte e tantos retratos que tinha em muita estima, alguns de extrema ra- 
ridade, e até únicos, doando-mos voluntariamente para a minha collecção. 

Darei pois o catalogo dos que possuo, addicionando-lhe em seguida a no- 
ticia de outros» que me faltam, -mas de que tenho visto exemplares em outras 
collecçôes particulares (e nomeadamente na do sr. M. B. Lopes Fernandes, n'este 
género uma das mais abundantes, coraprehendendo pouco mais ou menos tre- 
zentos, pela maior parte escolhidos e muitos raros). * 

Para tornar o catalogo mais útil aos (]ue tiverem 'de consultal-o para quaes- 
quer investigaç^^, e como que imprimir-lhe certo cunho de authenticidade, 
entendi dever dar de cada retrato uma descripção circumstanciada, com a me- 
dição respectiva expressa em centímetros: advirta-se porém, que essa medição 
é feita exclusivamente sobre os vultos retratados, sem attender ás guarnições, 
tarjas ou cercaduras, que muitas vezes os rodeiam. 

A difficuldade que encontrei na classificação dos retratos por espécies, 
com referencia aos diversos ramos em que se distinguiram os sujeitos retrata- 
dos, havendo entre estes muitos que poderiam ser promiscuamente collocados 
em duas, e mais espécies, fez que desistindo do meu primeiro intento, me li- 
mitasse a descrevel-os pura e simplesmente segundo a ordem alpbabetica dos 
nomes : especialisando apenas em classe separada os que dizem respeito a in- 
dividues dia casa real portugueza desde o seu principio até o tempo presente. 

Formei também ciasse especial dos retratos de brasileiros cqptemporaneos, 
que possuo: os quaes sobre serem poucos em numero, sou forçado a conser- 
val-os nos propnos livros de que fazem parte, isto é, para cujo ornato e illus- 
tração se estamparam. Supjprírei porém amplamente a falta que d'ahi possa re- 
sultar, inserindo no Suppíemento a descripção circumstanciada dos conteúdos 
na máenifica e custosa collecção publicada no Bio de Janeiro sob o titulo Ga- 
leria &s Brasileiros iUusires (vej. no Diccionario^ tomo m, n.® 6, 3^); habi- 



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96 RE 

litado como estou com a noticia minuciosa, que de todos se dignou fornecer>me 
o meu presado amigo o sr. M. da S. Mello Guimai-áes, de quem a solicitei para 
esse fim. 

Faltando-me agora a possibilidade de examinar outras collecções particu- 
lares, e o que n'esta parte possue a Bibl. Nacional (investigação enfadonha e 
demorada, para a qual se ha mister tempo e paciência) completarei no Sup- 
piemenlo este artigo com o mais que accrescer, e ahi darei conta egualmente 
das novas acquisições que a fortuna me deparar entretanto. 

CASA REAL PORTUGUEZA. 

Serie dos retratos de vinte e um Reis de' Portugal, inclusive o do conde 
D. Henrique, até Filippe lY de Castella. Gravados em Antuérpia, sem de- 
signação do nome do gravador, nem da data (1638?). Gada um tendo de 
altura 15 centímetros. — Acham-se na obra de Garamuel, que se intitula 
Philippus Prudens Lusitanoí Legitimus Rex demonstratus, impressa em 
Antuérpia, 1639. Foi. 

(Acerca da similhança ou identidade d'estes retratos com os que an- 
teriormente sahiram nas AnacepludcBOses do P. António de Vasconcel- 
los, disse já o que me occorria no DiecionariOj tomo i, n.° A, 1585.) 

Outra egual serie dos retratos dos Reis, desde o conde D. Henrique até 
Filippe IV de Castella, incluido o do pretendente D. António, prior do 
Grato. Sem o nome do gravador, que inculca ser estrangeiro. Gada um de 
12 centímetros.— Acham-se na Europa Portugueza, do Manuel de Faria 
e Sousa, impressa em Lisboa, 1678 a l680. Foi. 

(Nada tem de commum estes com outros retratos dos reis, que fazem 
parte do Epitome de las Historias Portuguesas do mesmo Faria e Sousa, 
de que ha diversas edições.) 

Outra dita, comprehendendo os reis de Portugal, desde o conde D. Henrique 
até D. João V. — Nos Diálogos de varia Historia de Pedro de Maríz, da 
edição de Lisboa 1749. i.*"— Até Filippe IV de Hespanha são, creio, as 
próprias chapas que serviram na Europa Portuguesa de Faria. O retrato 
de D. João IV, que é novo, não declara o nome do gravador. Os de D. Af- 
fonso VI, D. Pedro II e D. João V (cada um de 12 centímetros) trazem a 
subscripção : B. Picart direxit 1725. 

Outra dita, que comprehende vinte e cinco retratos, desde o conde D. Hen- 
rique até D. João V. — Gravados (em Lisboa?) por Rousseau. Altura de 
cada um 11 até i5 centímetros. O buril é pouco aprimorado. 

Outra dita, comprehendendo vinte e septe retratos, desde o conde D. Henri- 
que até D. Maria I. — Gravados (em Lisboa) por A. J. Quinto. Tem cada 
um 7 centímetros. De bilrii ordinário. 

(jBsta collecçúo ó a mesma que anda nos Diálogos de Pedro de Maríz 
da edição de 1806, e da qual se venderam, e talvez ainda vendem, 
exemplares em separado.) 

Outra dita, de dezoito retratos, desde o conde D. Henrique até o cardeal-rei 
do mesmo nome. De buril algum tanto melhor que o da precedente. 
(Faz parte da coUecção adiante descripta sob n.^ 202 publicada por 
António Patricio.) 

Outra dita, com vinte e três retratos, desde o conde D. Henrique até D. Af- 
fonso VI. (Os três Filippes comprehendidos em uma só estampa). Litho- 
graphados em Lisboa, por M. J. Valentím, nas Ofiic. de Sanctos e da Imp. 
Nacional (1842-1847). Gada um de 8 até 10 centímetros.— Acha-se esta 
serie na Historia de Portugal do dr. Schaeffer, traduzida e continuada por 
J. L. Domingues de Mendonça (Diccionario, tomo iv, n.® J, 3946). 



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RE 97 

Outra dita, desde o conde D. Henrique até D. Maria II (inclusive os.Filippes 
de Castella, D. Pedro III, D. Miguel, etc.) ao todo 32 retratos. Lithogra- 
phados em Lisboa jpor Sá, Michellis e Macphail, na OiOScina da Rua nova 
dos Martyres n.® 12. De 8 a 9 centim. cada um.-^Vem incluida no Portu- 
gal piUoresco de Mr. Ferd. Denis^ traduzido e accrescentado (Diccionario, 
tomo vií, n." P, 480.) 

GoUecção de retratos dos reis D. João I, D. João II, D. João m, D. João IV 
e D. João Y.— Gravados em Lisboa por G. F. L. Debrie, em 1742-1743. 
Cada um tem 11 centim. — Acbam-se no livro Joannes Portu^aUiíe Reges 
do P. Manuel Monteiro (Diccionario, tomo vi, n.*" M, 1110). 

CoUecção dos retratos dos cinco primeiros dnqnes de Bragança, a saber: 

D. Affonso, D. Fernando I, D. Fernando II, D. Jayme, e D. Theodosio I; 

e juntamente o d'el-rei D. José I. Foram delineados por Carlos António 

' Leoniy florentino, e gravados por R. Gaillard, Petit filius, e Aubert (1753). 

Cada um de 16 centim. 

(Estes retratos destinavam-se para acompanhar as Vidas dos cinco pri- 
meiros duques, etc,, que escrevera D. José Barbosa, cuja edição se 
consumiu no incêndio subsequente ao terremoto, como se disse no 
Diccionario, tomo rv, pag. 4oo a 467.) 

RETRATOS AVULSOS BE REIS DE PORTUGAL, DBSCRIPTOS POR ORDEM ALPIIABETIOA. 

D. AjBTonso Henriques. — Uthographado em Lisboa, na Offic. de Manuel Luís 
da Costa (184(0). Tem 17 centim. — No Universo PiUoresco, vol. i. 

D. Fernando n. — Um pertencentç á Revista Contemporânea publicada em 1848; 
— Outro na collecção que sahiu com e^al titulo em 1855; — Outro na Re- 
vista Contemporânea de Portugal Brasú. (Estas col(ecc0es'VAo adiante de- 
scriptas em separado sob n.^ 307).— > Outro lithographado em Paris, Imp. 
Lemercier 1859. De 9 centim.— Vem na obra do sr. A. A. Teixeira ae 
VascoDcellos, Les Contemporains, Portugal et la maison de Bragance, im- 
pressa em Paris no dito anno. 

D. Henriqne (o Conde).— Lithogr. em Lisboa, por P. A. Guslíelmi, na Oífic. 
de Sanctos (184.?). De 23 centim.— Outro, lith. em Lisboa por Fonseca 
Júnior, na Offic. da Imprensa Nacional (1839). De 13 centim. No Universo 
Pittoresco, Yol. i. 

D. João L— Gravado em Lisboa, por F. Harrewyn, 1730. De 13 centim. Nas 
Mem. para a Hist, de Portugal, etc. por José Soares da Silva. 

D. João IV. — Gravado por ... De 10 centim. Vem no frontispício do livro 
Per adia de Alemania pelo dr. Velasco de Gouvéa (Diccionario, tomo ni, 
n.» F, 1907). — Outro gravado em Lisboa por Agostinho Soares Floriano, 
sobre desenho de José d'Avellar (1641). 5 centim. Nos Apj^ausos da Univ, 
de Coimbra (vej. no Diccionario, tomo i, n.« A, 1704). — È outro de corpo 
inteiro, ajoelhado, gravado por ... 10 centim. No livro Cordel tríplicado 
de AmoTj impresso em 1680 (Diccionario, tomo i, n.* A, 430). 

D. João VL — Um gravado em Lisboa (quando ainda era príncipe regente) por 
M. M. de Aguilar. De 17 centim.— Outro, sem indicação do nome do gra- 
vador, em 1821 , de 15 centim. É retocado na propría chapa que fôra aberta 
em 1810 por F. Bartolozzi, da qual se tiraram por esse tempo, segundo 
creio, mil ou mais exemplares. — Outro, que inculca ser gravaao em Paris, 
posto que o não declare: de 10 centim. — Outro, mv. no Rio de Janeiro 
» por J. J. de Sousa, desenho de A. do Carmo (1810). 7 centim. Vem no 
poema Alfonsiada de Osorío (Diccionario, tomo i, n.p A, 908). — Outro, 
grav. em Lisboa por Manuel António de Castro, desenho de A. M. da Fon- 
TOMO vn 7 



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seca, em 1826. Tem nvinserípçSo •Impirador do Brmí, 9Biiidê Bat' 

tugd.» De 40 centim. 

(Ha d'este soberano maitos outros retratosi de diversas grandezas, 
tanto em gravura como em lithographia. Na coUecçáo do sr. Manuel 
Bernardo Lopes Fernandes vi exemplares de alguns.) 

D. José I. — Gravado fora de Portugal, sem indicação de logar, nem do nome 
dd gravador, etc. De i5 centim. De buhl mui grosseiro, e dasenho assái 
incorrecto. Foi mandado supprímir pela Mesa Censória em 14 de Maio 
de 1761. 

D. Lnis I.— Lithoffr. em Lisboa, por Michellis, na Offio. de Rosa, rua dos Fan- 
queiros (18627) 11 centim. — Outro, (sendo ainda infante eduque do Porto) 
na Remsta Contemporânea, jpublicaída em 1855.— Outro, na RmsU^ Con- 
temporânea de Portugal e Brasil, 186}.— Outro, lithogr. em Paris, Lnp. 
Lemercier, 1859. De 9 centim. Na obra já citada do sr. Teixeira deVas- 
concellos Les Contemporains, 

D. ManneL — Grav. em Lisboa por ... 6 centim. Na Vida e fsttot do mesmo 
rei, por D. Jeronymo Osório (Dieeúmario, tomo n, n.* F, IdM). — Outro, 
Htbogr. também em Lisboa; de 9 oentim. Na Deíeripção dú mosteiro de 
Belém do sr. Abbade de Castro (Diccionario, tomo i, n.* A, 090). 

D. Pedro n. — Grav. em Lisboa, por Clemente Bellingue. De 12 centim. No 
Cordel triplicado de amor, já acima citado. 

D. Pedro, duque de Bragança (lY de Portugal, e I do Brasil).— Lithogr. em 
Lisboa, por Legrand, na Offic. de Manuel Luis. 17 centim. Faz parte da 
collecçfto mencionada no Diccionario, tomo n, n.* C, 358; a qual nfio me 
foi possivel completar até agora.— Outro, lith. pelo mesmo, e na dita Offic 
(1841). 16 centim. Differe consideravelmente nas feições do anterior. Anda 
no Universo PUtoresco, vol ii. — Outro, grav. (quando ainda prindpe da 
Beira) em Lisboa, por F. T. de Almeida, correcto por Bartoloasi, dese- 
nho de Pellegrini (1815?). 11 centim. — Outro, lithogr. por Sendim, na 
Offic. da Rua nova dos Martyres (1836). 11 centim. No Tributo Português 
do sr. Castilho (Diccionario j tomo i, n.** A, 637). 

(Ha afora os referidos muitos outros, de que tenho visto etemplare^ 
e alguns conserva o sr. M. B. Lopes Fernandes: cravados uns, litho- 
graphados outros, em diversos formatos, e fazendo quasi todos entre 
si considerabilissimas differenças.) 

D. Pedro T. — Lithogr. em Lisboa, por Fertig. e T. de Berque. na Offic. Belga» 
rua da Horta-secca; desenho de Winterfaaller (185. ¥) De 33 centim. — 
Outro, na Retisla Contemporânea publicada em 1855. — Outro, na Bevieta 
Contemporânea de Portugal e Brasil, — Outro, lithop. em Paris, Imp. Le- 
mercier 1859. 9 centim. Na obra Les Contemporains do sr. Tmisum de 
Vasconcellos, já citada acima.— Outro, lithogr. em Lisboa, por Dias da 
Gosta na Offic. de A. S. de Castro (1859) 13 centim. Vem no musotéo le- 
« vantado á memoria da excdsa rainka D. Estephania, impresso no Rio de 
Janeiro (Diccionario, tomo vi, n.® M, 1581). 

D. Sebastião.— Litho|r. em Paris, por A. Maurin, na Imp. Lemercier, Bernari 
&. C* (184. ?). 13 centim. Diz ser copia de um quadro original, pintado 
a óleo sobre cobre, por Affonso Sanches Coelho, portuguea.- Outro, mv. 
em Lisboa por Debrie. . . Nas Mem. para a Historia, etc. por Diogo Bar- 
bosa Machado (Diccionario, tomo ii, n,^ D, 145). — Outro, lithogr. par C. 
Legrand, na Offic. de Manuel Luis (1843). 15 centim. Vem no Universo 
PUtoreseo, tomo ni. 

(Ha d'este rei um retf ato eorioso, mandado gravar pelos sebasUaniS" 
tass creio que em 1809 ou 1810. O sen vulto, vestido de fttairaro. 



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RB 91 

aeha-w duplicado, á direita na figura de nooço, como auando vivo; 
á esquerda eom as hiçdes envelhecidas, tal como aquetles sectários 
o esperavam, vindo da ilha encoberta! Na parte superior da estampa 
tem gravada a seguinte legenda: 

cDois retratos vés que são Hum velho só na apparencia Do Rey 
«D. SebastiSo. Rep^a que tem mistério Pois a mão da Providencia 
co guarda para o v Império.» 

Ena parte inferior: 
«O Incoberto, Esperado, SebastiSo, O desejado.» 

NSo declara o nome do gravador. Os vultos tem 13 centim. de al- 
tura. Vi um exemplar, por favor do sr. A. J. Moreira.) 

D. Sancho n.— Lithogr. por A. dos Sanctos Dias, na Olfic. de Sanctos (184. ?). 
24 centim. Sahiu em o n.* 19 do MmeUj jornal litterario. 

BETBITOS AVULSOS DB RÍJ2THA8 DB PORTUGAL, POR ORDBM ALPHABBTIGA. 

ApotlMOse das senhoras Rainhas de Portugal elevadas ao templo da Im- 
mortalidade.— Lithogr. em Lisboa, por Sendim, na Ofiic. Regia 1832. 
— Estampa de 34 centimetros de altura por 45 ditos de largura. Contém 
08 retratos agrupados de vinte e ({uatro rainhas, sendo a primeira D. The- 
resa, e a ultima D. Carlota Joaquina. 

D. Beatrit, mulher de D. Affonso III. — Grav. em madeira. 7 centim.—Nas 
Memoriai das Bainhai de Portugal do sr. Figanière (Diccionario, tomo m, 
n.*" F, 2059) . — Outro, na CoUecção de Retratos e Eloaios de Varões e Donas, 
publicada por P. J. de Figueiredo, da qual darei adiante a descripcAo es- 
pecial. (Vej. n.o 203.) 

D. Carlota Joaquina, mulher de D. JoSo VI.— Grav. em Lisboa, por M. A. de 
Castro, 1827. De 39 centim.— Outro (sendo ainda princeza do Brasil), ^v. 
por Aguilar (1812 ?). De 17 centim.— Outro, grav. pelo mesmo, e mais an- 
tigo (anterior talvez a 1800). De 22 centim. 

D. Gatharina, mulher de D. JoSo III.— Na coUecçSo dos Retratos e Elogios de 
Varões e Donas, de que acima fiz mençflo. 

D, Estephania, mulher de D. PedroY.— Lithogr. em Paris, Imp. Lemercier 
1859. 9 centim. Na obra do sr. Teixeira deVasconcellos, lis Contempo- 
raòUj já mais vezes citada.— Outro, lithogr. (em Lisboa, 1859?). 13 cen- 
tim. No Mausoléo levantado á memoria da excelsa rainha, etc, também ji 
mencionado acima. 

D. Filippa, mulher de D. JoSo I.— Na coItecçSo dos Retratos e Elogios de Va- 
rões e Donas, etc, já citada. 

D. Ignei de Castro, mulher de D. Pedro I.— Idem. 

8. Isabel, mulher de D. Diniz. — Na colleccSo dos retratos publicada por An- 
tónio Patrício, e na dos Retratos e Elogios de Varões e Donas, já muitas 
vezes nomeadas. — Outro, no PhUippus Prudens, de Caramuel, grav. por 
... 13 centim.— Outro, lithogr. por Valentim, na Offic. de Sanctos. 22 
centim. Em o n.' 21 do Museu, jornal litterario. 

D. Leonor, mulher de D. Duarte. — Na coUecção dos Retratos e Elogios de Vor 
rões e Donas, etc— Outro, lithogr. em Lisboa, por M. J. Valentim, na Offic. 
de Sanctos (1842?). 8 centim. Vem na Hist, de Portugal do dr. Schcsffer. 
trad. e continuada, etc. (V. acima). 

D. Leonor, terceira mulher de D. Manuel.— Lithogr. por Legrand, na Offic 

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de Manuel Luis (1844). 16 centim. No Universo Pittoresco, vol. in.— fl 
tro, na collecçSo dos Hetratoi e Elogios de Varões e Donas, etc. 

D. Leonor Telles, mulher de D. Fernando.— Lithogr. ]x>r M. J. Valentim,! 
Offic. de Sanctos. 8 centim. Na Hist. de Portugal acima citada. 

D. Lnisa de Gnsmão, mulher de D. JoSo lY.^-Lithogr. em Lisboa, ] 
Stoqueler (1840). 14 centim. — No Observador viajante (vej. 
tomo vr, n.*" O, 9). — Outro, na collecção dos Retratos e Elogios de Var\ 
e Donas, etc. 

D. Maria, segunda mulher de D. Manuel.— Nos Ae<rato< e Elogios de Varões i 
Donas, eic. 

D. Maria I. — Grav. em Lisboa, por Gaspar Froes, desenho de T. Hickey,< 
1786. De 40 centim.— Outro, grav. em Lisboa, por Carpinetti. li centíffli 

D. Maria II. — Lithogr. em Lisboa^ por Lemos, na Oíiic. Regia (183.?). Dl 
28 centim. — Outro, lithogr. por Fertig. na Offic. de Lopes &. EÍiastos, 1851 
De 30 centim. Pertence á collecçSo Portugal artistieo, de que já fiz roeu- 
ç5o n'este volume (n.*" P, 479). — Outro, na Revista Contemporânea, pu- 
blicada em 1848. 

(Afora estes, existem muitos outros, de aue ainda não consegui obler 
exemplares. Vi, por favor do sr. A. J. Moreira, um desenhado e li- 
thogr. no Porto por J. Baptista Ribeiro, 1836. De 22 centim.) 

D. Maria Pia de Saboya, actual rainha.— Na Revista Contemporânea de Por- 
tugal e Brasil; o primeiro que em Portugal se estampou d'esta senhora. 

D. Marianna Victoria, mulher de D. José L— Grav. em Lisboa, por Carpi- 
netti. 10 centim. 

D. Theresa, mulher do conde D. Henrique. — Lithogr. em Lisboa, por M. J. 
Valentim, na Offic. de Sanctos. 8 centim. Na Hist, de Portugal, já por 
vezes citada. — Outro, gravado em madeira, 7 centim. Nas Memorias das 
Rainhas, peio sr. Figanière, também já mencionadas. I 

príncipes, pringezás, infantes, etc, por ordem alpharetica. 

D. Anna de Jesus Maria, infanta, filha d'el-rei D. João VI. — Lithogr. em Lis- ' 
boa, por SendÍDi,na Offic. de Sanctos (1827?). De 20 centim. 

D. Antónia, infanta e princeza actual de Saxe-Coburgo-Gotha. — Na Revista i 
Contemporânea de Portugal e Brasil, 

D. António (o prior de Grato), pretendente á coroa, e acclamado com o nome 
de D. António I. — LitBogr. por Macphail, na Offic. de Manuel Luis (184 . ?)• 
i4 centim. 

D. António, infante, filho de D. Pedro II. — Grav. em Lisboa, por Oli varias 
Cor, desenho de Vieira Lusitano (1744?). 14 centim. — Outro, gravado 
pelo mesmo em 1746. 10 centim. Nas Mem, hist. de Paris a Lisboa. (V. no 
Diccionario, tomo vi, n." P, 385.) 

D. Angnsto, duque de Leuchtemberg, primeiro marido da senhora D. Maria H. 

—Lithogr. em Lisboa, por J. L. Caldeira, na Offic. de Sanctos 1835. De 

13 centim. 

(Na collecçSo do sr. M. B. Lopes Fernandes vi outro de maior for- 
mato, e de superior execução artistica.) 

D. Brites, ou Beatriz, infanta, duqueza de Saboya, filha d'el-rei D. Manuel. 
—Na collecçSo dos Retratos e Elogios de Varões e Donas, etc. 



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RE 101 

. Fernando, cognominado o infante sancto, filho de D. JoSo 1. — Gravado em 
Antuérpia, ia centim. No PhUipjm Prudens de Caramuel, já acima ci- 
tado. — Outro nos Retratos e Eloífios de Varões e Donas, etc. — Outro, li- 
thogr. por M. J. Valentim, na Offic. de Sanctos (1843). 10 centim. Na 
Mist. de Portugal do dr. Schoefifer, por vezes citada. 

>. Fernando Sanches, filho natural d'el-rei D. Diniz.— Nos Retratos e Elogios 
d^ Varões e Donas, etc. 

D. Henrique, infante, filho de D. JoSo I.— Grav. por C. Baqua^ (em 17^8?). 17 
centim. — Na Vida do mesmo, por Cândido Lusitano (Diccionario, tomo u, 
n." F, 951.)— Outro, grav. por J. C da Silva (Lisboa, 1778). 7 centim. 
!No tomo I da Ásia de Joáo de Barros, da edição feita no dito anno. — 
— Outro, grav. em Madrid, por Rafael Esteve (1794). 8 centim. Nas In- 
"cestigaciones históricas de D. Christovai Gladera. — Outro, na coUecção de 
retratos publicada por António Patrício. — Outro, nos Retratos e Elogios 
de Varões e Donas. — Todos os referidos, que parecem copias feitas sobre 
o primeiro, sáo hoje tidos por mui pouco fieis.— Outro (que se julga o 
mais exacto), lithogr. em Paris, por Guichard. De 9 centim. Na Cnronica 
de Guiné, por Azurara (Diccionario, tomo ra, n.° G, 116). — Outro, copiado 
do precedente, mas em ponto maior, lithogr. por Legrand, na Omc. de 
Manuel Luis (1844). 16 centim. No Universo Ptttoresco, volume iii. 

B. Isabel, infanta, imperatriz d'A1Iemanha, filha d'el-rei D. Manuel.—Nos 
Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

B. Isabel Lnisa Josepha, princeza, filha de D. Pedro IL— Grav. em Paris, por 
Edelink, de corpo inteiro. 11 centim. (sem o seu nome). Vem no tomo ii 
da Alma instruiaa do P. Manuel Fernandes.— Outro, gravado (também em 
Paris?) por Razin, de corpo inteiro e sem nome. 10 centim. No tomo m 
da referida obra (vej. Diccumario, tomo v, n,"* M, 518). 

S. Joaima, princeza, filha de D. Affonso Y. — Grav. em Yianna, por Nicos. . . 
iO centim. com a indicação de Verdadeiro retrato. No Ejntome da vida 
da mesma Saneta, por Pr. António da Silveira.— Outro, nos Retratos e 
Elogios de Varões e Donas. 

D. João, infante, filho de D. João L— Nos Retratos e Elogios de Varões e 
Doiias, etc. 

D. João, infante, filho da senhora D. Maria II, falecido em 1861.— Na Revista 
Contemporânea de Portugal e Brasil. 

D. José, príncipe do Brasil, filho de D. Maria I. — Grav. em Lisboa, por Froes. 
10 centim. — Outro, grav. por Silva (Joaquim Carneiro da) em 1787. 10 
centim. No tomo ii da obra Os Estrangeiros no Lima (veí. no Diccionario 
tomo V, o n.« M, 670). — Outro, grav. pelo mesmo, (1790?) 8 centim. Nas 
Noites Josefinas de Soyé (Diccionario, tomo v, n.° L, 713).— Outro, cray. 
por M. S. Godinho. 7 centim. No Sonho Erótico do mesmo Soyé (idem, 
n.*» L, 712). — Outro, grav. por G. Froes. 6 centim. Nas Aventuras de Te- 
lemaeo, traduzidas por Pereira e Sousa (Diccionario, tomo iv, n.*" J, 1637), 
e também nas Rimas de Francisco Manuel de Oliveira, etc. 

(Vi, por favor do sr. A. J. Moreira, outro, grav. e desenhado por 
Gaspar Froes Machado, Lisboa 1788. De 41 centim. De corpo quasi 
inteiro.) 

D. Luís, infante, filho de D. Manuel.— Grav. em Lisboa, por Debrie, 1734. De 
10 centim. Na sua Vida, escripta pelo Conde de Vimioso (Diccionario, 
tomo V, n.« J, 4401).— Outro, lithogr. no Porto por J. Alves (1843), copia 
do precedente. 10 centim. No Roteiro da Viagem de Goa a Diu, publicada 



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m RE 

por Kopke (IHecionario, tomo iii, n.* J, 612).— Outro, oonfoime aos lata- 
cedentes, nos Retratos e Ehgios de Varões e Donas, etc 

D. Maria, infanta, filha d'el-rei D. Manuel (vej. DiceUmario, tomo vi» n."" M, 
1798). — Nos Retratos e Elogios de Varões e Donas, etc. 

D. Mariai filha natural de D. João IV. — Na mesma collecção. 

D. Maria Francisca Benedicta, prínceza do Brasil, filha d'el-rei D. José.— 
Lithogr. em Lisboa, por Sendim, na Offic. de Sanctos (Í8d0?). 20 centim. 
— Outroj copiado de quadro a oieo antigo, lithogr. por Sendim, na Offic. 
da Rua nova dos Martyres (1836). 13 centim. No Elogio histórico da mesma 
princeza, por Trígoso (Diccionario, tomo ii, n.* F, Í383). 

Q. Maria Isabel de Bragança, infanta, e rainha de Hespanha, filha de 
D. Joáo VI. — Grav. (em Madrid, 1817) por António Vasques. 7 centim. 
— Outro, copiado do precedente, e gravado em Lisboa no mesmo anuo 
por Aguilar, filho. 7 centim. 

(O sr. Lopes Fernandes possue Um, de muito maior formato.) 

D. Maria Theresa, princeza da Beira, filha primogénita de D. JoSo VI, viuva 
de D. Pedro Carlos, infante de Hespanna. — Grav. em Lisboa, por José 
Lúcio da Gosta (1829?), desenho de P. A. J. dos Sanctos. i3 centim. 

D. Mignel de Bragança.— Lithogr. na Offic. Regia (1828?). 30 centim.— 
Outro (com a denominação de infante regente), gravado em Paris por 
Renard, desenho de C. R. (1827?).— Outro, na Retnsta Contemporânea, 
publicada em 1855 etc. 

D. Pedro, infante de Portugal, duque de Coimbra. (V. no Diedonario, tomo vi, 
pag. 375.)— Na collecçfto dos Retratos e Elogios de Varões e Dimas, etc 
— Outro, lithogr.. por M. J.Valentim, na Offic de Sanctos. 9 centim. Na 
Historia de Portugal do dr. SchoBfier, já por vezes citada. — Outro, grav. 
por. . . . (Lisboa 1843?) 8 centim. No Resumo histórico da vida do mesmo 
infante, pelo sr. Abbade de Castro (Diccionario, ton\o i, n.« A, 596). 

D. Theodosio, príncipe, filho de D. Joáo IV. (Vej. no Diedonario tomo m, 
n."* J, 389.) — Grav. em Lisboa, por Thom. Dudley, inglez, em 1679. 18 
centim. 

RETRATOS PERTENCENTES Á CASA DB SOUSA 
(Qoe andam no « Theatro histórico o genealógico ». JHceimariú, toao ti, n.* M, 1338.) 

D. Sneiro Belfagner. 

Ahnfo Soares. 

Ahnfo Ahnfes. 

D. Goçoy. 

D. Bchigni Goçoy. 

D. Gomes Echigaz. 

D. Bgas Gomes de Sonsa. 

D. Mendo Viegas de Sonsa. 

D. Gonçalo de Sonsa. 

D. Mendo de Sonsa. 

D. Gonçalo Mendes de Sonsa. 

B. Gonçalo' Garcia de ioasa. 



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RE 103 

0. fSoBStâiifa Mtaâes de Smua. 

D. Karia Paes Ribeira. 

D. IMogo AfTonso de íonsa. 

D. AlTaro Dias de Sousa. 

D. Lope Dias de Sonsa. 

Diogo Lf^es de Sonsa. 

AlTaro de Sonsa. . 

Diogo Lopes de Sonsa. 

ãkaâxé de Sonsa. 

Kannel de Sonsa. 

André de Sonsa. 

Manoel de Sonsa. 

Diogo Lopes de Sonsa. 

(Até aqui parece serem todos de pura imaginaçSo. Os se- 
guintes apresentam visos de authenticidade.) 

Henriqne de Sonsa, primeiro conde de Miranda. 

Diogo Lopes de Sonsa. 

HeBii^e de Sonsa Tayares, primeiro marques d' Arronches. 

Diogo topes de Sonsa. 

D. Marianna de Sonsa, marqueza d'Arrohches, e 

Carlos Joseph de Ligne, seu marido. 

Estes trinta e um retratos em trinta estampas, gravados em 
Paris (1694?) por P. Giffart, medem uns por outros de 18 
ató il centim. e são todos de eorpo inteiro. 

BEnuTos Dnnnsosy antioos b modbrkos, pob ordbm alphabbuca. 



Adriano Manricio GniUierme Ferreri, brigadeiro e ministro d'e$tado. — 
Aelia-se na Revitta Contemporânea, 1856. 

Aftniso de Albnqnerqne, o grande, 2.® governador da India^ — Na collecçSo 
publicada por António Patricio, da qual dou adiante a descripçâo em se- 
parado. — Outro, na collecçfto dos Èetraioi e Elogios de Varões e Donas, 
etc — Ontro de corpo inteiro, na coUecção de Baratos dos vice-reis e go- 
wmaáores da índia, publicada por 1. M. DeJorme Collaço (vej. adiante). 
—Ontro, gravado em Lisboa por J. C. Silva, 1774. 6 centim. Nos 
Commentarios, edição de 1774 (vej. no Diccionario tomo i o n.° A, 36). 
—Outro, litb. em Lisboa por Stoqueler (1840). 15 centim. No Observador 
9unainte, iá citado. — Outro, iith. por Legrand, na Offic. de Manuel Luis 
(1841). 16 centim. No Universo PtUoreseo, tomo n. — Outro, Iith. por M. 
J. Valentim, oa Offic. da Imp. Nac. (1844). 9 centim. Na Historia de Por- 
tugal do dr. Scboeffer etc. 



de Horonlia, vice-rgi da índia. — De corpo inteiro. Na eolleoçio 
poblieBda.por J. M. Delorme Goliaço. 



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104 RE 

D. Fr. Affonso Pires, bispo de Évora. — Nos Retratos e Elogias de Farões i 
Donasj etc. 

Fr. D. Affonso de Portngal, i2.<' grSo-mestre da Ordem de Malta. — GraT. em 
Lisboa, por Barros, discípulo de Aguilar. 12 centim. 

Agostinho Albano da Silveira Pinto, conselheiro e ministro d'estado, etc» 
(Diccionario, tomo i, pag. 13) — Lithogr. por Fonseca (Porto 1838). 7 
centim. Nas suas Prelecções de Economta polUica, impressas no referido 
anno. 

Alexandre Hercnlano (Dicdonario, tomo'i, pag. 54). — Lithogr. em Lisboa 
por Fertig, na Offic. de Lopes & Bastos (1855). 14 centim. — Outro, na Bs- 
vista CojUemporanea, 1857. — Outro, na Revista Contemporânea de Por- 
tugal e Brasil, tomo i. — Outro, lithogr. no Rio de Janeiro, na Offic. de 
Teixeira & C* (1858), 10 centim. No Álbum do Grémio Litterario Portu- 
guês, impresso no Rio no dito anno. 

Alexandre de Sonsa Freire, capitão seral no Maranhão no anno de 1738, 
etc. — Lithogr. na Imp. Nacional (1838). 8 centim. Vem na Mem. hisl. e 
geneal. dos três tenentes-generaes Leites (vej. no Dicdonario, tomo m, o 
n.» J, 1024). 

D. Fr. Álvaro de Castro, confessor d'el-rei D. Pedro L — Nos Retratos e Elo- 
gios de Varões e Donas, etc. 

Álvaro Gonçalves Continho Magriço, um dos Doze de Inglaterra. — Nos Re- 
tratos e Elogios de Varões e Donas, e na collecção publicada por António 
Patrício. 

D. Fr. Álvaro Felagio, bispo de Silves. — Nos Retratos e Elogios, acima citados. 

Álvaro Xavier da Fonseca Continho e Povoas, tenente general, etc.-— Na 
Revista Contemporânea, publicada em 1848. — Outro, lithogr. por Gagiani 
na Offic. de Antunes, rua de S. Paulo n,^ 5. 26 centim. 

D. Álvaro Vaz de Almada, coi^de de Abranches. — Nos Retratos e Elogios 
sobreditos. 

D. Antónia Gertmdes Pnssich (Dicdonario, tomo i pag. 77).— Lithogr. 
em Lisboa, na Offic. de Sanctos (184.?). 6 centim. 

António de Aranjo de Azevedo, conde da Barca etc. (Dicdonario, tomo i, 
pag. 88). — Grav. em Lisboa, por G. F. de Queiroz, desenho de D. Pelle- 
gríni. 1804. 19 centim. 

(Yí na collecçâo do sr. M. B. L. Fernandes um exemplar de outro, 
que é raro, gravado por C. S. Pradier (no Rio de Janeiro, 1817?). De 
6 centim.) 

D. António Ârdizzone Spinola, clérigo regular (Dicdonario, tomo i, pag. 90). 
— De corpo inteiro, sem o nome do gravador. 11 centim. Vem no seu 
Cordd triplicado de amor, impresso em 1680. 

Anto&io Angnsto Soares de Passos. (Dicdonario, tomo i, pag. 91.) —Na Rev. 
Contemporânea de Portugal e Brasil, 

António Barreto Pinto Feio.— Na collecção especial dos membros da asso- 
ciação e pessoas aue cooperaram para a revolução de 24 de Agosto de 
18Í0, publicada pelo sr. F. A. da Silva Oeirense. — Vai adiante descripta em 
separado, sob n.° 204. 

António Bernardo da Gosta Cabral, conde de Thomar, etc.— Na Rev. Con- 
temporânea publicada em 1848.— Outro, lith. em Lisboa por P. A. Gu- 



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RE 105 

glielmi (1844). 8 centim. Nos ApwUmeTtíot históricos, pelo sr. D. José La- 
cerda (vej. no DiccionariOj tomo y, o n."* J, 4044). 

(Muitos mais tenho visto, de que não pude fazer a acquisição. O sr. 
If. B. Lopes Fernandes possue um, Hth. por S.'* Barbara^ na Offic. da 
Rua nova dos Martyres, em 1843. De iÒ centim.) 

D. António Bernardo da Fonseca Moniz, bispo do Porto.— Na Rev. Contem- 
poraneaj 1857. 

D. Fr. António Botado, bispo de Hyponia.~Lithogr. em Lisboa. (1838). 7 cen- 
tim. Na Mem, hist. dos tenentes-generaes Leites, acima citada. 

D. António Caetano de Sonsa, clérigo reaular (Dicciomrio, tomo i, pag. 101). 
— Grav. em Lisboa, por G. F. L. Debrie, 1735. 15 cekitim. ' 

António CameUo Fortes de Pina, visconde da Torre, conselheiro do Supremo 
Tribunal de Justiça, etc. — Lithogr. em Lisboa, por S.^ Barbara, na Offic. 
da Rua nova dos Martyres, 1850. 20 centim. 

António César de VasconceUos Corrêa, hoie conde de Torres-novas, marechal 
de campo e actual governador ffeneral oa índia, etc— Lithogr. em Lisboa, 
por Yillas-boas, na Offic de Sanctos, 1846. 21 centim.— Outro, lithogr. 
por Cagiani, na Offic. de Manuel Antunes (no mesmo anno?). 20 centim. 

Fr. António das Chagas, fundador do seminário do Varatojo (Diccionario, 
tomo I, pag. 110). — Gravado por Clemente (Billingue?). 12 centim. — 
É o que anda nas suas Cartas espirituaes da edição de 1684. 

Ven. P. António da Conceição (depois beatificado), coneffo secular de S. JoSo 
Evangelista, etc— Gravado por Lucas Vorsternian (1647). 10 centim. No 
Extracto dos processos que se tiraram, etc. (Vej. no Diccionario, tomo v, 
o n.'' L, 709).— Outro, de corpo inteiro, gravado em madeira, e de má 
execução artistica. (Lisboa, 1677?). 10 centim. No Jacinto portuguez do 
V, Francisco de Sancta Maria (Diccionario, tomo ir, n.° F, 1431). 

António da Costa e Silva, visconde de Ovar, tenente-general, par do reino, 
etc. — Na Rev. Contemporânea, 1855. 

António Feliciano de Castilho (Diccionario, tomo i, pae. 130). — Lithogr. 
em Lisboa, por Sendim, na Offic. de Manuel Luis (1838). 34 centim. — 
É o que acompanha os Quadros históricos de Portugal, do mesmo sr. — 
Outro, gravado em Paris por Lemercier, sobre uma photographía de Nasi 
(1858?). 10 centim. Na traducção dos Amores de Ovídio, impressa no Rio 
de Janeiro. — Outro ^na edade de 17 annos), gravado em Lisboa por Gonv- 
tantino de Fontes, oesenho de Francisco Firmino Soeiro. 5 centiih. No 
Poema á exaltação de D. João VI, impresso em 1818. — Outro, na Rev. 
Contemporânea de Portugal e Brasil. 

António Galvão, capitão na IndÁSL (Diccionario, tomo i, pag. 146).— De corpo 
inteiro, gravado em madeira (Lisboa, 1731 ?). 19 centim. No seu Tractaào 
dos descobrimentos antigos e modernos, reimpresso no dito anno. 

D. Fr. António de Gnadalnpe, bispo do Rio de Janeiro (Diccionario, tomo i, 
pag. 153).— Gravado em Lisboa, por G. F. L. Debrie, 1749. 8 centim. 

António Jacinto Xavier Cabral, cavalleiro da Ordem de Christo (Dicciona- 
rio, tomo I, pag. 157).— Grav. em Lisboa, por J. Y. Sales (1821), 8 cen- 
tim. 

António Joaqnim de Mesquita e MeUo, poeta portuense /'i)tcetonarto^ tomo i, 
pag. 162).— Lithogr. no Porto, por . . . 10 centim. Na CoUecção das suas 
Poesias, impressa em 1860. 



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lae RR 

AntOBio Jofé dê Utu IMiOi doutor m medídni, eld. (DietiàÊmriê, tomo i, 
pag. ICyB).— Lithogr. em Lisboa, por Sandim, 1886. il oentim. Ná soa tra- 
aoeção do Parv^perdido de Milton.— Outro, Uthogr. por Maqkhail, na 
Offic. de LofMS & Bastos 1853. 13 eentini. (Jantamente com o retrato de 
Antonio Maria dos Santos Brilhante» seu diteipulo, amigo e eoDaborador). 

Si em poder do sr. M. B. Lopes Fernandes um torceiro retrato, li- 
ogr. em Lisboa por Sendim, de 10 centim., mal diverso do o«itfo 
supra-mencionado.) 

Antonio Joii Osório de Pina Leitão, desembargador, etc (DioeíMâri^, tonoi, 
* pag. 174).— Grav. no Rio de Janeiro, por J. I. de Sousa, desenho de A. 
V do Carmo. 7 centim. No seu poema Alfonsiada^ impresso na fiahia« 1818. 

Antonio José de Seosa Manuel, doone da Terceira, ete.— Na Hao. Qmêemp.^ 
i855. 

(Existem d^elle muitos outros retratos em diversos formatos, dos quaes 
nSo pude fazer a acquisiçâo até agora.) 

Antonio Lobo Teixeira de Barros. (Vej. António Barreto Pinto Fmo.) 

D. António Lnia de Meneies, primeiro marmiex de Marialva.—- Grav. em Lis- 
boa, por João Baptista, 1674. 13 centim. No Paneg^frico escripto por D. Fer- 
nando Corrêa de Lacerda (Dieeknãrío, tomo n, n.« P, iM). — Outro, li- 
thogr. por Legrand, na .Offic. de Manuel Luís (1841|. 14 centim. No Úfi4- 
verso Pittoresco, vol. n.— Outro, nos /{arrotos e Elogw$ dê Varões e Donas, 
etc. 

D. Antonio Lais da Veiga Cabral da Gamara, biapo de Bragança, a quem os 
seus adherentes chamaram o bispo saneio f A sua biographia, que i assas 
curiosa, talvez chegue a ver a luz, acompanhada de documentos autlien- 
ticos e irrefraeaveis.— Proíil de gravura, por Aguilair, desenho de Totí. 
Lisboa, 1812. 7 centim. 

(Além do referido ha outro similhante, porém reduzido a ponto me- 
nor, desenhado e gravado pelos mesmos. A cabeça do bispo vè-se ahi 
iUuminada por uns raios de lua, que sobre ella descem do altol De 4 
centim. Tem d'este, bem como do primeiro eiemplares o sr. Figanière.) 

Antonio Mannel Lopes Vieira de Castro, ministro d'es1ado, ete.— Litiiofr. 

em Lisboa, por Legrand, na Offic de Manuel Lnis (1843). i% centim.— 
É o que anda na Memoria histórica, ete. (DieoUmario, tomo m, n.* J, 448). 

Fr. D. Antonio Mannel de Vilhena, 66.« grSo-mestre da Ordem de Malta.— 
Grav. em Lisboa, por Barros, discípulo de Aguilar. 12 centim. 

Antonio Maria de Fontes Pereira de Mello, ministro d'eBtado, ete.— Na Rev. 
Contemporânea, 1855. —Outro, na Rep, Gontamporemm ie Porttiftd e Bra- 
sil. 

(Na coUecçSo do sr. M. B. Lopes Fernandes existe uni, lithogr. por 
A. J. Fertig, na Offic. Belga (1852?). De 27 centim.) 

Antonio Maria dos Sanotos Brilhante, medico-cirurgiâo (Dicekmeario, tomo i, 
pag. 202, e no Supplemento final). — Lithogr. em Lisboa, por Macphail, na 
Offic. de Lopes & Bastos, 1853. 13 centim. (vej. acima Antonio Jbsé dê 
Lima Leitão J 

(Consta-me que ha, afora o referido, mais doas em diversos toma- 
tos, de que amda nSo pude adquirir exen^lares.) 

Antonio Mathevon de Gnmien, negociante francez, estabelecido durante mui- 
tos aaaos em Lisboa, com casa de neiocio, sâ^ aer mandado sabir de Por- 
tugal por ordem do intendente gerai da policia Manique no fim do século 
passado, como suspeito de adhesSo ás doutrinas da revolufie francesa. 

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RE 107 

Morrea em Paris, eom 67 annos em 1807. Foi bom poeta latino, e amigo 
intimo de Franeisoo Manoel do NaBcimenta — O seu retrate^ grav. em 
Paris, de 5 ceotim., acharse na muito rara collecçSo dos seus versos lati- 
nos, de qjie soa filha M."« Ditmer fez uma bella ediçSo em 1818, com o 
titulo L^nei Lusut, em um vol. de 8.* gr. D'ella obtive ha pouco tempo 
um exemplar, que appareceu á venda em Lisboa, e ó o único que até hoje 
hei visto. 

(O sr. M. B. Lopes Fernandes conserva inédito um desejo a a|ua- 
relia, tirado pela referida gravura, que ha annos lhe fora confiada 
para esse fim pelo antigo possuidor. Este desenho feito por A. G. da 
Silva, é em ponto maior, e tem 13 centim.) 

^^^^y"^^ Kuaet Ribeiro Sanches, medico e conselheiro da imperatría da Rús- 
sia, etc. (Diecimario, tomo i, paff. 213).— Lithogr. em Lisboa, por Pe- 
droso, na OQc. de Manuel Luis (1844). 20 centim. 

(O sr. M. B. Lopes Fernandes tem, afora este, um mais antigo, grav. 

em Paris por Levillain, de 5 centim.) 

O. António Pinheiro, bispo de Miranda e de Leiria (Diccionarío, tomo i, 
pag. 236). — Nos Retratos e Elogios de Varões e Donas j ete, 

JLnioiíio Rodrignea Sampaio, conselheiro do Tribunal de Contas, etc. (Die- 
cionario, tomo i, pag. 261, e no Supplemento final). — Litbogr. em Lisboa, 
por Lopes Júnior, na Offic Francesa. 17 centim. — Outro, na Rev, Con- 
temp. ae Portugal e Brasil, 

(Vi ainda um terceiro, de que nSo pude até hoje conseguir a acqui- 

siçSo.) 

António da Silveira Pinto da Fonseca, presidente da Junta do Governo Su- 
premo, installada no Porto em 24 de Agosto de 1820, depois visconde de 
Canelias. (Vej. António Barreto Pinto feio,) 

P. António Soares de Albergaria, clérigo secular (Diccionario, tomo i, pag. 
272). — Grav. .(em Lisboa, 1631 ?) sem o seu nome, neín o do ffravador. 
10 centim.— É o que anda em alguns exemplares dos Trophéos Lusitanos 
do mesmo auctor. 

António de Sonsa de Macedo, escrivSo da puridade de D. Afibnso VI, etc. 
(Diccionario j tomo i, pag. 276). — Grav. por Grillenid, desenho de Antó- 
nio Pr." 12 centim. 

António Telles da Silva Caminha e Meneses, marques de Resende, etc. (Dic- 
cionario, tomo I, pag. 281, e no Supplemnto final). — De corpo inteiro. 
Lithogr. em Lisboa, por Fidelino José da Silva, na Offic. de Manuel Luis 
da Gosta (184..?). 26 centim. 

António Vicente de Qneiros, conde da Ponte de Sancta Maria, tenente gene- 
ral, par do reino, etc.— Na Rev. Contemporânea, 1855. 

P. António Vieira, jesuita (Diccionario, tomo i, pag. 287).— Três, com a in- 
dicação de Vera effiqies, e inscripçSo em latim, a saber : o primeiro grav. 
em Koma por Arnaldo van Westerhout; o se^do nrav. por J. Palom.<>; 
o terceiro grav. em Lisboa por G. F. L. Debrie, 1745. Toaos similhantes 
entre si, e eguaos no formato. 14 centim.— Outro, de corpo inteiro, grav. 
em Roma nor Carlos Grendi, 1742. 13 centim. Na sua Vida, escripta pêlo 
P. André ae Barros.— Outro, grav. em Londres, sem nome do gravador, 
9 centim. incompletos. Na Arte de Furtar, edição de Londres, 1820. — 
Oatro, grav. em Paris, sem nome do grav., 1838. Nas Cartas «fiédot, edi- 
oSo feita pelo sr. Roquete.— Outro, ^v. em Paris por Lemaitre, 1854. 
il centim. Na Historia geral do Brasd, pelo sr. Vambagen. 



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108 RE 

António Xavier Pinto de Campos (Dieeionario, tomo i, pag. 299). — Li ti 
em Lisboa, na Offic. de Lopes & Bastos 1850. 5 centim. — É o mesmo í\ 
sahiu com o drama O Ermitão da Serra, etc. 

Arthnr Wellesley (duque de Wellington), marquez de Torres-vedras, 
chal general, etc. — Grav. em Lisboa, por F. Bartolozzi 181 !• — Oali 
^e corpo inteiro, grav. pelo mesmo. 

B 

P. Balthasar da Encarnação, fundador da congregação dos monges descai^ 
de S. Paulo (Diccionario, tomo i, pag. 323). — Delineado e grav. em Lisb 
por Eleutherío Manuel de Barros, em 1774. 10 centim. 

D. Fr. Baíthasar Lim^o, bispo do Porto (DiedonariOj tomo r, pag. 326). «- 
Nos Retratos e Elogios de varões e Donas, etc. 

Bartholomen da Gosta, tenente-ffeneral, fundidor da estatua equestre de ; 
D. José I, etc. — Grav. em Lisboa, posto que o nSo declare, nem o nonie ■ 
do gravador. 5 centim. — Outro, na collccção de retratos publicada pe(a 
lithographo Pedro António José dos Santos, de que vai adiante a de- 
scrípç2o especial, sob n.^ 205. 

(Na collecç2o do sr. M. B. Lopes Fernandes vi um terceiro, em ponli 
maior, delineado por M. £. L. (Larcher?), e lithogr. em 18^. De 
18 centim. incompletos.) 

D. Fr. Bartholomen dos Hartyres, arcebispo de Braga (Diccionario, tomo i, 
pag. 334).~Grav. por. . . . (Lisboa, 1763). 7 centim. Na Vida do mesmo 
arcebispo, publicada no dito anno. — Outro, nos Retratos e Elogios de Va- 
rões e bonas, 

D. Fr. Bartholomen do Pilar, primeiro bispo do Pará. — Nos Retratos e Elo- 
gios de Varões e Donas, etc. 

P. Bartholomen do Qnental, fundador em Portugal da congregaçSo do Ora- 
tório /Dicctonano, tomo I, pag. 336). — De cqrpo inteiro, grav. por Nico- 
laus Billíg. com a indicação de Vera Effigies. 12 centim. — Outro, mais 
moderno, e diíTerente em feições. Grav. em Lisboa por Silva. 9 centim. 

Belchior Hannel Çnrvo Semmedo (Diccionario, tomo i> pag. 340). — Grav. 
cm Lisboa (1803?) tendo somente as iniciaes «B. M. G. S.» 9 centim.— 
É o que anda no tomo i das suas Composições poéticas, publicadas no refe- 
rido anno. 

Bento Spinosa, judeu portuguez, que alguns aflirmam ser nascido no Porto, 
com quanto a maior parte dos seus biographos o supponham natural de 
Amsterdam. — Grav. por E. Pessard (Paris?). 8 centim. incompletos.— 
No Recueil des portraits d^s' hommes illustres. Paris 1781, no tomo iv, 
n.«97. 

Bernardino ibitonio Gomes, doutor em medicina, etc. (Diccionario, tomo i.. 
pae. 359:) — Lithogr. em Lisboa, por Serrano na Offic. de Lopes & Bastos 
(185. .?). 14 centim. — Na Noticia da sua vida e escriptos, por seu íilbo, 
o sr. conselheiro do mesmo nome, a quem devo esse exemplar, e outro, 
tirado em separado, e em papel velino. 

Bernardino Pedro de Aranjo, capitão de mar e guen-a etc. — Delineado por 
D. A. de Sequeira, e grav. em Lisboa por G. Francisco de Queiroz, 1820. 
26 centim. 



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RE 109. 

Fr. Bernardo de Brito, dironista mór, etc. (DiccionariOj lomo i, pag. 372).— 
Grav. por Perret (no secuio xvii). 12 centim. 

Bernardo Corrêa de Castro e Sepúlveda, coronel de infanteria n.* 18, mem- 
bro da Junta Provisória no Porto em 1820, etc. — Grav. em Lisboa, por 
G. F. de Queiroz., desenho de D. A. de Sequeira 1822. 22 centim.— ou- 
tro, na collecção de Silva Oeirense (vej. António Barreto Pinto Feio). 

Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, visconde de Sá da Bandeira, par 
do reino etc. (Dtceionario, tomo i, pag. 384). — Lithogr. por Lopes Jú- 
nior, na Offic. Franceza (Lisboa I8Í7). 14 centiro. — Outro, litbogr. em 
Lisboa (1843). No Universo Pittoresco, vol. iii. — Outro, na Revista Con- 
temporânea, 1855. 

ÍO sr. M. B. Lopes Fernandes possue outro, delineado e lithogr. no 
'orto por J. B. Ribeiro, e reestampado em Lisboa na Offic. da Rua 
nova dos Martyres. 30 centim.) 

Braz Garcia Hascarenhas, governador da praça d'AIfaiates (Diccionario, 
tomo I, pag. 395). — Lithogr. em Lisboa, por Lecoingt, na Offic. Franceza 

S1846). 8 centim. — É o que anda na segunda edição do Viriato Tragieo, 
io mesmo auctor. 

Soror Brígida de Sancto António, abbadessa do convento de Santa Brísida. 
— Grav. em Lisboa, sem nome do gravador. (1701?) 7 centim. — Na vida 
d'esta serva de Deus, escripta por Fr. Agostinho de Sancta Maria (Diccio^ 
nario, tomo i, n.* A, 92). 



D. Fr. Caetano Brandão, arcebispo de Braga (Diccionario, tomo ii, pag. 7). 
— Grav. em Lisboa, por G. F. de Queiroz, 1818. 6 centim. 

Fr. Caetano de S. José, carmelita (Diccionario, tomo u, pag. 9). — Nos Re- 
tratos e Elogios de Variks e Donas, etc 

D. Caetano de Noronha, primeiro Conde de Peniche, um dos governadores 
do reino em 1819-1820. — Grav. sem designação de logar, nome do (gra- 
vador etc. ; porém consta bavel-o sido em Lisboa, por Gregório Francisco 
de Queiroz em 1820. i8 centim. 

Camillo Castello-branco (Diccionario, tomo ii, pag. 15, e no Supplemento 
final). — Lith. em Lisboa, por Sancta Barbara^ na Offic. de C. Maigne 
&. Sezerac, 1857. 9 centim. 

(Vi além d'este outros dous, diversos, e de quasi egual formato.) 

Camillo Hariannq Froes (Diccionario, no Supplemento íinal). — Grav. em 
Lisboa, por Sousa (1862). Quasi 5 centim. 

D. Carlos da Cunha, cardeal patríarcha de Lisboa. — Lithogr. por A. J. da 
Silva, na Offic. de P. A. J. dos Sanctos, ou da Imp. Regia (Lisboa 1826?). 
17 centim. 

Carlos Honório de Gouvéa Durão, ministro d'estado em 1826, etc. — Lithogr. 
por Queiroz na Offic. Regia, 1827. (Sem indicação do nome.) 26 centim. 

Crispiniano Pantaleão da Cunha Sargedas, actor do Theatro normal. — Na 
Galeria Artística, de que adiante farei mençSo em separado. 

Cyrillo Wolkmar Machado, pintor histórico (Diccionario, tomo ii, pag. 116). 
— Grav. em Lisboa por G. F. de Queiroz, desenho de M. Ser\'am, 1823. 
10 centim. 



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110 RE 



8. Dâmaso, papa, natural de Guimarfies?— -Nos Reíratas e EIooím de Voa 
e Donoi, etc. — Outro na mllecçS^PimtificumRfnMnorumEffigies, Re 
i580.— De9centim. 

Damião do Coes, chronista etc. (THedonario, tomo ii, pag. i23). — Ncb j 
$rata$ e Elogioi de Varõe$ e Domu, etc. 

Delphina Perpetna do Espirito Sancto, actriz do Theatro normaL — Ná < 
leria Artística, acima alludida. 

Diogo Barbosa Maoliado (Diedonario, tomo n,pag. i4&).— Pintado por Ee 
berg, e grav. por S. H. TbDmassin. De S5 centim.— É o qae anda. á. T 
do tomo I da Bibl. Lusii. 

ÍO sr. M. B. Lopes Fernandes possne outro, grav. em Lisboa 
)ebrie> 1741. De 17 centim.) 

Diogo do Conto, chronista da índia (DiceionariOj tomo n, pag. 153). -^ Nos 

Retratos e Elogios de Varões e Donas, etc. 

Diogo GonçalTOs Trarassos, valido d'el'-rei D. JoSo L— Nos Reiratoã ê Eh- 
gios sobreditos. 

Diogo Ignació de Pina Manique, intendente geral da policia^ etc— Grav. em 
Londres, por G. F. de Queiroz, 1797 (sobre um retrato pintado por D. A. 
de Sequeira). 10 centim. — Outro, que parece copiado do precedente f 
egual na grandeza, grav. em Lisboa por í. Cardini. 

Diogo Lopes de Sequeira, governador da índia. — NacolleeçfiopubJicadapor 
J. M. Delorme Collaço, já citada. — Outro, nos Retratos e Elogias de Varôn 
e Donas j etc. 

Diogo Lopes de Sousa, do conselho d'el-rei D. Affonso Y.— lithogr. em 
Lisboa, na Imp. Nacional (1838). 9 centim. — Na Mem. hist. dos tenentes- 
generaes Leites. 

Diogo de Mendonça Gorte-real, secretario d'estado d'el-rei D. JoSo Y, etc 
— (Vej. no Diccimario, tomo in, o n.« F, 1618.) —Grav. em Lisboa^ por 
. L. Debrie, 1750 (por um retrato tirado em 1730). 18 centim. 

SNa collecçáo de Dioso Barbosa Machado havia dous, diversos ambos 
lo que fica indicado^ 

Diogo de Paiva de Andrade, theologo e pregador (Diccumario, tomo n, 
pag. 169). — Grav. por P. P. (Pedro Perret, 1603t). 10 centim.— Outro 
(copiado do precedente), nos RHratos e Elogios de Varões e Donas, etc. 

Diogo Pereira Forjai de Sampaio Pimentel, lente de direito na-Universidade 
de Cioimbra (Diccionario, tomo ii, pag. 170).— Lithogr. por Legrand,na 
Offic da Rua nova dos Martyres (1844) 13 centim. —Nas Memorias do 
bom Jesus do Monte, 

Domingos António Gil de Figueiredo Sarmento, tenente-coronel de infan- 
taria n.° 6. — Na coUecção de Silva Oeirense. (Yej. António Barreto Pinto 
Feio,) 

Domingos António de Sequeira, pintor histórico (Dicdonario, no Suppíe- 
mento final). — Grav. em Lisboa, por G. F. de Queiroz. (1818?) 14 centim. 
Outro, lithogr. por Dias da Costa, na Offic. da Imp. Nacional (1847). 
. — ms tartas da índia e da China, (Yej. Dtecionario, tomo iv, 



-(Ye 
G.F. 



11 centim 
n.« J, 3575.) 



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RB iii 

P. VMiagoi GáUUi Barbosa, poeta braúleiro (DiemnariBj tomo n, pag. i85.) 
— Grav. sem a kidieaçSo ao aeu nome, nein tao pouco do logar oode foi 
gravado^ nem da quem o cravou* Grelo tel-o sido em Lisboa, por fins do 
século passado ou nos pnncipios do corrente. 9 centim. — Ouuro, lithogr. 
nú Rio de Janeiro por Y. Laree, na sua Offic. 1881. 10 centim. 

IhwrU Iiaaaa, nefociante do Porto. —Na eolleeçao de Siivã Oeirense, já varias 
veaee citada* 

D. Dttarte de MeiíeBea, conde de Vianna.— Na colleccSo publicada por An- 
tónio Patrício; e outro, nos Retratos e Elogios de Varões e Donas, etc. 

B. Dnarte de Heneaes, governador da índia.-— Na eoUecçâo publicada por 
J. M. Delorme GoUaço. 

E 

Binarte ia Faria (Diociúnario^ tomo ii, pag. MO).— Lithogr. em Lisboa, por 
Maurin, na Offic. Franoata (185. .). 17 centim. 

Imilia daa Narea a Sonsa, actriz do Theatro normal.— Na RevistQ CMem- 
poranea'dê Portugal $ Brasil, 

Emaato Blaster (Diecumario, tomo ii, pag. 229, e no Supplemento final).— 
Grav. em Lisboa, por Sousa (1861). o centim.— Foi mandado gravar pelo 
sr. António Maria Pereira, Uvreiro-editor, a quem devo o axempkr que. 
d'eUe tenho, bem como alguns outroe, que v&o aqui descriptos. 

O. Estevam da Crama, governador da índia.— Na coUeccao publicada por J. 
M. D. CoUaço. 

Fr. Estavam da Pnriflcacão, carmelita.— Grav. em madeira, e de grosseira 
execução (Lisboa, 16o2). 8 centim.— Na Trasladação do mesmo padre. 
(Vej. no Diccionario, tomo vi, o n." P, 241.) 

D. Çngema, duqneza de Palmella, mulher do duque D. Pedro de Sousa Hol»- 
tein.— (Sem a indicação do seu nome.) Lithogr. em Lisboa, por P. A. Gii- 
giidmi, na Offic. de Hanuel Lois (l84..) 24 cèntím. 

D. Enaebio LncianQ Carvalho Gomes da Silva, bispo de Nankln.— Grav. 

Sor G. F. de Queiroz, em Lisboa, desenho de J. Barros (1792).— Na Vúh 
o mesmo bispo, por Nicolau Pedro de Oliveira. (DiccionariOj tomo vi, 
n.» N, 290.) 

Fall« de AveUar ferotãro (tHeeionario, tomo ii, pag. 259).— Grav. em Lis- 
boa, por iofto fosé dos Sa^ictos, 1842. 10 oantim. Para este retrato, que 
parece naver sido o primeiro que se gravou do celebre botânico, serviu 
um desenho tirado por António Caetano da Silva de outro retrato pintado 
a óleo, que se conserva na Acad. Aeal das Scieneias. O sr. M . B. Lopes 
Fernandes, tendo mandado executar á sua custa esta gravura, presenteou 
varias pessoas com exemplares d'el]a, e nomeadamente o medico Jacinto 
Luís Amaral Frazáo, que em agradecimento publicou ura artigo no pe- 
riódico O Nacional n.*" 2133, de 5 de Septembro de 1842. i^orém o sr. Lo- 
pea Fernandes, pouco satisfeito da referida gravura, mandou no anno se- 
guinte abrir outra pelo artista G. F. de Queiroz, fazendo-se o desenho á 
vista de um quadro a óleo, que o mesmo sr. possue. Este segundo re- 
trato, mais perfeito que o outro, tem 11 centim. De ambos devo exen^ 
piares ao sobredito sr., que possue também a chapa do segundo. Nenhum 



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112 RE 

d'elles foi exposto á venda. — Outro, lithogr. por Pedroso, na Offic. de Ma- 
nuel Luís, 1844. i6 centim.— Outro, lithogr. por Legrand, na mesma Offic. 
(1843). 15 centim. Anda no Universo Pittoresco, tomo m. 

Fernando de Magalhães, famoso navegador portuguez ao serviço de Carlos V, 
natural de Braga. — Grav. em Madrid, por Sfarianno Brandi (1794?). 
7 centim. Nas Sivestigaciones históricas, etc. de D. Gristovai Giadera, im- 
pressas em 1795.— Outro, lithogr. em Lisboa por Sá, na Offic. da Rua nova 
dos Martyres (1846). 9 centim. No Portugal PiUoresco, tomo ii (vej. no 
presente vol. o n.<» P, 480). 

Ssr. M. B. Lopes Fernandes possue um muito raro, grav. em Ma- 
d por Ferd. Salma em 1788. De 9 centim.) 

Fellx Pereira de Magalhães, ministro doestado, par do reino, etc.— Na Rev. 
Contemporânea, 1855. 

Fernando Maria José de Sonsa Coutinho, primeiro marquez de Borba, mem- 
bro da regência do reino, etc. — Grav. em Lisboa, por F. T. de Almeida, 
desenho de D. A. de Sequeira, 1815. 16 centim. 

D. Fernando de Menezes, segundo conde da Ericeira (Diecionario, tomo ii, 
psjg. 276).— Grav. em Lisboa por G. F. L. Debrie, 1736. 13 centim.— Na 
Bistoriarum Lusitanorum ab anno 1640 usque ad 1657 etc, impressa no 
anno de 1734. 

Fernão Pereira Leite de Foios, tenente-general, etc. — Lithogr. em Lisboa... 
(1838). 8 centim. Na Mem, histórica dos tenentes-generaes Leites, etc. 
(Vej. acima.) 

Fr. Francisco de Sancto Agostinho de Macedo, jesuita e depois franciscano, 
dito o Encydopedico (Diccionario, tomo n, pag. 322).— Lithogr. em Lis- 
boa, na Omc. ao Largo do Quintella, 1840. ii centim.— No Ramalhete, jor- 
nal de instrucçõOj etc, tomo m. — Mostra ser copia de outro mais antigo, 
que ainda não pude ver. 

D. Francisco Alexandre Lobo, bispo de Viseu (Diccionario, tomo ii, pag. 324). 
— Lithogr. em Lisboa, por A. J. de Sancta Barbara, na Offic. da Rua nova 
dos Marfyres (1848). 10 centim.— No tomo i das suas Obras, publicado 
no dito anno. , 

D. Francisco de Almeida, primeiro viee-rei da índia, etc— Nos Retratos e Elo- 
gios de Varões e Donas, efe— Outro, na collecçAo publicada por António 
Patrício. —Outro, de corpo inteiro, na que publicou J. M. Delorme CoIIaço. 
— Outro, lithogr. em Lisboa por G. Legrand, na Offic. de Manuel Luis 
(1843). 14 centim. No Universo Pittoresco, tomo in.— Outro, lithogr. por 
M. J. Valentim, na Offic da Imp. Nacional (1844). 8 centim. Na JBstoria 
de Portugal do dr. SchoBÍfer.— Outro, lithogr. por Sá, na Offic. da Rua 
nova dos Martyres (1846). 10 centim. No Portugal Pittoresco, tomo i. 

Francisco Alves da Silva Taborda, actor do Theatro do Gymnasio. — Na 
Rev. Contemporânea de Portugal e RrasiL 

Francisco de Andrade Leitão, ministro nienipotenciarío em Inglaterra e Hol- 
landa (Diccionario, tomo ii, pag. 304).- Grav. provavelmente em Hol- 
landa(16i..?). 11 centim. 

Francisco António Fernandes da Silva Ferrão, par do reino, ministro d'es- 
tado, etc, etc (Diccionario, tomo ii, pag. 338). — Lithogr. em Lisboa, por 
F. A. da' Silva Oeirense (185..?). 27 centim. 

Francisco António Martins Bastos, professor de lingua latina, etc. (Diccio- 
nario, tomo n, pag. 340).— Lithogr. em Lisboa, por Sendim, na Offic. 



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RE m 

Regia 1832. 9 centim. É o que anda no poema do mesmo auctor, As Es- 
tações do anno. 

Francisco Augusto Hetrass, pintor histórico.— Na Rev, Contemporânea de 
Portitgal e Brasil. ^ 

D. Francisco de Castro, bispo inquisidor geral, ctc. — Nos Retratos e Elogios 
de Varões e Donas, etc. 

Francisco Freire de Carvalho, cónego e reitor do Lycéo, etc. (Diccionario, 
tomo II, pag. 378). — Lithogr. em Lisboa, por Legrand, na OfOc. de Ma- 
nuel Luís 1842. 17 centim. 

Francisco Furtado de Castro do Rio de Mendonça, conde de Barbacena, mi- 
nistro d'estado, etc. — Lithogr. (sem o seu nome, nem o do lithographo) 
na OflSc. de Maurin. 7 centim. — É o que anda no Elogio fúnebre, peio P. 
Malhão (Diccionario j tomo iii, n.<> F, 1734). 

Francisco Galvão, estribeiro do duque de Bragança. — Grav. por .. . (Lis- 
boa, 1783?). 5 centim. — Na sua Vida, escripta por Lourenço Ariastasio 
Mexia Galvão (Diccionario, tomo v, n." L, là6). 

Francisco Gomes d^Amorim, poeta (Diccionario, tomo iir, pag. 385). — Li- 
thogr. em Lisboa, por Sousa, na Offic. da Rua nova dos Martyres (1858). 
9 centim. — Nos Cantos matutinos do mesmo auctor. 

Francisco Gomes da Silva, membro da Junta Provisional installada no Porto 
a 24 de Agosto de 1820. (Vej. António Barreto Pinto Feio) 

Francisco Joaqnim Bingre, poeta (Diccionario, tomo ii, pag. 396). — Grav. 
em madeira, desenho de Nogueira da Silva (Lisboa, lo6í). 10 centim. — 
É uma prova tirada em papel solto do quê sahiu com a biographia do 
uesmo poeta, que publiquei no Archivo Pittoresco, vol. iv. 

Francisco José de Barros Lima, membro da Junta Provisional do Porto em 
1820. (Vej. António Barreto Pinto Feio,) 

Francisco José da Costa Amaral, conselheiro do Conselho Ultramarino, se- 
nador e deputado ás Cortes etc. (Falecido a 11 de Septembro de 1862. Vej. 
um artigo necrologico pelo sr. Rodrigues de Gusmão, na Revolução de Se- 
ptembro, n.** 6131, de 18 do dito mez). — Lithogr. em Lisboa, por A. J. de 
Sancta Barbara, na OflBc. da Rua nova dos Martyres, 1860. Quasi de corpo 
inteiro. 31 centim. — Este retrato, como vários outros aqui mencionados, 
nSo foi exposto á venda. O finado, e depois seu irmão e herdeiro, dislri- 
jbuiram os exemplares ás pessoas a quem lhes aprouve obsequiar. 

D. Francisco de S. Lnis (Diccionario, tomo ii, pag. 423), cardeal patriarcha 
de Lisboa, e membro que foi da Junta Provisional do Porto em 1820. (Vej. 
António Barreto Pinto Feio.) — Na collecçáo publicada por Silva Oeirense. 
— Outro, em habito de monge benedictino, grav. por G. F. de Queiroz, 
desenho de D. A. de Sequeira (Lisboa, 1821). 17 centim. — Outro, lithogr. 

{)or L. Maurin, na Offic. Franceza (184..). 11 centim. — Outro, na col- 
ecção publicada por P. A. J. dos Sanctos, de que dou adiante a descri- 
pção especial. 

Francisco Mannel do Nascimento (Diccionario, tomo ir, pag. 446). — De gra- 
vura, com a seguinte subscripçSo : Dess. au pkysionotrace et grave par 
Quenedey, rue neuve des Petits-Champs nS 15, a Parts. 8 centim. Este re- 
trato, havido por mui raro, é um dos que devo á bondade do meu amigo 
o sr. Moreira; e conserva outro egual o sr. M. B. Lopes Fernandes. — Tenho 
além d'este mais três: um grav. em Paris, com a subscripção Paul dei. — 
/. P. Lardier scidp. 8 centim. É o que acompanha a traducçSo dos Mar- 

TOMO VII 8 



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114 RE 

tyreê impressa eni separado. — Outro, também gravado em Paris, no toa 
das Obras completas de Filinto Ehsio, alii publicadas era 1817. — Oí ' 
lithogr. cui Lisboa por Macphail, sobre o anteiM'dente, porérii de$i 
em pontQ maior, na OÍIic. de Manuel Luís (lSi2). 12 centira. — Consti-i 
aue outro fora também gravado em Lisboa, na OÍIic. Hegia, no prind 
ao século actual; porém d'elle não consegui ver até hoje algum exemp 

Francisco Maria Bordalo, oílicial da Armada (Diccionarioj tomo ii, 
464). — Na Revista Contemporânea de Portttgol e Brasil, 

Francisco de Mattos Lobo, «assassino de D. Adelaide Filippe da Costa, e j 
sua família* . —Lithogr. em Lisboa, por Barrote, na Omc. de Manoel La 
i841. 22 centim. 

Francisco de Paula de Azeredo, conde de Samodães, tenente-geDeral, i 

— Na Revista Contemporânea, 1857. 

Francisco de Paula Leite, visconde de Veiros, tenente general, etc. — Lithogr. 
em Lisboa, na Offic. do Largo do Quintella, 1839. 8 centim. — Na Mra, 
hist. dos três tenentes-generaes Leites, já por vezes citada. 

ÍVi em poder do sr. M. B. Lopes Fernandes outro, lithogr. por A. S. 
)ias, na OÍIic. de Manuel Luis; de 9 centim. incompletos, servindo di^ 
centro a uma estampa emblemática' em grande formato.) 

P. Francisco Raphael da Silveira Malhão, celebre orador sagrado (Dictio- 
navio, tomo iii, pag. 40, e no Supplcmento final). — Lithogr. (sem indica- 
çHo do seu nome, nein do artista que o lilhographou) na Offic. de Mauria 
(i8o4). 9 centim. — É o que saliiu na Oração funebi^e do Conde de Bar- \ 
hacena. 

Francisco Soares Caldeira, administrador geral de Lisboa em 1837, e depu- 
tado ás Cortes, etc — Lithogr. (por F. A. da Silva Oeirensej, na Offic 
Nacional 1837. 2i centim. 

P. Francisco de Sousa, jesuita (DlcciqnariOy tomo iii, pají. 68). — De coriw 
inteiro. Grav. em Vienna d'Austrià por Dietell (1710?). 9 centim. — No \ 
tomo I do seu Oriente Conquistado, 

Francisco de Sousa Gime de Madureira, membro da Junta Provisional do 
Porto em 18âO. — (V. A)úonio Barreto Pinto Feio,) 

Francisco Vieira Lusitano, celebre pintor histórico (Diccionario, tomo iii, 
pag. 72). — Grav. sem o nome do gravador (i|ue creio ter sido elle pró- 
prio). 9 centim. No seu Insigne pintor e leal e.<poso, etc. — Outro lithogr., 
na collecção que publicou P. A. J. dos Sane tos. 

(Vi uni poder do sr. Figanière outro, cujo desenho é conforme ao da 
cravura que deixo apontada, porém tirado em ponto, muito maior, e 
de execução mais aprimorada. 

Francisco Vieira Portuense, pintor histórico (Diccionario, tomo m, pag. 80). 
— Grav. em Londres, por Bartolozzi, desenho de P. Violet, 1801. 10 centim. 

Francisco Xavier da Silva Pereira, conde das Antas, par do reino, ele. (Dic- 
cionario, tomo ni, pag. 96;.— Nà i?^r/s/a Contemporânea, 1857. — Outro, 
pertencente á outra publicação feita com epual titulo em 1848. 

(Osr. M. B. Lopes Fernandes possiie outro diverso, lithogr. por Pevre, 

na Ollic. de Sanclos (18iH). "10 centim.) 



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RE 115 

G 

D. Garcia de Noronha, vicc-rei da índia.— Na coUecçSo publicada por J. M. 
Delorrae Collaço. 

Garcia de Sá, governador da índia. — Na collecção acima mencionada. 

D. Fr. Gaspar do Casal, bispo de Leiria. — Nos Relratos e Elogios de Varões e 
DonaSj etc. 

Gaspar Teixeira de Magalhães e Lacerda (depois visconde do Pezo da Ré- 
gua) general ao serviço da Junta Provisional do Porto em 1820. — (V. An- 
tónio Barreto Pinto Feio,) 

George Ri Sartorins, visconde da Piedade, vice-almirante da esquadra liberal 
ao serviço da senhora D. Maria II em 1832. — Lithogr. em Lisboa, por 
Sendim, na Offic. da Rua nova dos Martyres 1836. 26 centim. 

Gomes Freire de Andrade (depois conde de Bobadella), governador e capitão 
general no Brasil. — Gravado por ... (1748?) 11 centim. — Outro, grav. 
em Paris por Leraaitre, 1859. 10 centim. Na Historia gerd do Brasil, pelo 
sr.Yarnhagen. 

Gomes Freire de Andrade, tenente-general, assassinado juridicamente como 
conspirador em 1817. fDiccionario, tomo iii, pag. 150). — Grav. em Lis- . 
boa (por J. J. dos Sanctos), desenho de D. A. ae Sequeira, 1843. 15 cen- ' 
"lim. — Outro, copia infiel e grosseira do antecedente, na collecção publi- 
cada por P. A. J. dos Sanctos. 

V. Gregório Lopes, eremita portuguez, natural de Linhares. — Grav. em (Lis- 
boa> 1673?) sem o nome do gravador. 10 centim. — Outro, nos Retratos 
e Elogios de Varões e Donas, ele. 

D. Guilherme I, cardeal patriarcha de Lisboa. — Lithogr. por F. A. da S.Oei- 
rense, na OfiSc. de Lopes & Bastos, 1850. 28 centim. — Outro, na Rev. 
Contemp., 1855. 

Guilherme Gentazzi, doutor em medicina (Diccionario, tomo iii, pag. 170). 
— Lithogr. em Lisboa, por . . . (1840). 9 tentim. No seu romance O Es- 
tudante de Coimbra. 

Guilherme Carr Beresford, marquez de Campo-maior, marechal general, etc. 
— Grav. por F. Bartolozzi, sobre um quadro pintado por Henrique José 
da Silva (Lisboa, 1812). 

Guilherme Luís António dd Valleré, tenente-general, etc — Grav. por Bo- 
vinet (Paris, 1808). 8 centim. — No seu Elogio histórico por Slockler, ver- 
tido em francez e mandado imprimir por sua filha. 



D. Henrique de Menezes, septimo governador da índia.— Lithogr. por Le- 
grand, na Oílic. de Manuel Luis (1843). 16 centim. No Universo Pitto- 
resco, vol. líi. — Outro, na collecção publicada por António Patrício. — Ou- 
tro, na dos vice-reis e governadores da índia, publicada por J. M. Delorme 
Collaço. 

Hypolito José da Gosta Pereira Furtado de Mendonça, redactor do Correio 
Brasiliense (Diccionario, tomo ui, pag. 198). — Grav. em Londres, por H. 
R. Gook, 1811. 10 cent. Na Narrativa da perseguição j etc. pelo mesmo 
publicada em Londres. 

8 . 



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m m 



Ignacio Barbosa Machado, desembargador, etc. (Diecionario, tomo in. _ 
203). — Grav. em Lisboa, por Vasconcellos, discípulo de Agoilar, ii 
iO centim. — Creio que é copia de outra gravura mais antiga. 

P. Ignacio José de Macedo, por antonomásia o Velho Liberal do Douro (^Dictk 
nario, tomo iiT, pag. 20.)). — Sem o seu nome, e com a legenda : «Honri 
e gloria foi Cícero do Lacio • etc. Grav. em Lisboa, por ... 7 centim. 
Ha outro similhantoem tudo a este, porém de muito maior formato. 

Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento (Diecionario, tomo m, pag. 214).- 
Lithogr. sem indicação do seu nome, por Sancta Barbara, na Offic. de A 
C. de Lemos (Lisboa, 1841). 9 centim. É o mesmo que anda no tomo i 
do Rovnanceiro portuguez, 

Ildefonso Leopoldo Bayard, conselheiro e ministro doestado, etc. (Dieciona- 
rio, tomo in, pag. 216). — Desenh. e grav. em Paris por Bouchardy. 6 cen- 
tim. — Anda na mticia hiograj^iea do sobredito pelo sr. Biker, I8«»6 (vej. 
no Diecionario, tomo in, n." J, 5032). 

Innocencio Francisco da Silva, auctor d'este Diecionario (vej. no tomo m, 
pag. 220).— Lithogr. em Lisboa, por Micbellis, na OfFic. de Á. S. de Cas- 
tro (1858). 11 centim. Foi distriDuido unicamente aos subscriptores do 
Diecionario com o tomo i. — Outro, na Ret\ Contemporânea de Portugal e 
Brasil. 

Isidoro Sabino Ferreira, actor dramático.— Na Galetia Artiaica, já mencio- 
nada acima. 



Jacob de Castro Sarmento, doutor em medicina, etc. (Diccionai-io, tomo in, 
pag. 247). — Grav. em Londres, por Houston (1758). 2i centim. — Outro, 
grav. na mesma cidade por A. Miller, 1737. 16 centim. 

Jacob Frederico Torlade Pereira d* Azambuja, official da Secretaria dos Ne- 
gócios estrangeiros, etc. — Litbogr. em Lisboa, por Sendim, na Offic. Re- 
gia (1828 ?). 22 centim. 

Jacome Ratton, negociante, natural de França, etc. (Diecionario, tomo in, 
pag. 253).— Grav. era Londres, por Vendramini (1813). 7 centim. — Anda 
nas suas Recordações, etc. 

P. Jeronymo Emiliano d*Andrade, professor na ilha Terceira, etc. (Dieciona- 
rio, tomo ni, pag. 26i). — Lithogr. em Lisboa, por Sancta Barbara, na 
Offic. da Rua nova dos Martyres, 1847. 18 centim. 

Fr. Jeronymo Vahia, monge benediclino, etc. (Diecionario, tomo m, pag. 279). 
—Grav. em Lisboa, por Bernardo Fernandes Gayo (1732 ?). 2 centim. In- 
cluído em forma de medalha no frontispicio do seu poema Elysabetha 
triúmphans, 

João XX, dito XXI, summo pontiíice, natural de Lisboa. — Nos Retratos e 
Elogios de Varões e Donas, etc. — Outro, na colIecçSo Pontificum Roma- 
norum Effigies, Roma, 158Ò. 9 centim. 

João Anastasio Rosa, actor do Theatro normal. —Na Galeria Artistica, já ci- 
tada. 

João de Andrade Corvo (Diecionario, tomo iii, pag. 285).— Na Rev. Con- 
temporânea de Portugal e Brasil. 



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RE 117 

João António dos SanctoSi secretario da Catnara Municipal de Lisboa (Dic- 
cionario, tomo iir, pag. 293). — Lithogr. em Lisboa, por Sendim, na Oflic. 
da Rua nova dos Martyres, 1837. 10 cenlim.— É o que anda com os seus 
Ensaios poéticos. 

João Baptista de Almeida Garrett, visconde de Almeida Garrett, etc. fÚic- 
cionario, tomo iii, pag. 309). — Um lithogr. em Lisboa, por P. A. Gogliel- 
mi, na Offic. de Manuel Luis (1844). 7 ccntim. É o que sahiu no tomo v 
das suas ObraSj publicado n'esse anno.— Outro, lithogr. por Fertig, na 
Offic. de Lopes & Bastos (18o5). 14 centim. Sahiu na Revista peninstãar, 
e d'elle se tiraram exemplares em separado, em papel velino de maior 
formato. — Outro, na Rev, Contemporânea, 1856. —Outro, lithoçr. no Rio 
de Janeiro, na Offic. de Teixeira & C.*, rua do Ouvidor n.° 21 (1858). 9 cen- 
tim. Sahiu no Álbum do Grémio Litterario portugtiez, impresso n'esse anno. 
— Ha ainda alguns outros, de que nSo pude prover-me, entre elles o que 
fa2 parte da collecçâo Portugal Artistico, que é de certo um dos melhores. 

João de Barros, famoso historiador (Diccionario, tomo iir, pag. 318). — Grav. 
por G. Froes Machado (Lisboa, 1778). 7 centim.— Nas Décadas da Ásia, 
edição do referido anno. Foi esta gravura feita sobre um retrato pintado 
a óleo, que com outros de portuguezes illustres existe na sala da Conta- 
doria da Imp. Nacional. — Outro, na collecçáo publicada por António Pa- 
trício. — Outro, nos Retratos e Elogios de Varões e Donas. Este é copiado 
de um auadro a óleo, que possui a Francisco José dos Sanctos Marrocos. — 
Outro, lithogr. por Stocqueler (Lisboa, 1840). 15 centim. No Observador 
Viajante (vej. Diccionano, tomo vi, n.* O, 9). 

João Bernardo da Rocha, redactor do Portuguez (Diccionario, tomo iii, pag. 
326).— Grav. em Londres, por . . . (1821?). 10 centim. É o que anda á 
frente de algumas collecções enquadernadas do referido periódico. — Além 
d'este ha outro, diverso, e de litnographia, feito pela mesma epocha, e em 
tamanho quasi esual ao mencionado, vi d'este um exemplar em poder do 
falecido Jo^é Pedro Nunes. 

P. João Gardim, jesuita. — Grav. por artista anonymo, mas que pelo buril inculca 
ser estrangeiro. 12 centim. — Na Vida do dito, pelo P. Sebastião d'Abreu, 
impressa em 1659. 

João Cardoso da Gnnha e Aranjo, visconde de Porto-carrero, ministro d'es- 
tado, par do reino, etc. — Na Rev. Contemporânea, 1857. 

D. João Carlos de Bragança, duque de Lafões, marechal-general, fundador 
da Academia real das Sciencias, etc. — Lithogr. por Legrand, na Offic.^de 
Manuel Luis (1844). 16 centim. No Universo Pittoresco, tomo iii. 

(Ha d'elle um retrato em gravura, pintado em Allemanha por Trin- 
quessi e esculpido por Chevellet, em 178Í. De 28 centim. Sem o seu 
nome, e tendo na parte inferior a legenda : « Qui mores hominum 
multorum vidit et urbes, » I)'este parece haverem sido copiados os 
que depois se gravaram ou iithographaram. Da gravura original téem 
. exemplares^ a Academia Real das Sciencias, e o sr. Mr B. Lopes Fer- 
nandes). 

João Carlos de Saldanha etc, duque de Saldanha (Diccionario, tomo iii, pag. 
342J. — Um Lithogr. por Sancta Barbara, na Offic. da Rua nova dos Mar- 
tyres, 1847. 18 centim. — Outro, lithogr. por Legrand, na Offic. de Ma- 
nuel Luis (1843). 16 centim. No Universo Pittoi^esco, tomo iir. — Outro, 
na Rev. Contemporânea publicada em 1848. — Outro, na Rev. Contempo- 
rânea, 1855. 

(Entre outros, que não pude adquirir até hoje, vi em poder do sr. 



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118 RE 

M. B. Lopes Fernandes um, lithogr. por Silva Geirensc, na Offic. de 
Sanctos, 4834. 30 centím.) 

D. João de Castro, vice-rei da índia, etc. (Diccionario, tomo rn, pag. 345). 
-^Grav.por ... 14 centim. Ê, segundo creio, o que sahiu com a sua Vida 
por Jacinto Freire de Andrade, publicada pela primeira vez em 165i. 
— Outro, na collecçSo publicada por António Patrício. — Outro, nos Re- 
tratos e Elogios de Varões e Donas. — Outro, lithogr. por Legrand, na OfBc. 
de Manuel Luis (1844). 16 centim. No Universo Piítoresco, vol. iii. — Ou- 
tro, lithogr. na Imp. Nacional (1838). 7 centim. Na Memoria hist. dos te- 
nentes-generaes Leites, etc — Outro, lithogr. por Macphail naOflic. de Ma- 
nuel Luis (184.?). H centim. — Todos osTeferidos sHo de meio corpo. E de 
corpo inteiro: Um, lithogr. em Paris (Í833?). 16 centim. No Roteiro da 
viagem de Goa a Suez, publicado pelo dr. Nunes de Carvalho. — Outro, 
lithogr. por Sendim, na Offic. Régia (sic) 183o. 16 centim. Na Vida de D.João 
de Castro, annotada por D. Francisco de S. Luis, e publicada pela Aca- 
demia. — Outro, na collecçSo dos vice-reis e governadores da Índia, pu- 
blicada por Collaço. 

D. João Gosme da Ganlia, cardeal arcebispo d'Evora, e inquisidor geral, etc. 
(Diccionario, tomo iii, pag. 354).— Grav. por ... De 20 centim. Tem a 
singularidade de ser a própria chapa do retrato de outro cardeal D. José 
Pereira de Lacerda (vej. adiante) gravado em 1723, na qual se introduziu 
um rosto novo, e se fizeram pequenas mudanças e retoques. 

João da Ganha Souto-maior, membro da Junta Provisional do Porto em iB20. 
(V. António Rarreto Pinto Feio.) 

João Curvo Semmedo, medico (Diccionario, tomo in, pag. 357).-^GraY. em 
Lisboa, por J. Gomes 1721. 14 centim. 

(Ha d'elle vários outros retratos gravados de melhor ou neior buril. 
— Um possue o sr. M. B. Lopes Fernandes, grav. por Eoelinck, de- 
senho ae Félix da Costa (tendo de edade 62 annos). De 16 centim.) 

S. João de Deus, fundador da Ordem dos hospitaleiros, natural de Monte-mór, 
e falecido em Granada em lòOl. — Grav. em Madrid, por Pedro de Villa- 
franca, em 1658. De 13 centim. Diz-se verdadeiro retrato. Na Vida do 
mesmo sancto, por D. Fr. António de Gouvíli, bispo de Cirene (vej. no 
Diccionario, tomo i, o n.* A, 756), da edição de Madrid, 1669. 4.* 

João Domingos Bomtempo, compositor musico (Diccionario, tomo ni, pag. 

363). — Na collecçáo publicada por P. A. J. dos Sanctos, que descreverei 

adiante. 

(O sr. M. B. Lopes Fernandes possue outro do mesmo, grav. em Lon- 
dres porVendramini, 1813. De 12 centim. É totalmente diverso do 
lithographado na collecçao referida.) 

D. Fr. João de Évora, bispo de Viseu, etc. — Nos Retratos e Elogios de Varões 
e Donas. 

João Fernandes Vieira, cognominado o Castrioto Lusitano. — Grav. sobre aro 
(Paris, 1844?) por ... 9 centim. Na edição do Castrioto Lusitano por Fr. 
Raphael de Jesus, feita no referido anno. 

João Ferreira Vianna, negociante do Porto, ultimamente escrivão da meza 
grande na Alfandega de Lisboa, etc. — (V. Aníonio Rarreto Pinto Feio.) 

D. João Manuel, arcebispo de Lisboa, etc. — Nos Retratos e Elogios de Varões 
e Donas. 

João Maria Soares de Gastello-branco, cónego e deputado ás Cortes em 1821 

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RE ii9 

etc. (Diecionario, tomo iii, pag. 413).--Grav. em Lisboa, por G. F. de 
Queiroz, desenho de D. A. ae Sequeira 1822. 21 cenlim. — Outro, grav. 
por M. A. de Castro, 1822. 9 centira. Ambos com o disticho citado no Die- 
cionario, tomo dito, pag. 414. 

D. João de Mello, bispo d'Eivas. — Nòs Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

João Pereira Agostin, um dos Doze de Inglaterra. — Na dita collecçSo. 

João das Regras, chanceller-mór d'el-rei d! Joíío I.— Na dita coliecçáo. 

D. Fr. João Raphael de Mendonça, bispo do Porto. — Grav. sem indicaçSo 
do nome do artista (171)4?). 6 contim. — No Elogio á memoria do dito 
bispo, impresso no Porto, «o dito anno. 

Fr. João de Nossa Senhora, franciscano, chamado o Padre poeta.— Grsíy. por 
Francisco Xavier Freire, Lisboa, 17o8. lOcentim. No Pregador Marianno, 
por Fr. Jeronymo de Belém (vej. Diecionario, tomo ni, n.** J, 115). 

João de Sonsa Pacheco Leitão, oíTicial general reformado (Dicdonario, tomo 
IV, pag. 43). — Lithogr. em Lisboa por Sendim, na OíDc. da Rua nova dos 
Martyres (1835?). 9 contim. — No tomo i do seu poema A Genieida, im- 
presso no referido anno. 

João Vicente Martins, cirurgião e modico-homocopatha, etc. (Dicdonario, 
tomo lY, pag. 48). — Lithogr. no Rio de Janeiro por Sisson, na Offic. de 
Rensburg (1854). 11 centim. Na Cartilha de leitura repentina, etc. 

Joaqnim António de Aguiar, conselheiro e niiiiistro do estado, par do reino, 
etc. (Diecionario, tomo iv, pag. 61). — Na Revista Contemporânea, 1857. 

Joaquim António da Silva, lente de pliysica na Eschola Polytccbnica. — Na 
Revista Contemporânea de Portugal e Brasil. 

Joaquim António Vellez Barreiros, visconde da Senhora da Luz, ministro 
doestado, par do reino, etc— Lithogr. em Lisboa por F. H. S. S., na Offic. 
de Maurin, 1857. 21 centim. 

Joaquim Bernardo de Mello Nogueira do Castello, tenente-coronel de ca- 
vallaria, etc — Lithogr. por J. Villas-boas, na Oílic. de Sanctos, 1846. 
13 centim. 

Joaqnim Ferreira dos Sanctos, conde de Ferreira, par do reino, etc. — Na 
Revista Contemporânea, 18o6. 

Fr. Joaqnim de S. José, franciscano da torceira Ordem. — Grav. em Lisboa, 
por António Joaquim Padríin (17?)o?). 10 centim. — O desenho original 
d'este retrato, tirado a lápis voriiiclho, tendo de altura 27 centim., existe 
na livraria de Jesus, em um livro que cont<^m outros retratos e estam- 
pas, etc. 

Joaqnim José Caetano Pereira e Sonsa, advop:ado em Lisboa (Dicdonario, 
tomo IV, pap. 93). — Grav. em Lisl)oa, por Gio Cardini, 1806. 9 centim. — 
É por ora inexplicável a causa por que oste retrato so tornou t5o raro, 
que d'elle não encontrei ate aqui algum exemplar nas diversas coIlecç^Ses 
por mim examinadas, nem tão pouco achei de venda se não o que se me 
deparou casualmente ha poucos annos. 

Joaqnim José da Costa e Sá, ofiicial de Secretaria, etc. (Diecionario, tomoiv, 
pag. 97). — Desenho original e único, feito a aguada. De 8 centim. — Nío 
chegou a ser gravado. Devo-o á obsequiosa benevolência do sr. A. J. Mo- 
reira. 

Joaqnim José Pedro Lopes, redactor da Gazeta de Lisboa, etc. (Diecionario^ 

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làM) RE 

tomo IV, pag. 107). — Desenho original, tirado a lápis preto, por José Coelho 
em 1827, tendo o sobredito 46 annos de edade. 12 centim. — ííâo existe 
d'elle algum retrato estampado. 

Joaquim José Ventura da Silva, professor de calligraphia (Diccionarioj tomo 
IV, pag. 114). — Des. por seu irmão Henrique José da Silva, e grav. por 
G. F. de Queiroz, em 1803. 8 centim. — É o que também anda nas pri- 
meiras edições das suas Regidas meíhodicas para aprender a escrever, eU. 

Joaquim Machado de Castro, esculptor etc. (Diccionario, tomo iv, pag. 125). 

— Na collecçâo publicada por P. A. J. dos Sanctos. 

(O sr. M. B. Lopes Fernandes possue um retrato em desenho feito a 
aguada, por A. C. da Silva em 1842, de 12 centim, copia de outro 
similhante, gue fizera em 1798 o pintor Máximo Paulino dos Reis. 
Differe consideravelmente, por mais correcto, este desenho do sobre- 
dito retrato lithographado.) 

Joaquim Raphael, pintor e esculptor etc. (Diccionario, tomo iv, pag. 149). 

— Lithogr. em Lisboa, por Sendim, na OflSc. Regia 1832. 25 centim. 

Joaquim Rodrigues Chaves, secretario particular de S. M. D. Fernando 11. 

— Lithogr. em Lisboa, por Sancta Barbara, na Oflic. de Manuel Luis, 1846. 
23 centim. 

Jorge Cabral, governador da índia etc. — Na collecçâo publicada por J. M. 
Delorme Collaço. 

José de Abreu Campos, juiz do Povo em Lisboa, no período da invasão fran- 
ceza 1807-1808. — Grav. sem o seu nome, por G. F. de Queiroz, prova- 
velmente em 1809, ou pouco depois. 8 centim. incompletos. 

José Agostinho de Macedo (Diccionario j tomo iv, pag. 183). — Um grav. 
em Lisboa por D. J. da Silva, desenho de Henrique José da Silva (1814). 
8 centim. É o que anda na primeira edição do poema Oriente. — Ou- 
tro, copiado do referido em litnographia, por Michellis, na Oflic. de Lima 
(1859). 8 centim. Vem na Vida de J. Agostinho etc. pelo sr. Marques Tor- 
res. — Outro, grav. por J.Vicente Priaz, desenho de José Coelho (18á6). 
8 centim. Anda na segunda edição do Oriente. — Outro, copiado d'este, 
em lithographia, por Dias da Costa, na Oflic. de Castro, rua do Loreto 
(1854). 8 centim. Na Bioaraphia do P. José Agostinho, pelo sr. Carreira. 

— Outro, lithogr. e desenhado por N. J. Possollo, na Oflic. Regia, 1828. 
18 centim. — Outro, copiado do antocedente, com ornatos accessorios em 
roda, que aquelle náo tem; por J. P. AragSo, lithogr. na Oflic. de Manuel 
Luis (183..?) 18 centim. — Um, desenho original, feito a aguada, e 
que nâo chegou a estampar-se. Ci-eio ser dos annos 1829 a 1831, 14 
centim. 

José Anastasio Falcão, advogado (Diccionario, tomo iv, pag. 231). — Lithogr. 
em Paris, por V. H. Jacob, 1829. 10 centim. — Na sua obra De Vètat 
actuei de la Monarchie jportugaisej impressa no dito anno. 

Ven. P. José de Anchieta, jesuita, missionário no Brasil (Diccionario, tomo iv, 
pag. 234). — Grav. por .... (1672). De corpo inteiro. 14 centim. Na sua 
vida, escripta pelo R' SimSo de Vasconcellos. — Outro, nos Retratos e Elo- 
gios de Varões e Donas. 

José António Francisco Saure, compositor musico * (Diccionario, tomo iv, 
pag. 238). — Lithogr. em Braga (1851). 9 centim. Na sua.4ríe de Musica, 
impressa no dito anno. 

José António Monteiro Teizeiray poeta funchalense (Diccionario, tomo iv, 



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RE ^ m 

pag. 243).— Litbo^r. por .... (Madeira, 1848?). 12 centim. No lomo i 
aas suas Obras poeticaSj impressas no referido anno. 

José António Nogueira de Barros, doutor em medicina, etc. (Diecionario, 
tomo IV, pag. 244). — Retrato photographico do 26 centim., que devo á 
benevolência do próprio. 

José Aagnsto Cabral de Mello e Silva, poeta angrense (Diecionario, tomo iv, 
pag. 251). — Litfaogr. em Lisboa por Legrand, na Offic. de Manuel Luis 
(1840?). 19 centim. — Os exemplares são mui raros, ao menos em Lisboa, 
onde apenas conheço três. 

José de Barros e Abrea, conde do Casal, tcnente-general, par do reino, etc. 
— 'Na Revisla Contemporânea, 1857. 

José Bernardo da Silva Cabral, conselheiro e ministro doestado. Na Rpvista 
Contemporânea publicada em 1848. — E outro na nova serie da mesma 
Bevista, 1855. 

José Corrêa da Serra, conselheiro da Fazenda, secretario da Academia Real 
das Sciencias etc. (Diecionario, tomo iv, pag. 3iJ6). — Grav. sem designa- 
ção dp logar, do nome do artista, nem do anno. 7 centim. — Outro, menos 
perfeito, e de mui diverso desenho, na collecçao publicada por P. A. J. 
dos Sanctos. 

José da Cnnha Taborda, pintor histórico, etc. (Diecionario, tomo iv, png. 

302). — Lithoçr. em Lisboa, por na Õllic. de Sanctos. 19 centim. 

É um esboço de perfil, e pouco mais. 

José Daniel Rodrignes da Costa, (Diecionario, tomo iv, pag. 304).— Lith. 
por P. A. J. dos Sanctos, na sua Offic. (1829). 11 centim. 

José Dionysio Corrêa, pharmaceutico^ vogal do Conselho de Saúde Publica. 
— Lithogr. em Lisboa por Pedroso, na Offic. de Manuel Luis, desenho de 
Pereira (1844). 18 centim. — (Vej. no Diecionario, tomo iii, o n.** G, 36.) 

José Ednardo de Magalbães Coutinbo, (Diceionario, tomo iv, pag. 309).— 
Na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, 

Fr. José do Espirito Sancto, carmelita descalço (Diceionario, tomo iv, pag. 
312). — Nos Retratos e Elogios de Varões e Donas etc. 

José Estevam Coelbo de Magalhães (Diecionario, tomo iv, pag. 312). — Na 

Revista Contemporânea de Portugal e Brasil. 
José Ferreira Borges (Diecionario, tomo iv, pag. 327). — Lith. no Porto, 

por Yilla-nova (1838). 12 centim. — Outro, na coilecção publicada pelo 

sr. Silva Oeirense em 1822. 

José Francisco de Castro, O cometeiro-mór do assalto da praça de Badajoz. 

De corpo inteiro. Lithogr. em Lisboa por Micheilis, na Offic. de Lima, 

rua da Padaria (1839?). 38 centim. 

(No Jornal do Commereio de 6 de Agosto de 1859 vem uma carta 
ao próprio, sustentando a realidade do facto, que fora pouco antes 
contestada no JRe» e Ordem em um artigo do sr. general Oliva. Vej. 
sobre o assumpto as Rectificações histoncas publicadas pelo mesmo 
sr. Oliva em I8t)0, das quaes darei conta no Supplemento final.) 

José Francisco Corrêa da Serra. — (Vej. José Corrêa da Sei-raJ 

José Gonçalves dos Sanctos e Silva, negociante do Porto, membro da asso- 
ciação que preparou a revolução de 2't de Agosto de 1820. — Na coUecção 
publicada por Silva Oeirense. 



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m RE 

José Homem de Figneiredo Freire, lente dePhilosophia,etc.— NacoUacçSo 
publicada por P. A. J. dos Sanctos. 

José Ignacio de Andrade (Diccionario, tomo iv, pag. 370). — Lithogr. em 
Lisboa, por Dias da Cosia, na Oflic. da Imp, Nacional (sobre um retrato 
pintado por D. A. Sequeira). 11 centira. — Nas Cariai da Índia e da China, 
escriptas pelo mesmo. 

Jo8Ó Ignacio de Araújo (vej. no Siijiplemento final do Diccionario). — Grav. 
em Lisboa, por J. P. de Sousa (i8tíá). 6 centiro. 

D. José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, bispo de Pernaraboco, e 
d'Elvas ctc. (Diccionario, tomo iv, pag. IÍ8i). — Grav. em Lisboa por 
D. J. da Silva, dcseiibo de 11. J. da Silva, 1816. 11 centim. — Outro, re- 

Sroduzido do antecedente, e grav. em Paris por Leinaitre (1859). 9 centim. 
fa Historia geral do Brasil^ pelo sr. Varnhagen. 

José Joaquim Ferreira de Moura, membro da Junta Provisional do Porto 
em 1820 (Diccionario, tomo iv, pag. 387). — Na collecçáo publicada por 
Silva Oeirense. 

José Joaquim Rodrigues de Bastos, desembargador do Paço, etc. (Dicciona- 
rio, tomo IV, pag. 393). — Na Rev. Contemporânea de Portiiftal e BrasU, 

José Jorge Loureiro, marechal de campo, ministro d'estado etc. etc. — Idem. 

José Leite de Sousa, tenente-gencral, etc. — Lithogr. em Lisboa, por Dias, na 
Offic. de Lence, 1838. 8 centim. Na Mem, histórica dos tenenles-generaes 
Leites. 

José Liherato Freire de Carvalho, redactor do Investigador, do Campeão, 
etc. (Diccionario^ tomoiv, pag. 417). — Grav. em Londres, por . . . (ISSM)?). 
il centim. Anda também nas Memorias para a vida do dito, escriptas 
por elle, e publicadas posthumas. 

José Lourenço da Luz, lente e director da eschola medico-cirurgica de Lis- 
boa, par do reino, etc. — Lithogr. em Lisboa, por Pedroso, na OflSc. de 
Manuel Liiis (1844). 18 centim. — (Vej. no Diccionario, tomo m, n." G, 36). 

José Manuel de Sousa Ferreira e Castro, membro da Junta Provisional do 
Porto em 1820. — Na collecçfio publicada por Silva Oeirense. 

José Maria do Casal Ribeiro, ministro d'estado, etc. (Diccionario, tomo v, 
pag. 24). Na Rev. Contemporânea de Portugal e Brasil. 

José Maria da Gosta e Silva (Diccionario, tomo v, pag. 2S). — Lithogr. por 
Sendim, na Offic. Regia 1832. 30 centim. — Outro, reduzido a^ menor 
ponto, lithogr. pelo mesmo, o no mesmo anno e Offic. 9 centim. É o que 
.sahiu com o poema Isabel, ou a heroina d^Aragon. — Outro, lithogr. por 
Macphail, na Offic. da Rua nova dos Martyres (1842). 11 centim. Anda 
também no jornal A Distracção instriicíiva^ impresso n*esse anno. 

José Maria Dantas Pereira, cousolheiro d'estado, chefe de esquadra da Ar- 
mada, etc. (Diccionario, tomo v, pag. 29).— Lithogr. (em Paris, 1836?). 
6 centim. 

José Maria Grande, doutor em medicina, par do reino, etc. (Diccionario, 
tomo V, pag. 35). — Na Rev. Contemporânea, 18o7. 

José Maria Latino Coelho (Diccionario, tomo v, pag. 37). — Lithogr. em Lis- 
boa, por Fertig, na Offic. de Lopes & Bastos (185o). 16 centim. Sahiu 
na Revista Peninsular, e se tiraram em separado exemplares em papel 



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BE 1S3 

velino de maior formato. — Outro, na i?^. Contemporar^ea, 1856.— Ou- 
tro, na Rev. Contemporânea de Porttrrjal e Brasil, 

José Maria Lopes Carneiro, negociante no Porto, e depois director da Al- 
fandega grande de Lisboa. — Na collecçao publicada por Silva Oeirense 
(vej. António Barreio Pinto Feio). 

José Maria Xavier de Âranjo, membro da Junta Provisional do Porto em 
1820 (Diccionario, tomo v, pag. 54). — Na collecçSo publicada por Silva 
Oeirense. 

José Marianno Holbeche Leal de Gusmão (vej. Diccionario, tomo v, pag. 58). 

— Lilhog. por Michellis, na Offic. da Rua nova dos Martyres (1849). 14 
centim. No intitulado poema Rei só Deus! 

Fr. José Marques da Silva, da Ordem de S. Paulo, compositor musico.— Li- 
thogr. em Lisboa, por J. Calazans, na OHic. de Sanclos, desenbo do mesmo 
Sanctos (1829?). 14 centim. — Outro, lithogr. por A. dos Sanctos Dias, 
na mesma OíOc. 13 centim. 

José de Mello Castro de Abreu, membro da Junta Provisional do Porto em 
1820. — Na collecçSo de Silva Oeirense. a 

D. José Miguel João de Portugal, conde de Vimioso e depois marau% de 
Valença (Diccionario, tomo v, pag. 74). — Grav. por Jakobus Houoraken. 
14 centim. 

José Pedro Cardoso e Silva, major de milícias. — Na collecçâo' de Silva Oei- 
rense, (Vej. António Barreto Pinto Feio.) 

D. José Pereira de Lacerda, cardeal e bispo do Algarve, etc. (Diccionario, 
tomo V, pag. 98). — Grav. em Roma, por Hieronymo Rossi, desenho de 
A. David, 1723. 20 centim.— (Vej. D. João Cotme da CttnAa.^— Outro, 
lithogr. em Lisboa, 1838. 7 centim. Na M&m^ hist, dos tenentes-generaes 
LeiteSj etc. 

José Pereira de Menezes, depois visconde de Menezes. — Na collecção de Silva 
Oeirense, muitas vezes citatla. 

José Pereira da Silva Leite de Berredo, commandante da policia no Porto. 
— Idem. 

José Ramos Coelho (Diccionario^ tomo v, pag. 109). — Lithogr. por Serrano, 
na Offic. da Rua nova dos Martyres (1857). 7 centim. Nos Pireludios poé- 
ticos, impressos no dito anno. 

José da Silva Carvalho, membro da Junta Provisional do Porto em 1820, de- 
pois ministro doestado, conselheiro e par do reino, etc. (Diccionario, tomo v, 
pag. 123). — Na collecçSo de Silva Oeirense, acima citada. — Outro, lithogr. 
por Primavera na Ofíic. Regia (1834). 9 centim. 

(Vi em poder do sr. M. B. L. Fernandes outro, lithogr. por Primavera, 

na Offic. Regia 1834, tendo 2o centim.) 

José da Silva Mendes Leal (Diccionario, tomo v, pag. 127).— Na Rev. Con- 
temporânea, 185o.— Outro, na Rev. Contemporânea de Portugal e BrasiL 

— Outro, lithogr. em Lisboa, 1839. No drama Os Dous Renegados, etc. 

(O sr. M. B. L. Fernandes possue outro, grav. por J. J. dos Sanctos, 
1841 8 centim.) 

José da Silva Passos. — Na Rev. Contemporânea, 1853. 

(Vi em tempo um, lithogr. e de maior 'formato, de que me faltou op- 
portunidade para tirar a nota conveniente.) 

P. José da Silva Tavares (Diccionario, tomo v, pag. 133). — Lithogr. em Lis- 



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124 RE 

boa, por M. M. Bordalo Pinheiro, na Offic. de Sanctos, desenho de Caro- 
lina Swagers. (184..). 19 centim. 

José Silvestre Ribeiro, conselheiro e ministro d'c$tado, etc. (Diccionario, 
tomo V, pag. 134).— Lithogr. no Funchal por H. G. Veitch, na Offic Ma- 
deirense. 13 centim. 

José de Sousa Bandeira, redactor dos Pobres do Porto c Braz Tisana (Dic- 
cionario, tomo v, pag. 140). — Lithogr. no Porto, por J. A. F. Lima, de- 
senho de Alves (184..j. 27 centim. 

José de Sousa e Mello, commendador da Ordem de Christo, etc— Lithogr. 
era Lisboa, na Offic. de Lence (1838). 8 centim. — No Opúsculo consa- 
grado á sua memoria, etc pelo Visconde de Veiros (Diccionario, tomo m, 
n.- J, 1022). 

José de Sousa Pimentel e Faria, major de milicias, etc. — Na collecçâo pu- 
blicada pelo sr. Silva Oeirense. (Vej. António Barreto Pinto Feio!) 

José de Torres (Diccionario, tomo v, pag. 145, e no SupplementoJ. — Grav. 
^or Sousa (1861). 7 centim. — É o que sahiu com as Lendas Peninstda- 
res, no tomo i, tirando-se alguns exemplares soltos, em papel de maior 
formato. 

D. José Trasimundo de Mascarenhas Barreto, marquez de Fronteira, par 
do reino, etc — Na Revista Contemporânea publicada cm 1848. — Outro, 
na segunda serie da mesma Revista, 1855. 

José Xavier Mousinho da Silveira, conselheiro e ministro doestado, etc — 
Na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, 

Josepha Soller, actriz do Theatro normal. — Grav. por Sousa.— Na Galeria 
ArtisticOj de que vai adiante a descrípção especial. 

Júlio César Machado (Diccionario, tomo v, pag. 160, e no Supplemento). — 
Lithogr. por Sancta Barbara, na Offic da Rua nova dos Martyres (1858). 
9 centim. No tomo i do romance A Vida em Lisboa, — Outro, grav. por 
J. P. de Sousa (1861). 5 centim. Nos Cojitos ao Luar, impressos em Lisboa, 
no dito anno. y 

Júlio Gomes da SUya Sanches, ministro d'estado, par do reino, clc — Na 
Rev, Contemporânea, 1855. 

Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, visconde deVilla-maior (Diccionario, 
tomo V, pag. 160, e no Supplemento), — Na Rev, Contemporânea de Por- 
tugal e Brasil, 



D. Leonor de Almeida, condessa de Oyeuhausen, depois marqueza de Alorna 

Í Diccionario, tomo v, pag. 177).-— Lithogr. por Sendini, na Offic. da 
iua nova dos Martyres (Lisboa, 18U). 11 centim. É copia de um retrato 
tirado em 1781. Anda no tomo i das suas Poesias, impressas no dito anno. 

D. Leonor Maria de Castro, mulher de Alexandre de Sousa Freire. — Lithogr. 
em Lisboa, na Imp. Nacional (1838). 8 centim. Na Mem, hist, dos tenen- 
tes generaes Leites, 

D. Lopo da Conceição, cónego regrante de Sancto Agostinho, falecido em 
1726. Diz-se que florecéra em virtudes. — Grav. por . . . '. (Lisboa ....?}. 
7 centim. 



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RE 125 

Lopo Fernandes Pacheco, mordomo-mór etc. — Nos Retratos e Ebgios de 
Varões e Donas, 

Lopo Soares de Albergaria, governador da índia etc. — Na collecçclo publi- 
cada por António Patrício. — Outro, nos Retratos e Elogios de Varões e 
Donas, — Outro, de corpo inteiro, na collecção de J. M. Delorme Coliaço» 

Lopo Vaz de Sampaio, governador da índia etc. — ^os Retratos e Elogios, eic. 
e na collecçSo de Coilaço. 

D. Lnis de Almeida, marquoz do Lavradio, etc. — Na coliecçáo de P. A. J. 
dos Sanctos, adiante descripta. 

Luís Alvares de Távora, marcruez de Távora etc. — Grav. por And. Leit, 
(Lisboa, 1674?). 6 centim. âahiu no Compendio panegífrico etc. (Vej. no 
(Diceionario, tomo v, n.° L, 673). 

Lnis António Vemey (Diceionario, tomo v, pag. 221). — Grav. por Nolli 
(Roma, 1751?). 13 centim. — Outro, diverso, nos RetriUos e Elogios de 
Varões e Donas. 

Lais Augusto Palmeirim /Dtcctonarto, tomo v, pag. 228). — Lithogr. por 
Hicbellis, na Oflic. do Largo da Trindade (1851). 8 centim. Na coUecção 
das suas Poesias, impressas no referido anno. 

Luís Augusto Rebello da Silva (Diceionario, tomo v, pag. 228).— Na Rev. 
Contemporânea, 1857. — Outro, na Rev. Contemporânea de Portugal e 
Brasil. 

Luís de Camões (Diceionario, tomo v, pag. 239). — Grav. por A. Paulus 
(1624?). 10 centim. «É o primeiro que se estampou, e sahiu nos Discur- 
sos pditicos de M. Severim de Faria, impressos no dito anno; porém falta 
em muitos exemplares. — Outro, grav. em Madrid, porP." de Villa-franca 
em 1639. 7 centmi. É o segundo em data, e acha-se nos Commentarios aos 
Lusíadas de Manuel de Faria e Sousa. O desenhador commetteu o erro 
de figurar o poeta cego do olho esquerdo I — Outro, sem o nome do gra- 
vador (16417). 12 centim. Na Apologia etc. por Joáo Soares de Brito. — 
Outro, grav. em Lisboa por Lúcio, desenho de Jerony mo de Barros, 1784. 
7 centim. Na edição das Obras de Camões pelo P. Thomns José d'Aquino, 
feita na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira em 1782. — Dous, de gravura, 
um d'ellcs ordinário, e outro péssimo, sem nome dos gravadores, tendo 
cada um de 5 a 6 centim., e mostram ter pertencido não sei a que edi- 
ções das obras do poeta feitas no século passado. — Outro, também sem 
nome do gravador, e creio ser feito em Lisboa. 6 centim. Na edição dos 
Lusíadas, que sahiu da OÍDc. Lacerdina em 1805. — Outro, na collecção 
de retratos publicada por António Patricio. — Outro, nos Retratos e Elo- 

aios de Varões e Donas. — Outro, grav. em Paris porW. T. Fry, desenho 
e F. Gerard (1826?). 6 centim. Na traducção italiana dos Lusiadas poi; 
Briccolani. — Outro, grav. em Paris por B, Roger, desenho de Gerard. 

10 centim. Na edição dos Lusiadas cie Firmin Didot, 1836. — Outro, li- 
thogr. em Lisboa, por Legrand (1841). 15 centim. No Universo Pittoresco, 
tomo II. — Outro, grav. oor Canu (Paris, 1836?). 5 centim. Nos Eludes 
epiques, por Victor Perroail, impressos no dito anno. — Outro, lithogr. em 
Lisboa por Silva Oeirense (1835?) na Offic. de Sanctos. 11 centim. — 
Outro, litiiogr. por Michellís, na Offic. da Rua nova dos Martyres (1846). 

11 centim. Uo Portugal Pittoresco, tomo ii. — Outro, grav. em madeira 
(1849). 10 centim. No Camões, estudo historico-poetico do sr. A. F. de Cas- 
tilho. — Outro, lithogr. em Lisboa por Fertig, na Offic. de Lopes & Bastos 
(1853). 30 centim. No Portugal Artistico. — Outro, grav. sobre aço, em 
I^ipzig, por M. Lammel (188. .). 7 centim. É upia bella gravura, desti- 



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nada para ornar a edição dos Lusíadas, que os sr$. Laemmert deram á 
luz no Rio de Janeiro em 1856 ; e do mesmo retrato se tiraram exempla- 
res em separado, em papel dé maior formato. Doestes possuo um, por 
dadiva dos mesmos editores. — Outro, grav. em Lisboa, por Sousa (i860). 
9 centim. Foi mandado abrir pelo sr. Visconde de Juromenha, para col- 
locar á frente da sua novíssima edição das Obras de Camões, e tirarem-se 
exemplares em separado, os quaes se acham á venda. D'elles comprei um 
ha poucos dias. 

SAléni dos dezenove, que íicam mencionados, existem muitos outros 
[o nosso grande épico, e seria bem diiiicil dar a descri pção de todos, 
e ainda mais custoso reuni 1-os em collecção. Addicionarei, comtudo, 
a noticia de três, que vi em poder do sr. M. 13. Lopes Fernandes. 
O primeiro grav. por J. Carlos Allet, 1728. 7 centim. É uma estampa 
allegorica, tendo no centro o retrato. O poeta representa-se n'elle cego 
do olho esquerdo I — O segundo, lilhogr. por Sendim, na Oífic. da 
Rua nova dos Martyres. 10 centim. Serviu de original um quadro 
pintado a óleo, que possuia José Victorino Rarreto Feio, e que este 
julgava (não sei com que fundamento) ser tirado ainda em vida do 
próprio Camões! — O terceiro, delineado por A. Deveria, e grav. em 
aço por J. M. Fontaine. 5 centim. Pertence a uma collecção de re- 
tratos e biographias, publicada com o titulo : Ichonographie instrutíite. 
Paris, Imp. de Rignoux.) 

D. Luís da Cunha, diplomata (Diccionario, tomo v, pag. 28â). — Grav. em 
Lisboa, por G. F. de Queiroz 184 L 13 centim. — Outro, na collecçáo pu- 
blicada por P. A. J. dos Sanctos. 

Lnis Francisco de Mello Breyner, conde de Mello, par do reino, etc. — Na 
Rev, Contemporânea j 1836. 

Luís Gonzaga Pereira, abridor de cunhos na casa da Moeda. — Lithogr. em 
Lisboa, por A. J. da Silva, na Offic. de Sanclos (183.). 15 centim. 

Fr. Luís de Granada, dominicano (Liccionario, tomo v, pag. 296).— Nos Bt- 
tratos e Elogios de Varões e Donas. 

Fr. Luís Mendes de Vasconcellos, SS.*" grão-mestre da ordem de Malta.— 
Grav. em ... Ií2 centim. (É do século xvii). — Outro, grav. em Lisboa 
por Rarros, discípulo de Aguilar. 12 centim. 

D. Luís de Menezes, terceiro conde da Ericeira (Diccionario, tomo v, pag. 
307). — Grav. por Fred. Routtats (1679?) 10 centim.— Ê o que anda no 
tomo I do Portugal Restaurado, impresso no dito anuo. 

Luís Pedro de Andrade Brederode, de^1o da Sé do Porto, membro da Junta 
Provisional do Porto em 1820.— Na collecção publicada por Silva 0«- 
rensc. 

Luís Pereira de Castro, desembargador e diplomata (Diccionario, tomo v, pag. 
314). Grav. em . . . (provavelmente fora de Portugal, no sectilo xvu). 11 
centim. 

Luís Pinto de Mendonça Arraes, primeiro visconde deVallongo, etc. — Li- 
thogr. por Marrão, na Lithogr. Relga. 12 centim. 

Luis Pinto de Sousa Coutinho, primeiro visconde do Balsemão (Diccionario, 
tomo V, pag. 31o).— Grav. (sem designação do seu nome) em Londres, 
por Rartolozzi, desenho de D. A. de Sequeira, 1797. 19 centim. — Outro, 
copiado do antecedente, mas de buril mais incorrecto, por M. M. de Agoi- 
lar 1801. 19 centim. N'este se declara o nome do sujeito retratado. 



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RE U7 

liiis Rapliael Soyé, presbylero, etc. (Diecionario, tomo v, pag. 3i6).— Grav. 
em Lisboa, por Gaspar Froes, desenho de Troni (1789?). 6 centim. incom- 
pletos. É o que anua nas Noites Josefinas, poema do mesmo auctor. 

Luís da Silva Mousinho de Albuquerque, ministro de estado, etc. (Diecio- 
nario, tomo V, pag. 323). — Lithogr. em Lisboa, por Fertig, na Òflic. de 
Lopes & Bastos (1833?), desenho de Silva. 30 centim. - 

D. Lni8 da Sousa, cardeal, arcebispo de Lisboa, etc. — Grav. por Duflos, em 
1701. 14 centim. 

M 

Manuel de Almeida de Carvalho, desembargador etc— Grav. em Lisboa, por 
G. F. L. Debrie 1737. 11 centim. 

P. Manuel Alvares, jesuíta, celebre grammatico (Diecionario, tomo v, pag. 
352). — ^Grav. sem indicação de logar, o a do nome do gravador. 7 centim. 

Manuel de Andrade de Figueiredo, professor de escripta, etc. (Diecionario, 
tomo V, pag. 356). — Grav. por B. Picart 17ál. 15 centim. 

Manuel de Azevedo Fortes, sargento-mór de batalha, etc. (Diecionario, tomo 
v, pag. 369).— Grav. em Lisboa, por Rochefort 1729, desenho de Quil- 
lara. 12 centim. 

Manuel Barbosa, procurador da fazenda, etc. — Nos Retratos e Elogios de Va- 
rões e Donas. 

P. Manuel Bernardes, da congregação do Oratório (Diecionario, tomo v, pag. 
374. — Grav. em Roma, por Hieronymo líossi. 9 centim. 

Manuel Borges Gameiro, desembargador, etc. (Diecionario, tomo v, pag. 378) 
— Desenho a lápis, por D. A. de Sequeira. 20 centim. 

(Por este desenho so fez em 1831 a gravura, aberta por G. F. de Quei- 
roz, de que tem um exemplar o sr. M. B. Lopes Fernandes.) 

D. Fr. Manuel do Cenáculo, bispo de Beja e arcebispo d'Evora, etc. (Diecio- 
nario, tomo V, pag. 380). — Grav. sem nome, ou qualquer outra indicação. 
Esta gravura inculca ter sido feita em Lisboa, e nos primeiros annos d'este 
século. 14 centim. 

(Ha do mesmo outro retrato, grav. (ao que parece no Rio de Janeiro) 
por C. S. Pradier, gravador d'el-rei. 9 centim. É uma bella gravura. 
fi um exemplar em poder do sr. M. B. Lopes Fernandes.) 

Manuel de Faria e Sousa (Dictionario, tomo v, pag. 413.) — Grair. em Lis- 
boa, por Bernardo Fernandes Gayo (1733). 5 centim. No livro intitulado 
Retrato de Manuel de Faria e Sousa, etc. — Outro, grav. em madeira (Lis- 
boa, 1678?). 6 centim. Na Europa Portugueza, impressa no dito anno.— 
Outro, de todos o melhor e o mais antigo, grav. em Madrid por P.de Villa 
franca em 1639. 7 centim. Nos Commentarios aos Lusiadas, publicados no 
referido anno. 

Manuel Fernandes Thomás, desembargador, membro da Junta Provisional 
do Porto em 1820, cognominado por esse ternpo o Patriarcha da liberdade 
(Diecionario, tomo v, png. 420).— Na collecçao publicada por jíilva Oei- 
rense. — Outro, grav. em Lisboa, por M. A. de Castp, 1823. 9 centim. — . 
Outro, lithogr. em Lisboa, por Legrand (ISiO?). Pertence á collecçao 
mencionada no Diecionario, tomo ii, n.'' C, 3o9. 

de Figueiredo, poeta dramático, etc. (Diedànario, tomo v, pag. 431). 
—Grav. sem designação do seu nome, e com a eplgraphe «iVòn ego ven- 



^: 



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128 RE 

tosm pUbis suffragia venor:» por F. Bartolozzi, desenho de Sequeira. 8 
centim. É o que anda á frente do tomo i do seu Theatro. 

Manuel Francisco de Barros, etc, visconde de Santarém (Diccionario, tomo 
V, pag. 435). — Sem indicação do nome, nem outra designação. Lithogr. 
em Paris, por Juies Feuquieres 1851. 8 centim. — Outro, na coilecç&o pu- 
blicada por P. A. J. dos Sanctos. 

Manuel Innocencio dos Sanctos, professor e compositor de musica.— Lithogr. 
em Lisboa por J. P. Aragão, na Offic. de Sanctos (184. .). 18 centina. 

Manuel Joaquim Henriques de Paiva, doutor em medicina (Diccionario, 
tomo I, pag. 12). — Grav. em Lisboa por Neves, desenho de Silva. 9 
centim. 

Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, tenente-g^eral etc. — Grav. em Lisboa 
por Bartolozzi, desenho de Ignacio Valente, 1812. 11 centim. — É o que 
anda na obra Sepúlveda patenteado etc. impressa no dito anno. 

Manuel José Maria da Gosta e Sá (Diccionario, tomo vi, pag. 27). — Grav. 
em Lisboa, por G. F. de Queiroz, 1843. 12 centim. — Outro, lithogr. por 
Nicolau José Possollo Lecoingt, na Offic. de Manuel Luís 1845. 18 centim. 

Manuel José Soares de Brito, cavalleiro da Ordem 4e Christo. — Grav.- em 
Lisboa, por Carpinetti, 1761. 6 centim. (Vej. Diccionario, tomo ir, n.» C, 
229.) 

Manuel Maria de Barbosa du Bocage (Diccionario, tomo vi, pag. 45). — Grav. 
em 4jÍ8boa, por Domingos José da Silva, na Offic. do Arco do Cego (1800?). 

7 centim. — Outro, grav. por (1806?). 7 centim. — Outro, grav. por 

Fontes, para acom^yanhar o tomo iv das Ohra$ ppeticas impresso em 1812. 
Todos de mau buril, pouco simílhantes entre si, e ainda menos ao retra- 
tado.— Outro^ lithogr. em Lisboa por A. D. da Costa, na Offic. do Largo 
da Trindade, n.^* 9. de 10 centim. É o qiie anda á frente do tomo i da 
nova e completa edição das Poesias de Bocage, feita em 1853. 

(Este ultimo retrato foi copiado e reduzido do outro, tido por mui 
exacto, grav. por Bartolozzi (em 1806), sobre o quadro pintaoo a oieo 
por H. J. da Silva, de 18 centim. Doeste possue um exemplar o sr. M. 
B. Lopes Fernandes.) 

Manuel Maria da Silva Bruscliy (Diccionario, tomo vi, pag. 55). — Na Rer, 
Contemporânea de Portugal e Brasil. 

Manuel Pereira, «soldado do 5.° batalhSo de caçadores, abraçado por D. Pedro 
á hora da morte ». — Lithogr. por Sendim, na Offic. da Bua nova dos Mar- 
tyres (1836). 10 centim. No Tributo portuguez etc. do sr. Castilho (vej. 
Diccionario, tomo i, n.*» A, 637). 

Fr. Manuel Pinto da Fonseca, 68.» grâo-mestre da Ordem de Malta. — Grav. 
em Lisboa, por Barros, discípulo de Aguilar. 11 centim. 

D. Manuel Pires d'Azevedo Loureiro, bispo de Beja. — Lithogr. em Lisboa 
por Peyre, na Offic. de Sanctos (1844). zO centim. 

Manuel da Silva Passos (Diccionario, tomo vi, pag. 110). — Lithogr. em 
Lisboa, por F. A. da Silva Oeirense, na Offic. Nacional, 1837. 26 centim. 
— Outro, na Rev, Contemporânea, 1855. — Outro, na Rev, Contemporânea 
de Portugal e Brasil 

Manuel da Silveira Pinto, segundo conde de Amarante, depois marquei 
de Chaves. — Grav. em Lisboa por G. F. de Queiroz, desenho de J. B. 
Bibeiro, 1824. 20 centim. 



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RE 129 

Manuel Thomás (Diccionario, tomo vr, pag. 119). — Grav. (em Ruan?) por 
Mattheus. 14 centim. É o que anda no Phenix da LitíUania^ impresso em 
1649. 

Manuel Vaz Pinto Guedes, major de caçadores. — Na collecção de Silva Oei- 
rense (Vej. AnUmio Barreio Pinlo Feio), 

D. Marcos Pinto Soares Vaz Preto, esmoler-mór etc. (Diccionario, tomo vi, 
pag. 132). — Lithogr. em Lisboa (na Offic. de Sanctos, 1848?). 18 centim. 
(Vi em poder do sr. M. B. Lopes Fernandes, outro, lithogr. por Pri- 
mavera, 1834 : de 38 centim. Em trajos episcopaes, como arcebispo 
deilo de LacedemoniaJ 

D. Margarida Telles da Silva, marqueza de Borba. — Grav. em Lisboa por 
G. F. de Queiroz^ desenho de Sequeira, 1817. 15 centim. 

D. Maria Antónia Pereira de Poios Castello-branco, mulher do tenonte- 
generai José Leite de Sousa. — Lithogr. em Lisboa, por Dias, na OflBc. de 
Lance, 1838. 7 centim. — Na Ifem. hisL dos tenenles-fieneraes Leites. 

D. Maria Peregrina de Sousa (Diccionario, tomo vi, pag. 142).— Na Rev, 
Contemporânea de Portugal e Brasil, 

Martim AlTonso de Sousa, governador da índia. — Lithogr. em Lisboa, na 
Offic. de Manuel Luis (1839). 11 centim. No Diário da navegação de Peto 
Lopes de Sousa, publicado pelo sr. Varnhagen.— Outro, na collecção publi- 
cada por J. M. D. Collaço. 

Martim de Aspilcueta Navarro (Diccionario, tomo vi, pag. 152).— Nos Re- 
tratos e Elogios de Varões e Donas. 

Martim Moniz, guerreiro celebre, que acompanhou D. Affonso Henriques na 
conquista de Lisboa, etc. — Nos Retratos e Elogios ditos, e na collecçSo 
de António Patrício. 

Martim d'Ocem, conselheiro de D. João L — Nos Retratos e Elogios etc. 

MatUieus Fernandes, architecto do convento da Batalha. — Idem. 

Mem Cerveira, alferes-mór etc. — Nos Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

Mendo de Poios Pereira, secretario d'el-rei D. Pedro II. — Lithogr. na Imp. 
Nacional, 1838. 8 centim. — Na Mem. hist. dos ienefUes-generaes Leites, 

D. Mendo de Sousa, conde, etc. — Lithogr. por A. S. Dias, na Offic. de Sanctos 
(184..). 27 centim.' 

D. Mendo Viegas de Sousa. — Nos Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

Ven. Michaela Margarida de Sancta Anna. — Idem. 

P. Miguel André Biancard, presbytero da congregação da MissAo. — Lithogr. 
por Sancta Barbara, na Offic. da Rua nova dos Martyres (1848). 10 centim. 
Na Mem. hist, da stta vida (Vej. Diccionario, tomo iv, n.° J, 2987). 

Miguel António Dias, doutor cm medicina etc. (Diccionario, tomo vi, pag. 
220). — Lithogr. por-5ancta Barbara, na Offic. da Hua nova dos Martyres 
(1848?)., 12 centim. No drama Salon0o, ou um dia em Jerusalém etc. 

Fr. Miguel de Contreiras, fundador das irmandades e confrarias da Miseri- 
córdia. — Nos Retratos e. Elogios de Varões e Donas. 

Miguel Leitão de Andrada (Diccionario, tomo vi, pag. 239). — Grav. em 
Lisboa, por João Baptista (1629). De corpo inteiro, e njoelhado. 13.centim. 
É o que anda no principio da sua Miscellanea. 

TOMO vn 9 



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130 RE 

D. Miguel Pereira Forjaz Coutinho, tenente-general, wcrelarlo ds i 

depois conde da Feira, etc— Grav. em Lisboa por F. T. de 
correcto por Bartolozzi (i813?). 14 centim. 

Miguel da Silveira (Diccionario, tomo vi, pag. 248).— Grav. por Nicolau ] 
rey (1638?). 12 centim. No sèu poema El Macabeu, impresso em Nap 
no dito anno. 

w 

D. Nuno Alvares Pereira, condestavel de Portuga], progenitor da casa de Br 
gança, etc. — Grav. por B. Picart, 1722. 17 centim. — Oatro» grav. ~" 
mesiiiO (n'este vestido com o habito de leigo carmelita). 17 centim. An 
na sua Vida, escripta em latim por António Rodrigues da Costa. — Ont 
copia do primeiro, mas reduzido na grandeza. 11 centim. — Outro, copia 
do antecedente, lithogr. no Porto por J. C. V. Villa-nova, 1848. Na edi< 
da Chronica do Condestavel, etc. feita no Porto n*esse anno. — Outro, lithc 
por M. J. Valentim, na OÉc. de Sanctos. 9 centim. Na Historia de 
tugal do dr. Schoeírer, etc. — Outro, nos Retratos e Elogios de Varõe$ 
Donas. 

D. Nuno Alvares Pereira de Mello, duque de Cadaval.— Grav. por Quillani 
(Lisboa, 1730). 14 centim. Nas Ultimas acções do duque D. Nuno, etc, 
(V. Diccionario, tomo iir, n.» J, 106.) 

Nuno da Cnnlia, governador da índia. — Na collecçâo publicada por António 
Patricio. — Outro, na coUecção de J. M. D.Collaço. 

Nnno José Severo de Mendonça Rolim de Monra Barreto, roarqnez (hoj*- 
duque) de Loulé, etc. — Grav. em madeira, por A. C. Barreto, impresso por 
Adoiphe Lallemant (Lisboa, 1857). 12 centmi. — Nâo foi exposto á venda, 
e tiraram-se mui poucos exemplares. 



Paachoal José de Mello Freire (Diccionario, tomo vi, pag. 350). — Grav. por 

F. Bartolozzi, 1797. 7 cent. 

Paulo Romeiro da Fonseca, deputado ás Cortes, etc. (Diecionatio, tomo vi, 
pag. 372). — Lithogr. em Lisboa, por Macphail, na Offic. de Manuel Luís. 
1843. 16 centim. — Náo esteve exposto á venda. 

Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil. — Lithogr. em Lisboa, por M. 
J. Valentim, na OÍIic. da Imp. Nacional (1844). 8 centim. Na HiHoria àf 
Portugal do dr. Schoeffer. — Outro, na coUecçáo de António Patrício.— 
Outro, nos Rett^atos e Elogios de Varões e Donas. 

D. Pedro Balthasar de Almeida e Lencastre, commendador da Ordem de 
Christo. — Grav. em Lisboa, por G. F. L. Debrie, 1741. 9 centim. No seu 
Elogio escripto por D. José Barbosa (Diccionario, tomo iv, n.*» J, 2774). 
— Outro, nos Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

Pedro Eannes Lobato, primeiro regedor do Civel. — Nos lletratos e Elogios 
de Varões e Donas. 

D. Pedro José de Menezes, sexto marquez de Marialva, diplomata, etc. — 
Grav. em Lisboa, por Queiroz, 1813. 6 centim. 

D. Pedro José de Noronha, marquez de Angela, ministro doestado, etc. -^ Grav. 
em Lisboa, por Silva Nogueira, 1778. § centim. 



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RE i3i 

Pedro Leite Pereira de Mello, membro da Junta Provisional do Porto em 
1820. — Na coliecçSo de Silva Oeirense. 

D. Pedro de Menezes, conde de Yianna. — Nos Retraias e Elogios de Varões 
e Donas. 

B. Pedro Negles, eremita, natural de Lisboa. — Grav. por Bernardo Francisco, 
1738. De coipo inteiro. 6 centim. incompletos. Na sua VidOj traduzida por 
D. José Barbosa (Diccionario, tqmo iv, n.° J, 2765). 

D. Pedro de Sonsa Holstein, primeiro duque, marquez e conde de Palmella 
(Diccionario, tomo vii, pag. 5J. — Grav. em Londres, por H. Colien, 1843, 
12 centim. Nos Despachos e Correspondência do mesmo duque. — Outro, 
lithogr. em Lisboa, na Rev, Contemporânea y publicada em 1848. — Outro, 
na segunda eollecçSo publicada com o mesmo titulo, 1857. —Outro, lithogr. 
por P. A. Guglielmi, na Ofidc. de Manuel Luis (1842). No Universo Pitto- 
resco, tomo ii. 

Porphirio José Pereira (Diecionario, tomo vii, pag. 20). — Grav. por J. P. de 
Sonsa (1862). 5 centim. Nos Quadros d'(dma, do mesmo auctor. 



Raphael de Lemos da Fonseca, jurisconsulto (Diecionario, tomo vn, pag. 49). 
— Grav. por Luis. . . (Lisboa, 1656?). 10 centim. De buril mui grosseiro. 
No seu Commento portuguez, impresso no referido anno. 

Raymando António de Bnlhão Pato (Diccionarto, tomo vn, pag. 50).— Na 
Rev. Contemporânea de Portugal e Brasil. 

Rodrigo Ferreira da Gosta, lente de mathematica (Diecionario, tomo vii, a 
pag. . .). Lithogr. por Dias da Costa, na Imp. Nacional (1849?). 11 centim. 
Nas Cartas da Inaia e da China, reimpressas no dito anno. 

Rodrigo da Fonseca Magalhães, conselheiro e ministro d 'estado, par do reino, 
etc. (Diecionario, tomo vii, pag...). — Lithogr. (sem indicaçíío do seu 
nome) por P. A. Guglielmi, na Offic. de Manuel Luis (184.?). 18 centim. 
— Outro, na Rev. Contemporânea de Portugal e Brasil. 

(Na coUecçSo do sr. M.B. Lopes Fernandes vi outro, de melhor execu- 
ção artística, hthogr. por Sancta Barbara, na Oííic. da Rua nova dos 
Martyres. De 20 centim. 

Rodrigo Pinto Pizarro, barão da Ribeira de Sabrosa, ministro doestado, ctc. 
(Diecionario, tomo vii, pag. . .). Lithogr. por Sancta Barbara, na Offic. de 
Manuel Luis (184.). 14 centim. 

D. Rodrigo de Sonsa Coutinho, primeiro conde do Linhares, ministro d'esfado, 
etc. (Diecionario, tomo vii, pag. . .). — Grav. em Lisboa, por F. T. de Al- 
meida, correcto por Bartolozzi, desenho de Sequeira, 1812. 11 centim. — 
Outro, na collecçâo de P. A. .1. dos Sanctos. 

(O sr. M. B. L. Fernandes possue outro, gravado em Turim por J. Vi- 
cente Priaz, 1825. 11 centim.) 

Roque Ribeiro de Abranches Gastello-Branco, membro da Junta Provisional 
do Porto cm 1820. — Na collecçâo de Silva Oeirense. 

Ruy Lourenço de Távora, vice-rei da índia, etc— Lithogr. em Lisboa, na 
Offic. de Lence (1838). 10 centim.— Na Mem. hist, dos tenentes-generaes 
Leites, 

9* 



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S 

Salvador Corrêa de Sá, famoso capitão e ffovernador no BraaiL — Littiogr.Dio 
Rio de Janeiro, por V. Luviée, 1841. 15 centim. 

Sancho de Faro, cruarto conde de Vimieiro, etc.— Grav. por F. Chaesmap, 
desenho de M. dhee. . . 26 centim. 

D. Sancho Manuel, primeiro conde de Villa-flor, general no Alemtejo, etc— 
Grav. por. . . (Amsterdam, 1673?). De corpo inteiro, e montado a cavalla 
16 centim. Nos Applausos Académicos^ publicados por D. António Alvaics 
da Cunha. 

Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira, coronel de artilheria, vice-pre- 
sidente da Junta Provisional do Porto em 1820. — Na collecçáo de Silva 
Oeirense. 

Sebastião José de Carvalho e Mello, primeiro marquez de Pombal» ele. (Dic- 
^donario, tomo vii, pag. . .). — Grav. em Lisboa, por Carpinetti, desenho 
de Parodi, 1759. 12 centim. É tido por um dos melhores e mais exactos. 
— Outro, grav. por Tob. lleins Thoman ... 12 centim. É copia do ante- 
cedente, mas de Jburil pouco correcto.— Outro, grav. (em Paris?) por S. 
C. Miçer, desenho de Monnet. 8 centim. No tomo i da onra AdminiêtnUm 
de Sebastien Joseph de Carvalho et Melo. — Outro, grav. ao qne parece em 
Lisboa, e de buril assas imperfeito. 10 centim. — Outro, na collecção de 
P. A. J. dos Sanctos, que é de todos o peior. 

D. Sebastião de Mattos de Noronha, bispo de Elvas, e depois arcebispo de 
Braça. — Grav. por J. de Courbes (fora de Portugal, segundo creio, em 
1634). 6 centim. Nas Constituições Synodaes do bispado d*Elvas. Ahi se 
encontram também em forma de pequenas medalhas (tendo cada uma 3 
centim.) os retratos dos cjuatro primeiros bispos da referida cidade, D. An- 
tónio Mendes, D. António de Mattos de Noronha, D. Buy Pires da Veiga, 
e D. Fr. Lourenço de Távora. 

D. Sebastião Monteiro da Vide, arcebispo da Bahia (Diccionario, tomo vii, 
pag. . . .).— -(Grav. em Boma, 1718) por N. Oddi. 15 centim. Na Vida de 
Sancto Ignado de LoyoUij pelo P. Francisco de Mattos. 

D. Sebastião de Menezes, arcebispo de Garthago. — Nos Retratos e Elogios de 
Varões e Donas, 

Silvestre Pinheiro Ferreira, ministro doestado, etc. (Diccionario, tomo vn, 
pag. . . .).— Lithogr. em Lisboa por Michellis, na Offic. de Manuel Luis. 
10 centim.— Outro, lithogr. por Feyre, na Offic. de Sanctos. 10 centim. 
Outro, na Rev. Ccmiemporanea, 1857. — Outro, na coIlécçSo de P. A. J. dos 
Sanctos. 

Simão José da Luz Soriano, formado em medicina, official maior da Secreta- 
ria dos Negócios da Marinha, ele. (Diccionario, tomo vii, pag. ...).— 
Grav. por J. P. de Sousa (1860). 8 centim. Nas suas Revelações e Memo- 
rias, impressas n'esse anno. — Tenho outro de 12 centim. em photogra- 
phia, havido por intervenção de um nosso amigo commum. 

Simão da Silva Ferraz de Lima e Castro, barSo e depois conde de Benduffe, 
etc. — Na Rev. Contemporânea, 1857. 

(Vi outro de muito maior formato, grav. ou iithogr. em Berlin.) 

Sueiro da Costa, um dos Doze de Inglaterra.— Nos Retratos e Elogios de Va- 
rões e Donas. 



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RE m 

P. Theodoro da Almeida, da congregação do Oratório (Diccimario, tomo vii, 

ri^. . . .). — Grav. em Lisboa (depois do seu falecimento) por D. J. da Silva, 
centim. É o que anda no poema Feliz Independente, e em outras obras 
suas. 

(Na oollecção do sr. M. B. Lopes Fernandes ba outro, que se diz 
gravado quando o P. contava de edade 60 annos : pelo dito gravador, 
porém mais aprimorado na execuçSo. 8 centim. incompletos.) 

S. Theotonio, primeiro prior do mosteiro de Sancta Cruz de Coimbra. — Grav. 
par J^ Gom. (Lisboa, 1650?). 9 centim. Na sua Vida por D. Timotheo dos 

Yen. Tlieresa da Annimciada, religiosa no convento da Esperança, da ilba 
de S. Miguel. — Grav. em Lisboa, por Carpinetti (17637). De corpo in- 
teiro. 8 centim. Na sua Vida pelo P. José Clemente íDiccionariOj tomo iv, 
n.* J, 2977). 

B. Thomáa de Almeida, primeiro cardeal patríarcba de Lisboa.— Nos Retra- 
tos e Elogiai de Varões e Donas. 

Thomás António dos Sanctos e Silva, poeta setubalense (Diccimario, tomo 
▼if, pag. . ..). — Grav. por Francisco Tbomás de Almeida, sobro um re- 
trato a óleo pintado por Luis Resende (Lisboa, 1814). 8 centim. Á frente 
do seu poema Brasitíada, — Outro, copia do precedente, lithogr. em Lisboa, 
1840. 8 centim. 

Thomáa José da Annimciação, pintor.— Na Rev, Contemporânea de Portu- 
gal e BrasiL 

Thomáa Pinto Brandão, ooeta (Diceionario, tomo vii, pag. . . .).— Grav. ém 
Lisboa, por G. F. L. Debrie 1732. 9 centim. 

D. Thomás de Lima VaBConcelloa Brito Nogneira, marquez de Ponte de 
Lima, ministro d'estadò, etc. — Grav. ao que parece em Lisboa (mas sem 
alguma indicação). 16 centim. — Outro, grav. por Froes. 8 centim. 

B. Thomaaia de Jesna, da Ordem terceira dominicana.— Grav. por Paulus. . . 
(1757?). 8 centim. Na sua Vida, escripta por Fr. Jofto Franco (Diceionario, 
tomom, n.^ J...). 

Yen. Fr. Thomé de Jesus, da Ordem de Sancto Agostinho (Diceionario, tomo 
vn, pag. . . .).— Nos Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

Tibnrcio Joaquim Barreto Feio, ajudante de milicias, ctc— Na collecçâo do 
^va Oeirense. (Y. António Barreto Pinto Feio.) 

Tristão da Cunha, Lithogr. em Lisboa, pôr Macpbail, na Offic. de Manuel 
Lais (184.). 14 centim. — Outro, na collecçSo de António Patrício. 

D. Vasco da Gama, primeiro conde da Vidigueira, descobridor da índia.— 
Lithogr. no Porto, por J. B. Ribeiro, 1838. 11 centim. Na primeira ediçSo 
do Roteiro da Viagem, etc. (V. no Diceionario, tomo ii, n.« D, 170).— Ou- 
tro, lithogr. (em Lisboa, mas sem indicação da Offic, etc.) 9 centim. Na 
segunda ediçSo do Roteiro feita em 1861. — Outro, grav. em Madrid, por 
Blaz AroetUer, 1794. Nas Investigadones históricas de D. Cristo vai Cladera. 
— Outro, lithogr. em Lisboa por R. Stogueler (1840). 14 centim. No Ob- 
serrador viajante.— Outro, lithogr. por M. J. Valentim, na Imp. Nacional 
(1844). 8 centim. Na Historia de Portugal do dr. SchoefTer. — Outro, na 
collecçSo de António Patrício. — Outro, na coUecção de J. M. D. Collaço. 
— Outro, nos Retratos e Elogios de Varões e Donas. 

(O sr. M. B. Lopes Fernandes tem na sua collecção outro, lithogr. por 



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134 RE 

^endim, na Ofiic. da Rua nova dos Martyres (1845). 20 ceatim. Ê co- 
pia de um quadro original, que possue o sr. conde do Farrobo. 

Vicente José de GarvaUio, lente da Escola MedlcoHsirurgica do Porto. — Li- 
thogr. cm Lisboa, por Pedroso, naOffic. de Manuel Luis, 1844. 19centim. 
—Outro, lithogr. iio Porto, por Neves, ua Offic. de J. C, desenho de Zai- 
lony, 1839. 21 centim. 



De brasileiros contemporâneos, os seguintes: 

• Alexandre José de Mello Moraes, dr. em medicina. —Wiccionario, no Sup- 

plemenío final). Lithogr. no Rio de Janeiro, por A. cie Pinho, na Offic. de 
llensburg. 11 centim. 

k António Gonçalves Teixeira e Sousa, poeta e romancista (Diccionario, no 
tomo I, e no SupjAemento), — Lithogr. no Rio de Janeiro, na Oílic. de Uea- 
ton & Reusburg, iWkl, 10 centim. — No seu poema A Independência do 
Brasil. ' 

• Diojfo António Feijó, senador, regente do império, etc— f^Dícetona»*!©, no 

SupplementoJ . Lithogr. no Rio, na Offic. de S. A. Sisson (1861). 10 centim. 
Na Necrologia do senador D. A. Feijó, impressa no referido anno. 

• Domingos José Gonçalves de Magalhães, poeta, philosopho e diplomati 

(Diccionario, tomo ii, e no SupplementoJ, — Lithogr. por Alf. Hartinet 
(Rio, 1857?). 13 centim. No seu poema A Confederação dos Tamoyos. 

• Evaristo Ferreira da Veiga, jornalista e deputado (Diccionario, no Sup- 

plemmto), — Lithogr. por Larée, Rio de Janeiro, 1837. 9 centim. No fo- 
lheto Honras e saudades d memoria de Evaristo, etc. 

f Fr. Francisco de Monfaiveme, franciscano (Diccionario, tomo n, e no Stip- 
plemenio). — ^2i Rev. Contemporânea de Portugal e Brasil. 

• Francisco Octaviano de Almeida Rosa, jornalista e deputado (Diccionario, 

no SupplementoJ. — Na Rev. Contemporânea de Portugal e BrasU. 

• Irenèo Evangelista de Sousa, barão de Mauá.— Na Rev. Contemporânea 

de Portugal e Brasil. 

> Joaquim José Pereira de Faro, barão de Rio-bonito (nascido oro Bra» 
em 1768, m. a 10 de Fevereiro de 1843). — Lithogr. no Rio, na Offic. de 
Hcaton i Rensburg. 10 centiní. Na Oração fúnebre, etc. recitada pelo 
. cónego J. da C- Barbosa. 

• Joaqnim Norberto de Sousa ^va, poeta, romancista, e philologo (Diccio- 

nario, tomo IV, e no SupplementoJ. — lÁihogr. no Rio, por A. de Pinho, 
1861. 9 centim. Nos seus Cantos épicos, impressos no referido anno. 

• Jonathas Abbott, doutor e lente de medicina, etc. (Dicdonario, tomo iv). 

— No folheto Tributo de sincera amisade, etc. que seus discípulos lhe de- 
dicaram em 1851. Lithogr. no Rio, na Offic. de Heaton & Rensburg. 10 
centim. 

• José Bonifácio de Andrada e Silva, cognominado o Patriarcha da Inde- 

pendência do Brasil. (Diccionario, tomo iv, e no SupplementoJ. — Gravado 
(Paris, 1861?) sem indicação do Aoroe do gravador, etc. 7 centim. Nas 
Poesias de Américo Elysio, publicadas novaujente pelos srs. Laemmert no 
Rio de Janeiro no dito anno. 

• José Marcellino Pereira de Vasconcellos, advogado, etc. (Diccionario, no 

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RE 135 

tomo V, e no SuppkmentoJ.—Lithogr, por A. de Pinbo> na Offic. de Rens- 
bnrg. li centim. 

• José da Silva Lisboa, visconde de Cayru (Diccionario, tomo v, e no Sup- 

pUmentoJ, — Grav. em Paris, por Lemaitre, 1859. 7 centim. Na Hist. geral 
do Brasil pelo sr. Varnhagen. 

• Leonardo da Senhora das Dores Gastello-branco, brasileiro piaubyense 

(Diccionario, tomo v.) — Lithogr. em Lisl)oa, por N. J. P. Lecoingt, na 
Offic. deV. Ziegler & G.* (1843). 9 c«ntim.Na sua Astronomia e Mechanica 
Leonardina. 

• Manuel de Aranjo Porto-alegre (Diccionario, toiuo v, e no SupplementoJ. 

— Lithoírr. por A. L. Guimarães na OflSc de Healon & RensDurg (Rio, 
1854). 12'Centim. Na JlltLstração Brasileira, n.° 3. 

• Kannel Jacinto Nogueira da Gama, marquez de Baependy (Diccionario, 

tomo vi).— Lithogr. (Rio, 183if). Sem indicação do nome do artista. 12 
centim. Na Biographia do mesmo, escripta pelo dr. J. J. da Rocha. 

• Manuel Pessoa da Silva, poeta bahiense (Diccionario, tomo vi).— Lithogr. 

2)ahia 1841?) Sem nome do artista. No seu poema Vinte e nove de Seplem- 
•o etc. 

• Marianno José Pereira da Fonseca, marquez de Maricá (Diccionario, 

tomo vi). — Lithogr., sem data, e sem indicação da Officina otc. 9 centim. 
Na' CoUeeção completa das suas Máximas e pensamentos, publicada pelos 
srs. Laemmert. 

X.B. 

Mais que deficiente vai sem duvida este artigo : comprehende todavia para 
rnais de mil retratos, e terá provavelmente de ser addicionado no Supplemento 
final. 

201) RETRATOS, de que tenho visto exemplares cm poder de diversos, 
e que até hoje não pude conseguir para a minha collecção : 

Descreverei em primeiro logar os que existem na do sr. M. B. Lopes Fer- 
nandes. 

Agostinho José Freire, conselheiro e ministro doestado etc. (Veí. no Diccio- 
nario, tomo III, o n.° J, 395). — Lithogr. por D. Monteiro. 14 centim. 

D. António de Almeida, marquez do Lavradio, falecido cm Paris, em 1833. 
—Lithogr. por T. Sauvé, desenho de D. Isabel de Sousa, Paris, i833. 17 
centim. 

António Fernandes Rodrigues de Noronha, pintor histórico, e professoir na 
Academia do Castello de S. Jorge, natural do Brasil.— Desenho feito a 
aguarella, por^Maximo Paulino dos Reis. 10 centim. 

António José Maria Gampello, ministro d'estado, etc. (Diccionario, tomo i). 
— Lilhogr. por Primavera (Lisboa 184. .). 17 centim. incompletos. 

António Manuel Soares Galamba, celebre caudilho das forças populares no 
Alemtejo em 1846 e 1847. — Lithogr. por Menna, na Offic. <ie Sanctos, 
1848. 18 centim. , 

Archangelo Fusquini, pintor da camará de S. M.— Lithogr. por J. M. Silva, 
na Offic. de Sanctos, 1835. 20 centim. 

Bernardim Freire de Andrade, tenente-general, assassinado em Braga a 17 
de Março de 1809.— Grav. por G. F. de Queiroz. 17 centim. 
(Possue também um exemplar o sr. Figanière.) 



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136 ^ RE 

Carlos Napier, conde do Cabo de S. Vicente, coromandante das forças navaes 
ao serviço da senhora D. Maria II em 1833. — Lithogr. por Prima vera, na 
Offic. da Rua nova dos Martyres. 27 centim. 

Filippe Ferreira de Aranjo e Caatro, ministro doestado etc. (Diccionario, 

tomo ii).— Lithogr. por Lopes Júnior (Lisboa 1848). 17 eentim. 

D. Francisco de Almeida, conde do Lavradio (Diecionario, tomo ii). — Dese- 
nhado por D. A. de Sequeira, e lithogr. em Paris 1824. 18 centim. — Não 
traz a indicação do seu nome. 

(Vi outro egual em poder do sr. Figanière.) 

Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato, conselheiro e ministro d*es- 
tado etc. (DkcionariOj tomo ii). — Lithogr. na Offic. de Manuel Luís, de- 
senho de Máximo Paulino dos Reis. 11 centim. 

FredericOí duque de Schomberg, general ao serviço de Portugal na guerra da 
independência no século xvii. — Grav. em Londres, por Ayler (18.-). 7 
centim. 

João Forbes de Skellater, tencnte-general, commandante da divisão portu- 
eueza na campanha do Roussillon. — Grav. por Bartolozzi, 1812, desenho 
ae Pellegríni. 17 centim. 

(Também vi outro exemplar na collecçâo do sr. Figaniòre.) 

João Francisco de Oliveira, physico-mór do exercito, etc. — Delineado por 
Pradier, e grav. em pedra 1822. 14 centim. Diz-se serem raros os exem- 
plares. 

João Thomás de Carvalho, medico da camará de S. M.— Lithogr. por Sen- 
dim, na Offic. de Manuel Luis, 1838. 20 centim. 

Joaqnim Carneiro da Silva, gravador insigne (Diccionario, tomo iv).-— De- 
senho feito a aguarella, e tirado por outro original, que possuia Gregório 
Francisco de Queiroz. 7 centim. 

Joaqnim Ignacio da Crnz Sobral, thesoureiro-mór do Erário Rcgio. — Grav. 
(sem mais declarações). Quasi 8 centim. 

Joaqnim José Falcão, ministro da marinha etc. — Lithogr. por P. A. J. dos 

Sanctos, na sua Offic. (1845). 17 centim. 

José António de Oliveira Leite de Barros, conselheiro e ministro d'estado, 
com o titulo de conde de Basto, conferido pelo sr. D. Miguel. — Desenho 
original a lápis por P. A. J. dos Sanctos. lo centim. 

José de S. Bernardino Botelho, cónego da basílica de Sancta Maria (Viccio- 
nario, tomo iv). — Grav. por R. J. da Costa, desenho de Máximo Paulino 
dos Reis: na Offic. do Arco do Cego (1800?). 9 centim. incompletos. 

José Francisco Valorado, doutor em medicina (vej. no Diccionario, tomo v, 
n.*' J, 4177). — Retrato pintado a cores, em papel, no anno de 1847, por 
P. A. J. dos Sanctos. 12 centim. 

José Joaqnim de Almeida Monra Coutinho, juiz da Relação de Lisboa (Dic- 
cionario, tomo iv). — Lithogr. na Offic. de Sanctos (1847). 11 centim. 

José Rodrignes de Abren, doutor em medicina (Diccionario, toiQO v). — Grav. 
em Roma, por Miguel Sorello, 1732. 16 centim. 

Mannel António de Sampaio, conde de Sampaio, membro do Governo Pro< 
visorio em 1820, e da Regência no anno seguinte etc. — Lithogr. por Sen> 
dim, na Offic. Regia. 17 centim. 



I 



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RE 137 

D. Manael de Portugal e Castro, vice-rei da índia, par do reino, etc— li- 
thogr. sem indicações algumas. 9 centioi. 

Manuel Telles da Silva, conde de Villar-maior, secretario da Âcad. Real da 
Historia (Diccionario, tomo vi).— Grav. provavelmente por Debrie, mas 
sem indicação alguma. 8 centim. 

D. Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos, governador e capitao-gene- 
n^l da Bahia, etc. — Grav. em Londres, por Skelton, 1816. 35 centim. 

Marino Mignel Franiini, ministro doestado, par do reino etc. (Diccionario, 
tomo VI).— Lithogr. por Sendim, na Offic. Regia. 29 centim. 



Por favor do já citado sr. A. J. Moreira tive occasiSo de examinar os 
seguintes : 

D. António da Visitação Freire de Carvallio, cónego regrante de Sancto 
Agostinho (Diccionario j tomo i, pag. 295).— Lithogr. em Lisboa, por Le- 
grand, na Offic. de Manuel Luis, 1843. 22 centim.— Pertence á collecçSo 
mencionada no tomo ii, n.** C, 358. 

Francisco Pinto Vaz Gnedes Bacellar, visconde de Montalegre, «O primeiro 
official general que á frente do distincto regimento 24 mostrou aos portu- 
gueses que as leis chamavam ao throno o senhor D. Miguel I». (Assim se 
lé na inscripção coUocada na parte inferior). — Lithogr. em Lisboa, por 
Thomás António de Oliveira, desenho de Caetano Ayres de Andrade, na 
Offic. Regia (1828?). 22 centim. 

P. Gabriel Malagrida, jesuita (DiecUmario, tomo iii, pag. 106). — Grav. em 
Lisboa, por M. V., 1761. N'elle vem o dito padre representado de corpo 
inteiro, na acçáo de caminhar para o patibnlo. Posto que na legenda, que 
contém quasi tantos erros como palayras nas doze linhas de que se com- 
põe, se diga ser 9 Verdadeiro retrato», apresenta mais viso» de verdadeira 
caricatura. Para em tudo contradizer a verdade notória, apparece Malagrida 
entre dons confessores vestidos um com o habito de S. Francisco, e outro 
com o de.S. Domingos, o que é uma falsidade estreme; sabendo-se pelas 
historias do tempo, que o padecente fora n'aquelle acto acompanhado so- 
mente pelos dous theologos benedictinos, os doutores Fr. Francisco de 
S. Bento Barba, e Fr. JoSo Baptista de S. Caetano, ambos da intima con- 
fiança do Marquez de Pombal.— O corpo inteiro do padre tem 16 centim.; 
incluida a carocha, que lhe cobre a cabeça, e que mede á sua parte quasi 
6 centim.! 

José Joaquim da Silva Sonsa Reis Remechidq, celebre guerrilheiro no Al- 
garve em 1836 e 1837, prisioneiro em S. Bartholomeu de Messines, e fu- 
zilado por sentença do conselho de guerra. — Delineado e lithogr. por Vidal, 
na Offic. da Rua nova dos Martyres (1838). De corpo inteiro. 24 centim. 

D. Fr. Patrício da Silva, cardeal patriarcha de Lisboa etc. (Diccionario, 
tomo VI, pag. 357). — Delineado e lithogr. por Silva Oeirense^ na Offic. 
Regia (1826?). 24 centim. 

Na oecasi2o em que a presente folha estava prestes, a imprimir-se^ pude 
ainda examinar de espaço a importante collecçáo do sr. Fisanière, o que náo 
se realisára mais cedo por embaraços supervenientes. N'ella encontrei, afora 
muitos retratos idênticos a outros que já ficam descri ptos, os seguintes, que 
faltam nas outras collecçOes particulares até agora mencionadas : 



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138 RE . , 

nua estampa descriptiTa do desembarque da princeza D. Carolina Leopol- 
dina Josepha no Rio de Janeiro em 1817, que comprehende (além de outras 
figuras innominadas) trinta e cinco retratos das personagens da família 
real. e mais pessoas da cOrte, que intervieram n'aquelle acto. — Grav. 
(em Paris?) por Pradier, desenho de Debret. 44 centim. de altura por 67 
de largura. 

António Feliciaao de Gaatilho (dito acima). — Sem designação do nome. — 
(Grav. por J. V. Priaz, 182. .?). 11 centim. 

António Mannel Leite Pacheco Malheiro e Mello (Diecúmario, tomo i, 

pag. 19o). — Grav. por (Lisboa 17. .). 6 centim. 

António Pussich, chefe de divisão, governador das ilhas de Cabo-verde. — 
Lithogr. por Macpbail, na Ofiic. de Lopes á. Bastos, 1832. 11 centim. 

P. Bartholomeu do Quental (dito acima). — Mandado abrir pelo P. Diogo Cu- 
rado, e grav. em Roma por H. Rossi, 1713. 13 eentim. 

Francisco de Andrada Leitão (dito acima). — Grav. sem designaçSo do logar, 
nem do nome do artista. Mostra ser contemporâneo. 15 centim. 

Tranciaco Mannel do Nascimento (dito acima). — O retrato a que alladi 
(pag. 114), grav. na Oíiíc. Regia em 1803, mas sem indicação do logar, 
nem do gravador. 7 centim. 

Francisco da*Silveira Pinto da Fonseca, primeiro conde de Aroarente, ma- 
rechal de campo, otc.-— De corpo inteiro, e montado a cavatlo. — Grav. 
no Porto, 1811, (Dor Haymundo Joaquim da Costa, desenho de JoSo Baptista 
Ribeiro. 26 centim. — £ uma copia do mesmo, de grandeza egual, que 
parece feita eiu Lisboa, sem nome do gravador. 

Francisco Xavier Migonç, cavalleiro da Ordem de Christo, compositor mu- 
sico. — Lithogr. em Lisboa, na Offic. de Lopes & Bastos. 17 centim. 

Genoveva do Espirito Sancto, fundadora do convento do Desaggravo em 
Villa-pouca, falecida em 31 de Dezembro de 1821. — Grav. por ... . 11 
centim. 

Gonçalo Annes Bandarra (Dicciomrio, tomo iii, pag. 181). — Grav. por .... 

(Lisboa 18. .?). 8 centim. — Esta estampa inculca ter sido mandada abrir 

pelos Sehattianisía$, e com eila se acham mais duas símil hantes, que re> 

• presentam o preto Clemento Gomes, e o abbade Joaquim, tidos egualmente 

como prophetas por aquelles sectários. 

D. Jeronymo de Ataíde, conde d*A(ou^ia, governador em Traz-os-moutes e 
no Brasil. — Grav. por ... . (16. .?). 14 centim. 

D. Jeronymo José da Costa Rebello, bispo do Porto, etc. — Lithogr. no Porto 
por G. A. Corroa, desenho de A. Roquemont, 1848. 32 centim. 

S. João de Dens (dito acima). — Grav. em Paris, por Mariettc. 15 centim. 

D. João da Motta, cardeal e ministro d'estado no reinado de D. Joio V, etc 
— Grav. (provavelmente em Lisboa, por ). 13 centim. 

Fr. João da Soledade, monge descalço da Ordem de S. Paulo, e preposito no 
convento de Lisboa, etc. Falecido em 23 de Junho de 1786.— Grav. em 
Lisboa, por 9 centim. 

Joaquim Pedro de Sonsa, artista gravador, já por vezes nomeado n'e8tes ar- 
tigos (Dkeiomrio, tomo iv, pag. 144). — Lithogr. em Lisboa, por 8 

centim. 



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RE 139 

D. José I, rei de Portugal. — Grav. em Vienna d'Austria, por J. S. Negges, 
1750. — i9 cenlim. — Esta estampa é rara. 

José Francisco Leal, lente de physiologia na Universidade de Coimbra (Dic- 
cionario, tomo iv, pag. 341). — Grav. em Lisboa, por Neves. 5 centim. 

José Ignacio de Andrade (dito acima). — Litbogr. por A. J. da Silva, na 
Offic. de Sanctos, 1829. 12 centim. 

D. Manuel, infante, filho d'el-rei D. Pedro II. — Grav. em Roma, por Carlos 
Grandi, 1729, 12 centim. — Esta estampa é muito rara. 

Panlo Ifidosi (Diccionario, tomo vi, pag. 365). — Lithogr. por Maurin, na 
Offic. Franceza. 13 centim. incompletos. 

Rodrigo Navarro de Andradef depois barão de Villa-secca, diplomata, etc. — 
Grav. em Lisboa, por F. T. de Almeida, desenho de Bazzuoli, de Florença, 
1819. 19 centim. 

202) RETRATOS DOS GRANDES HOME IVS DA NAÇÃO POR- 
TUGLEZA, com epUomes de suas vidas.— È uma collecçSo, que começando a 
sahir periodicamente (em Lisboa) no anno de 1804, ou 1805, continuou com 
intervalos longos e irregulares, até sn interromper de todo em 182o. Foi editor 
d'esta publicação António Patiicio Pinto Rodrigues, hespanhol, de quem fiz 
menção no logâr competente do Diccionario. ( Vej. o annuncio da obra, no Jornal 
de Coimbra, vol. vi, parte 2.», n.° xxvi (Fevereiro de 1814) a pag. 1S2.) As es- 
tampas de gravura em cobre são tiradas em papel no forniato de folio grande, 
trazendo cada uma na parte inferior um brevissimq resumo biographico do 
sujeito retratado. Sabiam acompanhadas de outras biographias mais extensas, 
também no formato de folio, mas sem numeração alguma. As ultimas biogra- 
phias foram impressas na Offic. de Alcobia, 1825; as outras não téem decla- 
ração do anno, nem da typographia. O preço de cada estampa com a respectiva 
biographia era de 720 réis. 

Estes retratos são todos de forma e grandeza eguai, e comprehendidos em 
ovaes ou ellipses, cujo diâmetro maior é de 11 a 12 centímetros. Alguns trazem 
a subscripção: João Cardini sculp. em Lisboa; porém a maior parte não tem 
declaração alguma. Em geral parece serem de buril mais aprimorado que o dos 
que formam a outra collecçfio do mesmo género, cuja descripção vai no artigo 
a este immediato. 

Difficultosamente se encontram hoje exemplares d'e8ta obra. Conservo i(j|éa 
de ter visto em tempo um cóm trinta e seis estampas; porém outros de que hei 
conhecimento mais recente, comprehendem só trinta e quatro. Gomo na serie da 
publicação se não guardou ordem nem regra, pôde cada uiircollocal-as n'aquella 
que bem quizer. Quanto a mim, a disposição mais natural para a sua cooi-de- 
nação é a que se segue ; 

1. Conde D. Henrique. 

2. D. Affonso L 

3. D. Sancho I. 

4. D. Affonso U. 

5. D. Sancho lí. 

6. D. Affonso IH. 

7. D.Diniz. 

8. D. Affonso IV. 

9. D. Pedro L 

10. D.Fernando. 

11. D. João L 

12. D. Duarte. 



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140 ' RE 

i3. D.Aflfon80 V. 

14. D. João 11. 

15. D.Manuel. 

16. D. JoAo UI. 

17. D. Sebastião. 

18. D.Henrique, cardeal-i*ei. 
i9. Sancta Isabel. 

20. D. Henrique, infante. 

21. Martim Moniz. 

22. Álvaro Gonçalves Coutinho Magriço. 

23. D. Duarte de Menezes. 

24. D. Vasco da Gama. 

25. Pedro Alvares Cabral. 

26. D. Francisco de Almeida. ^ 

27. Aifonso de Albuquerque. 

28. Lopo Soares de Albergaria. 
29*. D. Henrique de Menezes. 

30. Nuno da Cunha. 

31. D. João de Castro. 

32. Tristão da Cunha. 

33. João de Barros. 

34. Luís de Camões. 

^. f(írw 203) RETRATOS E ELOGIOS DE VARÕES E DONAS, çue ttttu- 

y ^jrí^^ iraram a Nação Portugueza em virtiuies, letras, armas e artes, assim nacionaes 

^^J»''^ cofMi estrangeiros, tanto antigos como modernos. Offereeidos aos generosos por- 

j /••'^ tuguezes, Tomo i. Lisboa, na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira. 1817. 4.<^ 

^, <r^«^ Começou esta publicação em Julho de 1806, por números ou auadernos 

mensaes, comprebendendo cada um doestes quatro retratos, acompanhados das 

respectivas biographias. Effectivamente sabiram os n.^' seguintes até o 9.% que 

tem a data de Março de i807. O preço de cada numero para os subscriptores 

era de 480 réis. No mtervallo da publicação do 6.*" ao 7/* numero sahíu também 

com o titulo de Alcance (promettendo-se a continuação) uma espécie de sup- 

plemento, constando de dous retratos, com as suas biographias. 

Em 1807, por motivos que ignoro, ficou interrompida a continuação da 
obra; e só em 1817 vieram a sahjr á luz os n.<" IO.*", 11.° e 12."*; este com a de- 
nominação de ante-frimeiro, e ^ntendo o frontispício, prologo, lista dos as- 
signantes, e uma biographia de^^theus Fernanaes, destinada a substituir 
aquella que anteriormente fora daaa com o competente retrato, e que (sup- 
posto fosse escrípta pelo P. José Agostinho de Macedo) continha erros grossei- 
ros, e inexactidões manifestas. Estes doze n.<^ ficaram, pois, formando o pri- 
meiro volume da obra; tendo sido do n.° iO.^ em diante alterado o preço dos 
quadernos, que de 480 subiu a 600 réis. 

Sabiram ainda no mesmo anno de 1817 os n.*^ 13.^ e seguintes; porém 
depois sobreveiu nova interrupção, de sorte que o n.» 19.°, ultimo publicado, 
só appareceu em 1822.' Com elle cessou inteiramente a publicação, constando 
assim o volume segundo apenas de septe números, que não téem rosto, ou 
frontispício especial; pelo que de ordinário os possuidores da obra completa 
(como se acha) a fazem enquademar em um só e único volume. 

Na sociedade que promoveu, redigiu e realisou esta empresa, entraram 
Pedro José de Figueíreao (de cuja penna são as biographias na maior parte), 
Luís Duarte Villela da Silva, Fr. José Marianno Velloso (até á sua partida para 
o Brasil em 1807), José da Cunha Taborda, e outros. 

Assentou-se em não dar numeração seguida ás paginas impressas, nem tão 
pouco aos retratos; no intento de que os curiosos podessem de futuro classi- 
ncar uns e outros a seu arbítrio, e segundo lhes agradasse; ou fosse seguindo 



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RE 141 

a ordem chronologica dos annos em que faleceram o» indivíduos retratados, 
ou distribuindo estes pela ordem de suas híerarchias, estados^ etc., etc. 

A coJleccâo poucas vezes apparece completa; e para que o esteja deve 
conter além de uma estampa allegoriea annexa ao frontispício, .78 retratos e 
outras tantas biograpbias. Os que pretenderem colligíl-os segundo a ordem da 
publicação, devem aispol-os na que passo a indicar : 

^ i. D. Henrique, infante, ^râo-mestre da Ordem de Christo, falecido em . 146(1 

• 2. D. Nuno Alvares Pereira, condestavel de Portugal 4431 

» 3. D. Pedro de Menezes, conde deVianna, governador de Ceuta 1437 

I 4. JoSo das Regras, chanceller-mór do reino 1404 

^5. D. Pedro, infante, regente do reino 1449 

• 6. Martim Moniz, que m. atravessado na porta do Castello de Lisboa. . 1147 
^7. D. Duarte de Menezes, conde de Vianna, govem. de Alcacer-Seguer 1464 

• 8. Martim d'Ocem, do conselho d'e]-rei D. João I, etc 14. . 

« 9. D. Fernando, o infante sancto, mestre da ordem de Avis 1443 

.10. Joáo XX, dito XXI, summo pontífice 1277 

• il. D. Álvaro Yaz de Almada, conde de Abranches 1449 

< 12. Dioffo Gonçalves Travassos, valido d'el-rei D. João I, etc 14 . . 

«13. D. lofto. infante, mestre da ordem de S. Tiago 1442 

• 14. D. Fr. Joáo d'Evora, bispo de Viseu 1426 

»15. Pedro Eannes Lobato, primeiro regedor do eivei * 14. . 

« i6. Mattheus Fernandes, architecto do convento da Batalha 1515 

^i7. D. Filippa, rainha, mulher de D. JoSo 1 1415 

• 18. D.^ Fernando Sanches, íilho natural d'el-rei D. Diniz » . . . 13. . 

- 19. Lopo Fernandes Pacheco, mordomo-mór do infante D. Pedro 1348 

*20. Álvaro Gonçalves Coutinho Magriço 14. . 

21. P. José de Anchieta, apostolo do Brasil 1597 

22. Gregório Lope», solitário do México 1596 

23. D. Leonor, rainha; mulher d'el-rei D. Duarte 1445 

24. JoSo Pereira Agostin, senhor de Panoias, etc 14. . 

25. Sueiro da Costa, alcaide-mór de Lagos, etc 14. . 

26. Fr. Miguel de Contreiras, fundador da irmandade da Misericórdia . . 1505 

27. D. Brites, rainha, mulher de Dr Affonso III 1303 

28. S. Dâmaso, summo pontífice 384. 

29. D. Francisco de Almeida, primeiro vice-rei da índia 1510 

30. Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil 15. . 

31. S. Isabel, rainha, mulher de D. Diniz ^ 1336 

32. D. Fr. Gaspar do Casal, bispo de Leiria 1584 

33. Fr. Luis de Granada, confessor da rainha D. Catharina 1588 

34. D. Mendo Viegas de Sousa, seplimo senhor da casa de Sousa 1130 

35. D. Ignez de Castro, mulher de D. Pedro I : 1355 

36. D. Fr. Bartholomeu dos Martyres, arcebispo de Brasa 1590 

37. Lopo Soares de Albergaria, terceiro governador da Índia 15. . 

38. Lms de CamOes, falecido conforme a opinião vulgar 1579 

39. D. Maria, rainha, segunda mulher de D. Manuel 1517 

40. D. Francisco de Castro, bispo inquisidor geral 1653 

41. A£fonso de Albuquerque, segundo governador da índia 1515 

42. Diogo de Paiva de Andrade, theologo no concilio de Trento 1575 

43. Sancta Joanna, princeza de Portugal 1490 

44. D. Vasco da Gaina, descobridor da índia , 1524 

45. D. António Pinheiro, bispo de Miranda e Leiria 158. 

46. JoSo de Barros, historiador da índia ; 1570 

47. D. Maria, infanta, filha d'el-rei D. Manuel 1577 

48. D. João Manuel, arcebispo de Lisboa i633 

49. D. Jofto de Castro, quarto vice-rei da índia 1548 



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M RE 

50. DamiSo de Góes, ehrooista-mór do reino . • i37. 

51. D. Isabel, infanta, imperatriz de Allemanha iSS 

52. D. Fr. Affonso Pires, bispo de Évora 1335 

53. Diogo Lopes de Sequeira, quarto governador da índia iòlt] 

54. Fr. Thomé de Jesus, instituidor dos Agostinhos descalços ........ idSS 

55. D. Leonor, rainha, terceira mulher de D. Manuel i->>^ 

56. D. Fr. Sebastião de, Menezes, arcebispo de Carthago 1419 

57. Lobo Vaz de Sampaio, nono governador da índia i»iS 

58. Diogo do Couto, chronista da índia 1616 

59. D. Maria, filha natural d'el-rei D. JoSo IV 169:5 

60. D. Fr. Álvaro Pelagio, bispo de Silves 135Í 

61. D. António Luis de Menezes, conde de Cantanhede, etc 1673 

62. Luis António Yerney, arcediago da Só de Évora 1792 

63. D. Brites, infanta, duqueza de Sabóia 453H 

6i. y. Michada Margarida, iilba do imperador Mathias U^i 

65. Fr. José do Espirito Sancto, carmelita descalço i67l 

66. Manuel Barbosa, procurador da fazenda d'el-rei D. Sebastião i63U 

67. D. Luis, infante de Portugal, iiiho de D. Manuel i^ 

68. D. ThoÂiás de Almeida^ primeiro cardeal patriarcha de Lisboa i7di 

69. D. Fr. Bartholomeu do Pilar, primeiro bispo do Pará . . . .' 1733 

70. Fr. Caetano de S. José, carmelita descalço 1745 

71. D. Luisa, rainha, mulher, de D. Joáo IV '. 1666 

72. D. Joáo de Mello, bispo d'Elva8, Viseu e Coimbra 170t 

73. Martiro de Aspilcuela Navarro, lente ha Universidade de Coimbra. . 1*^ 

74. D. Fr. Álvaro de Castro, confessor d'el-rei D. Pedro I 141* 

75. D. Catharina, rainha, mulher de D. JoSo Ilf iõ78 

76. D. Fr. Ballhasar Limpo, bispo do Porto, arcebispo de Braga 1553 

77.- D. Pedro Balthasar de Almeida Lencastre, comm. da Ord. de Christo 1740 

78. Mem Cerveira, alferes-mór na viila de Santarém lo. . 

Estes retratos, incluídos em figuras ovaes, cujo diâmetro maior é de 10 a 
11 centímetros, foram quasi todos desenhados por J. da Cunha (Taborda?) e as 
chapas abertas pelos gravadores Abrantes, Marques, C. de Fontes, A. J. Quinto, 
D. J. da Silva e T. A. de Lima. 

^ collecção de retratos e biographias completa tem valido nos últimos 
tempos de 4:500 a 6:000 réis. 

Advertirei por ultimo, que supposto se designe no rosto da obra a typo* 
graphia de Simão Thaddeo Ferreira, com tudo os n.°* 1."^ a 9.'', e nSo sei se tam- 
bém alguns dos últimos, foram impressos na Imp. Nacional. 

204) RETRATOS DOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO começada no 
Porto em 22 de Janeiro de 1818, .e das mais pessoas que com dles cooperaram 
para a revolução politica de 24 de Agosto de 1820. — Esta collecção composta 
de trinta e três estampas, foi publicada á custa de muita diligencia e fadigas 
em 1822, sob a direcção do sr. Francisco António da Silva Oeirense, que de- 
lineou do vivo todos os retratos, gravou alffuns, e superintendeu na execução 
dos outros. São tirados em papel de grande formato, e cada um d'elles com- 

f»rehendido em um parellelogrammo de 2â centimetros de altura por 16 de 
argura. Os exemplares completos, e precedidos de uma dedicatória (também 
gravada) Ao muito excelso, magnânimo e constante primeiro rei constitucional, 
o senhor D. João VI, venderam-se a 24:000 réis, se bem me recordo. Moder- 
namente téem valido quantias incomparavelmente menores. 

Além do sr. Silva Oeircn§e, trabalharam nas gravuras os artistas Domin- 
gos José da Silva, José Vicente de Sales, Joaquim Pedro, Manuel Gonçalves de 
Araújo, e A. J. Quinto. 

Eis-aqui a disposição em que a meu ver devem ser colligidos taes retra* 



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RE 143 

tos por quero se propnzer tel-os enquadernados em livro. Yej. as Memoriai 
de J. M. Xavier de Araújo. (Diecionario, tomo v, n.<' J, 4257.) 

i. Manuel Fernandes Thomás, primeiro membro da Associação que pre- 
parou e produziu em resultado o dia SS4 de Agosto de i820. 

2. José Ferreira Borges, segundo membro da Associação. 

3. Joié da ftiiva Carvalho, terceiro membro. 

4. JoSo Ferreira Yianna, quarto membro. 

5. Duarte Lessa, quinto membro. 

6. José Maria Lopes Carneiro, sexto membro. 

7. José Gonçalves dos Sanetoe Silva, septimo membro. 

8. José Pereira de Menezes, oitavo membro. 

9. Francisco Gomes da Silva, nono membro. 

10. João da Cunha Souto-maior, decimo membro. 

il. José de Mello e Castro de Abreu, undécimo membro. 

12. José Maria Xavier de Araújo, duodécimo membro. 

13. Bernardo Corrêa de Castro e Sepúlveda, decimo terceiro membro. 

14. Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira, presidente do conselho mi- 
litar congregado na noute de 23 de Agosto de 1820. 

15. Domingos AntonioGil de Fig.'*'>Sármento,membrodo conselho militar. 

16. José Pereira da Silva Leite de Berredo, idem. 

17. António Barreto Pinto Feio, idem. 

18. José de Sonsa Pimentel de Paria, idem. . 

19. José Pedro Cardoso e Silva, idem. 

20. Tiburcio Joaquim Barreto Feio, idem. 

21. António da Silveira Pinto da Fonseca, presidente da Junta Provisio- 
nal eleita em 24 de Agosto. 

22. Fr. Francisco de S. Luís, membro da Junta. 

23. Luis Pedro de Andrade Brederode, idem. 

24. Pedro Leite Pereira de Mello, idem. 

25. Francisco José de Barros Lima, idem. 

26. José Manuel de Sousa Ferreira e Castro, idem. 

27. Francisco de Sousa Cirne de Madureira, idem. 

28. José Joaquim Ferreira de Moura, idem. 

29. Roque Rioeiro de Abranches Castello-branco, idem. 

30. Manuel Vaz Pinto Guedes, um dos militares com quem se entendera 
previamente a Associação. 

31. António Lobo Teixeira de Barros, idem. 

32. Francisco António Pamplona Moniz, idem. 

33. Gaspar Teixeira de Magalhães e Lacerda, um dos primeiros generaes 

que se uniram á revolução. 

205) RETRATOS DOS HOnteNS ILLUSTRGS, que por tcieneia, po- 
litica e artes sobresahiram em Portugal no século xix. 

Foi editor Pedro António José dos Sanctos, pintor retratista e lithogra- 

Sho (nascido em Lisboa a 24 de Julho de 1796, e falecido a 13 de Outubro 
e 1852) tendo nos últimos annos a sua officina sita no largo do Conde-barão, 
e ahi fdram os ditos retratos lithographados pelos artistas Caggíani, Schiappa 
6 Villas-boas. Emprehendeu esta publicação (que poderia ter sido de maior 
utilidade) em 1843, a persuasões do sr. Manuel Bernardo Lopes Fernandes, 
qqe lhe forneceu para elia quasi todos os elementos necessários : porém como 
procurasse maus desenhadores, a obra teve pouca acceitação, e veiu a acabar 
á mingua de assignantes em 1846. Sahirani apenas quatorze retratos, no for- 
mato de 4.^ maior, tendo cada um d'elles de altura entre 10 e 14 centímetros. 
Sfto acompanhados de fac-similesj e téem na parte inferior noticias biographi- 
cas mui succintas dos sujeitos retratados. Na similhança e execução artística 



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144 RE 

ha muito que desejar. Eis-aqui a aerie dos publicados, seguado a ordem da 
publicaçAo; pertencendo alguns a pessoas evidentemente do século xvm, e nSo 
do XIX, como se indicara no prospecto : 

1. Silvestre Pinheiro Ferreira. 

2. Joaquim Machado de Castro. 

3. Sebastião José de Carvalho e Mello, marques de Pombal. 

4. Gomes Freire de Andrade. 

5. D. Luis da Cunha. 

6. Bartholomeu da Costa. 

7. José Corrêa da Serra (O abbade). 

8. D. Luis de Almeida, marquez do Lavradio. 

9. Francisco Vieira Lusitano. 

10. José Homem de Figueiredo Freire. 

ÍL D. Rodrigo de Sousa Coutinho, conde de Linhares. 

12. JoSo Domingos Bomtempo. ^ 

13.' D. Francisco de S. Luis. 

14. Manuel Francisco de Barros, visconde de Santarém. 

O sr. M. B. Lopes fez tirar para si uma coUecçao especial em papel de 
grande formato. 

Vej. acerca d'esta publicação a Revista Univ. Lisbonense, n,"" 9 de 19 de 
de Outubro de 1843, a pag. 104, e a Revolução de Septembro n.» 913 de 21 de 
Dezembro do mesmo anuo. 

206) RETRATOS DOS VICE-REIS e governadores da índia portu- 
çueza. — (Vej. acerca d'esta coUeeção o que digo no tomo v, n.*" J, 4167.) 

A serie dos publicadoá consta de dezeseis; a saber : 

1. D. Francisco de Almeida. , 

2. Affonso de Albuquerque. 

3. Lopo Soares de Albergaria. 

4. Diogo Lopes de Sequeira. 

5. D. Duarte de Menezes. 

6. D. Vasco da Gama. 

7. D. Henrique de Menezes. 

8. Lopo Vaz de Sampaio. 

9. Nuno da Cunha. 

10. D. Garcia de Noronha. 

11. D. Estevam da Gama. 

12. Martim Affonso de Sousa. 

13. D. JoSo de Castro. 

14. Garcia de Sá. 

15. Jorge Cabral. 

16. D. Affonso de Noronha. 

^ Acerca de outros similhantes retratos, conteúdos na Ásia portuguesa de 
Manuel de Faria e Sousa, vej. o Diccionario no tomo v, n.^ M, o05. — Recen- 
temente andam outros em via de pub]icaçSo*nas Lendas da índia, de Gaspar 
Corroa (Diccionario^ tomo iii, n.^ 6, 58). — Também se acham alguns retratos 
de portaguezes no Universo Pittoresoo, obra que irá adiante mencionada em 
artigo especial, e a que já alludi no Diccionario, tomo m, pag. 216. A maior 

Sarte d'esses retratos (náo todos) existem na minha collecção, e ficam acima 
escriptos nos logares competentes. 

207) REVISTA CONTEMPORÂNEA. — Com este titulo appareceu 
pela primeira vez em 1848 uma publicaçfto -periódica no formato de 4.*» grande. 



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RE 145 

contendo retratos lithographados de pessoas notáveis, acompanhados das res- 
pectivas biographias. Esta empreza, que era dirigida por Eduardo de Faria 
ÍDiecionario, tomo ii, pag. 220), interrompeu-se com o u.<* 6, e os retratos pu- 
ilicados foram (segundo a minna lembrança, porque nSo tive agora a possibi- 
lidade de examinar algum exemplar) : 

D. Maria II. 
D. Fernando 11. 
Conde de Thomar. 
Conde das Antas. 
General PoToas. 
Marquez de Fronteira. 
Duque de Saldanha. 
Duque de Palmella. 
José Bernardo da Silva Cabral. 
(Yej. o numero immediato.) 

208) REVISTA CONTEMPORÂNEA. (Biographias e Retratos de pes- ^^f^Ti 
soas notaveisj. 

• Começou de novo esta empreza, sendo d'ella emprezario ou director o mes- 
mo Eduardo de Faria. No prefacio collocado á frente do n." 1.^ que sahiu 
em 1 de Septembro de 185o, declarou-se aue ficavam como mmca ptiblicados 
os seis números anteriores, impressos em 1848, devendo os retratos ahi incluí- 
dos fazer parte da nova collecção (novamente lithographados, ctc.) e que os 
números sahiriam com regularidade nos dias 1 e 15 de cada mez, no formato 
de folio ou 4.*' gr., comprehendendo cada um duas biographias com oito pagi- 
nas de impressão e dous retratos. Foram impressos na Imp. Nacional os n.°* 1 
a 13, e as estampas lithograpbadas na Officina de Maurin. Eis-aqui a serie dos 
publicados : 

N.« 1. El-rei D. Fernando U. 
El-reiD. PedroV. 

2. Infante (hoje rei) D. Luis. 
Júlio Gomes da Silva Sanches. 

3. António Maria de Fontes Pereira de Mello. 

Visconde de Algés (sem retrato, que nunca se publicou). 

4. António José de Sousa Manuel, duque da Terceira. 
Visconde de Sá da Bandeira, Bernardo de Sá Nogueira. 

5. JoSo Carlos de Saldanha etc, duque de Saldanha. 
José da Silva Passos. 

6. D. José Trasimundo etc., marquez de Fronteira. 
Visconde de Ovar, António da Costa e Silva. 

7. José Bernardo da Silva Cabral. 
Manuel da Silva Passos. 

8. Félix Pereira de Magalhães. 

Conde da Ponte de Sancta Maria, António Vicente de Queiroz. 

9. Cardeal Patriarcha de Lisboa, D. Guilherme. 
Conde de Mello, Luis Francisco de Mello Breyner. 

10. Visconde de Almeida Garrett. 
José da Silva Mendes Leal Júnior. 

11. Joaquim António de Aguiar. 
José Maria Latino Coelho. 

12. D. Miguel de Bragança. 

D. Adelaide Sophia de Lowenstein. 

13. Conde de Ferreira, Joaquim Ferreira dos Sanctos. 
Adriano Mauricio Guilherme Ferreri. 

TOMO vn 10 



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146 RE 

Com o n.<* 13 de 15 de Maio de 1856 ficou suspensa a pnblicaçSo, para 
recomeçar passado um anno, seguindo o mesmo plano, e regulada pelas mes- 
mas condições, ficando d'esta vez a propriedade do jornal ao redactor P. D. de 
Almeida Araújo, ao lilhographo Maurin, e ao desenhador Fertig (?) constitai- 
dos em sociedade para esse lim. 

Sahiu o n.*' iJ* doesta segunda serie em Junho de 1857, e foram impressos 
este e os seguintes na Typ. do Progresso. Para uniformidade continuarei aqui 
a numeração antiga, com quanto os números respectivos a tenham nova : 

N.° 14. Conde de SamodSes, Francisco de Paula d'Azeredo. 
Conde do Casal, José de Bari'os e Abreu. 

15. Visconde de Porto-carrero, João Cardoso da Ounha. 

D. António Bernardo da Fonseca Moniz, bispo do Porto. 

16. Visconde de Laborim, José Joaquim Gerardo de Sampaio. 
Conde de Rendulíe, Simão da Silva Ferraz de Lima e Castro. 

17. José Maria Grande. 

Conde das Antas, Francisco Xavier da Silva Pereira. 

18. Silvestre Pinheiro Ferreira. 
Luís Augusto Rebello da Silva. 

19. Duque de Palmella, D. Pedro de Sousa Holstein. 
Alexandre Herculano. 

Este numero 19.°, correspondente a Novembro de 1857, porém publicado 
alguns mezes depois, foi o ultimo d 'esta serie. Motivos que ignoro fizeram sus- 
pender de novo a publicação, e assim ficou até hoje. 

Em 1859 começou a publicar-se a Revista CotUemporanea de Portuaol e 
Brasil, periódico similhante no titulo, mas de índole diversa, por comprehen- 
def outras especialidades. 

^. ^/énu 209) REVISTA CONTEMPORÂNEA DE PORTUGAL E BRASIL. 

Primeiro anno. Lisboa, Typ. do Futuro, 1859. 4.<» ou 8.° max. De 586 pag. — 
Segundo anno. Ibi, Typ. da Sociedade Ty;p. Franco-Portugueza, 1860. De 582 
pag. — Terbeiro anno, Ibi, na mesma Typ. De 660 pag. — Quarto anno, Ibi, na 
mesma Typ. Em via de continuação. 

Esta publicação mensal, começada no l.*" de Abril de 1859, tem proseguido 
até agora sem interrupção, dando-se apenas de tempo em tempo atrazo na im- 
pressão de alguns números, causado ao que parece por embaraços typographi- 
cos, ou por outras diflSculdades e estorvos, que nem sempre podem remediar-se 
com á presteza que os subscriptores requerem. O ultimo numero publicado á 
data em que isto escrevo (4 de Novemoro de 1862) é o de Agosto do corrente 
anno (5.» do volume iv). 

Fundada pelo sr. António de Brederode,. redigida peio sr. Ernesto Biester, 
e coUaborada pela maior parte das pennas mais notáveis do paiz, a Revista 
tem merecido acceitação, tanto em Portugal como no Brasil, crescendo o nu- 
mero dos subscriptores muito além do que entre nós ha sido de costume n'esta 
espécie de publicações. A edição do tomo i achava-se exhausta desde muito 
tempo, e a empreza procedeu já á sua reimpressão, satisfazendo ao desejo de 
muitos que pretendiam possuir a collccção completa. 

Entre os col labora dores eíTectivos dislinguein-se os nomes dos srs. An- 
tónio Augusto Teixeira de Vasconcellos, António Feliciano* de Castilho, Antó- 
nio Pedro Lopes de Mendonça, António de Serpa Pimentel, António da Silva 
Tullio, Camillo Gastello-branco, Francisco Gomes de Amorim, PVancisco Maria 
Bordalo, João de Andrade Corvo, José Eduardo de Magalhães Coutinho, José 
Maria de Andrade Ferreira, José Maria Latino Coelho, José Ramos Coelho, José 
da Silva Mendes Leal, José de Torres, Júlio César Machado, Júlio Máximo de 
Oliveira Pimentel, Luís Augusto Palmeirim, Luis Augusto Rebello da Silva, 



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RE 



147 



Marquez de Sousa Hobteín, Reinaldo Carlos Montóro, Raymundo António de 
Bolhão Pato, etc, etc. 

Cada um dos números tem sido indefectivelmente acompanhado de um 
retrato, com a biographia respectiva. Durante os primeiros aous annos cada 
numero trouxe, afora o retrato, outra gravura; porém acoutar do terceiro anno, 
por uma modificação introduzida no plano primitivo, foi a segunda estampa 
substituida regularmente por um augmento de paginas na parte impressa; o 
que não obsta a que d'ent2o para cá tenha apparccido uma ou outra gravura, 
quando a redacção o julga conveniente. 

Os retratos até agora publicados são os seguintes (note-se que o n." 12 
do primeiro anno contém dous, por excepção) : 

TOMO I. 

1. Alexandre Herculano Biographia por Ernesto Biester. 

2. José Estevão C. de Magalhães » por L. A. Rel)ello da Silva. 

3. António de Serpa » por Ernesto Biester. 

4. José Maria do Casal Ribeiro .... ^ por J. M. Latino Coelho. 

5. Manuel Maria da Silva Bruschy . » por José da S.Mendes Leal. 

6. José Eduardo de M. Coutinho » por João d' Andrade Corvo. 

7. António Feiiciano de Castilho. . . » por J. M. Latino Coelho. 

8. Adelaide Ristori » por A. F. de Castilho. 

9. Luis Augusto Rebello da Silva. . » por J. M. de A. Ferreira. 

iO. José da Silva Mendes Leal » por António da Silva Tullio. 

li. Thomás José da Annunciação. . . » por M 

12. Raymundo A. de Bulhão Pato. . . ' » por L. A. Rebello da Silva. 

13. Marcellina Lotti » por Júlio César Machado. 

TOMO ir. 

1. S. Magestade el-rei D. Fernando. Biographia por Ernesto Biester. 

2. José Maria Lati no Coelho » por A. A. T. de Vasconcellos. 

3. José Jorge Loureiro » por José da S. Mendes Leal. 

4. Joaguim António da Silva » por J. M. de O. Pimentel. ^ 

5. Emília das Neves e Sousa » por A.Feliciano de Castilho. 

6. João de Andrade Corvo » porL. A. Palmeirm. 

7. António A. Soares de Passos. . . » por Ernesto Biester. 

8. A. M. de Fontes Pereira de Mello. . » por J. de Andrade Corvo. 

9. Fr. Francisco de MontAlverne. . » por A. Feliciano de Castilho. 

10. Júlio M. de Oliveira Pimentel. . . » por José M. Latino Coelho. 

11. Francisco Augusto Metrass » • por J. M. de A. Ferreira. 

12. Francisco Maria Bordalo » por L. A. Rebello da Silva. 

TOMO III. . 

1. S. Magestade el-rei D. Pedro V... Biographia por José da S. Mendes LeaL 

2. S.A.aPrinceza Imperial do Brasil n por A. A. T. de Vasconcellos. 

3. Baráo áo Mauá, Ireneo Evange- 

lista de Sousa » por A. A. T. de Vasconcellos. 

4. F. Alves da Silva Taborda » por Júlio César Machado. 

5. S. A. a princeza Leopoldina do 

Brasil , » por A. A.T. de Vasconcellos. 

6. D. Maria Peregrina de Sousa. . .^. » por A. Feliciano deCastilho. 

7. Rodrigo da Fonseca Magalhães.*. » por J. M. de A. Ferreira. 

8. José J. Rodrigues de Bastos » por A. A.T. de Vasconcellos. 

9. S. S. ei-rei o senhor D. Luis I . . . » por L . A. Rebello da Silva. 

10 • 

V 

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148 RE 

iO. Francisco Octaviano de A. Rosa. Bíographia por Reinaldo C. Montóro. 
ii . S. A. a senhora princeza D. Antó- 
nia de Saxe Uoburgo-Gotha. . » por A. Feliciano de Castilho. 

12. António Rodrigues Sampaio » por A.A.T.deVasconcellos. 

TOMO IV. 

• 

1. Innocencio Francisco da Silva . . Biographia por A.A.T.deVasconcellos. 

2. S. A. a senhora princeza (hoje rai- 

nha) D. Mana Pia » pelo Marquez de Sousa Hol- 

stein. 

3. José Xavier Mousinho da Silveira » ' por L. A. BebellodaSilva. 

4. S. A. o senhor infante D. João. . . » por José M. Latino Coelho. 

5. Manuel da Silva Passos » por L. A. Rebello da Silva. 

Escríptà por dous collaboradores da Revista Contemporânea, e no mesnno 
gosto de algumas biographias ahi insertas, similhante nos retratos, coeva na 
publicação,, e quasi egual no formato, pôde aqui juntar-se a seguinte: 

210) Galeria artística. Biographias de actores dramáticos, com retratos 
f fac-similes. (Editor Aristides Abranches.) N.** i, 2, 3, 4 e 5. Lisboa, na Typ. 
de J. G. de Sousa Neves, 1859-1860. 8.» gr. com 24, 32, 39, 39, 24 pag. 

Contém os seguintes retratos c correspondentes biographias : 

1. Delphina Perpetua do Espírito Sancto por J. M. de A. Ferreira. 

2. Isidoro Sabino Ferreira por Júlio César Machado. 

3. JoSo Anastasío Rosa por J. M. de A . Ferreira. 

4. Críspiniano P. da Cunha Sargedas. . . . por Jalio César Machado. 

5. Josepha SoUer pelo dito. 

Por contracto feito com a empreza primitiva, passou a propriedade da 
Galeria ao sr. A. M. Pereira, e á sua conta foi já publicado o n.** o. 



Para completar do modo possível o que diz respeito a retratos portugue- 
zes, citarei os seguintes artigos do Diecionario, onde se encontram descriptas 
roais algumas collecç<5es, relativas a esta especialidade. Yej., pois, no tomo i 
o n.<> A, 1585; no tomo ii os n.<^ C, 357, e 358; no tomo m, 6, 36; e no pre- 
sente volume o artigo Universo Pittoresco. 

Nos periódicos Ardiivo Pittoresco, Archivo Popular, Panorama, Revista 
Popular, etc. ha também muitos retratos, gravados em madeira; porém como 
não possam entrar commodamente cm coUeccões especiaes, por estarem inter- 
calados no texto dos próprios jornaes, entendi dever omittil-os na enumeração 
acima feita. Raz(5es ainda mais obvias me impediram de alongar infinitamente 
estes artigos, com a indicação de retratos photographados, que exigiria de certo 
um ou mais volumes! 

211) REVISTA DOS AÇORES. Ponta-delgada, 1851 a 1853. Foi. 

Começou este semanário no 1 .<" de Janeiro de 1851, e continuou até 10 de 
Janeiro de 1853, no formato de folio; publicando-se em cada semana uma folha 
de 4 pag. e formando ao todo um volume com 424 pag. — Depois passou a sahir 
mensalmente, mudado aquelle formato no de 4.* Esta segunda serie constitue 
egualmente outro volume de 384 pag., com seu frontispício, mas sem indice 
de matérias, o que tudo falta aliás no voiunle primeiro. Foi successivamcnte im- 
presso em varias typographias. 

Destinada a tractar de assumptos scientifícos e litterarios, e contenio além 



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RE 149 

d'Í8so variedades, noticias e annuncios, com exclusão da politica militante j esta 

8ablicaç2o abunda em espécies historiemos relativas ao archipelago açoriano, 
['ella se contém a Memoria sobre a originalidade da navegação ao Oceano Atlân- 
tico septenirional, e do descobrimento de suas iUias pelos por tuguezes no século xv, 
começada a paff. 97 do tomo ii, e outros trabalhos do sr. José de Torres, um 
dos seus fundadores e principal redactor. (V. no tomo v do Diccionario o ar- 
tigo que lhe diz respeito, e Cambem nos ibgares competentes os artigos João 
José do Amaral, Manuel António de Vasconcellos, etc.) 

212) REVISTA ACADEHICA, jornal liaerario e seientifieoj pMkado 
em Coimbra, — Coimbra, na Imp. de Trovão & C* 1845. 4.* de 396 pag. 

Começando a publicação em 15 de Março de i845, e seguindo-se os n."* de 
1 até 24, ficou interrompida por virtude das occorrencias politicas de 1846 e 
1847; e somente no anno seguinte de 1848 veiu a imprimir-se o n.« 25, com 
que terminou o primeiro (e único) volume. Ha também um Appenso ao n," S, 
impresso em separado, na mesma typographia 1845. 4.<* de 4 pag. 

No referido periodo foram principaes collaboradores do jornal os senhores 
António Joaquim Ribeiro Gomes de Abreu, Joaquim Augusto Simões de Car- 
valho, Manuel Maria da Silva firuschy, Pedro Nunes Leal, João de Lemos Sei- 
xas Castello-branco, Isidoro Emilio Baptista, José Vicente Barbosa du Bocage, 
Sebastião Frederico Rodrigues Leal, António de Serpa Pimentel, José Joaquim 
da Silva Pereira Caldas, etc, todos formados posteriormente em diversas facul- 
dades. 

Dificilmente se encontram hoje de venda exemplares d'este repositório, 
(^ue contém bom numero de artigos instructivos e curiosos, taes como : A re- 
ligião christã e a philosophia, do sr. Gomes de Abreu, Bibliographia abreviada 
da historia de Portugal, por A. de Mendonça Falcão, Do systema penitenciário, 
por Silvestre Pinheiro; Memoria histórica sobre a instrucção primaria em Por- 
tugal (do sr. D. António da Costa?), começada a pag. 311, e concluída a pag. 
358; Influencia do christianismo sobre a legislação, pelo sr. Silva Bruschy, 
etc. etc. 

Em Dezembro de 1853 reappareceu com o titulo de Revista Académica, 

riblicação mensal litteraria e scientifica (Coimbra, 1853-1854) e no formato de 
<> gr., outra publicação do mesmo género, mas por diversos collaboradores. 
Chegou somente até pag. 240, ficando ahi suspensa e interrompida, segundo 
creio. 

213) • REVISTA BRASILEIIIA: Jornal de sciencías, letras e artes, 
dirigido por Cândido Baptista de Oliveira. Publicação trimensal. Rio de Ja- 
neiro, Typ. Univ. de Laemmert 1857 e seguintes. S.^ gr. 

Teve principio em Julho de 1857, e veiu substituir o Guanabara (V. no 
Diccionario, tomo iii, o n.« G, 181), consideravelmente ampliado no seu plano 
primitivo, e continuando a ser collaboradores os mesmos que já o eram d'aquelle 
periódico; isto é, os homens mais respeitados no Brasil por seus conhecimentos 
e erudição, ficando todavia commettida a um só a direcção dos trabalhos con- 
cernentes á publicação, e a responsabilidade inherente á qualidade de editor. 

D'este jornal (aue, segundo creio, ainda subsiste com auxilio directo e im- 
mediato de S. M. I.) só consegui ver os números publicados até Septembro de 
1859. Encerram elies numerosos artigos scientifícos e litterarios, rubricados 
com os nomes dos srs. Cândido Baptista de Oliveira, Frederico Leopoldo César 
Burlamaqui, Francisco Freire AUcmão, José Soares de Azevedo, Manuel de 
Araújo Porto-alegre, António Gonçalves Dias, António Manuel de Mello, Fran- 
cisco Adolpbo de Varnhagen, Guilherme Schuch de Capanema, etc, etc. 

REVISTA CONTEMPORÂNEA.— As diversas publicações que temos 
sob este titulo, já ficam descriptas no presente volume, n.«' 207 a 209. 



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m RE 

REVISTA DO CONSERVATÓRIO. — (Vej. no Diccionario, tomo nr, 
o n.*^ J, 3175). Cumpre não confundir esta com outra si milhan te publicação 
que sahira anteriormente com o titulo : Jornal do Conservatório, (Vej. no mesmo 
tomo o n.* J, 2123.) 

214) REVISTA DOS ESPECTÁCULOS, periódico d^/tY^^ra tora, thear 
tros e variedades. Lisboa, 1852 a 1855. 4.^ 3 tomos (sem indicação da Typo- 
graphia). 

Contém-se n'este periódico quinzenal um ami)Io repositório de noticias 
theatraes de Lisboa e Porto, relativas aos annos referidos ; e além d'estas muitas 
biographias de artistas celebres, e outros artigos curiosos. De todas as espécies 
ahi conteúdas são porém de interesse mais durável, a meu ver, as Ephemerides 
musicaes, primeiro e segundo anno, coordenadas por Thomás Óom Júnior (fale- 
cido de febre amarella em 1857). N'ellas se enconlram não só noticias e apon- 
tamentos biographicos dos nossos artistas, que gosam de alguma reputação, 
antigos e modernos, mas também outros, que dizem respeito á historia do thea- 
tro italiano em Portugal. 

215) REVISTA ESTRANGEIRA.— D'esta publicação politico-littera- 
ria, redigida (segundo ouvi) por Agostinho Albano da Silveira Pinto, era fo- 
lhetos de 8.» gr., impressos em Coimbra e no Porto, não posso dar noticias mais 
circumstanciadas, por me faltarem as que em tempo solicitei. Reserval-as-hei 
para o SupplementOj se entretanto chegarem. Sei apenas que findara em Junho 

^ de 1838, passando a ser substituída immcdiatamonte pela Revista Litteraria, 
de que faço mençSo em seu logar. 

Também deixo para o Supplemenlo a descripçSo de outra Revista Estran- 
geira, publicada pelos annos de 1853 (vej. no Diccionario, tomo v, n.<^L,370), 
cujo segundo anno ficara incompleto, por falta do ultimo numero^ 

REVISTA HISTÓRICA DE PORTUGAL. (V. José de Oliveira Be- 
rardo,) 

216) REVISTA DE LISBOA.— Folha semanal, no formato de 4.» gr. 
publicada no anno de 1859, contendo artigos titterarios e noticiosos, e que 
ainda ignoro se continuou nos annos seguintes. Se houver opportunidade para 
colher a este respeito algumas informações, irá no Supplemento o que mais con- 
venha addicionar. 

Relevem-se esta e similhantes lacunas, tendo em vista o que em própria 
e pessoal justificação já expuz no tomo vi, pag. 255 e 256, e que julgo supér- 
fluo repetir agora. 

^. ^ >y<r 217) REVISTA LITTERARIA : Periódico de litteraiura, phihsoj^ia, 

/ I4étí viagens, sciencias e bellas-artes. Porto 1838 a 1844. 8.° gr. — Desae Julho até 
^' ^ Dezembro de 1838 foi publicada de quinze em quinze dias; d'ahi em diante 
passou a ser mensal. Sahiram onze tomos completos, e no fim d'eiles começou 
uma nova serie, que ficou interrompida, havendo-se publicado apenas alguns 
números. Os primeiros volumes foram impressos na Typ. Commercial Por- 
tuense; depois em Typ. própria. 

Esta collecção, que bem desempenhava o seu titulo, é estimável e impor- 
tante pelo numero e variedade das espécies que contém ; entre ellas não poucas 
memorias e dissertações relativas á historia e antiguidades de Portugal, e bio- 
graphias interessantes; e outros trabalhos de não menor interesse em sciencias 
physicas, politicas e moraes; romances, poesias, critica littcraria, etc, etc. (Con- 
tou entre os seus collaboradores alguns dos homens mais sábios e eruditos 
de Portugal durante aquelle periodo : e é sem duvida uma das melhores e mais 
úteis publicações periódicas, sabidas dos prelos portuguezes desde 1833 até 



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RE iM 

a([ora. (V. Agottínho Albano da Silveira Pinto, D. Francisco de S. Luis, Fran^ 
cuco Lopes de Azevedo Velho da Fonseca, Joaauim Heliodoro da Cunha Rivara, 
lanado Pizarro de Moraes Sarmento, José Joaquim da Silva Pereira Caldas, 
José Pereira Reis, Raymundo José da Cunha Mattos, ele. etc.) 

218) • REVISTA MEDICA BUASILEIUA, jornal da Academia Im- 
perial de Medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Typ. Imparcial de Fran- 
cisco de Paula Brito i8il. 8.° gr. de 700 pag. (Compde-se de 12 números, dos 

ânaes o primeiro pertence ao mez de Maio de 1841, e o ultimo ao de Abril 
6 1842.) — Sahiu segundo tomo em 1842, concluido em Abril de 1843, e com 
elle ficou suspensa a publicação, por falta de recursos pecuniários para o seu 
custeamento. — Foi redactor durante este período o dr. Emilio Joaquim da 
Silva Maia. 

Desde 1836 até 1840 publicara a mesma Academia a Revista Medica Flu- 
minense, que comprehende seis annos ou vofumes, sendo os últimos quatro 
também redigidos pelo mesmo dr. Maia, por votação annual dos membros da 
Academia. — No 6.** anno diz elle com satisfação, que o n.*> dos assignantes ' 
augmentára progressivamente, a ponto de chegar no ultimo a 210, «grande cer- 
tamente (diz elle) para um periódico scientiíico no nosso paiz!» — Foi então 
que lhe mudou o titulo para Revista Medica Brasileira, 

Depois de uma interrupção de mais de dous annos, a Academia, auxiliada 
com um pequeno subsidio do governo, fez resuscitar o jornal, encarregando a 
sua redacção ao dr. Francisco de Pauia Cândido. Este lhe fez nova mudança 
110 titulo, que ficou sendo : Annaes Brasilienses de Medicina, jornal da Academia 
Imperial de Medicina do Rio de Janeiro, Continuou a ser impresso na mesma 
Typ., e no mesmo formato dos anteriores. O primeiro numero sahiu em Junho 
de 1845. 

O mesmo dr. Paula Cândido redigiu ainda o jornal no anno seguinte, 
sendo coadjuvado pelo dr. Haddock, que no terceiro anno passou a ser reda- 
ctor em chefe, e se conservou como tal por mais três annos. (Entretanto du- 
plicou-se o formato do jornal, mudando para 4." gr.) — No anno de 1851 foi 
encarregado da redacção o sr. dr. José Pereira Re^o, e sob a sua direcção sa- 
hiram os números correspondentes aos annos de 18ol a 1854. 

Não saberei dizer se depois d'este ultimo continuou a publicação. Tenho 
presentes, por favor do sr. B. X. P. S., os volumes até 1852. Tanto este como 
os anteriores foram impressos na Typ. de Paula Brito. 

«Ê este jornal (diz o sr. Pereira Rego) o archivo, onde ficam depositados 
todos os trabalhos que ao paiz e á sciencia téem feito os illustrados membros 
da Academia (única associação scientifica medicía que existe no Império), e no 

âual i>oderá a posteridade achar documentos preciosos para a historía medica 
o paiz, e vir no conhecimento dos homens, que mais em nossa epocha téem 
feito em proveito e utilidade da medicina.» 

219) REVISTA MEDICA DE LISBOA: Jornal de Medicina e sciencias 
accessonas. Lisboa, na Imp. Nacional 1844 a 1846. 8.<* gr. 

Começada em Janeiro de 1844, proseguiu mensalmente até Maio de 1846, 
sahindo n'este intervalo vinte e um números, que formam dous volumes com- 
pletos, ficando o terceiro incompleto. 

Foram príncipaes redactores os doutores António Joaquim de Figueiredo 
e Silva, Francisco Martins Pulido e João José de Simas. ( Vej. Gazeta Medica 
de Lisboa.) 

' 220) REVISTA MILITAR. Lisboa, 1849 a 1861. 8.» gr. ^ /^ •■ ^ 

O sr. brigadeiro Barão deWiederhold, um dos fundadores e collaborado- 
res d'esta publicação (a segunda que na sua especialidade appareceu até agora 
em Portugal, tendo sido a primeira o Jornal Militar, sabido em 1845 e 1846 



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152 RE 

de que darei conta no SupplemenloJ, teve para com o IHcciatiario a obsequiosa 
complacência de enviar-me uns apontamentos biblio^raphicos assas circumstan- 
ciados e autographos, comprehendendp n'elles a noticia completa de tudo o que 
diz respeito á fundação da Revista, e sua continuação até o presente. E consi- 
derando que o assumpto pôde ser, agora e de futuro, de algum interesse e curió- 
sidade, mormente para leitores da classe militar, julguei conveniente (em vez de 
extractar ou mutilar taes apontamentos) reproduzil-os na integra sem a minima 
alteração, e da mesma sorte que foram por seu auctor elaborados; pedindo para 
tanto licença a s. ex.* e signincando-lbe por esta occasião o meu agradecimento 
ao favor recebido; que o foi de certo, e mui valioso, poupando-me o trabalho 
de pesçiuizas e indagaç(!fes, que mal dariam de si um resultado tão satisfatório. 
Eis, pois, os apontamentos alludidos: ^ 

«Revista tnt/tíar— Publicada em Lisboa, exclusivamente dedicada ^s artes 
e sciencias militares, e a tractar de assumptos que interessam o exercito e a 
armada portugueza, excluindo a matéria politica, assim como allusões pessoaes. 
«O programma seguido na ordem aos assumptos publicados, com peque- 
nas alterações, teve logar começando pelos artigos dos diversos assumptos mais 
importantes, acompanhados de muitas plantas e estampas para a intelligencia 
do texto, e seguindo-se outros, debaixo da denominação de Variedades, Noti- 
ciarío militar, Chronica.inlema e externa. Extractos das sessões de Cortes sobre 
assumptos militares, e d(u ordens da armada, Estatisticas diversas, Bibliogra- 
phia. Obituário militar. Necrológios, com o Boletim official do exercito, com- 

Srehendendo este os assumptos de importância, systematicamente transcriptos 
as ordens do exercito; o que somente assim foi seguido nos annos de 1849 e 
1850 ; adoptando-se de i8ol em diante a transcripção litteral de cada ordem do 
exercito, com excepção de licenças conferidas, e outras declarações de menor 
importância para serem archivadas. 

«A sua publicação começou em Janeiro de 1849 por números mensaes, 
))er fazendo os 12 números de cada anno um tomo completo, sendo cada nu- 
mero pelo menos de três a quatro folhas de impressão, ou 60 pag. pouco mais 
ou menos : o que teve de variar, conforme a maior ou menor afiluencia de ar- 
tigos; ficando a paginação da Revista separada d'aquella relativa ao Boletim 
oSicial do exercito: alterando-se todavia esta forma de publicação em Janeiro 
de 1858, em que passou a ser quinzenal, e portanto de dous números no inez, 
ou vinte e quatro em todo o anno : au^mentando-se além d'isto o seu formato, 
empregando-se também t^po mais miudo, e com o addicionamento de mais 
uma folha ou dezeseis paginas por mez (Janeiro, Março, Maio, Julho, Septem- 
bro e Novembro de 96 pag., o nos outros mezes de 64 cada um). Desde o pri- 
meiro anno da publicação até íim de. 1857 cada numero tinha sua capa de papel 
de cõr, conten£) o Índice das matérias do mesmo numero, e alguns annuncios 
e avisos. Do anno de 1858 em diante somente se distribuiu uma única folha 
de capa, também de papel de cõr para comprebender todo o anno. 

«Na folha da capa de cada numero mensal de Janeiro de 1849 até Septem- 
bro de 1851 vem indicados quaes os indivíduos de que constava a direcção 
nnnual da empreza da Revista Militar; e bem assim quaes eram os collabora- 
dores livres; e da mesma sorte os collaboradores effectivos; tendo estes últi- 
mos sido os jfundadores da presente empreza. D'ahi em diante até fim do anno 
de 4857 a capa de cada numero mensal apenas continha os nomes do pessoal 
da direcção; e do anno de 1858 em diante esta indicação vem unicamente na 
folha da capa de cada anno. 

crDa Revista n."* 3, de Março de 1849, consta portanto que foram collabo- 
radores livres : 

Tenente-general : Barão de Monte-pedral. 

Marechaes de campo : Visconde de Campanhã, Barão de Ovar. 

Brigadeiros: Visconde de Sá da Bandeira, José Jorge Loureiro, 



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RE 153 

BarSo de Sarmento, Adriano Maurício Goíiherme Ferreri, José Fe- 
liciano da Silva Costa, Barão da Luz. 

Coronéis : BarSo de Ourem, João Xavier da Costa Velloso. 
E coUaboradores efFectivos e fundadores : 

Brigadeiro : Barfto de Eschwege (engenheria). 

Coronéis: Fortunato José Barreiros (artilheria). Augusto Xavier 
Palmeirim (infanteria)^ 

Tenentes-coroneis : José Maria Moreira de Bergara (eng.). Ba- 
rão deWiederhold (estado-maior). 

Majores: José Maria de Pina (art.), João Tavares de Almeida 
(idem), Francisco Xavier Lopes (idem). 

Capitães: José Carlos Conrado de Chelmicki (eng.), António de 
Mello Breyner (estado-maior), Silvino Cândido de Almeida Carva- 
lho (idem), Luís de Sousa Folque (art.), José Frederico Pereira da 
Costa (idem), Aatonio Ladislau da Costa Camarate (idem^, António 
Florêncio de Sousa Pinto (idem), João Maria Frndesso da Silveira 
(infanteria), Joaquim José Gonçalves de Mattos Corrêa (marinha). 

Tenentes: António. Jo9é Gonçalves Chaves (eng.), Faustino José 
de Menna Apparicio (idem), António Maria de Fontes Pereira do 
Mello (idem), Francisco Maria fiordallo (mar.), António José da Cunha 
Salgado (cav.), Joaquim Henriques Fradesso da Silveira (lente da 
Escola Polytechnica). • 

Mais tarde foram admittidos como coUaboradores livres : 

Em Abril de 1849, o coronel Francisco Xavier Ferreira. 

Em Julho dito, os «oroneis graduados Francisco Pedro Celestino 
Soares, Evaristo José Ferreira, e coronel Joaquim das Neves Franco. 
£ para coUaboradores effectivos: 

Em Dezembro de 1849, o tenente L. Xavier de Miranda (inf.).^ 

Em Dezembro de 1855, o capitão J. M. Ferreira de Almeida (inf.).' 

«Indicação dos annos que se tem publicado, e outros detalhes rela- 
tivos. » 

Tomo I. (Í849): Direcção: Fortunato José Barreiros, J. C. C. de Chelmi- 
cki (encarregado da administrarão e eerencia^, J. J. G. de Mattos Corrêa, J. M. 
Fradesso da Silveira, J. H. Fradesso aa Silveira. 

Por motivo de serviço publico o gerente Chelmicki teve de sahír de Lis- 
boa; pelo que foi substituído de todos os seus encargos, de Agosto inclusive 
em diante, pelo collaborador eíTectivo Barão deWiederhold: e em Septembro 
pela sabida dos membros da direcção J.M. F. da Silveira e J. H. F. da Sil- 
veira, passou a fazer parte da direcção o collaborador eíTectivo José Frederico 
Pereira da Costa: e d'esta sorte constituída somente de três membros até ao 
fim do anno. Os assumptos da Revista occupam 776 pns., comprehendendo a 
lista dos subscriptores; e o Boletim oficial comprehendÍB Uo pag. com o seu 
Índice alphabetico. Impresso na Imp. Nacional. 

Tomo II. (1830) : Direcção: F. X. Lopes, J. M. Fradesso da Silveira, A. F. 
de Sousa Pinto, S. C. de Almeida Carvalho, A. J. da C. Salgado (encarregado 
da administração e gerência). 

Foi impresso na Imp. Nacional. Contém a Revista 598 pag. com o seu res- 
pectivo índice, e o Boletim oficial é de 136 pag., tendo também um índice por 
ordem alphabetica. 

T<mo III (1851) : Direcção : A. F. de Sousa Pinto, A. L. da C. Camarate, 
A. J. da C. Salgado (administrador e gerente). Tendo em Outubro deixado a di- 
recção A. F. de Sousa Pinto, foi substituído pelo collaborador effectivo L. X. 
de Miranda. 

Imprimiu-se na Typ. da Revista Popular, A Revista occupa 322 pag. com 
o seu Índice, e o Boletim oficial 413 pag. sem índice. 



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íM RE 

' Tomo IV (1882) : Direcção : A. L. da C. Camarate» L. X. de Miranda, A. J. da 

C. Salgado (administrador gerente). 

Impresso na Typ; da Revista Popular. A Revista ocoupa 535 pag. com o 
respectivo indice, e o Boletim official tem 250 pag. sem indice. 

Tomo V (1853) : Direcção: J. T. de Almeida, Frederico de Novaes Gôrte- 
real, A. J. da C. Salgado (administrador gerente). 

Impresso na Typ. do Centro Commercial. A Revista occupa 615 pag. e o 
Boletim official 249, sem Índice algum. 

Tomo VI (1854): Direcção: A. X. Palmeirim, A. F. de Sousa Pinto, J. H. 
Fradesso da Silveira, F. de N. Côrte-real (redactor principal). 

Impresso na Typ. do Centro Commercial. A Revista occupa 6i8 pag. com 
o respectivo indice, e o Boletim official 159, sem índice. 

' TomoYU (1855): Direcção: A mesma que no anno precedente, com sl 
nnica diíTerença do que, de Maio inclusive em diante, teve de menos o capitão 
F. de N. Côrte-Real, por ter falecido. 

Impresso na Typ. do Centro Commercial. A Revista occupa 619 pag. com 
o seu indice, e o BoUtim official 175 sem indice. 

Tomo viir (1856) : Direcção : J. T. de Almeida, J. M. Cordeiro, José M. Pe- . 
reira de Almeida. 

Impresso na Typ. de J. G. de Sousa Neves. A Revista occupa 548 pag. com 
o seu indice, c o Boletim official 277, contendo a Synopse das disposições de 
execução permanente das ordens do exercito da presente anno, 

Tomo IX (1837) : Direcção: A. de Mello Breyner, B. J. da Cunha Vianna, 
F. J. de^ Mena Apparicio. 

Impresso na Typ. de G. M. Martins. A Revista occupa 628 pag. com o seu 
indice, e o Boletim^ official 193, comprehendendo a Synopse das disposições de 
execução permanente, etc. 

Tomo X (1858): Direcção: A. de M. Breyner, L. T. Valdez, J. M. Cor- 
deiro, k 

Impresso na Typ. de G. M. Martins, até o n.° 6; e do n.® 7 inclusive em 
diante na Typ. Universal, rua dos Calafates n.** 113. A Revista occupa 835 pag. 
com o seu indice, e o Boletim official 128, comprehendendo a Synopse das dis- 
posições de execução permanente, etc. 

Com o n.^" 3 foi distribuído um quarto de folha em separado, contendo o 
programma ou noticia sobre a forma e ordem de publicação da Revista de Ja- 
neiro de 1859 em diante. 

Tomo XI (1859) : Direcção : L. T. Valdez, J. M. Cordeiro, A. F. de Sousa 
Pinto. • 

Impresso na Typ. Universal. A Revista occupa 724 pag. com o seu indice, 
e o Boletim officiòl )59, comprehendendo a Synopse das disposiç^s, etc. 

Tomo XII (1860) : Direcção: A. de M. Breyner, B. J. da C. Vianna, L. T. 
Valdez. 

Impresso na Typ. Universal. A Revista occupa 778 pag. com o respectivo 
indice, e o Boletim official 142, comprehendendo a Synopse, etc. como os an- 
teriores. 

Tomo xiii (1861) : Direcção: A. de M. Breyner, L. T. Valdez, e A. F. de 
Sousa Pinto. 

Impresso na Typ. Universal. De 760 pag., comprehendendo o índice de 
4 pag. 

N.B. Segundo outras indicações, recentemente recebidas do sr. tenente- 
coronel A. de Mello Breyner, deixaram de ser collaboradores da Revista, em 
consequência de seus falecimentos, o Barão de Eschwege, João Maria Fra- 
desso da Silveira, António José Gonçalves Chaves, Silvino Cândido Almeida 
Carvalho, Frederico de Novaes Côrte-real e Francisco Maria Bordalo; e por se 
desligarem da empresa os srs. José Maria Moreira de Bergara, José Frederico 
Pereira da Costa e Joaquim José de Macedo e Couto. 



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RE m 

221) REVISTA PENINSULAU. Primeiro wltfmc. Lisboa, Typ. do Pro- 
gresso 1855. 4." de 576 pag. — Volume segundo, íbi, Typ. de Castro & Irmão 
1856. 4.^ de 576 pa^. (as ultimas quatro innumeradas). Sahiu o n.** 1 em 15 
de Seplerobro de 1853. 

Esta publicação mensal, que durou dous annos completos, compõe-se ao 
todo de vinte e quatro números. Com o primeiro volume se publicaram os re- 
tratos dos srs. Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Latino (Coelho, e D. Ger- 
trudes Gomes Avellaneda, poetisa hespanhola. O tomo segundo nâo tem retra- 
tos. Foi seu fundador e director o sv. Carlos José-Caldeira (vej. no Diccionario, 
tomo II, pag. 33), tendo por seus coi laborado res vários escriptores e litteratos 
distinctos, portuguezes c hespanhoes. Os artigos sâo escriplos promiscuamente 
nas duas linguas. 

O pensamento que produziu a creaçSo d'este periódico, do qual foram 

Eara logo excluidas todas as questões da politica militante, ficou definido, e 
em claramente manifestado nas );eguintes linhas da introducção, collocada á 
frente do primeiro numero : 

«Cousa singular! As duas nações, que ddio fraternalmente as mãos na pe- 
nínsula ibérica, conhecem-se menos do que geralmente conhecem as que lhes 
ficam mais distantes. Todavia as fontes (ia sua historia sâo as mesmas, as suas 
origens ethnographicas tornam-se irmãs, os períodos da sua grandeza téem cor- 
rido parallelos, os progressos do seu espirito correspondem-se, as suas aflBni- 
dades e analogias tocam-se por toda a parte; a sua ascendência é comroum, 
corre-lhes nas veias o mesmo sangue, repartiu-lhcs Deus o mesmo solo, o mesmo 
clima, reparti rani-se entre si a mesma herança; e apezar de tudo, ignoram-se 
nas relações mais elevadas, mais profícuas e fecundas 

<rCom tantas condições de fraternidade, que falta á elaboração intellectual 
dos dous paizes? Um terreno em que todos se encontrem, se conheçam e se 
apreciem. É isso o que tenta a Revista Peninsular; e julgámos que basta expor 
a idéa, para que se applauda a intenção. A Revista transforma em facto um 
desejo, em pouco tempo uma necessidade dos dous paizes. Ahi vai á terra a 
semente. Brotará d'ella a arvore. Multiplicar-se-hão na arvore os fructos. » 

Esta introducção sahiu da penna do sr. Mendes Leal. 

Da Revista foram collaboradores principaes, durante o tempo da sua 
duração, os srs. A. Herculano, A. F. de Castilho, A. P. Lopes de Mendonça, 
Carlos Ribeiro, J. M. Latino Coelho, J. da Silva Mendes Leal Júnior, J. de 
Torres, L. A. Rebello da Silva, L. F. Leite, J. M. d'Andrade Ferreira, J. F. 
Henriques Nogueira, J. Ramos Coelho, R. A. de Bulhão Pato, A. da Silva 
Tullio, etc, estes portuguezes: e hespanhoes os srs. D. F. Martinez de la Rosa, 
D. J. de Aldama, D. J. Ferrer de Couto, D. Sinibaldo de Mas, D. V. Barrantes, 
D. Carlos Rubio, D. A. Alcalá Gaiiano, D. J. M. y Macanaz, D. U. P. y Lastra, 
D. S. Costanzo, D. A. Santayana, D. A. R. Zarco dei Valle, etc, ele. 



222) REVISTA POPULAR: Semanário de litteralura e industria. Pri 
ro volume. Lisboa, Imp. Nacional 1849. 4.° sr. de 420 pag., afora o rosto 
6 Índice.— Secundo volume. Ibi, na meíma Imp. 1849-1850. 4.° gr. de 440 pag.. 



meiro volume. Lisboa, Imp. Nacional 1849. L" er. de 420 pag., afora o rosto 
6 Índice.— Secundo volume. Ibi, na meíma Imp. 1849-1830. 4.° gr. de 440 pag., 
6 mais quatro de Índice e frontispício. — Terceiro volume. Ibi, na mesma Imp. 



18íí0-18í;1. 4.» gr. de 334 pag. — Owarío volume. Ibi, Typ. da Revista Pòpiilar 
1831. 4.» gr. de 458 pag.. e mais quatro innumeradas no úm.-— Quinto volume. 
Ibi, 1852. 4." ^r. — Sexto volume. Ibi, 1852. 4.** gr. — Todos os volumes con- 
tôem grande numero dé estampas e vinhetas, gravadas em madeira e interca- 
ladas no texto. Muitas d'essas estampas represçntam vistas topographicas e 
monumentos nacionacs, retratos do portuguezes notáveis, etc. O n.° 1.** sahiu 
em 4 de Março de 1848. 

E.sta publicação foi fundada pelo sr. Francisco Pereira de Almeida (DiC' 
eionario, tomo ii, pag. 335) de sociedade com o sr. J. M. Baptista Coelho, ar- 
tista gravador. Mais tarde passou a ser seu proprietário e redactor principal 



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186 RE 

o sr. Joaquim Henriques Fradesso da Silveira, tendo por collaboradores o 
dito sr. Pereira de Almeida, e os srs. José Maria Latino Coelho, e Augusto 
José Gonçalves Lima (vej. no Diccionario os artigos que lhes dizcMn respeito). 
Ultimamente passou esta propriedade para o sr. Sebastião José Ribeiro de Sá> 
e sob a sua direcção se publicou, creio, o ultimo volume. 

«Destinada a proporcionar ás classes menos abastadas, por preço a que 
todos chegassem, um honesto recreio, e um meio de instrucção vanado e agra- 
dável, seguindo do modo vpossivel, e com algumas modificações necessárias e 
convenientes, o caminho que tíío vantajosamente abrira entre nós o Panoramai», 
a Revista obteve o merecido acolhimento, e satisfez aos seus compromissos 
para com o publico, segundo lh'o permittiram o tempo, e mais circumstancias. 
Além dos referidos, vários outros collaboradores eventuaes concorreram para 
este semanário com artigos de prosa e verso, e ajudaram a formar este repo- 
sitório instructivo, e deleitoso pela variedade, dos assumptos que comprehendc. 

223) • REVISTA POPULAR noticiosa^ scientificaj industrial, Atsíofíca, 
litteraria, artística, biographica, anecdotica, musical, etc. etc. Jornal illustrado, 
sahindo a Q e ^ de cada mez. Tomos i a xv (i859 a 1S62, e continua). Rio de 
Janeiro, B. L. Gamier edilor-propri etário, rua do Ouvidor, 69. — Até o tomo 
XII inclusive impressos na Tvp. de Quirino &. Irmão: do tomo xiii em diante 
na de Pinheiro &. C 4.» ou 8." max. — Consta regularmente cada tomo de 384 
png. (alguns chegam a 392, e a 400). Todos os volumes são ornados de bellas 
estampas, gravadas em Paris, entre as quaes se comprehendem muitas vistas 
pictorescas de logares c monumentos artisticos, alguns retratos de pessoas no- 
táveis, peças de musica, e a coUecção mensal dos figurinos de modas pari- 
sienses, coloridos. O preço annual para os subscriptores do Rio de Janeiro é de 
20:000 réis, e para os das outras provindas do império 26:000 réis. 

Na parte litteraria avultam entre os collaboradores d'este jornal alguns dos 
contemporâneos mais distinctos por sciencia, letras e erudição, tanto no Bra- 
sil como em Portugal. Figuram nas listas dos redactores collocadas no prin- 
cipio dos volumes, além de outros, os nomes dos senhores: Alexandre Her- 
culano, • António de Castro Lopes, António Feliciano de Castilho, » António 
Gonçalves Dias, • António Joaquim de Macedo Soares, • A. Marciano da Silva 
Pontes, • Aprigío Justiniano da Silva Guimarães, • Augusto Fausto de Sousa, 
« André F. Lamas, Augusto Emilio Zaluar, » Bernardo Joaquim da Silva Gui- 
marães, • Bittencourt Sampaio, • Bruno Seabra, » Caetano Alves de Sousa 
Filgueiras, • Cândido Baptista de Oliveira, • Carlos José do Rosário, * Domin- 
(Tos José Gonçalves de Magalhães, • Emm. Liais, Faustino Xavier de Novaes, 
Fernando Castiço. • P. Francisco Bernardino de Sousa, » Francisco Adolpho 
de Varnhagen, • F. J. Bittencourt da Silva, • João Baptista Calogeras, • João 
Carlos de Sousa Ferreira, • João Manuel Pereira da Silva, • João Severiano 
da Fonseca, • cónego J. C. Fernandes Pinheiro, • Joaauim Manuel de Macedo, 

• Joaquim Norberto de Sousa e Silva, José Feliciano de Castilho, • Justiniano 
José da Rocha, • José Lino de Almeida, • José MarceUino Pereira de Vascon- 
cellos, • Juvenal Galeno, • Lafayette Rodrigues Pereira, Leonce Aubé, « Luis 
António Burgain, Luis Joaquim de Oliveira e Castro, • Luis Delphino dos 
Sanctos, • Leo Junius (José da Rocha Leão), * L. A. Boulanger, • Manuel de 
Araújo Porto-alegre, • Manuel Ferreira Lagos, • Nuno Alvares Pereira e Sousa, 

• Pedro de Calazans, * Pedro Ernesto Albuquerque de Oliveira, Reinaldo Car- 
los Montoro, • Sabino Eloy Pessoa, • Sebastião Ferreira Soares, Valentim José 
da Silveira Lopes, « Zacharias de Góes e Vasconcellos, etc. etc. 

Alguns collaboradores occultam a miúdo os seus nomes em muitos artigos 
sob diversos cryptonymos. Como é natural, este disfarce incita seninre a cu- 
riosidade dos leitqres, que tractam para logo de esquadrinhar o segreao. e pro- 
curam conhecer a chave do enigma, sem importar-lhes acausa, ou motivo que 
determinaram o procedimento dos auctores. Este não vai as mais das vezes 



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RE 157 

além de unia resenha exigida, se tanto, por circumstancias pessoaes e momen- 
tâneas, ou provém de mero capricho, sem razão que o justíílque. Creio, pois, 
que sem inconveniente podem ficar no Diccionario registados os nomes d'a- 
quelies a quem a voz publica attribue com maior ou menor grau de probabi- 
iidade, senão com inteira certeza, uma parte d'esses artigos, que assim vieram 
á luz envolvidos no véo do mysterio, e sinto que nSo me seja possível fazer 
o mesmo aos restantes. 

Se estas considerações nSo valerem perante alguma susceptibilidade, me- 
lindrosa por ventura em demasia, sirva-me n'este e n'outros casos de desculpa 
o desejo de tornar de maior utilidade esta obra para os que nos succederem. 

Assim, os artigos que na Revista appareceram com as iniciaes dr. A. de 
C. L, pertencem ao sr. dr. António de Castro Lopes. As rubricas Fhviano, 
Sebastopolino, Braz , Brasiliaco, Achimbert, designam todas o mui conhe- 
cido escriptor fluminense o sr. Joaquim Norberto, âo (diz-se) do sr. cónego 
J. C. Fernandes Pinheiro os artigos assignados Ophir : do sr. Duarte Paranhos 
os que trazem a rubrica Insulano: do sr. Fernando Castiço os qpe téero por 
assignatura o anagramma Donafer: do sr. V. J. da Silva Lopes o estudo sobre 
a Arte de amar, publicada com o nome de Narciso, O sr. L. J. de Oliveira e 
Castro escreveu alguns sob o nome de D. Ignez de Horta, e o sr. F. X. de 
Novaes outros sob o de Eurico. As chronicas quinzenaes assignadas Carlos sSo 
do sr. Carlos José do Rosário, e das que téem por assignatura O Velho é auctor 
o sr. J. M. de Macedo. 

Desempenhando á risca o sen programma, útil a todas as classes de leito- 
res, e satisfazendo pela abundância, variedade e escolha dos assumptos ao co- 
nhecido aphorismo Omne tulit punctum, qui miscuil utile dulci, que tanbs vezes 
se invoca para esquecel-o ou postergal-o na practica, a Revista Popular que 
está próxima a completar quatro annos de existência (começou em Janeiro 
de i8o9), sobre-exceae em mérito e duraçSo a todas as publicações do seu gé- 
nero até agora encetadas no Brasil. 

Possuo a collecção completa d'este jornal, por dadiva obsequiosa do edi- 
tor, o sr. Garnier, a c|uem as Letras brasileiras devem já não pequenos serviços, 
e o Diccionario Bihliographico perdurável agradecimento, pelas successivas e 
espontâneas remessas de exemplares de suas bellas edições, das quaes ficam 
mencionadas algumas; terão de sel-o outras na continuação d'este volume; e a 
maior parte acha-se de reserva para ó Supplemento final. 

224) REVISTA RECREATIVA: periódico litlerario e instructito.Yo- 
lume I. Lisboa, T;rp. Lusitana 1846. 4.° gr.— Sahiram 36 números com 284 
pag. Tem frontispício e Índice. 

Contém alguns pequenos romances originaes e traduzidos, poesias, ane- 
cdotas, enigmas e charadas etc. Prometlia-se o tomo ii, porém creio que nada 
se publicou d^elle. 

223) . REVISTA TRIíVENSAL DO INSTITUTO HISTÓRICO E •^/Jr- 
GEOGRAPHICO DO BRASIL, fundado no Rio de Janeiro debaixo da tm- 
mediata protecção de S. M, L o senhor D, Pedro ÍL Tomos i a xxv. Rio de Ja- 
neiro, em diversas Typographias. 1839 a 1862. S.*» gr. 

Cada tomo é, como o titulo indica, formado de quatro números, ou qua- 
dernos relativos aos quatro trimestres do anno. 

T>?em os volumes por epigraphe a divisa adoptada pelo Instituto, que é : 

crHoc facit, ut longos durent bene gesta per annos, 
Et possiot, será posteritate frai.» 

Achando-se de todo exhaustas as edições dos tomos i e ii, foram ambos já 
reimpressos sem alteração, aquelle em 18^6, na Typ. Univ. de Laemmert, este 
em Í8ã8, na Typ. Imparcial de J. M. Nunes Garcia em 1858. Por egual motivo 



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188 RE 

se ordenou também a reimpressdío do iir, que todavia nílo me òonsta se con- 
cluísse até á hora em que isto escrevo. 

Houve de principio o pensamento de dividir em series de septe volumes 
esta publicação; e n*esse intuito deu-se por terminada a primeira com o vo- 
lume VII (1845), passando o immedialo a intitular-se tomo 1.*^ dá 2.* serie. 
Continuaram assim os seguintes até o xni relativo a 1830 (o tomo xi, ou iv 
da 2.* serie tem a denominação de SupplementarJ. — O tomo xiv sahiu com a 
designação de 1."* da 3." sebib; e guardou-se a mesma ordem nos seguintes até 
o XIX ou tomo VI da 3.* serie, respectivo a 1856. — O tomo xx e seguintes, 
abandonada a primeira idéa, téem proseguido sem mais distincçâo de series. 

Com o tomo xiv sabiu um índice geral alphaòetico das Memorias e Bio- 
graphias publicadas nos anteriores quatorze tomos da Revista. Bom fora, talvez, 
que similnante methodo se empregasse de tempo em tempo na continuação da 
obra, pelo muito que de certo facilita as buscas e indagações que muitas vezes 
se hSo mister em tamanha variedade de matérias, dispersas por tantos volumes. 

De conformidade com o plano adoptado pelo Instituto, e com o fim e ob- 
jecto da organisaçSo d'este corpo, a Revista foi destinada a servir de amplíssimo 
repositório nSo só das actas c trabalhos da sociedade, e das memorias apresen- 
tadas por seus membros, mas também de quaesquer outros escriptos, quer im- 
pressos quer inéditos, publicados na integra ou por extracto, que se julgassem 
de interesse para a historia archeologica, civil e politica, e para a geographia 
do Brasil. Os volumes publicados constituem, pois, n*este sentido um ver- 
dadeiro thesouro de noticias e documentos históricos, biographicos, políticos 
e litterarios, preciosos e de maior proveito para a historia do Brasil desde o 
.«eu descobrimento, e muitos d'elles egualmente importantes para a de Portugal : 
visto que ou foram escriptos por portuguezes, ou dizem respeito aos factos e 
successos das epochas anteriores á separação, e que téem consegui ntemen te 
seu logar na historia geral e commum dos dous estados, em um período de 
trezentos ou mais annos. 

Boa parte das memorias e documentos conteúdos na Revista acham-se es- 
pecialmente comnSemorados no Dicdonario, sob os nomes dos seus auctores. 
Citar aqui novamente os nomes de todos, seria fazer como que a resenha geral 
dos contemporâneos brasileiros, dístinctos em sciencias e letras. 

Por deliberação do Instituto, a Revista do tomo xxii inclusive em diante 
plissou a intitular-se : Revista trimensal do InstitrUo Histórico, Geographico e 
Etimographico do Brasil, fundado no Rio de Janeiro, etc, etq. 

^. i^t-i»' 226) REVISTA UNIVERSAL, jornal dos interesses physicos, moraes e 

litterarios, por uma Sociedade estudiosa. Tomo i. Lisboa, Tyç. da Viuva de J. A. 
da Silva Rodrigues, 1841. 4.° gr. de 572 pag., afora rosto, índices, etc. (Com- 
prehende 48 números, publicados semanalmente de Outubro de 1841 a Se- 
ptembro de 1842.) Os n.°" 26 a 40 foram impressos na Imp. Nacional. Os se- 
guintes até o fim do volume na Typ. Lusitana. 

Revista Universal Lisbonense, jornal dos interesses physicos, moraes e litte- 
rarios, CoUaboradopor muitos sábios e litteratos, e redigido por António Feli- 
ciano de Castilho. Tomo ii. Anno de 1842-1843. Lisboa, Inip. Nacional 1843. 
4.** gr. de 610 pag., incluindo o índice das matérias. Este volume findou com o 
n.» 48 de 17 Agosto 1843. 

Tomo III írosto idêntico ao do n). Anno de 1843-1844. Lisboa, Imp. da 
Gazeta dos TrÍDunaes 1844. 4.* gr. de 584 pag. e mais x de froBtispicio e ín- 
dice.— O n." 48 tem a data de 17 Julho 1844.' 

Tomo IV (como os antecedentes). Anno de 1844-1845. Lisboa, Imp. da Ga- 
.zeta dos Tribunaes 1845. 4.'* gr. de 588 pag. e mais xvn de rosto e índice. — 
Sahiu o n.° 48 em 19 Junho 1845. Conclue.com a despedida do sr. António Fe- 
liciano de Castilho aos leitores da Revista. 

Tomo V. Jornal coUaborado, etc, e redigido por José Maria da Silva Leal, 



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RE 159 

Anno de 1845-1846. Lisboa, Imp. da Gazeta dos Tribnnaes 1846. 4.<» ^. de 
576 pag., e mais viii de frontispício e Índice.— O n.° 48 é datado de 21 Maio 
1846; 

Tomo VI (como o anterior). Anno de 1846-1847. Lisboa, Imp. da Gazeta 
dos Tribunaes 1847. 4.* gr. de 576 pag., e mais vin de rosto e Índice. — Findou 
com o n.<> 48 de 2 Dezembro 1847, terminando ahi a redacção do sr. J. M. da 
Silva Leal, como se declara na ultima pagina. 

ToTno VII. Jornal collaborado, etc, e redigido por Seboêtião José Ribeiro de 
8a. Anno de 1847-1848. Lisboa, Imp. da Gazeta dos Tribunaes 1848. 4.» gr. 
de 576 pag., a viii de indice, etc. — Findou em 2 Novembro 1848. 

Tomo viii. (Redigido pelo mesmo, e com a indicação de Seounda serie: 
tomo I.) Anno de 1848-1849. Lisboa, na Typ. da Revista Universal Lisbonense 
1849. 4.<> gr. de 576 pag., 6 viii de indice. — Findou em 4 Outubro 1849. 

Tomo IX (idem, com a indicação ii da 2.« serie), Anno de 1849-1850. Lis- 
boa, na Typ. da Rev. Univ. Lisb. 1850. 4.» gr. de 584 pag., e vin de indice.— 
Findou em 5 Septembro 1850. 

Tomo X ndem, iii da 2.* seriej, Anno de 1850-1851. Ibi, na mesma Typ. 

1851. ^,^ gr. cie 576 pag., e vi de indice. — O n.° 48 é datado de 7 Agosto 1851. 
Tomo XI (idem, iv da 2.* seriej. Annó de 1851-1852. Ibi, na mesma Typ. 

1852. 4.** gr. de 576 pag., e vi de índice.— Findou em 8 Julho 1852. 

Tomo XII (idem, v da 1.* seriej. Anno de 1852-1853. Ibi, na mesma Typ. 

1853. 4.*' gr. de 588 pag., e vi de indice. 

Ao terminar com este volume o duodécimo anno da Revista, seu proprie- 
tário e redactor o sr. S. J. Ribeiro de Sá deu por concluída a Segunda serie, 
devendo começar a terceira com importantes melhoramentos na redacção, etc., 
mudando-se o formato de 4.*> para 8.° gr., e alterando-se a publicação para 
mensal, de semanal que fora até esse tempo. N'essa conformidade, j3orém, sahiu 
apenas o numero correspondente a Agosto de 1853, S.^ gr. de 80«pag., com 
um retrato do sultão Abdul-Medjid. Após este numero conservou-se interrom- 
pida a continuação, até que em 23 de Abril de 1857 o mesmo proprietário e 
redactor proseguiu n'ella, dando começo a um novo volume, no antigo for- 
mato, e com o titulo seguinte : 

Revista Universal Lisbonense, jornal dos interesses económicos e de littera- 
tura. Redactor e proprietário Sebastião José Ribeiro de Sá, 4.» gr.— Em 17 de 
Septembro de 1857 ncou suspensa a publicação em o n."» 22, apparecendo, pas- 
sado tempo, o n.* 23 sem indicação de data. Ao n.*^ 25 seguiu-se nova inter- 
rupção, de modo que o n.^" 26 foi publicado já no anno de 1859. A final, ter- 
minou de todo esta folha com o n.*" 35, ainda no dito anno de 1859. 

No período dos doze annos consecutivos de sua duração a Revista tor- 
nou-se, pelo numero e variedade dos artigos, «uma verdadeira encyclopedia 
portugueza, útil a todas as classes da sociedade, e particularmente aos agricul- 
tores, fi^ricantes, litteratos, e associações económicas e industriaes». Póde-se 
affirmar, sem nota de exaggeração, que durante aquelle intervalo poucos foram 
08 homens illustrados ou conhecidos em Portugal por sciencias, letras e artes, 
que deixaram de concorrer com a sua colloboração para tornar mais interes- 
santes e amenas as columnas da Revista. Entre uma infinidade de nomes, con- 
stantes das listas coUocadas á frente dos volumes, apontarei apenas os seguintes, 
que todos toem tido logar na parte já publicada do Diccionario, ou tel-o-hão 
ainda na restante, c no Supplemento. Taes são, afora os dos redactores prin- 
cipaes, os dos seguintes senhores : 

Albano da Silveira, Alexandre Herculano, Alexandre Magno de Castilho, 
D. Antónia Gertrudes Pussich, António Augusto Teixeira de Vasconcellos, An- 
tónio Cabral Couceiro, António Cândido Palhoto, António Dâmaso de Castro e 
Sousa, António da CUnha Souto-maior, António Gil, António Jacques de Ma- 

Khães (visconde de Fonte-Arcada), António Joaquim de Figueiredo, António 
lé de Sousa Pinto, António José Yiale, António Lobo de B. T. Ferreir& Girão, 



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i60 RE 

António Manuel da Fonseca, António Maria dos Santos Brilhante, António Ma- 
ria do Couto Monteiro, António de Oliveira Amaral Machado, António de Oli- 
veira Marreca, António Pedro Lopes de Mendonça, António Pereira da Cunha, 
António Pereira dos Reis, António Roberto de Oliveira Lopes Branco, António 
Ribeiro Saraiva, António de Serpa Pimentel, António da Silva Tullio, António 
Xavier Rodrigfues Cordeiro, Augusto Xavier Palmeirim, Augusto José Gonçal- 
ves Lima, Ayres Pinto de Sousa, Bernardino José de Sena Freitas, Bernardo 
de Sá Nogueira (visconde de Sá da Bandeira), Caetano Maria Ferreira da Silva 
Beiráo, Caetano Xavier Pereira Brandão, Camillo Castello-branco, Cândido Joa- 
quim Xavier Cordeiro, Cláudio Adriano da Costa, Cláudio Lagrange, Daniel 
Augusto da Silva, Félix José da Costa, Félix Manuel Plácido da Silva NegrSo, 
Filippe Ferreira de Araújo e Castro, Filippe Folque, Francisco Adolpho de 
Varnoagen, Francisco António Rodrigues de Gusmão, Francisco de Assis Ro- 
drigues, Francisco Joaquim. Bingre, Francisco Gomes de Amorim, Francisco 
Lopes de Azevedo Velho da Fonseca (visconde de Azevedo), Francisco Maria 
Bordalo, Francisco Maria de Sousa Brandáo, Francisco Palha, Francisco Pe- 
reira de Almeida, Francisco Raphael da Silveira MalhSo, Francisco Vieira da 
Silva, Gregório Nazianzeno do Rego, Guilherme (baráo de Eschwege), Henrique 
José de Sousa Telles, Ignacio António da Fonseca Benevides, Ignacio de Vilhena 
Barbosa, Isidoro Emi li o Baptista, Jacinto Luis do Amaral Frazão, Jeronymo José 
de Mello, João de Andrade Corvo, João Augusto do Amaral Frazão, João Ba- 
ptista da Silva Lopes, João Baptista de Almeida-Garrett, João Maria Campei lo, 
João Maria Nogueira, João Carlos Massa, João José de Sousa Telles, João Ignacio 
Ferreira Lapa, João de Lemos Seixas Castello-branco, João Vicente Martins, 
Joaquim António Marques, Joaquim da Costa Cascaes, Joaquim Heliodoro da 
Cunha Rivara, Joaquim Henriaues Fradessp da Silveira, Jorge César de Figa- 
nière, José Baptista Cardoso Klerk, José Feliciano de Castilho, José Freire de 
Serpa Pimentel (visconde de Gouvéa), José de Freitas Amorim Barbosa, José 
Ferreira de Macedo Pinto, José Joamiim da Silva Pereira Caldas, José Joaquim 
Ramalho,' José Joaquim Rodriffues de Bastos, José Maria de Abreu, José Maria 
do Casal Ribeiro, José Maria da Costa e Silva, José Maria Grande, José Maria 
Xavier de Araújo, José Máximo de Castro Neto Leite e Vasconcellos, D. José 
de Menezes Silveira e Castro (marquez de Vallada), José Osório de Castro Cabral 
de Albuquerque, José Romão Rodrigues Nilo, José da Silva Mendes Leal Júnior, 
José Silvestre Ribeiro, José Tedescni, JuIio Máximo de Oliveira Pimentel (vis- 
conde de Villa-maior), Luis António Rebello da Silva, Luis Augusto Palmeirim, 
Luis Augusto Rebello da Silva, Luis Corrêa Caldeira, Luis Filippe Leite, Luis 
José Ribeiro (barão de Palma), Lúis Walter Tinelli, Manuel Francisco de Barros 
(visconde de Santarém), Maimel dos Sanctos Pereira Jardim, Manuel Félix de 
Oliveira Pinheiro, Manuel Pinheiro de Almeida e Azevedo, D. Maria José da 
Silva Canuto, Marianno José Cabral, Marino Miguel Franzini, Paulo Romeiro 
da Fonseca, Pedro (Celestino Soares, Pedro Norberto, Polycarpo Francisco 
Lima, Raymundo António de Bulhão Pato, Roque Joaquim Fernandes Tho- 
más. Silvestre Pinheiro Ferreira, Silvestre Bernardo de Lima, Thomás deCai*- 
valho, Veríssimo Alves Pereira, Vicente Ferrer Neto de Paiva, etc, etc. 

N'este jornal sahiram pela primeira vez impressas as Viagens na minha 
terra, de A. Garrett; bem como osromances Mociaade de D. JoãoV, pelo sr. Re- 
bello da Silva, e Um anno na Carte, do sr. Andrade Con^o, etc. 

227) REVISTA UNIVERSAL BRASILEIRA, jomd de inetntcção e 
recreio. Rio de Janeiro, 1848. 4.® 

Este periódico (do qual não alcancei ver até agora algum exemplar, e que 
supponho teve curta duração) foi, segundo ouvi, fundado pelo sr. Francisco 
Manuel Raposo de Almeida, natural da ilha de S. Miguel, residente ha muitos 
annos no Brasil ívej. Diccionario, tomo ii, pag. 458), para onde se transportara 
em busca de melhor fortuna, e que hoje vive na província de Sancta Catnarina, 



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RI 161 

jKyrcendo a iadastria de professor de ensino primário, e dirigindo uma pequena 
f&cina typographica. 

RICARDO CARLOS SMITII, Emprezario e Director do Jardim de Hor- 
i cultura e Botânica na Madeira. — N. na cidade do Porto em . . . — E. 

S28) Insli-ueaies theoricas e praticas sobre a cuUura do Holens Sacdiaraíus, 
>u eana doce de impkée, e o seu producto em agtiardeniej com contas correntes 
nitiudosas, seguidas de algumas observações sobre as moltstias das vinhas e das 
fzr-anjeiras, ele. Funchal, na Typ. do Direito i858. 4.<> de G2 pag., e um mappa 
JemcmstratiTO no fim. 

RICARDO FRANCO DE ALMEIDA SERRA, Sargento-mór do corpo 
de ^genheiros, em serviço nos estados do Brasil no ultimo quartel do século 
passado; e falecido, segundo se diz, em Coimbra, em 1808, no posto de Coro- 
nel do referido corpo.— E. 

229) Descripçào geographica da capitania de Matto-grosso. — ^iu no Pa- 
triota, jornal litterario, poUtico/ete. do Rio de Janeiro, 1814, tomo ii, n.^* 1, 
^, 3 e 6: conclaida no tomo iii, n."" 1. 

230) Discurso sobre a urgente necessidade de uma povoação na cachoeira 
do salto do rio Madeira, para facilitar o útil e indispensável commercio, que pela 
carreira do Pará se deve fomentar para Matto grosso, etc. — Sahiu no dito jor- 
nal, tomo ni, n.*" 2. 

231) Dtario da diligencia do reconhecimento do Pararfuay, desde o logar do 
marro da boca do Jaurú até abaico do presidio de Nova-Coimbra, e eguaímente 
o reconhecimento do rio Cuyabá até á viUa d' este nome, etc, feito em 1786. — 
— Satkiu 00 tomo xx da Revista trimensal do Instituto, pag. 293 a 330. — £ no- 
vamente, por extracto, no tomo xxv, de pag. 319 a 329. 

RICARDO GOMES ROSADO MOREIRA FR0E8, Gavalleiro pro- 
f&so na Ordem de Chrísto; Lente da cadeira do primeiro anno da Aula do Com- 
mercío, onde serviu como tal perto de quarenta annos, até o de 1833 em que 
segundo creio foi demittido, ou aposentado. Era conjunctamente Escripturario 
da contadoria da Junta do Commercio. — E. 

232) Juros compostos: obra muito necessária para os estudantes do pri- 
meiro anno da aula do Commercio. Lisboa, 181 .. . 4.<^ 

RICARDO JOSÉ FORTUNA, n. em Lisboa no anno de 1776, e m. de . 
febre catharral no de 1860 a 8 de Novembro, com 86 de edade. Foi durante 
mais de cincoenta Ponto nos Theatros Nacionaes, ultimamente no de D. Ma- 
ria II, e a final aposentado em 1850. — No Jornal do Commercio, n.<* 2137 
de 11 de Novembro de 1860, vem a seu respeito um artigo ou coinmemoração 
neorolo^ca, em que entraram de mixtura com factos verdaderros algumas tra- 
áiçíSes inexactas. Compoz, ou deu em seu nome pam o theatro varias farças 
ou entremezes, que se representaram com acceitação, e imprimiu avulsamente 
varias poesias miúdas em pequenos folhetos. Era do caracter folgazão, e de 
tracto agradável, porém pouco escrupuloso em apropriar-se de escriptos alheios 
para dal-os em seu nome. Eis o que com elle sei impresso, e de que conservo 
exemplares : 

233) Astiidas de Zanguizarra; farça. Lisboa, na Imp. de Alcobia 1819. 4.** 

234) O Velho perseguido; farça. Lisboa, na Imp. Begia 1832. 8.° de 32 pag. 

235) O aviso da Gazeta; farça. Lisboa, na Imp. de C. A. da Silva Carva- 
lho 1843. 8.» de 32 pa^. 

236) Pagar o nm que não fez; farça, Lisboa . . . (D'esta não encontrei 
ainda exeinplar de venda.)— Todas em prosa. 

237) Tributo de gratidão, que no convatedmento da sua mortal enfermi- 
dade ampoz e escreveu ... em reconhecimento do soccorro que obteve do seu 

TOMO vii . 11 



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162 RI 

amigo João José de Sousa e Silva. Lisboa, na nova Imp. Silviana 1827. 8.* de 
3â pag. — Sâo versos de varias espécies. — Ahi mesmo declara elle ter a esse 
tempo 51 annos. 

238) Por se ter perpetrado o horroroso e sacrilego desacato no tem^o da 
freguczia dos Anjos da cidade de Lisboa, na noute de ti de Março de 1830. Lis- 
boa, Typ. de Bulhões 1830. S.*» de 23 pag.— Em ver^o. 

239) Decimas que compoz R. J. F., e recitou o maratnUioso actor Theodo- 
rico Baptista da Cruz no theatro da rua dos Condes, na farça intitulada «O au- 
ctor entallado» e na «Enfermaria dos doudos». Lisboa, Typ. de Bulhões 1830. 
8.° de 32 pag. 

2'^) Decimas que comvoz R, J, F., e se recitaram em diverscu f arcas no 
iheatro portuguez da rua aos Condes, Ibi, na mesma Typ. 1830. 8.<* ae 32 pag. 

241) Fabula de Leandro e Hero, dividida em duas partes. Ibi, na mesma 
Typ. 1830. 8.» de 40 pag. 

242) O vaticínio de Jove: elogio dramático para se representar no theatro 
da rua dos Condes, no dia natalício do senhor D. Miguel 1, etc. Ibi, na mesma 
r^. 1831. 8." de 23 pag. 

243) Elegia no falecimento do muito eloquente e sapientissimo orador por- 
tuguez, o P. José Agostinho de Macedo. Lisboa, na Imp. Silviana 1832. 8.*' de 
19 paginas. 

244) Elegia ao tristíssimo falecimento do sr. Theodoro José Borges, verdes 
deiro realista. Ibi, Typ. de Bulhões 1830. 8.° de 13 pag. — É um descarado pla- 
giato, e na quasi totalidade dos versos uma, ora textual, ora deturpada repro- 
ducçíLo da elogia segunda do nosso conhecido poeta Francisco Dias Gomes, im- 
pressa pela primeira vez em separado no anno 1799 (vej. o que digo a este 
respeito no tomo ii, pag. 370). 

245) Elegia que compoz Ricardo José Fortuna ao tristíssimo j lamentável e 
pranteado falecimento do muito distincto artista dramático portuquez Epipha- 
nio Aniceto Gonçalves, de saudosa e sempiteima memoria, etc. Lisooa, Typ. de 
M. F. das Neves 1857. 8.° gr. de 14 pag. — Foi ainda esta vez a elegia segunda 
de Francisco Dias Gomes, que serviu ao poeta de musa inspiradora, copiando-a 
de novo, intercalada apenas de alguns versos de lavra própria; e, o que é peior, 
deturpando muitos da elegia original, tornando-os ató errados de certos que 
n'ella se acham, pela necessidade de fazel-os servir ao seu intento f 

RICARDO RAYMUNDO NOGUEIRA, Cavalleiro professo na Ordem 
de S. Tiago da Espada; Doytor e Lente da Faculdade de Leis na Universidade 
de Coimbra; Cónego doutoral na Sé d'Elvas; Deputado da Inquisição de Coim- 
bra; Reitor do Collegio Real dos Nobres; Censor régio do Desembargo do Paço; 
e ultimamente nomeado Membro da Regência do Reino na ausência d'e1-rei 
D. João VI, em 7 de Agosto de 1810, cargo que desempenhou ató 15 de Se- 
ptembro de 1820: Conselheiro d'Estado, Sócio da Acad. Real das Scienciasde 
Lisboa, etc, etc. — N. na cidade do Porto a 31 de Agosto de 1746, e m. em 
Lisboa a 7 de Maio de 1827. — Vej. o Elogio histórico, que em honra de sua 
memoria escreveu seu admirador e amigo particular, José Agostinho de Ma- 
cedo (Diccionario, tomo iv, n.° J, 2256), o qual é tido na opinião de alguns 
como uma peça de verdadeira e solida eloquência. — E. 

246) Pastoraes de Mr. Gessner, traduzidas em portuguez. Porto, na Offic. 
que foi de António Alvares Ribeiro 1778.8.° — Sem o seu nome. (Do Erasto, uma 
aessas pastoraes, sahiu modernamente outra versSo em portuguez, pelo sr. dr. 
António Ãloniz Barreto Cõrte-real, inserta na sua Bibliotnecasinha da infância, 
e por elle reproduzida no periódico O Lycéo, impresso em Angra, a pag. 83 e 
seguintes.) 

247) A Poética de Aristóteles, traduzida do grego em portuguez. Lisboa, 
na Regia OflBc. Typ. 1779. 8.» de lv-132 pag. — Consta ser sua esta versão, 
posto que publicada anonyma; e a introducçSo que a precede attríbue-se a 



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António Ribeiro dos Sanctos, seu collega na Universidade, e amigo intimo. — 
Vej. o que digo no tomo i, n.® A, 1340. 

24o) A serra de Cintra. Lisboa, Imp. Hegia 1814. 8.o de 20 pag.— É uma 
descripçáo poética d'esta famosa serra em sep tenta estancias, ou sextinas de 
versos rythmádos. Sem o seu nome. E cora quanto não apresente a indicação 
de segunda edição, ha eífecti vãmente outra mais antiga, sem declaração da data, 
nem da typograplíia onde fora impressa. 

249) Varias poesias, que foram insertas (anonymas) na CoUecção de Poe- 
sias inéditas dos melhores andores portuguezes (vej. no Diccionario, tomo ii, o 
n." C, 356). Apontam-se como taes o Sonho, tomo n, pag. 63; — Epicedio, no 
mesmo tomo, pag. 71; — Canção, no mesmo tomo, pag. 163, etc. — Um dos que 
mui positivamente me affirmaraiíi serem d'elie estas peças, foi o dr. Vicente 
Pedro Nolasco, de quem tracto no presente volume em logar competente. 

250) Prelecções de Direito pátrio, ^ue fez no anno lectivo de 1795 a 1796. 
— Sahiram á luz posthumas, no Instiluto, jornal scientifico e litterario de Coim- 
bra, VOl. VII. 

Vej. Simão de Cardes Brandão e Ataide. 

RICARDO RAYHDNDO DE NOGUEIRA SASSETTI, Doutor em 
Medicina e Cirurgia pela Universidade de Louvain ; natural de Cintra, e filho 
de Victor Sassetti. 

251) Algumas ^proposições sobre a Medicina em geral. Tkese apresentada á 
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e sustentada em i^ de Dezembro de 
1846, conforme mandam as leis em vigor. Rio de Janeiro, Typ. de Francisco 
de Paula Brito 1846. 4.° gr. de iv-6 pag. 

RICARDO TEIXEIRA DUARTE, Formado em Direito pela Univer- 
sidade de Coimbra, e Advogado em Lisboa, onde tem por vezes exercido vários 
cargos municipaes e administrativos, inclusive o de Vereador, etc. — - N. na ci- 
dade do Porto em — E. 

252) Commentario ao titulo xii, parte 1.*, Livro 2.<», do Código Commercial 
Portugttez,, que se inscreve: Das Companhias, Sociedades e Parcerias commer- 
ciaes. Lisboa, Imp. Nacional 1843. S,^ gr. 

Tem vários artigos sobre assumptos juridicos, insertos na Gazeta dos Tri- 
bunaes; e talvez publicado mais alguns escriptos, de que não hei conhecimento. 

D. RITA CLARA FREIRE DE ANDRADE, que se diz natural de 
Bilrete, no concelho de Salvaterra de Magos, e nascida pelos annos de 1758. 
Foi casada com Bartholomeu Còrdovil de Sequeira e Mello, professor de gram- 
matica latina na villa de Algodres, do qual tractei no Diccionario, tomo ii, 
pag. 530. — Com o seu nome se imprimiu : 

253) Arte poética de Q. Horácio Flacco; traduzida em verso rimado. Coim- 
bra, na R. Offic. da Universidade 1781. 8.® gr. de 47 pag. 

Consta a traducçSo de 856 versos, rythmádos em parelhas á maneira dos 
francezes: e não é acompanhada de notas ou commentarios alguns. Foi a ter- 
ceira que se imprimiu em portuguez, sendo primeira a de Cândido Lusitano, 
e segunda a de Miguel do Couto Guerreiro, mencionadas no Diccionario nos 
logares competentes. 

Tem sido geralmente assentado não ser esta traducção da senhora em cujo 
nome se imprimiu; mas sim do seu marido, Bartholomeu Còrdovil. Alguns, 
porém, que se julgam melhor informados, affirmani que nem ao dito Bartho- 
lomeu Còrdovil deve attribuir-se tal versão; a qual, dizem, pertence de facto a 
António Isidoro dos Sanctos, bedel da Universidade. (Vej. no Diccionario, 
tomo I, pag. 156.) 

Seja porém o que for, a versão de que se tracta mereceu estimação e 
louvor aos entendidos; e ainda ultimamente o sr. A. L. de Seabra, iui2 de com- 

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petencia reconhecida, na saa traducçdo das Satyras e Epistolas do Hotracio, 
tomo ir, pag. 278, fala a este respeito nos termos que passo a transcrever : 

«Esta traducção tem bastante merecimento, tem animação e espirito poé- 
tico; mas desgraçadamente é forçado o traductor a sacrificar ao fútil toniihô 
da rima os pensamentos do auctor, ora supprimindo, ora accrescentando idéas 
aue o desfiguram. 8e Cordovil se não tivesse manietado com a rima, ter-nos-ia 
dado uma excellente traducç&o da Arte poética. Assim mesmo, é superior a 
todas as outras. » 

• ? ROBERTO AVÉ LALLEMANT, Commendador e Gavalleiro de va- 
rias Ordens, Doutor em Medicina, etc. — Ouvi que nascera em Aliemanba, po- 
rém nSo pude haver noticia das mais particularidades que lhe dizem res- 
peito. — E. 

256) Observaçõe» acerca da eptàêmia da fAre amarélla de 1850 no Rio de 
Janeiro, colligidas nos hospitaes e na polydinica. Rio de Janeiro, i851. SJ* gr. 

No anno de 1858 foi de ordem do governo encarregado de inspeccionar o 
estado das colónias allemãç no Brasil, e esperava-se que {>ublicaria o relatório 
d'esta commissão, que nilo sei comtudo se chegou a imprímir-se. 

• ROBERTO FERREIRA DA SILVA, natural d^ Lisboa, onde apren- 
áeu, os rudimentos do desenho e pintura, e foi durante alguns annos pintor de 
carruagens, ao serviço da Duqueza de Cadaval. Passando de Lisboa para o Brasil, 
obteve ser despachado Official do corpo de Engenheiros, e nomeado Professor 
de Desenho da Aula Militar do Rio ae Janeiro. Ignoro a data do seu óbito. 

âue foi comtudo posterior ao acto da separação e independência politica do 
rasil.— E. 

254) Elementos de Desenho e Pintura, e regras geraes de Perspectitxi, lUo 
de Janeiro, na Imp. Regia 1817. 4.*' com estampas. — Segunda edição, correcta 
e emendada. Ibi, na Typ. Univ. de Laemmert 1841. 8.» gr. com estampas. 

Lembro-me de ter visto ha muitos annos em Lisboa um exemplar da pri- 
meira edição d'esta obra, que, segundo a opinião de avaliador competente, é 
tida por um montão de absurdos, e não abona a pericia de Stockler nas beUas- 
artes, sendo este, como se diz, quem a examinara e corregira antes da im- 
pressão, a rogo do auctor. Vi pelo mesmo tempo uma satyra manuscripta, e * 
mui chistosa, no eosto e á imitação da que fica mencionada no Dicdonario, 
tomo m, n.« F, 1603 (escripta, segundo me afiirmaram, por pessoa que é hoje 
alto dignitário na casa imperiaí), em que o pobre professor de desenho era fus- 
tigado desapiedadamente. 

• ? ROBERTO JORGE HADDOGK LOBO, Commendador da Ordem 
de Christo, e Disnitario da Imperial da Rosa, Doutor em Medicina pela Facul- 
dade do Rio de Janeiro, Membro da Academia Imperial de Medicina da mesma 
cidade, e de outras Associações scientificas e commerciaes, etc. — E. 

255) Vários artigos sobre assumptos de sciencias medicas, nos Ánnaes de 
Medicina BrasUiense, dos quaes foi redactor nos annos de 1847-1850, impres- 
sos no Rio de Janeiro, 4 tomos em 4.* 

ROBERTO L13IS DE MESQUITA, Bacharel formado em Mathematica 
pela Universidade de Coimbra, e Deputado ás€órtes constituintes em 1821.— 
N. no casteilo de S. João Baptista, em Angra, e na mesma cidade vivia ainda 
em 1860, em edade assas provecta, segundo a noticia que obtive do meu il- 
lustre amigo, o sr. J. A. Cabral de Mello. — D'elle fala Balbi no Essai Statistique, 
tomo II, pag. xlvj. Parece que pouco tem escripto, e ainda menos publicado. 
Todavia, fez imprimir em Lisboa: 

257) A imparcialidade jtdoando os Jesuitas. Lisboa, na Imp. Regia 1830. 
— Opúsculo de folha e meia de impressão, do qual se tiraram, segundo me 



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constou, mil exemplares, sem que d'elles me fosse possível encontrar algum 
até hoje. 

ROBEllTO WAINGER. (V. Anselmo CoeUmo Munhoz, etc.) 

ROCHESTER. (Vi^AnUmio Pedro Lopes de Mendonça,) 

258) D. RODRIGO : poema epko, Lisboa, na Typ. de J. B. Morando 1838. 
I6.<» de 20 pag. — Comp6e-se de três cantos em decimas octosvllabas, das quaes 
o primeiro tem 62; o segundo 76; e o terceiro 57. De pag. 108 a 120 compre- 
hendem-se algumas notas históricas. Estas foram separadamente impressas na 
Imp. Nacional. — Ha segunda edição, feita no Porto, 1852. 16.« 

O intitulado poema épico (a que melhor caberia a denominação de herói- 
cómico) ficou incompleto. É um verdadeiro libello difamatorio, ou satyra pes- 
soa), dirigida a Rodrigo da Fonseca Magalhães, já entfto ministro doestado ho- 
norário, tendo-o sido pela primeira vez eífectivo em 1835. Ahi se descrevem 
passo a passo a sua vida e acções, desde o seu nascimento e primeira educaçfto 
até á parte que tomara na descoberta da mui falada conspiração da Rua For^ 
mosa em 1822. (Vej. adiante o artigo que lhe diz respeito.) 

Debalde tentei naver noticia certa do auctor doeste opúsculo. Alguns o at- 
tribuiram a Rodrigo Pinto Pizarro, barão da Ribeira de Sabrosa; outros a in- 
dividuo de cujo nome não posso recordar-me; e alguém porfiou comigo em que 
era obra de Garrett, sustentando até, que vira um exemplar impresso, em que 
vinha o seu nome declarado! Doestas opiniões a primeira é, segundo julgo, a 
que ofierece alguns visos de credibilidade. 

P. RODRIGO ANTÓNIO DE ALMEIDA, Presbytero egresso da ex- 
tincta Congregação da terceira Ordem da Penitencia. — Foi natural de Lisboa, 
e n. em 1805. No anno de 1825 matrículou-se no primeiro anno do curso theo- 
logico da Universidade de Coimbra; porém embaraços supervenientes o^ta^ 
ran( creio, a que chegasse a doutorar-se n'aquella faculdade, ficando apenas 
Bacharel. M. a 18 de Novembro de 1856. -~E. 

259) Conselhos amigáveis ; tentativa de coneUiação e de paz. Lisboa, na Imp. 
Nacional 1850. 8.« gr. de 32 pag.— Vej. no Diccionario, tomo ii, o n.* È, 
142-16. 

260) Sem exemplo : primeira e ultima resposta a todos os detractores dós 
«Conselhos amigáveis», e nomeadamente aos srs. P. Amado e P. Recreio. Lis- 
boa, Imp. de Francisco Xavier de Sousa 1851. 8.« gr. de 128 pag. 

261) O Protesto e o «Portuguez»^ ou a questão do Protesto collocada no 
seu verdadeiro ponto de vista, por occasião da respsta dada ao «Portuguez» de 
14 de Septembro. Lisboa, Imp. de Francisco Xavier de Sousa 1853. 8.'» gr. de 
45 pag. « 

262) Novo sem exemplo, ou o meu ajuste de contas com o correspondente da 
•Revolução de Septembro» /. P. de T. Jv. (Jo.sé Paes, de Torres-novas em qua- 
tro artigos. Ibi, na mesma Offic. 1854. 8.® gr. de 78 pag. 

263) Brado da Razão e da Fé, contra as machinações audazes da incredu- 
lidade em delirio, ou discurso sobre a rdigião. Ibi, na mesma Typ. 1854. 8.*> 
de 235 pag. — A segunda parteT d'esta obra não chegou a sahir á luz. Vi-a po- 
rém manuscripta em poder do editor da primeira, o falecido livreiro Cândido 
José Brabo. 

264) Boa nova aos devotos do coração sanctissimo de Maria immaculada. 
Ibi, na mesma Typ. 1855. 8.° de 23 pa;;. 

265) As festas por motivo da definição dogmática da Conceição immaculada 
de Maria, na igreja da Conceição velha. Ibi, na mesma Typ. 1855. 8.^' de 29 pag. 
Continuado no que se segue : 

266) O mez de Maria. Continuação e coroa das festas por motivo da defi." 



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nição dogmática da ma Conceição immaculadaj na igreja da Conceição telha. Ibi, 
na mesma Typ. I800. 8.° de i6 pag. 

267) A questão da Ibéria, em duas partes. Ibi, na mesma Typ. 1856. 8.* 
gr. de 120 pag. — Collecçáo de artigos, que creio ter visto previamente inser- 
tos no jornal- A Nação. 

Foi redactor principal do periódico religioso Missão Portugueza, em 1854 
(vej. no Diccionario, tomo vi, n." M, i84o), tomando conta da redacção do 
n.<^ 4 em diante até o 13.", no qual fez seu despedimento. 

Ha d elle muitos artigos, escriptos em diversos tempos, e sobre vários as- 
sumptos, no já citado jornal A Nação, e n'outro5 periódicos. 

RODRIGO AUGUSTO CERQUEIRA VELLOSO, natural de Ponte 
da Barca, na província do Minho e nascido a 6 de Fevereiro de i839. Seu pae, 
o sr. dr. José Bernardino Mendes Velloso, foi ha pouco despachado juiz de direito 
de segunda instancia, com exercido na Relação do Porto. — Tendo concluído 
com aprovei tamíín to os estudos preparatórios, passou a matricular-se como 
alumno da faculdade de Direito na Universidade de Coimbra, e acha-se actual- 
mente no quarto anno. 

Começou o seu tirocínio litterario escrevendo vários artigos e folhetins, 
que foram insertos no Bracarense^ jornal de Braga, na Aurora do Lima (de 
Vianna do Castello), e no BarceUense e Ecoo de BarceUos. Tem sido ultima- 
mente um dos redactores do Minho, folha semanal, publicada em Coimbra por 
alguns académicos, naturaes d'aquella província (o n.*» l.<» tem a data de 11 de 
Março de i86^), e ahi escreveu vários folhetins. De propriedade sua, e por elle 
fundados, sahiram á luz dous jornaes litterarios, críticos e noticiosos, cujos tí- 
tulos são : 

268) O Phosphoro. Coimbra, 1860-1861. Era quinzenal, e imprímiram-se 
doze números, nos quaes se encontram muitos artigos da sua collaboraçSo. 

269) O Tira-teimas: Semanário. Coimbra, na Imp. Litteraria 1861-1862. 
4.* Sahiu o n.« 1.° em 1 de Novembro de 1861, e findou com o n.*> 24 de 11 
de Abril de 1862, contendo ao todo 192 pag. — (Irá mencionado no pres^te 
volume em artigo separado). — Pertencem-lhe ahi, afora os artigos ruoricados 
com o seu nome, outros que téem por assígnatura vários pseudonymos, taes 
como O Phosphoro, O Tira-teimas, Carnaval, etc. 

Consta-me que tem desde alguns mezes no prelo um volume de viagens 
humorísticas e ensaios críticos, que intitulou Folhas ao vento, íructos de niera 
distracção, por quanto nunca teve (são palavras suas) aspirações a litterato. 

O Diccionario lhe deve algumas noticias, com que (a níeu pedido) me fa- 
voreceu ; e das quaes tenciono aproveitar-me no Supplemento íinal. 

RODRIGO DE AZEVEDO SOUSA DA GAMARA, nascido pelos an- 
nos de 1804, e filho do desembargador José Pedro de Azevedo Sousa da Ca- 
mará, de quem fiz menção no tomo v. — Era em 1828 Empregado da Secre- 
taria da Intendência Gerai da Policia, e foi com outros demittido como desaf- 
fecto ao sr. D. Miguel, na phrase d*aquelle tempo. Nomçado em 1837 Provedor 
do 2.*' districto de Lisboa, foí-lhe dada a exoneração n'esse mesmo anno, ou 
no principio do seguinte. Ultimamente obtivera o logar de Òílicial da secre- 
taria da Camará dos Senhores Deputados, e accumulava ás funcções respecti- 
vas as de Empregado da polícia denominada secreta, ou preveftíiva. M. atacado 
de apoplexia fulminante a 6 de Maio de 1856. — E. 

270) O Desenjoalivo theatrd. Jornal recreativo e moral. Lisboa, na Imp. 
de C. A. da Silva Carvalho 1838. 4.*» gr. — Sahiram 16 números, contendo ao 
todo 64 pag. 

^li)' Breves noções sobre a arte dramática. Lisboa, 184. — Opúsculo que 
não vi, mas apnarece mencionado como impresso, nas Memorias do Conserva- 
tório R. de Lisboa, tomo 11, pag. 278. 



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RO 167 

272) D. Pedro no Porto j ou o heroúmo de poucos: drama. Lisboa, naTyp. 
de J. A. da Silvíi Rodrigues i84i. 8.°— Em prosa. 

273) D. Maria Telles : drama histórico oinginal Lisboa, na ímp. de C. A. 
da Silva Carvalho 1841. 16.°— Em prosa: 

27,4) Um dia de eleições em Lisboa: farça. Ibi, 1841. 16.» 

275) O pobre Jacques — O fugitivo da Bastilha — Tovqíialo Tasso — Re- 
morso — Valeria — O Baile , ou a' rival de si mesmo, dramas, traduzidos e im- 
pressos, de que todavia náo vi exemplares. 

276) Historia da policia secreta em Portugal, e o que é policia geral. Lis- 
boa, Typ. de Borges lo51. 8.<» — Imprimirara-se 32 pag., e licoii incompleto. 

277) Paginas negras da historia do Conde de Thomar, Analyse critica da 
carta escripki de Vigo pelo valido corrupto, concussionario e déspota ao illustre 
marechal do exercito, o virtuoso Duque de Saldanha. Lisboa, na Typ. de José 
Justino de Andrade e Silva 1851. S.^ gr. de 2J pag. — Sem o seu nome. 

Consta que imprimira mais alguns opúsculos; porém não tive occasiSo de 
vel-os: no que me parece que pouco ou nada perdi. 

RODRIGO BOTELHO DA FONSECA PAGANINO JÚNIOR. (V. 

Bodrigo Paganino.J 

D. RODRIGO DA CUNHA, Clérigo secular, Doutor em Direito Canónico 
pela Universidade de Coimbra; foi successivamente Bispo de Portalegre, sa- 
grado a 8 de Novembro de 1615; transferido d'esta para a diocese do Porto 
em 1619; elevado a Arcebispo de Braga em 1626; e emíim Arcebispo de Lis- 
boa no anno de 1636. Foi Governador do reino, e Conselheiro d'Estado; dis- 
tincto por seu patriotismo, e affeiçao á casa de iíragança, concorrendo activa- 
mente para a independência de Portugal, proclamada no 1." de Dezembro de 
1640. — N. em Lisboa em 1577, e m. na mesma cidade a 3 de Janeiro de 1643. 
Existe o seu retrato na quinta de Marvilla, pertencente á mitra patriarchal, e 
outro na casa do cabido da Sé de Lisboa. Foi tio de D. António Alvares da 
Cunha, escriptor estimado, do anal se fez menção no tomo i do Diccionario. 

«Nascido (diz um dos seus biographos) para honrar qualquer estado que 
se determinasse a seguir, honrou eífectivamente aquelle para que a providencia 
parece só o escolhera, enriqueeendo-o dos singulares dotes que se requerem 
indispensáveis no ministério augusto do sacerdócio.» — E. 

Z78) (CJ Catalogo e historia dos Bispos do Porto. Offerecida a Diogo Lopes ^f- ^^/^ 
de SousOy conde de Miranda, e governador da Bélação e Casa do Porto. Porto, ^, /^*^ 
por João Rodrigues 1623. Foi. de xxiv (innumeradas)-451 pag., e indice no a' y^^ 
fim, que occupa 78 pag., também innumeradas. J^ \^ 

Joáo Pedro Ribeiro nas Observ. Diplomáticas, pag. 71 a 7^, argue esta obra j\/f 
ou antes o seu auctor, de immensos erros em datas, da acceitaçílo de doeu-* '^'^* 
mentos apocryphos recebidos como verdadeiros, c de outros descuidos e faltas 
de critica, próprias do tempo em que foi escripta; para corrigir taos erros o 
descuidos vej. a dissertação xvni do mesmo João Pedro Ribeiro, qne vem no 
topo IV parte 2w" das suas Dissertações Chronologicas, de pag. 30 a 63. 

Do Catalogo se jez segunda edição, i Ilustrada pelo académico António Cer- 
queira Pinto, com o titulo seguinte: Catalogo dos Bispos do Porto, composto '^^^^ 
pelo m.'"' D. Rodrigo da Cunha, n'esta segunda edição addicionado, e com sup- if^/^p 
plemento de varias memorias ecclesiasticas d' esta diocese no discurso de onze se- ^Vyv» 
culos. Porto, na OflBc. Prototypa Episcopal. 1742. Foi. '^ yr jy» 

Os exemplares da primeira ediçáo venderam-se ainda niio ha muitos annos áí.^"''*'* 
por 2:400 réis: os da segunda creio que valem actualmente esse mesmo preço 
ou pouco menos. 

279) (C) Primeira parte da Historia ecclesiastica dos Arcebispos de Braga, /^í^- ^^ 
e dos Sanctos e varões iílustres que floreceram n'este arcebispado. Offerecida á ,y^' /^"^ 
serenissima Virgem Sancta Maria de Braga. Braga, por Manuel Cardoso 1634, a^ .f»» 



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i68 RO 

Foi. de VIU (innunieradas)-471 pag.» e roais 43 ditas stím numeração, contendo 
Índice e erratas. 

Segunda parte da Historia ele, ele. Braga, pelo mesmo 163^. Foi. de xin. 
(innumeradas)-474 pag., e mais 57 no fim, de addiçôes, índice e erratas. 

Menos vulgar que o Catalogo dos Bispos do Porto, sei de exemplares d'e5ti 
Historia vendidos por 8:000 réis. 

280) fCJ Historía ecclesiaslica da igreja de Lisboa, vida e acções de sens 

'^^f-pl prelados, e varões eminentes em sanctidade que n'eUa floreceram, Offerecida ao 

y: Í» ^'^ duque de Aveiro D, Raymundo de Lencastre. Primeiro volume. Contêm diuxs 

^.\rt^ partes : 1/ Da fundação de Lisboa até ser ganhada aos mouros por d-rex D. Af- 

fonso Henriques : 2.* do tempo do mesmo rei até o reinado ad-rei D. João o 

^ primeiro. Lisboa, por Manuel da Silva 1642. Foi. de 300 folhas numeradas 

só na frente. 

A intempestiva morte do prelado impediu a publicação do segando tomo 
dos dous de que esta historia se devia compor. £ste me&mo primeiro só foi 
concluído e publicado posthumo, por diligencia do P. Manuel d'£scobar, jV 
suita. Vej. o aue acerca da obra diz Fr. António da Purificação, na Chronica 
dos Eremitas ae Sancto Aaoslinho, tomo ii, liv. 5.", tit. 3.*», §§ 9 e iO. 

Creio que os exemplares d*este volume hão subido também aos preços 

de 3:600 e 4:000 réis. 

^^*» 281) (CJ Explicação dos Jubileos. Coimbra, por Nicolau Carvalho 1620, 

4.* — Acaba este tractado na folha 57 verso, e segue-se com frontispicio novo, 

Litania e preces recitadas, ele. pelo mesmo impressor: 4 folhas innomeradas. 

Este tractado, por elle escripto quando era ainda bispo de Portalegre, foi 

de|>ois reformado e augmentado, sendo já bispo do Porto, e sahiu de novo com 

o titulo seguinte : 

4^t J>* Explicação dos Jubileos do anno de 1619 e de 1621. Offeredda a D. Diogo 

^'Jtc da Silva, marquez de Alemquei\ duque de FrancaviUa, do conselho d' estado, ele 

j w Porto, por João Rodrigues 1622. 4.® de lvi (innumeradas)'272 pag. e mais 38 

fjj'. v^* innumeradas, que comprehendem os índices finaes. 

O pseudo- Ca/(i%o da Academia dá d'esta ediçáo uma idéa falsa, chamando 
simplesmente Addicões ao que é em verdade uma obra nova, onde se acha in> 
teiramente refundida a outra que a precedera. 

Comprei um bom exemplar d'este livro por 480 réb. 

Das obras que D. Rodrigp escreveu em latim não me farei agora cargo no 
Dicdonario, pelas razões tantas vezes repetidas. Procure-as quem as quizer 
cx)nhecer na Bibl Lusit., e ahi achará os títulos de todas, bem como de outras 
em portuguez, que ficaram manuscriptas. 

Do que diz Barbosa em vários logares, fazendo por vezes aleumas citações 
a diversos propósitos, consta que no Porto se imprimira em 1627 um Catalogo 
ou Jndex dos livros de aue se compunha a livraria d'este prelado, que era com 
respeito ao tempo escolnida e numerosa; e continha sobre muitas obras im- 
pressas, outras manuscriptas e autographas de escriptores portugueses. Ahi se 
mencionavam, por exemplo, as poesias originaes de Gabriel Pereira de Castro, 
que existem hoje em meu poder, etc. etc. Devo porém declarar que ainda não 
encontrei exem{)lar algum d'este curioso documento bibliographico, queju/go 
ser de muita raridade. 

D. Rodrigo da Cunha é auctor benemérito e respeitável no tocante ao 
estylo e dicçllo das suas obras, mostrando- se bom cultor da linguagem ver- 
nácula, e escrevendo sf^m atreclação, e com pureza e propriedade de termos. 
O P. António Pereira de Figueiredo o colloca na primeira plana dos nossos 
bons prosadores. No que porém diz respeito á verdade histórica, em pontos 
antiquados, náo soube exemptar-se das preoccupaçôes do seu século, deixan- 
do-se guiar pelos falsos chronicôes e outros livros apocryphos, que' gosavaoi 
n*aquelle tempo de inteiro credito, e tornando com isso a sua auctoridadc de 
pouco peso no tribunal da critica íllustrada e judiciosa. 



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RO 169 

Deve-se-lhe a publicação pela imprensa da Segunda parte das Chronieas' 
dos Reis de Portugal de Duarte Nunes do Lrilo, como já se disse no Diecio- 
fiario, tomo ii, n." D, 388. 

FA. RODRIGO DE DEUS, Franciscano da provinda da Arrábida, da 
qual foi eJeilo Provincial em 1601. — N. -em Britiandc, bispado de Lamego, 
e m. em Lisboa no l.*" de Dezembro de 1622 com 75 annos de edade. — Yej. a 
seu respeito o Agiobgio Lusitano de Cardoso, no tomo i, pag. 314. — E. 

282) fCJ Tractado dos passos que se andam na quaresma, para rezarem ^. ^7 • 
ou cantarem os que os correm. Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1618. 8." — (Vi 
d'esta ediçSo um exemplar na escolhida coIlecçSo do sr. J. J. de Saldanha Ma- 
chado). — Segunda vez, ibi, por Henrique Valente de Oliveira 1656. 4." — E ter- 
ceira, ibi, por Domingos Carneiro 1664. 4." de 24 pag. — Se náo me engano, 

esta edição differe da primeira em alguns pontos ; faltou-me porém a occasião 
de conferil-as entre si. — A obra consta de prosa e verso. 

Francisco Manuel do Nascimento, alludindo a ella no tomo iv das suas 
Obras (edição de Paris), png. 236, diz em nota explicativa o que se segue: 

• n Certo auto impresso, qup começa : 'A Fortaleza Divina grandemente aqui 
temeu». Nunca o li, quando era pequeno, a minha míle e a sua comadre Maria 
Antónia, que lhe nao escorressem as lagrimas cm pinga; e mais ha no tal auto 
varias palavras, que nem eu nem ellas entendiam. Que bom tempo era esset 
Cada vez que lhes lia o tal auto, ou o Fios Sanrtorum^rendia-me alguma golo- 
dice. Hoje leio co'usas que bem as valem, e ninguém me dá uma trouxa d'ovos, 
sequer í » 

283) (C) Motivos espirituaes, compostos de novo e accrescentados, ete. y . . .^^^ 
Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1620. A custa de Sebastião Garcia, livreiro das ^' ^^^(/^ 
três Ordens militares. 8.° de xvi (innumeradas)~327 folhas, numeradas só na 

frente. — Pela licença do provincial, que vem na folha terceira, se conhece que 
esta edição é já segunda : porém nSo me foi possivel descobrir a primeira ; e 
o mais é, que uma c outra foram ignoradas de Barbosa, que só menciona a 
terceira, Lisboa, por António Alvares 1633* e após ella duas, Lisboa, por Hen- f'"^^^ 
rique Valente de Oliveira 1656, e por António Craesbeeck de Mello 1674,^'^'^-^^ 
dando estas no formato de 4.^ no que jul(!o se enganou. Errou ainda o nome 
do impressor da sexta, que elle diz ser Miguel Rodrigues, quando em reali- 
dade loi feita por Francisco Xavier de Andrade, 1723. 8.*» de xvi-534 pag. 

Eu possuo, além da de 1620, um exemplar de outra, falto de rosto e das 
licenças, prologo, etc, mas que creio ser a de António Craesbeeck de Mello, 
1674; é no formato de 8.<*, com 518 pag. e mais duas innumeradas no fim. 

A ediçAo de 1620 traz no principio dous sonetos de Fr. Agostinho da 
Cruz em louvor da obra, os quaes nSo andam incluidos na collecçlo impressa 
das d'este nosso poeta: e um de D. Manuel de Portugal, que está no mesmo 
caso. 

«N'estes Motivos (diz o editor) claramente se mostra quanto qualquef fiel 
christSo pôde contentar, honrar e louvar a Deus, e a Nossa Senhora, e a todos 
os Sanctos : e quSo grandes thesouros pôde acquirir por meio do Sanctíssimo 
Sacramento do altar. Depois d'este tractado segue-se outro, mui útil, breve e 
claro, da oração mental, composto pelo P. Fr. Alonso de Medina.» 

RODRIGO FERREIRA DA COSTA, natural da villa (hoje cidade) de 
Setúbal e nascido em 13 de Maio de 1776. Destinado por seu pae a suceeder-lhe 
na carreira da advocacia, que exercitava na referida villa, o filho seguiu os es- 
tudos jurídicos na Universidade de Coimbra, e tomou o grau de Bacharel em 
Leis no annp de 1800; porém livre pela morte do pae de exercer uma profissão 
para que nSo sentia em si inclinação alguma, preteriu continuar os estudos na 
faculdade de Mathematica, e n'ella se formou, egualmente em 1804. Apezar do 
seu distincto merecimento, só em 1810 obteve ser empregado como Omcial na 



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-170 RO 

secretaria do Commando geral do Exercito, e n'essa qualidade acompanhou o 
Ajudante-general até á terminação da guerra peninsular em 1814. No anno de 
1821 foi eleito Deputado ás Cortes constituintes, e em 1823 provido no iogar 
de Lente da Academia Real de Marinha de Lisboa, onde regeu durante algum 
tempo eom bons créditos a cadeira do primeiro anno. Apaixonado sempre do 
retiro, e homem verdadeiramente estudioso, havia adquirido sólidos conheci- 
mentos, nSo só nas sciencias philosophicas c mathematicas, mas na philologia 
e bellas-artes. Conhecia as linguas vivas e mortas, e tinha alguma disposição 
para a poesia, que para desenfado de estudos mais sérios cultivava nas horas 
vagas. Uma penosa enfermidade, combatida em váo com os soccorros médicos, 
o arrebatou á pátria, ás sciencias, e aos seus amigos, no 1." de Novembro de 
1825, antes de completar 50 annos de edadc. Foi Cavalleiro da Ordem de 
Christo, e Sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa. —V. a seu respeito 
uraa curta noticia biographica, escripta pelo sr. José Ignacio de Andrade, seu 
intimo amigo, e admirador enthusiasta dos seus talentos, a qual vem á frente 
da traducçAo do poema A Ventura, abaixo mencionado. Anda também o seu 
retrato lithographado no tomo ii das Cartas da índia e da China, do mesmo 
sr. Andrade. 

Eis aqui a resenha das composições de Rodrigo Ferreira da Costa, publi- 
cadas pela imprensa : 

2^>'ir) Theoria das faculilades e operações inteUectuaes e moraes, Lisboa, na 
Imp. Regia 1816. 8.» de 82 pag. 

28o) A Lyra ingénua, ou os irahaUtos poéticos de um moço académico. Tou- 
louse, 1814. Í2.° (sahiii anonyma). — Segunda ediçSo, com o mesmo titulo, 
porém muito augnientada. Lisboa, na Imp. Regia 1818. 8.** de 111 pag. 
^ 286) Tratado de Orthographia portugueza, deduzida das suas três bases, 

a pronunciação, a etymologia, e o uso dos doutos : e accommodado á intelligencia 
das pessoas que ignoram o grego e o latim. Lisboa, na Imp. Regia 1818. 8.^' de 
' 135 pag. 
cy^f/ff 287) Princípios de Musica, ou exposição methodica das doutrinas da sua 

^ ^'^ composição e execução, Publicc^os de ordem da Academia Real das Sciencias. 
Lisboa, na Typ. da mesma Acad. O tomo i em 1820, com xn-188 pag. e cinco 
estampas. O tomo ii em 1824, com 277 pag. e dez estampas. 

288) Reflexões e observações previas sobre a escolha do melhor systema de 
Or(liogi*aphia portugueza, ededuccão dos seus principios capitães. Lisboa, naTyp. 
da Acad. Real das bciencias 1821. foi. de 52 pag. — E no tomo vm, parte i das 
Memorias da Acad. 

289) Deducção philosophiea da desigualdade dos sexos, e dos seus direitos 
por natureza. Lisboa, 1822? 8.<» — É das obras impressas do auctor a única, 
que nfto pude ver. 

290) Caihecismo politico do cidadão português, ou exposição dos direitos 
e obrigações do homem natural e social, etc. Lisboa, na Imp. Nacional 1823. 
•8.» de vm-231 pag. 

291) Elementos de Arithmetica e Álgebra, tractadas promiscuamenle em 
reciproca dependência. Lisboa, 1825. 4.° 

292) Reswno das doutrinas contidas nos Elementos de Analyse de Bezout. 
Lisboa, 1825. 4.« 

293) Geometria elementar j e trigonometria rectilinea. Lisboa, na Imp. Na- 
cional 1835. 4.® de vin-161 pag., e mais uma de errata. Com estampas. — Esta 
obra publicada posthuma, foi, não sei como, omittída peio sr. José Ignacio de 
Andrade- na noticia biographica do auctor, entre as mais que menciona. 

294) A Ventura : poema allegorico em quatro cantos, traduzido do francez. 
Auctor Cláudio Adriano Helvécio; traductor Rodrigo Ferreira da Costa. Lisboa, 
na Typ. Lisbonense de A.C. Dias 1835. 8." gr. de 97* pag. — Foi publicado em ob- 
sequio á memoria do seu amigo pelo dito sr. José Ignacio de Andrade (Diccio- 
nario, tomo iv, pag. 370), e precedido de noticias biographicas do auctor e 



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RO 171 

traductor, com o catalogo das obras d'este, em que se declara ter elle também 
traduzido o Templo de Gnido de Montesquieu, que até boje nSo consta se im- 
primisse. 

RODRIGO DA FONSECA MAGALHÃES, GrSo-cruz da Ordem de 
Christo, Cavalieiro da Torre e Espada, condecorado com a cruz n." 4 das cam- 
panhas da guerra peninsular, e com a medalha britannica de septe SLCÇões; Par 
do Reino em i848; Conselheiro d'Estado em 1842; Ministro e Secretario d'Es- 
tado dos Negócios do Reino pela primeira vez em 1835, e depois nos annos de 
1840-1842, e 1851-1856; Deputado ás Cortes na Legislatura de 1834, e em 
auasi todas as seguintes decorridas até á sua nomeação de Par ; Sócio emérito 
aa Academia Real das Sciencias de Lisboa, do Conservatório Real de Lisboa, 
e Membro do Instituto IJistorico e Geographico do Brasil, etc. — N. no logar 
de Condeixa, próximo de Coimbra, a 24 de Julho de 1787, e m. em Lisboa a 11 
de Maio de 1858. Cursava em 1807 o segundo ajino da faculdade de Theologia 
na Universidade de Coimbra; e interrompidos os estudos por motivo da invasSo 
franceza, alistou-se em 1808 no batalhão académico or^anisado n'aquella cidade, 
passando depois a servir como OfQcial no corpo de guias; e a fínal, entrando no 
regimento de itifanteria n.*» 15, com a patente de Alferes. Em 1817, achando-se 
implicado na conspiração denominada «de Gomes Freire», conseguiu evadir-se 
antes de ser preso, e embarcou secretamente para o Brasil, aportando em Per- 
nan)buco, onde o governador e capítilo-general Luis do Rego Barreto, seu com- 
roandante que fdra no dito regimento, o acolheu benevolamente, e lhe deu 
toda a protecção de que então necessitava. Proclamada n'aquella província etn 
Março de 1821 a constituição aue as Cortes fizessem em Portugal, e eleita uma 
Junta governativa, presidida pelo general, d'ella foi nomeado secretario Rodrigo 
da Fonseca. Voltou com o aito general (já então seu sogro) para o reino em 
1822, por assim o determinarem as occorrencias politicas da referida provín- 
cia; e n'esse mesmo anno foi nomeado Oificial da Secretaria dos Negócios do 
Reino. 

Para a sua biographia, vej. o Elogio histórico, recitado na Acad. Real das 
Sciencias pelo sr. Latino Coelho; a que sahiu na Revista Contemporânea de 
Portugal e Brasil, acompanhada do retrato, no tomo iii, pag. 331 a 350, pelo 
sr. Andrade Ferreira; e um extenso artigo necrologico mserto no Jorwu do 
Commerdo n.° 1391 de 12 de Maio de 1858. Vej. também o discurso, ou elogio 
fúnebre dos sócios finados em 1858, recitado no Instituto Histórico do Brasil 
na sessão solemne do dito anno pelo orador o sr. dr. Joaquim Manuel de Ma- 
cedo, na Revista trimensal, tomo xxi, pag. 532 a 537. O conceito elevado que 
n'eâtas peças se forma de Rodrigo da Fonseca, como homem publico e de es- 
tado, differe consideravelmente do que nos offerece em sentido opposto um 
Esboço e perfil, inserto no Periódico dos Pobres do Porto, n .° 186 de 8 de Agosto 
de 1857 (fazendo parte da coUecção ahi publicada com o titulo Physiologia Lit- 
terario-parlamentar, cujos artigos assignados por «Timon Sillographo» se at- 
tribuem ao sr. Mendes Leal). Orno documentos complementares, vej. também 
os Apontamentos para a biographia de um novo Medo, impressos pela primeira 
vez na Typ. do Grátis, 1844, e de que ha segunda edição, feita na Typ. de An- 
tónio Henriques de Pontes 1852. 8.» de 140 pag., versando exclusivamente 
sobre o modo como Rodrigo se houvera na celebre conspiraç-ão denominada «da 
Rua Formosa» em 1822; e o poema satyrico D. Rodrigo, já mencionado no pre- 
sente volume (n.o R, 258) —Vd. ainda a seu respeito os Almanachs do Rito 
Escocez em Portugal, pelo Ir.-. R. Felner, para 5845, a pag. 132, e para 5846, 
a pag. 127. 

Os escriptos de Rodrigo da Fonseca publicados durante a sua vida, e de 
que at$ agora obtive conhecin^pnto, reduzem-se aos seguintes: 

295) Ode pindarica á feliz restaura{ão de Portugal, Coimbra, na Imp. da 
Univ. 1808. 8.<* de 19 pag. — Sahiu com o seu nome.. 



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290) Sondo a Condeixa mrimada pelos franceses em i8ii.— Inserto no 
Tdegrapho portHguez^ n.« 38, de 12 de Maio de 1812. 

29/) Aurora Pernambucana. — Periódico politico, publicado em Pernam- 
buco, em 1821, sob os auspícios de Luis do Rego, e o primeiro que se im- 
primiu n'aquella provincia. 

298) Èreves annotaçOes ao denominado Manifesto do infante D. Miguel Lon- 
dres, por L. Thompson, na Ollic. Portugueza (18:32). 8.° çr. de 30 pag. — Sem 
o seu nomo. Foi reimpresso, dizemy em Lisboa no anno de 1833. 

299) A Aurora, semanário pafriotico e j)olitico. Londres, 1831-1832. 8.° 
gr.— Consta que antes d'este coilaborára eífecti vãmente nos annos de 1829 a 1831 
com o P. Marcos Pinto Soares Vaz Preto e outros emigrados na redacção do 
Paquete de Portugal. íVej. no Diccionario, tomo vi, n.«» P, 10.) 

300) Princípios ae Economia politica de Mac-Cúbeh, reduzidos a compen- 
dio, para uso dos estudantes do Instituto hispano-luso do dr. Silvela. Versão do 
inglez. Londres, por L. Thompson (1830?) 8.' gr. de 108 pag. — Posto que ano- 
nyma, é-lhe attnbuida esta versão no Catalogo da livraria do consdhetro Tho- 
más Norton, etc, a pag. 13. 

301) A Revista, — FoWík politica, e diária, fundada por ello (sendo a esse 
tempo administrador da Imprensa Nacional) e por António Pereira dos Reis 
(Diccionario, tomo i, pag. %\i). — Lisboa, na Imp. Nacional 1834-1836. Foi. 

Consta que em outros periódicos políticos saniram por vezjes muitos arti- 
jros seus; e nomeadamente no Lusitano, publicado sob os seus auspícios e in- 
ílyencia em 1847. (Vej. José Maria de Sousa Monteiro.) 

Dos numerosos e brilhantes discursos, que pronunciou de 1834 em diante 
nas camarás legislativas, quer como deputado c par, quer como ministro da 
coroa, só se imprimiram em separado (que me conste) os seguintes. Os mais 
devem nrocurar-se na collecção dos respectivos Diários. 

302) Discursos pronunciados na camará dos Pares, nas cessões de 5, 7, 8, 
12 e 14 de Fevereiro de 1848, na discussão da resposta á fala do throno. Lis- 
boa, na Typ. dó Panorama 1848. 8.<^ gr. de 110 pag. 

303) Discui'SO do ministro do reino, o sr. Rodrigo da Fonseca Magalhães, 
pronunciado na camará dos Dignos Pares, por occasião da discussão do pro- 

Í'ecto de resposta ao discurso da coroa, na sessão ordinária de 1854. Lisboa, na 
mp. Nacional 1854. 8.» ^. de 79 pag. 

304) Discursos do minvstro do reino etc. , pronunciados na camará dos Pares, 
por occasiâo da discussão do pryecto de lei n," 209, na sessão ordinária de 1Ô55« 
Lisboa, na Imp. Nacional 1855. 8.** gr. de 68 pag. — Este projecto havia por 
íim a creaçSo da presidência do conselho, podendo o nomeado re^er uma das 
repartições, ou exercer unicamente a presidência, sem dirigir repartição alguma 
quando o bem do estado o exigisse. 

P. RODRIGO JOSÉ DE FARIil, Presbytero secular, Bacharel formado 
em Cânones pela Universidade de Coimbra, e Beneí^ciado na egreja de S. Thomé 
de CorrelhS. — N. na cidade de Braga a 13 de Março de 1716. Vivia ainda em 
1759.— E. 

305) Relação das exéquias que na morte d'el-rei fidelíssimo osr.D. João F, 
mandou fazer na Cathedval de Braga o sereníssimo sr. D. José, arcebispo da 
mesma eidade.LhhoB, na Regia OfiBc. Siiviana 1751. 4.'' de viii^8 pag. — Tenho 
d'ella um exemplar. 

306) Relação das exéquias que na morte da sr.' D. Maria Anna de Áustria, 
rainha fideUssima, mandou fazer o sereníssimo senhor D. José, arcebispo primaz, 
e senhor de Braga. Ibi, na mesma OfiSc. 1755. 4.^ 

RODRIGO JOSÉ FERREIR/t LOBO, nascido provavelmente em Lis- 
boa, pelos annos de 1768. Sendo Official de artilheria na capitania da Bahia, 
pela protecçSo (dizem) do governador que então era da mesma capitania D. Ro- 



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RO 173 

drjgo José de Meneies, obteve passa^m para a maríoha de guem no posto de 
Primciro-lenente, e subiu em poucos annos a Chefe de divisão, que era em 
1810. — Achando-se no Brasil em 18á2, abraçou o partido da independência, 
c ficou ao serviço do império. O sr. conselbeiro J. P. Celestino Soares, nos Qua- 
dros Naoan, tomo i (edição de 1861), pag. 27 a 36, dá do seu caracter e feitos 
uma idéa bem pouco lisonjeira. — E. ou publicou em seu nome : 

307) Memoria dat aeoiUeeimeiUoi wtais noíartU, pnieneeute$ aos dons co»- jr^^^ 
selhos de guerra, feiios ao ckefe de ditiiúo Rodrigo Jotê Ferreira Lobo, eom^ 
mandante da esquadra no eslreilo de Gibredtar,jpelo eneoníro dos argelinos no 

dia 4 de Maio de 1810. Londres, impresso por T. C. Hansard 1815. 8.* gr. de 
xxi-104 paff. 

308) Cottectõo de peças juslificatiau, eoneementes a defexa que o vicê-almi^ 
rante Rodrigo José Ferreira Loho^ ex-commandanle das torças naxaes no Rio 
da Prata, apresentou em conselho de guerra, ete, ele. Rio dfe Janeiro, Typ. Imp. 
e Nacional 18i7. Folio de 40 pag. 

Com respeito aos soccessos de 4 de Maio de J810 no estreito, ao modo 
como n'elles se houve o chefe Lobo, e ao procedimento que com elle se teve, 
publicaram-se vários opúsculos escriptos em sentido mui diverso, explicando 
cada um a seu modo o desaire porque passou n'aquella occasi2o a marinha por- 
tuguesa. Eis ac|ui os titulos doestas publicações, que dtfiicilmente se encon- 
tram boje reunidas : 

1. Cana eserínla de Lisboa a um Oficial da esquadra do estreito de Gi^ 
braUar, sobre a sahida e entrada dos argelinos no mesmo, e resnosla em duas 
cartas do dito oficial ao seu amigo, impressa sem designaçAo ae logar, nem 
anno. 4.** de 23 pag. — Diz-se que fora impressa em Gibraltar, em 1810. 

3. Carta qtte ae Lisboa escreveu um amigo a outro, oficial de marinha na 
esquadra do estreito, em resposta á que d'elle recebeu, eontando4he o successo do 
dia 4 de Maio, dia em aue a esquadra portugueza se encontrou com a argelina. 
Lisboa, na Imp. Regia 1811. 4.* de 24 pag. — Attribue-se a Isidoro Francisco 
Guimarães fDtccionario, tomo iii, pag. 236). 

3. Resposta á carta que de Lisboa escreveu um amigo a outro, oficial de 
marinha na esquadra do estreito, sobre o successo do dia 4 de Maio, etc. Rio de 
Janeiro, na Imp. Regia 1812. 8.« gr. de 45 pag. — Dizem ser do próprio Ro- 
drigo Lobo. 

4. Dedueeão dos votos do supremo Consoo Provisório, que illumifiaram a 
decisão final ao Conselho de guerra, feito ao chefe de divisão Rodrigo José Fer- 
reira Lobo, Londres, por T. C Hansard 1817. &• gr. de 163 pag.— Publicada 
por Rodrigo Lobo. 

5. Anahfse critica, ou impugnação da Memoria, que em sua defeza publicou 
o chefe de divisão Rodrigo José Ferreira Lobo, relativa aos dous conselhos de 
guerra feitos ao mesmo oficial, pelo encontro com os argelinos, etc. Por um ofi- 
cial de M Lisboa, na Orne. de J. F. M. de Campos 18^1. 8.» gr. de 41 pag. — 
Affirma-se que fora escripta por Isidoro Francisco Guiroarftes. 

RODRIGO JOSÉ DE LIMA FELNE^. Cavallelro da Ordem de N.S. 
da Conceição, primeiro Official do Thesouro Punlico desde a sua organisaçáo 
em 1834; Sócio efiectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa (eleito em 
28 de Junho de 1855), do Conservatório I\eal de Lisboa, e da Associação Ma* 
ritima e Colonial, etc— N. em Lisboa aos 11 de Junho de 1809. Com três annos 
incompletos de edade foi levado na companhia de seus pães para a corte do Rio 
de Janeiro, e d'ahi em 1816 para a cidade de S. Luís do Maranhão, onde passou 
o melhor da sua mocidade, até regressar á pátria em Janeiro de 1824, em vir- 
tude de haver sido seu pae privado, por não adherir á declaração de indepen- 
dência, do emprego de escrivão e deputado da Junta de FazenAa da referida 
província, em que fora investido por mercê d'el-rei de Portugal. Em 1832 foi 
juntar-se aos que na cidade do Porto defendiam a legitimidade do throno da 



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174 RO 

senhora D.Maria II e da Carta constitucional, e ahi exerceu durante o cerco 
o cargo de Secretario da Policia preventiva. 

Naturalmente inclinado ás letras, e tendo completado em Portugal o& es- 
tudos de instrucçSo secundaria, que começara no brasil, tomou parte na re- 
dacção do Panorama (vej . Diccionario, tomo vi, n.® P, 5) coliaborando n'este 
jornal desde Maio de 1837 até Janeiro de 1839, com os srs. Alexandre Herculano 
e Francisco Romano Gomes Meira; e separando-se ao fim d'aqueile período, 
por ter de exercer o logar de Secretario da InspecçSo geral dos Theatros e do 
Conservatório da Arte dramática, então organisado pelos esforços de Almeida- 
Garrett, em cujos impedimentos (por motivo de ser eleito deputado ás Cortes) 
serviu também de Inspector geral (los Theatros. Fundado o theatro de D. Maria II, 
e promulgado o Regulamento de 30 de Janeiro de i846, que pela prímeira vez 
em Portugal assegurou aos escriptores dramáticos o premio dos seus trab^os, 
e proveu á subsistência futura dos artistas, que por seus annos, ou por invalidez 
se impossibilitassem de proseguir na carreira dramática, foi por decreto da 
mesma data nomeado Vogal da Commissão inspectora do referíao theatro, e do 
Jury encarregado da classificação dos artistas associados. Quando em 1853 foi 
extmcta a sociedade, e com ella a Commissão inspectora do theatro, foi no- 
meado Censor régio por decreto de 22 de Septembro, cargo que não acceitou, 
combatendo por essa occasião os novos regulamentos nos artigos que sob o 
pseudonymo « Uoscius» se lêem nos n.^*' IOd e 224 do jornal Imprensa e Lei, 

Os seus trabalhos dramáticos até agora impressos são : 

309) Nabuchodonosor : drama lyrico em qtuUro partes, para se representar 
no real thealro de S. Carlos. Lisboa, Typ. de J. J. Motta 1843. 8.» 

310) O Reaenie, Idem. 

311) Gisélia, ou as WilHs; bailete phantastico em dous actos, Lisboa 

— Estas três versões do italiano e do francez, sahiram sem o nome do tradu- 
ctor; e téem a singularídade de serem na imprensa compostas pelo celebre 
Taborda, n'esse tempo artista typographo, e depois actor excellente. 

Além d'estas, imitou ou traduziu as seguintes composições dramáticas, 
que foram representadas com accei tacão, mas oue ainda se conservam inédi- 
tas, com quanto houvesse em tempo a idéa ae imprimil-as (vej. no jornal 
A Época, tomo u, pag. 170) : 

312) Os Empyricos de algum dia (do francez Les Empii*iques á'autrefoisJ 
em um acto. — Representada no theatro do Salitre, em 1838. 

313) O Templário, em cinco actos (Le Chevalier du Temple). 

314) Quem tem mazella tudo lhe dá n'eUa, em um acto fWal note dans le 
quartier). — Representada muitas vezes, e sempre applaudida, não só em Lisboa, 
mas nas províncias, e até fora do reino. 

315) Belúario, em dous actos (Bélisario ou Vopera impossible). Com peças 
de musica. 

316) O Gato por lebre, em um acto fUouverture de la atasse), 

317) O Pae de uma actriz, em cinco actos (Le Père de la debutante),-- 
Representada pela primeira vez no theatro da rua dos Condes em 1843, e re- 
petida ainda ha pouco com ayado do publico no theatro de 1). Maria II, como 
uma das coroas ai-tisticas do actor Sargedas. (V. Rewluçãó de Septembro, n.» 771 
de 3 de Julho, e a Restauração do 1.^ de Julho, ambos de 1843.) 

318) Os três Ginjas, em um acto. Imitada do francez. 

319) O Cego, em um acto. Idem. Uma censura, áspera na forma e que ao 
auctor pareceu injustificável, provocou entre elle e o censor D. Gastão Fausto 
da Camará Coutinho uma contestação, produzida em três artigos insertos no 
Correio Portuguez, n."- 794, 816 e 824, datados de 15 de Novembro, 11 e 20 
de Dezembro de 1844. ^ 

320J As Parvoíces, enrum acto (Jocrise en famiUeJ, 

321) A Burra, em um acto (Le Cofre fortj, 

322) Uma intaUaçúo^ idem, imitada do francez. 



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RO 175 

3S3) A rosa amarella, idem' (Za Rose jaune). 

32|) Innocencia e calumnia, em tres actos (La beUe BourbonaiseJ. — ^Vej. 
a ReMauração da Carta, n.'' 22 de 29 de Janeiro de 1846. 

325) O Villão em casa de seu sogro, em umacto (Le Bamboeheur). 

326) Os roes de divida, em um acto; tirada do francez, e representada no 
theatro ae D. Maria II. 

327) O Vampiro, em cinco actos (II Vampiro), 

328) É meu j)rimo, em um acto (Mio cuginoj. Esta, e a antecedente sSo 
de Anffek) Brofferio. 

3z9) O homem do mundo, traduzido do hespanhol, de D. Ventura de Ja 
Vega. 

330) O Amigo martyr, imitado de Breton de los Herreros. — As duas ul- 
timas nunca se representaram. 

Tem mais as seguintes publicações anonymas : 

331) A BeUeza: parodia em verso, contra o abuso das comparações poéti- 
cas, — Sahiu na Revista Universal Lisbonense, n.<» 15, Fevereiro de 1849. 

332) Memoria offerecida ao ill,"" e ex."" sr. Visconde de Oliveira, pela So- 
ciedade dos Artistas do theatro de D, Maria 11, Lisboa, Typ. do Panorama 1847*. 
8.» gr. ? de 8 pag. 

333) O Bibliophilo: Eleneho methodico e bibliognostico de iodas as obras 
que se ptAlicarem em Portugal; leis e decretos (jne se promulgarem; discursos 
parlamentares mais importantes; memorias e dissertações insertas nos jomaes 
politicos e litterarios; julgamentos de tribunaes; gravuras e lithographias; bio- 
graphia e necrologia dos homens distinctos nas letras pátrias; vublicação de iné- 
ditos; etc. ele, Lisboa, Typ. do Panorama, largo ao Gontaaor-mór 1849. Sj^ 
gr.— Periódico mensal, de tres a quatro folhas de impressão, que fundou e 
redigiu conjunctamente com o sr. J. M. da Silva Leal (Diccionario, tomo v, 
pag. 48). D'elle sahiram os números relativos aos mezes de Abril até Agosto 
de 1849, contendo além de outras matérias, os interessantes inéditos que se in- 
titulam : Relação da jornada d*el-rei D, Sebastião, e doapparato da armada e 
gente aue por seu mau dado se fez para passar à Africa em 1578; e Caria de 
um aboade da Beira, etc, documentos de notável importância para conheci- 
mento d'aquelle infausto periodo da nossa historia politica. (Vej. o Quadro ele- 
mentar das rdações pdUicas e diplomáticas de Portugal, tomo xvii, pag. cem.) 

334) Almanak do Rit,-, Esc,', ant.-. e acc.\ em Portugal para o anno dê 
5845. Offerecido ao Synhedrio de Beneficência pelos U,\ N. dos Reis e R. Fel- 
ner, metnbros áaL.\ PhHantropia. Lisboa, Typ. de O. R. Ferreira. 16.o gr. de 
210 pag. 

335) Almanak do Rit,', Esc*, ant,', e acc-, etc para 5846. Offerecido ao 
Synhedrio de Beneficência pelo Ir.', R. Felner, Ibi, 16.<» 

£stes Almanachs foram escriptos com o entbusiasmo próprio da epocha 
em que a Maçonnaria Escoceza começara a cobrar grande credito em Portugal, 
contando entko no seu grémio muitos homens distinctos, a cuja frente estavam 
José da Silva Carvalho e Rodrigo da Fonseca Magalhftes ; tendo sido banidas 
dos seus templos todas as discussões e polemicas, quer politicas, quer religio- 
sas, para se restringir unicamente aos deveres de mutua beneficência e confra- 
ternidade. No primeiro se contém de pag. 67 a 126 um Esboço histórico acerca 
da Maçonnaria em Portugal. (Vej. também no Diccionario, tomo vi, o n.° M, 
1682.) Este trabalho apezar de conter varias inexactidões involuntárias, e pro- 
venientes da falta de inforaiações certas, que h'este ramo são em verdade oifli- 
ceis de obter, foi traduzido em francez, e inserto no Almanach de la Franc- 
Maçonnerie, par F. B. Clavel, Paris 1846. 

Além da já mencionada collaboraçáo no Panorama, tomou novamente 

Sarte na redacção d'este jornal, renascido com o mesmo titulo em 1846, mas 
o qual por então sahiram somente á luz 38 números, publicados de Septem- 
bro a Novembro do anno immediato, sendo collaboraaores durante esse pe- 



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176 RO 

riodo os senhores L. A. Rcbello da Silva, J. da S. Mendes Leal Júnior, e F. R. 
Gomes Meira. Teve egualmente parte na redacção de dous jornaes |^o líticos 
A Caria, publicado em 1847, e de curta duraçáo; e a Lei, que principiou em 
1849, e durou por três ou mais annos. 

Na qualidade de sócio da Academia Real das Scieticias foi- lhe confiada a 
direcção das duas publicações; a saber: áo^Monumenlo$ inéditos para a histo- 
ria das conauistas dos portugueses na ÂfHca, Ásia e Americay a começar pelas 
Lendas da índia de Gaspar Corrêa (vej. no Diccionario, tomo m, o n.** G, 58; 
e no Supplemento final) ; e da CoUecção de opuscidos reimpressos, etc. (vej. no 
tomo II, n.** 354). Tem prompta, e prestes a imprimir-se uma nova edição da 
raríssima Rdação da embaixada do patnarcha D. João Bermudes á Etkiopia 
(vej# no tomo lu, n.*" J, 494), precedida de uma Dissertação histórica, tendente 
a provar que Bermudes, tido geralmente até agora por ffalego, nobre, patriar- 
cha e sancto,. nem era galego, nem nobre, nem foi verdadeiro patriarcha, e es- 
tava bem longe de ser sancto. 

Trabalha também em uma segunda edição dos CoUoquiosúe Garcia da Orta 
(DiccionariOy tomo iii, n.** G, 39) expurgada dos erros que detuipam a pri- 
meira, e a tomam ás vezes como que mintelligivel. 

RODRIGO MARQUES, que parece ser pseqdonymo, pois que nenhum 
dos nossos bibliographos faz menção de tal escriptor, nem de coasa que lhe 
seja relativa. Sob este nome publicou Francisco Manuel do Nascimento uma 
novella (provavelmente de composição própria sua) com o titulo : 

336) Verdadeira historia dos successos de Armindo e Florisa, esa^ipla em 
França por um parente de ambos em 1588. — Sahiu primeiro em folheto sepa- 
rado, e foi depois inserta nas Obras completas de Filinto Elysio, tomo ix da 
edição de Paris. (Vej. no Diccionario, tomo ii, pag. 454.) 

RODRIGO MENDES, natural da villa de Mourão, no Alemtejo. De suas 
circumstancias pessoaes, apenas consta que fora Liceaceado em Direito, e que 
vivera no século xvi. -— E. 

337) (CJ Pratica darismetica nouamente agora cõposta pelo liceceado ruy 
mendez: na qvãl se decrarã por boa orde e craro estilo as quatorze espedas 
darte darismetica, S. as sete delias por números inteyros, e as outras sete jxyr 
números qbrados: e assi mesmo trinta e cinco regras da dita arte muUo sotU e 
breue e crarami^e decraradas. Cõ muitas outras pregiltas e cousas necessárias e 

, pueytosas para qualquer pessoa q da dita pratuxí se quiser aproueitar. Com 
' priuilegio real, (Este rosto é em portada gravada em madeira.) Lisboa, por 

Germão Galhardo 1540. 4.» De iv-cxi folhas numeradas pela frente. Caracter 

gothico. 

Comprei um exemplar d'esta obra, hoje mui rara; o qual por achar-se 

bastantemente deteriorado, e com folhas remendadas, me custou 600 réis. Não 

vi até agora, nem sei que outro apparecesse no mercado desde muitos annos. 

P. RODRIGO MENDES (2.«), Licenceado em Cânones, e Secretario da 
Junta da Bulia da Cruzada, etc. — Das demais circumstancias que lhe dizem 
respeito, falta-me o conhecimento, por agora. — E. 

338) fCJ Tratado sobre os dous privUegios da buUa da Sancta Cruzada, 
de eleger confessor, e absolver dos reservados ; scilicet, se por virtude d'eUa po- 
dem gosar dos ditos dous privUegios, Lisboa, por Pedro Craesbeeck 162 i. 4." 

RODRIGO MENDES SILVA, natural da villa de Celorico da Beira; 
foi cm Hespanha Chronista geral, Membro do Supremo Conselho de Castella, 
muito acceito aos reis D. Filippe III e D. Filippe IV. — ^Vej. a seu respeito o Com- 
pendio histórico da villa de Celorico, pelo cónego L. D. Yillela da Silva, pag. 
46 a 48. As suas numerosas obras históricas e genealógicas são todas sem 



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excepção oscriptas na língua castelhana, e tidas em estimação pelos estrangei- 
ros, que não poucas vezes o téem citado como texto auctorisado. Na Biblioth» 
Lusit, vem mencionados os titulos de vinte outo impressas, além de outras ma- 
nuscriptas, cuja enumeração seria longa, e de menor interesse para o Diccio- 
nario. Descreverei comtudo as seguintes^ de que possuo exemplares, e que nos 
tocam mais de perto : 

339) Vida y hechos dd gran condestable Nuno Alvarez Pereira, etc. Madrid, 
por Juan Sanchez 1640. 8.<* de xvu (innumeradas)-i28 folhas, numeradas por 
uma só face. (Vej. do mesmo assumpto no Diccionario, tomo i, o n.» B, 295; 
tomo 11, C, 443 ; D, 330 ; e De VUa et, rehus gestis Nonni Alvaresii Pyreri, por 
António Rodrigues da Gosta, Lisboa, 1723. Foi., que por ser escripta em latim 
deixei de mencionar no tomo i, entre as obras do mesmo auctor.) 

340) Catabgo real genealógico de Espana. Al Sereníssimo D. Baltasar Car- ^/<r» 
los, príncipe de las Espanas y Nuevo Mundo, etc. Madrid, por Diego Diaz de 

la Garrera, 1639. 8.<> de xi (innumerada8)-226 folhas, numeradas pela frente, 
a que se ajuntam mais 6 de indice final. — Ha outra edição mais accrescen- 
Uda, em 1656. 4.<' 

RODRIGO DE MORAES SOARES, Bacharel formado em Medicina 
pela Universidade de Goimbra, Deputado ás Górtes em varias legislaturas, Gbefe 
da Repartição de Agricultura na Direcção geral do Commercio e Industria do 
Ministério das Obras publicas, etc. — Faltam~me os demais esclarecimentos que 
lhe dizem respeitoT. — E. 

341) OArchito rural; jornal de aaricuUura, artes e sdendas correlativas. 
Lisboa, na Imp. União Typographica 1858. 8.*" gr.— Publicação começada no 
1.*" de Maio, continuando os números seguintes de quinze em quinze dias. D*elle 
foi fundador e principal redactor, tendo como collaboradores os senhores 
dr. Isidoro Emilio Baptista, Sebastião Bettamio, e Manuel José Ribeiro, cujos 
Díomes téem sido, ou serão ainda mencionados no presente Diccionario. 

Tem afora este (seraado creio), outros trabalhos scientificos e litterarios, 
de que me peza não poaer dar agora noticia circumstanciada. Irá comtudo no 
Supjdemento finsd, se obtiver entretanto as informações que espero. 

RODRIGO PAGANINO, Medico-cirurgião pela Eschola de Lisboa, se- 
gundo Official da Secretaria do Ministério das Obras Publicas, provido em con- 
curso no anno de 1862. É condecorado com o primeiro grau da Ordem da 
Torre e Empada, e com a medalha commemorativa da Gamara Municipal de 
Lisboa, por serviços médicos prestados durante a invasão da febre amarelia 
em 1857, como Sub-delegado technico do Gonselho de Saúde. (Vej. o decreto 
publicado no Diário de Lisboa de 29 de Agosto de 1862.)— -N. em Lisboa, a 
z de Agosto de 1835, e é filho de Rodrigo Botelho da Fonseca Paganino, actual- 
mente Ofiicial da Secretaria d'Estado dos Negócios da Fazenda. — E. 

342) Jornal de Bellas-artes. Lisboa, Typ. do Progresso, 1857. 4.» gr. (Vej. 
no Diccionario, tomo iv, pag. 177.)— N'esta publicado, da qual foi fundador 
e director conjunctamente com o sr. F. de Sequeira Barreto, tem vários ar- 
tigos, rubricados com o seu nome. 

343) Arehibo Universal, revista hebdomadaria dirigida por A. P. de Car- , 
vaUio, I. F. Silveira da Moita, e B. Paganino. Lisboa, Typ. Universal, rua dos 
Calafates n.^ 113. 1859-1861. 4.<» gr. 4 tomos. (No SupplemetUo final se tra- 
ctará devidamente d'este semanário, que por ser publicado já fora de tempo dei- 
xei de incluir no tomo i do Diccionario a pag. 305, no logar que lhe cabia.) 
Abi publicou grande numero de artigos, authenticados uns com o seu nome e 
outros anonymos, até que uma enfermidade aguda e perigosa, de que estivera 

a ponlo de ser victima em fins de 1860, lançando em verdadeira consternação 
a sua família e amigos, o impossibilitou de prpseguir activamente n'aquella re- 
dacção. D^entre esses artigos occorre mencionar aqui os seguintes : 
TOMO vn 12 



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i78 RO 

A União ibérica, por Xiíto Camará; versão litíeral. Sahiu no totao 
n.*** 6, 7, 8, 9, 10, 11, Í2 e 13; e tambcm se extrahiram exemplares em opn i 
culo separado. 

A Instrucção e o Clero, — No dito volume, !!/• 12, 13, 14, lo, 16 e 1 

Romance de um sceplico (Valdéa. — Dito vol., n.** 20 e 21. 

A propósito de missa do dia, — Idem, n.*" 22, 23 e 24. 

Sobre a orfjanisação do sei^iço medico em Lisboa, — Idem, n.'* 24-. 

Os ^omimjos de fora da terra, — Idem, i>.^* 23 e 26. 

Os retratos de família. — No tomo ii, n.*'* 3 e 4. 

O Guarda do cemitério.— Dito vol., n.»» 7, 8, 12 e 17. 

Uma noite de sci'viço. — Dito, n.° 23. 

Como se realisa um casamento. —Tomo iii, n." 9, 10 e 11. 

A guerra aos melodramas. — Dito vol., n.*» 14. 

Os infantes improvisados: comedia em um acto, traduzida de verto besp^ 
nhol para verso portuguez. — No tomo iv, pag. 308 a 320. lambem se tiraraiu 
exemplares em separado. 

Âttribuem-se-lheas Revistas Semanaes, insertas no mesmo jornal soL o 
cryptonymo « Pedro Botelho ». 

344) Contos do tio Joaquim. Lisboa, 1861. 12.^' gr. com o retrato do auctc r 
(isto é, do (to Joaquim). — Parte d'estes contos havia sidk) já publicada no Ar- 
áiiro Universal. Sâo os próprios que ficam acima mencionados. 

345) Os dous v^mãos, drama em quatro actos, representado no theatrx> dt 
D. Maria II. Lisboa, Typ. do Panorama 1862. 8.° gr. 

346) Relatório apresentado ao Conselho de Saúde Publica, na quaUdade ti 
Súb-delegado technico e dinico do mesmo Conselho no bairro d' Alfama, por 
oeeasião da epidemia da febre amareUa. — Sahiu na Gazeta Medica de LUhoa. 
tomo VI (1858). 

Afora o referido, tem sido (desde 1855, quando menos) redactor oa ooIJa- | 
borador mais ou menos assiduo em outros jornaes politicos e litteraríos, come : 
O Peneireiro, Progresso, Opinião^ Panorama, Portuguez, Illustraçâo Luso^ra- 
sUeira, Rigoíeto, Revista de Lisboa, Theatros e Assembléas, Figaro à Lisbonnef, 
Asmodeu, Aráiivo Pittoresco, etc. 

Tem manuscríptas varias traducções e imitações que foram representadas 
no theatro normal, taes como o Luxo, em quatro actos; A sobrima do eeliba^ 
tario, em um acto ; Recordações de viagem, em um acto, etc. 

Os presentes apontamentos sahiriam menos deficientes e melhcNT elabo- 
rados, se tíSlo fora a tenacidade com que o meu prezado amigo se esquivou a 
fornecer-me os esclarecimentos, que por vezes Ine pedi para compleUr esta 
noticia. 

347) RODRIGO PINTO GUEDES, n. no logar de Gradiz, bispado de 
Viseu, em Julho de 1762; e foi filho segundo de outro do mesmo nome, e de 
D. Maria da Silveira Pereira. Destinado por seus pães para o estado eccfesias^ 
tico entrou (s^undo creio) na Ordem dos Cónegos Seculares de S. Jofio Evan- 
gelista, vulgo Lóios, da qual sahiu no fim de algum tempo, allegando falta de 
vocação, e assentou praça em um corpo do exercito, passando depois para a 
marinha. Chegou a ser em Portugal Chefe de Esquadra, Major-general oa Ar- 
mada, e Conselheiro do Almirantado. El~rei D. João VI, a quem era bem 
acceito, o promoveu a Vice>almirante no Brasil. Abraçando o partido da inde- 
pendência em 1822, continuou no serviço do império, e teve o posto de Abm- 
rante, e o titulo de Barão do Rio da Prata. Em 1826 foi>ihe confiado o com- 
mando da esquadra do bloqueio no Rio da Prata, commissão em que foipoa^:) 
feliz, e da qual foi exonerado em 1828, e mandado responder em conselho de 
guerra, o que deu logar á publicação dos opúsculos abaixo mencionados, ignoro 
a data do seu falecimento. — E. 

348) Regimento de signaes, para ter uso a bordo dos navios de guerra cm- 



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mandados pelo Marquez de Nisa. Lisboa, 1798. 4.^ 3 topos com 29 estampas. 
NSo o pude ver. 

3Í9) Defeza do almirante Pinto Guedes j barão do Rio da Prata, perante 
o conselho de guerra a que respondeu pelo commando da esquadra do Rio da 
Prata, de que fora encarregado por nomeação de 6 de Abril de 1826, até 19 de 
Dezembro de 1828, em que por outra simimante ordem cessou a sua commissão. 
Rio de Janeiro, na Typ. de Torres 1829. 4.^ de vm-128 pag., e mais ama de 
eiratas. 

Por occasiáo d'esta publicaçSo sahiu outra, com o titulo ; Anaiyse e refu- 
tação do LibeUo accuscUorio, que publicou o almirante Barão do Rio da Prata, 
Rodrigo Pinto Guedes, contra alguns ministros doestado em particular , e em 
geral contra os ministros de 1826, 1827 e 1828, disfarçado com o titulo de <> De- 
feza perante o conselho de guerra» etc. Rio de Janeiro, na Typ. Imperial de Plan- 
cher-Seignot 1829. S,*" gr. de vin-80 pag., e mais uma de erratas. A este fo- 
lheto retorqruiu Pinto Guedes com o segumte : 

350) Èchec et Mal á impostura do t/í.'"* e car."* sr. João Severiano Maciel 
da Costa, marauez de Queluz, grão-cruz da imperial Ordem do Cruzeiro, con- 
selheiro doestado, senador do Império, ex-presidente da provinda da Bahia, 
eX'desembargador do Paço, ex-ministro e secretario d'estado de diversas repar- 
tições e repartições etc. Rio de Janeiro, na Typ. do Diário 1830. 8.® gr. de 
iT-120 pag., 6 uma de erratas. 

Parece que por parte do Marquez de Queluz continuara esta polemica, 
tornada pessoal, imprimindo-se uni folheto intitulado Nu e cru, o qual nâo 
pude ver. A elle respondeu o almirante com outro, cujo titulo é : 

351) Resposta ao ultimo opúsculo do t*rt."* e ex.^ sr. João Sevei^iano 
Maciel dia Costa, marquez de Qiieluz, pelo seu menor admirador, o almirante 
Rodrigo Pinto Guedes etc. Rio de Janeiro, Typ. do Diário 1830. 8.° gr. de 
rv-^9-v pag. 

RODRIGO PINTO PIZARRO DE ALMEIDA CARVALHAES, 

1.° Barão da Ribeira de Sabrosa (por decreto de 22 de Septembro de 183^), 8.*» 
Senhor do morgado do mesmo nome, e 9.<* senhor do Monte de Calvos e Sou- 
telinho; Commendador das Ordens de N. S. da Conceição, o da Legião de 
Honra em França, Cavalleiro da Ordem de S. Bento de Avis, condecorado com 
as medalhas das campanhas peninsular e do Rio da Prata; do Conselho de 
Sua Magestade; Brigadeiro do exercito; Ministro e Secretario d'Estado dos 
Negócios da Guerra, encarregado interinamente dos Estrangeiros, e Presidente 
do Conselho de Ministros desde Abril de 1839 até 26 de Novembro do mesmo 
anno; Deputado eleito ás Cortes 'de 1834 pela província do Douro, n9o che- 
gando a tomar assento por haver sido annullaaa pela Camará a sua eleição; 
Deputado ás Cortes constituintes de 1837; Senador eleito pelo circulo de Bra- 
gança em 1838, e em 1840 pelo de Aveiro ; Membro do Conservatório Real 
de Lisboa, etc. — N. em Villar de Maçada, districto de Villa-real, a 30 de Março 
de 1788, e m., celibatário, na terra de seu nascimento, a 8 de Abril de 1841, de 
apoplexia segundo então se affirmou ; posto que muitos attribuem ainda hoje 
a sua morte a causa extra-natural. — Para a sua biographia como homem pu- 
blico, vej. uma noticia necrologica inserta no Diário do Governo n.° 112 de 
13 de Maio de 184i, e o Elogio histórico por Almeida Garrett, nas Memorias 
do Conservatório, tomo ii (sem i). — A discussão suscitada em 1834 na Camará 
dos deputados por causa da sua elegibilidade, em que tomaram parte os ora- 
dores mais notáveis da mesma camará, foi separadamente impressa em um 
volume de 8.° cr. — E ouanto ás perseguições aue «offreu no tempo da sua 
emigração (1829 a 1834), vej. os papeis por elle mesmo publicados, cujos 
títulos vão abaixo dêscriptos. Póde-se affirmar com verdade, que obtivera de- 
pois de morto maior popularidade do que em vida teve! — E. 

352) IVoeictc» biographicas de Francisco Homem de Magalhães Pizarro, do 

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m RO 

conselho de S. M., commendador de Saneia MarinJia de Lisboa, governadoi 
capitão-fjenerd nomecído^o Maranhão, etc. Rio de Janeiro, na Imp. Re^ia 18i 
4.'* de 29 pag. — Sem o nome do auctor, que era parente e amigo do linado, 
seu ajudante de campo. 

333) Ode por occasião da aedamação do Governo Constitucional na cidat 
do Maranhão.— Yem inserta na Gazeta Universal de Lisboa, n.* 83 de ii i 
Agosto de 1821, com as letras iniciaes, « R. P. P. • e já em o n.® 82 sahira a 
Soneto ao mesmo assumpto, com as ditas iniciaes. (Vej. no Diecionario, tomo r 
o n.» J, 1743.) — Pizarro era entSo membro do governo provisório áo MâR 
nhâo, eleito pelo povo d'aquella provincia. 

354) Desembarque do Conde de Saldanha na ilha Terceira, impedido pA 
marinha ingleza. Brest, de l'Iifapr.'de Rozais 1829. 8.» gr. de 42 pag. — É p.^ 



> eile assigna^o a jpaj^- 11- — Sahiu outro em francez, com o titulo: Débargae 
ment du Comte ae Saldanha dans VHe Terceira emjpéáié par la marine an^íM 
Traduit du portugais. Paris, chez Mad. Gouilet 1829. 8.<» gr. de 30 pag. — E&M 
é anonymo, è faz differença considerável do originai portuguez. 

355) Observações sobre alguns paragraphos da Carta, que a JwUa Praai 
soria da cidade do Porto escreveu ae Londres a S. M. L e A. em doía de 5 ài 
Agosto de 1828^ e publicada no « Paquete de Portugal » em i3 de Outubro àr 
1829. No fim tem simplesmente : Na Typ. de J. Tastu, 36, rua de Vaugirard. 
8.» gr. de 36 pag. — Sem o nome do auctor. — Sabiram reproduzidas <e tam- 
bém anonymas) de pag. 55 a 80 do opúsculo : A perfidia desmascarada, w 
carta da Junta do Porto ele. Paris, 1830 (vej. no DiccUmario, tomo iii, o 
n.» J, 608). 

356) Norma das Regências de Portugal, applieada á minoridade de S. M 
a raifJia JD. Maria IL Paris, na Imp. de M. Henry Dupuy 1831. 8.<> gr. de 2í 
pag. E novamente na dita Imp. 1832. 8.» gr. — Tem o seu nome no fim.— 
Este opúsculo foi depois additado por Leonel Tavares Cabral (vej. no Diixio- 
nario, tomo- v, o n.° L, 51). — A historia d'esta publicação, e aas mais qo^ 
no mesmo sentido se lhe seguiram, pôde ler-se no Nacional n.*" 1061, de 10 ^ 
Julho de 1838. Ahi mesmo se diz, que José Ferreira Borges fora auctor do 
papel Gerente e não regente, impresso em Inglaterra, tendo no fim as inieú^^ 
«L.V. C. M.» 

357) Carta ao Marquez de Palmella sobre a sua elevação ao emprego de 
ministro e secretario doestado da senhora D. Maria JI, por carta regia defde 
Janeiro de 1829. — Consta que fora publicada e impressa em Brest: porém não 
pude ver ainda algum exemplar. 

358) Comparação do paragrapho ik do manifesto de% de Fevereiro em 
o decreto de 3 de Março de 1832. (Datado de Paris, a 6 de Maio de 1832). imp. 
de Henry Dupuy. 8.<» gr. de 4 pag.— Tem no fim o seu nome, bem como os gue 
se seffuem. 

359) A philantropia constitucional do* Ministros constitucionaes do governo 
do Porto. (Dezembro de 1832.) Londres, impresso por R. Greenlaw. 8.* gr. 
de 4 paff. 

360) Justiça de mouros, (Janeiro de 1833.) Londres, pelo mesmo. 8.« gr. 
de 8 pae. 

â6l) Appellação do coronel Rodrigo Pinto Pizarro para o tribunal dos sm 
concidadãos. (Datado de Londres, a SM) de Julho de 1833.) Sem indicaçáo de 
logar, nem anno da impressão. Sj" gr. de 8 pag. 

362) Speculum justitice. Londres, impresso por Greenlaw (1833). B.*" gr. 
de 6 pag. — O titulo em latim, e o conteúdo em portuguez. 

363) A Carta estranqidada. — Este anonymo, tendo no fim a data: Porto, 
26 de Septembro de 183^. 

364) Copia e tradução de uma carta, dirigida pelo coronel Rodrigo Pinto 
Pizarro ao editor do «Globe» em 31 de Novembro de 1833. — Impressa etu 
Londres, sem mais indicação. 8.° gr. de 4 pag. 



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365) iVtsõò^ degredo, demissão, e saco, (Datado de Londres, a 29 de Março 
[p 1834.) — Sem designação de logar, ou typ. (parece ser de Londres) . 8.«» gr. 
.e 8 paç. 

íi6o) Copia da carta de Rodrigo Pinto Pizarro ao governador da torre 
if S, Julião, em 27 de Junho de 1834. — Tenbo-a manuscripta, e ignoro se chegou 
i iinprímir-se. A mesma copia, no papel chamado vulgarmente de peso, com- 
jvehende 4 pa|ç. não cheias. 

367) Portugal desaggravado das injustas assersões de Lord Brougham, pelo 
«jíííie Senador o éx."" sr. Barão da Ribeira de Sabrosa, na sessão de 26 de Fe- 
rtrnro de i839. Lisboa, Imp. Nevesiana 4839. 4.° de 8 pag. 

Este, e muitos outros discursos que pronunciou nas camarás dós Sena- 
doras e Eíeputados, quer como representante da nação, quer como ministro da 
Mrôa, andam insertos nos Diários das mesmas camarás. 

368) Nota dirigida a Lord Howard de Walden, ministro plenipotenciário 
à^ Sua magestade Britannica, acerca do procedimento do governo tnglez para 
com Portugal. Datada de 11 de Septembro de 1839. — Sahiu no Diário do Go- 
rerno n.^ 232, de 19 do mesmo mez. Transcripta no Portugal velho n.° 128 de 
í\ do dito, e continuada nos seguintes, etc. — Foi escripta na qualidade de mi- 
nistro dos negócios estrangeiros e presidente do conselho. 

369) Os Lusos e os Bretões na índia e na Europa. — Artigo assignado com 
:i Inicial •A», mas que pessoas bem informadas lhe attribuem. Sahiu no Na- 
cmal n.« 1498, de 4 de Janeiro de 1840. 

Também por outros informadores, não destituídos de credito, se aílirma 
terem sido por elle escriptos os primeiros números do Toureiro (vej. no Dic- 
cionario, tomo iv, o n.° J, 1855), e o poema satyrico D. Rodrigo (vej. no pre- 
sente \olnme o n.° R, 258) : porém não sei se pôde confiar-se demasiado em 
taes assereraç^Ses. 

Achando-se no Maranhão nos annos de 1821 e 1822, teve parte na redac- 
ção do Conciliador^ folha politica (que parece bem mal desempenhara o seu 
titnlo), da qnal o ultimo numero que pude ver é o 130, datado de 9 de Outu- 
bro de 1822, impresso na Typ. Nacional, em folio. — Diz-se que os outros re- 
dactores d'e8te periódico foram um padre maranhense, conhecido pelo appel- 
lido de Tezinho, e F. Marques. Em todo o caso, Pizarro estava já de volta em 
Portugal em 5 de Agosto de 1822, dia em que foi promovido a tenente-coronel. 

FR. RODRIGO DO PORTO^ Franciscano da provincia da Piedade, na- 
binl da cidade do seu appellido. — Viveu no século xvi, porém não constam 
as datas precisas do seu nascimento e óbito. 

370) fCJ Manual de confessores e penitentes, que clara e brevemente con- 
tnn a universo/ e particular d!ecisão de quasi todas as duvidas que nos confissões 
«>«» oecorrer dos peccados e absolvições, restituições e censuras. Composto por 
hm rHigioso da Ordem de S. Francisco, da provincia da Piedade. Coimbra, por 
Jo5o de Barreira e João Alvares 1549. 8.» 

Foi esta a primeira Summa formada e regular («excellente para o seu 
tempo,» na phrase do douto Cenáculo) que em portuguez tivemos de theolo- 
ína moral. Appareceram depois a traducção da Doutrina de Fr. Francisco Vi- 
ctono (1564) por Fr. Thomás de Chaves; a Instrucção de confessores e peni- 
tentes do P. Pedro de Sancta Maria (1553), etc. etc. 

Sahiu secunda vez mais augmentado com o titulo seguinte : 

Manual de confessores, etc. . . . Composto antes por hum religioso da Ordem 
^ S. Francisco da provincia da Piedade, e visto e em algiins passos declarado 
Pdo mui famoso doutor Martim de Aspilcueta Navarro, cathearatico de prima 
ew eajumes na Universidade de Coimbra, e depois com summo cuidado e estudo 
*«o ^(formado e dtcrescentado pelo mesmo auctor, e o dito doutor, em matérias, 
^S^* e aUegaçôes e estilo, que pode parecer outro. Coimbra, pelos mestóos 



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182 RO 

Reimprímiu-se ainda terceira vez em Salamanca, por André de Portona- 
riis 1557. 4.°— E quarta vez, mais augmentado, Coimbra, por Jo3o de Barreira 
1560. 4.0 

Barbosa cita, além das referidas, mais duas edições, que nSo sSo d'este 
Manual, mas sim do Compendio ou Summario d'elle, attribuido a Fr. Masseu 
d'EIvas (DkcionariOj tomo vi, n.*» M, 1500). 

RODRIGO RIBEIRO DE SOUSA PINTO, do Conselho de Sua Ma- 
gestade, Commendador da Ordem de Christo, Doutor e Lente cathedratico da 
Faculdade de Mathematica da Universidade de Coimbra, Sócio da Academia 
Real das Sciencias de Lisboa, e do Instituto de Coimbra, etc— N. em Ferrei- 
ros de Tcndaes, comarca de Lamego, no anno de 1808. — De seus irmãos os 
srs. Basílio Alberto de Sousa Pinto, reitor actual da Universidade, e Joaquim 
de Sancta Clara de Sousa Pinto, lente nj^ Academia Polytechnidl do Porto, se 
fez roençáo n'este DiccionaiHo, tomos i e iv. — E. 

371) Additamento ás «fJVoías do calculo de Francoeur». Coimbra, na Imp. 
da Universidade 1845. 4.° de 48 pag. — Este opúsculo foi depois quasi todo in- 
corporado no texto da segunda edição da traducção do Curso completo de Ma- 
thematicas puras do referido auctor. (Vej. no Diccionario, tomo ii, n.** E, 676.) 

372) Calculo das ephemerides astronómicas, Ibi, na mesma luip. 1849. 4.*" 
de 182 paff. (Vej. no tomo ii, n.» E, 70). 

373) Das refracções atmosphericas, Lisboa, na Imp. Nacional 1850. 8.* gr. 
de 24 pag. com uma estampa. 

374) Complemento da Geometria descriptiva de Fourcy, Coimbra, na Imp. 
da Universidade 1853. 4.» de 100 pag. 

375) Apontamentos de Trigonometria spherica. Ibi, na mesma Imp. 1854^ 
4." gr. de 8 pag. 

376) Apontamentos d4 Óptica. Ibi, 1856. 4.° gr. de 18 pag., com estampas. 

377) Elementos de Astronomia. Primeira parte. Ibi, 1858. 4.» de 218 pag., 
incluindo um Supplemento de 1859 : com estampas. 

378) Eclipse solar de iS de Julho de 1860. Memoria apresentada ao ea:^° 
Ministro do reino, pela Commissão portuqueza. Coimbra, na Imp. da Univ. 1860. 
4.® de 39 pag., com quatro mappas desdobráveis, contendo o resultado das ob- 
servações astronómicas relativas ao assumpto. 

379) Relatório solyre a visita dos ebsertxitorios de Madrid, Paris, Bruxel- 
las e Greenunch (apresentado ao Ministro do reino em 9 de Novembro de 1860). 
4.° de 30 pag. e mais uma innumerada no fim. 

O auctor foi presidente da Ck)mmissão scientiiica portugueza, nomeada ofi- 
cialmente para ir examinar e observar o referido phenomeno em Oropesa, 
ponto»egualmente escolbido para o mesmo fim por outra Commissão omcial, 
composU de astrónomos hespanboes. 

D. RODRIGO DE SOUÇA COUTINHO, Conde de Linhares, senhor 
de Paialvo, Grão-cruz das Ordens de S. Bento de Avis, e da Torre e Espada, 
Conselheiro d'Estado, Ministro plenipotenciário e Enviado extraordinário na 
corte de Turim, Ministro e Secretario d^Estado dos Negócios da Marinha e Ul- 
tramar, Presidente do Real Erário, Inspector geral do Gabinete de Historia na- 
tural e do Jardim botânico d'Ajuda; da Bibliotheca publica de Lisboa; Presi- 
dente do Conselho de Fazenda, e da Junta económica, admi;iistrativa e litteraria 
da Impressão Regia; da Junta da direcção geral dos provimentos de boca para 
o exercito, da Junta do pagamento do novo emprestuno ao Erário régio; Pre- 
sidente honorário da Sociedade Real marilima; Sócio honorário da Academia 
Real das Sciencias de Lisboa, e ultimamente Ministro e Secretario d'Estado dos 
negócios estrangeiros e da guerra, no Rio de Janeiro, etc. — N. na villae praça 
de Chaves, em 4 de Aj^osto de 1745, sendo filho primogénito de D. Francisco 
lonocencio de Sousa Coutinho e de D. Anna Luisa Joaquina Teixeira. M. no 



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Rio de Janeiro, a 26 de Janeiro de 1812.— De sea irmão D. Domingos António 
de Sousa Goatinho, que teve os tituios de conde e marquez do Funchal, fica 
já feita a devida menção no tomo ii do Diccionario. — Para a sua biograpliia 
na qualidade de homem publico e ministro d'eslado, vej. os escriptos mencio- 
nados no Diccionario, tomo ii, n.° D, 256, e tomo iv, n." J, 3280. Vej. também 
a Resenha das Famílias titulares de Portugal, pag. 108. 

Tido por homem douto, mui versado nas sciencias naturaes e politicas, 
não consta comtudo que deixasse impressos outros fructos da suaappiicação 
além do seguinte : 

380) Memoria sobre a verdadeira influencia das minas dos metaes precio- 
sos na industria das nações, especialminte na poriumeza. — Inserta no tomo i 
das Mem. Económicas da Acad, Real aias Sciencias. L" 

• RODRIGO DE SOUSA DA SILVA PONTES MALIÍEIRO, do 

Conselho de S. M. I., Bacharel formado em Leis pela Universidade de Coim- 
bra (no anno de 1821); Desembargador da Relação do Maranhão; Ministro ple- 
nipotenciário junto ao governo da Confederação Argentina; Sócio do Instituto 
Histórico e Geographico do Brasil, etc. — N. na cidade da Bahia, nos últimos 
annos do século passado, e foi íilho de António Pires da Silva Pontes, de quem 
fiz menção no tomo i doeste Diccionario. M. cm Buenos-ayres, em 1855. O sr. 
dr. Manuel Ferreira Lagos encarregou-se de escrever o seu elogio histórico, 
que devia recitar no Instituto ívej. Revista trimensd, tomo xviii, no supple- 
mento, pag. 61) : porém impedido provavelmente pelas suas muitas e variadas 
occupaçôes, não desempenhou até agora, segundo creio, esta commissão. Ro- 
drigo Pontes, na phrase de um dos seus admiradores, afoi uma das maiores 
iilustraçôes do Brasil, e um dos membros mais prestantes do Instituto Histó- 
rico.» — E. 

381) Programma : « Onde ajjrenderam, e quem foram as artistas que fize- 
ram levantar os templos dos jesuítas em missões, e fabricaram as estatuas que 
alli se achavam collocadas? » — Desenvolvido na Rev. trimensal, tomo iv, pag. 65 
e seguintes. 

382) Programma : aQuaes os meios de que se deve lançar mão para obter 
o maior numero possível de documentos relativos á historia e geographia do 
Brasil? 9 — Desenvolvido na Rev. trimensal, tomo iv, pag. 149 e seguintes. 

383) Biographia de Alexandre Rodrigues Ferreira. — Na mesma Revista, 
tomo ij, pag. oOl e seg. 

O meu illustrado amigo e consócio, o sr. Manuel de Araújo Porto-alegre, 
me afiirmou que este seu erudito compatriota deixara escriptas e inéditas 
varias obras, que elle vira; entre estas uma Histeria da revolução da provinda 
de S, Pedro; uma Bioqraphia do infeliz poeta cómico António José da Silva ; 
varias Poesias traduzidas do Schiller e de outros alleniâes, etc. — lenibrando-se 
também de ter visto alguns versos seus, publicados em jornaes do Brasil. — 
O sr. M. B. Lopes Fernandes, que em Lisboa tractára familiar e amiíravelmente 
Rodrigo Pontes nos annos de 1822 e 1823 até á sua retirada para o Brasil, con- 
serva e me fez vor um pequeno quaderno autographo de composições poéticas, 
que o mesmo lhe dirigira por esse tempo. Contém uma epistola, uma ode, o 
alguns sonetos e quadras octosyllabas, tudo no gosto da eschola bocagiana, que 
parece ter sido a do auctor. 

RODRIGO VELLOSO. (Y. Rodrigo Augusto Cerqueira Vetioso.J 

RODRIGO ZAGALO NOGUEIRA, Cavalleiro da Ordem de Christo, 
Doutor em Medicina pela Universidade de Louvain, Cirurgião approvado pela 
Eschola Medico-cirurgica de Lisboa, Medico do Hospital de Sancto Espirito na 
cidade de Angra do Heróis mo, Sócio correspondente da Sociedade das Sciencias 
Medicas de Lisboa, ele. — N. em Braga, a — E. 



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X 



184 RO 

384) Breve noticia sobre a topographia medica da cidade de Angra do He- 
roísmo. Angra do Heroísmo, na Inip. de Joaouiai José Soares 1844. 

Creio ter lido ha annos alguns artigos rubricados com o seu nome no Jormai 
da Sociedade das Sciencias Medicas de Lisboa^ e ouvi que escrevera outros en. 
diversos periódicos, inclusive no Terceirense. Foi-me porém impossível apurar 
a este respeito ])oticias mais positivas, e haver as indicações necessárias para 
preencher o presente, com quanto para obtel-as lidasse com a sua costumada, 
e n'outros casos efficaz solicitude, o meu il lustre amigo José Augusto Cabral 
de Mello, de quem tenho feito por vezes no DiccioAario menção agradecida. 

ROGÉRIO BARBUDA TEIXES.— Ainda ignoro se é este um pseudo- 
nymo, se nome verdadeiro de individue existente. O facto é, que o nâo en- 
contro mencionado na Bibl. de Barbosa. Com elle se publicou : 

385) Elogio fúnebre e histórico na morte do senhor José Francisco da Cruz 
Alaqôa, thesoureiror-mòr que foi do Erário régio, etc. Lisboa, na Offic. de José 
da âilva Nazareth 1768. 4.° de 40 paç. 

Examinando este opúsculo, acnei que é na maior parte um plagiato estre- 
me, copiado do Elogio histórico do patriarcha D. Thomás de Almeida, por 
Fernando António dia Costa Barbosa (descrípto no Diccionario, tomo n, n.*» F, 
100), impresso qnatorze annos antes, no de 1754 1 

ROHEL JOSCHURUU. (V. ROtud Jessurum.) 

ROMÃO FRANCISCO CREYO, de cuia profissão e mais circamstdn- 
cias pssoaes não encontrei noticia alguma. ~£. 

386) Fabulas litterarias de D. Thomás Yriarte, traduzidas do castelhano. 
Lisboa, 1796. 8.» 

ROMÃO MOSIA REINHIPO. (Y. Simão Pinheiro Morão.J 

* D. ROMUALDO ANTÓNIO DE SEI^L/iS, Arcebispo da Bahia, me- 
tropolitano e primaz do Brasil, eleito aos 39 annos de edade; 1.° Conde e 1." 
Marquez de Sancta Cruz; do Conselho de S. M. o Imperador; GrSo-cruz da 
Ordem de Christo, e Grande Dignitário da da Rosa; Deputado á Assenibiéa 
geral nas legislaturas de 1826 a 1841, e Ministro e Secretario d'Estado do Im- 
pério, nomeado em 1838, cargo que não acceitou; Membro do Instituto Histó- 
rico e Geographico do Brasil, da Academia das Sciencias de Munich, da Sociedade 
dos Antiquários do Norte em Dinamarca, e de outras Associações scientifícas 
nacionaes e estrangeiras, etc. — N. em Camutá, então villae hoje cidade na pro- 
víncia do Pará, a 7 de Fevereiro de 1787, filho de pães honrados, mas pouco 
favorecidos da fortuna. Fez os seus primeiros estudos no Pará, sob a direcção 
de seu tio, o P. Bomualdo de Sousa Coelho, depois bispo d*aqueila diocese, e 
veiu proseguil-os em Lisboa, nas aulas da congregação do Oratório, onde teve 
por mestre, entre outros, o nosso mui conhecido P. Theodoro de Almeida. Vol- 
tando para a sua província, entrou aos 19 annos no exercício do magistério, 
regendo no seminário episcopal as cadeiras de grammatica latina, rbetorica, 
e phílosophia, etc. Occupando successiva e gradualmente diversas commissões 
importantes, c não poucas vezes espinhosas, em cujo desempenho fez prova do 
seu mérito, soube tornar-se digno da posição ^ que o elevaram seus talentos, 
virtudes e sciencia, conciliando em todas as circumstancias a affeição e estima 
dos súbditos, com o respeito devido á eminência dos cargos que occupava. De- 
pois de governar a sua diocese por mais de trinta c dous annos, ani faleceu 
crafini, na edade provecta de 73, aos 29 dias de Dezembro de 1860. — Para a 
sua biographia podem ver-se, além das Memorias cscriptas por elle próprio, 
aue vâo auiante mencionadas, a que sahiu acompanhada de retrato na Gdem 
aos Brasileiros illustreSj fascículo H.", escripta pelo sr. cónego José Joaquim 



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la Fonseca Lima: — a Oração fúnebre j reeiiada na matriz de S. Pedro da Ba-- 
Àa por oecíuião das soUmnes exeijuias, etcpelo rcv."»« P. M. Fr. Arsénio da Na- 
i\ idade Moura, impressa na Bahja, 1861. 8.° gr. — e Um ai saudoso á indita me- 
ftoria do ejr.** e r«?."" sr. D. Romualdo, ete., por sen sobrinho, o bacharel Ro- 
iiuaido António de Seixas, Bahia 1861. 8.° gr.; n*este opúsculo vem transcripto 
:> testamento do prelado, feito em 1858. 

Os seus escriptos publicados, de que hei noticia, sfto os seguintes: 

387) Oração funebre, recitada nas exéquias da serenissima senhora infanta 
D. Maria Awna^ eelebradías na caihedral do Pará. Rio de Janeiro, na Imp. Regia 
1814. 4.« de 17 pag. 

388) Sermão de acção de graças, aue no dia 13 de Maio celebrou o Senado 
da camará d'esta capital pela feliz accfamação do muito alto e poderoso senhor 
D. João VI, rei do reino união de Portugal^ Brasil e Algarve. Ibi, na mesma 
Imp. 1818. 4.* de 22 pag. 

389) Roteiro da viagem que fez do Rio de Janeiro ao Pará. Inserto no Jor- 
nal de Coimhra, com o nome de «Romualdo António». — Vej. a Bibliogr. Hist. 
àa sr. Figanière, n.» 860. 

390) Sermões e panegyrieos recitados, etc. Com dous discursos sobre a phi- 
losopkia. bahia, na Typ. de Manuel António da Silva Serva 1819. 8.<» gr. 1 tomo. 

391) Representação dirigida peio Arcebispo da Bahia á Assembléa geral do 
ErasU^ sobre o fritnlegio do foro ecdesiaslico, extincto pêlo código do processo 
criminal, ete. Bahia, na Typ. de Moreira 1832. 8.<> gr. cle*42 pag. 

392) Representação dirigida á Assembléa gercd le^lativa pelo Arcebispo 
àa Bahia, sobre um projecto de lei, rdativo aos impedimentos e causas matri- 
moniaes, oferecido á Gamara dos' deputados. Bahia, 1832. S."* gr. 

393) Resposta do Arcebispo da Bahia ao dr. Villela Tavares sobre as obri- 
gações mixtas dos parodias. Bahia, 1853. 8.° 

394> Breve memoria acerca da naturalidade do P. António Vieira, da Com^ 
panhia de Jesus. — Inserta na Revista trimensal do Instituto, tomo xix, pag. 5 
a 32.— Yej. acerca d'esta memoria o que digo no tomo i do Diccionario, a 
pag. 287. 

Todas, ou a maior parte das composições aqui enumeradas, e mais algu- 
mas que por ventura publicaria também avulsamente, mas de que não pude 
ha>er conoecimento» foram depois reunidas e incorporadas com outras iné- 
ditas, e sahiram com o titulo seguinte : 

393) CoUeeção das Obras do ex^ e rev.^ senhor D. Romualdo António de 
Seixas (seguem os cargos e titulos, etc). Tomo i. Comprehende as pastoraes, 
e outros escriptos relativos á regência do arcebispado. Pernambuco, Typ. de 
Sanctos &. G.^ 1839. 8.» gr. de xxv-348 pag., e mais 5 de indice, e 2 innume- 
radas de errata. 

Tomo II. — Comprehende os sermões e discursos diversos. Ibi, na mesma 
Typ. 1839. B.^" gr. de iv-468 pag., ò de Índice, e 5 innumeradas* contendo 
aeirata. 

Tomo m. — Comprehende os discursos parlamentares. Ibi, na mesma Imp. 
1839. 8.» gr. de vi-374 pag., e mais 7 de indico e 2 innumeradas de errata.— 
Ha no princípio d'este volume um prefacio, ou advertência Ao leitor, que se 
diz extrahido da primeira collecção impressa na Bahia (talvez a que se acha 
mencionada no Catalogo da Bibl. Fluminense, n.<* 1409). * 

Tomo IV. — Comprehende as pastoraes e discursos diversos. Bahia, Typ. de 
Epiphanio Pedrosa 181)2. 8.» gr. de ví-334 pag., e 2 de nota e errata.— Por 
uma declaração do editor da Bahia consta, que a edição de Pernambuco não 
passara do terceiro volume. 

Tomo V. — Comprehende representações, officios, discursos, e outros escri- 
ptos. Bahia, Typ.de Camillo de Lellis Masson 1858. 8.» gr. de ni-3o7 pag., e 
i innumeradas de Índice. 

Tomo VI. ... O meu preitavel amigo o sr. J. da S. Mello Guimarães, a quem 



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186 RO 

devo as miúdas indicações relativas aos cinco anteriores volumes da collecçSo 
(que não vi, nem me consta que existam em Lisboa), diz-me a respeito do sexto 
em nota datada do Rio, a 23 de Junho do corrente anno : « Não o vi ainda, sendo 
também certo que nenhuma das bibliolhecas e livrarias d'esta cidade possuo 
esta collecçílo I Apenas a do Instituto tem os três primeiros tomos. O sr. cónego 
Fonseca Lima, que ora íixou a sua residência n^esta cdrte, espera em pouco os 
seus livros da Bahia, e promettea mostrar-me aquelle volume Jogo que chegue. 
Para tomar estas notas foi mister soccorrer-me á livraria do sr. conselheiro 
Areias, a que infelizmente falta este ultimo tomo». 

Avaliem, se ó possível, em presença d'esta nota os leitores quantas e quaes 
difliculdades terão sido vencidas, e que somitia de esforços e trabalho próprio 
e alheio téem custado tantos milhares de indicações d'esta e similhantes es- 
pécies, espargidas pelos septe volumes do DkcionariOj e as que já existem de 
reserva para o outavo! 

396) Memorias do marques de Sancta-Cruz, arcebispo da Bahia, D. jRo- 
inualdo António de Seixas^ metropolitano e primaz do Brcuil, do conselho de 
S. M,, cIca, etc. Rio de Janeiro, Typ. Nacional 1861. 4.* de xx-144 pag., e mais 
4 de índice o errata. — Sahiram posthumas, por diligencia dos parentes do 
prelado, e precedidas de um prologo do referido sr. cónego J. J. da Fonseca 
Lima. Acabam no capitulo 17.^, que infelizmente ficou incompleto, faltando os 
mais que deveriam soguir-so-lhe; porém são ainda assim de maior interesse 
para os que pretenderem conhecer a vida e acções d*aquelle, que os seus bio- 
graphos nos pintam como um verdadeiro luminar da egreja brasileira. — Por 
graça do editor, o sr. Domingos José Gomes Brandão, acreditado livreiro do 
Rio de Janeiro, possuo um exemplar id'estas Memorias, com os de outros livros 
devidos á sua generosidade. 

No que diz respeito á questão de competência, suscitada entre o Arcebispo 
e o actual ex."* Bispo do Rio de Janeiro ]ia qualidade de Capellão-mór, sobre 
o direito de oflSciar no acto da coroação de S. M. o Imperador (Diccionario, 
tomo VI, n.<> 1099), vej. as ditas Memorias a pag. 130, e o tomo v da CoUecção 
das obras. Ouvi que a solução final doeste negocio em Roma sahira desfavo- 
rável ao arcebispo. 

• D. ROMUALDO DE SOUSA COELHO, Clérigo secular, Bispo do 
Pará, sagradq no 1.^ de Abril de 1821, e Deputado ás Cortes constituintes da 
nação portugueza no mesmo anno, a cujos trabalhos concorreu, sendo um 
dos que assignaram a Constituição politica de 23 de Septembro de 1822. — 
N. em Yilla-viçosa de Sancta Cruz de Camutá a 7 de Fevereiro de 1762; e m. 
na cidade do Pará, a 15 de Fevereiro de 18 il. — Vej. o Elogio histórico que 
em sua memoria recitou o coronel A. L. Monteii:o Baena, inserto na Remsta 
trimenaal do Instituto, tomo iii, pag. 423 a 430. — E. 

397) Calhecismo civil, ou instrucção familiar sobre a conducta do homem 
para encher dignamente os fins da sua creação. Rio de Janeiro, na Imp. Regia 1812. 

398) Dissertação litúrgica sobre a intelligencia da riíbrica ao Missal, em 
defeza do respectivo calendário, relativamente á missa de dcfunctos nos primei- 
ros dias desimpedidos de cada mez. Lisboa, 1813. 

399) Dissertarão litúrgica em defeza da rubrica do Breviário Lusitano, re- 
lativamente á omissão da Álleluia em tempo paschal nas commemorações que se 
fazem no coro depois de prima, noa e completas, Lisboa, 1813. 

400) Panegyricç de iV. Senhora de Belém, padroeira da cidade do Grãth 
Pará. Lisboa, na Imp. de Alcobia 1815. 8.° de 2o pag. 

401) Ratifica'ção do juramento de fidelidade e vassallagem offerecida ao 
sr. D. João VI. em nome do ex."'" e revJ^° bispo do Pará, D. Manuel de Almeida 
de Carvalho. Rio do Janeiro, na Imp. Regia 1817. 4.«» dn 9 pag. 

402) Orarão fúnebre da fidelíssima rainha do reiím-unido de Portugal, 
do Brasil e dos Algarvcs, a seiíhora D. Maria I, nas solemnes exéquias celebra- 



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RO 187 

das na cathedral do Pará. Rio de Janeiro, na Imp. Regia, kt,"" de 32 pag. — 
Sahiu também em Lisboa, na Offic. de J. F. M. de Campos Í8i7. 8.» de vi-57 
pag., ediçáo de que tenho um exemplar. 

De varias Pastoraes, e outros esciiptos que náo pude ver, impressos ou 
manuscriptos, se dá noticia no sobredito Elogio histórico, onde vem uma re- 
senha geral das obras d'este prelado. 

ROQUE FERREIRA LOBO, foi primeiramente empregado na admi- 
nistração do Correio geral, e depois Officiai na secretaria do Senado da Camará 
de Lisboa, e a finai graduado em Officiai maior da mesma secretaria. — N. na 
freguezia de S. Pedro da villa de Torres-vedras a 26 de Maio de 1743, sendo 
filho de José Ferreira e de sua mulher Siniôa Maria. M. em Lisboa a 3 de Ou- 
tubro de 1828. — D'elle se faz breve mençáo na Memoria descriptiva de Torresr 
Vedras por M. A. Madeira Torres, a pag. 203 da segunda Ãlição. — E. 

403) O pae de familia doente. Versos de Roque Ferreira Lobo. Lisboa, na 
Offic. de Simão Thaddeo Ferreira 1793. 8.° de 10 pag. — Foi, se náo me engano, 
este opúsculo a sua primeira obra impressa; d'elle vi um exemplar em poder 
do sr. A. J. Moreira. Consta de quadras octosyliabas. 

404) Orações gratulatorias aos annos da ser.*""" sr." D. Carlota Joaouinaj 
princeza do Brasil. — Sáo duas, e diz-se que estilo impressas. Nunca as pude ver. 

405) Historia da feliz acclamação do senhor rei D. João IV, com uma serie J^.^^ t ^ 
ehronologica dos senhores reis de Portugal, etc. Lisboa, na Offic. de SimSo Thad-^ 2^^ 
deo Ferreira 1803. 8.*^ de 384 pag. — N'este volume se encontra reproduzida 
textualmente a Relação de tudo o que passou na feliz acclamação, etc. attribuida 

ao P. Nii^lau da Maia (vej. no Diccionario, tomo vi, n.® N, 36). Vem de pag. 
325 a 384. A Historia é na sua maior parte extrahida do Portugal restaurado 
do Conde da Ericeira. 

406) Lições de um pae a uma filha sua na primeira idade. Primeira e se- ^-^ ^y # 
gunda parte. Lisboa, Regia Offic. Typographica 1803. S.» de vm-413 pag. — 
Segunda edição, ibi, 1814. S.^ 2 tomos. — É um resumo da historia sagrada em h-Jí- ''<^« 
quadras octosyliabas. 

407) Elogio á sereníssima princeza, a sr.' D. Maria Francisca Benedicta, 
por motivo da fundação do hospital para inválidos na sua quinta de Runa. Lis- 
boa 1826? 

408) Noites campestres. Lisboa, 1827. 8.» — N5o as vi. 

ROQUE FRANCISCO, Ourives do Ouro, e Ensaiador-mór das casas da 
Moeda d este reino. — N. em S. Miguel das Caldas, termo de Guimarães, a 16 
de Acosto de 1659. M. em . . .— E. ^ 

409) (C) Verdadeiro resumo do valor do ouro e prata. Lisboa, por Miguel fr.Uf,^^^ 
Deslandes 1694. 8.'» — E novamente, em segunda edição, accrescentado com uma ' ' *^ 
instrucção para os ourives ligarem o ouro fino com certeza. Lisboa, 1739. 8.° de 
xvi-148 pag. — Sahiu por terceira vez, conforme á segunda edição, ibi, por 

Miguel Manescal da Costa 1757. 8.° — Edição ignorada de Barbosa, da qual 
conservo um exemplar. (Vej. António da Silva.J 

ROQUE FRANCISCO FURTADO DE MELLO, Cavalleiro da Ordem 
de Christo, Formado em uma das faculdades de Direito da Universidade de 
Coinilira, Desenjbargador, etc. — M., se não me engano, pelos annos de 18'i2, 
o\i pouco depois. — E. 

410) Exposição justificai ira sobre o despacho intempestivo da Regência, que 
o aposentou. Lisboa, na Typ. Hollandiana 1822. 4.<^ de 45 pag. 

ROQUE JOAQUIV FERNANDES TUOMÁS, Doutor e Lente cathe- 
dratico da Faculdade de Philosophia na Universidade de Coimbra; Deputado 
ás Cortes constituintes de 1837, e depois em varias legislaturas; Vogal do Con- 



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18H RU 

1if^Uo çfml de IiMtracçSo Poblíca, etc. — Filho de Mannel Fenundes Tiiomás, 
fwncíoíiíiíío no Díceitmario, tomo v, pajr. 420. —N. em ... — Por falia dos 
íN:lnrfrífi.í'fiUrt n''0*ssaríos foí-me irnpos.snel completar este arti?-). — E. 

kii) A ffUfttúo da ereação da Faculdade de Scieneias econcmico-a'! minis- 
traliras. Re»fM)%la ái «Duas palavras* do relator da commissão da Facmldade 
de PhUogophia, Coimbra, Typ. do Observador 1850. 8.* gr. de 19 pag. 

Tem artigos rubricados coiAcseu nome nsi Rerista Vniterutl Lisbonense; 
c foi, segundo ouvi, collaborador no Ohsertador, e em outras folhas periódi- 
cas de Oíimbra. Talvez haverá publicado em separado alguns outros opúsculos, 
não vindos ao meu conhecimento. 

BOQUE PI^TO LOBATO, natural da vílla da Feira, no bispado do Porto, 
etc. — Vi%ia no meiado do século xvn. — E. 

412) Cancion a la prision y muerle dd sereníssimo tenor infante D, Duarte, 
etc. Lisljoa, por Manuel Gomes de Canalho 1650. 4.» 

Posto que cscripta em castelhano, menciono aqui es ti obra em gmça dos 
que se derem a colligir todas as publicadas por occasifto de um scccesso, que 
conserva estreita relação com a historia pátria na epocha da restauração e in- 
dependência de Portugal em 1640. 

FB. BOQUE DO SOVEBAL, Freire professo na Ordem de Chrísto, Lente 
de Theologia, e Prior geral da mesma Ordem. — N. em Sernancelhe, bispado 
do Lamego, ern 4570; e m. no convento de Thomar em 1660, contando 90 annos 
de edade e 70 de religião.— E. 
o^/ê^» 413) fCJ Historia do insigne apparecimento de Nossa Senhora 4a Luz, e 

f*4^*/fii^ ^^' obras maravilhosas, Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1610. 4.*' de ix~2i3 fo- 
lhas numeradas pela frente, e mais duas no fim, que comprehendem o índice. 
Tom frontispício gravado em cobre, com a imagem da Senhora, e por subscrip- 
ç4o : António Pinto Líisitano exculp. 

Os exemplares sSo raros o estimados; creio que o seu preço regular ha 
sido do 1:200 até 1:600 réis. Possuo um que pertenceu á livraria do primeiro 
conde do Miirra, D. Miguel António de Mello. 

414) (C)' Sermão pregado em Coimbra, nas exéquias que a Irmandade da 
Misericórdia fez á sereníssima rainha D. Margarida de Áustria. Lisboa, por 
Pedro Craesbeeck 1612. 4.*» 

FB. BOQUE DE SANCTA TBEBE8A, Carmelita calçado, Doutor em 
Thoologia, lioitor do collegio da sua ordem em Coimbra, Commissarío e re- 
formador dns Vigai rarias do Rrasil. — Foi natural de Leça, no bispado do Porto; 
professou na Ordem em 1663; o m. no convento de Lisboa a 20 de Fevereiro 
do 17i8.— E. 
c/' /7um 4íí^) (C) Fé estabelecida sobre a cmz de Christo trinmphante. Livro ou-- 

reOt campoito pelo excellente doutor Fr, Hieronymo Saronarola de Ferrara^ em 
língua latina e toscana; traduzido na castelhana j e na portugueza, e accrescen- 
tado. Lisboa, por Miguel Deslandes 1698. 4.'' de xxxii (ínnumeradas)-â59 pag. 

No prologo dá o traductor razão da obra, e das mudanças e accrescenta- 
mentos que n'ella fez. 

BUD1MENTOS DA GBAMMATICA POBTLGUEZA. (Y. Pedro 
José da Fonseca.) 

nUDIMEIVTGS DA ORTHOGBAPHIA POBTUGUEZA. (V. Pedro 
José da Fonseca.) 

BIJFINO GliEBBA OSOBIO, Cavnlleiro da Ordem Imperial da Rosa 
no Brasil, Doutor o Lente cathedrntíco da l<'aculdade de Mathematica na Uni- 



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versidade de Coimbra; etc. — N. em Canellas, freguazia de S. Miguel de Poia- 
res, a 26 de Janeiro de 1810, íilho de António Pereira Coutinho e Guerra, e de 
D. Luisa Carolina. — £. 

416) Compendio de Arithmeiica para uso dos Lycéos. Segunda edição, 
Coimbra, 1854. 8.» gr. 

nUY FERNANDES, natural de Lamefo, Tratador das lonas e bordates 
d'Elrreit escriptor que escapou ás indagares de Barbosa. Vivia pelos annos 
de 1531, isto é, na primeira metade do século xvi. — E. 

417) Descripção do terreno em roda da cidade de Lamego duas legoas, suas 
producções e outras muitas cousas notáveis: dirigida ao sr. D, Fernando, bispo 
da dita cidade, etc. — Sahiu^pela primeira vez uo tomo v da CoUecção de Iné- 
ditos da Hist. Port., publicada pela Academia, pag. 546 a 612. 

Foi copiado do original, que se conservava na livraria do sr. Visconde 
de Balsemão. 

RUY DE FIGUEIREDO DE ALARCÃO, Fronteiro<mór, e Governa- 
dor das armas da provinda de Traz-os-montes, no tempo da guerra da inde- 
pendência em 1641, etc— E. 

418) fCJ Relação do siuxesso que Ruy de Figueiredo, fronteiro da raia de 
Traz-os-montes, tBve na entrada que fez no reino de GaUza, Lisboa, por Ma- 
nuel da Silva 1641. 8.° de 7 pag. 

419) (CJ Segunda relação verdadeira de alguns successos venturosos, que 
teve Ruy de Figueiredo, fronteiro-mór da villa de Chaves, na entrada que fez 
ê ordenou em alguns togares do reino de Galiza, nos últimos dias de Agosto, até 
se recolher á dUa villa. Ibi, pelo mesmo 1641. 4.'' de 8 pag. 

420) (CJ Terceira relação do successo que teve Ruy de Figueiredo de Alar- 
cão, nas fronteiras de Chaves, Monte-alegre e Monforte, segunda feira 9 de Se- 
ptembro de 1641. Ibi, por Jorge Rodrigues 1641. 4.*" de 8 pag. 

421) (CJ Quarta relação verdadeira da victoria que o fronteiro-mór de 
Traz-os-montes, Ruy de Figueiredo de Alarcão, houve na sua fronteira, cinco 
lemas de Miranda, em Rrandelhanes, terra de Castdla, etc. Ibi, pelo mesmo 
1641. 4.« de 6 pag. 

RUY GONÇALVES, Licenciado* em Direito Civil, e Lente de Instítuta 
na Universidade de Coimbra, de que tomou posse a 27 de Outubro de 1539. 
Foi depois em Lisboa Advogado da ^sa daSupplicaç^o.— N. na ilha de S. Mi- 
guel; porém sâo ignoradas as datas do seu nascimento e óbito. Alguns o no- 
meiam Ruy Gonçalves da Grã. — E. 

422) fCJ Dos privilégios e praeroçativas que ho género femenino tem por 
dereito comu e ordenações do Reyno mais que o género masciUino. Apud Johannõ 
Barreriã Regium Typographum anno Domini 1557. 8.° de 108 folhas. — Sa- 

hiu novamente, Lisboa, por Filippe da Silva e Azevedo 1785. S»^ de xviii-287 -y. ^«« 
pag. — Esta segunda ediçSo, na qual se conservou a própria orthographia da^.«^« 

Srimeira, realisou-se por diligencia de J. A. . ., presbytero secular, e é prece- 
ida de um extenso proloeo do editor. 

Foi este tractado deaicado pelo auctor á rainha D. Catharina, a quem 
elle endereça grandes elogios, e entre outras cousas lhe diz: «Que ella aju- 
dava muito com o seu conselho a el-rei em todos os despachos, assignando per- 
dões, e outras cousas importantes á administração da justiça». 

D'aqui inferiria talvez o beneficiado Francisco Leitão Ferreira, que este 
Ruy Gonçalves fosse o stuctor de um tractado publicado anonymo, e que se 
intitula: 

423) (CJ Tratado sobre a expedição dos perdões, que concedem os reis de 
Portugal. Lisboa, por João de Barreira, sem mdicação do anno. 4.<* 

Acaso será este o mesmo, que com o titulo Memorial para os perdões vem 



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citado pelo dr. António Ribeiro dosSanctos, nsisMem,daLUt daAcad., lom.vm, 
pag. iz2? Como nSo tive occasiâo de ver exemplares, qiier de uma, qoerà» 
outra obra, não acho por agora meio algum de resolver esta duvida; que úiU 
vaUa bem a pena de ser averiguada. 

Da primeira edição das Prerogativas, que 6 muito rara, existe um exem- 
plar na fivraria que foi de Joamiim Pereira da Costa, j que os avaliadores pc- 
zeram no inventario o valor ae 1:000 réis. — Os da segunda, que já não Sko 
vulgares, tem corrido pelos preços de 300 a 400 réis. 

RUY LOURENÇO DE TÁVORA, Commendador da Ordem de Cbríslo, 
Governador e Alcaide-mór da fortaleza de Caparica, etc. 

O abbade Barbosa no tomo m da sua BwL, por um dos seus inevitáveis 
descuidos ou equivocações, attribue a este Ruy Lourenço a Historia dos VarCtt 
illustres do appellido Távora, de que elle foi mero publlcador, tendo aliás esti 
Historia sido escripta pelo pae do dito, Álvaro Pires de Távora, como ndU 
se declara, e o próprio Barbosa reconhecera, inserindo>a no tomo i em nome i 
de Álvaro Pires. (Vej. no Dicc. tomo i, n.*» A, 262). 

Pareceu conveniente reproduzir aqui esta observação, para evitar norfô .■ 
equívocos e duplicações, se porventura se tractar algum dia da reimpressiú i 
án Bibl. Lusit. ' 

RUY toE PIIVA, Chronista-mór do reino, e Guarda-mór da Torre do 
Tombo, etc. — N. na cidade da Guarda, ao que se presume pelos annos de 14 W, 
e lendo florecido nos reinados de D. João il e D. Manuel, veiu a falecer rei- 
nando já D. João III (ou entre os annos de 1519 e 1523, segundo a opinião de 
Barbosa Machado). — Vej. para a sua biographia o artigo inserto no Panorama 
de 1839, a pag. 346, 

As Chronicas dos Reis por elle compostas (a cujo respeito pôde ler-se a j 
Revista Académica de Coimbra, a pag. 130), conservaram-se por muitos annos ' 
inéditas; e a final, por diligencia ou industria de diversos, foram suc^^essiva- 
mente dadas á luz na ordem seguinte : 

424) fCJ Chronica d'el'rei D, Ajfonso o IV do nome, e sétimo dos reis àe 

_ , Portugal : assim como a deixou escripta Ruy de Pina, guardormór da Torreão 

ff^'^oy T^oKftJiiQ^ etc. Tirada á luz por industria de Paulo Craesbeeck, e na sua OfievML 

*^.^ /^" ;? impressa e á sua custa: Lisboa 1653. Foi. de vi (innumeradas)-73 folhas na- 

'' 4 /r • meradas pela frente. As folhas iii a vi contôem ura prologo que Pedro de 

j jéCr» Mariz tinha feito a esta Chronica, quando tractava de a imprimir no seu tempo, 

^ o que todavia nâo chegara a realisar. 

^x/ér^ X 425) (Q) Chronica do muito alto e muito esclarecido príncipe D. Sancho h 

segundo rei de Portugal, Fielmente copiçida do original que se conserva «o Ar- 

dlivo real da Torre do Tombo, Offerecida á magestade sempre augusta d'drei 

D, João V, nosso senhor, por Miguel Lopes Ferreira, Lisboa Occidental, na OfBc. 

Ferreiriana 1727. Foi. de xvi (innumeradas)-60 pag. 

^ 426) fCJ Chronica do muito aUo e muito esclarecido principe D, Affonso U, 
terceiro rei de Portugal, Fielmente copiada, etc, etc, (pelo mesmo). Ibi, na mes- 
ma Offic. 1727. Foi. 'de xvi-35 pac. 

X 427) (C) Chronica do muito auto e muito esclarecido principe D, Sancho 11 

quarto rei de Portugal, etc, etc, Ibi, na mesma Offic. 1728. Foi. de xvi-26pag. 

* 428) (CJ Chronica do muito alto e muito esclarecido principe D, Affonso III 

quinto rei de Portugal, etc, etc Ibi, na mesma Offic. 1728. Foi. de xn-42 pag. 

^ 429) (CJ Chronica do muito alto e miito esclarecido principe D. Diniz, 

sexto rei de Portugal, etc, etc, Ibi, na mesma Offic. 1729. Foi. de xii-I07pag. 

Todas estas Chronicas, publicadas por Miguel Lopes Ferreira, costumam 

andar incorporadas em um só e único volume, juntamente com a d'el-rei D. A/- 

fonso l por Duarte Galvão, que entSo se imprimiu também pela primeira vez. 

Quanto aos fundamentos que ha para ter como originalmente compostas pelo 



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RU 191 

chronista Ruy de Pina estas Chronicas, apezar da opinião dos que (seguindo 
a Damião de Góes, Chronica d*élrei D. Manuel, parte 4.', cap. 38.") pretendem 
altribuil-as a Fernáo Lopes, vej. o Catalogo dos auctores que precede o Diccio- 
nario da Lingua portugueza da Academia, a pag. CLXvin. ^ 

430) Chronica do senhor rei D. Duarte. — Esta foi somente, e pela primeira 
vez, publicada no tomo i da CoUeccão de livros inéditos da Historia portugueza, 
Lisboa, na Ofiic. da Academia R. das Sciencias 1790. Foi. 

431) Chronica do senhor rei D. Affonso F. — Está no caso da antecedente, 
e anda a ella reunida no mesmo volume. 

432) Chronica d'elrei D.João iJ.— Sahiu no tomo ii da dita Collecção, 
impresso na mesma Offic. 1792. Foi. 

É curioso de ver o que na Livraria Clássica portugueza, tomo x, pag. 134 
a 140, escreveu o sr. dr, José Feliciano de Castilho, com intento de pôr em evi- 
dencia o plagiato commettido por Garcia de Resende, que na sua Vida d*elrei 
D. João li Douco mais fizera que copiar textualmente a Chronica de Ruy de 
Pina, para aal-a á luz como obra sua. i 

433) fCJ Compendio e summario das grandezas e cousas notáveis aue ha 
entre Douro e Minho, aecrescentadas por José Martins. Lisboa, sem nome ao im- 
pressor 1606. 8.", segundo diz Barbosa, ou 4.% segundo tem o pseudo-Cato/o^o 
da Academia. Como não descobri ainda algum exemplar, mal saberei dizer 
qual dos dous acertou. 

Parece gue o verdadeiro auctor d'este escripto fora Mestre António, fisiqtfo 
e soiorgiam ael-rei D. Joáo II; e que o attribuirem-no a Ruy de Pina proveiu 
de andar o tal opúsculo annexo a algumas antigas copias de Chronicas d'este 
chronista. Vej. no Diccionario, tomo i, pag. 78. 

FR. RUPERTO DE «TESUS, Monge Benedictino, Lente de Theologia, 
Provincial e Visitador da sua Ordem, etc. — N. em Igarassu, no Brasil, e m. em 
1708.— E. 

434) Sermão de Sancta Theresa, etc. Lisboa, 1699. 4.° 

435) Sermão de S. Bento, etc. Ibi, 1700. 4.» 

436) Três Sermões de Sancto Agostiaho, ele. Ibi, 1700. 4." — Nem d'elles 
nem dos anteriores tenho achado exemplares : só sim dos dous que se se- 
guem, comprados não ha muito tempo. 

437) Sermão do Sanctissimo Sacramento, mandado imprimir pelo mestre 
de campo António Guedes de Brito, sendo juiz da festa do Senhor na Sancta Sé 
da Bahia. Lisboa, por António Pedroso GalrSo 1700. 4.° de 25 pag. 

438) Sermão do glorioso S. Pedro Martyr, mandado imprimir pelos fami- 
liares do Sancto Oficio da cidade da Bahia, na occasião em que celebraram a 
sua primeira festa, etc. Ibi, pelo mesmo 1700. 4.<^ de 27 pag. 



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SAI«ANIO LUSITANO. (Y. Fr. AnUmio de Escobar,) 

l) SAI^OIO (O). Progymnasma Litterario, Lisboa, na Typ. da Revista Uni- 
versal, rua dos Fanqueiros 1856-1857. Os n.*« 25 e 26 na Typ. Universal, rua 
dos Calafates n.« 112. Do n.^ 27 em dinnte na Imp. UniSo Typoeraphica, no 
mesmo loca). Foi. — Este periódico, publicado semanalmente desde 29 de Ou- 
tubro de 1856 alé 17 de Septembro de 1857, chegou somente ao numero 46, 
contendo ao todo 184 pag. — Posto que se imprimisse em Lisboa, era escrípto 
e coordenado em Cintra, sendo seu fundador, proprietário e principal coUano- 
rador o sr. dr. Frederico Augusto Pereira de Moraes, então Delegado do Pro- 
curador régio na respectiva comarca (vej. no Btccionario, tomo iii, o n.* F, 
2U52), a cuja amigável e obsequiosa benevolência devo um exemplar, que 
guardo com o devido apreço. Comprehende muitos artigos de instrucçSo e re- 
creio (entre elles a traducçâo do Resumo de historia universal , vertido de Goo- 
drich, que o publicara sob o pseudonymo Peter Parley; extractos de nossos 
antigo^ clássicos, poesias, etc); alguns de interesse loòal, relativos á administra- 
ção económica, civil e municipal do referido concelho; e outros doutrinaes e no- 
ticiosos, em assumptos moraes e políticos. No seu despedimento aos leitores 
(pag. i81) allude o auctor ás difficuldades, que, mau grado seu, o obrigaram 
a suspender tal publicação, «que nSo fora creada senão como um meio de sub- 
scripcáo, para se fazer alguma obra de utilid|de publica, com o que sobrasse 
das despezas inherentes ao seu custeamento». 

SALOMÃO. (Y. Sel(moh,J 

• SALLUSTIANO FERREIRA SOUTO, Lente da Faculdade de Me- 
dicina na cidade da Bahia, etc. — N. em . . . — E. 

2) DescrípçSo da febre amarella de 1849 e 1850 tia Bahia, Bahia, 1850. 8.» 

• SALLU8TIANO JOSÉ PEDROSA (Doutor), cujas circunstancias 
pessoaes me são por ora desconhecidas. — E. 

3^ Cathecismo de Lógica. Bahia, 1856. 8.^ 

4) Compendio de metaphysica para uso do curso de Philosophia, Bahia, 
1857. 8.» 

Tovo vn 13 



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194 SA 

SALUSQUE LUSITANO, oa SELEUCO LUSITANO, aae de um e de 

outro modo se acha este nome repetido na Bibl. de Barbosa. Sod este pseudo- 
nymo se publicou, dizem, em castelhano a obra seguinte : 

5] Sonetos^ canciones, madrigales y sextinas dei grande poeta y orador 
Francisco Petrarcha. Primeira parte. Veneza, por Nicolau fiervilaque 1567. 4."* 
Por um descuido, que nSo sei como explicar, vem esta obra repetida na Bibl. 
ÍAisit., tomo m, a pag. 671 e 705. Os exemplares são sem duvida da maior rari- 
dade, e pela minha parte não pude ainda ver algum. 

Ha outra traducção do mesmo poeta em castelhano, por Henrique Garcez, 
também nosso natural. Já fica mencionada no presente Diccionarib, tomo m, 
n.o H, 32. 

SALVADOA DO COUTO DE SAMPAIO, Promotor da justiça eccle- 
siastica no bispado da Guarda, sua pátria. 'Ignoro as datas do seu nascimento 
e morte. — E. 

6) (CJ Relação dos successos victoriosos, que na barra de Goa houve dos 
hoUandezes António Telles de Menezes^ capitão geral do mar da Índia, nos an- 
nos de 1637 e 1638. Coimbra, por Lourenço Craesbeeck 1639. Foi. de 12 paff. 
sem numeração. — Diz Barbosa que está «elegantemente escripta». Não pude 
até hoje ver exemplar algum; e apenas sei que o sr. Figanière na sua Bibliogr, 

' Bist. accusa a existência de um na livraria real d'Ajuda. 

FR. SALVADOR DO ESPIRITO SANCTO, Franciscano da provín- 
cia d'A]írabida, Pregador dos reis D. João IV, D. Affonso VI e D. Pedro II. 
Partiu para Londres em 1663, chamado pela rainha D. Catharina, para tomar 
o logar de Superior em um convento de Franciscanos, que a mesma senhora 
fundara. n'aquella corte. Tendo voltado ao iim de alguns annos para Portugal, 
m. em Lisboa a 30 de Agosto de 1689. Foi natural do logar de Unhos, termo 
de Lisboa.-— E. 

7) Oração fúnebre nas honras do ttí."** sr. D. Rodrigo de Lencastro, feitas 
no mosteiro dos Capuchos da viUa de Santarém aSde Fevereiro de 1658. Lisboa, 
na Offic. Craesbeeckiana Í6o9. 4.° 

8) Sermão da cinza, pregado na carte de Londres, na capeUa da senhora 
Rainha da Grã^Bretaiiha em 8 de Fevereiro de 1668. Londres, sem nome do 
impressor, nem data da impressão. 4.*» — Doeste conservo um exemplar. 

FR. SALVADOR DA GRAÇA, Eremita Augustiniano, cuja regra pro- 
fessou a 16 de Julho de 1750. — N. na cidade do Porto, a 19 de Julho de 1732, 
e m. ao que posso julgar nos primeiros annos do século actual. — E. 

9) Compendio das graças e indtdgenciaSy concedidas aos confrades da corrêa 
de Sancto Agostinho. Porto, 1789. 8." — Sem o nome do auctor. 

* SALVADOR HENRIQUE DE ALBUQUERQUE, Cavalleiro da Or- 
dem imperial da Rosa, ProfessOT jubilado de Instrucção elementar do segundo 
grau, tendo exercido o magistério durante vinte e auatro annos na cidade de 
Olinda; Secretario e Membro substituto do Conselno Director da Instrucção 
publica na provincia de Pernambuco, Sócio correspondente do Instituto Hisr- 
torico e Geographico do Brasil, etc. — N. na Parahyba do Norte a 24 de Feve- 
reiro de 1813, e foi baptisado na freguezia de N. S. das Neves^ da capital da 
mesma provincia.— E. 

10) Resumo da historia íío Brasil. Pernambuco, Typ. Imparcial 1848. 8.*» 
gr. de 398 pag., segundo a informação recebida. — Este compendio, de que 
ainda não vi algum exemplar (como de todas as obras do auctor, que menciono 
em seguida) passa por ser um dos melhores no seu género. 

11) Compendio de Grammatica portugueza. Nova edição. Recife, Typ. Uni- 
versal 1858. 8.0 de 143 pag. 



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SA m 

i3) Compendio de dotUrina ckriuã. Segunda edição. Pernambuco, Typ. de 
Sanctos & C- 1842. 8.» de 163 pag. 

13) Rfsumo de ArHhmetica para uso das escholas do segundo grau. Per- 
nambuco, Typ. de M. F. de Faria 1847. 8.<» de 129 pag. 

14) Epiiome de Geometria pratica. Segunda edição. Ibi, ua mesma Typ. 
1847. 8.0 de 52 pag. 

15) Noções de Arithmetica, para uso das escholas do primeiro grau. Recife, 
Typ. Universal itíp^. 8.» de 15 pag. 

16) Noções de Geographia, para uso das escholas do segundo grau. Ibi, na 
mesma Typ. 1856. 8.° de 46 pag. 

17) Cartas para aprender a ler (Novas). Pernambuco, Typ. de M. F. de 
Faria 1846. 8.° de 16 pag. 

18) Dissertação sobre as vantaaens do ensino primário, dado uma só vez 
no dia. Sahiu no Diário de Pernambuco, n.^ 221 de 28 de Septembro de 1859, 
e ua Instrucção publica n." 3 de 2 de Janeiro de 1860. 

19) Bosquejo histórico da Parahiiba do Norte. — Sahiu no jornal litterario 
Alva, publicado na Parahyba, Typ. de José Rodrigues da Gosta 1850: com as 
iniciaes do nome do auctoj. 

SALVADOR JOSÉ DE BARROS, nome que não encontro mencionado 
na Bibl. de Barbosa. Ignoro por tanto as circumstançias que Ibe dizem respeito. 
— E. ou publicou: 

20) Vesengano de aUàcinados, caso horroroso, relação trágica e historia 
funesta do peregrino do inferno, um homem do demónio, ou um demónio feito 
homem, etc, etc. Traduzida da lingua italiana na portugueza. Lisboa, na Ofiic. 
Augustiniana 1773. 4.<^ de 24 pag. 

O nome do auctor, e a mençSo do opúsculo devem portanto accrescen- 
tar-se na referida Bibl. 

P. SALVADOR MARTINIANO, Presbítero da congregação do Orató- 
rio de Lisboa, cuja roupeta vestiu a 24 de Abril de 1714. Foi natural de Lis- 
boa, e m. a 7 de Fevereiro de 1754.— E. 

21) Oração fúnebre nas exéquias da ex.^ sr.* D. Theresa de Mendonça, 
condessa de Vimieiro, celebradas pelos padres da congregação do Oratório da 
praça de Extremoz. Lisboa, na Regia Offic. Siiviana 1740. 4.° 

22) Vida do glotHoso S. Camillo de Lellis, fundador dos derigos regulares, 
ministros dos enfermos. Escripta em italiano peio P. Sancho CicateUi. Lisboa, na 
Oflac. de Francisco da Silva 1747. 4.° de xiv-362 pag,— Sahiu sem o nome 
do traductor. 

SALVADOR MACHADO DE OLIVEIRA, de cujas circumstançias 
pessoaes nâo achei informaçCtes.— E. 

23) O prazer de Olisséa : drama aUegorico para se representar no theatro 
da rua dos Condes. Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1788. 8.° 
— Em verso. 

Yi com o seu nome outros dramas da mesma espécie ; porém faltou op- 
portunidade para extrahir a respeito d'elles as indicações convenientes para 
serem aqui mencionadas. 

SALVADOR TABORDA PORTUGAL, Doutor em Direito civil. Des- 
embargador da Casa da Supplicação, Enviado extraordidario á corte de Paris, 
indo substituir n'este cargo a Duarte Ril)eiró de Macedo, e alli se conservou 
como tal durante treze annos, até íálecer no de 1690. — Foi natural da villa de 
Penamacor. — E. 

24) Memorias dos successos (jue aconteceram em França, e na maior parte 
da Europa, no tempo que assisttu n'aqueUa corte com a occupação de Enviado 

13 • 



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196 SA 

do sereníssimo príncipe regente, depois rei D. Pedro TI, a el-rei chrislianisstmo 
Luís XIV, desde 1677 aU 1689. ' 

Doestas curiosas memorias, destinadas não para sahirem a publico, mas 
para estarem na secretaria de V. Magestade, como declara o próprio -auCtor na 
dedicatória que d'ellas fez a el<rei, existem varias copias inéditas em algumas 
livrarias de Lisboa, e uma no Museu Britanníco de Londres, como se vé a pag. 
289 do respectivo Cataiogo, dado recentemente á luz pelo sr. F. Figanière. Tam- 
bém em Coimbra o sr. dr. Ayres de Campos poâsue uma copia de boa letra, 
em 3 tomos de folio. Do que tudo me pareceu dar aqui noticia, com quanto a 
obra, na classe de manuscripta, não entrasse no desenbo primitivo com que fora 
traçada a planta do Diccionario, 

SAMUEL. (V. SemuelJ 

SAMUEL JACHIA, judeu portuguez, Rabbino, e Pregador naJSynagoga 
de Amsterdam, onde vivia na primeira metade do século xvir. — E. 

25) Trinta Discursos ou Varazos, apropriados para os dias solemnes : e 
da contrição e jejuns fundados na Sancta Lei. Anno 5389 (isto é, de Christo 
1629). 4.'' Sem logar de impressão, mas consta que fora estampado em Ham- 
burgo. 

António Ribeiro dos Sanctos afiirma ter visto um exemplar d'esta obra, 
sem comtudo indicar quem o possuia. Pela minha. parte náo achei noticia ou 
memoria de algum em logar conhecido; e o próprio nome d'este escriptor vai 
transcripto tal como o encontro nas Mem. da Litter, sagr. dos Judeus portugue- 
zes, do referido Ribeiro dos Sanctos. 

SAMUEL DA SILVA. (V. Semuel da SUvaJ 

SAMUEL DA SILVA DE MIRANDA, judeu portuguez, residente em 
Amsterdam, e differente do outro Samuel ou Semuel da Silva, de quem adiante 
tractarei. D'este nSo acho mais noticia, senSo a de que escrevera : 

26) Sermão no dia de paschoa em 5450 (A. de Ch. 1690). Impresso em 
Amsterdam, em 4.*» 

Parece que Ribeiro dos Sanctos vira um exemplar d'este raro opúsculo. 

SAMUEL USQUE, judeu portuguez, nascido em Lisboa, ao que parece 
nos princípios do século xvi. Comprehendido na proscripção geral dos heoreus, 
decretada por elrei D. Manuel, sahiu de Portugal em companhia de seu pae 
Salomão Usque, e de seu irmão Abraham Usaue. Dirigindo-se para Itália, as- 
sentaram a sua residência em Ferrara, onde Abraham Usque estabelecára uma 
celebre typographia, na qual imprimiu a famosa Bíblia castelhana, e outras . 
obras. — A data do falecimento de Samuel Usque, e mais circumstancias da sua 
vida são por ora ignoradas. — E. 

27) Nahom israbl, isto é. Consolação de Israel. — Consolação ás tribulações 
de ísrael, composto por Samuel Usque. Impresso em Ferrara, em casa de Abra- 
ham Aben Usque. Anno da creação 5313 (de Christo 1553), 27 de Septembro. 
8.^ de 270 folhas, e mais duas que comprehendem o Índice das matérias. Ca- 
racter gothico. 

Esta obra, dedicada a Dona Gracia Nasci, é formada de três diálogos, sendo 
interlocutores Ycabo, Numeo e Zicareo, que, segundo o auctor, significam o 
patriarcha Jacob, e os prophetas Nahum e Zacharias. É interessante por di- 
versos respeitos, e principalmente no que toca á historia dos sofTri mentos 
dos judeus ató o seu desterro de Portugal. Vô-se que o auctor pretendeu não 
só consolar a seus irmãos desterrados, mas firmar a religião judaica, e mostrar 
a injustiça do^ christãos, que a combatiam. O douto A. R. dos Sanctos nas 



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SA 197 

Mem. da LiU, sagrada das Judeus portuguezes no século xvi, inserta no tomo ii 
das da Academia, de pag. 406 a 414, dá do seu conteúdo uma idéa sufliciente, 
e transcreve o resumor ou summario das matérias comprehendidas em cada 
um dos três diálogos. 

Cumpre advertir, que ha d'este livro uma reimpressão feitasem Amster- 
dam, em caracteres redondos, e no formato de iâ.°, tendo porém o mesmo ti- 
tulo, data e dedicatória da edição de Ferrara; o que tem mduzido a erro al- 
guns bibliographos, que julgaram ser tudo uma só edição, por não se lhes of- 
ferecer meio de confrontar as duas, evidentemente distinctas pelo que fica dito. 
Qualquer das edições é rara. A obra foi, desde o seu apparecimento, prohibida 

Í^ela Inquisição de Hespanha (e também pela de Ponu^al), e incluida nos 
ndices expurgatorios, desde o primeiro até o ultimo publicado em 1790. 

De um exemplar, que existe na Bibliotheca Imperial de Paris, se serviu o 
sr. José da Fonseca para tirar os excerptos que da mesma obra inseriu nas suas 
Prosas selectas, pag. 152 a 161 da edição de Lisboa (vej. Diccionario, tomo iv, 
n.^" 3287). Um d^esses excerptos anda egualmente na minha Pequena Chresto- 
nuUhia portugueza, a pag. 6o. 

O commendador Francisco José Maria de Brito possuia também um exem- 
plar, como se vé do Catalogo da sua livraria (Paris, 1826), a pag. 76; talvez o 
mesmo, que ultimamente existia em Amsterdam em poder de Isaac da Costa, 
e que se acha mencionado no Catalogo da livraria d'este (a que tenho já por 
vezes alludido), pag. 94. 

Mal sei explicar a razão que houve da parte do collector do psendcy-Catalogo 
da Academia, tendo n'este incluido as obras de Gabriel da Costa, Samuel da Silva, 
e outros judeus portuguezes (as quaes de certo não viu) para omittir esta de 
Samuel Usque, e outras, que estavam no mesmo caso, mas que de certo roo- 
reciam bem a inserção, e que (para faltar todo o pretexto de desculpa) anda- 
vam já mencionadas por Barbosa na Bibl Quanto a mim, é mais uma prova, 
aliás desnecessária por sobeja, da incúria e desmazelo com que foi alinhavado . 
o Catalogo. 

D. SANCHO 9EANUEL DE VILHENA, Cónego da extincta Epeja 
Patríarchal de Lisboa, e filho de José Sebastião de Saldanha de Oliveira e 
Daun, de quem já fiz menção no seu logar. — N., segundo creio» em Lisboa, a 
11 de Junho de 1803. 

Foi um dos fundadores e primeiros redactores do jornal politico-legitimista 
A Na&Su), cujo n.'' 1.*" tem a data de 15 de Septembro de 1847. 

Não me consta que haja publicado algum escripto em separado. 

D. SANCHO DE NORONHA, OU de FARO, Clérigo secular, Commen- 
datario dos mosteiros de Ancede e Pedroso, Deão da Capella Real, e Bispo 
eleito de Leiria, dignidade em que não chegou a ser connrmado, por lhe so- 
brevir a morte em 1569. — E. 

28) fCJ Tractado moral de louuores e perigos dalguns estados secu^resj 
e das obrigações que nelles ha, com exortação em cada estado de que se tracta : 
composto por D, Sancho de Noronha. — Este é o frontispicio, que se acha or- 
nado com uma cercadura, e na parte superior as armas reaes portuguezas. 
No verso tem uma breve dedicatória ao príncipe D. João, filho d^el-rei D. João III; 
e no fim da obra vem a approvação d ellá, leita pelo dr. Fr. Martinho de Le- 
desma «per comissam do cardeal dom Anrrique Inquisidor môr em estes reynos 
de Portugcd» : e acaba com a seguinte subscrípção: «Foy impresso este pre- 
sente tractado em a muy nobre e sempre leal cidade de Coimbra per Francisco 
Corrêa, impressor do CoUegio Real : e acabouse a 4 dias do mes de Setembro 
anno de 15Í9. » 4.® de cxij íolhas. 

Doesta obra diz o erudito professor Pedro José da Fonseca : « que é escrí- 
pta com a pureza de linguagem ordinaría n'aquella edade, e em estylo grave 



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i98 SA 

e conveniente ao assumpto».— Os exemplares síTo raros. Teve rnn o advogado 
Rego Abranches; o qual comtudo n5o vi, nem outro até o presente: sendo as 
indicações que dou extrahidas dos apontamentos manuscriplos do P. José Cae- 
tano de Almeida, bibliothecario d'el-rei D. João V, em cuja livraria existia um, 
que pereceu no incêndio subsequente ao mnde terremoto. 

29) fCJ Tractado da segunda parte do Sacramento da Penitencia. Que he 
confissam. Com deteslçti^am dos sete peccados moriaes, E exortaçam das virtudes 
contrayras a elles, e modo pêra bem confessar. Coimbra, per Joam da Barreira 
e Joam Alvares. 1547. 4.<' de i03 pag.— É dividido em 47 capítulos. 

Está no caso do precedente, e náo é menos raro que elle. 

30) (C) Oração nas Cortes que o muito alto e poderoso rey D, João III de 
ghriosa memoria fez em Almeirim, no anno de 1544, quando diamou os Três- 
Estados para o juramento do príncipe D. João seu fiúio. — Esta Oração só se 
imprimiu com outras de D. António Pinheiro, Lopo Vaz, Francisco de Mello 
e (jonçalo Vaz, em um quaderno que consta ao todo de 26 quartos de papel 
sem numeração. Lisboa, jpor Joáo Alvares 1563. 4.° — D'elle teve um exemplar 
D. Francisco de Mello Manuel, que com os livros da sua livraria deverá ter 
passado para a Bibliotheca Nacional. (\. a Bihlioqr. Hist. áo sr. Figanière, 
n.M86.) 

31) (CJ SANGUSSllILC: REGINiC: ELISABETIfiC, Poeticum Certa- 
men dedicat & consecrat Academia Conimbricensis. — Conimbrica?. Typis & 
expensis Didacis Gomez de Loureiro 1626. 4.° de liv-183 pag.— Contém dis- 
cursos, sermões, e poesias, a maior parle em latim, e algumas portuguezas, 
hespanholas, e italianas. 

Acerca d'este livro encontrei no Jornal de Coimbra, n.« lxx\7, parte 2.*, 
as seguintes noticias, gue me parecem curiosas : 

ffNo claustro de 14 de Julho de 1625, chegando a noticia da canonisaçao 
da rainha S. Isabel, se determinou festejal-a, como era razílo; e se assentou 
que na sala da Universidade fizesse uma oraçSo latina o dr. Fr. Bento da Cruz, e 
se ordenasse um préstito á capella do Sancta Clara, onde estava o corpo da sancta ; 
* e que pregasse o dr. Fr. António da ResurreiçSo, e se consignasse premio para 
os que fizessem versos em varias línguas, arbitrando-se para isso 92:000 réis; e 
que os versos se fizessem nas linguas portugueza, castelhana, latina, grega e 
hebraica. — Imprimiram-se depois os versos, juntando-se-lhes outro sermão, 
que pregou o ar. Fr. Jorge Pinheiro, e uma oração latina, que fez o P. Bar- 
tnolomeu Pereira, da Companhia.» 

Os exemplares nao sâo communs; e uiji que possuo custou-me, se bem me 
recordo, 500 ou 600 réis. 

8ANGT0S DE TORRES, Professor de Cirurgia no Hospital do Todos 
08 Sanctos de Lisboa.— Foi natural de Cezimbra, e n. em 1676. Da sua morte 
nada sei. — E. 
Jt/a ^^) (^^ Promptuario pharmaco e chimrgico, em que se acharão limitados 

0$ pezos, quantidades, formas e disposições de muitos e sinfjnlares remédios simr- 
ples e compostos, etc. Lisboa, na Omc. dos herdeiros de António Pedroso Galrão 
1741. 4.«'— Ibi, na Offic. de Manuel Soares 1756. 4.° de xliv-160 pag. 

Este livro, escripto em estylo mui pouco polido, foi por seu auctor dedi- 
cado a N. Senhora do Cabo, cujo patrocínio elle invoca contra os zoilos; como 
se a máe de Deus tivesse alguma obrigação de proteger livros ruins, ou podesse 
fazer d'elles bons, quando o não sSol Não é fácil imaginar qual o fim útil que 
o auctor se propoz em tal composiçnlo, se não foi o de querer passar por es- 
criptor entre os do seu tempo. 

Apezar de mencionada no pseudo-Caíatoí/o da Academia, esta obra, que 
nSo diflBcilmente se encontra no mercado, corre por vilissimos preços. Creio 
que ha annos comprei um exemplar por 80 réis f 



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SA 199 

«? SANTIAGO NUNES RIBEIRO, Professor de Rhetorica e Poética 
no Collegio Imperial de Pedro II, e Professor particular de Philosophia; Sócio 
do Instituto Histórico e Geographico do Brasil. —Foi natural do Chili, e veiu 
ainda joven para o Brasil, arremessado pelas tempestades politicas aue se le- 
vantavam na sua pátria. Áhi completou os seus estudos, entrando depois na 
carreira do magistério, e tornando-se geralmente bem quisto de todos os que 
de mais perto podiam apreciar o seu talento e dotes do espirito, realçados 
pela modéstia, talvez excessiva, de que os revestia. De compleição melancólica, 
os estudos e dissabores da fortuna o lançaram mui cedo em um estado vale- 
tudinário, até que a morte houve de pôr termo aos seus padecimentos em 1848. — 
Vej. o seu elogio no dos sócios falecidos, recitado no Instituto pelo sr. M. de 
A. Porto-alegre, e inserto na Revista irimensal, vol. x\', paj;. 313 a 517, e um 
artigo do sr. dr. J. M. de Macedo, no folhetim do Jorna í do Commercio do 
Rio, anno xxxvi, n.° 348, de 18 de Dezembro de i8Gl.— E. 

33) Da nacionalidade da Litteratura brasileira. —Inserto na Minerva Bra- 
siliense, tomo i, pag. 7 a 23, continuado de pa^. 111 a 116: é escrípto com 
intelligencia, estudo e erudiçSo; comtudo, as suas idéas e doutrina nfto me pa- 
recem de todo exactas, e podem talvez contestar-se com argumentos proceden- 
tes.— No mesmo periódico, de que elle foi trtn dos fundadores, e por fim único 
redactor (vej. no Diccionario, tomo vi, o n." M, 1834), ha muitos outros arti- 
gos seus sobre diversos assumptos, e entre elles fragmentos de um poema in- 
titulado : A inatiguração do Quinto Império, no tomo i, pag. 47 a 51, e tomo n, 
pag. 400. 

34) Canto elegiaco á memoria do príncipe ifliperial, o sr.D.Affonso, etc. — 
Sahiu na Oblação do Instituto (vej. Diccionario, tomo vr n.»» 0, 1). 

35) SATISFAÇÃO QUE SE DÁ ao que a favor do Marquez de Gouvéa 
escreveram os Lentes, Bacharéis, etc. contra o direito solido de D. Pedro, etc, 
sobre a successão do estado e casa de Aveiro. Lisboa, 1667. Folio. (Vej. Bibiano 
Pinto da Silva.) 

Doesta obra vi um «exemplar na livraria de Jesus, com a numeração 704-7. 

• SATURNINO DE SOUSA E OLIVEIRA, Bacharel formado em 
Leis pela Universidade de Coimbra, Presidente da província do Rio-grande do 
Sul, Inspector da Alfandega do Rio de Janoíro, Deputado á Assembléa geral Le- 
gislativa, Ministro e Secretario d'Estado dos Negócios Estrangeiros em 1848, e 
Senador do Império pela província do Rio de Janeiro, de cuja cadeira não che- 
gou a tomar posse, porque a morte o impediu; Membro do Instituto Histórico 
e Geographico do Brasil, etc — N. no Córrego secco, no logar onde se edificou 
depois a cidade de Petrópolis, a 29 de Novembro de 1803, sendo seu pae Au- 
reliano de Sousa e Oliveira, coronel d'engonheiros. M., segundo a informação 

Sue obtive, em 1848.— Vej. o seu elogio, no discurso recitado em sessáo solemne 
o Instituto pelo orador, o sr. M. de A. Porto-alegre, inserto na Revista trimen- 
sal, vol. XV, de pag. 517 a 522.— E. 

36) Bosquejo histórico e documentado das operações militares na provinda 
do Rio^ande do Sul, durante a presidência do dr. Saturnino de Sousa e Oli- 
veira, pelo mesmo. Rio de Janeiro. Typ. Inip. e Con&t. de J. Villeneuve & C' 
1841. 8.0 gr. de 160 pag. 

• SATYRO MARIANNO LEITÃO, natural da província do Maranhão, 
6 filho de António José Leitão. Cursava, segundo creio, o quarto anno da fa- 
culdade de Mathematica na Universidade de Coimbra, quando, por se haver 
alistado no batalhSo académico, teve de emigrar em 1828, fazendo parte das 
forças constitucionaes entradas na Galiza. Ouvi que falecera no cerco do Porto, 
ou ainda antes. — E. 

37) Carta de um ex-^voluntario académico. Plymouth, na Imp. de Law 1828. 



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MO SC 

8."^ gr. de 15 pag. — É, como varias oatras publicações d'aqiielle tempo, uma 
invectiva, contendo amargas queixas contra o mau tractamento, exiguidade de 
recursos, e desprezos supportados pelos emigrados, durante o tem põem que ti- 
veram de permanecer no chamado d^sUo, ou barracão, que se lhes dera para 
seu alojamento na referida cidade. Sabiu com as letras iniciaes «S. M. L.» 

Tendo-se publicado como confutação a este escripto outro, anonymo, com 
o titulo : CarUu de Joú Fiddis da Boa-morte a seu compadre e amigo José da 
Vestia, acerca de uma Carta de certo txAufUario ou forçado académico, Ply- 
mouth, impresso por Nettleton,/0 auctor do primeiro redarguiu com o seguinte : 

38) Uuas palavras acerca da carta de José Fidelis da Boa-morte. Plymouth, 
nalmp. de Law 1829. S.*" gr. de 12 pag. 

De assumpto similbante, além de vários outros folhetos, vej. no Dio- 
dofusrio, tomo vi, os n.** M^ 1684; N, 61, etc, etc. 

39) SAUDADE (A) : publicação litteraria e instructitxi, instituída pelo 
Grémio ídtterario Português. Primeiro semestre. Rio de Janeiro, Typ. de For- 
tunato António de Almeida 1856. 4.'' gr. de iv~212 pag. — Volume u. Ibi, na 
mesma Typ. 1856. 4.» gr. de iv-198 pag.— Fo/ume iii. Ibi, na mesma Typ. 
1857. 4.*' gr. de iv-188pa£.— Começou em 5 de Agosto de 1855, e findou em 
8 de Fevereiro de 1857. Gomprehende muitos e variados artigos de diversos 
géneros, e entre elles grande numero de poesias. Foram príncipaes redactores 
e coUaboradores no decurso d'aquelle período os senhores: Bernardino Pi- 
nheiro, António Xavier Rodrigues Pinto, João Dantas de Sousa, Reinaldo Car- 
los Montoro, Delphim Augusto Maciel do Amaral, Manuel Leite Machado, todos 
mencionados na parte já impressa do Dicdonario, ou no respectivo Supple- 
mento final. Ao ultimo devo um exemplar que possuo d'esta coUecçSo. 

Sob os auspícios de uma nova empreza recomeçou em 15 de Abril de 1861 
a publicação d esta folha, com o titulo : A Saudade: periódico liUerario. Se- 
gunda serie. Primeiro volume, i.' e %" semestres. Rio de Janeiro, Typ. de Pi- 
nheiro & C* 1862. 4.0 gr. de 236 pag. O ultimo n.<> é o 25, datado de 23 de 
Março de 1862.— D'esta serie possuo também um exemplar, com que em 
nome da redacção tive a honra de ser brindado. Foram coUaboradores n'este 
segundo período, além dos srs. A. X. Rodrigues Pinto, e Reinaldo CaMos Mon- 
toro, iá mencionados, os srs. A. J. Carvalho Lima, A. dos Sanctos Soares, C. 
CasteUo-branco, Constantino J. de Azevedo Lemos, E. R. Cândido de Lemos, 
F. X. de Novaes, J. E. de Lima, J. J. do Patrocínio Costa, J. A. de Abreu 
Moura, J. A. dos Sanctos Cortiço, J. Coelho Lousada, J. Yeiloso d'Almeida 
Campos, J. V. da Silva Azevedo, V. S. Pereira, etc. etc. 

Corre em via de publicação o tomo ii, do qual vi em tempo o n.*" 1, de- 
vido á obsequiosa complacência dos meus bons amigos, os srs. Mello Guimarães^ 
em razão de conter matería de maior interesse para o auctor do Dicdonario 
Bibliographico. (Vej. no presente vol. o n.^' R, 135.) 

8CHELE1IO DE OLIVEIEA (assim chamado por Barbosa na Bibl.J, 
judeu portuguez, Mestre na Synagoga de Amsterdam, e falecido na mesma ci- 
dade em 1708. — Além de outras obras, mencionadas pelo mesmo Barbosa com 
os titules em portuguez, mas que, sej^undo me persuado, serão provavelmente 
escríptas em castelhano, publicou mais as seguintes, conforme o referido biblio- 
grapho: 



40) Lexieon Hebreo-Lusitanum. Amsterdam, 1682. 

«) "■ 



Manus, sive instrumentum lingucB. Ibi, 1689. 8.<> — É, diz-se, uma 
grammática hebraica escripta na lingua portugueza. 

António Ribeiro dos Sanctos tracta porém d'este auctor, sob o nome de 
Salomão ou Selemoh de Oliveira; e assim mesmo vem nomeado no Catalogo 
da livraria de Isaac da Costa, já por vezes accusado no Dicdonario. (Vej. pois 
adiante no artigo Selemoh o mais que lhe diz respeito.) 



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SE m 

D. SEBASTIÃO^ decimo-sexto Rei de Portugal, nascido posthumo em 
Lisboa, em 20 de Janeiro de 1554. Assumiu o governo do reino em 20 de Ja- 
neiro de 1568. Perãeu-se na batalha de Alcacer-quibir em 4 de Agosto de 1578. 
— Para a historia da sua vida e reinado vej. no Diccionarw, tomo vi, o n.*' M, 
1274, e as outras obras que ahi mesmo vSo mencionadas. Vej. também no dito 
volume, o n.« O, 12 : e no tomo in, n.®* J, 628 e 629. E ultimamente a His- 
toria de Portugd, etc. do sr. Rebello da Silva, no tomo i, etc. — Escreveu 
aquelle desventurado monarcba as seguintes composições : 

42) Copia da Reposta da mão Del-rey Nosso Senhor a hOa reffosta ddrey 
de Castella sobre a empreza em Africa (cuja síibstancia vay aqui referida á 
letra): a que S. A. respondeo em Coruche a cinco de Janeiro de 7o. — Sem desi- 
gnado do iogar, nem do anno da impressão. 4.*^ de 24 pag. sem numeração. 
— Diz-se que na Bibliotheca Nacional na um exemplar, na coUecção de papeis 
vários, numero 4-16. — Sahiu reimpressa esta Reposta no tomo iv, liv. 2.° 
cap. l.« das Memorias de Barbosa Machado. 

43) Relação da primeira jornada que fez a Africa no anno de 1574. — Só 
se encontra impressa no fim do tomo iv das citadas Memorias de Barbosa. 
N'estas, e na Historia Sebastica de Fr. Manuel dos Sanctos vem também mui- 
tas cartas escríptas pelo mesmo rei, ou de seu mandado, e dirigidas a diver- 
sas pessoas etc. 

P. SEBASTIÃO DE ABREU, Jesuita, Doutor em Theologia pela Uni- 
versidade de Évora, da qual foi Cancellario. — N. na villa do Crato, no Alem- 
tejo, e m. com 80 annos de edade a 18 de Outubro de 1674. — £. 

44) fCJ Vida e virtudes do admirável P. João Cardim, da Companhia de ffij^* 
Jesus, Évora, na Offic. da Universidade 1659. 4.*' de xxii (innumeradas)-439 /^.//«r 
pag. com um retrato do P. Cardim gravado a buril. 

Tenho um exemplar doeste livro, que é raro, comprado ha annos por 800 
réis. (Vej. no Supplemento o artigo P. Fernão Cardim,) 

SEBASTIÃO DE ALMEIDA E BRITO, Bacharel formado em Di- 
reito pela Universidade de Coimbra, Advogado na Relação do Porto; Membro 
da Junta organisada na mesma cidade em 10 de Outubro de 18i6 com o titulo 
de Provisória do Governo Supremo do Reino, e n'ella encarregado da repar- 
tição dos negócios da justiça. — É natural de Castello-Rodrigo, e n. em 1799. 
Vej. a seu respeito uns breves AporUamenios biographicos pelo sr. M. 6. Branco, 
na MiseeUanea Litteraria, tomo i, pag. 113 a 116; e também o livro aue se 
intitula Os dous dias de Outubro j ou historia da prerogativa, por D. João (['Aze- 
vedo, pag# 34, etc. — E. 

45) AUegação juridica na demanda em que contendem João Ferreira Ri- 
beiro Pinto Rangel e Christovam Pinto Barreiros, contra António José de Oli- 
veira e Silva, e em favor d'este deduzida nos autos. Porto, Typ. Commercial 
Portuense 1841. 8.<> gr. de 31 pag. — É esta AUegação terceira parte de um 
opúsculo, que tem por titulo : A Calumnia desmascarada, ReftUaáu) ao folheto 
intitulado «Breve exposição» com que se sahiu João Ferreira tiibeiro Pinto 
Rangel Dias de Sampaio, offerecida aos cidadãos jurados, que hão de compor o 
tribunal de facto, na cavsa de annuUação de testamento, em jueo dito é auetor, 
e réo António José de Oliveira e Silva, Porto, Typ. Commercial Portuense 1840. 
8.» gr. — A primeira parte com 59 pag., e a 2.* com 47 ditas. 

46) Processo crime de D. Miquelina Adelaide Ferreira de Figueiredo, e 
discurso ^ferido em seu favor perante a Relação do Porto, Porto, Typ. de 
Faria Guimarães 1842. 8.<» gr. de 22 .pag. — Em attenção a este discurso a As- 
sociação dos Advogados de Lisboa enviou para logo ao auetor o diploma de 
seu sócio, qualifícando-o de jurisconsulto distincto por sua litteratura, e pedin- 
do-lhe uma copia autographa da mesma AUegação, para ficar devidamente guar- 
dada no seu archivo. 



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m 3E 

47) AUegação offereeida perante a Rdaçõo do Porto por parle do Conde 
do Farrobo, na demanda sobre o ágio, em que litiga com Lirw Silveira, e Manuel 
Joaquim Pimenta Sf C." Porto, Typ. da Revista i'846. 8.° gr. de 23 pag.— Vej. 
no presente volume o n.° Q, 5. 

48) AUegação jurídica em que se discute a matéria de prescripção na causa 
de filiação, intentada por Carlos Marinho contra D, Anna Joaquina Xavier da 
Moita e outros. Porto, Typ. de Faria Guimarães 1848. — Nâo a pude ver, neni 
tão pouco as que se seguem. 

49) AUegação de direito em favor de D. Tkeresa de Jesus da Fonseca e Oli- 
veira, na causa de nuUidade de matrimonio, que lhe move D. Felicidade Per- 
petua de Azevedo. Porto, Typ. de Sebastião José Pereira i85o.— (Vej. no Dtc- 
donario, tomo ii, o n." F, 700.) 

50) AUegação de direito na causa pendente por appeUação entre o cessioná- 
rio das francezas Josephina Lechaire e irmãs, e as Misericórdias de Coimbra e 
Extremoz. Porto, Typ. de Sebastião José Pereira 1856. 

Algumas datas das que iicam indicadas vom transcriptas inexactamente 
nos Apontamentos do sr. Bernardes Branco, supramencionadas. E também nâo 
vejo ahi incluídos os opúsculos seguintes, de que hei noticia, e do segundo coq- 
servo um exemplar : 

51) Allegações de direito na causa entre partes José António Teixeira Bar- 
bosa, e as M i ser iòor dias de Coimbra e Extremoz : por António Videira e Sebas- 
tião de Almeida e Brito. Porto, Typ. de A. J. da Silva Teixeira 1857. 

52) Meia palavra ás «Duas palavras,» ou A bon entendeur demi-moL Porto, 
Typ. Commercial 1852. 8." gr. de 13 pag. — Serve de resposta a outro opús- 
culo, descripto no Diccionario, tomo i, n.® A, 407. 

Tem alguns artigos na Gazeta dos "Mbunaes, e em jomaes do Porto Dis- 
cursos contra o Nacional, em defeza de Rodrigo da Fonseca Magalhães, etc. 

SEBASTIÃO DE ANDRADE CORVO, ou SEBASTIÃO CORVO 
DE S. VICENTE, Doutor e Lente cathedratico da faculdade de Mathematica 
da Universidade de Coimbra, e Director da Academia do Porto. Tendo sido 

Í primeiramente religioso na Ordem de S. JoSo de Deus, passou depois a ser 
reire professo na militar de Christo, cujo convento em Coimbra habitou só por 
espaço de alguns annos. — Affirma-se que seguira n'outro tempo com entnu- 
siasmo as doutrinas libcraes; porém que, chegada a revolução de 24 de Agosto 
de 1820, pretendera fazer parte da Junta Provisória do Porto, como represen- 
tante da Universidade, o que não conseguiu, sendo-lhe preferido Fr. Francisco 
de S. Luís; e que o despeito causado por essa preferencia o levara a lançar-se 
com cgual ardor no partido contrario, praticando pelo tempo adiante alguns 
excessos que provocaram a sua exclusão da Universidade em 1834. Comtudo^ 
uma testemunha insuspeita n'este caso, qual devemos considerar o sr. dr. Simão 
José da Luz, nas Revelações, pag. 299 e seguintes, fala d'elle com louvor, e 
o appellída «um dos mais dignos e respeitáveis lentes, que n'aqueUe tempo 
tinha a faculdade de Mathematica» ; e conta ahi mesmo a seu respeito anecdo- 
tas curiosas. — Diligenciei obter noticia certa das datas do seu nascimento o 
óbito; porém não foi possivel achal-as até hoje. — Soube apenas que nascera 
na cidade do Porto, e tivera por pae Francisco Maria de Andrade Corvo; que 
se matriculara no primeiro anno do curso philosopbico da Universidade em 
1799, apresentando então certidão de baptismo e outros documentos, que de- 
pois lhe foram entregues por despacho de 13 de Outubro do mesmo anno, não 
existindo por isso no archivo competente. Consta que morrera na província do 
Minho pelos annos de 1840, pouco mais. ou menos. — E. 

53) Nota sobre as propriedades das linhas trigonométricas. Coimbra, na 
Imp. da Univ. 1825. 4.° de 30 pag. 

54) Nota sobre a dizima periódica, com breves noções do method^) de ea?- 
haustão. Ibi, na mesma Imp. 1825. 8.<> de 20 pag. 



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SE S08 

55) JYòto sobre o livro Vde Euclides, e particulannerUe sobre a definição. 
Ibi, na mesma Imp. 1825. 8." de 16 mg. 

Recordo-me de haver consultado com proveito estes três opúsculos, que 
, obtive de empréstimo no primeiro anno do men curso mathematico (1830 a 
1831) : porém nSo conservo exemplar de algum d'elles, nem sei que se encon- 
trassem jamais á venda em Lisboa. 

Dizem-me que Sebastião Corvo compuzera um Tractaâo, ou Elementos 
de AHthmetica, para uso da sua aula; porém que náo sendo a obra approvada 
pela Faculdade, desistira de imprimil-a. Deixou muitas poesias satyricas, que 
segundo me consta se conservam em collecções manuscriptas nas mãos de al- 
guns curiosos. Pela minha parte não consegui vel-as até agora. 

FR. SEBASTIÃO DE SANCTO ANTOIVIO, Franciscano da provin- 
cia- da Arrábida, Pregador e Mestre na sua província, etc. — N5o consta da 
Bibl. Lus. a data do nascimento, e só sim que fora natural de Lisboa, filho de 
Manuel de Sousa Campello, e de Joanna Galvóa, e que professara o instituto 
de S. Francisco em edade adolescente, no convento de Mafra, a 12 de Abril 
de 1737. Tão pouco pude apurar a data do seu óbito; constando apenas vaga- 
mente de antigas tradições, que morrera nos últimos annos do século passado, 
nSo podendo vencer, dizem, o desgosto que intimamente o magoara, por não 
ser-lhe possível obter em capitulo os suffragios para provincial, logar que muito 
ambicionava. — E. 

56) Ensaio de Rhetorica conforme o methodo e doutrina de Quintiliano, e 
as reflexões dos mais celebres modernos que tractaram doesta matéria. Lisboa, 
na Offic. Luisiana 1779. 8.» de iv-240 pag. 

57) Conversações familiares sobre a eíoquenciQ, do ptdpito. Lisboa, na Offic. 
de Miguel Manescal da Costa 1762. S,^ de xxiv-496 pag. — Sahiu com o nome 
de Um religioso da P. de S. M. da A, 

Esta obra nada tem de commum com os Diálogos sobre o mesmo assumpto, 
que se imprimiram traduzidos de Fenelon. O auctor da Gazeta Litteraria fez 
d'ella uma extensa e ordenada analyse no quaderno de Junho de 1762, e ahi 
diz: «Que ella nos mostra que quando um escriptor, por um estudo serio se 
senhoreia inteiramente da matéria de que tracta, faz parecer que é novo aquillo 
mesmo que tem sido discutido infinitas vezes. Divisa-se na obra uma grande 
litteratura, uma noticia dos melhores auctores, e uma critica judiciosa, que 
caracterisa bem o júizo do seu auctor, o qual soube tractar magistralmente do 
seu assumpto, etc.» 

58) Sermões do P, M. Fr. Sebastião de Sancto António, dados á luz por •/útc 
José Rodrigues Torres. Tomo i. Segunda impressão, accrescentada com cinco sei'- 

mões. Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1779. 8.*» de vn-579 pag. — Tomo ir, Ibi, na 
mesma Offic. 1784. 8.° de vi-520 pag. 

A propósito d'estes sermões, lá-se no Motim Litterario de José Agostinho 
de Macedo, tomo i, pag. 103: «Gemem as estantes das velhas bibíiothecas com 
enormíssimos bacamartes de milhões de Sermonarios: pois d'estes, e entre estes 
até aos nossos dias, não conheço um homem mais eloquente, tn ais sisado, mais 
natural, e de maior delicadeza e tacto oratório, que o religioso arrabído Fr. 
Sebastião de Sancto António. Não sei porque motivo este grande homem tenha 
vivido tão ignorado I Ha uma grande analogia entre a fortuna dos homens, e a 
fortuna dos livros: ha homens sem mérito nomeados e famosos; outros que 
merecem a immortalidade, vivem obscuros e morrem ignorados : assim são os 
livros!»— E não é este o único logar em que Macedo se compraz de mostrar 
o elevadíssimo conc'eito que lhe mereciam os discursos oratórios do nosso ar- 
rabido. Varias outras passagens no mesmo sentido poderiam ser aqui citadas, 
se o (jue fica dito não fosse mais que sufficiente, 

59) Ensaios de Eloquência sobre diversos assumptos interessantes. Lisboa, * 
na Regia Offic. Typ. 1791. 8." de iv-463 pag.— Sahiu este livro anonymo; 



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2M SE 

porém soube de boa fonte ^que fora Fr^ Sebastião o seu auctor. A casa dos srs. 
Bertrand, proprietária da ediçfto, conserva ainda em ser bastantes exemplares, 
para justincar, se precisa fora, a judiciosa reflexão do P. José Agostinho acima 
transcripta, acerca da sorte dos auctores e dos livros. 

P. SEBASTIÃO DE AZEVEDO, Presbytero da congregação do Òra~ 

' tório, cuja roupeta vestiu na edade da adolescência a 15 de Outubro de 1689. 

— Foi natural de Sacavém, e m. a 26 de Septembro de 1731. --E. 

9 z. /» 60) Céo myslico ; a (jbriosissima senhora saneia Anna, mãe da mãe de Deus 

J-âl» e avó de Chrislo; cuja mda, virtudes e exceUencia escreve e iUustra com doutri- 

*^- V • nas moraes, e elogios panegyricos, etc. Lisboa, por António Pedroso Galráo 1725*. 

4." de xx-600 pag. 

SEBASTIÃO BETTAMIO DE ALMEIDA. — Fica bem a meu pezar 
este artigo reservado para o Supplemento fmal, por me faltarem ainda as espé- 
cies necessárias para o preencher. 

As razões aa impossibilidade silo as próprias já por vezes produzidas no 
Diccionario, v. g., no tomo iii, pag. 216, lin. 17 e seguintes; e pag. 341, lin. 44 
e seguintes, etc, etc— Vej. também, para mais completa justincaçilo, o que 
digo recentemente no tomo vi, pag. 2oo, da lin. ^2 em diante, e aue tem ap- 
plicação geral e immediata a escnptores contemporâneos, cujos trabalhos andam 
disseminados no vastissimo campo das folhas periódicas litterarias e politicas, 
publicadas em Portugal nos últimos annos. 

SEBASTIÃO GESAA DE MENEZES, Clérigo secular, Doutor em Di- 
reito Canónico; Desembargador do Paço; Conselheiro d'Estado; nomeado su&- 
cessivamente Bispo das dioceses do Porto e Coimbra, e Arcebispo de Braga, e 
ultimamente Inquisidor geral em 5 de Janeiro de 1665. — Cahindo em fim no 
desagrado da Corte, retirou-se para a cidade do Porto, onde m. a 29 de Ja- 
neiro de 1672. — Foi natural de Lisboa, porém não consta a data do seu nas- 
cimento. — Yej. a seu respeito a Aníi-catastrophe, impressa modernamente, 
pag. 202 a 205, e o Mappa de Portugcd de J. B. de Castro, no tomo ii, pag. 
232. — E. 
/.*//• 61) (C) Summa politica, offeredda ao príncipe D. Theodosio nosso senhor. 

Impressa por ordem do doutor João Pisarro, capellão ds Sua Magestade, Lis- 
boa, por António Alvares 1649. 12.° de x-188 pag. — E segunda vez, Ams- 
^ JT»' - terdam, na Typ. do SimSo Soeiro, Lusitano, 1650. 12.«— Havia sido primeiro 
^ ^"^l composta pelo auctor originalmente em latim, e n'essa lingua se imprimiu 
^' ' também em Amsterdam no referido anuo de 1650. 

O editor Joáo Pisarro diz: «Que sem embargo de que esta Summa poli- 
tica se imprimiu pela segunda vez sem licença do seu auctor, como pela pri- 
meira se publicara contra sua vontade, é porém agora verdadeiramente copia- 
da do seu original».— E com effeito, comparando as duas edições de Lisboa e 
Amsterdam, acha-se que diíferem consideravelmente entre si. 

Sahiu também (copiada d^ edição de Amsterdam) no tomo iii da PhHoso- 
phia de Principes, pubhcada por Bento José de Sousa Farinha. (Vej. no jDicc. 
tomo T, n.» B 125) 

Estylo claro, profundidade de conceitos, agudeza e concisão, reunidos a 
perspicácia e nervosa elegância, formam, no juizo de bons entendedores, o ca- 
racter d'esta obra. Os exemplares da primeira e segunda cdiçilo poucas vezes 
se encontram de venda. O seu preço tem variado, segundo creio, de 480 a 720 
réis, e talvez mais. 

FR. SEBASTIÃO DE SANCTA CLARA, Missionário do extincto se- 
minário de Vinhaes. — Y^m no Sfipplemenlo final o artigo Fr, António de Je- 
sus, — E. i 



.4^ 



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SE 205 

62) Voz da verdade aos portugiíeses, seduzidos pela mentira. Opúsculo 
impresso, segundo creio, em 1836, e que provocou era resposta um Exame 
critico, publicado ao que parece no mesmo anno. Nem um,, nem outro escripto 
me foi possível ver até o presente, para reproduzir aqui as suas indicações. 

SEBASTIÃO CORVO. (V. Sebastião de Andrade Corvo,) 

P. SEBASTIÃO DO COUTO, Jesuíta, Doutorem Theologia, e Lente na 
Universidade de Évora. — Foi natural de Olivença, pertencente então a Por- 
tugal, e m. a 21 de Novembro de 1639, com 72 annos d'edade. — E. 

63) Sermão no ado da fé, qae se fez em Lisboa a ik de Março de 1627. 
Lisboa, por Pedro Graesbeeck 1627. 4.'' De 21 folhas numeradas pela frente. 

Das suas obras escriptas em latim, procure-se a noticia na Btbl, de Bar- 
bosa. 

«? SEBASTIÃO FABREGAS SUBIGUÊ, nascido ao que posso jnl- 

rem Héspanha, ou na America, e brasileiro adoptivo. Parece que estava já 
residência no Brasil antes de 1808, e tendo>se ensaiado em differentes in- 
dustrias, era em 1838 proprietário da Typ. Commercial Fluminense no Rio de 
Janeiro. — Publicou : 

64) Almanach geral do império do Brasil, no anno de 1838. Rio de Ja- 
neiro, Typ. Comm. Fluminense de S. F. Surigué 1838. 12.» gr. de l-396 pag., 
com o retrato de S. M. o senhor D. Pedro II, e uma planta da cidade do Rio 
de Janeiro. 

Creio ser este Almanach a primeira obra do seu género, que sahiu á luz no 
Brasil. Tem additamentos, comprehendidos no mesmo volume, e continuada a 
mesma paginação, os auaes chegam até 1841. A empreza nSo continuou, que 
eu saiba, além d'esta aata; sendo logo no anno de 1844 vantajosamente sub- 
stituída pela dos srs. E. & H. Laemmert, que n'esse anno começaram a pu- 
blicação dos seus Almanachs, (Vej. no D ice., tomo i, n.** A, 242.) 

• SEBASTIÃO FERBEIRA SOARES, natural da província de S. Pe- 
dro do Rio-grande, e nascido na comarca de Piratinim em zl de Abril de 1820; 
filho de Francisco Ferreira Soares e de sua mulher D. Francisca Tertuliana da 
Costa. Concluídos no Rio de Janeiro os estudos de humanidades, que começara 
na sua província, frequentou e concluiu egualmente nos annos de 1835 e se- 
guintes o curso de sciencias physico-mathematicas na Eschola Militar, não po- 
dendo graduar-se, porque na mesma Eschola só se começaram a conferir eraus 
por virtude da reforma effectuada em 1842. Depois de prestar em Porto-aíegre 
serviços militares como engenheiro, durante a revolta de 1839, fazendo parte 
das forcas imperiaes que em fim a comprimiram, entrou na Thesouraria da Fa- 
zenda da mesma província, nomeado em concurso para o logar de terceiro Es- 
crípturarío. Ahi foi gradualmente promovido até o de Chefe de secçSo, sendo 
em 18o2 transferido para o Thesouro Nacional, e elevado em 1859 a Chefe de 
secção, d'aquella repartição suprior, passando depois a servir como Sub-dire- 
ctor das rendas. É desde 1850 Membro do Instituto Histórico e Geographico 
do Brasil, servindo-lhe para titulo de admissão uma extensa Memoria nisto- 
rico-estatistica da provinda de S. Pedro, que oflereceu manuscripta, e cuja 
impressão se tem demorado até hoje* em razão de tornar-se consideravelmente 
dispendiosa a dos mappas e cartas que a acompanham. (Vej. a Revista trimen^ 
sal, vol. XVI, pag. 587.) 

Dedicando-se com assiduidade aos estudos económicos, estatísticos e finan- 
ceiros, tem por vezes emprehendido e elaborado trabalhos importantes n'estes 
ramos, dos quaes ficaram uns incompletos por falta de recompensa e anima- 
ção da parte do governo; outros existem sepultadOB nos archivos das secreta- 
rias doestado; e alguns téem sido publicados, como em seguida se verá. 
ft . 

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ao6 SE 

65) Tratado de Escripturação mereatUil por partidas dobradas, mb- 
cado ás finanças do Brasil, Porto-alegre, na Typ. do Correio, 4Íe Pomat^ iaSL 
4.^ de d9 pag. — O methodo ahi proposto foi, segundo consta, adoptado b% 
Thesouraria provincial de S. Pedro, e etn outras do império. Como ampiiaçli 
doesse trabalho, o auctor escreveu e apresentou ao Ministro da Fazenda em lt$dl^ 
um Plano de reforma da contabilidaae do Thesouro Nacionai, em que procunMk 
demonstrar que o governo poderia obter melhores serviços com uni nuir.cri' 
de empregados eguaf, se tanto, a metade do qtie exige o systema comjplicado di 
escripturação actualmente em vigor. Este trabalho permanece inédito até u 
presente. 

66) Serie de xxiv artigos, com o titulo A joroducção agrícola no BraaL, 
— Sahiram publicados successi vãmente no Jomcà do Ovnmercio do Rio de J»?, 
neiro, anno xxxv, na secção dos «cCjommunicados» começando em o n.* 21 (b"' 
21 de Janeiro de 1860, e terminando o ultimo em o n."" i48 de 29 de Maio do 
mesmo anno. 

67) Notas estatisticas sobre aproduccão agrícola, e carestia dos géneros 
alimenticios no império do Brasil, Rio de Janeiro, Tji). Imperial e Constit di 
J. Villeneuve & C* 1860. 8.» gr. de 366 pag., e mais duas de indice e erratai 

Esta obra, que o auctor dividiu em trinta capítulos, encerra em si muito 
roais do que o titulo enuncia. Fructo de longas e estudiosas indagações, acbant-se 
n'ella intermeiadas com a narrativa de factos, as considerações que d^elles se 
deduzem, e com as quaes o auctor tracta de pór em evidencia que o movimento 
da industria agrícola no Brasil, longe de acnar-se estacionário ou retrogrado, 
como alguns téem graciosamente supposto, se encaminha de contrario para o 
seu aperfeiçoamento, e indica futuros augmentos de prosperidade e riqueza: 
combatendo ao mesmo ten^ipo a opinião falsamente propalada dos que viam on 
ainda vêem na escravatura amencana o único elemento capaz de engrandecer 
o Brasil, desinvolver os seus recursos industriaes e animar o seu commercio. 

68) Histórico da Companhia industrial da estrada de Mangaratiba, e aím- 
lyse critica e economic/i dos negócios d'esta companhia. Rio de Janeiro, Typ. Na- 
cional 1861. 8.*» gr. de vin-300 pag. e mais três de indice. 

Weste trabalho se contém a «narração das diversas phases por que passou 
aquella importante associação industrial, desde que foi assignado o coutracio 
com o seu emprezarioem 26 de Fevereiro de 18d5, até que se declarou no es- 
tado de falência em 13 de Outubro de 1860»; ao oue se ajuntam muitas espé- 
cies instructivas, e reflexões úteis relativas ao estaao económico do paiz. 

69) Histórico da fabrica de papel de Orianda, ou a defesa do dr. Guh 
Iherme Schuch de Capanema. Bio de Janeiro, na Typ. Universal de Laemmert 
1860. 8.« gr. de 81 pag. 

Possuo exemplares das três ultimas obras, devidas á generosidade <lo seu 
illustrado auctor. 

70) Considerações, sobre a historia, para firmar a iheoria da divisão do 
trabalho, e chamar ao grémio da eivUisação os aborígenes do Brasil. — Sahiram 
na Revista Popular do Bio de Janeiro, tomo xv, a pag. 13 e 100. 

O auctor tem muitas outras producções disseminadas pela imprensa po- 
litica do império, concernentes a sustentar a superioridade e exceilencia m 
instituições monarchico-representativas sobre as doutrinas democráticas, ou a 
promover os melhoramentos e interesses económicos e sociaes da sua naçâa 
roi em 1841 coliaborador da folha Correio Commercial; em 1844 seguinte do 
Imparcial, Correio do Sul e Mercantil, todos de Porto-alegre; e nos annosòe 
1850 e 1851 teve a seu cargo a direcção do Correio do Sid até que sahiu da pro- 
víncia para vir exercer na corte o seu novo cargo. 

Também em 1857 sustentou no Correio Mercantil do Rio (em artigos ru- 
bricados com a simples inicial «S» do seu appellido) a liberdade bancaria,' 
procurando demonstrar a necessidade de tal instituição como auxiliar da la- 
voura. 



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SE 307 

Distíopiem-se entre os seus escríplos inéditos os Apontamentos para a hiS" 
tria financeira do BrasU, desde a sua independência até 1B55, obra escripta, 
><gundo se diz, accurada e minuciosamente, e dividida em três partes : 1.* Da 
ivida publica : 2.* da despeza : 3.* da contabilidade fiscal, e das reformas e 
idhoramentos de que ella carece : cujo autographo escripto em papel de Hol- 
ioda, e contendo para mais de 600 paginas, foi entregue a S. M. Imperial em 
857.— É um poema em versos bendecasyllabos soltos, de que vi alguns ex- 
erptos, inspirado pelos dissabores de uma injusta preterição, e que até agora 
io quiz imprimir, apezar de ser para isso instado por alguns amigos. 

Além de. Sócio eífectivo do Instituto Histórico, é também membro, efun> 
bdor do Qub dos Guarda-livros, associação que tem por fim o estudo dos re- 
gulamentos e legislação commercial nos diversos paizes, e da theoria e pratica 
do eonunercio no Brasil. 

SEBASTIÃO BA FONSECA £ PAIVA, Mestre da Capella da infanta 
IX Catharina, rainha de Inglaterra, e depois Freire professo na Ordem militar 
de S. Tiago, Sócio da Academia dos Singulares de Lisboa, etc. — Foi natural 
de lisboa, e m. com HO annos de edade no convento da sua Ordem em Palmella 
Doanno de 1705. — E. 

71) A Soneto António alistar-se por soldado. RedondUhas, NSo tem indica- 
do de logar, nem anno. 4.<* de 12 pag. (Parece que a edição é de 1665.) — 
Sem o Dome do auctor. Ha do mesmo opúsculo outra edição, que eu possuo, 
bem como a referida; e ainda uma terceira, feita por industria de Luis António 
Alfeiráo, com mudança no titulo, aue diz : Redondilhas e romance a Sancto An- 
tónio de Lisboa, alistando-se por soldado. Lisboa, por António Vicente da Silva 
Hôl 4.0 de 16 pag. — Também anonyma. 

72) Relação dedicada á sereníssima senhora Rainha da Gran-Bretanha, 
da jornada que fez de Lisboa até Portsmoutk, Londres, por J. Martin, J. AUes- 
If) & Tb. Dicas 1662. 4.° — É um romance em versos octosyllabos, que consta 
àè duzentas coplas. 

73) Relação dedicada á magestade de Carlos e Çatharinay reis da Gran- 
htíanha, da jornada que fizeram de Portsmoutk até Anloncourij e entrada 
àe ímdres. Ibi, pelos mesmos. 1662. 4.« 

74} Relato das festas do pcdado, e grandeza de Londres, dedicada á se- 
reníssima Rainha da Gran-Bretanha. Ibi, pelos mesmos 1663. 4.*» — É um ro- 
Dianfô de cento septenta e nove coplas. 

75) Appiatísos festivos, e solemnes triumphos com que os heroes porluguezes 
cmraran o casamento dos monarchas D. Affonso VI e D. Maria Francisca 
liM de Sabóia. Lisboa, por António Craesbeeck de Mello 1667. 4.°— Com- 
ptehende três silvas e um romance. 

. 76) Relação da feliz chegada da serenissima senhora D. Maria Sophia, 
múa de Portugal, a ddade de Lisboa, e descripção da ponte da Casa da índia. 
usboa, por Domingos Carneiro 1687. de 10 pag. 4.^-— É uma silva njuito 



77) Segunda parte da relação do^ tviumpko que fez a cidade de Lisboa, 
9^^do 0$ monarchas de Portugal foram á Santa Sé a esta corte, e noticia dos 
^rcos trnmphaes. Ibi, pelo mesmo 1687. 4.'»— Consta de uma silva e um ro- 
i&aiice. 

7^) Rdação da pompa funercd com que o convento de Palmella celebrou as 
^&^i(u da serenissima rainha D. Maria Sophia Isabel de Neoburg. Ibi, pelos 
wrtoos de Domingos Carneiro 1699. 4.» 

w ^'í^^w*^ ^* Singulares (Vej. Dicdonario, tomo i, n.° A, 9), vem 
«Dibem varias composições do mesmo auctor. Poeta da eschola bespanhola, go- 
sou no seu tempo de grande nomeada, e por vezes foi eleito presidente d'a- 
í^eila aasodaçâo. Ignoro a razão porque os seus versos avulsos deixaram de 
^t luchidos no pseuáo-^kUalogo da Academia. 



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208 ' SE • 

SEBASTIÃO FRANCISCO DE MENDO TRIGOSO, Fidalgo da Casa 
Real, Bacharel formado em Pbilosophia pela Universidade de Coimbra, Tenente- 
coronel do regimento de Voluntários reaes de miliciàs a cavallo de Lisboa (corpK) 
qae não chegou a organisar-se completamente em 1809, ficando depois substi- 
tuido pelo de Voluntários reaes do commercio); Censor régio da Meza do Des- 
embargo do Paço; Membro daCommissão de censura nomeada em Septembro 
de 1820; Sócio e Secretario da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. — 
N. em Lisboa a 18 de Maio de 1773, sen^lo filho primogénito de Francisco 
Mendo Trigoso Pereira Honiem de Magalhães, 6 de D. Antónia Joaquina The- 
reza de Sousa Morato, ambos de linhagem illustre. Tendo frequentado o curso 
de estudos secundários como alumno do CoUegio real de Nobres, passou a roa- 
tricular-se na Universidade, onde fez a sua formatura em 9 de Julho de 1792. 
Em 1811 foi admittido Sócio da Academia, sendo pouco depois eleito Vice-secre- 
tario. Uma áffecção gotosa, que desde algum iempo se lhe agsravára conside- 
ravelmente, com o excesso dos trabalhos litterarios, o levou (Testa vida em 18 
de Maio de 1821, no próprio dia em que completava 48 annos.— Vej. para a 
sua biographia o Elogto histórico^ recitado na Academia por Manuel José Maria 
da Costa e Sá, inserto no tomo m das respectivas Memorias, a pag. lxyii e 
seguintes. 

N'este elogio, a propósito das obras por elle apresentadas á Academia, e 
de muitas outras de que parece se occupava, mas que a morte lhe n2o con- 
sentiu completar, léem-se os períodos mie passo a transcrever, por serem quanto 
a mim, a expressão ingénua da verdaae : 

« Consiaerando tantas e tão variadas composições, combinadas com os 
trabalhos a que simultaneamente tinha de satisfazer na qualidade de secretario 
da Academia, e com aquelles qrue diariamente tinha de preencher na quali- 
dade de membro da commissSo ae reforma dos foraes e agricultura; e quando 
se consideram as moléstias que padecia, e que muitas vezes vinham embargar 
os esforços do seu zelo e actividade, não é possível deixar de render á sua me- 
moria um tributo de louvor e admiração. Devem egualmente ser-lhe relevadas 
algumas falhas ou incorrecções, que em seus escriptos se encontrem, nascidas 
da multiplicidade d'elles, e da velocidade com que eram compostos. A pátria 
e as sciencias perderam n*elle um alumno benemérito, sem que jamais solici- 
tasse ou recebesse alguma recompensa do seu merecimento, mais ao que a geral 
e merecida estimação dos seus compatriotas.» 

Eis aqui a resenha das composições impressas e inéditas de Trigoso, de 
que hei conhecimento. 

79) Hypolito, tragedia de Séneca, e Phedra, tragedia de Racine, com a tra- 
ducção em verso portugiiez. Publicada por ordem da Academia Real das Scien- 
cias de Lisboa. Lisboa, Typ. da mesma Academia 1813. 4.^^ de 133-171 pai^. 

80) Memoria sobre a cultura das oliveiras em Portugal, por João António 
DaUabella, (Vej. no Diccionarío, tomo iii, n," J, 295.) Segunda edição accrescen- 
tada, etc, Lisboa, na mesma Typ. 1818 4.« 

81) Memoria sobre a pretendida chuva de algodão, que cahiu nas visinhan- 
ças de Lts&oa.— Inserta nas Mem. e Hist, da Acad., tomo iii, parte 2.*, a pag. 
85 e seguintes. Foi. 

■ 82) Projecto para o estabelecimento de escholas de agricultura pratica. — 
Sahiu nas Mem. e Hist. da Acad., tomo iv, parte 1.*, a pag. 58 e seguintes. 

83) Memoria sobre o apparedmento de certo verme no olho de um cavallo. ' 
— Idem, no tomo v, parte !.•, a pag. 60 e seg. 

84) Relatório da Commissão nomeada pela Academia, para examinar a 
edição dos «Lusíadas» do Morgado de Mattneus. — Idem, no tomo v, parte 2.^ 

85) Memoria ou exame critico comparativo das primeiras cinco edições dos 
«Lusíadas ». — Idem, no tomo viii parte 1.*; e também se vendem exemplares 
em separado. 

86) Elogio histórico de Fr. João de Sou^a.— Idem, no tomo iv, parte 1.* 



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SE V 309 

87) Elogio histórico do Conde da Barca, recitado em sessão publica da Aca- 
demia. — Idem, no tomo viii, parte 2.' ^ 

88) Elogio histórico do académico António Caetano do Amaral — Idem, no 
dito Yol. e parte dita. 

89) Discursos recitados nas sessões publicas anntiaes da Academia, dando 
conta dos trabalhos académicos, na qualidade de Secretario interino. — Annos 
de 1814,1817 e 1820.— Insertos nasitíem. eHist. daAcad,, tomo iv, parte l.S 
tomo V parte 2.*, e tomo vii. 

90) Ensaio sobre os descobrimentos e commercio dos portugueses em as ter- 
ras septentrionaes da America. — Inserta nas Mem. de Litteratuj^a publicadas 
pela Academia, tomo \iii, de pag. 305 a 326. Em 4.* 

9i) Memoria sobre a vida de Martim de Bohemia. — No dito vol.. de pag. 
365 a 401. 

92) Memoria sobre o damno e detrimento que resultam á agricultura dos 
terrenos baldios, — Nas Memorias Económicas da Academia, tomo v, pag. 63 e 
seguintes. Em 4.<> 

93) Memoria sobre a introducção em Portugal do systema métrico decimal, 
— Nas Mem. Económicas, dito voL, pag. 336 e seg. 

94) Memoria sobre as medidas portuguesas. — Inserta nos Annaes das 
Sciencias e das Artes (Paris, 1820), no tomo vii. 

Dirigiu por ordem da Academia a publicação da CoUecção de noticias para 
a historia egeoqraphia das nações ultramarinas, etc. (Vej. no Diccionario, tomo 
II, o n.*^ C, ^53) ; e foram por elle redigidas as prefações das memorias e docu- 
mentos con1;^udos nos tomos i e ii d*esta collecçSo. 

Mais apresentou á Academia em diversos tempos as seguintes Memorias e 
escriptos, que foram acceitos, porém nSo chegaram a ser impressos, ou publi- 
cados; a saber: 

95) Memoria sobre o exame das causas accidentaes da epidemia que grassou 
em Lisboa no anno de 1811, com os meios de a atalhar, evitando-se os seus effei- 
tos e ulterior progresso. 

96) Descripção de duas espécies de peixes da nossa costa, das quaes uma 
não está descripta pelos Icthyologos. Lida na sessão de 25 de Novembro de 1811. 

97) Reflexões sobre a meteorologia dos antigos. Lida em 18 de Fevereiro 
de 1817. 

98) Georgicas de Virgilio : traduzidas em verso portuguez, e addicionadas 
com illustrações philologicas e agriologicas. 

Lé-se também no discurso do Secretario, pronunciado em sessSo publica 
de 27 de Junho de 1823, que a «Academia recebera, e julgara merecedoras da 
luz publica, as Poesias posthumas do sr. Sebastião Francisco de Mendo Trigoso». 
(Vej. Mem. da Acad., tomo ix, pag. vn.) — Ainda não tive opportunidade para 
verificar se todos estes inéditos se conservam no archivo acaacmico> ou se des- 
appareceram por qualquer extravio, como tem acontecido a outros trabalhos 
de diversos sócios, apresentados em diversas epochas, e que se desencaminha- 
ram, sem deixar vestigio do destino que tiveram. 

SEBASTIÃO GOMES DA SILVA BELFORD, de cujas circumstan- 
cias pessoaes não tenho esclarecimento algum. — E. 

U9) Roteiro e mappa da viagem da cidade de S. Luis do Maranhão até á 
costa do Rio de Janeiro, por ordem do governador e capitão general, etc. Rio 
de Janeiro, na Imp. Regia 1810. 8.» 

SEBASTIÃO JOSÉ DE GAU VALHO E MELLO, nascido em Lisboa 
a 13 de Maio de 1699, e baptisado na egreja parochial de N. S. das Mercês. 
De seu pae Manuel Carvalho de Ataide, commendador da Ordem de Chrísto, 
e capitão de cavallaria, liz menção no tomo v do Diccionario, a pag. 387. 
Tendo frequentado o curso juridico da Universidade de Coimbra, serviu por 
TOMO vu 14 



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210 SE 

algum tempo oo exercito, abandonando depois a vida militar, por cansas não 

bem averiguadas. Em 1733 foi eleito Académico da Academia Real da Historia 
Portugueza; passados annos inopinadamente nomeado por el-rei D.João V seu 
Ministro e Enviído extraordinário á corte de Londres, e transferido depois no 
mesmo caracter para a de Vienna. Findas estas commissões, e recolhido a Lisboa, 
permaneceu desempre;;ado até que, por falecimento do referido monarca, seu 
saccessor D. José I (diz-se que por influencia e protecção da rainha viuva) o 
tomou por seu Secretario d'£stado dos Negócios Elstrangeiros em 3 de Agosto de 
1750. Começando a adquirir no animo do novo rei uma preponderância, de 
que soube habilmente aprovei tar-se, as consequências do terremoto de 1750, 
e a energia com que tractou por esta occasião de desenvolver todos os recursos 
convenientes para attenuar os effeitos de tão horrível calamidade, radicaram o 
seu valimento para com o soberano, que nas suas mãos entregou exciasivameBte 
todo o peso do governo. Foi poucos mezes depois d aquelle successo nomeado 
prímeiro ministro, e agraciado successi vãmente coeq o titulo de Conde de Oeiras, 
e varias outras mercês, e finalmente condecorado com o titulo de Marquez de 
Pombal em 1770. Entre os actos notáveis do seu ministério, em um período de 
mais de vinte annos, avultam : a reedifícação da capital; a creação dos estudos 
civis e militares; as leis protectoras da a^^rícultura; a instituição da Meza Cen- 
sória, e do Collegio de Nobres; as providencias relativas ás fabricas indus- 
triaes; as reformas judiciaes; a suppressão dos jesuitas ; a abolição da escrava- 
tura no continente do reino; o estabelecimento e formação das Companhias das 
vinhas do Douro, das pescarias do Algarve, do Pará e Maranhão, etc. ; a orga- 
nisaçâo do exercito; o' novo regulamento que coarctou em parte o poder da 
Inquisição; a abolição das distincções entre cnristãos-velhos e christãos-novos; 
a reforma da Universidade; e finalmente, a erecção da estatua equestre, que na 
phrase de um dos seus biographos deve ser considerada antes monumento do 
subido grau de perfeição a que tinham chegado os nossos artistas, que da 
grandeza do monarcha a queoi foi consagiada. 

É certo (]ue nem todos os referidos actos, e muitos outi^os (que mal po- 
dem ser aqui commemorados) mereceram então, oú merecem ainda agora a 
approvação unanime; que pelo contrario muitos d'elles provocaram contra seu 
auctor ódios, despeitos e rancores contemporâneos, ou deixaram indecisa a 
posteridade imparcial no que diz respeito á avaliação de alguns. Não pôde 
comtudo negar-se que a maior parte foram de verdadeira utilidade, e gloria 
para a nação; e que, apezar de quaesquer defeitos, o Marquez de Pombal foi, 
senão absolutamente pande, ao menos um dos homens mais extraordinários que 
Portugal tem produzido no decurso dos septe séculos da sua existência politica. 

Com a morte d'el-rei D. José em 24 de Fevereiro de 1777, triumpharam os 
inimigos do ministro. Demittido para logo dos seus cargos, e desterrado da 
corte, formou-se-lhe processo, e deveu á clemência da rainha o não ter de 
expiar em um patíbulo os crimes, verdadeiros ou suppostos, de que o accusa- 
vam. Os seguintes documentos d'essa epocha parecem-me assas curiosos para 
ficarem aqui registados; tanto mais que, segundo creio, não foram até noje 
impressos em Portugal, apparecendo unicamente publicados na Revista do In- 
stituto Histórico e Geographico do Brasil, tomo i aa 2.* serie (1846), a pag. 65 
e seguintes. 

«REFLEXÃO QUE SE FEZ A SUA HAGESTADE, NA OCCASIÃO BV QUK ORDENOU QUE SE FIZESSE 
O DECRETO DA DEMISSÃO DO MARQUEZ DE POMBAL.» 

« O decreto para a demissão do Marquez de Pombal, sendo a primeira re- 
solução que Sua Magestade tomou a respeito do dito JIAarquez; e podendo não 
ser a ultima, que seja preciso tomar, assim sobre o que lhe pertence, como 
sobre tudo o que administrou, é indis()ensavelãiente necessário pesar a dita 
primeira resolução, de sorte que não seja incongruente com as que depois se 
poderão seguir. 



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SE 211 

«Sua Magestade no dito decreto condescende em que seja o mesmo Marquez 

3uem peça a sua demissão; acorda-lhe os ordenados de secretario d'estado 
urante a sua vida, e faz-Ihe niercô de uma commenda; o que tudo junto é 
certamente um despacho, e uma tacita approvação dos serviços, que quando 
se despacham, se costumam remunerar por similhante modo. 

a Se depois for preciso tomar outra resoluçSo, principalmente sobre desca- 
minhos da real fazenda, nSo se hSo de poder bem concordar as ditas resoluções 
coD) o referido despacho; e n'estaconsiaeraç5o,achando-se já decidido o mesmo 
despacho, parece que o meio de dar fim a este negocio, e de se poder acautelar 
para o futuro, do modo oue possivel é, a.dita incompatibilidade, é : 

cr Que o decreto se laça na fósna da minuta que já se entregou, no caso 
em que Sua Magestade a approve; desprezando-se as palavi^as que o Marquez 
quer que se lhe ponham, como pretende no escripto que me airigiu : que se 
mande vir ao paço o registo das commendas, para Sua Magestade decidir a que 
se ha de dar; e que o secretario doestado que for encarregado da entrega do 
decreto ao mesmo Marquez, lhe léa e entregue egualmente a declaração junta. 

«Para ler e entregar ao ill."*» e ex.™ Sr. Marquez de Pombal: 

«A Rainha nossa senhora foi servida ordenar-me, que entregando a v. ex." 
o real decreto da sua demissão, lhe deixasse por escnpto da minha própria 
letra^ e assignado por mim, o seguinte: 

«Que no dito decreto não attendeu Sua Magestade a outra alguma cousa, 
aue não fosse a veneração e respeito que conserva, e conservará sempre á sau- 
dosa memoria de seu augusto pae e senhor; e á clemência e benií?nidade que 
serão inseparáveis das resoluções do seu gabinete, em tudo aquillo que for 
compativei com a rectidão e a justiça. 

« Que Sua Magestade não se achando, nem podendo ainda ser exactamente 
informada do que contém as memorias que v. ex.* levou á sua real presença, 
relativas aos empregos e logares queEl-rei, seu augusto pae e senhor, lhe con- 
fiou; nem do preciso e inaividual estado em que íicam iodas e cada uma das 
repartições de que v. ex.' teve a administração, em consequência dos ditos 
logares e empregos : entendeu a mesma senhora, que ainda n'esta incerteza 
era da sua innata e real benignidade honrar a v. ex.* na forma em que pre- 
sentemente o honra. 

«Que Sua Magestade mandará ver, e examinar com a mais escnipulosa cir- 
cumspecção todos e cada um dos objectos, de que tractam, e que indicam as 
memorias de v. ex.*, e que á vista das demonstrações e evidencias que resul- 
tarem do referido exame, pôde v. ex.» estar certo, que com a mosma constante 
e perpetua vontade com que Sua Magestade quer que se administre justifa aos 
seus vassallos, segundo o merecimento de cada um, se fai*á a v. ex.* toda a que 
lhe for devida. Paço em 4 de Março de Í777,= Martinho de Mello e Castro, 

« Foi lida por mim ao Marquez de Pombal, e entregue na sua própria mão, 
e na presença de Ayres de Sá e Mello, a 4 de Março de 1777, pelas duas horas 
da tarde. =:iíarím/io de Mello e Castro. » 

«COPIA DO DBCRBTO.» 

«Tendo em consideração a grande e distincta estima, que El-rei meu pae, 
que sancta gloria haja, fez sempre da pessoa do Marquez de Pombal; e repre- 
sentando- me o mesmo Marquez, que a sua avançada edade, e moléstias que 
padecia, lhe não permiltiam de continuar por mais tempo no meu real serviço; 
pedindo-me licença para se demittir de todos os logares e empregos de que' se 
acha encarregado, e para poder retirar-se á sua quinta de Pombal : e atten- 
dendo ao referido, sou servida acreitar-lhe a dita demissão,' e concedor-lhe a 
licença que pede: e hei outro sim por bpm que durante a sua vida fique con- 
servando os mesmos ordenados que tinha como secretario doestado dos negó- 
cios. do reino; e além d'elles lhe faço mercê por graça especial da commenda 
de S. Tiago de Lanhoso, do arcebispado de Braga, que vagou por falecimento 

14 • 



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m ' SE 

de Francisco de Mello e Castro.— Nossa Senhora d' Ajuda, 4 de Março de 1777. 
— Com a rubrica da Rainha nossa senhom.» 

Três annos depois, a Junta congregada para examinar o processo instau- 
rado contra o Marquez, nSo podendo vir a um accordo unanime de seus mem- 
bros, dava conta do encargo nos termos seguihtes : 

«Aos vinte edous dias de Maio de i780, na Secretaria d'Estado dos Negó- 
cios do Reino, na presença do ill.'"'> e ex.°>° Marquez de Angeja, e do ill.""' e 
ex."° Visconde de Villa-nova de Cerveira; foi proposto aos ministros abaixo 
assignados, que examinando o processo feito ao Marquez de Pombal, delibe- 
rassem o procedimento que se devia ter com elie, ou no foro, estando o dito 
processo nos termos de ser remettido a file, ou camerariamente. 

« Aos desembargadores José Ricalde Pereira de Castro, Manuel Gomes Fer- 
reira, e José Luís da França, pareceu: que o processo que se apresentava devia 
ser considerado como um principio de diligencia, visto que n'elle se não havia 
conhecido de muitos delictos de que o Marquez de Pombal era infamado no- 
toriamente, e de outros deduzidos dos mesmos papeis apprehendidos ao Mar- 
quez : e que n'estes termos seria conveniente que Sua Magestade por seu de- 
creto mandasse continuar a diligencia, e abrir uma devassa na qual se inquira 
de todos os sobreditos delictos: declarando Sua Magestade no mesmo decreto, 
aue pelas diligencias já praticadas com o Marquez em consequência, e pelas 
ao decreto de 3 de Septembro, está o Marquez convencido, e provados os de- 
lictos deduzidos dos seus escriptos. 

« Ao desembargador José de Yasconcellos e Sousa pareceu egualmente; que 

Íior ora se devia suspender a decisão dos merecimentos do processo até aqui 
eito; e que se devia expedir o decreto para a continuação das diligencias, e 
devassa, na forma que dirá no voto particular, que fará subir á presença de 
Sua Magestade. 

« Aos desembargadores José Alberto Leitão, e João Pereira Ramos, pareceu : 
que o processo não está nos termos de se impor por òra pena alguma; e aue 
por isso se devem continuar diligencias, e proceder á devassa, acima indicada : 
sem mais pronuncia ou declararão no decreto, visto achar-se isto executado no 
decreto de 3 de Septembro do anno passado. 

«Aos desembargadores José Joaquim Emaus e Bruno Manuel Monteiro pa- 
receu : que havendo-se feito este processo particular sobre os delictos, que fize- 
ram o objecto d'elle; e achando-se legalmente provados os ditos delictos, se 
devia julgar e sentenciar camerariamente o mesmo processo, para não ficar em 
suspenso o castigo, que o Marquez tem merecido; sem que isto sirva, ou possa 
jBervir de embaraço a quaesquer outros procedimentos, que Sua Maeestade for 
servida mandar instituir soore os outros differentes delictos do Marquez. = 
/osá Luú áa França = José Ricalde Pereira de Castro = José de Vasconcellos e 
Sousa = José Joaquim Emaus = Bruno Manuel Monteiro == Manuel Gomes Fer- 
reira ■= José Alberto Leilão = João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho,» 

Sebastião José de Carvalho e Mello terminou seus dias no desterro, fale- 
cendo em Pomba], com 83 annos de edade, a 8 (alguns escrevem erradamente 
a 5) de Maio de 1782. Passados septenta e quatro annos, no i.^ de Junho de 
1856, os seus ossos transferidos de Pombal para Lisboa por diligencia de seu 
bisneto e successor na casa, o actual Marquez do mesmo titulo, foram emfini 
decentemente collocados na capella de N. S. das Mercês, pertencente á dita 
casa, e <}ue sf^vira por mais de um século de egreja parochial da freguezia da 
mesma invocação. Realisou-se a trasladação com apparatosa solemnidade, e ce- 
lebraram-se previamente exequjas de cor[)o presente no templo de Sancto An- 
tónio da Sé, a expensas da Camará Municipal de Lisboa. (Vej. no Diccionario, 
tomo V, o n.' J, i23S.) 

Em graça dos que pretenderem estudar mais attentamente a vida e acções 
d'este celeberrimo ministro, ou a quem incitar o desejo de coUigir o muito que 
a seu respeito existe impresso dentro e fora de Portugal, e que reunida ás obras 



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SE 213 

que lhe foram dedicadas durante o seU ministério, formariam uma curiosa bi- 
bliothec^, aqui lhes offereço as indicações de que pude tomar nota, reservan- 
do-me para addicionar-lhes no Supjdemenio alemãs ainda nSo bem averigua- 
das; e outras, de que no intervalo haja notícia, por diligencia quer própria, 
quer alheia. 

A pressa com que foi redigido o presente artigo, á vista de apontamentos 
ainda informes, não me permittiu dar ás obras n'elle enunciadas uma classi- 
ficaçáo metbodica, e por ventura mais regular. 

OBRAS ESCRIPTAS EH LIHGUAS E8TRAN6BIBAS 

i, Lehm des Sebast. Joseph von Carvalho und Mello, Marq, von Pombal. 
Leipsig, 1782. 8.» 2 tom. 

2. Memoirs of the Court of Portugal and of the Adminhtraiion of the Count 
lyCEeyras. 8.« i tom. — Estas duas obras vem citadas no Catalogo da livraria 
de Lord Stuart, sob n,"* 2969 e 2987. 

3. Lettres écrites de Portugal sur Vétal anden et actuei de ee royaume, Tra- 
duites de Vanglois. Suivies du portrait historique de M. le Marquis de Pombal, 
Londres, 1780. 8.*» gr. — Estas dezesepte cartas apologéticas, de que alguns dSo 
por auctor o próprio Marquez, sahiram depois em fornia de appendice na Voyage 
en Portugal, et particitliirement á JAsbonne, ou TahUau moral, civil, politi^, 
physique et réligieux de cette eapitale etc. Paris, 1798. 8." gr., cuja composição 
se atlribue ao francez P. Carrere. — Ha também uma Befutação manuscripta das 
referidas cartas, escripta logo ^ue estas appareceram, por auctor desconhecido. 
Ainda nSo encontrei d'ella mais que uma copia única, e de letra contemporâ- 
nea, que juntamente com a traducçSo portugueza das cartas conservo em meu 
poder desde 1825. 

4. Anecdotes du miniitère de Sebastien Joseph Carvalho, Comte d'Oeyras, 
Marquis de Pombal, etc, NouveUe édition. Varsovie, 1784. 8.* — A primeira edição 
em írancez creio ser de 1783.— Foram ha poucos annos trasladadas em por- 
tuguez, e sahiram com o titulo seguinte : Aneedotas do ministério do marquez 
de Pombal e conde d'Oeiras, SelMStião José de Carvalho, sobre o reinado de 
D. José I, rei de Portugal : traduzidas da nova edição franceza, revista e veri- 
ficada pelas ordens emanadas do throno, por outras peças justificativas, e pelo 
testemunho de auctores imparciaes. Porto, Typ. de F. P. de Azevedo 1852. 8.® 
2 tomos, com xvi-224 pag.^ e 197 pag. — O tomo i tem mais quatro pag. in- 
numeradas contando a errata. 

b) Vila di Sebastiano Giuseppe di Carvalho e Melo, March, di Pombal, Conte di 
Oeyras, Segretario di Stato e prtmo Minisiro dei Re di PortogaUo D. Giuseppe I. 
Sem indicação de logar, nem de typ. 1781. 8.« gr. 5 tomos. — Constou-me por 
informações tradicionaes, que esta obra fora escripta pelos impressores floren- 
tinos Pagani, os quaes buscaram noticias para a sua composição, tanto na Itália 
como em Portugal, servindo-se comtudo mais principalmente das que lhes for- 
neceram os ex-jesuitas portuguezes. — Foi tamanha a extracção, que já no anno 
de 1786 havia quatro edições t 

6. Memoires de SebastienrJosepk de Carvalho et Melo, Comte d' Oeyras, Mar- «^//; 
quis de Pombal, Sécretairc d'État et premier Ministre du Roi de Portugal Jo- 
seph L — Sem indicação de logar (consta que foram impressas em Lyão) 1784. 

8.'» peq. ou 12.*, 4 tomos. — Se devemos crer o que diz Barbier no Dtctionn. 
des Anonymes, um jesuita hespanhol, Francisco Gusta, escreveu em italiano 
a obra, que depois foi traduzida em francez por Gattel. 

7. UAdmtnistrqtion de Sebastien-Joseph de Carvalho et Melo, Comte d'Oey- 
ras, Marquis de Pombal, Sécretaire d'Élat, etc, Amslerdam, 1788. 8.°gr. 4 tomos, 
com um retrato do Marquez. (Precedida de um Prospectus pour placer à la téte 
de 1'ouvrage intitule «r Administration du Marquis de Pomoal» — contenant les 
causes de là puissance et de la foiblesse du Portugal* CHivrage preliminaire. Amster- 
dam, 1786. Sj^ gr. de xn-lOb pag. Falta esta peça em muitos exemplares.) 



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214 SE 

8. Memoirs of the Marquis of Pombal; with exirads from kis 
and from despatchy in the state papers ofjice, never beforejntblished: 6y^ 
Smim, Esq. Private Secreíary io the Marshcd Marquis de Saldanha. Lob^ 
1843. 8.*» gr. 2 tomos com retrato. 

OBRAS EH LIUGUA P0RTU6DCZA. 

(Vej. quanto ás indicações bibliographicas, os artigos do JHceionarío, re- 
lativos aos auctores doestes escriptos.)" 

9. Preces e votos da Nação portttgueza^ao Anjo da guarda do Marquez 
Pombal, por António Pereira de Figueiredo. 

10. Otação gratúlatoria ao iUr" e ex."" sr. Marquez de Pombal, emagro' 
decimerUo de benefícios recebidos, por Joaquim José de Miranda Rebelio. 

11. Panegyrico de Sebastião José de Carvalho e Mello, Marquez de Pomb% 
por Francisco Xavier de Oliveira* 

12. Oração gratuUUoria pelo livramento da conjuração mackinada eon\\ 
a vida do Marquez de Pombal, por Fr. José de Loureiro. 

13. Oração qrattdatoKia pela continuação da vida do tW."* e at.** sr. Conm 
de Oeiras, por Manuel de Macedo Pereira de Vasconcellos- 

14. Outra dita, sobre o mesmo assumpto, por Fr. Manuel de S- Joáo Ne* 
pomuceno. 

15. Elogio dedicado ao ttt."** e ex.^^ sr, Marquez de Pombal, no seu dia na- 
talicio, por Joaquim José da Costa e Sá. 

16. Elogio ao tY/.""* e cr."* sr. Marquez de Pombal, no dia dos seus annu, 
por António José dos Reis Lobato. 

17. Oração fúnebre nas exéquias do Marquez de Pombal, por Fr. Joaquim 
de Sancta Clara. 

18. Oração fúnebre na trasladação dos restos mortaes do tH.""* e «r."* tr, 
Marquez de Pombal, pelo cónego José Maria da Silva FerrSo de Carvalho Mártens. 

19. Memorias para a historia do grande Marquez de Pombal, no concemenU 
á marinha, etc, por .losé Maria Dantas Pereira. 

20. Recordações de Jacome Ratton, sobre occorrencias do seu tempo.-^l^ 
pag. 179 em diante tracta largamente do Marquez, e de sua vida publica e 
privada. 

21. Biographia do Marquez de Pombal, — Em o n.° 8 do Bioçrapho,j^- 
blicaçáo mensal, impressa em Lisboa, na Typ. de* António Joaquim da Ca^U 
1839. 8.« gr.— Occupa de pag. 169 até 182. 

22. Dita, inserta.no Panorama, n.''* 10o e 106 do anno de 1839.- 

23. Dita, na CoUecção de Retratos de personagens iUustres de Portugal, po- 
1^1 içada em 1840. 

24. Dita no Universo illustrado, pitioresco e monumental, publicado no Rio 
de Janeiro, 1858; nos n.*'" 10 a 14. 

25. Dita, nos Estudos biographicos de José Barbosa Canaes, a pag. 310 e 
seguintes. 

26. Artigo inserto no Museu Piltoresco do Porto, pag. 65, continuado i 
pag. 115, e não concluido em virtude da suspensão do jornal. 

• 27. As cinzas do Marquez de Pombal; três capitulos: i.^ A aristocracia: 
2."» O ministro: 3.<» Raça de ingratos! — Nas Leituras populares, ou Livro de «« 
democrata, por Álvaro de Azevedo. De pag. 7 a 41. 

28. Resposta apologética ao poema irãttulado «O Uraguay». É anonyma.— 
Contém particularidades, falsas ou verdadeiras, que podem ser de algum in- 
teresse. 

29. O Marquez de Pombal, ou o terremoto de 1755 : romance histórico, 
traduzido do francez (por Estevam Xavier da Cunha). Lisboa, 1846? 18.'- 
É verdadeiramente um romance. 

30. O Marquez de Pombal, ou o terremoto do i.^ de Novembro de 1755, 
drama histórico, por Luis José Baiardo. 



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SE 2iD 

31. O Èíarques dê Pombai, ou vinte e um annos de sua administração: 
rama histoiieo, por César Perini de Lucca. 

32. Canção real ao ill,^ e eo?."** «r. Marquez de Pombal, por Joaquim For- 
mato deValiadares Gamboa. 

33. Ode ao Marquez de Pombal, por D. Catharina Mlchaela de Sousa Gesar 
Lencastre. 

31. Ode ao Manjues de Pombal, por Francisco Manuel do Nascimento : 
Ignns pretendem attribuil-a a José Basiiío da Gama (Vej. Diceionario, tomo iv, 
•f. 271). 

35. Canto ao Marquez de Pombal, por José Basílio da Gama. 

36. Odes pindaricas ao Marquez ae Pombal, por António Diniz da Cruz 
Siiva (sío as 15.", 26.*, 27.« e 29.* na edição das Odes de Diniz feita em Lon- 

lrçs.1820). 

37. Obras poéticas contra o grande heroe Marquez de Pombal, secretario 
f fitado que foi em Portugal, por desgraça dos portuguezes, — É um livro ma- 
inscripto, enquadcrnado no formato de 4.®, contendo 372 folhas numeradas só 
a frente (afora um copioso Índice) no qual se recolheram todas, ou a maior 
p?rle das poesias satyricas; occasionadas pela desgraça do Marquez. De uma 
Qc-U lançada no verso''do rosto, e datada de 29 do Novembro de 1777, consta 
^ fora seu dono um Jacinto António, que o comprara por 7:200 réis. Eu o 
adquiri ha annos por uma quantia muito menor. 

Outros manuscriptos existem, e alguns de maior interesse, de que nâo faço 
ifora menção por me faltarem no todo, ou em parte as indicações necessárias. 

Os escríptos de Marquez de Pombal, que andaram por muito tempo iné- 
ditos em colfecções mais ou menos amplas, compre henaom na sua totalidade 
TCPUiorns, dissertaç^s, cartas e discursos sobre assumptos políticos * admi- 
nistralivos; outras apologéticas e justificativas da sua pessoa e dos actos do 
?^ ministério, etc, etc. D'Í8to, e de algumas leis o documentos officiaes, rela- 
tório* e preâmbulos mais notáveis e já impressos, fez o livreiro Desiderio Mar- 
(TU5S L^^ão uma collecção, que publicou com o titulo: 

400) Cartas e outras obras selectas do Marquez de Pombal, etc. Tomo i. ^./'^ 
Lisbfia, na Typ. Morandiana 1820. S." — Sahiram successi vãmente mais quatro jg./r^ 
Jl^mos no mesmo formato, e alguns foram reimpressos em diversas annos e^-^ 
OmnMs. — E um trabalho indigesto, disposto sem ordem ou methodo qualquer 
e cheio tudo de incorrecções, provenientes em parte da incúria typographica, 
^ ainda mais das copias viciadas de que se serviu o collector. E comtudo em 
íaUade outra melhor, exhauríu-se a ediçSo a ponto de que diíBcilmente se en- 
fontravâ algum exemplar. Os srs. Borel, Borel & C* acabam de publicar uma 
remipressáo, conforme em tudo á ediçSo anterior, menos no que dizcespeitQ 
ao naroero dos volumes, que me consta ser de dous, ou três na reimpressão. 
Apezar, pois, d'esta collecçilo, pôde dizer-se que as obras do Marquez se 
ichani ainda inéditas, e disseminadas por diversas partes» Vejam-se algumas 
no Catakgo da livraria de lord Stuart, n.** 826 a 832, 1079, e 1423.— Outras 
^^ Catalogo dos Mss, portugueses do Museu Britannieo, pag. 197, 198, 312 e 
'^^\ etc. 

Na Remta trimensal do Instituto do Brasil, tomo iv, de pag. 505 a 514 
^itt. impresso um Officio, que o Marquez, sendo ministro em Londres, escre- 
^ J«ra a corte de Lisboa aS de Julho de 1741 : copiado de um manuscripto 
gne fóra remetddo de Lisboa. 

Em vida do próprio Marquez e com o seu nome só se imprimiram : Uma 
torta a hlio de Mello de Castro em louvor da vida que escrevera de seu tio Diniz 
«^jw/to de Castro, ^tc. — Anda na mesma Vide (Diceionario, tomo v, n.* J,.o068). 
,.,^^tra, Corta ao Conde de Vimioso em appUiuso da inda do infante D. Luis: 
^aem. tomo v, n.* J, 440). — Uma pratica recitada na Academia Real da His- 
"^ m 1733 j anda na Collecção dos Doeum, (Diceionario, tomo n, n.» C, 360.) 
■*"«* em separado: 



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316 SE 

lOi) Elogio di D. Lais Carlos Ignado Xavier de Menezes, quinto conde da 
Ericeira, primeiro marques do Louriçal, que faleceu em Goa a 12 de Junho de 
1742. Sem indicação de logar, nem anno; porém evidentemente se reconhece 
ter sido impresso em Londres. Foi. de 16 pag. — Sahiu em segunda ediç^, 
Lisboa, na Oífic. de Miguel Rodrigues 1757. 4.'» de 57 pag. — De ambas as edi- 
ç(Jes conservo exeniplares. 

N&o pôde hoje restar duvida de que o Marquez fóra auctor da Deducçâo 
ehronologica e anaíytica (Vej. no DieaonariOy tomo ii, o n."* D, 42) em pre- 
sença dos testemunhos positivos que para isso temos. (Idem, tomo v, n.*" J, 
4718.) * 

Da mesma sorte, consta das Recordações de J. Ratton, pag. 322, que pelo 
Mar<][uez, ou sob o seu dictado fora escripto o preambulo do Regimento da In- 
quisição publicado em 1774, e o alvará que o mandou cumprir; pois assim o 
affirmára a Ratton o próprio official da secretaria (José Basílio da Gama), que 
escrevera as ditas peças. 

Quanto á redacçAo dos Nows Estatutos da Universidade^ .que Farinha lhe 
attribue no tomo iii do Summario da Bibl. Lus,, parece não ser d'elle, embhora 
tomasse alguma parte n'aquel!e trabalho. (Vej. Ensaio sobre a Hist» Litt. de 
Portugal, por Freire de Carvalho, pag. 370.) 

SEBASTIÃO JOSÉ FERREIRA BARROCO, Formado em Leis pela 
Universidade de Coimbra, e Desembargador da Relação de Goa, onde funccio- 
nava ainda como tal no anno de 1794. Tenho para mim que n'esse, ou no se- 
guinte anno regressou para Lisboa, e era Juiz dos feitos da coroa e fazenda 
em 1802. Da data do seu óbito não achei até hoje memoria alguma. Foi irmão 
ou parente mui próximo de Fr. Plácido de Andrade Barroco, de quem já fiz 
menção no presente volume a pag. 15. Tido por insigne poeta na opinião de 
Francisco Manuel do Nascimento e de outros, não sei todavia que imprimisse 
em sua vida obra alguma, com que justificasse o elevado conceito que d*ene 
faziam os seus contemporâneos, 

Francisco Manuel nas notas á Ode a Affonso de Albuquermi^, dirigida ao 
mesmo Barroco, e inserta no tomo iv da edição de Paris, nos declara que elle 
trabalhava em um poema épico, do qual era Albuquerque o heroe; e queegual- 
mente se occupava de uma versão das Metamorphoses de Ovidio, Porém não 
me foi possível descobrir vestígio de similhanles obras. 

Sei apenas que lhe pertence a parte de Albano, na écloga intitulada Os Po- 
mareiros (que é a quarta, no volume dos versos de Domingos Maximiano Tor- 
res), a aual compuzera conjunctamente com Filinto e Alfeno, como se diz nas 
Çbras (la Marqueza de Alorna (vej. no tomo i o soneto 36.<>). 

Também em um dos volumes (que não tenho á mão n'estc momento) das 
Obras de Filinto, vem uma Ode de Barroco em louvor d'este poeta, feita pro- 
vavelmente em antigos tempos, cujo primeiro verso é : «Qual destro jardiííeiro 
corta, arranca,» etc. Eis tudo o que d'elie vi impresso. 

Na livraria do extincto convento de Jesus existem porém varias obras suas, 
algumas com visos de autographas, em prosa e verso; as qu^es por falta da 
precisa opportunidade não pude até agora examinar, como desejava. Fal-o-hei, 
quando o tempo o consentir. Apenas tomei nota da seguinte, cuja leitura não 
será talvez destituída de algum interesse a quem houver de consultal-a: 

102) Reflexões sob7*e as causas da decadência do estado da índia, offereei- 
das ao exJ^ sr, visconde de Anadia, ministro e secretario d'estado dos negocias 
da marinha e dominios ultramarinos, etc. Em 1802. — É um códice de 4.*', que 
indica .ser original. 

SEBASTIÃO JOSÉ GUEDES DE ALBUQUERQUE, Cirurgião pela 
antiga Eschola de Lisboa. — N. no anno de 1800. Em 18z8 sahiu com passa- 
porte de Lisboa para França, e depois d'essa epocha não encontrei mais noti- 



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SE SI7 

cia da sua pessoa. Sendo ainda alamno de cirurgia no Hospital de S. José, deu 
á luz com o seu nome as obras seguintes : 

103) Arte de traduzir de latim para portuguez, reduzida a princípios, Lis- 
boa, na Imp. Regia 1818. 8.0 de 128 pag.— Reimpressa em Bombaim, na Tvp. 
Portugueza do Pregoeiro 1838. 8.<* de 89 pag.; edição de que tenho um exempíar. 

104) Grammatica portugueza, para uso do iU,^" sr. D, Francisco de Sales e 
Lencastre, Lisboa, na Imp. Regia 1820. 8.<> de 142 pag. 

A publicação d'esta Grammatita suscitou uma polemica por parte do pro- 
fessor ae iatinidade Joaauim José de Campos Abreu e Lemos, que imprimiu 
successivamente contra eila dous folhetos, Desaggravo da Grammatica, e Sus- 
tentação do Desaggravo (vej. no Diccionario, tomo iv, os n.**" J, 1641 e 1642); 
aos quaes o auctor censurado retorouiu com os seguintes : 

105) Replica ao Desaggravo da Grammatica. Lisboa, na Imp. Nacional 1821. 
8.« de l4 pag. 

106) Resposta á Treplica sobre a Replica ao Desagaravo da Grammatica, 
Lisboa, na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira 1822. 8.» de 15 pag. 

Pessoas cjue se diziam bera informadas me aífírmaram por vezes, que todos 
08 escríptos indicados estavam longe de ser d'aquelle que nos frontispícios se 
dava como auctor: que foram sim producçôes de um tio d'este, por nome Fr. 
José da Encarnação Guedes, franciscano da congregação da terceira Ordem, 
da qual passara em 1834 para o estado de egresso, tendo sido preso no inter- 
valo de 1828 a 1833 como partidário das idéas liberaes. Dava-se do facto uma 
explicação acceitavel : era que, publicando as obras em nome do sobrinho, o 
padre podia auferir para si os lucros resultantes da venda; ao passo que, im- 
primindo-as em seu próprio nome, teria por virtude do voto de poWeza que 
professava cogoo membro de uma ordem mendicante, de resignar taes lucros 
em favor da congregação a que pertencia. £ efíeclivamente, dos assentos exis- 
tentes nos livros da contadoria da Imprensa Nacional consta que por sua conta 
correra a despeza das edições das referidas obras alli impressas. 

Também se attribue ao mesmo padre o seguinte opúsculo, posto que pu- 
blicado anonymo : 

107) Synopse do tractado da elocução de Demétrio Suspensio, Sem declara- 
ção do.logar, nem anno. 8.» de 26 pag. 

SEBASTIÃO JOSÉ PEDROSO, Chefe de Repartição do Tribunal do 
Thesouro Publico. Ignpro o que mais lhe diz respeito. — E. 

108) Itinerário de Lisboa a Vianna do Minho, e aos concelhos do districto 
em commissão do Thesouro, e de Vianna do Minho a Lisboa, e outros aponta- 
mentos, Lisboa, na Imp. de C. A. da Silva Carvalho 1844. S,"" gr. sem folha de 
rosto. De 38 pag. com três estampas lithographadas. 

Com quanto não traga expresso o seu nome, parece que o seguinte opús- 
culo egualmente lhe pertence : 

109) Breves memorias, ou noticia acerca do descobrimento dos extravios de 
direitos da Alfandega das Sete-casas, eseripta por um curioso, Lisboa, Imp. 
de Lucas Evangelista 1851. d."" gr. de 31 pag. 

SEBASTIÃO JOSÉ RIBEIRO DE SÁ, Fidalgo da Casa Real, Com- 
inendador da Ordem de N. S. da Conceição, Cavalleiro da de Christo em Por- 
tugal, e da Legião de Honra em França; ex-Chefo da Repartição de Manufa- 
cturas no Ministério das Obras Publicas; Vogal e Secretario do Conselho geral 
das Alfandegas; encarregado eventualmente de varias commissô^ do serviço 
publico, dentro e fora do reino; Membro do Conservatório Real de Lisboa; Sócio 
e Presidente em 1842 da extincta Sociedade Escholastico-Philomatica (vej. no 
Diccionario, tomo v, pag. 229), etc.— N.era Lisboa a 30 de Maio de 1822. De 
seu pae Luis José Ribeiro^ primeiro barão de Palma, tractei já no Diccionario, 
tomo v, pag. 308.— E. 



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110) Discurso proferido no dia i5 de Outubro de 1842, na sessão soUmne 
anniversaria da inslallação da Sociedade Escholastico-PhUomatica de Lisboa, 
Lisboa, Imp. Nacional 184^2. 8.<> de 3i pag. 

111) Jl desmoralisaçâo e o século: fragmentos, Ibi, na mesma Imp. 1843. 
8.0 de vin-188 pag. 

112) Contos ao serão. Lisboa, Typ. da Revista Universal 184. . 8."» 

i 13) As fabricas nacionaes são uma historia t Pampkleto económico em de- 
feza das fabricas, Ibi, na mesma Typ. 184. . 8.'» 

114) O Preso: esboço do estado das cadéas em Portugal, e de alguns de 
seus mysterios, Ibi, na mesma Typ. 1849? 8.» 

llõ) Biographia do senhor Joaquim Pereira da Costa, Ibi, 1857. 8.» gr. — 
Opúsculo nitidamente impresso, do qual se distribuiram exemplares aos di- 
rectores do Banco de Portugal, aos cem maiores accionistas do mesmo Banco, 
e aos amigos do fmado. Extrahi esta noticia do Jornal do Commercio^ n.^ 1319, 
pois ndo tive até agora a possibilidade de ver algum d^esses exemplares. 

116) O que ha de ser o mundo no anno de três mil. Imitação, etc. Lisboa, 
Typ. Universal 1860. 8.« gr. 

117) Biographia do brigadeiro Visconde de Sá da Bandeira. — Sahiu no 
Universo Pittoresco, tomo vi, de pag. 196 a 199, e 220 a 224. 

118) Biographia da infantq D. Beatriz, duaueza de Sabóia. — No dito pe- 
riódico, e dito volume, pag. 370 a 373. Ha ainda n'essa publicação (finda em 
1844) vários outros artigos assignndos com o seu nome : e bem assim no Pa- 
norama, do qual foi colíaborador nos annos de 1843 e 1844. 

1 19) Diversos relatórios, estudos, e contas oMciaes, dadas ao governo, re- 
lativamente a assumptos economico-industriaes. Toem sido impressos na folha 
official, e em outros jornaes. O ultimo que vi, acerca da crise do algodão, pro- 
movida pela guerra dos Estados-unidos, sahiu no Diário de Lisboa de 10 de 
Outubro de 1862. ' 

Foi redactor e proprietário da Revista Universal Lisbonense, do tomo vn 
(inclusive) em diante, como digo no presente volume, n.« R, 226; e egualmente 
da Reinsta Popular (vej. o n.» R, 222). 

Tem sido desde alguns annos redactor ou colíaborador do Jornal do Com- 
mercio de Lisboa, encarregado da Revista estrangeira, que no mesmo iornal 
se publica diariamente, cujos artigos costuma assignar com as iniciaes « R. de S. » 
— E na referida folha téem por vezes apparecido outros artigos seus, sobre 
diversas especí&s de assumptos. 

Também na qualidade de correspondente qne foi por muito tempo do Com- 
mercio do Porto, e de outros jornaes da mesma cidade, tem n'elle8 publicado, 
além das correspondências noticiosas, trabalhos e estudos de maior alcance, 
com respeito á economia e industria do paiz. D*elles darei conta no Supple- 
mento, se conseguir entretanto habUitar-me com as informaç<$es que por agora 
me faltam para os descrever convenientemente. 

SEBASTIÃO LEITE DE FARIA E SOUSA, Doutor em Cânones, 
Deputado da Inquisição de Évora : de cujo nome se não faz menção na BiM. 
de Barbosa.— E. 

120) Panegyrico ao serenissimo senhor D, Joserk, Inquisidor geral d'estes 
reinos, no dia da sua augusta posse. Lisboa, na Offic. de Miguel Manescal da 
Costa 1758. Foi. de 27 pag. 

P. SEBASTIÃO BE MAGALHÃES, Jesuita, Reitor do CoUegio de 
Sancto Antão, Propósito da Casa de S. Roque de Lisboa, Provincial, e Confes- 
sor d*el-rei D. Pedro II.— N. na cidade de Tangere, em Africa, pertencente 
então ao dominio portuguez; e m. em Lisboa, a 23 de Julho de 1/09, com 74 
annos de edade. — E. 

121) fCJ Relação do estado politico e espiritual do império da China, pehê 



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SE 219 

annos de ltô9 até o de 1666; escnpta cm latim pdo P, Francisco Rocfemont, da ^/^^ 
Companhia de Jesus, flamengo, missionário apostólico no mesmo impertoda China, ^' ^f^l 
Lisboa, por Joáo da Costa 1672. k."" de viii-229 pag. — Sahiu sem o nome do 
traduçtor. 

É livro pouco vulgar, e tido em estimação. O preço dos exemplares vindas 
ao mercado tem sido, ao que parece, de 480 até 800 réis. 

Injustamente vem accusaao por sir John Adamson (na sua Bibliotheca Lu- 
sitana, m^. 25) o nosso ahbade Barbosa, de ter ignorado quem fora o tradnctor 
d'esta Relação, que alli mesmo se qualifica de «rara, singular e divertida»; 
affiriiiando-se mais que elia não se acha descripta na Bibl Lusit, Se o estimável 
e erudito bibliographo (e com elle lord Strangford, de quem parece haver ti- 
rado o que nos diz) se desse ao trabalho de ler o terceiro volume da Bibl. do 
Barbosa, encontraria a pag. 691 e 61)2 o artigo P. Sehpstião de Magalhães, e 
veria que fora este o traduçtor do preconisado livro. Com isto pouparia a Bar- 
bosa uma censura, que de certo lhe não cabe n'este ponto, emnhora fosse 
n'outros menos feliz, deixando-se cahir nos erros, ouiissões e descuidos, (]W) 
tantas vezes tenho tido occasiáo de rectificar em todo o curso do presente Dic- 
cionario, 

D. SEBASTIÃO HARIil. CORRÊA, nascido cm Roma, Prelado domes- 
tico de Sua Sanctidade, e Presidente da Capella Real de Sancto António dos 
Portuguezes na referida cidade. — E. 

122) Oratio in funere Fidelissimi Lusitanifp Regis Joannis F/etc. Ex Typ. 
Hieronymi Mainard 1752. á.** — Sahiu também impressa em Lisboa, e com a 
traducçâo portugueza em frente, cujo titulo é; Oração nas exeauias do fidelis- 
simo rei de Portugal D. João V, que em nome de Sua Magestaae se celebraram 
na igreja de Sancto António da nação portugueza. Recitada por Sebastião Maria 
Coi^rèa, ele. Traduzida por Manuel Carlos da Silva. Lisboa, na OflBc. de Fran- 
cisco Luís Ameno 1752. i.*» de vn-35 pag. — De pag. 30 em diante vem : Carta 
apologética, em que se impugnam os fundamentos de outra, que Theotonio Mon- 
tano escreveu a favor das traducções litteraes, e imprimiu na traducção que fez 
da Oração dq Luis António Vemey. — É assignada por «Patrício Egerio Ulys- 
siponense», pseudonymo que nSo sei decifrar. (V. P, Thomás José de Aquino. J 

D. SEBASTIÃO DE MATTOS DE NORONHA, Clérigo secular. Dou- 
tor em Cânones pela Universidade de Coimbra, Bispo de Elvas, e depois Arce- 
bispo de Braga, etc. — Sendo preso na fortaleza de S. Julião da Barra a 28 de 
Julno de 16ii, como um dos cabeças da conspiração tramada contra a pessoa 
d'el-rei D. João IV, com o fim de subjeitar novamente Portugal ao domínio de 
Castella, morreu, passados mezes, ao que parece consumido de desgosto, não 
só pela desgraça própria, mas pela dos indivíduos que comsigo arrastara á per- 
dição. — E. ou publicou : 

123) Constituições synodaes do bispado d' Elvas j ele. — (Vej. no Dicciona- 
rio, tomo II, o n.° C, 417.) Foram as primeiras que teve o dito bispado, pois 
que até aquelle tempo se governava pelas de Évora. 

P. SEBASTIÃO DE MATTOS DE SOUSA, Presbytero secular, Dou- 
tor em Theologia; depois Congregado do Oratório, cuja roupeta vestiu a 9 de 
Junho de 1697.— Foi natural de Aldôa-galega do Ribatejo; e m. em edade 
mui provecta a 21 de Junho de 1721. — E. 

124) A vaidade dos homens, convencida em cinco discursos moraes, que ^ •^^ ^'•' 
n^s tardes das domingas dc^ quaresma pregou na igreja de S. Paulo de Lisboa, 
Lisboa, 1685. 4." de viii (innumeradas)-164 pag. 

Publicou mais cinco sermões avulsos, cujos titulos podem ver-se na BiU, 
de Barbosa. 

Era este doutor amigo particular do P. António Vieira, como se prova das 



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220 SE 

cartns d'e8te ultimo, entre «as quaes se encontram algamas dirigidas a Sebasiik 
de Malios. 

O arcebispo Cenáculo nas Memorias do PttlpUo, pag. 234, cita-o como aa- 
ctoridade, allegando-o em sentido que bem mostra o caso que d'elle faxia. 

I>. SEBASTIÃO MONTETRO DA VIDE, Jesuíta, formado em Câno- 
nes pela Universidade de Coín^bra. Foi successi vãmente Desembareador di 
RelaçSo Ecciesiastica, yi|ario geral do arcebispado de Lisboa, Prior da egrfji 
de Sancta Marinha, e a nnal Arcebispo da Bahia, de cuja diocese tomou poan 
a 22 de Março de 1701. Ahi celebrou synodo em i2 de Julho de 1707, no qosà 
ordenou as Constituições, que serviram desde então para o governo d'aquellc 
^ arcebispado, e por ellas se rego ainda agora, segundo creio, o de todas m 
egrejas do Brasil.— Foi natural da vilia de Monforte no Alemtejo, e m. na ci- 
dade da Bahia a 7 de Sl^ptembro de 1722, com 80 annos de edade. 

Além das Constituías (descriptas no Diccionario, tomo n, n.« C, 41 i), 
escreveu, conforme Barbosa : 

12o) Historia da vida e morte da madre Soror Vietoria da EncarnúHh. 
religiosa no convento de Sancta Clara da cidade da Bahia, Roma, por João Do- 
mingos Chracas 1720. 8.« — É livro que ainda não pude ver. 

D. SEBASTIÃO DE MORAES, Jesuita, e de[tois Bispo do Japão.— 
Foi natural da ilha da Madeira, onde n. em 1534; e m. em Moçambique a Í'J 
de Agosto de 1588. — Nao se sabe que escrevesse alguma obra em iingua pcir- 
tiigueza: ])ublicou porém na italiana a seguinte, que por seu assumpto roepâ- 
receu devia achar entrada no Diccionario: 

126) Vila e morte de la sereníssima Maria di Port^allo, principessa di Par- 
ma e Piacensia. Bologna, 1578. 8.« — Novamente: Koma, 1602. 12.*» 

Diz-se que fdra traduzida em castelhano, e impressa em Madrid, I59Í. 11* 
Tanto o original como a traducçilo são raras em Portugal. 

P. SEBASTIÃO PACHECO VARELLA, Presbytero secular, Caval- 

leiro da Ordem de Christo, insigne na intelligencia de varias linguas, e das 
artes liberaes, com sufiQciente conhecimento das sciencias escholastícas, que 
aprendeu sem mestre. Tendo escapado ao perigo de vida em que o poz um 
raio, que estivera a ponto de o fulminar, retirou-se do commercio humano, 
e entregou-se a tão ásperas penitencias, que o rigor d'ellas lhe abreviou a vida. 
morrendo na florente edade de 35 annos, na villa (hoje cidade) de Aveiro, sua 
pátria, a 8 de Março de 1706. — E, 

127) Sermão da seraphica madre Sancta Theresa, na manhã da sua festa, 
pregado em Aveiro no anno de 1700. Coimbra, por João Antunes 1701. 4.* 

128) Sermão da seraphica madre Sancta Theresa, na tarde da sua festa, 
pregado em Aveiro, no dito anno. Ibi, oelo mesmo 1701. 4.' 

129) Sermão da bemaventurada Sancta Joanna, princeza de Portu^es^ 
nhora de Aveiro, pregado no mosteiro da mesma villa, em que viveu e morreu, 
na ultima tarde do seu triduo. Lisboa, por Manuel Lopes Ferreira 1702. k.' 

y?y, yir^ 130) Numero vocal, exemplar catholtco e politico, proposto no maior entre 

os sanctos, o glorioso João Baptista: para imitação do maior entre os prind- 
pes, o sereníssimo D. João V, nosso senhor, Lisboa, por Manuel Lopes Ferreira 
1702. 4.^' de viii (innumeradas)--585 pag., e mais três no fim sem numeração, 
contendo umas taboadas explicativas. 

Á parte os resalbos de gongorismo que apparecem logo no titulo, epor 
todo o contexto da obra, este livro foi, quanto eu posso julgar, omittido injus- 
tamente no chamado Catalogo da Academia, e nSo merecia de certo tal exclu- 
são. Varella reúne em seu favor os votos de alguns críticos illustrados; Moraes 
o allega no Diccionario muitas vezes, auctorisando com elle o uso de varies 
termos; e o P. Francisco José Freire nSo duvidou qualifical-o de «auctorde 



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SE 221 

âstante propriedade na locução, e de lingnagem corrente». (Yej. Reflexões io- 
rt a Ungua porlurpteza, parte 3Í/, pag. i()6.) 

FR. SEBASTIÃO DE PAIVA, Trinitario, Mestre de Theologia, e Pré- 
;ador gerai na sua Ordem. Professou em 24 de Março de I6ÍÍ.-7-JF0Í natu- 
»1 de Lisboa, e m. a 9 de Septerabro de 1659. — Ou por moda, ou por paixão, 
nostrou-fie defensor acérrimo dos Sebasíianislas, fazendo a apologia d'esta 
^fiça em escriptos, que, segundo Barbosa, ficaram inéditos, e se conservavam 
DO uosteiro da Trindade. É de suppor que ficassem de todo consumidos no 
iaeendio que reduziu a cinzas este convento, com as suas ofiicinas e livraria, 
liada antes do terremoto de 1755. O que d'este a uctor existe impresso é o 
seguinte : 

131) fC) Historia j>araenetica dos doulores a)Uigos, Lisboa, por Henrique ^. 4^ 
Valente de Oliveira, i6o7. 8.» de vi-343 pag., havendo um salto na numeração ^-^ '^^' 
CDB passa de pag. 176 a 178. Contém resumidas as vidas de Origenes, Tertul- 

liano, S. Cypriano, Sancto Athauasio, S. Gregório Nazianzeno, Santo Ambro- 
m e S. João Chrysostomo. 

Conservo dous exemplares d'este livro com rostos diíTerentes. Um d'elles 
lem, afora o frontispício impresso, outro gravado em chapa de metal. Ao se- 
gundo falta esse rosto gravado; porém ha em seu logar um escudo d'armas, 
egualfflente de gravura» que no primeiro se não encontra. 

132) fCJ Jurídica resposta a um papel anonymo manuscripto, que contra 
árias censuras apostólicas, proferidas em uma causa dos Religiosos da Sanctis- 
iima Trindade, s&divulgou, Ibi, pelo mesmo impressor 1658. FoL — É obra de 
({ue uSíO vi até agora exemplar algum. 

SEBASTIÃO PHILIPPES MARTINS ESTAGIO DA VEIGA, OÍB- 
ei&l da Sub-Inspecçâo geral dos Correios e Postas do Heino. — N. na cidade de 
Tavira, no Algarve, a 6 de Maio de 1828, e foram seus pães José Agostinho 
Estado da Veiga, fidalgo da Casa Real, e D. Catharina Philippes Martins, am- 
idos de illustre prosápia, segundo consta de uns apontamentos genealógicos que 
teaho presentes. Frequentou os estudos secundários no Lycéo Nacional de Faro, 
6 foi por al^um tempo alumno da Eschola Polytechnica de Lisboa. 

tem^sido coUaborador em alguns periódicos litterarios e poli ticos, e o é 
desde 1859 oa secção litteraria e noticiosa do jornal A Nação, bem como nos 
de Madrid La America e Revida Ibérica, Co 1 laborou eguaimente na Encydo- 
Pfàia para o uso das Escholas (vej. no Dicdonario, tomo v, n.<» J, 1209), nas 
SoUu á traduccão dos Fastos de Ovidio peio sr. Castilho (idem, no Siipple- 
wentoj, e no Aimanach de lembranças (idem, tomo i, n.' A, 214). 

Teni para publicar : . 

133) Romanceiro do Algarve, cuja impressão ha sido por vezes annuuciada 
em um volume de 8.» 

134) Cancioneiro do Algarve, ou cantigas populares da minha terra, — Al- 
gumas doestas cantigas, que appareceram em folhetim no n.*. . . . da Noçaío, 
l Julho de 1859?) deram logar a desabridas allusões da parte da redacção do 
Ardiitx) Universaí, como pôde ver-se a pag. 16 e 30 do tomo 11 d'aquelle 
«raanario. 

13õ) Memoria sobre vários monumentos e antiguidades do Algai^ve. — A Rosa 
^0 Mosteiro, poemeto lyrico em quatro cantos. — Um volume de Poesias. — 
^ Capita de Sancta Cruz, drama histórico em cinco actos, etc. 

SEBASTIÃO PIRES, de cuja pessoa apenas consta haver sido natural 
^ cidade do Porto, e que no anno ae 1556 servia o oflicio de Feitor da Al- 
fandega da ilha do Faial. — E. 

136) fCJ Representação de gloriosos feitos, tirada do sagrado texto, Coim- 
bra, 1537. 4." 



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437) fC) A nau do filho de Deus, com uma eqloga intituiada « Sãterk» 
Ibi, 1557. 4.- 

Devem ser mui raros estes opiisculos, pois que o próprio Barbosa nKj*< 
nâo os ter visto, aliás teria declarado os nomes do typograpbo, ou lypij^ 
phos que os imprimiram. Da Bibl. Litói/. passaram assim mesmo para o p>ecíb 
Catalogo da Academia. Pela minha parte, declaro que não os vi, nem dela 
tenho mais noticia. 

P. SEBASTIÃO DO REGO; foi primeiramente Clérigo secular, e P:jo^ 

cho em algumas egrejas da diocese de Goa: depois tomou a roupeta da cofr 

gregaçáo de S. Filippe Nery, entrando na casa do Oratório da referida cidaÍÉ 

aos 20 de Janeiro de 4730, quando contava de edade 31 annos. Era brochojaf 

de naçáo, e natural de Ncura, districto da ilha de Goa. As' datas do seu nasd- 

mento e morte são por ora ignoradas. — E. • 

j.j^gc 138) Vida do venerável P. José Vaz, da congregação do Oratório deS.Fi 

/ jro lippe Nery da cidade de Goa, fundador da laboriosa missão que os congre^sàn 

t.Uf. ^^° d*esta casa tem á sua conta na ilha de Ceilão. Lisboa, na Regia Offic. Silviaua 

1745. 4.» de xxvm (innumeradas)-354 pag. 

No livro ir, cap. 3.» e 4.*, se tracta com particularidade do estabelecimenU». 
contrariedades e progressos da missão do Canará; contendo-se ahi e^cie<,d:: 
que podem (talvez) colher algum proveito os que se occuparem da histm 
do padroado portuguez no Oriente, e das questões suscitadas a respeito de 
jurisdicçáo entre os prelados de Goa e os vigários apostólicos. 

É obra pouco vulgar, de que no espaço de mais de vinte annos tedo 
apenas encontrado no mercado dous ou três exemplares, vendidos por preç <s 
de 360 ató 600 réis. 

• SEBASTIÃO DO REGO BARROS, do Conselho de S. M. o Impe- 
rador, Comniendador da Ordem de S. Bento d'AvÍ8, e Official da Imperial dj I 
Rosa; Tenente-coronel reformado; Ministro e Secretario d'Estado dos Negt> 
cios da Guerra em 1860-1861. — Durante o seu ministério fez imprimir ak^ 
de outras as seguintes publicações officiaes : 

139) Cdlecção de provisões do Supremo Conselho Militar e de Justiça do tV 
perio do Brasil, de 1823 a 1856 etc. Rio de Janeiro, Typ. Univ. de E. A H. 
Laemmert 1861. 8.° gr. de 334 pag., afora a do rosto. , , 

140) Regulamento orgânico das Escholas militares do Império, modificúâ'^ 
o do 1.^ de Aarço de 1858. Rio de Janeiro, na mesma Typ. 1861. 8.* gr. de 2^ 
pag., com uma tabeliã final. 

De uma e outra conservo exemplares, havidos, como os de muitos outro 
livros impressos no Rio de Janeiro, da generosidade com que os srs. Laem- 
mert e outros beneméritos editores procuram fornecer na parte que lhes lo« 
08 elementos indispensáveis para ampliar e enriquecer a bibliograpbia bra- 
sileira. 

SEBASTIÃO DA ROCHA MTA, Fidalgo da Casa Real, Cavalleiro pro- 
fesso na Ordem de Christo, Coronel de ordenanças dos privilegiados da Bãhu^ 
Académico da Academia Real da Historia Portugueza, etc. — N. na cidade» 
Bahia a 3 de Maio de 1660, e na mesma cidade m. a 2 de Novembro de HSb. 
A sua biographia pelo sr. dr. João Manuel Pereira da Silva, sahiu primeíroJí^^ 
tomo xri, pag. 258 a 276 da Revista irimensal; e depois mais correcta eaia- 



pliada nos Varões Ulustres do Brasil, tomo i, de pag. 185 a 209. — E, 
y". /^'/^^ ^^^y ^^^loria da America Portugueza, desde o anno de 1500 do un desn- 

y. )/*' hrimenlo até v de 1724. Lisboa, na Offic. de José António da Silva 1730. Fj>l 
<?. /f* de xxx-716 pa;:. Bem como todos os livros que tractam especialmenle a^'* 
/ /<* ' " cousas do Brasil, esta Historia começou a ser mais procurada de trinta annos 
^ ^^^'J para cá, e foi subindo gradualmente de preço, de tal modo que os exemplanís. 



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SE »3 

ue no principio d'este século se vendiam a 1:800 réis, quando muito, téera 
begado a valer nos últimos tempos 6:000 e 7:200 réis, e ainda ha mezes vi 
rocurar com empenho um, que custou a quem o pretendia 8:000 réisl Como 
e tornam de dia em dia mais raros, n2o ó para extranhar que este preço au- 
;mente ainda de futuro. 

Os nossos antigos cri ticos haviam esta obra em menos conta, principal- 
Dente no que dizia respeito ao estylo e linguagem : e tanto assim era, que o 
a)IÍ6ctor do pseaáo-Catalogo dà Academia uSlo a considerou digna de figurar 
»tre os livros abi descriptos! Isto não obstante o voto do cen^sor D. José Bar- 
bosa, eiaggerado talvez, porém de cuja competência e auctoridade poucos du- 
lidariam. Affirma elle «que a Historia da America está escripta com tanta 
elegância, que só tem o defeito de não ser mais dilatada, para que os leitores 
«podessem divertir com maior torrente de eloquência». ^ 

O sr. Varnhagen no seu Florilégio j pag. xxxv, a julga recommendavei 
peU riqueza de suas descripções, e pelo estylo pomposo e elevado, roais pró- 
prio todavia da poesia que da historia. Lendo esta, parece ás vezes estar-se 
Wo um poema em prosa. 

Ultimamente o sr. dr. Pereira da Silva na biographia citada, apresenta da 
Bièiúria e do seu auctor o seguinte conceito: «Se Rocha Pita soubesse ou po- 
desse escapar-se do defeito de acceitar e dar, sem o menor discernimento, como 
^erdadei^os alguns factos que só existiaiu em tradicções populares, e nas in- 
Teoções dos missionários, seria de certo um dos maiores historiadores da lin- 
^portugueza. . . — Quanto a estylo, é claro, fácil, elegante e bello (tanto quanto 
upermiltiam o gosto da epocha em oue escreveu) : tem descripçôes admiráveis 
e eloquentes pinturas, etc. . . — Finalmente, a Historia da America, quer para 
2 epocba em que foi escripta, e que era de certo muito pobre de obras histo- 
ricaS) quer mesmo para os nossos tempos, que possuem uma mais abundante 
Colheita de materiaes acerca do Brasil, deve ser considerada um bom monu- 
mento, e um thesouro precioso, que honram a lingua e a litteratura portu- 
gueza.» 

No catalogo da livraria de Lord Stuart, a que me tenho por vezes refe- 
rido, vem sob n.** 4:064 descripto um exemplar doeste livro com a nota de raro. 

^^ff Breve compendio e narração do fúnebre espectáculo. . . que na cidade ^- /J'<^ 
da Bahia se viu na morte d^eU-rei D. Pedro II, etc. Lisboa, por Valentim da^/*^** 
Costa Deslandes 1709.4.» 

143) Summario da vida e morte da ex."' senhora D. Leonor Josepha de 
Vilhena, e das exéquias qtie se celebraram á sua memoria na cidade da Bahia. 
Lisboa, por António Pedroso tialrâo 1721. 4.*> 

^0 pouco vulgares estas obras em Portugal, e talvez ainda mais nq Brasil. 

D. SEBASTIÃO DE SAMPAIO, Cónego regrante de Saneio Agostinho 
^ <*-ODgregaçSo de Sancta Cruz de Coimbra, na qual professou em 21 de Julho 
^ i70l. Âhi foi durante alguns annos Lente de Theologia; e passando depois 
A viver em Roma, faleceu avessa cidade, segundo creio, sem que todavia me 
íbsse possível averiguar a data certa do seu óbito. — £. 

Ii4) Compendio da vida do glorioso pontifice S. Pto V, illustrada com re- ^. ^r^^, 
í^^xOes noraes, politicas e predicáveis. Roma, na Oílic. de João Zempel, & JoSo ^ /« •' 
de Meiis 1728. 8." gr. de xvi-336 pag. 

Esta obra (de que comprei ha annos um exemplar por preço assas dimi- 
nuto) é escripta no gosto, estylo e linguagem próprios do tempo, e nâo sei que 
mi obtidp grande estimação, apezar de não serem communs os exemplares. 
><íni 00 principio dous sonetos em louvor da obra e do auctor, um escripto , 
P<>rígnacio Garcez Ferreira (Diccionario, tomo m), outro por D. António Gou- 
^^ Da raridade d*este livro nas províncias do norte dá testenmnho o sr. dr. 
I^^íra Caldas, dizendo-me que só no «inno corrente achara em llm de venda 
^ cidade de Braga o suberbo exemplar que tem agora. 



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FR. SEBASTIÃO TOSCANO» Eremita de Sancto Agostinho, cuja regra 
professou no convento de Salamanca a i8 de Fevereiro de 1533. Foi Bacharel 
em Theologia, Regente dos estados no convento da sua Ordem em Nápoles, 
Cbronista geral da mesma Ordem, Préffador d'el-rei D. João III e do imperador 
Carlos y, e duas vezes Provincial. — Is. na cidade do Porto, e m. em edade mui 
provecta no convento da Graça de Lisboa, a i3 de Junho de 1580. — E. 

i45) fCJ Oraçõjo em Sancta Maria da Graça de Lisboa, a 19 dias de 
Maio de 1566, na trasladação dos ossos da índia a Portugal do mui illustre 
capitão e governador da índia Affonso de Albuquerque. Lisboa, por Manuel JoSo 

É este opúsculo um dos livros mais raros da nossa litteratura, e do qual 
não pude ver até agora algum exemplar. Segundo o testemunho de José Agos- 
tinho de Macedo, existia um no seu tempo na livraria do convento da Graça 
de Lisboa; e o sr. Figanière me assegura ter visto ha annos no Archivo Na- 
cional um exemplar completo, porventura o mesmo que anteriormente perten- 
cera aos ffracianos. 

O falecido advogado Rego Abranches possuiu um exemplar, porém muti- 
lado, faltando-lhe uma ou mais folhas. Por morte d*este passou com a melhor 
parte da sua livraria para Joaquim Pereira da Costa; e no inventario a oue 
se procedeu depois do falecimento do ultimo, foi o dito exemplar avaliado pelos 
peritos em 400 réis ! 
^ /^ 146) fCJ Mystica Theologiaj na qual se mostra o verdadeiro caminho pêra 

subir ao çeo, cõforme a todos os estados da vida humana. 1568. — Este titulo 
acha-se impresso dentro de uma portada de gravura. No fím tem : a A gloria 
e louuor de Deos e da Virgem nossa Senhora acabouse o presente liuro nesta mui 
nobre e sempre leal cidade de Liaòoa e casa de Francisco Corrêa impressor, 
aos xxvj dias do mes Dabril de 1568. n 8.° de m (innumeradas)-151 folhas nu- 
meradas só na frente. A subscripçâo finai vem na folha que devia ser 152, e a 
esta segue-se um indice ou taboada, que occupa quatro folhas. 

O exemplar que possuo d'esta obra (aliás rara) foi comprado ha annos por 
500 réis, e existe no estado de perfeita conservação. 

É também estimada, e pouco vulgar (com quanto fosse impressa mais de 
uma vez) outra obra de Fr. bebastião Toscano; mas escripta em lingua caste- 
lhana. Intitula-se: 

147) Las Confessiones de Santo Auqustin traduzidas de latin en castdlano, 
Salamanca, por André de Portonariis 1554. 8.^— E Anvers, pelos herdeiros de 
Amoldo Bircman 1556. 12.<> 

SEBASTIÃO XAVIER BOTELHO, Par do Reino em 1835; Commen- 
dador da Ordem de Christo, etc. — Tendo-se formado na faculdade de Leis da 
Universidade de Coimbra, foi successivamente Provedor dos Residuos e Capti- 
vos, Juiz dos direitos reaes da Casa de Bragança, Desembargador da Relação 
do Porto, Inspector geral dos Transportes para o exercito, Juiz do Commissa- 
riado Britannico durante a ^erra peninsular; Inspector dosTheatros; Desem- 
bargador da Casa da Supplicação do Rio de Janeiro; Deputado da Junta dos 
Arsenaes e Fundições no Brasil ; Director do Lycéo Nacional em 1822; Capitão- 
general da ilha da Madeira e de Moçambique, e nomeado no mesmo cargo para 
as ilhas dos Açores e reino de Angola; Membro do Conservatório Real de Lis- 
boa, etc. — N. em Lisboa a 8 de Maio de 1768, sendo filho natural de Thomás 
José Xavier Botelho, que o era lesitimo do quarto conde de S. Miguel, Álvaro 
José Xavier Botelho. M. a 21 de Maio de 1840, como se lé no epitaphio do seu 
tumulo, collocado no cemitério dos Prazeres. — Para a sua biographia vej. o 
Ebgio histórico, escripto pelo sr. Alexandre Herculano, e impresso no tomo ii 
das Memorias do Conservatório, e a Resenha das Familias titulares de Portugal, 
a pag. 220, onde vem miudamente descríptos os seus postos, cargos e condeco- 
rações.— E. 



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SE 225 

148) Historia verdadeira dos aconiecimerUos da Hha da Madeira depois do 
memorável dia 28 de Janeiro, escripta por ordem chronologica, . . . para destruir 
um libello famoso, impresso em Londres por um cidadão funchalense. Lisboa, na 
Offic de António Rodrigaes Galhardo 1821. 4.<' de 6i pag. — (Vej. a este res- 
peito no Diceionario, tomo v, o n.° L, G32.) 

149) Carta a S. M. L o Duque de Bragança. Começa : « Senhor : Eu não 
enfeito palavras lisonjeiras. Se ellas não fosj^em inseparáveis dos thronos, nem 
os povos se amotinavam, nem os reis andariam a braços com tantos perigos e 
contratempos». — No fim declara ser impressa por Taylor, Printer, 39 Coleman 
Street, London. Não tem data, nem o nome do auctor. 8.<* gr. de 8 pag. — 
O único exemplar que d'ella vi, pertence ao sr. Fi^anière. 

150) Reflexões pdUicas em Junho de 1834. Lisboa, Typ. Nevesiana 1834. 
8.<* gr. de 28 pag. — Sahiu segundo folheto, com o titulo Reflexões politicas em 
Julho de 1834. Ibi, na mesma Imp. 8.<> gr. 

151) Elogio ao Duque da Terceira. — Não o vi, mas sei que fora impresso 
na Imp. Nacional em 1835, constando de meia folha de impressão. — Ignoro se 
foi publicado com o seu nome ou sem elie. 

152) Resumo para servir de introducção á Memoria estatistica sobre os 
dominios portuguezes noifAfrica Oriental. Lisboa, na Imp. Nacional 1834. 8.*' gr. 
de 85 pag. — A matería conteúda n'esto opúsculo de pag. 31 a 37 foi depois 
omittiaa na introducção que se acha no principio da Memoria, impressa no 
anno seguinte, como se vai ver. 

153) ''Memoria estatistica sobre os dominios portuguezes na Africa Oriental, ^ /j'^ * 
Lisboa, na Typ. de José Baptista Morando 1835. S."» gr. de 400 pag., e mais duas /pÍT- /^ ^ 
folhas innumeradas contendo indice e erratas. Com seis cartas e plantas litho- ^^i^T^ 

Sraphadas. O frontisoicio é também lithographado, bem como a folha imme- ^} j-a* 
iata, qué contém a dedicatória do auctor ao Duque da Terceira. 

iWf' ^egunàxs, parte da Memoria estatistica sobre os dominios portuguezes 
íia Africa Oriental. Contendo a resposta á critica feita a esta Memoria, e in- 
serta na « Revista de Edimburgo » n.« 130 de Janeiro de 1837. Lisboa, Typ. de 
A. J. C. da Cruz 1837. 8.» gr. de 110 pag. 

«A Memoria estatistica (diz o sr. Herculano, no Panorama áe 1838, a pag. 6) 
é o mais bem escripto livro de prosa que ha vinte annos se tem escripto em 
Portugal.» A segunda parte foi, como d'ella se vé, escripta em redarguição dos 
ataques que á primeira fizera a Revista de Edimburgo, censurando-a áspera, 
incivil e immerecidamente. Botelho esforçou-se por aniauilar os argumentos 
do seu adversário, com a modéstia e animo desapaixonado, próprios de quem 
tem razão. 

Parece que da Memoria se imprimiram poucos exemplares, que o auctor 
destinara para com elles presentear os seus amigos, e que nenhum lôra exposto 
á venda publica. Estas circumstancias, que duplicaram o mérito intrínseco da 
obra, a tornaram mais procurada; e por isso os exemplares usados, que casual- 
mente apparecem no mercado, téem valido preços mais altos do que valem de 
ordinário os livros em tal estado. Vi vender na annos por 1:600 réis um exem- 
plar bem enquadernado (a que aliás faltava a segunda parte), e creio quo o 
preço dos últimos que appareceram completos nâo tem descido de 2:250 réis, 
salvo o easo em que a ignorância de algum vendedor o leva a contentar-se 
com menor quantia. 

Além de outras composições em verso (impressas com o seu nome não vi, 
nem me consta que exista mais que uma epistola a Bocage, a qual foi por este 
incorporada no tomo in das suas Poesias) que se lhe attriouem, dizem ser d'elle 
um resumo ou imitação em portu^uez da obra de Ovidio, que depois de correr 
muitos annos manuscripta, veiu a imprimir-se em Lisboa, com o titulo : Arte de 
amarj ou preceitos e regras amatorias para agradar ás damas. (Lisboa, 1822?). 
8.** — Vej. o que a propósito digo no presente volume, pag. 18. Anda também 
nas Poesias eróticas de Bocage (Diceionario, tomo vi, n.'' M, 1044). 
Tovo vn 15 



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2t6 SIS 

SELEHOII ou SGHELOMÃO DE OLIVEIRA, judea [MVtQgoez» filho 
de David, e natural de Lisboa. Foi Doutor em varias escholas, e Rabbino oo 
Mestre na synagoga de Amsterdam. Ahi m. em 1708. D'elle tracta António 
Ribeiro dos Sanctos nas suas Mem, da Lkter. sagrada dos Judeus portuguezes, 
insertas nas de Liltei\ da Academia, tomo ii, a pag. 230, e 361 e seguintes. 
Parece ser o mesmo que na Bibl. Lusit. vem designado com o nome de Sebe- 
lemo de Oliveira, como di^o no presente volume a pag. 300. — Além de muitas 
obras que escreveu em diversas linguas, deu á luz na portuguesa as que se 
seguem : 

155) Hez Chaiim, isto é. Arvore da vida, ou dos qw vivem. Amsterdam, 
por David Tartas 5442 (Anno de Chrísto 1682). 8.» 

Segundo diz Ribeiro dos Sanctos (que declara ter visto um exemplar), é 
um Diccionario hebraico-portuguez, em que se explicam as raizes hebraicas e 
chaldaicas, que ha nos livros sagrados. Põe-se primeiro a raiz hebraica, depois 
a palavra da Escriptura em aue elia se acha, e ultimamente a palavra porta- 
gueza que lhe corresponde. Oora de muito merecimento e utilioade, diz o cri- 
tico citado. 

156) Mârphb Lesoa% isto é. Medicina da Língua. Amsterdam, por David 
Tartas 5446 (ou de Chrísto 1686). 8.° — É, segundo o mesmo Ribeiro dos San- 
ctos (aue também viu exemplares d'esta e das duas seguintes) uma Gramma- 
tica heoraica completa, que emparelha com as melhores que se téem escripto. 

157) Jad Laschon : Dal S'fata'ím. Manual da linaua hebraica. Grammatica 
breve da lingua chaldaica. Amsterdam, pelo mesmo 5449 (1689). S.^ — Descrevo 
estas duas obras, não como as traz Ribeiro em separado (chamando á primeira 
Mão ou insti-umento da lingua, e á segunda Porta dos labiosj mas sim como as 
acho descriptas e reunidas em um volume, no Catalogo já por vezes citado de 
Isaac da Costa, onde vém a pag. 98, com a nota de rarissimo, e por tal o tenho, 
não havendo noticia da existência de outro exemplar. 

Ou seja duplicado d*este, ou obra inteiramente diversa, encontro também 
no Catalogo de Isaac da Costa, pag. dita, mencionada a que se segue : 

158) Livro da Grammatica hebraica e dialdaica, Amsterdam, em casa de 
David Tartas 5449 (1688) (sic). 8.° — Diz que n'este livro se cqmprehendem 
sob o titulo indicado vários opúsculos do auctor, em hebraico alguns, outros 
em portuguez, etc. Também com a nota de rarissimo. 

O próprio Catalogo a pag. 96 dá ainda como existentes na livraria d'aquelle 
erudito bibliophilo israelita a seguinte, que não vejo mencionada pelo nosso 
Ribeiro dos Sanctos (vai com a própria orthographia) : 

159) Laberintos que formam a figura do frontispido da fabrica da Esnoga 
sancta fabricada sumpluoza nesta cidade de Amsterdam. Estes laberintos formas 
s. conceito sobre os Vò artigos de nossa sancta Ley, glozados em verso heróico 
os versos do caiúo Ygdal Ehhim Huy. Amsterdam, em casa de Uria Levy 5435 
(1675)! Foi. — Com a nota de raríssimo. Não declara se tem ou não expresso o 
nome do auctor. 

160) Confissão penitencial em portuguez, com o livrinho «Ensino de pec- 
cadores.» Amsterdam, 5426 (1666). Em 12.° ou 16.*» — Estas são as indicações 
confusa u incorrectamente dadas pelo dr. Ribeiro dos Sanctos, que parece ha- 
vel-as colhido da Bibl. Espanola de D. José Rodrigues de Castro. A vista do 
titulo, julgariam todos que a obra era escripta em portuguez. Do CaUdopo de 
Isnac da Costa, pag. 85, vè-se porém que o Ensino de peccadores é na hngua 
castelhana, e o seu verdadeiro titulo na forma seguinte : 

Ensería a peccadores, que contiene diferentes obras, mediante las quales pide 

d hombre piedad a su criador. Amsterdam, por D. de Castro Tartaz 5426 (1666). 

Parece mais não ter sido Oliveira auctor doesta obra, e só siffl mero pó- 



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SE 227 

• 

blicador, dando-se no respectivo prefacio por anctor d'eUa R. Yesajahy (Hur- 
witz). 

Na livraria de Isaac da Gosta existia finalmente (Catalogo, pag. 92) ma- 
nuscripta e inédita outra obra de Selemoh de Oliveira, de que nada nos diz 
Ribeiro dos Sanctos : está escripta em portuguez, e com o titulo seguinte : 

161) Computo da intercalaçQo dos annos. Amsterdam, 5428 (i6o8). De 200 
pag. em 4.* 

(Vej. no presente volume os artigos Perah Schmchan, e Sermões qtie pre- 
gara os doctos ingenios, ete.J 

SEGISMIJNBO ANTÓNIO COUTINHO. (Y. Fr. Manuel da Epiphania.) 

8ELEUGO LUSITANO. (Y. Salusque Lusitano.) 

162) A SEMANA : jornal litterario. Primeiro volume. Redigido por João 
de Lemos Seixas CasteUo-branco, Manuel Maria da Silva Bruschy, Ayres Pinto 
de Sousa e Jaeinio Rdiodoro dè Faria Aguiar de Loureiro. Lisboa, na Imp. Na- 
cional 1850. 4.° ffr. de iv-412 pag. — Cbmprehende 52 números, publicados de 
Janeiro a Dezembro do referido anno, com frontispicio e índice. 

Vohtme n. (Publicado sob a direcção do sr. A. da Silva TuUio.) Ibi. 1851 
a 1852. 4.<> gr. de 544 pag. Findou com o n.° 48, datado de Junho de 1852, e 
tem no fim a despedida do director, em que declara haver uma nova empreza 
tomado a si a publicação do tomo iii. D'ella faziam parte os srs. J. Á. de San- 
cta Anna eVasconceilos, A. P. Lopes de Mendonça, e náo sei se alguém mais. 
Pablicaram-se apenas, segundo a minha lembrança, dous ou três números, com 
intervalos irregulares, e suspendeu-se a continuação indefinidamente, por mo- 
tivos que ignoro. 

O volume ii sahira acompanhado de figurinos de modas, e com algumas 
gravuras intercaladas no texto. Não chegaram a imprimir-se os respectivos fron- 
tispicio e Índice, os quaes faltam por isso em todos os exemplares. 

Entre os artigos de prosa e verso comprehendidos nos dous tomos, ha 
muitos dignos de apreço, pelos quaes a collecção se toma recommendavel, e é 
ainda procurada. 

163) SEH-RAZÂO DE ENTRAREM EM PORTUGAL as tropas z^.^r* 
easíelkanas como amigas, e razão de serem recebidas como inimigcis. Manifesto 
reduzido ás memorias apresentadas de parte a parte. Impresso em Madrid de 
ordem d'aqueUa carte, nas duas linguas portugueza e castelhana, e reimpresso 

em Li^HM na lingua portuguesa. Sem designação^a typographia, etc. 4.° 

Começa pelas pro-mèmorias apresentadas em 16 de Março, 1, e 23 de 
Abril de 1762 ao secretario d'estado D. Luis da Cunha pelos embaixadores de 
Hespanha e França, com as respostas de D. Luis da Cunha; seguem-se vários 
outros documentos, decretos, pastoraes, etc, sendo o ultimo um edital do 
Marquez de Tancos, governador das armas da corte e província da Extra- 
madura, etc. — Estas peças téem quasi todas sua paginação especial, de sorte 
que o opúsculo contém ao todo 5ô-8-4-3-3-3-4-o pag. 

Reunidas ao mesmo opúsculo conservo enquadernadas em um volume 
varias relaç(5es e outros papeis avulsos, que o Governo mandou imprimir n'a- 
quella conjunctura, até se terminarem as desintelligencias pelo Tractado defi- 
nitivo de paz e união entre as coroas de Portugal, França, Gran-Bretanha e Hes- 
panha, assignado em Paris a 10 de Fevereiro de 1763; e impresso em Lisboa, 
na Offic. de Miguei Rodrigues 1763. i.^* de 91 pag. 

SEMUEL, filho de Ishac Abaz, judeu portuguez, do qual somente se sabe 
que assistia em Amsterdam na segunda metade do século xvii, e que fora Rab- 
bino ou Doutor na Sinagoga.— E. 

15 • 



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228 . SE 

i64) HOBAT ALEBABOT ; Obrigoçam dos Coracoens, Livro morai de grande 
erudição êf pia doctrina. Composto na língua arábica pello devoto Rabbenu Ba- 
hie ÓDaian, filho de Rabbi Joseph^ dos famosos Sahios de Espanha, E tra- 
duzido na lingua santa pelo insigne Rabbi Jeuda Abon Tabon. E agora nova- 
mente tirado da hebraica, á lingua portugtieza, para útil dos da nossa Naçam, 
com estilo fácil, jf intelligiveL Per Semuel filho de Ishac Abas de boa memo- 
ria, Á gloria de Deos bendito. Impresso em Amsterdam. Em casa de David 
de Castro Tartas. — Anno 5430. (i. e. de C. 1670). 4.'' A nameraçAo d'este 
livro procede com irregularidade, e transtorno notáveis; tem primeiro a folha 
do rosto, e a ímmediata sem numeração; a seguinte é numerada na frente com 
o n,^ 3; — vem depois outra com o n."* 4, a aue se seguem duas sem nume- 
ração. Começam depois os prólogos, tendo na rrente da folha o n.** 5, e conti- 
nuando até 23 : ha ainda uma folha sem numero ; e após esta começa o tractado 
primeiro, tendo no recto da folha o n.^ 24, e continuam as paginas seguintes 
numeradas até 31, sem interrupção : e de pag. 31 salta a numeração a pag. 33, 
continuando até o fim da obra, que termina a pag. 438. 

É esta (como diz António Ribeiro dos Sanctos, nas Mem. de Litt, Portua. 
da Acad, R, das Sc„ tomo iii, pag. 353) uma obra ascética, que tracta da yida 
espiritual, e de como se ha de portar o homem para com Deus, para com os 
outros homens, e para comsi^o mesmo; é dividida em dez tratados: «i.% que 
«declara os reauisitos da obrigação de crermos a unidade de Deus com coração 
«perfeito; 2.^, declara os requisitos da obrigação de contemplarmos nas ereatu- 
•ras, e nos muitos benefícios que de Deus recebem ; 3,*, declara os requisitas da 
«obrigação de receber o serviço de Deus sobre nós ; 4.*», declara os requisitos 
«da obrigação de confiarmos em Deus bemdito somente ; 5.°, declara os requi- 
«sitos da obrigação de dirigirmos todas nossas obras a seu nome sancto, e apar- 
«tarmo-nos da hypocrisia ; 6.°, declara os requisitos da obrigação de mostrar- 
«mos humildade e submissão diante de Deus ; 7.^ declara os requisitos da obri- 
«gação da penitencia e suas circumstancias e dependências; 8.^ declara os 
«requisitos da obrigação da conta que o homem deve tomar a sua alma por 
«amor de Deus; 9.^ declara os requisitos da obrigação da abstinência, e qual 
«d'eUas devemos professar; iO.% declara os requisitos da obrigação do amor 
t(de Deus e seus graus. 

Traz no principio uma Approvaçâo dos eminentes e doctissimos SS, Haha- 
mim do K. K. de Amsterdam, Yscfaac Abuab e Moseh Raphael de Aguilar, da- 
tada de Amsterdam aos 26 do mez de Nisan de 5430, na qual estes declaram 
«ter revisto exactamente o livro, no qual o traductor mostrou sua muita suf- 
«fíciencia e erudição nas saeradas letras, elegância no portuguez idioma, e sin- 
«gular estudo na perfeição^a traducção, exprimindo com termos próprios a 
«verdadeira tenção de seu insigne auctor, (]ue tão diíBcultosa é a muitos, por 
«haver sido o hebraico traduzido do arábico, Qm que originalmente foi com- 
«posto : e finalmente julgam que se lhe deve dar a licença que pede para que 
«impresso saia á luz, para gloria dei Dio bendito e beneficio conmium dos de 
«sua nação». 

Barbosa ignorou totalmente a existência do livro, e a do seu traductor, por 
isso que d'elles não faz menção alguma na BibL Ribeiro dos Santos aponta 
na verdade esta obra; mas parece que se refere unicamente ao testemunho e 
menção que d'ella encontrou em Wolfio e D. José Rodrigues de Castro, pois 
não nos diz que tivesse visto exemplar algum, ou noticia d*elle em Portugal ; 
e o modo por que no logar citado indica os summarios dos tractados, me con- 
firma ainda mais n'esta opinião. Dos outros nossos bibliographos é escusado 
falar; em nenhum d'elles se acha a mínima noticia ou allusão, que induza a 
crer qne obtivessem conhecimento da existência d'esta obra, egualmente rara 
e preciosa. 

Em 4 de Agosto de 1858 devi á bondade do sr. Barão de Villa-nova de 
Foz-cóa a possibilidade de examinar miudamente um exemplar assas bem tra- 



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SE 229 

tado, que o mesmo sr. possne da dita obra» comprado por elle em Londres a ii 
de Septembro de 1829, e que é talvez o único que hoje existe em Lisboa, e 
até em Portugal 

Recentemente (1861, Novembro) acbei noticia do outro exemplar, men- 
cionado com a nota de raro, no Catalogo da hibliotheca de Isaac da Costa, sob 
n.* 2296. O mesmo possuía também aesta obra uma versdo bespanhola, im- 
pressa em Amsterdam ^70 (A. de C. 1610). 4.% na qual erradamente se dá 
como auctor da obra original o celebre R. Maimonides. 

SEMUEL DA SILVA, judeu portuguez, e nascido em Portugal, Medico 
de profissão, residente em Amsterdam para onde fugira, provavelmente para 
escapar aos rigores da Inquisição. Faltam noticias das datas do seu nascimento 
e morte. — E. 

165) fCJ Tratado da immortalidade da alma, em que também se mostra 
a ignorância de certo eontrariador do nosso tempo, que entre outros muitos er- 
ros deu n'este deliria de ter para si, e publicar que a alma do homem acaba jun- 
tamente com o corpo. Amsterdam, 5383 (Anno de Christo 1623). Na Offic. de 
Paulo Ravestein. 12.» ^ 

Esta obra, escripta a instancias dos judeus da synagoga de Amsterdam, 
é uma fortíssima invectiva contra o livro de Uriel da Costa Exame das Tradi- 
ções Farisaicas, etc. que ainda entSo corria manuscripto. Ê dividida em duas 
partes e consta de xvi capitules. O único exemplar de que ha noticia, existente 
em Portuga], pertencia no íim do século passado á escolhida e numerosa li- 
vraria de Luís Pinto de Sousa Coutinho, i.^ visconde de Balsemão. Viu-o An- 
tónio Ribeiro dos Sanctos, como elle declara. fMem, de Litt., tomo in, pa^. 354.) 

No Catalogo dos livros hebraicos, bespanhoes e portuguezes da bibhotheca 
do falecido Isaac da Costa, Amsterdam, 1861, a pag. 88, sob n."" 2321 vem des- 
ciipto um beUo exemplar d'este livro, com a indicação de raríssimo. 

Também no dito Catalogo pag. 86, sob n."* 2299, vi mencionado outro es- 
crípto do mesmo Semuel da Silva, em castelhano, com a nota de raríssimo, 
e desconhecido de todos os bibliograpihos. Eis o titulo : 

166) Tratado de la Thesuvah o Contricion, trad. pdábra por palabra da 
língua hebraica en espaúolj de R. Moseh Maimonides, Amsterdam, 5373 (1613). 
4.'» de 44 pag. 

167) SENTENÇAS DE TRIBUNAES E JUÍZOS seculares e ecdesias- 
tieos, eondemnando ou absolvendo individuos accusados de crimes religiosos, civis 
e políticos, 

A collecção mais ampla que n'este género existe em Lisboa é, segundo 
creio, a aue o sr. António Joaqiiim Moreira conserva em seu poder, fructo de 
aturada ailigencia e das pesquizas de muitos annos. Á vista d'ella organisou 
o dito senhor uma 8ynopse,'ou Noticia das execuções (penaes) feitas em Portu- 
gal anteriormente ao anno de 1834, a qual como documento curioso e interes- 
sante, foi publicada em appenso ao Relatório da Commissão encarregada do Pro- 
jecto do Código Penal (vej. no presente volume o n.» P, 496), e occupa de pag. 
:Í23 a 235: e teve agora a complacência de fornecer-me o catalogo ou indice 
circumstanciado de toda a referiaa coUecção, tal como o reproduzo n'este artigo. 
Devo advertir comtudo, que faltando-me o vagar necessário para conferir por 
mim próprio cada uma das peças conteúdas no catalogo, não posso responsa- 
bilisar-me por qualquer incorrecção ou descuido inevitável, que por ventura 
Decorresse na desmpção ou summario de algum titulo, ou nas datas respecti- 
vas. Addicionei sim (fazendo-as preceder do signal f) a noticia de poucas mais, 
encontradas no curao das minhas investigaç(!ies, e que o sr. Moreira não pos- 
sue. D'esta sorte vai o artigo tão completo quanto por agora me é possível dal-o. 

i. Sentença d'el-rei D. Aífonso IV contra seu irmão natural João Aífonso, 



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S30 se 

aue morreu degolado em Lisboa por treedor. (Dada em Lisboa, a 4 de Jalho 
ae i326.) — Acha-se a foi. 154 v. do livro manuscripto das Ordenações d' el^r et 
D, Duarte, do qual possue uma copia a Academia Real das Sciencias, tirada 
pelo sr. A. J. Moreira do qufe tem o sr. conde do Farrobo. (Vej. no Diccionario, 
tomo u, pag. 204 in fin,) 

% Sentença d'el-rei D. Affonso V, pela qual foram restituídos ás suas hon- 
ras todos os que haviam acompanhado o infante D. Pedro na batalha de Alfar- 
robeira. (Dada em Lisboa, a 20 de Julho de 1455.) — ^Vem nas Provas da HisL 
Gen, da Casa Real, tomo ii^ pag. 3. 

3. Sentença dada por vinte e um juizes, na presença d'6l-rei D. João II, 
contra o duque de Bragança D. Fernando, que foi degolado em Évora, pelos 
crimes de tretçom e deslealdade. (Datada em Évora, a 20 de Junho de 1483.) — 
Vem nas Frotas da Hist. Gen. da Casa Beal, tomo in, pag. 635. 

4. Sentença de livramento de FernSo de Lemos, sobre as cousas do duque 
dè Bragança D. Fernando. (Dada em 27 de Novembro de 1484.) — ^Vem nas 
Provas da Hist. Gen., etc, tomo m, pag. 798. 

5. Carta reda, e sentença d'el>rei D. Jo3o IH, pela qual manda desnatu- 
ralisar e privar de todos os bens, direitos e acções a D. Uiguel da Silva, bispo 
de Viseu, que sendo escrivão da puridade fugira para Roma sem entregar os 

Íapeis de segredo doestado que tinha em seu poder e guarda.' (Dada a 26 de 
aneiro de 1542.)— Jfonv^crtpto. 

6. Sentença de legitimação do senhor D. António, prior do Crato. (Dada 
a 13 de Março de 1579). — Nas Provas da Hist. Gen. da Casa Real, tomo n, 
pag. 523. 

7. Sentença do cardeal-rei D. Henrique^ contra o senhor D. António, prior 
do Crato, pnvando-o de todas as honras e bens da coroa, que possuia. (Dada 
em 23 de Novembro de 1579.) — Nas Provas da Hist. Gen. da Casa Real, tomo 
II, pag. 526. 

8. Sentença do Cardeal-rei, contra a legitimidade do senhor D. António. 
(Não tem data, porém ó de 1579.) — Nas Provas da Historia sobredita, tomo 
II, pag. 524. 

9. Sentença dos Governadores de Portugal, contra D. António, desnatu- 
ralisando-o, e declarando-o traidor, impondo-lhe as penas da Ordenação. — Este 
alvará, ou sentença, é impresso em forma de edital, para ser ailixado nos lo- 
gares públicos. £ datado de Castro-marim, a 17 de Julho de 1580. O papel 
tem de largura dous e meio palmos, e de altura dous ditos. Contém quarenta 
e seis linhas, com a das assignaturas. Não tem designado o logar da impres- 
são, nem o nome do typographo. O único exemplar conhecido existe na col- 
lecção de Leis, que foi de F. M- Trigoso, hoje pertencente á Academia Real das 
Sciencias. 

10. Sentença do Juizo ecclesiastico contra D. António, prior do Crato. 
(Sem data.) — Vem nas Provas da Hist. Gen. da Casa Real, tomo ii, pag. 528. 

11. Sentença do Juizo secular contra o sobredito. (Datada de 9 de Julho de 
1583.)— Nas Provas da Hist. Gen., tomo ii, pag. 531. 

12. Sentença dada contra Fr. Miguel dos Sanctos, provincial da Ordem 



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dos eremitas de Sancto Agostinho, pregador e confessor da rainha D. Gatha- 
rina, e dos reis D. Sebastião e D. Henrique, etc. pelo crime de pretender in- 
troduzir em Portugal um falso rei D. Sebastião, na pessoa rle Gabriel de Espi- 
nosa, pasteleiro de Madrigal. (É escripta em castelhano, datada de Madrid a 
19 de Outubro de 1595.) — Vem na Historia de Gabriel de Espinosa, impressa 
emValladolid, a pag. 51. Vej. também as Lendas peninsulares do sr. José de 
Torres, tomo ii, pag. i83. ^ 

13. Sentença contra o padre mestre Fr. Estevam Caveira de Sampaio, 
theologo e pregador da Ordem de S. Domingos, por querer introduzir em Por- 
tagal como rei D. Sebastião a Marco Tullio, calabrez, natural da vi lia de Ta- 
verna, e apparecido em Veneza. O padre foi enforcado e esquartejado. (Datada 
de S. Lncar de Barrameda, em 1 de Septembro de 1603.) — Manuscripta. 

14. Sentença da Inquisição, contra o dr. António Homem, lente de Coim- 
bra (Diecionario, tomo* r, pag. 154), que morreu de garrote, sendo o seu corpo 
aueimado, etc, declarado herege, apóstata, dogmatista, contumaz e negativo. 
(Datada de 5 de Maio de 1624) . — ^Vem no Antiquário Cmimbricense, n.^* 3 e 4 : 
e na HisL de Portugal do dr. Schsefifer, continuada por J. L. D. de Mendonça, 
tomo IX, pag. 505. 

15. Sentença da Relação de Lisboa, contra Simão Peres Solís, como au- 
ctor do desacato commettido na egreja de Sancta Engracia (em que aliás estava 
innocente, cohio se reconheceu depois.) Foi queimado vivo! (Datada de 31 de 
Janeiro de 1631.) — Vem no Tractado histórico e jurídico do sacrilego furto de 
Odivelias, por Manuel Alvares Pegas, a pag. 34 e seguintes. Anda também na 
€hi%eta dos Trihunaes, n.« 213, de 13 de Fevereiro de 1843. 

16. Sentença da Inquisição de Lisboa, contra Diogo Rebello, o Chocha, 
condemnado como testemunha falsa na Meza do Sancto Officio contra chris- 
tãos velhos e christãos novos. McA^u de garrote e foi depois queimado. (Da- 
tada de 14 de Março de 1631.) -Va Historia de Portugal já citada, tomo ix, 
pag. 519. 

17. Sentença da Meza da Consciência e Ordens, contra o Duque de Cami- 
nha, Marquez deVilla-real, Conde de Armamar, e D. Agostinho Manuel, de- 
gradando-os das ordens em que eram professos, e relaxando-os á justiça, por 
traidores á pátria. Foram degolados no Rocio. (Datada de 23 de Agosto de 
1 641) . — Manuscripta . 

18. Sentença da Relação de Lisboa contra Pedro de Raeça, que foi arras- 
tado, enforcado e esquartejado, por haver entrado na conspiração do Duque de 
Caminha. (Datada de 26 de Agosto de i^^i.)— Manuscripta. 

19. Sentença da Relação de Lishoa, contra o dr. Lourenço de Mendonça, 
prelado do Rio de Janeiro, declarado traidor ao rei e á pátria, por ter fugido 
para Castella. (Datada de 12 de Abril de 1642.) — Manuscripta, 

20. Sentença da Relação de Lisboa, contra Francisco de Lucena, secreta- 
rio doestado, que morreu degolado, por crime de lesa-magestade. (Datada de 

21 de Abril de i^kâ.)— Manuscripta. 

* • 

21. Sentença da Relação de Lisboa, contra Domingos Leite Pereira, que 
morreu enforcado pelo crime de querer assassinar el-rei D. João IV. (Datada 
de 12 de Agosto de 1647.) — Impressa pela primeira vez em Lisboa 183'i. 4."* 
(Vej. no Suppí^mento o artigo AnUmo Joaqutm de Gouvéa Pinto.) 



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22. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra Sebastião Vi llela, e outros, 
enforcados pelo crime de assassinarem o juiz de fora de Villa-franca de Xira, 
e mais officiaes de justiça, que os conduziam presos dentro de uma embarca- 
ção. (Datada de 25 de Junho de 1649.) — Manuscripta, 

23. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra Fernão Telles de Faro e Silva, 
que sendo embaixador de Portueal na Hollanda, fugiu d'ahi para Gastella, 
onde declarara os segredos da embaixada, e recebera o titulo de conde d' Ar- 
ruda. Foi garrotado em estatua. (Datada de 7 de Agosto de 1659.) — Impressa 
em 1833, conjunctamente com a que vai sob n.® 21. 

24. Sentença da Relação de Lisboa, contra o Duque de Aveiro D. Ray- 
mundo, por fugir para Castella, e machinar de lá a ruina da pátria. Foi dego- 
lado em estatua. (Datada de 29 de Agosto de 1663.) — Mantisci-ipta, 

25. Sentença da Relação de Lisboa, contra Paschoal Paes de Rulháo, que 
morreu enforcado e esquartejado, como assassino e roubador de egrejas. (Da- 
tada de 26 de Agosto de 166b.) — Manuscripta. 

26. Sentença da Inquisição de Coimbra, contra o P. António Vieira, da 
Companhia de Jesus, accusado de ser falso propheta, e de proposições erró- 
neas, proferidas tanto no púlpito, como fora d'elle, etc. (Datada de 23 de De- 
zembro de 1667.) — Impressa na Deducção Ckronologica e Analytica, Provas 
da parte l.^ pag. 178 a 226 da edição de S."» 

27. Sentença dada no Juizo ecclesiastico, sobre o divorcio entre a rainha 
D. Maria Francisca Isabel de Sabóia e seu marido D. Aífonso VI. (Datada de 
18 de Fevereiro de 1669.) — Nas Provas da Exst. Gen. da Casa Real, tomo v, 
pag. 61. 

28. Sentença da Relação de LisboaJ^a qual foi condemnado João Ro- 
drigues a pena de açoutes e degredo, co^ptestemunha falsa. (Datada de 17 de 
Agosto de 1671.) — No Tractado Hist. e Jurídico (vej. acima) de Manuel Alva- 
res Pegas, a pag. 106 da edição de 1678. 

29. Sentença da Relação de Lisboa, contra Maria dos Sanctos, condem- 
nada a açoutes e degredo, como embusteira e testemunha falsa. (Datada de 27 
de Agosto de 1671.) — No Tractado supra, a pag. 120. 

30. Sentença da Relação de Lisboa, contra António Ferreira, como réo 
do furto e desacato commeltido na egreja de Odiveilas. Teve as mãos cortadas, 
e foi garrotado e queimado. (Datada de 20 de Novembro de 1671.) — No dito 
Tractado, pag. 177 e seguintes. 

31. Sentença da Relação de Lisboa, contra D. Fernando Mascarenhas, que 
morreu degolado por conspirar com outros contra o príncipe regente D. Pedro, 
depois rei D. Pedro II. (Datada de 8 de Maio de i&llk,) — Manuscripta. 

32. Sentença da Relação de Lisboa, contra Ruy Mendes de Abreu, por an- 
tonomásia chamado o Rei Mendes, que vivia acastellado, e andava seguido de 
malfeitores com os quaes se tornava senhor de honras, vidas e fazendas. Mor- 
reu degolado. (Datada de 4 de Novembro de 1679.) — Manuscripta. 

33. Sentença da Inquisição de Coimbra, contra Maria Antónia, por cul- 
pas de feiticeira, herege e apóstata da fé catholica. Foi açoutada publicamente, 
e degradada para Angola, tendo 82 annos de edade ! (Datada de 21 de Feve- 



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reiro de 1683.) — No Regimento da Inauisição, publicado por José Maria d'An- 
drade (Diceumario, tomo v, n.» J, 4060). — E anda também na Historia de Por- 
tugalj traduzida e continuada por J. L. D. de Mendonça, tomo ix, pag. 526. 

34. Sentença da Relaçflo de Lisboa^ contra Bernardino de Yaaconcellos 
de Castello-branco, que foi degolado por matar sua mulher. (Datada de 13 de 
Abril de 1684.) — Manuseripta, 

35. Sentença da RelaçSo de Lisboa, éontra os Condes do Prado e da Ata- 
laia, por matarem publicamente o corregedor do fiairro-alto no exercício da 
sua auctoridade. O primeiro, tendo-se evadido, foi justiçado em estatua : o se- 
gundo condemnado a degredo por dez annos, e ambos em multas pecuniárias. 
(Datada de 14 de Abril de 1^%.)— Manuseripta. 

36. Sentença da RelaçSo de Lisboa, condemnando em pena ultima Carlos 
Mathias Brem, pelo crime de roubos, que perpetrara na Alfandega de Lisboa. 
(Datada de 27 de Agosto de 1711.) — Vem na Pradica Judicial de António Van- 
guerve Cabral, parte v, cap. 25, n.* 7. 

37. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra Francisco Antunes e Guiomar 
Luis, condemnados a pena ultima, por matarem o marido da ré. (Datada de 26 
de Novembro de 1712.) — Manusenpta. 

38. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra Amaro Lopes, por furtar um 
castiçal de prata da egreja do Hospital de Todos os Sanctos. (Datada de 28ile 
Fevereiro de 1715.) — Manuseripta. 

39. t Sentença da InquisiçSo de Lisboa, contra Fr. Alexandre de Murcia, 
natural de Castella, pelo cnme de praticar actos libidinosos e lascivos com as 
suas confessadas. (Datada de 24 oe Outubro de 1717.) — Impressa na Gazeta 
dos T)ribunaes, n.^ 174 de 14 de NJvembro de 1842, e seguintes até o n."* 183 
de 5 de Dezembro do mesmo anno.^ 

40. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra o bacharel Francisco Jorge Ay- 
res, que morreu degolado, por ser um dos principaes réos do rancho da Car- 
aueja, que se levantou em Coimbra nos annos de 1721 e 1722. (Datada de 18 
ae Junho de 1722.) — ilfanttscrtpto. 

41. Sentença dada em Meza do capitulo privado do mosteiro de Sancta 
Cruz de Coimbra, expulsando da congregação e degredando perpetuamente para 
os estados da índia o coneffo D. Luis dos Anjos, por seus enormes crimes. (Da- 
tada de 30 de Março de 1/26.) — Manuseripta. 

42. t Sentença da InquisiçSo de Lisboa, contra o presb^^tero Manuel Lopes 
de Carvalho, natural da cidade da Bahia, o morador em Lisboa, condemnado 
como herege confitente, pertinaz, e affirmativo. Foi queimado vivo. (Datada 
de 13 de Outubro de i7 m,)-'Mantiscripta. 

43. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra Isaac Eliote, cirurgiSo, e seu 
creado Henrique Rutier, ambos enforcados, por terem matado D. Antónia, mu- 
lher do primeiro réo, e Fr. André, frade tnno, a titulo de adultério. (Datada 
de 8 de Janeiro de 1733.)— ifaniisertpto. 

44. t Sentença da InquisiçSo de Lisboa, contra Theresa Maria de S. José, 
conhecida pela Madre Theresa, condemnada a açoutes, degredo por dez annos, 
8 reclusão perpetua nos cárceres do Sancto Oflicio, por convicta e confessa no 



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crime de molinismo, e de fingir milagres e revelaç(tes e^irítaaes, que indicavam 
ter pacto com o demónio. (Datada de 6 de Julho de i73â.) — iíamueripta. 

45. Sentença do Conselho de guerra, confra Luís Alvares de Andrade 
6 Cunha, que morreu degolado, pelo crime de ter fóito asaassinar sua mulher 
por um mtuato seu escravo. (Datada de 7 de Outubro de i734.) — Manmeripta. 

46. Sentença da Relação de Lisboa, contra Luís da Cunha, mulato escravo. 

Sue foi arrastado e enforcado, por matar sua senhofa, de mandado do marido. 
)atada de 16 de Novembro de 1734.) — Manmcrifda. 

47. Sentença da Relaçfto de Lisboa, contraCatharína Gonçalves, condemna- 
da a pena ultima, por ter assassinado seu marido. (Datada de 37 de Novembro 
de 1734.)— ifaniMcrtjJío. 

48. Sentença da Relaçfto de Lisboa, contra Manuel Martins, que morrea 
enforcado, por crime de assassínio. (Datada de 19 de Fevereiro de 1735.) — 
Manuscripta, 

49. Sentença da Relação de Lisboa, contra Sebastião de Mendonça e Zu- 
niga, capitâo-mór da ilha de Sancto Antão, condemnado a desredo, pelas in- 
solências, despotismos e roubos que commettéra no governo d esta ilna. (Da- 
tada de 18 de Julho de 1735.) — Manuscripta. 

50. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Gonçalves Pálios e ca- 
tres, naturacs de Hespanha, enforcados por crimes de roubos e assassínios. (Da- 
tada de 23 de Agosto de 1735.) — Manuscripta. 

51. Sentença da Relação de Lisboa, contra Francisco de Araújo de Laoei^ 
da, e Gonçalo de Sousa de Vasconcellos, que morreram enforcados como la- 
drOes e assassinos. (Datada de 11 de Outubro de i7^.) ^Manuscripta. 

52. Sentença da Relação de Lisboa, contra Bartholomeu Rodrigues, que 
foi enforcado como ladrão e assassino. (Datada de 19 de Janeiro de 1736.) — 
Manmcrij^. 

53. Sentença da Relação de Lisboa, contra Joanna Baptista, mulata, con- 
demnada á forca, por crime de roubo e homicidio. (Datada do 1."* de Março de 
iTòii.)— Manuscripta. 

54. Sentença da Relação de Lisboa, contra António Lopes Trovoada, la- 
drão e assassino. Morreu enforcado. (Datada de 13 de Mai^o cte 1736.) — ifani*- 
sa'ipta. 

55. Sentença da Relação do Porto, contra António Josó e João Martins, 
o das Polainas, condemnados, por crimes de roubo e desacato, a serem arras- 
tados e garrotados, etc. (Datada de 27 de Abril de il^i.)— Manuscripta. 

56. Sentença da Relação de Lisboa, desnaturalisando e privando de todas 
as honras e dignidades, etc, o réo Luís Francisco Sanches e Baena, que achan- 
do-se degredado em Miranda, fugiu de lá para Castella, casandó-se sem Mcença 
d'el-rei. (Datada de 25 de Agosto de il^.) — Manuscripta, 

57. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Antunes de Carvalho, 
e mais oito réos, que morreram enforcados pelo crime de passarem letras dç 
cambio falsas, etc. (Datada de 26 de Maio de 1753.)— -Ifa^tMcripto, 



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58. Sentença Aa RelaçSo de Lisboa, contra José Marques, condemnado a 

Sena ultima por crime de roubo na egreja matriz da Azambuja. (Datada de?7 
e Agosto de i7S4.).— líanitf cr ij>/a. 

59. Sentença da Relaçfio de Lisboa, contra António José da Silveira e ou- 
tros, que morreram enforcados por crimes de roubos de egreja, moeda falsa, 
etc, etc. (Datada de 27 de Agosto de ilb^.j—Manuscripta. 

60. Sentença da Alçada do Porto, contra os réos do levantamento promo- ^- ^ « < 
yido n'aquella cidade contra a Companhia das Vinhas. — Morreram enforcados 

21 homens e 5 mulheres. Padeceram pena de açoutes, galés e degredo 34 ho- 
mens e 9 mulheres. Deffradados (sem açoutes) 67 homens e i5 mulheres. O nu- 
mero total dos réos inciuidos n'este processo foi apenas de 478. — Impressa em 
Lisboa, na Offic. de Miguel Rodrigues 1758. Foi. de 31 pag.— Ha também 
outra ediç&o de foi., com 20 pag., e outra no formato de 4.<> 

61 . Sentença do Juizo da Inconfidência, deferindo á representação que o 
Juiz do povo e Casa dos vinte e quatro fizeram a El-rei, pedindo que fossem 
desnaturalisados, e declarados peregrinos e vagabundos os réos da conspiração 
contra o dito senhor : etc. (Datada de . . de Janeiro de 1759.) — Impressa, sem 
designação de logar, nem anno. Foi. de 2 pag. 

62. Sentença de degredação, e relaxação á Justiça secular dos réos cavai- 
leiros e commendadores das Ordens militares, comprehendidos na conspiração 
e insulto praticado contra £l-rei D. José. — (Dada pela Meza da Consciência e 
Ordens a li de Janeiro de 1759.) — Impressa em foi. De 4 pag. 

63 . Sentença da Suprema Junta da Inconfidência, contra o Duque de Aveiro, 
Marquezes de Távora, Conde d'Atouguia, e mais réos que padeceram morte atroz, 
pelo crime de conspiração e insulto á pessoa d'Et-rei, em a noute de 3 de Se- 
ptembro de 1758. (Datada de 12 de Janeiro de 1759.) ~ Impressa, sem designa- 
ção de locar, etc. Foi. de 27 pag. — Anda também na CoUecção descripta no 
Dtcctonarto, tomo ii, n.*» C, 359. 

64. Sentença áa^ Relação de Lisboa, contra Bernardo Vasques, natural de 
Galiza, enforcado por ladrão. (Datada de 4 de Março de 1760.) — Manuscripta. 

6o. Sentença da Inquisição de Lisboa, contra o P. Gabriel Malagrída, da 
Companhia de Jesus, que morreu de garrote, e foi depois queimado, accusado 
de herege. (Datada de 20 de Septembro de 1761.) — Impressa sem designação 
de logar, et^. Foi. de 28 pag.— Tem no fim manuscripta a nota de conferen- 
cia pelo escrivão Simão Luis de Almeida. — Publicou-se pelo mesmo tempo 
traduzida em latim com o seguinte titulo : Sentença da Inqui$ição de Portu^ 
contra a pessoa e erros de Gabriel Malagrida. Traduzida do portuguez em latim. 
Lisboa (sem o nome do impressor) 1762. 4.® de 76 pag. Tem o texto ao lado 
da versão. Vi um exemplar na livraria de Jesus, com o n.° 463-37. 

Ha também uma eaição da me-sma sentença, que supponho rara, porque 
d*ella não encontrei ainda mais que um só exeúiplar, que existe em meu poder. 
Eis o titulo : 

Arrest de les Inquisiteurs, Ordinaire et Deputes dela St. Inouisition, contre 
le père Gabriel Malagrida, jesuite, lú dans Vacte public de foi, célebre à Lisbonne 
k 20 Septembre 1761. Traduit sur 1'imprimé portugais. A Lisbonne, chez An- 
toine Rodrigues Galhardo, rue Saint-Bcnoit 1761. 8.° de 123-28 pag. 

Apezar das indicações referidas, a simples inspecção dos typos me con- 
vence de que esta impressão fora feita fora de Portugal, e provavelmente em 
França. Contém : i.'* Uma breve introducção em francez. 2.^ O acórdão dos Jín- 



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quisidores e sentença da RelaçSo na mesma lingna; seguindo-se 3.<> As mesmas 
peças no original portuguez. E no fim ama advertência, com a lista (em francez) 
de todos os sentenceados que sahiram no referido auto, e entre elles vem men- 
cionado o cavalheiro Francisco Xavier de Oliveira, queimado em etUUua n'essa 
mesma occasíSo. (Vej. no Diecionario, tomo ni, {mg. 9i.) 

66. Sentença da Alçada de Angola, contra José Alves de Oliveira e outroe, 
condemnados á morte pelo crime de conspiração forjada para matarem o go- 
vernador e outras auctoridades, roubarem a cidade, e fugirem com tudo para 
paiz extranho, etc. — Padeceram morte atroz vinte individuos, e foram muitos 
outros sentenceados a diversas penas. (Datada de 22 de Março de 4763.) — Ma- 
nuscripta, 

67. Sentença da Relaç9o de Lisboa, contra Manuel JoSo de Mello, e outros 
ladrOes e assassinos, que morreram enforcados. (Datada de 17 de Maio de Í764.) 
— Impressa em Lisboa, na OíBc. de Miguel Rodrigues 1764. Foi. de 14 pag. 

68. Sentença da RelaçSo do Porto, contra José António e Manuel António, 
condemnados á forca por ladrões e assassinos. (Datada de 3 de Novembro de 
1764.) — Manuscripta. 

69. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra o coronel António de Barros 
Bezerra de Oliveira, e outros, (}ue foram enforcados por terem assassinado o 
ouvidor de Cabo-verde Jofio Vieira de Andrade. (Datada de 18 de Dezembro de 
1764.) — impressa em Lisboa, na Offic. de Miguel Rodrigues 1764. Foi. de 
i8pag. 

70. Sentença da Relaçfto de Lâsboa, contra Manuel António, serralheiro, e 
outros que morreram enforcados por ladrões. (Datada de 10 de Janeiro de 176Í&.) 
— Manuscripta. 

71. Sentença do Conselho de guerra, contra Henríaue Luis de Graveron, 
coronel do regimento dos Reaes Estrangeiros, Alexandre Kinhock, tenente- 
coronel, e JoSo Harft, sargento-mór, pelo crime de terem no dito regimento 

S raças suppostas, utiíísando para si os soldos e vencimentos respectivos, etc. 
coronel morreu espingardeado, e o tenente-coronel e sargento-mór foram 
expulsos do serviço. (Datada de 24 deOutubro de 1765.)— iíanuscrtpfa. Crd-se 
que chegara a ser impressa, porém nSo apparecem exemplares. 

72. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra os réos da sediçSo e tumultos 
occorridos em Villa-real, em a noute de 9, e dia 21 de Junho de 1764. Foram 
enforcados uns, e degradados outros. (Datada de 7 de Novembro de 1765.) — 
Manuscripta. 

73. Sentença da Real Meza Censória, condemnnndo o livro intitulado 
Theses, máximas, exercieios, e observancias espirituaes da Jacobea, e mandando 
queimar todos os exemplares existentes, com pregfto, na praça do Commercio, 
pelo executor da alta justiça.— Impressa cm Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1769. 
Foi. de 87 pag. Anda também na CoUecção mencionada no Diccionario, tomo ii, 
n.«C, 338. 

74. Sentença da RelaçSo de Lisboa, contra Miguel André Hanau, aliás barSo 
de Hanau; D. Luis d'Ha\ilac, aliás chevalier d'Haulac; e Elias Mayer: por se 
associarem com o fim de sacar letras de cambio falsas, sobre as príncipaes casas 
de negocio d'esta cdrte, e as mais da Europa, etc. Foram açoutados publica- 
mente, dando voltas em redor da forca, e degradados por toda a vida para as 



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galés. (Datada de 6 de Maio de 1769.)— Impressa em Lisboa, na Offic. de Mi- 
guel Rodrigues 1769. Foi. de 7 pag. 

75. Sentença condemnatoria da Real Meza Censória, contra o Metnorial 
sobre a seita do sigiUismo, etc.^ mandando recolher os exemplares, e todas as 
obras indicadas na própria sentença, sob graves penas. (Datada de 24 de Julho 
de 1769.) — Impressa na Regia Offic. Silviana. Foi. de 2 pag.— Yej. também a 
CoUecção descripta no DieeionariOj tomo ii, n.*" G, 338. 

76. Senten{^ da Relação de Lisboa, contra o bacharel José Joaquim Dâmaso 
Xavier de Oliveira, jaiz do Oime do bairro de Andaluz, e superintendente das 
decimas da freguezia de Sancta Isabel, seu escrivão, e outros, condemnados 
pelo roubo praticado no cofre das decimas. Foram enforcados auatro, e outros 
condemnados a diversas penas. (Datada de 31 de Agosto dê 17o9.) — Impressa 
em Lisboa, na Offic. de Miguel Rodrigues 1769. Foi. de 12 pag. 

77. Sentença da Relaçfio de Lisboa, contra Francisco Xavier da Silva e 
António Baptista, cobradores de decimas, pelos roubos que praticaram. Morre- 
ram enforcados. (Datada de 31 de Agosto de 1769.) — Impressa em Lisboa, na 
Offic. de Miguel Rodrigues 1769. Foi. de 4 pag.— Anda com a precedente. 

78. Sentença da RelaçSo de Lisboa, a favor de Pedro Villela, e contra os 
padres da Congregação do Oratório, sobre o privilegio de imprimir a Folha 
do muno, e Propostxeos. (Datada de 4 de Novembro de 1769.) — Impressa em 
Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1769. Foi. de 7 pag. 

79. Sentença contra o bacharel Francisco Pedro Escoto, juiz dos orph2os 
e superintendente da decima da freguezia de S. Sebastião da Pedreira, seu es- 
crivão Joaquim José de Mello Pimentel, e cobrador Diogo Fernandes, pelos 
roubos feitos ao cofre da mesma decima. Morreram enforcados o escrivAo e 
cobrador : e o juiz condemnado a pagar o alcance causado pelos dous réos, e 
inhabilitado para mais não servir. (Datada de 10 de Julho de 1770.) — Impressa 
em Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1770. Foi. de 12 pag. 

80. Sentença da Relação de Lisboa, contra Isabel Xavier Clesse, enforcada 
por deitar um cristel d*agua forte a seu marido (que iicou de saúde perfeita I). 
(Datada de 28 de Março de 1772.) — Impressa era Lisboa, no Offic. de Miguel 
Rodrigues 1772. Foi. de 11 pag. 

81. Sentença da Relação de Lisboa, contra os escravos aue mataram seu 
senhor João da Fonseca. Morreram enforcados. (Datada de 9 ae Maio de 1772.) 
— Impressa em Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1772. Foi. 
de 7 pag. 

82. Sentença da Relação de Lisboa, contra Luisa de Jesus, que indo bus- 
car expostos á Misericórdia de 0)imbra para creação, os matava e enterrava 
para aproveitar-lhes o enxoval, etc. Acharam enterrados 33, confessando a ró 

.naver garrotado 28 por suas próprias mãos. Foi atanazada pelas ruas publicas, 
cortadas as mãos em vida, garrotada e queimada. (Datada do l.<* de Julho de 
1772.) — Impressa na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1772. Foi. de 7 
pag. — Foi reimpressa ha poucos annos, por ordem da Administração da Sancta 
Casa da Misericórdia de Lisboa. 

83. Sentença da Relação de Lisboa, proferida contra o contrabandista 
'João André Gambeasso, e outros italianos, condemnados a açoutes, degredos, 

alguns a serem expulsos do reino, e todos a multas pecuniárias. (Datada de 5 



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S3B SE 

de Dezembro de 1773.) --Impressa em LÍ8lK>a, na OfiBc. de António Rodrigues 
Galhardo 1772. Foi. de 28 pag. 

84. Sentença da RelaçiSo de Lisboa, contra Alexandre Franco Vicente, ar- 
mador da egreja patriarchal, pelo crime de lançar por vezes fogo á mesma 

. egreia, com o íim de encobrir os seus fartos, etc. Morreu queimado. (Datada de 
26 de Janeiro de 1773.)— Impressa sem indicaçáo de logar. Foi. de 7 pag. — 
Ha mais de uma edição. 

85. Sentença da Junta da Inconfidência, contra João Baptista Pelle, accu- 
sado de attentar contra a vida do Marquez de Pombal. Teve as mSos cortadas, 
6 foi despedaçado o seu corpo, atado a quatro cavai los, depois queimado, ete. 
(Datada de 9 de Outubro de 1775.) — Impressa em Lisboa, na Orne. de António 
Rodrigues Galhardo 1775. Foi. de il pag. 

86. Sentença da RelaçSo de Lisboa, absolvendo Belchior Vaz de Carva- 
lho, desembargador da Relação de Goa, e secretario do estado e ffoverno da 
índia, das imputaç^tes que se lhe íizeram. (Datada de 19 de Abril de 1777.) 
— Manuscripta. ' 

87. Sentença de absolvição da Meza da Consciência e Ordens, a favor do 
conde de S. Vicente, Manuel Carlos da Cunha, com respeito ao crime que 
lhe fora iinputado de assassínio perpetrado na pessoa do mestre de campo José 
Leonardo Teixeira Homem. (Datada de 11 de Abril de 1778.) — Impressa em 
Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1778. Foi. de 44 pag. 

88. Sentença de absolvição, dada pela Relação de Lisboa a favor de José 
Afibnso e outros criados do Conde de S. Vicente, acerca do crime de morte 
commettido na pessoa do mestre de campo José Leonardo Teixeira Homem. 
(Datada de 7 de Maio de 1778.) — Impressa em Lisboa, na Offic. de António 
Rodrigues Galhardo. Foi. de 19 pag. 

89. Sentença de absolvição, proferida na Relação de Lisboa, a favor da me- 
moria do primeiro Conde da Ega, vice-rei da índia, declarando falsos e im- 
prováveis os cento e trinta e oito artigos de accusação que lhe foram feitos. 
(Datada de 26 de Janeiro de 1779.)— Jtfantumpto. 

90. Sentença da Relação de Lisboa, contra Francisco Rodrigues, Manuel 
da Silva, e outros réos de desacato e roubo praticados na egreja matriz da 
villa de Palmella. Foram condemnados á morte, etc. (Datada de 17 de Maio 
de 1780.) —Impressa em Lisboa, na Offic. de Francisco Borges de Sousa 178Q. 
Foi. de 16 pag. 

91. Edital do Intendente geral da Policia, impondo penas aos auctores e 
possuidores de arrazoados, resumos, satyras e libei los inramatorios, tanto em 
verso como em prosa, acerca do processo dos Tavoras, e outros, favorecendo 
as pretençôes dos seus descendentes, etc. (Datado de 13 de Março de 1781.) 
— Impresso em Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo. Uma folha. 

92. Sentença de revista e graça, concedida ás casas de Távora e Atouguia, 
pela qual foram declarados innocentes os Marquezes de Távora, Conde d'Atou- 
ffuia, e outros, do crime que se lhes imputara e pelo qual padeceram como réos 
de lesa-magestade co/itra a pessoa d*el-rei D. José. (Datada de 23 de Maio de 
1781.) — Em portuguez e francez. — Impressa em Lisboa, na Impressão Impe- 
rial e Real 1808. Foi. de 71 pag. — N.B. Esta Sentença foi embargada pelo 
Procurador da Ck)róa, e ficou sem execução. 



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SB 19» 

99* Sentença dtt Relaçfio de Lisboa, contra vários réo9 de desacatos e rou- 
bos de egrcja. Foram enforcados cinco, e degradados treze, entrando n^este 
numero duas mulheres. Um reoruereu comilmtação da pena de morte no exer- 
cido de carrasco. (Datada de 20 de Julho de i78i;) — líamuertpto. 

94. Sentença da Relação de Lisboa, contra João Paulo Monge e António 
Joaauim Monge, hespanhoes, e Plácido Fernandes Maciel, e outros ausentes, 
conaemnados a pena ultima pelas cruéis mortes e roubos, que praticaram a 
bordo do navio sueco Patristen. Foram arrastados, enforcados e esquartejados. 
(Datada de ii de Agosto de 1781.) — Impressa em Lisboa, na Omc. de José 
d'Aqaino Bulh(Ses 1781. Foi. de 15 pag. 

95. Sentença da Relaçfto de Lisboa, contra António José de Oliveira Gui- 
marães, negociante, que morreu enforcado por matar aleivosamente sua mulher. 
(Datada de 16 de Novembro de 1784.) — Impressa em Lisboa, na Offic. de Do- 
mingos Gonçalves 1784. Foi. de 16 pag. 

96. Sentença da Relação de Lisboa, contra Eusébio José da Silva, que 
morreu enforcado por matar seu mestre. (Datada de 22 de Novembro de 1785.) 
— Impressa em Lisboa, na Offic. de Filippe da Silva e Azevedo 1785. Foi. de 
7 pag. 

97. Sentença da Relação de Lisboa, contra João Pedro Freire, Mathias 
Francisco da Silva e Ignacio José de Sousa, fieis do tbesoureiro-mór do Real 
Erário, condemnados á morte de forca, pelo roubo de 142:861:680 réis, pra- 
ticado no mesmo Erário. (Datada de 13 de Dezembro de 1786.) — Manuscrtpta, 
— ^Vej. sobre a matéria o que se diz no presente volume a pag. 53 e 54. 

98. Sentença da Relação de Lisboa, contra João Gonçalves de Carvalho 
e Silva, medico em Santarém, por matar com veneno sua mulher, propinâti- 
do-o egualmente a sua filha. Morreu enforcado, sendo-lhe cortadas mãos e ca- 
beça. (Diitada de 8 de Janeiro de 1788.) — Impressa em Lisboa, na Offic. de 
Francisco Borges de Sousa 1788. Foi. de 16 pag. 

99. Sentença da Relação de Goa, contra Pedro Luis Gonzaga, e mais qua- 
torze réos, que foram enforcãtdos como cabeças de revolução : além de outros, 
que i>adeceram diversos castigos. (Datada de 9 de Dezembro de 1788.)—j|fa- 
nuêcripta. 

100. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo João Tiburcio Barbosa, 
official-maior da Secretaria do Registo geral das mercês, das falsidades que lhe 
arguiu o escrivão do mesmo registo geral, Pedro Caetano Pinto de Moraes Sar- 
mento. (Datada de 19 de Junho de 1790.) — Impressa em Lisboa, na Typ. Nu- 
nesiana 1790. Foi. de 12 pag. 

101. Sentença da Junta do Commercio, julgando faliída de boa fé a casa 
commercial estabelecida em Lisboa, debaixo da firma Mayne & C." (Datada de 
29 de Novembro de 1790.) — Impressa em Lisboa, na Offic. de António Ro- 
drigues Galhardo 1790. Foi. de 4 pag. 

102. Sentença dada no mosteiro de Mafra (intervindo a Auctoridade Regia), 
mandando despir o habito, e expulsar da Ordem dos cónegos regrantes de 
Sancto Agostinho os três coristas Fr. Eusébio, Fr. Francisco e Fr. Agostinho, 
por seus enormes crimes. (Datada do l.°de Outubro de 1791.) — Maniiscripta. 

103. Sentenças do Definitorio provincial dos Eremitas.calçados de Sancto 



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2io SE 

Agostinho, contra Pr. José de Sancto Agostinho (depois P. José Agostinho de 
Macedo) declarando-o incorregivel, e mandando despir-lbe o habito em pre- 
sença da communidade, etc. (mtada de 4 de Fevereiro de 1792). — Impressa no 
Poriuguez Constitucioníd, n.^ ... de 1822. 

104. Sentença da Alçada do Rio de Janeiro, contra Joaquim José da Silva 
Xavier, o TirchderUeSf e mais dez réos condemnados á morte pelo crime de 
conjuracfto e tentativa de rebelliSo em Minas-geraes. Só o Tira-dentes morreu 
enforcado, tendo a Rainha commutado antecipadamente a pena de morte aos 
outros na de degredo. Além d'estes figuraram no processo muitos mais, a quem 
se applicaram diversas penas. (Datada de 18 de Março de 1792. — Impressa na 
RevuUa trimerual do Instituto do Brasil, tomo viu (1846), de pag. 207 a 355. 

105. Sentença apostólica, extrahida dos autos de apresentação do breve 
do papa Pio VI, aatado em Roma a 11 de Agosto de 1789, para o fim de repor 
a Ordem militar de N. S. Jesus Christo na sua primitiva observância. (Datada 
de 25 de Maio de 1792.) — Impressa em Lisboa, na Ofiic. de J. F. M. de Cam- 
pos 1817. Foi. de 30 pag. 

106. Sentença da Relação de Lisboa, contra António de Mello da Silva 
Casco, e seus consócios, homens e mulheres, que formavam uma grande qua- 
drilha de ladrões, que infestava a capital. Condemnados a diversas penas de 
açoutes, galés, degredos perpétuos e temporários, etc. (Datada de 9 de Feve- 
reiro de 1795.) — Manuscripta. 

107. Sentença do Supremo Conselho de Justiça, julgando innocente de 
toda a culpa o réo Manuel António Tavares, commandante das tropas que foram 
mandadas castigar os rebeldes de Angola. (Datada de 11 de Fevereiro de 1795.) 
— Impressa em Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1795. Foi. de 
15 pag. 

108. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel de Sousa Ribeiro, en- 
forcado por assassino. (Datada de 8 de Julho de 1797.)— ilfantiscripto. 

109. Sentença do Conselho do Almirantado, absolvendo o capitão de mar 
e guerra José Pedro de Sousa Leite, commandante da fragata de guerra Car- 
lota, accusado de não sahir a tempo do porto de Vigo para dar caça a uma 
fragata franceza, etc. (Datada de 25 de Agosto de 1797.)— Impressa em Lis^ 
boa, na Typ. de António Rodrigues Galhaixlo. Foi. de 7 pag. 

110. Sentenças (primeira e segunda) da Ouvidoria do reino de Angola, 
sobre a restauração da galera Minerva, reprezada por nove escravos pretos no 
anno de 1799. JDatadas de 13 de Julho de 1799.) — Impressas em Lisboa, na 
Imp. Regia 1807. 4.° de 40 pag. 

111. Sentença da Relação de Lisboa, contra Angelo Raimundo Albino, 
e mais cinco companheiros ladrões industriosos, que com avisos falsos extra- 
hiram (além de outros roubos) dinheiros dos cofres do Estado. Condemnados 
a pena ultima. (Datada de 26 de Novembro de Íl99.)—Manu8eripta. 

, 112. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo Jacob Pedro Lartígue e 
irmãos, accusados de terem correspondência epistolar com os corsários france- 
zes. (Datada de 4 de Janeiro de 1801). — Impressa em Lisboa, na Offic. de Simão 
Thaddeo Ferreira 1801. 4.<> de 19 pag. 

113. Sentença do Conselho de guerra^ condemnando á morte o tenente- 

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coronel Veríssimo António da Gama Lobo, por haver entregue sem defeza ao 
inimifro a praça de Juromenha, de que era governador. (Datada de 19 de Agosto 
de 1801.) Foi-lhe commutada a pena por decreto de 23 de Janeiro de 1802. 
— Impressa em Lisboa, na Regia Offic. Typ. Foi. de 6 pag. 

114. Sentença da Relaçáo de Lisboa, contra Francisco Garcia e mais quatro 
réos, que morreram enforcados por crimes de ladrões e salteadores. (Datada de 
19 de Janeiro de 1802.)—- Impressa em Lisboa, na Regia OflSc. Typ. Foi. de 
8 paginas. 

lld. Sentença da Rolaçâo de Lisboa, contra José Pedro, marujo, Manuel 
António Barrai, galego, Bento José e outros, enforcados por formarem uma 

Juadrilha de salteadores, que infestava Lisboa e seu termo. (Datada de 6 de 
ulho de 1802.) -> Impressa em Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1803. Foi. de 11 
paginas. — Vej. o n.» 113. 

116. Alvará do Príncipe Regente, mandando riscar do serviço do paço 
D. Eugenia José de Menezes, e prival~a de todas as honras e mercês, e degradar 
da familia e casa em que nascera, como se houvesse nascido da iníima plebe, 
por haver fugido com o medico Jo«1o Francisca) de Oliveira. (Datado de 2 de 
Junho de 1803.)— Impresso em Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1803. Foi. de 3 
paginas. 

117. Sentença da Relaçáo do Porto, condemnando á morte de forca José 
de Campos, sapateiro, e mais dezeseis réos, que com outros formavam uma 
grande quadrilha de ladrões e salteadores de estrada. — (Datada de 25 de Junho 
de 1803.) — Impressa em Lisboa, na Impressão Regia. Foi. de 30 pag. 

118. Sentença da Relação de Lisboa, contra JoSo Francisco de Oliveira, 
physico-mór do exercito, accusado de haver raptado D. Eugenia José de Me- 
nezes, dama do paço. (Datada de 12 de Junho de 1804.) — Manuscripta. (Foi 
ultimamente impressa no Archivo Pittoresco, vol. v, pag. . . .) 

119. Sentença da Relação de Lisboa, contra José Alves de Menezes e Do- 
mingos José Alves da Cruz, qué foram enforcados, pela morte aleivosa e cruel 
que deram a Paulo da Cunha Souto-maior. (Datada de 10 de Julho de 1804.) 
—Impressa sem designação de logar, etc. Foi. de 6 pag. 

120. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo Bartholomeu Luis Fer- 
reira do crime de morte que lhe imputavam, e deixando-lhe o direito salvo 
contra os accusadores. (Datada de 7 de Agosto de 1804^) — Sahiu impressa no 
opúsculo A innocencia de um pae vingada por seu filho: Lisboa, na Impressão 
Imperial e Real 1808. 4." de 126 pag. — A sentença vem de pag. 118 em diante. 
N. B. Este opúsculo é do dr. José Joaquim Ferreira de Moura, e o mesmo a 
que allude o Diccionario, no tomo iv, pag. 387. 

121. t Sentença de residência, tirada dos procedimentos de D. Miguel An- 
tónio de Mello (que foi depois conde de Murça), relativamente ao exercicio 
do cargo de governador c capitão general do reino de Angola : pela qual foi 
julgado livre e desembaraçado das culpas de que era arguido, etc. (Datada de 
6 de Agosto de 1805.)— Impressa em Lisboa, na Offic. de Simão Thaddeo Fer- 
reira 1805. Foi. de 3 pag. 

122. Sentença da Relação de Lisboa, contra Fortunato Simões, marujo, 
cofidemnado por ladrão e assassino. (Datada de 28 de Maio de 1805.) — Im- 
pressa em Lisooa, Typ. Lacerdina 1805. Foi. 

TOMO VII 16 



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123. Senteii^ da Relação de Lisboa, contra José de Loureiro, condem- 
nado a pena ultima por ter matado sua mulher. (Datada de 15 de Novembro 
de 1806.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 6 pag. 

124. Edital, ou proclamação do general francez Loison, fazendo saber que 
íóra fuzilado Jacinto Corrêa, o qual com uma lòuce matara dous soldados fran- 
cezes, etc. (Datado do quartel general em Mafra, em 1 de Fevereiro de 1808.) 
— É escripto nas linguas portugueza e franceza. Uma folha impressa de um 
só lado. 

125. Sentença da Commissâo militar franceza, contra Macário José, tra- 
balhador, arcabuzado pelo crime de haver morto três soldados francezes com 
o seu cajado. — Vera no Observador portuguez (Diccionario, tomo vi, n.*» 0, 6), 
de pag. 214 a 217. 

126. t Decreto da Regência do reino, pelo qual manda sahir para fora da 
capital na distancia de dez léguas o dr. Francisco Duarte Coelho ; e a Fr. Ma- 
nuel de Mesquita Pimentel para o convento do Espinheiro; expulsando do reino 
os francezes Timotbeo Lecussan Verdier, Pedro Laverne e seu filho, e Carlos 
Penier de la Tour; emquantose nSo punem as culpas de todos, conforme o seu 
merecimento. (Datado de 27 de Janeiro de 1809.) — Impresso sem designação 
de logar. Foi. de 2 pag. 

127. Sentença da Intendência geral da Policia, absolvendo o bacharel 
José António da Silva Maia da culpa de acceitar do governo francez o logar de 
juiz de íóra da Povoa de Varzim. (Datada de 6 de Junho de 1809.)— jfoAw- 
scripta. 

128. Sentença da Relação de Lisboa, contra Jacinto Valentim, alcaide de 
Alcobaça, condemnado á morte na forca, por ter sido espião dos francezes, e 
participante no saque dado por elles á vi Ha da Nazareth. (Datada de 17 de 
Junho de 1809.)— impressa em Lisboa, na Typographia Lacerdina. Foi. de 8 
paginas. 

129. Sentença da Relação de Lisboa, declarando illibada e restituída a 
fama e honra do desembargador José Paulo de Carvalho, corregedor de Évora, 
assassinado pela plebe amotinada como partidário dos francezes. (Datada de 15 
de Julho de 18CÍ9.)— Impressa em Lisboa, na Impressão Regia 1809. Foi. de 
4 pag. 

130. Sentença da Relação de Lisboa, contra António Carbonai, ourives, e 
Manuel Pires, rebatedor, garrotados e queimados, o primeiro por cercear moe- 
das de ouro, e o segundo por ser o passador d'ellas. (Datada de 3 de Outubro 
de 1809.)— Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 7 pag. 

131. Sentença que declara pura e illibada a honra e fidelidade do tenente- 
general Bernardim Freire de Andrade, assassinado em Braga, com outros ofii- 
ciaes do seu estado-maior, pela plebe amotinada, que lhes dava o nome de 
traidores. (Datada de 18 de Novembro de 1809.) — Impressa em Lisboa, na Imp. 
Regia 1809. Foi. de 8 pag. 

132. f Sentença do Juizo da Correição do crime da corte, a favor do jus- 
tificante Pedro de Mello Brèyner, declarando-o livre de culpa, nos factos de 
que era arguido, e dando por provada a sua lealdade e patriotismo, etc. (Da- 
tada de 28 de Novembro de 18()9.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. m. 
de 43 pag.— A esta se ajuntou : Segwida parte do procesw dojusUfieatUe Pedro 



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de MeUo Breyner, contendo allegaçSo e documentos extrahidos do processo. 
Lisboa, na Iinp. Regia 1810. Foi. de 29 pag., e mais uma folha cobi a errat^. 

133. Sentença da Relação de Lisboa, declarando o tenente-coronel Ray- 
mundo José Pinheiro livre de culpa nas imputac(3es, c|ue lhe fizeram os aue o 
accusavaiu de amotinador do povo, etc. (Datada de 6 de Fevereiro de 1810.) 
—Impressa em Lisboa, na Oflic. de João Evangelista Garcez. Foi. de 4 pag. 

134. Sentença da Alçada do Porto, contra António £orrôa, o Mouro, An- 
tónio de Sousa, mulato, João António de Sequeira, lacaio, Constantino Gomes 
de Carvalho» Francisco Libório da Porciuncula e António José Victorino, bar- 
beiro, todosíenforcados por se julgarem comprehendidos nos crimes de tumul- 
tos, homicídios, forçamento de cadéas, soltura de facinorosos, e arrastamento 
de cadáveres, etc. Além doestes hmive muitos outros condemnados a açoutes, 
degredes perpétuos, etc. (Datada de 27 de Fevereiro de 1810.) — Impressa em 
Lisboa, na Regia Typ. Silviana. Foi. de 14 pag. 

135. Sentença da Relação do Porto, declarando innocente e sem culpa al- 
guma o desembargador João Nepumuceno Pereira da Fonseca, corregedor de 
Barcellos, morto por virtude de injusta sentença que o infamara de traidor á 
pátria. (Datada de 15 de Março de 1810.)— Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. 
Foi. de 3 pag. 

136. Sentença da Relação de Lisboa, pela qual foi julgado sem culpa o 
conde de Sampaio, accusado de partidário dos francezes, e de haver exercido 
cargos no seu governo. (Datada de 14 de Abril de 1810.) — Impressa em Lis- 
boa, na Offie. de Joaquim Rodrigues de Andrade 1816. Foi. de 4 pag. 

137. Sentepça da Relação do Porto, contra Manuel Luis de Brito, e Antó- 
nio Carlos Fernandes e outros; sendo aquelles enforcados, por serem auctores 
de motins, distúrbios e atrocidades comniettidas em Arcos de Valle de Vez. (Da- 
tada de 18 de Agosto de 1810.)— Impressa no Porto, Typ. de António Alvares 
Ribeiro. Foi. de 4 pag. 

138. Sentença da Relação do Porto, absolvendo o deão da Sé de Braga, 
D. Luis António Carlos Furtado de Mendonça, accusado de tomar parte nos 
tumultos^populares, que se levantaram em Braga em 1808. (Datada de 6 de Se- 
ptembro de 1810.)— Impressa em Lisboa, na Offic. de Joaquim Rodrigues de 
Andrade 1815. Foi. de 3 pag. 

139. Sentença do Juizo da Inconfidência, contra Pedro de Almeida, mar- 




140. Sentença da Relação de Lisboa, contra Ayres de Saldanha, conde da 
Ega, condemnado a morrer de garrote, e exautorado por traidor á pátria, fu- 
gindo com o exercito inimigo em 1808. (Datada de 29 de Janeiro de 1811.) — 
Impressa em Lisboa, na nova Offic. da Viuva Neves & Filhos. Foi. de 7 pag. 

141. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Ignacio Martins Pam- 
plona, sua mulher, e outros indivíduos, condemnados a morte atroz por terem 
vindo a Portugal com o exercito invasor em 1810. (Datada de 16 de Março de 
1811.) — Impressa em Lisboa, na Regia Offic. Silviana. Foi. de 12 pag. 

142. Sentença da Relação de Lisboa, contra João Mascarenhas Neto, que 

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morreu de garrote^ condeninado por traidor â pátria, etc. (Datada de 30 de Março 
de 1811.)— Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 8 pog. 

143. Sentença da Relação de Lisboa, contra José António, marceneiro, ou 
verdadeiramente Flaminio Maria Morazzi, enforcado pelos crin^es de ladrão e 
assassino. (Datada de 2 de Abril de 1811.)— Impressa em Lisboa, na Offic. de 
Joaquim Rodrigues de Andrade. Foi. de 4 pag. 

144. Sentença de absolvição, dada na Relação de Lisboa, a favor de Mi- 
guel Francisco Palma, accusado de haver sido um dos príncipaes motores do 
assassínio perpetrado em 3 Ide Julho de 1808 na pessoa ao corregedor d'Evora, 
José Paulo de Carvalho. (Datada de 2 de Abril de 1811.) — Impressa em Lis- 
boa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

145. Sentença do Conselho de ^erra, condemnando Joaquim Mestre Crespo, 
e outros quatro soldados de miiicias, a morrerem fuzilados, por crime de de- 
serção em tempo de guerra. — Sahiu na Ordem do dia ao exercito, do l." de 
Julho de 1811. 

146. Sentença da Relação de Lisboa, passada a favor do Conde de Sabu- 
gal, julgando-o livre da culpa de haver acceitado o serviço e graças do go- 
verno francez. (Datada de 30 de Julho de 1811.)— Impressa em Lisboa, na 
OfiGic. de Joaquim Thomás de Aquino Bulhões 1812. Foi. de 14 pag. 

147. Sentença do Conselho de guerra, contra António José Coelho de Faria, 
cirurgião-ajudante da guarda real da policia de Lisboa, enforcado por fazer 

Sarte de uma quadrilha de ladrões, vestido com os uniformes do seu posto, c 
ando a voz do «Príncipe regente» para se abrir a porta, e franquear a casa que 
roubou. — Sahiu na Ordem do dia de 11 (^e Septembro de 1811. 

148. Sentença do Conselho de guerra, contra António Ribeiro da Silva, o 
Chaves, soldado da guarda real da policia de Lisboa, que morreu enforcado por 
ladrão. — Sahiu na Ordem do dia de 11 de Septembro de 1811. 

149. Sentença do Conselho de guerra, contra Luis António, o Bombo, sol- 
dado de infanteria n.** 17, e Evaristo Joaquim, sócios de uma quadrilha de la- 
drões. Morreram enforcados. — Sahiu na Ordem do dia de 11 de Septembro de 
1811. 

150. Sentença do Juizo da Inconfidência contra o Marquez de Loulé, e o 
Conde de S. Miguel, exautorados e condemnados a morte atroz, por virem no 
serviço do exercito invasor a Portugal em 1810. — (Datada de 21 de Novembro 
de 1811.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 3 pag. ' 

151. Sentença do Conselho de guerra, contra Joaauim Francisco de Moraes 
Palmeiro, alferes de milicias a cavallo, por ser achado de noute e sem luz em 
uma das salas do Commissariado Britannico, onde se introduziu furtivamente, 
etc. Condemnado a dous annos de degredo em Angola. (Datada de 18 de De- 
zembro de 1811.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia 1816. Foi. de 2 pag. 

152. Sentença do Juizo da Inconfídencia, absolvendo os Marquezes de Va- 
lença e Ponte de Lima, e o coronel José de Ynsconcellos e Sá, que estando no 
serviço francez, desertaram d'elle, e vieram para Portugal. (Datada de 30 de 
Dezembro de 1811.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

153. Sentença da Relação de Lisboa contra José Maria de Carvalho, José 

t 

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SE , 245 

Alexandrino da Gosta Fortuna e Cândido José Xavier, condemnados á morte^ 
por virem no exercito francez que invadiu Portugal em Í810. (Datada de 22 de 
Fevereiro de Í8i2.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

154. Processo suQjmario, formalisado em Conselho de guerra, contra o 
coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida, quefôra tenente-rei da praça 
de Almeida, accusado de haver concorrido por fraqueza para accelerar a en- 
trega da mesma praça aos francezes em 1810. (Morreu arcabuzado.) — A sen- 
tença tem a data de 20 de Abril de 1812. — Impresso em Lisboa, na Imp. Regia. 
FoL de 50 pag. 

155. Sentença da RelaçSo de Lisboa, rebabiiitando a memoria e fama post- 
huma do doutor José Ignacio da Rocha Peniz, já falecido, e que fora accusado 
de acceitar carso em serviço dos invasores francezes em 1810. (Datada de 7 
de Novembro de 1812.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia 1813. FoL 
de 4 pag. 

156. Sentença da Relação e Cúria Patríarchal, contra o padre JoSo Rodri- 
gues Lopes, como fautor e propagador das doutrinas que elle, e outros sócios 
do bispado de Bragança ensinavam, escreviam, e se communicavam recipro- 
camente, com o fim de propagar uma seita de fanáticos e visionários, etc. (Da- 
tada de 20 de Abril de 1813.) — Impressa em Lisboa, naOffic. de António Ro- 
drigues Galhardo. Foi. de 39 pag. 

157. Sentença da Relação de Lisboa, declarando innocentes e livres de 
qualquer culpa a Manuel Bernardo Aranha Cota Falcáo de Menezes e Joaquim 
Joflé Pombeiro, apresentados n'e8ta cidade como desertores do exercito francez, 
em cujo serviço andavam. (Datada de 11 de Maio de 1813.) — Impressa na Ga- 
zeta de Lisboa, 

158. Sentença da RelaçSo de Lisboa, declarando innocente e livre de 
culpa o Visconde d^Asseca, apresentado n^esta cidade vindo da Rússia, como 
desertor do exercito francez. (Datada de 12 de Junho de 1813.) — Sahiu na Ga- 
zeta de Lisboa. 

159. Sentença da Relaçáo de Lisboa, contra Manuel António Carrasco, e 
Manuel Esteves, enforcados por ladrões e salteadores. (Datada de 3 de Agosto 
de 1813.) — Impressa sem designação de logar, etc. Foi. de 4 pag. 

160. Sentenças absolutórias da Relação de Lisboa, a favor do desembar- 
gador JoSo José Mascarenhas de Azevedo e Silva, em três processos, com res- 

?eito a diversas imputações que se lhe fizeram. (Datadas de 21 de Junho de 
814.) — Impressas em Lisboa, na Imp. Regia. 4.<' de 19 pag. 

161. Processo verbal e summario, em Conselho de guerra, para justifica- 
ção do coronel do regimento de infanteria n.<» 24, Guilherme Cox, governador 
da praça de Almeida, relativamente á entrega por elle feita da dita praça ao 
exercito francez em 1810. Foi declarado sem culpa. (A sentença é de 4 ae Março 
de 1815.) — Impressa sem designação de iogar, anno, etc. Foi. de 52 pag. — 
Yej. acima o n.*" 154. 

162. Sentenças da Relação do Maranhão, proferidas em primeira instan- 
cia no Juízo ordinário da villa de Alcântara, comarca de S. Luis do Maranhão, 
e em segunda na dita Relação, a favor de José da Silva Maia de Azevedo, e 
outros réos. (Datadas de 22 de Novembro de 1815.)— r Impressas em Lisboa, 
na Offic. de J. F. M. de Campos 1816. Foi. de 20 pag. 



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«46 SE 

i63. Sentenças da Relação de Lisboa, absolvendo José Pereira Pinto, ca- 
pitão que fora do regimento de infanleria n.« 11, da imputação de traidor á 
pátria, como vindo contra ella no exercito francez. (Datada de 13 de Julho de 
1816.) — Impressa na Gazeta de Lisboa, n." 20o, de 19 de Agosto de 1816. 

164. Sentença da RelaçSo do Porto, contra José Joaquim de Barros, e 
outros réos, accusados de crime de lesa-magestade divina, por haverem assas- 
sinado na Galiza um sacerdote, junto ao allar-mór na egreja de Crescente. 
Morreram enforcados, sendo-lhes cortadas mãos e cabeças. (Datada de 28 de 
Janeiro de 1817.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 8 pag. 

165. Sentença da Relação de Lisboa, declarando innocente e livre de 
culpa a memoria e'fama posthuma do brigadeiro Luis de Oliveira da Costa 
Almeida Osório, que por sentença da Relação do Porto de 17 de Septembro 
de 1808 havia sido julgado traidor á pátria, como partidário e sequaz aos fran- 
cezes, sendo depois barbaramente assassinado peto povo tumultuoso. (Datada 
de 28 de Março de 1817.) —Vem a pag. 55 da Certidão do processo, impressa 
em Lisboa, na Imp. R^gia 1817. Foi. 

166. Sentença do Conselho do Almirántado, julgando boa preza a escuna 
Nympha, aue como de piratas andava a corso, e entregando a escuna e carça 
aos aprezaaores, capitão de fragata Tristão Pio dos Sanctos, e mais officialidaae 
e tripulação da fragata D. Pedro. (Datada de 20 de Junho de 1817.) — Impressa 
sem designação de logar, etc. Fol.de 3 pag. 

167. Sentença da Relação de Lisboa, contra João José, castelhano, que foi 
enforcado por ladrão e assassino. (Datada de 29 de Julho de 1817.) — Impressa 
em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 7 pag. 

168. Sentença do Juizo da Inconfidência, contra o tenente-general Gomes 
Freire de Andrade, e mais individuos presos e processados pelo crime de cons- 
piradores, sendo declarados réos de lesa-magestade e alta traição, etc^ Foram 
enforcados doze, e outros condemnados a degredos, etc. precedendo exauto- 
ração e confisco de bens aos padecentes, etc. (Datada de 15 de Outubro de 
1817.) — Impressa em Lisboa, na Impressão Regia. Foi. do 26 pag. — Anda tam- 
bém na Memoria publicada em Londres (Diccionario, tomo iv, n." J, 155). 

169. Sentença do Conselho de Guerra, pela qual foi expulso, com infâmia, 
do serviço militar o segundo-tenente do regimento de artilheria n." 3, José 
Maria de Almeida Pinto, por ter dado partes falsas, e cobrado dinheiros por 
maneira illegal. (Datada de 26 de Março de 1818.) — Sahiu na Ordem do dia 
de 23 de Abril de 1818. 

170. Sentença da Relação do Porto, condemnando a pena ultima José Fi- 
lippe Aniceto, e outros réos, por desacato e roubo comrnettidos na egreja de 
S. Vicente de Faiões, termo de Chaves. (Datada de 10 de Novembro de 1818.) 
—Impressa em Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo. Foi. de 7 pag. 

171. Sentença do Conselho de guerra, condemnando o voluntário Anselmo 
José Carlos de Oliveira, commandante do brigue Tejo, a servir por dous annos 
sem soldo, etc. por ter mandado atirar sobre uma lancha, que conduzia maru- 
jos desertores do serviço, do que resultou a morte de um d^elles, etc. (Datada 
de 17 de Dezembro de 1818.) — Impressa ém Lisboa, na Imp. Regia 1819. Foi. 
de 7 pag. 

172. Sentença da Relação de Lisboa, proferida em causa de denuncia, 



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SE 147 

dada por Anastácio Jorge Puppi e outros, contra Jacinto Fernandes da Costa 
Bandeira, sobre legados do barSo de Porto-covo, seu tio, etc. — (Datada de 27 
de Julho de 1819.) — Imp. em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de lo pag. 

173. Sentenças da Junta da Inconfidência, absolvendo o Conde de S. Mi- 
guel das penas que lhe foram impostas na sentença de 11 de No\embro de 1811 

SiT ter vmdo ao serviço dos francezes contra Portugal, ctc. (Datadas do l.^^de 
arco e 9 de Abril de 1811.)— Impressas em Lisboa, na Regia Typ. Silviann. 
Pol. de 8 pag. — Vej. acima o n.» IdO. 

174. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo Manuel Ignacio Martins 
Paroplona e sua mulher, das penas impostas por sentença de 16 de Jilarço de 
i811, etc. (Datada de 11 de Maio de 1811.)— Vem na Memoria justificativa e 
sen additamento (vej. no Diccionario, tomo v, n.« M, 684). 

175. Sentença do Conselho do Aluiirantado, absolvendo José Maria Mon- 
teiro, capitão de mar e guerra, commandante da fragata Pérola, accusado de 
ter abandonado o commando da mesma fragata. (Datada de 7 de Junho de 1811.) 
— Impressa em Lisboa, na Typ. de Bulhões. Foi. de 7 pag. 

176. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Ferreira, enforcado 
por crimes de roubo e assassínio. (Datada de 10 de Novembro de 1811.) — 
Impressa em Lisboa, na Offic. da Viuva de Lino da Silva Godinho. Foi. de 
3 pag. ^ 

177. f Sentença da Relação de Lisboa, a favor de Henrique José Saraiva 
da Guerra, absolvendo-o da culpa em que fora pronunciado, como cúmplice no 
tumulto e assoada praticada na noute do 1.° de Septembro de 1811 na rua dos 
Retrozeiros. (Datada de 9 de Março de 1811.) — Impressa em Lisboa, tendo 
por titulo a palavra Supjdemento^ na Typ. de Bulhões. Foi. de 1 pag. 

178. Sentença da Relação do Porto, contra António Gonçalves Marinho, 
enforcado por assassino. (Datada de 17 de Abril de 1811.) — ^Vem no Diário do 
Governo n.» I(y5, de 6 de Maio de 1811. 

179. Sentença da Auditoria da Marinha, julgando boa preza a corveta 
Heroina, com todos os seus eíTeitos, occupada no trafico da pirataria; e adju- 
dicando ao commandante da fragata Pérola, Marçal Pedro da Cunha Maldo- 
nado, e á sua tripulação o producto da mesma corveta, por elles tomada, etc. 
(Datada de 30 de Abril de 1811.)— No Diário do Goveyyio, n.° 106, de 7 de 
Maio de 1811. 

180. t Sentença da Relação de Lisboa, reformando a outra, que condèm- 
nára o marquez de Loulé, Agostinho Domingos José de Mendonça, como cri- 
minoso de lesa-magestade, e traidor á pátria : julgando-o agora sem culpa, e res- 
tituindo-o á sua antiga e boa fama, e ás honras, mercês, e dignidades de que 
fora exautorado e privado, etc. (Datada de 4 de Maio de 1811.)— Impressa em 
Lisboa, na Typ. de Bulhões. Foi. de 7 pag. — Precedida de um prologo, ou 
advertência apologética aos leitores. 

181. Sentença da Relação de Lisboa, proferida em recurso de revista, a 
requerimento das viuvas e parentes próximos dos infelizes padecentes, enfor- 
cados no campo de Sancta Anna em 18 de Outubro de 1817, pela qual foi 
annuUada a sentença do Juízo da Inconfidência, que os condemnára (vej. acima 
o n.*" 168). (Datada de 10 de Maio de 1811.) — Impressa em Lisboa, na Imp. 
Nacional. Foi. de 7 pag. 



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248 SE 

182. Sentença da Relação de (iísboa, contra José do Nascimento e Manuel 
de Jesus, que foram degradados para Africa por crimes de resistência e feri> 
mentos. (Datada de li de Junho de 1822.) — impressa em Lisboa, na Imp. de 
Alcobia. Foi. Uma pag. em duas columnas. 

183. t Sentença da Relação de Lisboa, contra Francisco José Moreira, 
marceneiro, e Francisco Xavier, criado de servir, réos de tumulto e resistên- 
cia á guarda real da policia estacionada no campo de Santa Anna em 28 de 
Abril de 1822. Condemnados o primeiro em degredo perpetuo para Angola, e 
o segundo em degredo por cinco annos para Cabo-verde, e ambos a multas pecu- 
niárias. (Datada de 11 de Junho de 1822.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Na- 
cional. Foi. de 3 pag. 

184. Sentença da Relação de Lisboa, contra Joaquim José, José Ferreira 
e João Baptista, degradados para Ansola por crime de desordens e insultos 
feitos á auctoridade militar. (Datada de 15 de Junho de 1822.) — Impressa em 
Lisboa, na Imp. de Alcobia. Foi. Uma pagina. 

185. Sentença da Relação de Lisboa, contra Bento da Silva, condemnado 
a degredo jperpetuo para Africa, por matar sua mulher. (Datada de 15 de Ju- 
nho de 1822.) — Impressa em Lisboa, na Imp. de Alcobia. Foi. Uma pag. em 
duas columnas. 

186. Sentença do Conselho de Guerra, contra Jorge Nunes, soldado do 
regimento de infanteria n.** 1, condemnado em pena de morte, por atacar com 
a baioneta o seu tenente, indo com o regimento em marcha para o quartel. 

S Datada de 15 de Junho de 1822.) — Impressa no Diário do Governo, n.« 157, 
le 6 de Julho de 1822. 

187. Sentença da Relação de Lisboa, contra Carlos António, condemnado 
a degredo perpetuo, como assassino. (Datada de 25 de Junho de 1822.) — Ma- 
mucripta; mas parece haver sido copiada do Diário do Governo. 

188. Sentença da Relação do Porto, contra Manuel Bralhoza e José Bento 
Remigerio, condemnados á morte por crimes de roubo e assassinios. Foi-lhes 
commutada a pena, sendo admittidos para carrascos, a requerimento seu. (Da- 
tada de 9 de Julho de iSi^) —Manuscripta. 

189. Sentença da Relação do Porto, contra Manuel Soares, aue morreu 
enforcado por fazer parte de uma quadrilha de salteadores. (Dataaa de 10 de 
Agosto de iS^.) — kanu8cripta. 

490. Sentença de absolvição a favor do conde da Ega, Ayres de Saldanha, 
reformando e revogando a de 29 de Janeiro de 1811, que o condemnára como 
traidor e infiel ao rei e á pátria, por ter acompanhado com sua mulher e filhas 
o exercito invasor na retirada de .Portugal. (Datada de 18 de Janeiro de 1823.) 
— Impressa em Lisboa, na Imp. Regia 1823. 4.° de 29 pag. 

191. Sentença da Relação de Lisboa, contra Francisco de Alpoim e Me- 
nezes, Joaquim Maria Torres, e outros réos accusados de conspiradores contra 
o governo constitucional. Foram condemnados a diversas penas de degredo, 
etc. Porém não houve execução por sobrevir poucos dias depois a proclama- 
ção da monarchia absoluta. (Datada de 7 de Maio de 1823.) — Impressa em 
Lisboa, na Offic. de J. F. M. de Campos. Foi. de 18 pag. 

192. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo o bispo de Angra D. Fr, 



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SE 249 

Manuel Nicolau de Almeida, o tenente-general Francisco de Borja Garção Sto- 
ckler, e o coronel Caetano Paulo Xavier, presos e processados por^factos pra- 
ticados na ilba Terceira, e tendentes a impedir a proclamação e reconhecimento 
do governo constitucional na mesma ilba. (Datada de 10 de Junho de 1823.) 
— Impressa em Lisboa, na nova Imp. da Viuva Neves & Filhos. Foi. de 9 pag. 

193. Sentença da Relação de Lisboa, declarando destituida de fundamento, 
inepta e injusta a accusaçSo feita aos desembargadores Ferrão, Sá Lopes, Mon- 
teiro jB Gouvéa. (Datada de 21 de Junho de 1823.)— Sahiu por Appenso á Ga- 
zeta de Lisboa, do 1.° de Novembro de 1823. Foi. de 2 pag. 

194. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo a memoria e fama post- 
huma do marquez de Alorna D. Pedro de Almeida, e reformando e revogando 
a sentença de 22 de Dezembro de 1810, que o condemnára como réo de lesa- 
magestade e traidor á pátria. (Datada de IG de Agosto de 1823.) — Sahiu in- 
serta na Memoria justificativa do Marquez de Alorna (vej. no Diceionarto, tomo 
VI, o n.° M, 1616). 4.» gr. 

195. Sentença da Alçada da ilha da Madeira, contra Francisco de Assis 
de Saldanha, e muitos outros individuos, accusados de conspiradores, preten- 
dendo restabelecer na mesma ilha a Constituição de 1822, depois de achar-se 
esta já abolida em Portugal; e reinstaurado o poder absoluto de D. João VL 
Foram os réos condemnados a degredo, e em outras penas. (Datada de 24 de 
Outubro de 1823.)— Imp. em Lisboa, na Imp. Regia 1823. Foi. de 16 pag. 

196. Sentença do Conselho de guerra, contra Francisco Maria Frade, sol- 
dado do regimento de cavailaría n.° 5, que foi arcabuzado por matar á traição 
o ajudante do mesmo regimento. -^Impressa na Ordem do aia de 15 de Marco 
de 1824., 

197. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel António e três com- 
panheiros, que morreram enforcados, por serem ladrões e assassinos aleivosos. 
(Datada de 17 de Julho de 1824.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia 1824. 
Foi. de 8 pag. 

198. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo o chefe de esquadra An- 
tónio Manuel de Noronha, governador que fora da ilha da Madeira, da impu- 
tação que lhe fizeram de pretender obstar ás deihonstrações do regosijo pu- 
blico pela queda da Constituição em 1823. (Datada de 24 de Fevereiro de 18z5.) 
— Manuscripta. 

199. Sentença de morte, proferida na Relação do Rio de Janeiro, contra 
João Guilherme Hatcliíf, portuguez, e mais dous individuos aprisionados pelos 
navios da esquadra imperial a bordo de uma embarcação de guerra ao serviço 
dos revoltosos de Pernambuco. (Datada de 12 de Março de 1825.) — Impressa 
no Rio de Janeiro, Typ. Nacional 1825. Foi. de 3 pag. — Anda também nas 
Biogranhias de Pernambucanos iUustres, etc. pelo commendador António Joa- 
quim ae Mello, no tomo ii, pag. 281 e seguintes, com outros documentos re- 
lativos á revolução de Pernambuco em 1824. 

200. Sentença da Relação de Lisboa, contra Joaquim Silvério, e outros 
réos, incursos em crimes de ladrões e assassinos. O primeiro foi enforcado, os 
outros tiveram diversas penas, etc. (Datada de 28 de Junho de 1826.) — Im- 
pressa em Lisboa, na nova Imp. Silviana 1826. Foi. de 7 pag. 

201. Sentedça da Relação de Lisboa, absolvendo o prior-mór da Ordem 



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de Ghrísto, D. Lais António Carlos Fartado, e outros indivíduos, presos como 
indiciados de promoverem uma revolta contra a Carta Constitucional e o go- 
verno do sr. D. Pedro IV. (Datada de 13 de Janeiro de 1827.) — Impressa em 
Lisboa, na Typ. de Bulhões 1827. Foi. de 12 pag. 

202. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo Joaquim Guilherme da 
Costa Posser, e outros, accusados de cx}nSpiração contra o governo liberal. (Da- 
tada de 13 de Março de 1827.) — Iitipt-essa em Lisboa, na Offic. de António 
Rodrigues Galhardo. Foi. de 7 p^ag. 

203. Sentença da Relação de Lisboa, absolvendo o Barão de Portella e ou- 
tit)s, accusados de tentativas de revolta contra a carta e o governo. (Datada de 
13 de Abril de 1827.)— Impressa na Typ. de Ricardo José de Carvalho 1827. 
Foi. de 6 pag. 

204. Sentença da Relação de Lisboa, contra José Felisberto Boscion (egresso 
da Ordem dominicana), condemnado a degredo, como sendo um dos principaes 
réos implicados nos tumultos das noutes de 24 a 27 de Julho de 1827, que nca- 
ram vulgarmente conhecidos com a denominação de arckotadas. (Datada de 3 
de Junho de 1828.)— Sahiu na Gazeta de Lisboa, n."» 284, de 29 de Novembro 
de 1828. 

205. Sentença proferida na Relação, contra os estudantes da Universidade 
de Coimbra, cfue commetteram o horroVoso attentado de assassinarem os lentes 
da mesma universidade próximo a Condeixa. (Datada de 17 de Junho de 1828.) 
—Lisboa, na Typ. Patriótica 1828. Foi. de 8 pag. 

206. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Gomes Barata Feio, 
e mais réos dos tumultos occorridos em Lisboa nas noutes de 24 a 27 de Julho 
de 1827. Condemnados a degredos perpétuos e temporários, e a outras oenas. 

S Datada de 7 de Outubro de 1828.)— Sahiu na Gazeta de Lisboa, n.« 282, de 
Í7 de Novembro de 1828. 

207. Sentença da Relação de Lisboa, contra o P. Fabião Claríano de Sousa 
(egresso franciscano), condemnado a degredo perpetuo como um dos principaes 
agentes dos tumultos nocturnos de 24 a 27 de Julho de 1827. (Datada de 14 
de Outubro de 1828.)— Sahiu na Gazeta de Lisboa, tí,'» 283, de 28 de Novem- 
bro de 1828. 

208. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel José de Arauto, con- 
demnado a degredo, como cúmplice nos tumultos nocturnos de 24 a 27 de Julho 
de 1827. (Datada de 14 de Outubro de 1828.)— Sahiu na Gazeta de Lisboa, 
n.« 283, de 28 de Novembro de 1828. 

209. Sentença da Relação' de Lisboa, contra Lourenço José Teixeira de 
Queiroz, processado como réo dos tumultos nocturnos de 24 a 27 de Julho de 
1827, e condemnado a degredo perpetuo. (Datada de 8 de Novembro de 1828.) 
—Na Gazeta de Lisboa, n.° 284, de 29 de Novembro de 1828. 

210. Sentença da Relação de Lisboa, contra Joaquim Duarte e Balthasar 
Gonçalves, que morreram enforcados por desacato e roubo commettidos na egreja 
matriz da villa de Lavre. (Datada de 24 de Janeiro de 1829.)— Impressa em 
Lisboa, na Imp. Regia 1829. Foi. de 8 pag. 

211. Sentença da Relação do Porto, contra Bento José da Fonseca e ou- 
tros, que compunham uma quadrilha de salteadores, etc. Três foram enforca- 



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dos, c os mais condemnados em diversos degredos. (Datada de 17 de Fevereiro 
de 1829.)— Na Gazeta de Lisboa, n.« 59, de 10 de Março de 1829. 

212. Sentença do Juizo da commiss5o mixta, contra o brigadeiro Alexan- 
dre Manuel Moreira Freire, e outros indivíduos, por tentativa de sublevação 
a favor da Carta Constitucional, em Lisboa, na noite de 9 de Janeiro de 18z9. 
Cinco padeceram morte na forca, e os restantes foram condemnados a degredo, 
e em outras penas. (Datada de 26 de Fevereiro de 1829.) — Impressa em Lis- 
boa, na Imp. Regia. Foi. de 11 pag.— Vej. no Diccionario, tomo ir, o n:'» F, 1073. 

213. Sentença da Alçada do Porto (1.**), contra Joaquim Manuel da Fon- 
seca -Lobo, tenente-coronel do batalhão de caçadores n.« 11, e mais onze in- 
divíduos de diversas classes, que padeceram morte na forca, por terem tomado 
parte activa na reacção armada da cidade do Porto em 16 de Maio de 1828 
para sustentar a Carta Constitucional, e nnanter a obediência ao sr. D. Pedro. 
Além doestes, houve outros condenmados ém degredos, etc, etc. (Datada de 9 
de Abril de 1829.) — Impressa no Porto, Typ. da Viuva Alvares Ribeiro & Fi- 
lhos. Foi. de 40 pag. 

214. Sentença da Alçada do Porto (2.*), contra Ignacio Moniz Coelho e 
Manuel Teixeira Leomil, condemnado, o primeiro á morte, e o segundo a de- 
gredo, por terem tomado parte na reacção de 16 de Maio de 1828. (Datada do 
1.® de Julho de 1829.) — Impressa no Porto, Typ. da Viuva Alvares l\ibeiro & 
Filhos. FoL de 6 pag. 

215. Sentença da Alçada do Porto (3.*), contra o marquez de Palmella, 
D. Pedro de Sousa Holstein, e mais pessoas que o acompanharam a bordo do 
vapor Belfast, desembarcando no Porto para sustentarem a reacção de 16 de Maio 
em favor da Carta, e da legitimidade do sr. D. Pedro IV. — Foram condemna- 
dos á morte dezenove, 6cando exautorados e banidos, etc, como ausentes: e 
dous condemnados a degredo perpetuo, por serem menores. (Datada de 21 de 
Agosto de 1829.) — Impressa no Porto, na Typ. da Viuva Alvares Ribeiro & 
Filhos.* FoL de 12 pag. 

216. Sentença da Alçada do Porto (4.*), contra Francisco José Pereira, 
coronel de infanteria n.° é, e outros indivíduos militares e paizanos, condem- 
nados em pena de morte e n'outras, por haverem tomado parte na reacção de 
16 de Maio e actos subsequentes. Foram exautorados e condemnados á morte 
de^eseis ausentes, e dous prosos: degradados quatro, eto. (Datada de 18 de So- 

{)tembro de 1829.) — Impressa no Porto, Typ. da Viuva Alvares Ribeiro &Fi- 
hos. Foi. de 16 pag. 

217. Sentença da Alçada do Porto (5.*), condemnando em pena de morte 
na forca o tenente-general António Hypolito da Costa e mais septe indivíduos 
ausentes, que haviam tomado parte na reacção de 16 de Maio. Houve além d'es- 
tes mais seis, que foram condemnados em diversas penas. (Datada de 25 de No- 
vembro de 1829.)— Impressa no Porto, Typ. da Viuva Alvares Ribeiro &. Filhos. 
FoL de 18 pag. 

218. Sentença do Conselho de Guerra, contra Francisco Luis, soldado de- 
sertor do regimento de artilheria n.*» 1, enforcado por crime de assassínio. (Da- 
tada de 21 de Novembro de 1829.) «—Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. FoL 
de 4 pag. 

219. Sentença do Conselho de guerra, contra Francisco José da Silva, sol- 
dado de caçadores n.' 6, que morreu enforcado por ladrão e assassino. (Da- 



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262 SE 

tada de 4 do Março de 1830). — Impressa em Lisboa, na Imp: Regia 1830. Foi. 
de 4 pag. 

220. Sentença da Relação de Lisboa, contra Jacinto Fernandes e mais 
septe réos, culpados de roubo e desacato na egreja da Graça do Funchal. Mor- 
reram seis enforcados, e o ultimo foi degradado. (Datada de 6 de Março de 
1830.) — Impressa em Lisboa, na Typ. de J. B. Morando. Foi. de li pag. 

221. Sentença da Relação do Porto, contra Joáo António de Novaes, en- 
forcado por crimes de ladrão, salteador, assassino e sacrilego. Morreu enfor- 
cado. (Datada de 4 de Maio de 1830.) — Sahiu na Gazeta de Lisboa, nJ" 111, de 
12 de Maio de 1830. 

222. Sentença da Relação de Lisboa, contra António Maria das Neves Car- 
neiro, estudante de Coimbra, preso e condemnado á morte como sendo um dos 
principaes cúmplices no attentado praticado por seus consócios, já sentencia- 
dos em 17 de Junho de 1828. (Datada de 6 de Julho de 1830.) — Impressa cm 
Lisboa, na Imp. Regia 1830. Foi. de 15 pag. 

223. Sentença da Relação de Lisboa, contra Luis Soares, ferreiro, enfor- 
cado por crime de assassínio. (Datada de 13 de Novembro de 1830.)— Impressa 
em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

224. Sentença da Commissão mixta, contra António Germano de Brito 
Corrêa, caixeiro de fanqueiro, e mais septe indivíduos que morreram de gar- 
rote, por tentativa de sublevação em Lisboa na noute de 7 de Fevereiro de 
1831.)— Impressa em Lisboa, na Typ. de Bulhões. Foi. de 11 pag. 

f 

225. Sentença (1.*) do Conselho de guerra, creado por decreto de 24 de 
Agosto de 1831, para julgar os réos militares, praças do 2.° regimento de infan- 
teria de Lisboa (antigo n.° 4), que na noute de 21 de Agosto se sublevara a 
favor da Carta Constitucional. Foram sentenceados a pena ultima dezoito indi- 
víduos, que morreram fuzilados. (Datada de 7 do Septembro de 1831.)— Im- 
pressa em Lisboa, na Imp. Regia 1831. Foi. de 12 pag. 

226. Sentenfa (2.*) do Conselho de guerra, contra vinte pwças do sobre- 
dito regimento, incursas na mesma culpa, e que morreram fuziladas como as 
antecedentes. (Datada de 22 de Septembro de 1831.)— Impressa em Lisboa, 
na Imp. Regia. Foi. de 11 pag. 

227. Sentença (3.*) do Conselho de guerra, condemnando egualmente a 
pena ultima (que lhes foi depois commutada na de degredo) a mais trinta e uma 
praças do referido regimento. (Datada de 17 de Outubro de 1831.) — Impressa 
na^Imp. Regia. Foi. de 24 pag. 

228. Sentença da Relação do Porto, contra Manuel Caetano Coelho de Ma- 
cedo, que foi enforcado por assassino. .(Datada de 22 de Novembro de 1831.) 
— Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

229. Sentença da Commissão mixta, contra Francisco José Alves e outros, 
accusados de desaffeição ao governo do sr. D. Miguel. Foram condem nados a 
diversas penas, e dous absolvidos. (Datada de 9 de Maio de 1832.)— Impressa 
em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

230. Sentença da Commissão mixta, contra Joaquim dos Santos Almeida, 
ferrador, que morreu de garrote, por allidar soldados para fugirem para o Porto. 



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SE ^ 253 

(Datada de âO de Agosto de 1S32.)— -Impressa cm Lisboa, na Imp. Regia. Foi. 
de 4 pag. 

231. Sentença da Gommissão mixta, contra Cesário António Fortes, sar- 
ffento qae fora do 2.*^ regimento de infanteria de Lisboa, aprisionado no cei-co 
do Porto, e que morreu de garrote. (Datada de 19 de Septenibro de 1832.) — 
Impressa em Lisboa, na Imp. Uegia. Foi. de 4 pag. 

232. Sentença da Relação de Lisboa, contra Pedro Nolasco da Silva No- 
gueira e outros, condemnados a degredo e outras penas, por incursos em ten- 
tativa de sublevação contra o governo do sr. D. Miguel. (Datada de 14 de 
Março de 1833.) — Impressa em Lisboa, na Typ. de A. S. Coelho 1837. Foi. gr. 
de 3 pag. 

233. Sentença da Commissão mixta, contra Manuel Roclriguos, que mor- 
reu de garrote, por alliciar soldados para fugirem para o Porto. (Datada de 22 
de Maio de 1833.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

234. Sentença da Commissâo mixta, contra José Miguel, que morreu ar- 
cabuzado, por alliciar soldados para fugirem para o Porto. (Datada de 17 de 
Junho de 1833.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

235. Sentença da Commissão mixta, contra Manuel Rodrigues Chaves, sa- 
pateiro, e outro; morrendo aquelle de garrote por ter alliciado soldados pai^a 
lueirem para o Porto. O outro foi condemnado a degredo. (Datada de 10 do 
Julho de 1833.) — Impressa em Lisboa, na Imp. Regia. Foi. de 4 pag. 

236. Sentença da Commissrio mixta, contra João Freire Salazar, tenente 
de infanteria, e outros, por serem encontrados pretendendo passar-se para o 
Porto. Morreu o primeiro de garrote, e os outros condemnados em degrêdo, e 
n'outras pnas. (Datada de 22 de Julho de 1833.) — Impressa em Lisboa, na 
Imp. Regia. Foi. de 8 pag. 

237. Sensença da Relação de Lisboa, contra o desembargador Francisco 
António Maciel Monteiro, condemnado em degredo perpetuo, por ter sido mem- 
bro das Commissões mixtas em serviço do sr. D. Miguel, e do seu governo, 
etc. (Datada de 20 de Septembro de 183.'t.) — Impressa em Lisboa, na Imp. de 
João Nunes Esteves & Filho. Foi. de 3 pag. 

238. Sentença do Conselho de guerra, contra o capitão-tenente da ar- 
mada Joaquim Bento da Fonseca, condemnado em prisão e degredo per- 
petuo pelos roubos, e prepotências commettidas durante o tempo em que 
lóra çovernador das ilhas de S. Thomé e Principe. (Datada de 17 de Septem- 
bro de 1835.) — Impressa em Lisboa, na Typ. de Eugénio Augusto. Foi. de 
7 pag. 

239. Sentença da Relação do Porto, contra Francisco José Martins, que 
morreu enforcado por ter assassinado sua mulher, seu sogro, e uma cunhada. 

S Datada de 12 de Dezembro de 1836.) — Sahiu no Diário do Governo, n.*» 216, 
le 12 de Septembro de 1838. 

240. Sentença da^ Relação de Lisboa, contra João Marques Amado, en- 
forcado por assassino. (Datada de 3 de Novembro de 1837.) — Impressa em 
Lisboa, na Typ. de M. J. Marques da Silva. Foi. Uma pagina. 

241. Sentença da Relação do Porto, contra Manuel Joaquim Lopes Queijo, 



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264 SE ' ■ 

enforcado por ladrSo e assassino. (Datada de 6 de Junho de 1838.) — Impressa- 
em Lisboa, na Typ. de Elias José da Cosia Sanches. Foi. Uma pagina. 

242. Sentença do Conselho de guerra em Faro, contra José Joaquim de 
Sousa Reis, o Remechido, condemnado á morte como chefe dos guerrilhas, que 
roubavam e devastavam as povoações do Algarve, etc. Morreu fuzilado. HÔa- 
tada do i.° de Agosto de 1838.) —-Impressa em Lisboa, na Imp. Nacional. Foi. 
de 9 pag. 

243. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Joaquim Saldanha, e 
Manuel Esteves Lopes, que morreram enforcados, o primeiro como.assassino, 
e o segundo como parricida. (Datada de 26 de Novembro de 1839.) — Impressa 
na Typ. de Luis Corrêa da Cunha. Foi. de 4 pag. 

244. Sentença da Relação de Goa, contra Eleutherio Marianno Rebello, 
enforcado. em Pangim, por aesflorador e assassino. (Datada de 11 de Julho de 
1840.) — Impressa no Diário de Goa, 

245. Sentença da Relação de Lisboa, contra Diogo Alves, galego, e outros» 
condemnados por crimes de roubo e assassínio, etc. — Foram enforcados dous, 
e os outros degradados. (Datada de 20 de Outubro de 1840.) — Impressa em 
Lisboa, na Tjt[). de F. C A. Foi. de 2 pag. 

246. Sentença do Conselho de guerra, contra Ambrósio da Costa, soldado 
desertor, que morreu enforcado po-r ladrão e assassino. (Datada de 18 de Março 
de 1841.) — Impressa em Lisboa, da Typ. de Luis Corrêa da Cunha. Foi. 

247. Sentença da Relação de Lisboa, contra Francisco de Mattos Lobo, 
que morreu enforcado por crime de assassínio. (Datada de 17 de Dezembro de 
1841.) — Impressa em Lisboa, na Typ. de Elias José da Costa Sanches. Foi. de 
6 pag. 

248. Sentença da Relação de Lisboa, contra Manuel Gonçalves, galego, 
que morreu enforcado por ladrão e assassino. (Datada de 6 de Julho de 1843.) 

— Impressa em Lisboa, na Typ. de E. J. da Costa Sanches. Foi. de 4 pag. 

249. Sentença de morte, contra André Turnes, galego, condemnado á forca, 

Eor ter assassinado barbara e aleivosamente seu amo, o conselheiro Ildefonso 
eopoldo Bavard. (Datada de 25 de Junho de 1856.) — Sahiu no Diário do 
Governo, n.'* 301, de 20 de Dezembro de 1856. 

168) SENTENCIAS (DE LAS) QUE HASTA NUESTROS TIEH- 
POS, para edificacion de buenos costumbres, estanpor diversos Autores escriptas, 
e neste tratado summariamente referidas en su próprio estilo. Y traduzidas en 
d nmUro comum. Conveniente lecion a toda suerte y estado de gentes, m.dliiii. 

— E no fim : Fm impressa la presente obra en la muy noble y sièpre kal ciudad 
de Lixbona, en casa de German GaUiarde Impressor dei Hey nuestro senor. 
Acabose a treze dias de Novembri. De mil êf quiniètos y cincuenta y quatro. 4.** 

Na qualidade de anonymo, o auctor doeste livro, que não quiz declarar-se, 
poderá ser indisti neta mente julgado castelhano, ou portuguez. Persuadiram-me 
comtudo a descrever aqui a obra duas circumstancias curiosas para os nossos 
bíbliographos : 1.* a de ser impressa em Lisboa; 2." e mais notável, a singu- 
laridade com que ilo rosto d'ella se apresenta a mesma tarja, que dezoito annos 
mais tarde, isto é, em 1572, apparece também nas primeiras edições dos Lu- 
siadas, feitas na Officina de António Gonçalves. 

O único exemplar de que hei noticia existe, ou existiu no ^chivo Nacional. 



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SE m 

i6Q) 8EIVTIMENTO8 MÉTRICOS, ou coUeccão de varias vozes na mágoa 
pela morte da sereníssima senhora D. Francisca, infante de Portugal. Dedicadas 
á memoria da mesma sereníssima senhora, por João Ferreira de Araújo. Lisboa, 
na Offic. de Miguel Rodrigues 1736. 4.'' — Sahiram successi vãmente quatro col- 
leceões com títulos idênticos, a primeira sem mais designação, e as outras com 
as de II, III, IV coUecção. Consta cada uma de 32 paginas. 

Com estes opúsculos tenho enquadernados juntamente em um tivro de 
prosas e versos dedicados ao referido assumpto, vários outros, de diversos au- 
ctores, a saber : 

Francelisaj egloga á morte da sereníssima senhora D. Francisca, infante de 
Portugal, por Manuel Soares de Siqueira. Lisboa, na Ofiic. de Miguel Rodrigues 
1736. 4.^ ae 28 pag., e mais três de licenças no irra. 

Suspiros saudosos e métricos de alguns engenhos poríuauezes na deplorável 
morte da sereníssima senhora, etc. Ibi., na mesma Omc. 1736. 4.^ de 24 pag. 

Acentos saudosos das Musas portuguezas, na sentidíssima morte da serenís- 
sima senhora, etc. Lisboa, naOffic. de António Isidoro da Fonseca 1736. 4.° de 
39 pag. innumeradas. — Segunda parte. Ibi, 1736. 4.° de 37 pag. innume- 
radas. 

Funeral obsequio da mais triste saudade, em a morte da sereníssima se- 
nhora, etc. Pelo P. António de S. Jeronymo Justiniano. Lisboa, na Oííic. Ritta- 
Cassiana 1736. 4.» de 15 pag. 

Nenias dolorosas, entoadas ao som da tíbia ae Mdpomene, junto ao régio 
mausoléo da sereníssima senhora, etc. Ibi, na mesma Omc. 1736. 4." de lOpaff. 

Threnos lamentosos nas obscuras trevas do eclipse do mais luzente sol da 
Lusitânia, a sereníssima senhora, etc. Entoados por João Egas Bulhões e Sousa. 
Lisboa, na Offic. de Pedro Ferreira 1736. 4.° de 12 pag. 

A morte da sereníssima senhora D. Francisca, infante de Portugal 

dedica Manuel Francisco. E no fim : Lisboa, na Oíiic. Ritta-Cassiana 1736. 4.° 
de 7 pag. innumeradas. — É um soneto glosado em oitavas. 

Luctuosos ais do pranto mais enternecido, na sentida morte da sei-enissima 
senhora, etc. Auctora, Tbomasia Caetana do Aquino. Ibi, na mesma OíHc. 1736. 
4.* de 9 pag. 

Vozes da pena e clamores da saudade, na sentidíssima morte da sereníssi- 
ma senhora, etc. . . Offerecem os mais penetrados coraçCes portuguezes. Sem 
indicação de logar, etc. 4."* de 8 pag. innumeradas. São versos de P. N. A. (Paulo 
Nogueira de Andrade), Félix José da Costa e Alexandre António de Lima. 

A eterna saudade, na qual os corações mais serUídos romperam em os ais 
mais lacrimosos, na lamentável .... morte da sereníssima senhora, etc. . . con- 
sagra e offerece J. D. N. Lisboa, na-Oflic. Ferreiriana 1736. 4.° de 8 pag. 

E além d 'esses mai9 outros, que no Díccíonario vão descri ptos sob os no- 
mes dos próprios auctores : Caetano José da Silva Souto-maior, Francisco de 
Sousa e Almada, Manuel Marques Resende, Pedro de Azevedo Tojal, e no Sup- 
plemento Bernardo Fernandes Gaio. 

SEJfVhVEDA PATENTEADO, etc. (V. Francisco Xavier Gomes de Se- 
púlveda.) 

FR. SERAPHIM DA CONCEIÇÃO, Carmelita descalço, natural da 
freguezia de Villa-marim, próximo de Villa-real de TrazH)s-montes. N. a 6 de 
Janeiro de 1734, filho de nobres progenitores, e ni. a 6 de Fevereiro de 1814. 
Passou a maior parte da sua vida em Braga, onde foi bem acceito aos arce- 
bispos D. Gaspar, e D. Fr. Caetano Brandão, e era ultimamente confessor do 
arcebispo D. José da Costa Torres. — Uma breve noticia da sua vida vem no 
tomo I do seu Novo Parodio instruídoj de que faço menção em seguida. 
g 

noy Opúsculo da Bulia da Cruzadaj etc. Lisboa, 1812. S.^ i tomos.— 



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256 SE 

Deu origem a esta composição uma controvérsia^ debatida no tempo do arce- 
bispo D. Fr. Caetano Brandão, guando o auctor contava 6o annos. 

171) Novo Director instruído na pratica do confessionário, Lisboa, 1814. 
8.° 4 tomos. 

172) Novo Parotko instruído em o necessário para o exame synodal. Lisboa, 
1816? p.° 2 tomos. Sabiu posthuma. — iVom6dtfâo. Lisboa, 1850. 8.<'2 tomos. 
(Vej. de assumpto análogo no Diccionario, tomo ni, o n.*" 1, 32.) 

SERAPHIM MANUEL DE FIGUEIREDO E CAMPOS, Doutor em 
Cânones, Freire conventual da Ordem militar de S. Bento de Avis, e ultima- 
mente Monsenhor na egreja patriarchal de Lisboa, etc. De sua naturalidade e 
mais circumstancias pessòaes, faltam-me por agora informações. Creio que fa- 
leceu pelos annos de 1828 a 1830. — E. 

173) AUegação jurídica a favor dos Priores-môres da Ordem milUar de 
S. Bento de Avis, na qual se illustra e defende a prerogativa que téem de confe- 
rirem prima-tonmra e ordens menores aos moços do caro, e de passar-lhes de- 
missortas para ordens sacras, Lisboa, na Imp. Hegia 1800. 4.° de 46 pag. 

SERAPHIM PEREIRA DA ROCHA, de cujo nome não encontrei mais 
noticia que a de haver publicado um opúsculo, cujo titulo é : 

174) O problema resolvido Lisboa, na Imp. Nacional 1821. De 3 folhas 

de impressão. — Ignoro o assumpto, pois não pude ver exemplar algum. 

• SÉRGIO TEIXEIRA DE MACEDO, de Conselho de S. M. I., Grão- 
cruz das Ordens imperial da Rosa, e de Christo em Portugal, Comniendador 
da de S. Mauricio e S. Lazaro de Sardenha, e da de S. Jorge de Parma; Enviado 
extraordinário e Ministro plenipotenciário do Brasil em varias cortes, e ultima- 
mente na de Londres, Ministro e Secretario d'Estado dos Negócios do Império 
em 1859, etc, etc. Natural da província do Rio de Janeiro. — De seu irmão Ál- 
varo Teixeira de Macedo se fez menção no tomo i do Diccionario. — E. 

175) Estrada de ferro d^ Pedro IL Rio de Janeiro, 1855? — Este opús- 
culo, qud não vi, é a reunião de vários artigos, que foram primeiramente in- 
sertos no Jornal do Commercío do Rio de Janeiro. 

No Supplemento final haverá, talvez, a possibilidade de ampliar esta no- 
ticia, que por falta de esclarecimentos vai assim deficiente. 

176) SERMÕES QUE PREGARÃO OS DOCTOS INGENIOS de K, 

H. de Tcdmiui Torah en Amsterdam, no atçgre estreamento e publica solemnidade 
da EsnOga, que se consagrou a Deos para casa de oração, Anno 5435 (1675). 
Amsterdam, em casa de David de Castro Tartaz 5435 (1635). 4." Com quatro 
eMampas, que representam o interior e exterior da synagoga portugueza em 
Amsterdam. 

Com a nota de raro (e deve sel-o em verdade) vem este livro descripto 
no Catalogo da livraria de Isaac da.Costa (1861), a pag. 96.-— Ahi se declara 
que os sermGes n'elle conteúdos são de Isaac Aboab, Selorooh de Oliveira, Isaac 
Sarugo, Isaac Netto, Eiiah Lopes, Isaac Yellosino, e David Sarphati. Não me 
consta até hoje que exista em Lisboa exemplar algum. • 

177) SERMONARIO SELECTO DE PREGADORES ; esco//ia de ser- 
mões dos oradores catholicos, que são o esplendor do púlpito moderno em diffe- 
rentes paizes. Tomo i. Lisboa, na Typ. Univ., rua dos Calafates 1860. 8.*» gr. de 
349 pag. 

E editor d'esta collecção o sr. Albano da Silveira, de quem no, Supple- 
mento haverá occasião de tractar mais de espaço. Somente se publicou alé agora 
o tomo I, que comprehende alguns sermões originaes e inéditos de Fr. José do 
Coração de Jesus (vej. o artigo competente no Diccionario, tomo iv), e outros 



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SE ^ 257 

traduzidos de vários pregadores francezes pelo sr. Francisco Martins de An- 
drade (Diccionario, tomo m). Ao todo 26 8erm(Ies. 

Podem annexar-se a esta collecçSo os seguintes, publicados pelo mesmo 
editor, a cuja benevolência devo exemplares de todos : 

i78) As muiheres do Etxmqelho: homilias pregadas em Paris em S. Luis 
d'AtUinj pelo R. P. Ventura de Raulica, ex-qeral da Ordem dos theatinos, etc. 
Traduzidas por • • : Lisboa, Typ. Univ. 1Ô59. 8.» gr. de 368 pag. 

i79) O nrogresso do Christianismo. Conferencias em N. Senhora de Paris, 
pelo R. P. Félix, da Companhia de Jesus, no anno de 1858. Traducção por •• *. 
Ibi, na mesma Typ. 1859. 8.^ gr. de 196 pag., e mais uma de índice. 

SÉRVULO DE PAULA MEDINA E VASGONCELLOS, de cujas 
circumstancias individuaes me faltam por agora informações exactas. É, se nSo 
me engano, filho do poeta funchalense Francisco de Paula Medina e Vascoa- 
cellos, mencionado no Diceionario, tomo iii. — E. 

180) Amor e Pátria: drama em quatro actos e septfi quadros. Funchal, na 
Imp. Nacional 1835. S,° gr. de x-134 pag. 

Terá provavelmente publicado alguns outros escriptos, não vindos ao meu 
conhecimento. 

P. SEVERINO DE S. MODESTO, Presbytero. É este, quanto eu posso 
julgar, um pseudonymo; porém foram até aqui inúteis as dihgencias que fiz 
para decifraVo, pois que os contemporâneos nâo nos deixaram a este respeito 
explicação alguma. Com elle se punlicou a obra seguinte, que não é muito 
vulgar: 

181) Conversação familiar, e exame critico em que se mostra reprovado o Jr- ^r» 
Meíhodo de estudar, (jm com o titulo de verdadeiro, e additamenío de útil á 
republica, e á igreja, e proporcionado ao estylo e necessidade de Portugal, expoz 

em dezeseis cartas o R. P. Frey • • • Barbadinho, da congregação de Itália ; e 
também frivola a Resposta do mesmo reverendo ás solidas Reflexões do P. Fr. Ar- 
sénio da Piedade, religioso capucho. Auctor o P. Severino de S. Modesto, pres- 
bytero. Communica-o a seus amigos Rosendo Eleutherio de Noronha, particular 
amigo do av^ror. Valença, na Omc. de António Baile 1750. 4.'' de xx-561 pag., 
e roais três no fim com errata, e advertência do impressor. Apezar da afiirma- 
tiva d*este, sou tentado a crer que a obra fora clandestinamente impressa em 
Lisboa. 

O auctor d'este livro, quem quer que elle fosse, era homem notavelmente 
erudito, e versado nas sciencias, segundo os princípios e doutrina das escholas ^ 
onde aprendera. Dos contendores e antagonistas de Verney não foi de certo o 
menos importante. A causa dos jesuitas sob o aspecto scientifico e litterario é 
defendida por elle, se não com razões de todo o ponto inconcussas, ao menos 
com argumentos plausíveis, e que nem sempre achariam confutação ou res- 
posta fácil. 

Quanto ao que mais diz respeito a esta celebre controvérsia, consulte-se 
o Diccionario, tomo v, n."* L, 348 e seguintes. 

182) SESSÕES LITTERARIAS dos alumnos da Academia dos Obse- <^ f-Lé 
quiosos, do logar de Sacavém. Dadas ao publico por João Dias Talaia Souto- 
maior, etc. Tomos i, ii e iti. Lisboa, na Omc. de António Rodrigues Galhardo. 

4.*^ — Não tenho presente o volume i. O ii, impresso em 1790, contém xii-369 
pag. (com uma eravura); e o m, impresso em 1791, xii-46i pag. 

Gomprehendem-se n'esta collecção vários discursos ou orações e pane- 
gyricos em prosa, e muitas poesias, recitadas pelos académicos em diversas 
solemnidades, taes como anniversarios e nascimentos de príncipes, e outras 
similhantes. Os nomes da maior parte d'estes coUaboradores são de si mui 
obscuros, para que possam obter menção especial no Diccionario. Gomo exce- 
Toiko vn 17 



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pções apparecem os de António Pereira de Figaeiredoí JoSo Rosado de Villa- 
lobos, Fr. Joaquim Forjaz^.Luis Corrêa de França Amara), e poucos mais, de 
quem tracto nos legares competentes, em razfto de haverem publicado outras 
composições. 

• ? SILVÉRIO CÂNDIDO DE FARIA, cujas circomstancias pefr- 
soaes ignoro completamente. Vivia no Rio de Janeiro, na primeira metade do 
século actual.— E. 

i83) Breve historia dos felizes acontecimentos poiiticas no Rio de Janeiro 
em os dias ^ e 7 de Abril de 1831, remontada á epocka da niagem do eshlm- 
perador á provinda de Minas-geraes, Rio de Janeiro, 183i. S."" gr. 

Nâo VI exemplar algum d^te opúsculo, que supponho ser raro de achar, 
mesmo no Brasil. Gonheço-o tio somente pela descnoçâo que d'elle íaz^u o 
Catahao da Bibl. Fluminense^ sob n.<> 3757, e o «ia Bibl. do Instituto Histórico, 
n.0 1535. 

SILVESTRE BERNARDO DE LIKA, Lente de Veterinária no In- 
stituto Agricola, e natural de Alpiaça, no districto de Santarém, onde nasceu, 
ao que posso julgar, pelos annos de 1823. — E. 

184) TabeUa do resultado do estudo das lãs portuguezas: trabaUio exeeu- 
^ todo no Instituto Aoricola por ordem da Repartição de Agricultura do Minis- 
terio das Obras Publicas, etc. Foi impressa em Lisboa, na fmp. Nacional, 1862. 
Uma folha de papel de grande formato. (Vej. Tabdlas ele.) 

Tenho visto assi^nados com o seu nome muitos artisos em diversos perió- 
dicos litterarios e pohticos, taes como o Atheneu publicado em 1850; o Archivo 
Rural, e outros, cujos tituios me não occorrem por faltar em tempo a oppor- 
tunidade para tomar d'elles notas especiaes. O que mais convenha accrescentar 
achará ainda logar no Supplemento final. 

SILVESTRE FERREIRA DA SILVA, Gavalleiro Fidalgo da Casa de 
Sua Magestade, professo na Ordem de Cbristo, e Alferes do. batalhão da praça 
da nova colónia do Sacramento, na America, como elle se intitula no rosto da 
obra seguinte. Não resta memoria da sua naturalidade, nem de outras circum- 
stancias que lhe digam respeito.— £. 
^. 4/p 185) Relação ao sitio que o governador de Buenop^egres D. Migud de Sal- 

cedo poz no anno de 1735 á nova coUmia do Sacramento, sendo governador da 
mesma praça António Pedro de Vasconcellos, brigadeiro dos exércitos de Sua 
Magestade, Com algumas plantas necessárias para a intdligeneia da mesma re- 
lação. Lisboa, na Offic. de Francisco Luis Ameno 1748. 4.*' de Yni-107 pag. 
com cinco estampas gravadas por Ocor. 

SILVESTRE GOMES DE MORAES, Formado em Direito GlvU pela 
Universidade de Coimbra, Advogado da Casa da Supplicação, Procurador das 
mitras de Coimbra, Algarve e Bahia, etc. — Foi natural da viila de Torres-novas, 
e m. em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1723, com 79 annos de edade. — E. 

186) fCJ Agricultura das vinhas, e tudo o que pertence a ellas, até per- 
feito recolhimento do vinho, e relação das suas virtudes, e da cepa, vides, folhas 
borras. Composto por Vicencio Alarte, agricultor. Tirado tudo dos auotores 
que escreveram sobre a agricultura, e das exjaeriendas que pôde colher. Lisboa, 
na Offic. Deslandesiana 1711. 8.<> — E segunda vez, Coimbra, por José Antunes 
daSilva 1733.8.» 

Este tractado é dividido em 39 capitulos, e satisfaz completamente ao sen 
titulo, ao menos com respeito ao estado dos conhecimentos no tempo em que 
foi escripto. D'elle se fizeram ainda mais algumas edições, e a ultima que tenho 

gresente, e de que conservo um exemolar, ó de Lisboa» na Imp. Regia 1818. 
.<> de 228 pag., mclusivò as do índice nnal. 



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Quanto aos Tractados forenses do auctor escriptos em latim, e qae sSo 
ainda hoje procurados por todos os qae tractam de colligir as obras dos pra- 
xistas remicolaSy yej. na Bibl. Liuit. a descripçâo minuciosa dos seus títulos 
e edições. 

SILVESTKE GONÇALVES DE AGUIAR, Sócio da Arcádia Ulys- 
siponense com o home pastoril de «Siveno». As suas circumstaneias pessoaes 
sfto de todo ignoradas; nem me consta que com o seu nome publicasse escripto 
algum em separado. Os que por ventura recitaria nas conferencias d'aquella 
associação, ou se extraviaram, como os de outros seus coUegas, ou existem em 
local até agora desconhecido. 

Sei apenas que nas Poesias de António Diniz da Cruz e Silva ha no tomo n, 
pag. 148 uma écloga, recitada na Arcádia em conferencia de 14 de Março de 
17o9, por occasifto das melhoras d'el-rei D. José, na qual são interlocutores 
Elpino (Diniz), Tyrse (Theotonio) e Siveno (Silvestre), tendo cada um d'elle8 
composto os versos que no dialogo lhe pertencem. 

E no mesmo tomo, pag. 19/, acha-se outra écloga, recitada em Outubro 
de 1759, em applauso da mercê do titulo de conde de Oeiras feita a Sebastião 
José de Carvalho: são ahi interlocutores Elpino (Diniz), Thdgon (Theotonio), 
Paiemo (Feliciano Alves), e Siveno (Silvestre), e diz-se que cada um d'estes 
compuzéra similhantemente a sua respectiva parte. 

SILVESTRE JOSÉ DE CARVALHO, Cirurgião em Lisboa. Não 
achei de sua p^soa mais alguma informação.— E. 

187) Princijtios de Cirurgia, por Mr, Jorge de la Faye, traduzidos do j^ 
francez. Lisboa 1787. S."* 2 tomos. 

SILVESTRE PINHEIRO FERREIRA, Commendador da Ordem de 
Christo, Ministro e Secretario d'Estado honorário, Deputado ás Cortes, eleito 
em 1827, 1838 e 1842, posto que só da ultima vez tomou assento na camará: 
Sócio honorário da Acaaemia Real das Sciencias de Lisboa, Membro do Insti- 
tuto de França, do Instituto Histórico e Geographico do Brasil, e de outras 
corporações scientificas, litterarias, nacionaes e estrangeiras, etc. — N. em Lisboa 
a 31 de Dezembro de 1769. Seus progenitores f)ertenciam á classe industrial, 
e eram pouco abastados de bens da fortuna. Destinado de principio para seguir 
a vida ecclesiastica, entrou na congregação do Oratório aos quatorze annos de 
edade, e n'ella íre(]uentou e concluiu com grande aproveitamento o curso de 
humanidades, manifestando desde logo provas não equivocas de talento e es- 
tudo em algumas dissertações e memorias que compoz, as quaes se por uma 
parte lhe conciliaram a estima e consideração de honiens sábios e respeitáveis, 
por outra lhe causaram desgostos e malauerenças entre os padres, que zelosos 
em demasia da reputação scientifica e liiteraria do seu confrade Theodoro de 
Almeida, não podiam ver com bons olhos o mancebo, que se affoutára a fazer 
observações e reparos críticos sobre certos pontos, em confutação das doutri- 
nas do homem tido por elles na conta de verdadeiro luminar das sciencias 
physico-mathematicas no seu tempo. A espécie de perseguição que d'ahi lhe 
proveiu obriffou Silvestre Pinheiro a sahir da congregação, e a renunciar de 
todo ao estado clerical, em que não passara de minorista. Depois de dar em 
Lisboa por algum tempo lições de philosophia como professor particular, obteve 
por concurso (em 1794, segundo creio) a substituição da cadeira de philoso- ' 
phia racional e moral do colledo das artes da Universidade de Coimbra, onde 
a circumspecção do seu procedimento, e o favor e amisade do principal Castro, 
então reitor, não obstaram a que contra elle se tramasse nova perseguição (|a 
parte de seus emulos, que alcunhando-o de jacobino, espirito forte, e até de 
conspirador, forcejavam por perdel-o de todo. Para evitar a prisão, de que es- 
tava ameaçado, vitt*se constrangido a deixar a pátria, embarcando clandestina- 

17 • 

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mente em Setúbal em 3i de Julho de 1797 a bordo de um navio hollandes, no 
qual destinava passar a França. Este designio não pôde por então realisar-se, 
tendo de aportar a Dower, e permanecendo em Londres, até que se lhe faci- 
litaram meios e opportunidade de transferir-se para Hollanda. Quando alii che- 
gou achava-se ausente em Paris, encarregado de missão especial junto ao 
governo da republica o ministro dè Portugal em Haya, António de Araújo, 
depois conde da Barca (Diccionario, tomo i, pag. 88). A este cavalheiro foi 
apresentai^se o nosso prófugo, recebendo d'elle o mais benévolo acolhimento 
e decidida protecção, mediante a qual obteve, não só ser-lhe pelo governo por- 
tuguez relevada a sua evasão do reino, mas que o ministro d^estaqo que então 
era José de Seabra (DicciofiariOj tomo v, pag. 121) o encarregasse de exercer 
interinamente as funcçôes de secretario da embaixada em Paris, e o nomeasse 
depois secretario da legação na Hollanda, para onde voltou com Araújo em 
1798, acompanhando-o nos annos seguintes em uma viagem de instrucção ao 
norte da Allemanha, e regressando ambos a Lisboa em 1802. Por esse tempo 
foi Silvestre Pinheiro nomeado Official da Secretaria dos Negócios Estran- 
geiros, e pouco depois Encarregado de Negócios na corte de Berlim, onde pres- 
tou ao paiz os serviços que as circumstancias requeriam, procurando então, 
como sempre, aprofundar os seus conhecimentos, e dando-se especialmente ao 
estudo das sciencias naturaes. Pelos annos de 1810 passou ao Rio de Janeiro, 
e foi-lhe conferida a nomeação de Deputado da Junta do Commercio, sendo 
por vezes encarregado de commissões diplomáticas, das quaes recusou umas por 
julgai*as incompatíveis com o seu brio e pundonor pessoaes, e não chegou a 
exercer outras por embaraços supervenientes. Proclamada no Rio de Janeiro 
em Fevereiro de 1821 a adopção do systema monarchico-constitucional, em 
conformidade com a revolução pouco antes effectuada em Portugal, foi cha- 
mado para fazer parle do novo ministério, e encarregado das pastas dos negó- 
cios estrangeiros e da guerra, sendo inúteis as instancias que fez para díspen- 
sar-se d'esta ultima, allegando a sua imperícia em negócios militares. N esia 
qualidade acompanhou el-rei D. João Vi no seu regresso para Lisboa, onde 
pouco depois da chegada se demittiu, porque não estavam as suas idéas sobre 
a organisação politica do paiz de acordo com as que então vogavam na maioria 
do congresso constituinte. Porém não tardou que se fizesse justiça á pureza 
das suas intenções, sendo novamente chamado para o ministério como secre- 
tario doestado dos negócios estrangeiros, cujas funcçOes exerceu até ser exone- 
rado a pedido seu, pouco antes .da queda da constituição em Maio de 1823, 
sendo-lhe então conservadas as honras do cargo, e a pensão annual correspon- 
dente, elevada depois a 1:000^000 réis pelo governo da restauração, aue to- 
davia o mandou sahir do reino para Inglaterra a titulo de commissão ao ser- 
viço, de que elle modestamente se escusou. 

Achava-se em Paris em 1826, quando íòi eleito deputado; porém receioso 
talvez das mudanças politicas, que em pouco teippo se verificaram, não se re- 
solveu a tomar porte nos ti-abalhos legislativos, preferindo continuar a occu- 
par-se n'aguella capital das tarefas litterarias a que de todo se votara. Outro 
tanto praticou depois de restaurado o governo constitucional, por occasião de 
nova eleição aue aelle fizeram em 1838 : e só em 1842, quando eleito por ter- 
ceira vez, se aeterminou em fim a vir morrer na pátria. Apresentou á camará 
em 3 de Abril de 1843 uma seríe de projectos, que resumiam em si o resul- 
tado dos seus aturados e penososestudos nas sciencias politicas e administra- 
tivas, e continham um systema completo de organisação, em harmonia com os 
Erincipios da carta, tal como elle o concebera. Este trabalho, apezar de rece- 
ido com as attençôes e respeito devidos a tamanho nome, não chegou a dis- 
cutir-se. 

Convidado pouco depois por uma nascente sociedade de mancebos estu- 
diosos e amantes das letras, que o escolheram para presidente e mestre, aggre- 
gou-se-lhes tanto de coração, que no seu gabinete e na própria associação tra- 



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balhava com elles e para elles dias e noutes consectitívas, animando-os, prodi- 
galisando-lhes conselhos, e repartindo generosamente aos que se honravam de 
serem seus discípulos os copiosos fructos da instrucçfto, e ao saber, recolhidos 
em tantos annos de estudo, e sasonados por tSío lonrâ experiência. Esta socie- 
dade, que chegou a ter estatutos approvados com a denominação de Academia 
das Sciencias e Letras, nâo pôde sobre^iver-lhe, e com a sua morte caducou 
completamente, de sorte que d*el]a nSo restam já vestígios. 

Infotigavel nas tarefas intellectuaes, e prompto sempre em prestar valiosa 
coadjnvaçfto a quantos lhe requeriam auxilio em nome das letras, escreveu 
ainda por este tempo numerosos artigos sobre diversos assumptos, publicados 
em quasí todos os periódicos litterarios e políticos d'aquelle tempo. 

No meio d'estes trabalhos veiu colhel-o a morte, a 2 de Julho de 1846, ao 
fim de uma existência de 76 annos, consumida quasi toda em bem servir a 
pátria no desempenho dos cargos que lhe foram confiados, ou em promover 
com suas luzes e estudos os interesses e melhoramentos da terra que amava 
com affecto de filho carinhoso. 

Affavel por natureza, e accessivel a todos, bondoso, «modestíssimo (como 
diz um dos seus biographos), cheio do espirito de justiça e pundonor nacional, 
possuiu a estima de quantos o tractaram, e a admiração e respeito dos que só 
o conheciam pelas suas obras, ou pela fama do seu nome. Foi, em fim, um 
portuguez que todo o mundo civilisado respeitou como sábio, como politico, 
como escriptor, como publicista, e coroo homem honrado, e de uma probidade 
immaculada». 

As suas cinzas repousam no cemitério dos Prazeres, em um tumulo de- 
cente (com o n.* 559) erigido a expensas dos seus amigos e admiradores, me- 
diante uma subscripção que para esse effeito se promoveu, como consta do 
Diário do Governo, nJ* 47, de 24 de Fevereiro de 1849. 

Poucos mezes antes da sua morte se publicaram na lUustração, jornal 
universal, volume ir, n.*" 1 de 4 de Abril de 1846, uns Apontamentos para a sua 
hiographia, escríptos, e com elle próprio conferidos, pelo sr. A. A. Teixeira de 
Vasconcellos, entSo redactor e proprietário d'aqueila folha; e no n.° 3 de 18 
do dito mez uma Breve noticia dos seus eseriptos : achando-se egualmente com- 
memorado o seu falecimento no n.<> 4 de 4 de Julho do referido anno. D'aquelles 
apontamentos foram extrahidos, e em parte addítados outros, que sahiram na 
Revista Contemporânea (1857), pag. 33 a 38 (vej. no presente volume o n.<> R, 
208); e me serviram também para este artigo. No mesmo anno de 1846 publi- 
cou-se no Rio de Janeiro um opúsculo com o titulo A memoria de Suvestre 
Pinheiro Ferreira, pelo cirurgião JoSo Vicente Martins (Diccionario, tomo iv, 
n.* J, 1363) no qual, a pag. 36, encontro a noticia de que Silvestre Pinheiro Fer- 
reira nascera de uma família de fabricantes de panos, na viUa da Covilhã! 
Ignoro qual seja 'o fundamento de tal assersfio, contrariada pelas declarações 
do próprio Silvestre Pinheiro, Ha também um artigo biographico na Revista 
PoT^ular, tomo iv, pag. 6 e seguintes : e outro brevíssimo e deficiente no Diction- 
natre general d'Hist, et de Biogr. por Dezobry &. Bachelet, tomo n, pag. 2131, 
no aual entre outras equivocaç(5es, se collocou erradamente a data da sua morte 
em 1847. No tomo supplementar (o xi) da Revista trimensal do Instituto do 
Brasil vem o seu Elogio histórico recitado no mesmo Instituto pelo conselheiro 
José António Lisboa, a pag. 195 e seguintes. A Academia Real das Sciencias 
de Lisboa, comtudo, nSo pagou até hoje á memoria de tao benemérito e illus- 
trado consócio o tributo de veneração que por tantos r&speitos lhe devei 
Quanto aos retratos que d'elle existem gravados ou lithographados, já no pre- 
sente volame, pag. 132, dei conta dos que possuo; podendo accrescentar a estes 
os que acompanham os artígos da JUustracão e Revista Poptdar acitna citados, 
que em verdade pouco valem, por serem abertos em madeira, e ambos de gros- 
seira execução. 

No que diz respeito ás obras do nosso eminente publicista, cuja noticia 



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deve interessar mais particularmente aos leitores do DieeionairíoBibUographieo, 
acham-se ellas descriptas (não todas, nem por modo de todo exacto) em um 
folheto de 24 paginas de S."» menor, dado á luz em 1849, na Typ. de J. B. Mo- 
rando, com o titulo : Novo Catalogo das Obras do publicisia portuguez Silvestre 
Pinheiro Ferreira, precedido de uma breve advertência e prospecto. Posto que 
anonymo, sabe-se ae certeza ter sido coordenado e escripto por Filippe Fer- 
reira de Áraujo e Castro, amigo intimo do finado, e por muitos annos seu in- 
separável companheiro; o qual promettia também uma Memoria sobre a sua 
vida e escriptos, que nSo chegou a publicar, impedido pela morte, que lhe so- 
breveiu aos 16 de Julho do mesmo anno. Em presença d'este catalogo formei 
a seguinte resenha, conservando a ordem e disposição em aue elle se acha, 
mas addicionando-lhe o mais que ahi falta, intermeiando toaos os esclareci- 
mentos e observações que julguei necessárias ou opportunas, e rectificando 
alguns descuidos que por acaso .escaparam ao auctor. 

ESGKIPTOS EH PORTUGUÊS. 

^. i" 188) Prdeeções philosophicas sobre a theorica do discurso e da linguajaem, 

a esthetica, a diceósyna e a cosmologia. Rio de Janeiro, na Imp. Regia i813. 4."* 
De VIU (innumeradas)-d66 pag. — Esta primeira parte comprehende vinte e 
duas prelecções; e a ellas segue-se um amplissiroo indíce, «destinado não só 
« a indicar os logares em que se tracta das diíferentes matérias, mas a dar uma 
«idéa resumida d'ellas; e mesmo a corregir e supprír alguns descuidos, em 
«que se advertiu ulteriormente». Contém o Índice lOl paginas de numeração 
separada, impressas em typo mais miúdo que o do texto, e duas ))agínas in- 
numeradas de errata. — Da parte segunda, que devia conter a continuação da 
obra, apenas se publicaram (sem folha de rosto) as pa^. 367 a 534, em que se 
Incluem as prelecções 23.* e seguintes até á 30.* inclusive. 

A parte primeira e fragmento da segunda deve ajuntar-se como supple- 
mento, a seguinte, impressa pelo mesmo tempo, mas com rosto e paginação 
especial: 

Categorias de Aristóteles, traduzidas do grego, e ordenadas conforme a um 
novo plano, para uso das Prelecções philosophicas do auctor. Rio de Janeiro, na 
Imp. Regia 1814. 4.° de vi -45 pa^., e mais duas innumeradas de errata. 

Estas Prelecções são hoj> mui raras, e mais ainda o fragmento da segunda 
parte, que falta em quasi todos os exemplares que da primeira tenho visto. 
A edição que fora publicada em series, acna-se de todo extincta desde muitos 
annos. Apenas uma ou outra vez se encontram de venda em Lisboa (prova- 
velmente porque d'elles se tirara na impressão mais crescido numero de exem- 
plares) quademos da primeira serie, que comprehendem só as primeiras oito 
prelecções, e terminam com a pag. 107. 

A propósito d'este trabalho, lô-se na Breve noticia dos escriptos do auctor, 
a gue acima alludi, dada na Jllustração pelo sr. Teixeira de Yasconcellos, a se- 
guinte observação: «Não é obra elementar, porque desce a especialidades de 
philosophia geral, e applicada ás sciencins moraes e politicas : mas pôde con- 
siderar-se como elementar, em quanto vai apontando successivamente o» prin- 
cipios das sciencias. Para melhor fazer comprebender como o fim do trabalho 
era desenvolver e ampliar as doutrinas da eschola de philosophia dioristica 
fundada por Aristóteles, e pervertida pelos escholasticos, ajuntou o auctor a 
traducção das Categorias do phílosopho grego, seguindo um novo plano, e fez 
d'ellas objecto das suas prelecções. Os deveres dos cargos publico» a que foi 
chamado, e logo depois a necessidade de emprehender trabalhos mais urgentes, 
obstaram ao proseguimento d'esta obra». 

189) Synopse do Código do Processo civil, conforme as leis e estilos aetuaes 
do foro wrtuguez. Paris, na Typ. de Firmin Didol 1825. lí.« gr. ou 8.° dito por- 
tuguez. De vi-213 pag., sem contar a folha do rosto. Não tem no frontispício 
o nome do auctor, porém acham-se n'elle as letras iniciaes «SFF» enlaçadas 



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em uma pequena taija. A adverteneia preliminar é datada de Lisboa a 31 de 
Dezembro de 1823. 

«N'e8te pequeno volume (diz-se na Breve notida já citada) se acha encer- 
rada toda a legislaçSo que em 1826 regulava o processo civil; e que o auctor 
coordenara em forma de artigos concisos pelo estylo dos códigos de França; 
desejando que pela comparação doeste trabalho com o código do processo civil 
francez se visse quanto era falsa a opinião que enUo reinava, e ainda hoje se 
eonserva, de que a legislaçfto do nosso processo civil não só era incompleta, 
mas que era um verdadeiro cahos». 

Vej. também o que a respeito d'esta obra, no tempo da sua ])ub]icaçfio, 
escreveu A. GArett, no Chrontsta, volume ii, pag. 236. 

190} Prospecto e indiee aiphabetico dos termos da Constituição do império 
do Brasú, e da Carta constitucional portuqueza. Paris, na Offic. Typ. de Casi- 
mir 1830. (Acha-se também no Om das Observações^ descriptas mais abaixo 
sob n.<» 193.) 

191) Constituição poliHca do império do Brasil, e Carta constitucional do 
reino de Portugal, em duas columnas, para servirern de texto ao ti Manual do 
cidadão». Ibi, na mesma 0£Sc. 1830. 

192) Projectos de Ordenações para o reino de Portugal. Tomo i. (Carta con- 
stitucional, e projecto de leis orgânicas.) Paris, na 0£Bc. Typ. de Casimir 1831. 
8.° gr. de xxvi-470 pag., e mais quatro innunieradas de appenso e errata. 
Entre as pag. 88 e 89 acha-se um mappa demonstrativo dás graduações e da 
ordem de promoção dos differentes empregos e dignidades civis, militares e ec- 
desiasticas, em folha granae; e depois de pag. 470 outro similhante Mappa das 
estações do publico serviço na capital, nas provindas, nas comarcas, nos cantões, 
nos districtos, nas munieiwilidades, e nos bairros. 

Tomo II. (Exposiç^ oa Carta constitucional, e do projecto de leis orgâni- 
cas.) Ibi, na mesma OfSc. 1831. 8.« gr. de xvi-529 pag. 

Tomo m. (Projecto de reforma das leis fundamentaes e constitutivas da 
monarchia.^ Ibi, na mesma Offic. 1832. 8.« gr. de xv-379 pag.— Ha entre as 
pag. 34 e â5 dous mappas^ respectivamente similhantes e conformes aos do 
tomo I. 

«O auctor emprehendeu esta obra com o fib de mostrar como se pode- 
riam emendar os defeitos mais notáveis da Carta constitucional, e dar-ibe as 
leis orffanicas de que carecia para inteira execução.» 

193) Observações sobre a Carta constitudanal do reino de Portugal, e a 
Constituição do império do Brasil, Paris, na Offic. Typ. de Casimir 1031. 8.« 
gr. de iv-94-107 pag. e mais 16 de Índice aiphabetico. 

Merecem ser lidas com particular attençâo. — Ahi se apresentam em frente, 
e paralielos de pag.,2 a 93 os textos da carta portugueza e da constituição bra- 
sileira, artigo por artieo. Pelo exame comparativo de ambas se evidenceia que 
a carta fdra copiada aaquella constituição, unicamente com algumas modifi- 
cações que as circumstancias dos dous estados tornavam indispensáveis. E com 
isto fica plenamente convencida de falsa a idéa que muitos aventaram, de ter 
sido a carta já organisada e completa remettida de Portug^nl ao sr. D. Pedro, 
que nada mais fizera (diziam) que roboral-a com a sua asslgnatura. — As Ob- 
servações do auctor acerca da carta conteúdas de pag. 1 a 99, são uma fiel re- 
producção das que pelo mesmo tempo publicara no tomo ii do Projecto dè Or- 
denações, de pag. 1 a 99. 

194) Parecer sobre os meios de se restaurar o governo representativo em 
Portugal por dous conselheiros da coroa constitucional. Paris, 1831. S."* gr. — 
Na elaboração d'este parecer teve parte o conselheiro Filippe Ferreira d'Araujo 
e Castro. Tendo José Ferreira Borges feito imprimir em Londres umas Obser- 
vaaks sobre o parecer (Diedonaru), tomo iv, n.<* J, 3246), os auctores d'este 
publicaram então seninda edição, com o titulo : Parecer sobre os mdos, etc, 
seguido denotasás Ooservações que se publicaram em Londres, e de uma analyse 



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das mesmas Observações, segundo os printsipios de jurisprudência applicavel ás 
questões de Regência — Intervenção das Potencias estrangeiras — e Amnistia: e 
reflexões sobre a necessidade absoluta de leis preparatórias e orgânicas para a 
introducção e seguimento da Carta constitucimial. Paris, na Offic. Typ. de Ca- 
simir 1832. 8.<> gr. de xv-58-30-61-iv-16 pag. (Ferreira Borges escreveu ainda 
com referencia a e«ta edição a Revista critica do parecer, etc. (vej. Dicdonario, 
tomo IV, n* J, 3247.) 
1^. ^^p 195) Projecto de um sysíema de providencias para a convocação das Cartes 

geraes, e restabelecimento da Carta constitucional. Appendice ao Parecer de dou$ 
consdlieiros da coroa constitucional sobre os meios de se restaurar o governo re- 
presentativo em Portugal Paris, na OíBc. Typ. de Casimir 1832. 8.» gr. de iv 
(innumeradas)-vn-15-40-24-54-60 paç.— -Contém cinco projectos de decre- 
tos: l.o de amnistia: 2.^ de liberdade de imprensa: 3.° de divisSo territorial: 
4.® de classificação dos habitantes do reino: 5.° do processo de eleições. Cada 
um d'elles sob paginação separada. — Faz parte integrante da obra antece- 
dente, e anda enquademada juntamente em muitos exemplares. 

^ 196) Indicações de utilidade publica, offereddas ás Assembléas legislativas 
do Brasil e de Portugal, Paris, na Offic. Typ. de Casimir 1834. 12.° gr. ou 8.<» 
portuguez: de vi-56 pag. — Contém quatro indicações, a saber: i.* das coló- 
nias estrangeiras : 2.* das colónias agrícolas: 3.« da necessidade de se formarem 
companhias para a abertura e construcção de estradas e canaes : 4.* sobre os 
meios de obter dentro do mais curto praso um código civil e criminal, etc. — 
Além d'estas ha uma S.*^, impressa em separado, e sem folha de rosto, que se 
intitula: Da regência do reino. Consta de 15 pag. 
^, f/ 197) Manwú do cidadão em um governo representativo, ou prindfios de 

j^. ,; <» • Direito constitucional, administrcUivo e das gentes. Tomo i. (Direito constitucio- 
7^. '^ ** nal.) Paris, na Offic. Typ. de Casimir 1834. 8.° gr. de vi«-348 pag. 

Tomo II. (Direito administrativo e das gentes.) ibi, na mesma Offic. 1834. 
8.° gr. Depois de vi pag. innumeradas, prosegue a numeração sobre a do tomo 
antecedente, de pag. 349 até 6i9, em que termina o «volume com o indice final 
das matérias, 
y ^/p 198) Projecto do Codiqo geral de leis fundamentaes e constitutivas de uma 

^' Monarchia representativa. Ibi, na mesma Offic. 1834. 8.^* gr. de xvi-224 pag. 

— É o terceiro volume do antecedente Maniud do cidadão, que íica servindo 
como de coromentario perpetuo, ou explanação das doutrinas conteúdas no Pro- 
jecto do código. 

«Ê obra de transcendente importância (diz Filippe Ferreira) por marcar 
um notável progresso na sciencia do direito publico constitucional, e por haver 
o auctor acnado já em 1834, que são condições essenciaes do governo repre- 
sentativo, quer na republica, quer na monarchia constitucional—- Jruí^^^nam- 
cia e eleição nacional para todos os empregos — e responsabilidade e publicidade 
para todos os actos.» 

199) Declaração dos direitos e deveres do homem e do cidadão. Ibi, na 
mesma Offic. 1836. 8.<> gr. de viii-76 pag. 

O auctor declara em uma advertência preliminar, que este escripto nada 
mais é que a simples reproducção do titulo 1." do seu Projecto de código de 
leis fundamentaes e constitutivas (n.* i98). 

200) Noções elementares de Ontóbgia. Ibi, na mesma Offic. 1836. 8.<> gr. de 
VI (innumeradas)-35 pag. 

«Pareceu conveniente (diz o auctor) publicarem-se em separado estes prin- 
cípios de ontologia, posto que devam fazer parte de um curso elementar de 
pnilosophia geral e applicada ás sciencias moraes e politicas; visto que elles 
constituem por si sós um corpo de sciencia, e que seja qual for o systema que 
se adoptar em philosophia, sempre tefão applicação, ou para o confirmar^ ou 
para o refutar. >r 

201) Projecto de um Banco de soccorro e seguro nmtuo. Ibi, na mesma Offic 



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SI 265 

1836. 8.0 gr. de 32 pag.— Tem simplesmente no frontispício as letras iniciaes 
do seu nome em nma pequena tarja. 

202) Breves obsenxições sobre a Constituição politica da monarchia porttt- 

Sieza decretada pélas Cortes constituintes reunidas em i82i. Ibi, na mesma 
ffic. 1837. 

«Esta e outras obras similhantes (n.<^* 193, 239, 244 e 245) publicou o au- 
ctor com especial intento de mostrar pela refutação dos princípios que servem 
de base a taes constitaições, quanto estas estão longe do verdadeiro systema 
representativo.» 

203) Noções dementares de Philoso^hia geral, e applicada ás seieneias mo- 
raes e politicas. (Ontologia, Psychologia, Ideologia). Paris, na OfSc. Typ. de 
Fain ét Thunot 1839. 8.<' gr. de xi-iii pag., com um appendice de 87 pãg. in- 
numeradas, contendo mappas systematicos, observações, e no fim um Índice 
alphabetico. 

Forma com as Nofôes de Ontologia (n.<* 200) a primeira parte do curso phi- 
losopbico, que na antjga phrase das aulas se comprehendia sob os nomes de 
lógica e metaphysica. 

O auctor educado (como elle diz) com os princípios de Aristóteles e de 
seus continuadores Bacon, Leibnitz, Loke e Condillac, olhava com desdém 
«para o tenebroso barbarismo dos Heraclitos da Állemanha, e j)ara a brilhante 
phantasmagoria dos eclécticos da França». Característica do seu modo de pensar 
a este respeito é sem duvida a seguinte passagem da advertência preliminar a 
pag. vn, que os leitores commentarSo como quizerem: «Ouvimos muitas vezes 
os mais distinctos philosopbos da Állemanha, e entre elles os dous primeiros 
discípulos de Kant, Fichte e Schelling, disputarem sobre a intelligencia do 
systema do seu mestre e seu oraculc^ Nem um só encontrámos que não dissesse 
que elle só entendia Kant. Por este modo, o em que todos concordavam é em 
que ninguém o entendia. O mesmo acontece aos citados Fichte e Schelling, e 
ao famoso Hegel, que todos acabaram por abandonar Kant, e todos repudiaram 
duas e três vezes os systemas, que antes haviam ensinado como chefes de es- 
chola.» 

Na Revista Litteraria do Porto, tomo v, pag. 496 e seguintes lé-se acerca 
d'esta obra e do seu mento uma apprecíaçSo e juízo crítico em extremo favo- 
ráveis. Ahi se recommenda a leitura e meditação d'cste livro, «que sendo pe- 
oueno em apparencia, encerra materíal immenso, que para ser amplamente 
aesenvolvído careceria de numerosos volumes : mas com tal clareza e coorde- 
nação se acham expostas as matérias, e concebidas as deíiniç(5es, que a obra 
merece ser lida, mesmo por aquelles que já téem formado sobre taes matérias 
um systema coordenado, etc.» * 

z04) Projecto de Código politico para a nação portugueza. Paris, na OíBc. <^^^^ 
de Fain de Thunot 1839. 8.» gr. 

«O grande progresso que os discursos da tribuna parlamentar manifesta- 
vam, e as publicações que d'aquí chegaram ao conhecimento do auctor, fize- 
ram-lhe comprehender que era tempo de oíferecer aos seus compatriotas em 
maior latituaò o alcance dos princípios do systema representativo, em forma 
pratica, como nos princípios de direito publico os havia deduzido em forma 
didáctica.» 

Pôde ver-se a analyse critica, que acerca d'esta obra escreveu o citado Fí- 
lippe Ferreira, inserta em varias números do Nacional, e transcripta depois na 
Revista Litteraria do Porto, volume iv, onde occupa de pag. 209 a 234. ^ 

205)' Projecto de Associação para o melhoramento das classes industriosas. JÇ^ 
Paris, na OfBc. de Fain & Thunot 1840. 8.» gr. de xvi-208 pag. ' 

206) Memoria sobre a administração da justiça criminal, segundo os prin- 
cípios do Direito constitucional. fExtrahida do Cours de Droit public.) Lisboa, 
Typ. Lusitana 1841. 8.° gr. de 41 pag. — Sahira primeiro na Revista Litteraria 
do Porto, n.<* 38, com um erro que aeu causa a fazer-se esta nova edição em 

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21* 



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separado, como ahi mesmo se deelara em uma nota a pag. 35.— A tradoeçfo 

é de FiUppe Ferreira de Aiáujo e Castro. 

S07) Mappas mstematieos das terminações dos nomes e verbos da lingua 
franeeza. Paris, na Offic. de Faín & Thunot 1842. Uma folha de impressfto no 
formato de 8.° 

208) Projecto de uma Enctídopedia. Lisboa, na Imp. Nacional, sem data 
(díz-se ser de i843). 4." gr. de 4 pag. 

209) Relatório e projecto de leis orgânicas para a execução da Carta con- 
stitucional, apresentado em Cortes na sessão de 4 (aliás 3?) de Abril de 1843. Foi. 
— Imprimiu-se cada um dos projectos em separado, e o relatório sem folha 
de rosto; de modo que começa tendo no alto as palavras seguinte : •N." 68 A, 
Proposta. Senhores! Sua magestade imperial, o senhor D. F^edro IV, cedendo 
como profundo politico, ao espirito do seu século, etc.» Consta este relatório 
de duas pag. 

Segue-se: Summarios do sffstema de leis orgânicas da Caria constitucional 
da Monarchia Portúgueza. De 14 pag. Contém o índice e analyse dos qnatone 

Srojectos, expondo-se concisamente com respeito a cada um os motivos que o 
eterminaram, e o modo da sua coordenação. Essa exposição dos motivos, com 
especial e sufficiente desenvolvimento, acompanha depois cada um dos Proje- 
ctos, em cuja coliocaçSo o auctor guardou a ordem seguinte : 

!.• Projecto de lei regulamentar da formação do cadastro territorial e pes- 
soal Em 20 pag. 

2.° Projecto de IH orgânica do registro do estado civil dos cidadãos. Em 
11 pag. 

'SJ* Projecto de lei regulamentar das garantias eonstitucionaes, e da respon- 
sabilidade dos funccionanos públicos. Em 14 pag. 

4.^ Projecto de lei orgânica e regulamentar das promoções e recompensas. 
Em 14 pag. 

5.* Projecto de lei orgânica e regulamentar do governo superior do estado. 
Em 16 pag. 

6.* Projecto de lei orgânica dos governos territoriaes. Em 4 pag. 

7.^ Projecto de lei orgânica e regulamentar da administração aajuitiça. Em 
27 pag., e a exposição dos motivos contém mais 16. 

S.** Projecto de lei orgânica da força armada de mar e terra. Em 18 pag. 

9.° Projecto de lei orgânica dos negodos de fazenda pMica. Em 20 pag. 
(sendo as três ultimas innumeradas). 

10.° Projecto de lei orgânica dos negócios de economia publica. Em 33 pag. 

ll.<* Projecto de lei orgânica de instrucção e educação publica. Em 16 pag. 

12.° Projecto de lei regulamentar do processo da discussão e votação nas 
camarás legislativas. Em 12 pag. 

13.' Projecto de lei orgânica e regtdamentar das deições. Em 20 pag. 

14.<' Projecto de lei orgânica das relações civis do dero da egreja lusitana. 
Em 6 pag. 

Continua a enumeração de outros escriptos diversos. 

2i0) Breves observações sobre a legislação que regula o direito de impor- 
tação dos livros portuguezes. Lisboa, na Imp. Nacional, sem data. 4.'» de 3 pag. 
*^ 4/^ 211) Questões de direito publico e administrativo, philosophia e litteratura. 

^' , Parte i. Lisboa, na Tvp. Lusitana, rua do Abarracamento de Peniche 1844. S.^ 

Çr. de fV-92 pag.— Partó n. Ibi, na mesma Typ. 1844. 8.» gr. de 104 pag.— 
orno II (ou III parte). Ibi, na mesma Typ. 1844. S.' gr. de 172 pag., e mais 
duas de Índice.— Tomo iii (ou iv parte). Ibi, na mesma T}'p. 184o. S.*" gr. de 
iv-128 pag. 

Esta collecçSo instructiva e curiosa é formada da reunião de todos os ar- 
tigos que haviam sido primeiro insertos em diversos números do jornal A Res- 
tauração (vej. o Diccionario, no tomo iv, n.*" J, 3176), fazendo-se d'elles ti- 
ragem especial e separada. Gomo esta foi, segundo creio, de um numero pouco 



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»1 M7 

avaltado de exemplares, consumin-se promptamente a ediçlo do tomo i, que 

comprehende as partes i e n, de sorte que de maravilha apparece á venda algum 

usado. Dos tomos ii e m sei que existia, n2o ha muitos annos, uma porçSo de 

exemplares em poder da viuva do auctor. 

Pela variedlade de assumptos constitue a coIlecç2o uma pequena encyclo- 

pedia, que poderá ser muitas vezes consultada com proveito pelos estudiosos. 

Persuado-me, pois, de que nSo sej^á de todo inútil apresentar-lhes em seguida 

a enumeração de todos os artigos, ou antes breves dissertações conteúdas n estes 

quatro pequenos volumes, ultimo legado que Silvestre Pinheiro deixou aos seus 

patrícios. «^„/> , 1,» . «,«« , 

'^ TOMO I. PARTE l. 

Em que casos poderá ahster-se de votar o membro de uma assemhléa legU- 
/(títtaf Pag. L 

' Do conselho doestado nos governos representativos, Pag. 3. 

Do conselho d*estado, conforme o projecto de lei proposto á Camará dos de- 
putados ria sessão de 25 de Fevereiro. Pag. i2. 

Da policia preventiva nos governos constitucionaes. Pag. 18. 

Do sentido do artigo 27.<> da Carta constitucional, segundo os princípios 
dos governos representativos, Pag. 25. 

Dos supremos tribunaes de justiça nos governos representativos, Pag. 30. 

Da origem, natureza e eff eitos das diversas espécies de amnistia. Pag. 33. 

Em que consiste a resistência legal, i.* e 2.'' artigos. Pas. 43. 

Que quer dizer a fkrase: o re% reina, e não governa? rag, 49. 

Da instituição do jury. Pag. 54. 

Das suppostas ficções dos governos constitucionaes. Pag. 58. 

Do principio das maiorias, e do voto universtd nos governos representati- 
vos. Pag. 63. 

Dos elementos essenciaes do poder legislativo nos governos representativos, 
Pag. 69. 

Da reforma eleitoral Pag. 74. 

Das assembléas constituintes, e das constituições, i.S 2.<* e 3.<» artigos. Pag. 

'^^^^^' TOMO I. PARTE II. 

Do poder moderador, i.'* e 2.<^ artigos. Pag. 1. 

Das dispensas da lei, Pag. 11. 

Devem os proprietários de fundos nacionaes ou estrangeiros, ser exemplos 
das contribuições impostas sobre os rendimentos? Pag. 14. 

Devem os estabelecimentos particulares de charidade ser exemplos das con- 
tribuitíies impostas sobre os rendimentos? Pag. 18. 

Da natureza do pariato nas monarchias representativas. Pag. 20. 

Do principio fundamental, e das condições essenciaes dos governos repre- 
sentativos. l.S 2.» e 3.» artigos. Pag. 24. 

Das condições essenciaes do poder judicial nos governos representativos, !.•, 
2.», 3.% 4.% 5.» e 6.» artigos. Pag. 38 a 74. 

Dos ddictos politicos. Pag. 75. 

Das reformas constitucionaes. 1.' e 2.'' artigos. Pag. 80. 

Da responsabilidade dos membros do governo supremo, Pag. 87. 

Dos conloios induslHaes, Paff. 91. 

Dos monopolistas, atravessadores e mascates. Pag. 97. 

TOMO II. PARTE IH. 

Da independência dos poderes politicos. Pag. 3^ 

Dos principias da hermenêutica applicados a historia da jurisprudência conr- 
stihêcioma. Pag. 8 

Das diversas sortes de moeda, ou meio circulante, l.^*, 2.% S." e 4.'' artigos. 
Pag. 12. 



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268 SI 

Da irUeíT>relaçã<t do artigo 137.<> da Carta constitucional Pag. 31. • 
Da liberdade de correspondência, e da liberdade do ensino. l*ag. 34. 
Dos principios caracteristicos das diversas formas de governo, Pag. 44. 
Do direito de petição e de protesto nos goveí^nos eonstitudonaes, Paç. 5i. 
Estado da questão: Não são os homens que faltam ás Uis; são as kts que 
faltam aos homens, Pag. 54. 

Dos direitos naturaes do homem e do ddadão. Pag. 58. 



Da segurança pessoal. 2.^ 3.® e 4.*' artigos. Pag. 62. 
Da Iwerdaae individual. 5.® artigo. Pag. 72. 



Da propriedade real. ô.*» artigo Pag. 76. 

Juízo critico sobre o opuscuh: Observações criticas ao decreto do 1.* de 
Agosto de 1844, por António de Azevedo Mello e Carvalho. Pag. 80. 

Do sentido (io § 34 (/o artigo 146.*" da Carta constitucional, Pag. 84. 

Da difamação, considerada nas suas relações com o direito da liberdade de 
imprensa. Pag. 96. 

Breves observações sobre a «Constituição política da nação portugneza, pro- 
mulgada em 4 de Abril de 1838». Pae, 99. 

Das casas de correcção em geral, e d€LS penitenciarias em particular. Pag. 128. 

Da verdadeira missão do jury^ segundo os principios da jurisprudência 
constitucional. Pas. 140. 

Do conselho aestado segundo a Carta. 1.» e 2.<* artigo. Pag. 151. 

Das diversas sortes de monarchia. Pag. 159. 

Do contencioso administrativo. i.%e 2."* artigos. Pag. 162. 

TOMO Hl. 

Projecto de lei de creação das casas de correcção para homens, etc, Pag. 3. 

Exposição dos motivos sobre o projecto de let antecedente, Pag. 18. 

Exame dos artigos que pareceu carecerem de alguma especial explicação. 
Pag. 33. 

Projecto de lei de creação das casas de correcção para mulheres, etc, Pag. 48. 

Exposição dos motivos. Pag. 53. 

Breves observações sobre o tractado concluído em 1826, entre o Imperador 
do Brasil e o Rei de F)rança. Pag. 57. 

Da jurisprudência que^ segundo as disposições da lei fundamental, deve re- 
guiar em matéria de prtvileaios. 1.*, 2.° e 3.* artigos. Pag. 69. 

Dos principios geraes aa civilisação. Pag. 83. 

Da organisação do trabalho. Pag. 88. 

Das vantagens e inconvenientes da concurrencia no mercado, Pag. 93. 

Dos effeitos da concurrencia das diversas nações no mercado geral de todos 
os poros da terra. Pag. 29. 

Juízo critico sobre as «Noçto elementares de Ontologia e Psychología ra- 
cional, por Manuel Pinheiro de Almeida e Azevedo». Pag. 106. 

Breves observações sobre os tratados ^e commercio, Pag. 109. 

Da verificação dos poderes dos eleitores e deputados da nação. Pag. 112. 

Considerações sobre a maráia e estado actual da civilisação europea. Pag. 116. 

O que é um código penal? l.<* e 2.« artigos. Pag. 120. 

E com este artigo conclue a collecçSo das Questões, 

212) Breves obseiTa0es sobre o tractado concluído em 1826, entre Suas Mar- 
aestades o Imperador do Brasil e o Rei de França, Lisboa, Typ. Lusitana 1845. 
Uma folha de impressAo em 8.<> — Andam também no tomo ni das Questões de 
Direito publico, etc. (n.»211). 

213) Da oração do chrtstão, impressa em Roma com licenai da Sagrada 
Congregação encarregada do exame e censura dos livros, e a traducção italiana 
em frente. Lisboa, na Imp. Nacional 1845. Foi. — Esta ediçSo constou somente 
de 275 exemplares. 

A publicação d*este opúsculo foi o resultado finai de uma extensa e vigo- 



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rosa pgleBiíca sasciCada na Revista Universal Lisbonense, com respeito a um ar- 
tigo de Silvestre Pinheiro, que se intitulava Da oração do christão. Apparecéra 
este artigo no n.<^ 2 do jornal religioso O Christianismo (impresso em Coimbra) 
de que era redactor o sr. J. de Lemos, e que findou com esse mesmo numero. 
Os redactores da Revista Universal, annunciando no tomo iii, pag. 280, a ap- 
pariçâo d'e8se artigo, qualificaram a sua doutrina de errónea e perigosíssima, 
promeltendo analysal-a de espaço. £ a este intento começaram reproduzindo 
textualmente o próprio artigo a pag. 289, e seguiram com a analvse a pag. 301, 
312, 357, terminando a pag. 363, todas do sobredito volume. Yeiu Silvestre 
Pinheiro com uma carta, em que pretendeu desfazer os argumentos impugna- 
torioB : carta que foi publicada com varias notas e observaç<Ses da redacção 
de pag. 382 a 389. — Retorquiu Silvestre Pinheiro com segunda carta, que 
sahm egualmente impressa, e precedida de algumas reflexões, de pag. 430 
a 433. 

Restringindo-me, como devo, á simples narrativa dos factos, só accres- 
centarei que Silvestre Pinheiro, traduzindo ou fazendo traduzir em italiano o 
artigo censurado, e outro correlativo (ambos, segundo eiie diz, extrahidos da 
sua TheodiceaJ os remetteu para Roma, onde foram impressos com approvaçSo 
da Congregação do Index. Depois fez imprimir om Lisboa os artigos originaes 
com a traducção no opúsculo a que me refiro. 

Por essa occasiao os redactores da Revista publicaram no volume iv, 
pag. 501, um brevíssimo artigo, que provocou novas explicações da parte de 
Silvestre Pinheiro, contaúdas em uma carta, inserta a pag. 532, sob a epigra- 
phe seguinte, posta pela redacção: Daora^ do christão, pela ultima, derra- 
deira, novíssima, final, postrema e suprema vez, ' 

214) Aos proprietários dos prédios rústicos e urbanos. Carta datada de 25 
de Junho de 1846, sobre o Banco da Silesia, e publicada pela redacção da Re- 
volução de Septembro em Julho de 1846, já depois da morte do auctor. Foi dis- 
tribuída gratuitamente. 

215) Notas ao m Ensaio sobre os pnncipios de Medianica, obra jposthuma , 
de José Anastasio da Cunha, dada á luz por Ú. D, A. de S, C. (D. Dommgos An- 
tónio de Sousa Coutinho) possuidor do manuscripto autographo ». Amsterdam, 
na Oflic. de Belinfante e Comp.* 1808. 8.« gr. de 32 pag., e mais uma de er- 
rata. A este opúsculo anda reunido o seguinte : 

Prindpios de Medianica por Silvestre Pinheiro Ferreira. Ibi, na mesma 
Typ. 1808. 8.'' gr. de 15 pag., e roais uma de errata. Com uma estampa. 

Estes opúsculos nfio se acham mencionados no Catalogo publicado por Fi- 
lippe Ferreira. Creio que os exemplares são mui raros : ao menos nâo me re- 
cordo de ter visto afora um, que possuo, senSo outro, que existia na livraria 
do dr. Rego Abranches, tido por elle em muita estima. 

No principio das Notas declara Silvestre Pinheiro, que em 1796 estudara 
a mechanica na Universidade de Coimbra, e que ouvira as lições do dr. José 
Joaquim de Faiía, entflo professor da respectiva cadeira. 



Passo agora á enumeração dos artigos de Silvestre Pinheiro, tambom em 
língua portugueza, que andam dispersos nas paginas ou columnas de vários 
jomaes, pubficados em diversos tempos, e dos quaes se não fez menção algu- 
ma no Catalogo das obras. É possível, ç até provável que existam, além doestes, 
outros de mim não vistos, ou de que me escapou tomar nota. Se alguns me 
forem indicados, acharão ainda logar no Supplemento. 

216) Questão grammatical sobre as syUabas. — Inserto no Patriota, jornal 
lUterario etc., do Rio de Janeiro, 1813, tomo i, n.<* l.<* 

217) Considerações sobre a grammatica fhilosoj^ica. — Idem, no tomo i, 
n.« 4.° 



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i70 SI , 

218) Memoria tobrt mu novo prtnetpto áo eák/rkõ. — Idem, no ^o n 
!!.• !.• 

219) Ohurta/fiei sobre os direitos da propriedade UUeraria e artitíiea,— 
No Diário do Governo, n.» 225, de 23 de Septembro de 1842. 

21^) (^seruições MUdogioo-gramnuUicaes e orthographieas, — No Pano- 
rama, volume VI (184SÍ), n.» 63. — E no volume vn (1843), n.*» 57 e 59. — E nc 
volume vin (1844), n.* 128. 

221) Reflexões sebre o mtíhodo de escrever a historia das seieitcias, e par 
ticulaí^mente a da philosophia, — No Pantaloqo (1844), n.' 1.**, pag. 3. 

222) Reflexões sobre os diferentes meõtodos de confeccionar os catalogoi 
das biUiothecas. — Idem, n.<*, 3, pag. 20. — Continuado no n."" 4, pag. 29. 

223) Dos limites da auetortdade dos dassi^ em matéria de Ungua^m.^ 
Idem, n." 5, pag. 71. 

224) Dos sysíemas absolutos em economia politica, — Idem, n.* 14, pag. 107. 
— Continuado no n.* 18, a pa^. 139. 

225) Do systema penitenciário, — Na Revista Académica de Coimbra^ n.' lèy 
pag. 276.— Continuado nos n.»- 19, pag. 289— e 21, pag. 342. 

226) Das sdencias em geral, e da sua classificação em partieuiar.—lsi 
Aurora, revista mensal (1845), n.<» 1, pag. 33< 

227) Dos Bancos rurais. — Idem, n.<* 2, pag. 9. 

228) Reflexões sobre varias praticas e instituições económicas de previden 
cia, — Idem, n.» 3, pag. 60. 

229) Projecto de associadio de seguro multuo dos empregados pMieos.^ 
Sahiu posthuma, na Revista Popular, tomo iv. 

2^) Sobre as origens e afjimdadee das linguas. — Na Revi$ta dos Açôru, 
tomo I (1851), a pag. 13. 

Segundo a disposição adoptada no Catalogo, seguem-se as obras impressas 
em linguas estrangeiras, deixando as inéditas para o ultimo iogar. 

BSGRIPTOS IHPRESSeS EH FRAHGBZ £ IHCLEZ. 

231) Observations sur quèlques passages du «Manuel Diplomatiaue • dt 
Ur, le baron Charles de Martens, Paris, Imp. de Baucé Rusand 1825. H.'^ gr. 

232) J^ssat sur la Psychologie, eomprenant la théorie du raisonnenunt d 
du lanaage, VOntologie, l Esthéliqtée et la Dicéosyne, Paris, Imp. de Bethone 
1826. o.* gr. de iv-n-453 pag. e indice final. Sem o nome do auctor, tendo 
porém no rosto as 'iniciaes SP F enlaçadas dentro de uma pequena tarja.— 

7 j#» -A mesma ediçSo (ao que parece) com diverso rosto, na Typ. de Casimir iSâS. 
8.«gr. 

Yej. acerca d'esta obra (que tem immediata correlação com as Noções de- 
mentares de PhUosophia impressas em 1839) um juizo critico de A. Garrett, no 

i^ . Chronista, tomo i, pag. 66. 

v«V/^ 233) Précis d'un Cours de Droit publie inteme et externe. Paris, Impi de 

Casimir 1830. 8.*" gr. de iv (innumeradas)-vn[-284 pag. 

Dons fins teve o auctor na composição e publicação d'este trabalho : pri- 
meiro satisfazer á lacuna que existia na sciencia de jurisprudência constitih 
cional, nSo tendo apparecido até então um corpo completo, que assentando nos 
princípios geraes da sciencia, abrangesse todas as questões vitaes e elementa- 
res, sobre tudo em pontos de direito internacional : segundo, que esse traba- 
lho ficasse servindo de commentario perpetuo aos seus Projectos de Qrdenaçiks, 
pelo que se limitou a expor unicamente os princípios constitudonaes em har- 
monia com os que formaram a base d'esses Projectos, 

234) Qu'est ce que la pairie f Paris, Imp. de Casimir 1831 ? 

235) Notes au «Précis de Droit des gens» du conseiUer de Martens. Ibi, 
1831. 8.*'— Não vem accusada no Catalogo. 

236) Mémoire sur les moyens de mettre un terme à la guerre civik en Por- 
tugal (exfrait du •Siède»), Ibi, 1833.— Yej. o n.« 194. 



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SI 171 

237) SufpUmet au «Guide Diplomatique» d$ mr. la hmm Charles de 
Martens, Paru, Imp. de Casimir i83o. 8.* 

238) (^uervuUvnu mr le «Guide Diplomatique» de mr.le tonon Charles v^. ^«^ « 
de Martens. Ibi, 1833. 8.» 

239) Observaiians sur la Charle conUittaionnelle de la Franee. Ibi, 1833. 
12."* ffr. ou S,'' portuguez. De iv tínnumeradas)-xii-128 pag. 

240) Príncipes au DroU puòlic consíitulwnnelj administratif et des gens, -i» /^-% 
ott Uanud èa eUayen dons un gfmvemement réprésentaíif. Ibi, 1834. 12.'' gr. 

3 tomos.— É traducçâo do n.« 197. 

241) Projet du Code general d'une monarehie réprésentatwe. Ibi, 1834. 12."» 
— É o terceiro tomO| que serve de complemento ao Manuel du cUoyen. 

242) Essai sur les rudiments de la Grammairê alletnande. Ibi, 1836. 

243) Notes au «Traitó du Droit des Gens» de Vattd. Ihi, 1838. 8.« gr.— 
Serve de volume m do referido Tractado. * 

«As obras d'este, e dos outros publicistas que fazem objecto das obser- 
vaç(Ses do auctor, passam por clássicas entre as pessoas que cultivam a diplo- 
macia; e comtudo encerram doutrinas as mais falsas e perigosas, que corriam 
como axiomas. Foi para atalbar este mal que elle emprebendea a tarefa de 
as commentar». 

244) Observalions sur la Constitution de la Bélgique. Ibi, 1838. 8.* 

245) Observations sur la Constilution du royaume de Saxe. Ibi» 1838. S.^ 

246) Cours de Droit public interne et externe; avec les Observatúms sur la 
Charte de la Franee, de ia Bélgique et du royaume de Saxe. Ibi, 1838. 8.« gr. 
3 tomos. 

247) Preliminary discourse to a course of PolUieal Ecommf/. Paris, printed 
bj Fain & Thunot 1839. 12.» gr. 

248) Principies of Politicai Economy by Mr. Mac CúUoch abridged for the 
use of SchooU aecompanied vHth notes and preceded by a preliminary discourse 
by Mr, Pinheiro Ferreira. Paris, printed by Fain & Thunot 1839. 

249) Précis d'un Cours d^Economie póUtique, suiti d'une Bibliographie ^'^^ 
choisie de la Economie poUtique par Mr. de Hoffmamns. Paris, Imp. de Raynai 

1840. 12.° gr. de iv (innumeradas)-xii-252 pag. 

250) Précis d'un Cours de Phslosophie éUmentaire: Ontologie, Psychologie, 
Jdèologie. Ibi, 1844. 12.» gr.-Vej. o n.« 203. 

251) Tableaux systématiques des teíminaisons et des pénultièmes des noms 
et des verbes de la langue allemande. Paris, Imp. de Fain k Thunot 1842. Uma 
folha de impressão no formato de 8.<' 

252) Idem, de la langue française à Vusage des aUemands. Ibi, 1842. 
«Téem estes mappas por objecto facilitar o estudo das línguas, dispen- 
sando os estudantes do tirocinio da ^rammatica». 

253) Précis d*un Cours de DroU public, administratif et des gens, suivi 
d*un Proiet de Code politique pour la nation portugaise. Lisbonne, Imp. Natio- 
nale 1845. 12.<> gr. 2 tomos. 

cEste Curso, posto que aponta talvez os mesmos príncipios oue as outras 
obras do auctor em taes assumptos, tem a âuperioridade de completar, quanto 
o permittem as condições da monarchia hereditária, que elle toma como base, 
a organisaçâo de um governo verdadeiramente representativo ». 

254) De la Théogonie; extrait de « TEncyclopédie inodéroe» de Gourtin. 
— E na mesma Encyclopedia vem outros artigos seus, taes como : Non inter'- 
vention, Traités, Négotiation, Voyelles, etc 

BSGRIPTOS tos M GATAUNM SE BESGRETOI COIÓ IIIBMTOS, 
II DlflESAS UlfiOâS. 

255) Notas ao «Précis d'un Cours de Droit constitutionnel» pubUeado nos 
annos de 1845 e 1846. 



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m SI 

266) Projecto dê Código eivU. 

267) Préeis d'un Cours de Théologie naturdle et revdée, aoee da notes H 
eensureg des préUUs et des théologieru respeetables, A Lisbonne 1846. 

258) Projecto de Constituições canónicas da Igreja Lusitana, 

259) Compendio de Economia poliiica, ou Elementos de Chrematistica, para 
uso das escholas populares. Escripto em Paris 1842. 

260) Memorías e cartas biograpkicas autographas, acerca do seu tirocinio 
na conaregacão do Oratório, em data de 15 de Septembro de 1790. 

261) memoria justificativa acerca da commissõo dos espingardeiros em Ber- 
lim, datada de Londres ai^ de Junho de 1809. 

262) Memorias e documentos sobre a commissõo diplomática a Monte-^video, 
mte recusou por indecorosa para o governo de Sua Magestade, epara eltè mesmo, 
ae que resultou ser extermifiado para a ilha da Madeira, Rio de JaneirOi Julho 
a Dezembro de 1813. 

263) Parecer que emittiu por ordem de S. A. R. sobre a questão da sede 
da monarehia, e meios de prevenir a revohi^ popular, tomando a iniciativa na 
reforma politica. Rio de Janeiro, 22 de Abril de 1814. 

' 264) Memorias e cartas biographicas sobre a revolução j^opular, e o seu mi- 
nistério no Rio de Janeiro desde 26 de Fevereiro de 1821 ate o regresso de S, M. 
o sr. D, João VJ com a corte para Lisboa, e os votos dos homens d'estado que 
acompanharam a S, M, 

265) Carta ao redactor do «Diário do Rio de Janeiro» datada de Paris 
a 30 de AbrU de 1842, agradecendo4he as obsequiosas expressões com que o des- 
forçou das descomedidas invectivas de outro jornal « O Brasil », acerca do pro- 
jecto da federação monarchica n'aquelle império, 

266) Parecer emittido em Lisboa a 22 de Abril de 1845/ por ordem de Sua 
Magestade a senhora D, Maria II, sobre os meios de se salvar a monarehia 
constitucional. 

267) Parecer sobre um projecto de pacto federativo fundamental entre o im- 
pério do Brasil e o reino de Portugal, Datado de Paris a 6 de Dezembro de 1825. 

268) Informação verbal perante uma Commissõo das Cartes em Lisboa, a 15 
de Marco de 1822, sendú ministro dos negócios estrangeiros, acerca do Brasil. 

269) Memorias acerca dos Bancos do Brasil e Portugal. 

270) Artigos para um « Diccionario constitucional » a saber: Homem does- 
tado — Conselheiro da coroa constitucional — Conselheiro doestado. 

271) Des Ministres d'ÉUit dons un gouvemement constitutionnel. Paris, 
1822. 

272) Memoi-ia acerca da Guyanna Pranceza, 

273) Projecto sobre a ereação de uma esdhala normal, onde se preparem os 
maneis que se destinam para professores de sciencias, artes e letras. Datado 
de Paris emHS^S. 

274) Projecto de uma sociedade para a construcçõo de canaes e estradas. 
Paris, 1838. 

275) Projecto de associação para socccro mutuo de capitalistas, mestres e 
aprendizes do offido de alfaiate. Paris, 1838. 

276) Obsercofões sobre um projecto de estatutos para o estabd&nmenlo da 
associação de offidnas e artes mechanicas. Paris, 1838. 

277) Plan d'organisation du departement des finances dans un gouveme- 
ment révresentatif. Paris, 1840. 

278) Das condições da existência dos caminhos de ferro em geral, e das 
suas consequências quanto ás relações intemacionaes em plarticular. 

279) Paralldo das instituições denominadas Monte-pios com as Sociedades 
de soccorro e seguro mutuo, em dous artigos. Lisboa, 1845. 

280) Documentos para a historia ^itica sobre redkmações conlra o go- 
verno francez. 

281) Mémoire sur la Pologne et la Gréce. 



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SI 173 

282) Point de me sur leqtiel il importe à la Péninsule Ibérique de consi- 
dérer la poUHípie aetueUe des cabinets étrangères à son égard. Paris, 1841. 

283) Arttgo de politica e direito ccmstUiicional sobre o ministério de Zea 
Bermudes em Hespanka. Paris, 1841. 

284) Programma das medidas que voderiam tirar o reino do estado de 
abatimento em que se acha, Março de 1842. 

285) Esbcfos e extractos de dicéosyna, ou sciencia dos direitos e deveres do 
homem, e do cidadão. 

286) Memoria sur Vorigine et les progrès des pantomimes chez les an- 
ciens. 1787. 

287) Projecto a favor dos orphãos e viuvas, Eseripto no Rio de Janeiro, 
antes da revolufão, 

288) Projecto de um acto de confederação e mutua garantia de indepen- 
dência dos estados ahi mencionados, 

289) Carta a um diplomata seu amigo em Berlim, sobre a politica da Prús- 
sia e potencias do Norte, relativamente a Península ibérica. Paris, 1825. 

290) Notas á Synopse do Código do processo civil, segundo as leis e estylos 
do faro f>ortuguez. Paris, 1825. 

291) Prelecções de Jurisprudência commercial. Economia politica. Direito 
publico interno e externo, e questões de Philosophia applicada ás sdencias moraes 
e politicas ; no coUegio de Mr, SilveUa, Paris, rua de Montreuil n/* 37, nos an- 
nos de 1829 e 1830. 

292) Explicação das três expressões usuaes: «a mente do legislador» — 
« espirito da lei » — e • vontade nacional ». 

293) Preconceitos constitucionaes. Anno de 1845. 
Nas Notas ao Ensaio de Mechanica (n.<» ....). 

Declara elle, ^ue em 1806 compnzéra uma Memoria em resposta ao pro- 
gramma que a Academia de Wilna propoz sobre os progressos das sdencias mo- 
raes comparados aos das sdencias pkysico-mathematicas : d'el]a porém não faz 
menção o Catalogo, nem apparece roais noticia em parte alguma. 

SILVESTRE SILVÉRIO DA SILVEIRA E SILVA. (V. Manuel 
José de Paiva,) 

SILVIO AQUACELANO. (V. Manuel Pereira de Faria,) 

FR. SIMÃO ANTÓNIO DE SANCTA CATHARINA, chamado no 
século SimSo Lopes; Monge de S. Jeronymo, cujo instituto professou a 3 de 
Junho de 1696. Foi Lente de Theologia moral no convento de Belém, e Sócio das 
Academias dos Anonymos, Portugueza, Escholastica e outras d'aquelle tempo. 
— N. em Lisboa, pelos annos de 1676, ou talvez antes. M. a 16 de Mnio de 
1733. -E. 

í^k)^ Orações académicas: dedicadas ao retrato do sereníssimo senhor in- i.^'/»^ 
fante D. António, que o auctor tem na sua cella. Lisboa, na Offic. da Musica 
1723 (Barbosa tem erradamente 1728). S.^ de xxx-462 pag. — Contém este livro 
treze orações, umas em prosa, outras em verso, pronunciadas pelo auctor nas 
Academias, cujo sócio era : e bem assim varias peças poéticas, que cm louvor 
lhe dirigiram muitos académicos seus collegas, etc. 

295)*'iíimas sonoras. Segunda parte £is obras académicas de Simeão An- 
tunes Frdre. Dedicadas ao ex,""* sr. José António da Matta Coutinho e Sousc, 
etc. Lisboa, na Offic. Augustiniana 1731. 8.'' de xxxii-400 pag. — N'este se com- 
prebendem cartas, lyras, silvas, romances, sonetos, decimas, etc. Tendo o au- 
ctor publicado o anterior volume com o seu próprio nome, nSo sei achar que 
razSo ou capricho o levasse a dar á luz este segundo sob um nçmc supposto, 
e que pelo que se vô, nem ao menos é o de que usara antes de ser religioso. 

296) Relação métrica das solemnissimas festas com que os religiosos carme- /Jic 
TOMO vn 18 t-^f- t ^"• 



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t 



lila* de Lisboa celebraram a canonUacúo de S. João da Cruz, em Septend>ro de 
1727. Lisboa, na Ofiic. da Musica 1729. 4.<> de xliv-332 pae. 

Náo creio valerem o trabalho de ser para aqui trasladadas outras obras 

ue Barbosa menciona, e cujos títulos descreve no ai'tigo competente da BibL 

m. Além d'essas consta que Fr. Simão deixara manuscripto um poema em 

151 oitavas rythmadas, com o título de MonocUa poética, do qual o sr. Rivara 

Eublicou uma amostra no Patiorama, vol. iv da 1.* serie, pag. 14 e lo. Vi tam- 
em d'este poema uma copia na livraria de Jesus. 

Fr. Simão era cego de um dos olhos, não sei se por defeito de nascença, 
se por desastre ou enfermidade adquirida depois. Creio que só n'este defeito 

góae ser comparado a Camões. As suas poesias, quasi todas escriptas em estylo 
urlesco, e no gosto da eschola castelhana, denunciam de certo uma veia inex- 
hauWvel de jocosidade; porém não passa de ser um poeta essencialmente me- 
diocre, e de segunda ordem entre os seus contemporâneos. Se nos seus versos 
tem ás vezes certa elegância e facilidade, em correcção e pureza de linguagem 
deixa muito a desejar, ('omtudo, as suas obras s2o até certo ponto apreciáveis 
para a nossa historia litteraria; por ellas pôde avaliar-se o estado das acade- 
mias n'aquella epocha, o assumpto de seus trabalhos, e o modo como era des- 
empenhado, porque Fr. Simão era um dos mais conspicuos académicos, e muitas 
vezes serviu de presidente n'aquelles congressos litterarios. . 

P. SIMÃO DE ARAÚJO, Jesuita, Reitor do Collegio na ilha de S. Mi- 
guel. — Foi natural de Coimbra, onde n. em 158Ò, e m. em Lisboa a 16 de Junho 
de 1638.— E. 

297) (CJ Compendio em que se relatam as deprecações publicas, quèporor- 
dem de Sm Magesíade mandou fazer o bispo D, Fr. João de VaUadares pelas 
calamidades presentes : conlagião de Itália, fome, conflagração da ilha de S. Mi- 
guel, caso de Saticta Engracm; epelo bom successo das afvias doesta monarchia, 
etc, na cidade do Porto. Porto, por João Rodrigues 1631. 4.° de Yni-78 pag. 
— Não traz no frontispicio o nome do auctor: porém declara-se ser sua em 
uma advertência do impressor que vem no começo da obra. 

É curioso e mui pouco vulgar este opúsculo, do qual comprei haverá dez 
annos um exemplar por 480 réis. 

FR. SIMÃO DE BRITO, Trinitario, Provincial e Chronista da sua Or- 
dem, etc. — Foi natural de Setúbal, e m. em 1739.— E. 

298) Dedamação fúnebre na morte de D. Manuel Coetano de Sousa, etc. Lis- 
boa, 1735. 

£ muitas obras manuscriptas, de cuja existência actual nada posso dizer, 
mas das quaes se conservam os títulos na BibL LusiL Accresce porém a estas 
uma, que alli níto encontro mencionada, e oue, segundo aflíirma Barbosa Ca- 
naes nos Estudos biographicos, pag. 111, nota z.% existe inédita na sala dos ma- 
nuscrintos da Bíbl. Nacional de Lisboa: intltula-se: 

299) Compendio da vida de D. Fr. Luis da Silm, arcebispo de Évora. — 
Vej. no Diccionario, tomo v, pag. 322. 

P. SIMÃO CARDOSO PACHECO, natural de Trancoso.— E. 
íf. Jf.o/' 300) Vida e milagres da venerável madre Francisca da Conceição, religiosa 

exemplarissima no mosteiro de Sancta Clara da villa de Trancoso. Lisboa, na 
Offic. de António Pedroso Galráo 1738. 4.» 

Falta-me ainda este hvro na copiosa coUecção dos d'esta espécie, que já ' 
possuo : o que prova não ser muito vulgar, ao menos em Lisboa. 

SIMÃO CARDOSO PEREIRA, Formado em Direito Civil, Advogado 
de causas forenses em Lisboa, Sócio da Academia dos Singulares, etc— Foi 
natural de Lisboa, e m. na mesma cidade a 11 de Janeiro de 1690.— E. 



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SI ^ m 

áOl) AlUgação de direito em favor do ex!^° sr. D, Agostinho de Lencatíro 
sobre a successão da casa de Aveiro. Lisboa, por João da Costa 1680. Foi. 

Nos dous tomos das Academias dos Singulares (vej. no Biccionario, tomo i, 
n.** A, 9) andam algamas composições suas, tanto em verso como em prosa. 

SIMÃO CRISPIM DE TOUO CARDOSO, -que se diz Philosopho pela 
Universidade de Évora, e natural deVianna do Alemtejo. Não encontrei mais 
noticias de sua pessoa, e estas mesmas faltaram a Barbosa Machado, cuja BiU, 
não faz mençSo de tal auctor, apezar de ser contemporâneo. — E. 

302) Arte da Grammatica, composição dos seus preceitos, Methodo facUimo 
para formar com acerto, conforme o melhor uso dos grammaticos, em prosa e 
verso a ^ammatica latina e portugueza. Em três compendiosas partes dividida: 
a primeira contém os preceitos da oração simples, latina e portugueza: a se- 
gunda da rhetorica: a terceira da arte poética latina e vulgar. Offerecida para 
uso do sr. Joaquim António Marques, peloseu mestre, etc, etc. Lisboa, na Offic. 
Alvarense 1746. 4.° do xx (innumeraaas)-â95 pag., eni que se inciue o Índice 
das matérias. A parte que tracta da rhetorica (pag. 105 a 162) é escripta em 
latim. 

N2o encontrei de venda até agora em Lisboa mais que um só exemi)lar. 
Se o mérito da obra podesse avaliar-se pela raridade, devora eila ser conside- 
rada uma das melhores na sua espécie! 

FR. SIMÃO COELHO, Carmelita calçado, Bacharel em Theologia pela 
Universidade de Salamanca, e depois Doutor pela de Sena; foi Prior em vários 
conventos, Definidor, e Vigário provincial eleito a 18 de Outubro de 1584. — 
N. em Lisboa no anno de 1514, e m. no convento do Carmo de Lisboa a 13 
de Maio de 1606, com 92 annos de edade e 62 de religião. Vej. a seu respeito 
as Memorias histotHcas de Fr. Manuel de Sá, pag. 464 a 470. — E. 

303) fCJ Primeira parte do Compèdio de chronicas da ordem da muito f^/^^** 
bemauenturada sempre virgem Maria do monte do Carmo . . . agora nouamente " 
copulado per Frei Simão Coelho, Mestre em Theologia, professo da dita Ordem 

(f Moesteiro de nossa Senliora do Carmo de Lisboa. Declarase nelle a muij antiga 
instituiçam Sf confirmaçam desta sagrada Religião, cõ as mais preeminências que 
conforme o direito tem, a dinidade do seu timo, os feitos heróicos éf sanctidade 
de algiis Religiosos deUa. Sumariamente a vida de muitos deUes. Expoense mui- 
tas authoridades da sagrada Scriplura, Trazense muitos ditos de doctissimos ba- 
rões, assi antifios como modernos. Tratão-se muitas matérias moraes mui pro- 
ueitosas ás almas, 5f mui dinas de se saberem. Assinãose alguas dcscripções de 
prouincias, cidades, rios Sf montes. Põe-se primeiro a Regra como texto, para q 
conforme a ella se siga ordemdamente a exposiçam, com o que mais se ouuer de 
tratar. Lisboa, por António Gonçalves 1572. Foi. de 220 pag. com uma estampa 
no frontispício gravada em madeira. 

São raros os exemplares d*esta Chronica. Existe um na Bibl. Nacional, e 
outro no Archivo da Torre do Tombo. O que era de Rego Abranches, e passou 
por morte d*este para Joaquim Pereira da Costa, acha-se no inventario avaliado 
pelos peritos em 2:000 réisl 

O catalogo dos auctores, que antecede o Biccionario da lingua portugueza 
da Academia, descreve esta obra por modo tal, que poderá induzir a erro os 
que não a tiverem visto, persuadindo-os a suppor que são duas obras diversas 
em vez de uma única, que realmente é. 

SIMÃO DE COUDES BRA^DÃO E ATAÍDE, Fidalgo da Casa Real, 
Collegial do Real Collogio das Ordens Militares, Cónego doutoral da Sé do Porto, 
Doutor e Lente da Faculdade de Cânones na Universidade de Coimbra, etc. 
— N. na villa do Sardoal, comarca de Abrantes, e m. em Coimbra a 30 de Se- 
ptembro de 1809, com 59 annos de edade.— O bispo de Viseu D. Francisco 

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276 SI 

Alexandre Lobo escreveu o seu Elogio histórico, que vem -no tomo i dos Obras 
do rnesmo bispo, a pa^. 439. 

N'esse Elogio se diz (pag. 454) que Simão de Cordes «nSo deixara por es- 
cripto documentos do seu ingenho e saber». Comtudo eu conservo um pequeno 
folheto manuscripto, que se lhe attribue, e tem por titulo Duas palavrinhas ao 
ouvido dos portuguezesi 

Se devemos dar credito ao que se lé na Histqire de la guerre d'Espagne 
. et du Porlugal pelo general Foy^, tomo in da edição de Paris (1829), a pag. 38, 
foi Simão de Cordes que, reunido ao desembargador Francisco Duarte Coelho, 
e a Ricardo Ray mundo Nogueira, então reitor do coliegio dos Nobres, e depois 
membro da regência do reino (vej. os artigos competentes no DiecionarioJ re- 
digíu e preparou com elles o projecto de Constituição, que se tratava de pedir 
a Napoleão í, e que vem transcripto nas provas justificativas da referida obra, 
no volume iv, a pag. 469. José Accursio das Neves na sua Historia da inveuão 
dos francezes em Portugal, tomo ii, traz egualmente aquelle documento, porém 
não diz descobertamente a quem deve attribuir-se. Entretanto, o auctor da 
Historia d'elrrei D. João VI, cuja traducção se imprimiu em Lisboa em i838^ 
declara mui expressamente a pag. i8i, que a celebre mensagem a Napoleão 
fora redigida pelo medico Gregório José de Seixas (Diccionario, tomo m) de 
acordo com muitas pessoas distinettu por suas luzes e representação; e que o 
general Foy na obra citada atlribuira erradamente a redacção da mensagem a 
três pessoas, aue não foram os seus auctores. Á vista d*estes testemunhos en- 
contrados, os leitor^ iulffarão o que lhes parecer. 

José Agostinho de Macedo affirma em mais de um logar, que Simão de 
Cordes fora um dos que nos fins do século passado e principio do presente de- 
ram maior incremento á propagação da maçonaria em Portugal, e principal- 
mente, em Coimbra, onde chegara a organisar algumas lojas. Não me cumpre 
decidir se taes asserções podem qualificar-se de falsas; mas o certo é, que ellas 
contradizem manifestamente o que do procedimento e doutrinas de Simão de 
Cordes nos conta o bispo de Viseu no Elogio citado. 

FR. SIMÃO CORRÊil, Dominicano, natural deVilla-real, Professou no 
convento de Azeitão a 28 de Janeiro de 1598. Ignoro as demais circumstan- 
cias que lhe dizem respeito.— E. 

304) Sermão na procissão de graças, que a muiio nobre villa de Villa-real, 
fez pela restauração da cidade da Bahia: pregado em 15 de Agosto de 1625. 
Lisboa, por Gecaldo da Vinha 1625. 4.* — É raro este sermão, e ainda o não 
pude ver. 

P. SIMÃO DA CUNHA, Jesuíta, Missionário no Oriente, e Visitador 

Srovincial, etc— Foi natural de Coimbra, e m. na cidade de Macau no anno 
e 1660.— E. 

305) Sermão no dia da ascensão (sic) da senhora, em acção de graças da 
felice amamação d'd-re% nosso senhor D. João IV, na cidade de Macau, empó- 
rio dos portuguezes no reino da China, Lisboa, por Paulo Craesbeeck 1644. 4.** 
— Não o vi, nem sei onde exista. 

SIMÃO ESTACO DA SILVEIRA, de cuias circumstancias pessoaes 
consta só, que militara na America, no tempo do domínio hesfianhol. — E. 

306) fCj Relação summaria das cousas do Maranhão, dingida aos pobres 
doeste reino de Portugal Lisboa, por Giraldo da Vinha 1624. Foi. Consta de doze 
meias folhas de papel sem numeração alguma. — D'este raríssimo opúsculo 
se conhece apenas a existência de um exemplar na.Bíbliotheca Publica do Bio 
de Janeiro, entre os papeis da CoUecção denominada de Diogo Barbosa Mon 
atado, volume XLvn. (Vej. na Bibliogr, Hist, do sr. Figanière o n.® 865.) 

Na Bibliotheca Publica Eborense ha porém uma copia manuscripta, tirada 



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SI 277 

provarelmenta do impresso, e por letra do século passado; consta de 25 pagi- 
nas no formato de 4.®, e é o codex cxvi-i-9. 

SIWAO FBLIX DA CUNHA, Medico em Lisboa, de cujas circumstan- 
cias pessoaes nao nos deixou Barbosa informação alguma, apezar de ter sido 
seu contemporâneo. — E. 

307) fbj Discurso e observações apoUineas sobre as doenças que houve na ^g. ^/^ 
cidade de Lisboa occidental e oriental, o otUono de 1723. Lisboa, por José An- t^, i^ „ 
tonio da Silva 1726. 8.° de xxxii-139 pag. 

Este raro e esanecido livrinbo jazia como que ignorado, quando a cala- 
mitosa invasão em Lisboa da febre amarella, devastando a capital de Septembro 
a Dezembro de 1857, foi causa de se vulgarisar entre os nossos médicos o co- 
nhecimento doesta obra, que um d'elles,^ sr. dr. José Pereira Mendes, quali- 
ficou de «t trabalho precioso » no Jornal da Sociedade das Sciencias Medicas de 
Li^íoa, tomo xi, pag. 123. 

Com effeito, Simão Félix da Cunha parece ter sido o segundo practico por- 
tuguez que observara e tractára aquella terrível enfermidade, ou ao menos, 
que nos legara por escripto o resultado dos seus trabalhos médicos. O primeiro, 
ainda no século anterior, foi sem duvida João Ferreira da Rosa, que não cede 
a nrioridade a nenhum outro da Europa, como se pôde ver no Diccionanio, 
tomo in, n." 773. — Vej. também no presente volume o artigo F. Arditi. 

As Observações apoUineas tomaram-se de fácil accesso aos que desejarem 
yel-as, mediante a reproducção que d'ellas fez a Gazeta medica de Lisboa, onde 
comej^ram a sahir em o n.^ 114 de 16 de Septembro de 1857. 

Quanto aos exemplares da edição original de 1726, creio que pouquíssi- 
mos se acharão hoje em Portugal. Eu possuo com estimação um, que tive a 
fortuna de comprar em 1855 com outros muitos livros curiosos, na venda do 
espolio do dr. Rego Abranches, onde a escolha e separação feita com anteci- 
pação de mezes por conta de Joaquim Pereira da Costa, que pretendia para si 
a todo o custo o melhor da livraria, não impediu comtudo que escapassem á 
perspicácia dos peritos encarregados da escolha, este e vários outros de egual 
mérito e raridade, que foram vendidos quasi como refugo, em um lote de qua- 
trocentos e tantos volumes, que arrematei por 72JK000 réis. 

SIMÃO FERREIRA VAGHADO, natural de Lisboa, e residente em 
Mina&-geraes, no estado (hoje império) do Brasil. — De suas circumstancias in- 
dividuaes não encontrei mais noticia. — E. 

308) Triumpho eucharisiico, exemplar da christandade hisitana na /'/•/^ ' 

solemne trasladação do diviníssimo Sacramento da igreja da Senhora do Rosa- , 

rio para o novo templo da Senhora do Pilar em VtUa-rica, corte da capitania 
das Minas, aos 24 de Maio de 1733. Lisboa, na Offic. da Musica 1734. 4.° de 
xxiv-125 pag., com duas gravuras assas grosseiras. 

N*este livro se refere miudamente aquella solemnidade, com todas as cir- 
cumstancias que a acompanharam. Os exemplares poucas vezes apparecem no 
mercado. 

SHHAo JOSÉ FERNANDES, Doutor em Medicina pela Eschola de 
Paris, Medico do Hospital N. e R. de S. José de Lisboa, etc. — N. na villa de 
Torres-novas em 1793, e m. em Lisboa no anno de 1845. — A sua necrologia 
sahiu no Diário do Governo, n.<* 222, de 20 de Septembro de 1845. -—E. 

309) De la péritonite puerpèraíe, et en parttculier de son traitement par 
1'essence de ikérebentine, These présentée et soutenue à la Faculte de Medicine de 
Paris le 25 avril 1830. Paris, imp. par F. Didot le Jeui^e 1830. 4.o gr. de 
84paff. 

Não sei que publicasse algum outro trabalho em seu nome, com quanto 
fosse tido em conta de medico estudioso e instruído. Doou por morte a sua li- 



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278 SI 

vraria á Eschola Medico-círurgica de Lisboa, em cnja bibliotheca se acbal 
incorporada, 

SIMÃO JOSÉ DA LUZ SORI ANO, Bacharel formado em Medicina 
Universidade de Coimbra, Official-maior graduado da Secretaria d^Estado 
Negócios da Marinha e Ultramar, e Chefe da secção de Marinha; Depul 
ás Cortes pela provincia de Angola nos annos de 1853 e seguintes, etc. É ( 
decorado com a medalha de D. Pedro e D. Maria, creada em 46 de Outubro 
1861, pertencendo-lhe o algarismo 7. — Nas suas Revelações abaixo meneio 
das, declara, a pag. 63, que não só renunciara a commenda da Ordem de Chri: 
com que fora agraciado, mas que espera não solicitar honra de espécie algn 
contentando-se apenas com o seu singelo nome baptismal, e o que de seus f 
recebera. — N. em Lisboa, a 8 de Septembro de 1802, sendo filho legitimo 
Domingos José Soriano, e de Angélica Hosa de S.José. Nas suas Rerelaftks 
tadas se acham por elle próprio historiadas singela e desaffectadamente to 
as particularidades do seu nascimento, primeiras occupações, estados, e 
diversas phases da sua vida, até chegar à situação actual, a que o elei^ai 
gradualmente o seu mérito e longos trabalhos. 

Era estudante na Universidade em 1828, guando se ligou árevolnçfo constí» 
tucional do Porto, proclamada em 16 de Maio. Pelo mal logro d'essa revoloci 
emigrou com os coi'pos que a sustentavam para Hespanoa, fazendo parte dí 
batalhão de voluntanos académicos, e de lá para Plymouth, onde elfe e seaí 
camaradas se viram reduzidos á condição de simples soldados, dando-se-lM 
para quartel um casarão sem vidraças, e servindo-lhes de cama alguma pai» 
nos primeiros dias. De Inglaterra passou para a ilha Terceira em Fevereiro àà. 
182^, vindo depois na expedição ao Porto em 1832; em cujo cerco senio mi- 
litarmente, até entrar como Amanuense de primeira classe na Secretaria d'Ei- 
tado dos Negócios da Marinha em Dezembro do mesmo anno, e a esse respeil* 
faz elle bem amargas considerações de pag. 532 a 536 do já citado livro. F(H 
deria comtudo moderar o seu justo rcsentimento, consolando-se com a idéade 
que não foi elle o único em quem se dessem então, e ainda hoje, eguaes mo- 
tivos de gueixa; pois que nada tem sido infelizmente mais commum n'esta 
nossa malfadada terra, que ver esquecidos e postergados mento e serviços rea« 
em graça d'aquelles, que mal poderiam allegal-os com verdade, se de taes provas 
carecessem para obter os favores da ventura. 

O numero dos escriptos d'este nosso contemporâneo é já avultado, e d'ell« 
recommendaveis alguns pelo assumpto, outros pelas circumstancias que del^r- 
minaram a sua composição. Eis aqui a resenha de todos, segundo a ordeio 
chronologica do seu apparecimento : 

310) Chronica da' Terceira. Angra, Imç. do Governo 1830. — Começoa 
esta publicação tornada semanal em 17 de Abril de 1830, havendo anteriormente 
a essa data dado á luz varias folhas avulsas com a narração dos successos c no- 
ticias politicas do tempo. Depois de redigir os primeiros doze ou quinze nú- 
meros d'esta folha, retirou-se da sua redacção, em consequência de desintelli- 
gencias occorridas entre elle, e o Duque (então Marquez) de Palmella, sendo 
n'esse encargo substituido pelos dous académicos. Elias José de Moraes, e k^ 
Estevam Coelho de Magalhães, e emíim pelo ofDcial do batalhão de voiuntiri''>s 
da rainha João Eduardo de Abreu Tavares. Os h.*»» 1 a 27 d'esta folha ofiicis) 
sahiram no formato de folio pequeno; e os restantes no formato de 4.*, for- 
mando uma nova serie que começou em o n." 1 e findou com o n.« 41, aca- 
bando em fms de Junho de 1832, nas vésperas da partida da expedição que.^ 
dirigia ás praias de Portugal. A collecção completa d'este periódico é boje bfía 
raras; e diz-se que alguém chegara a compral-a por 12:000 réis, e ainda por 
maior quantia. 

311) Poesias diversas de Simão José da Luz, Angra, na mesma Imp. 1831. 
S,^ gr. de 72 pag., segundo informações que obtive,' pois ainda nSo alcaneei 



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. SI ' 179 

r nm SÓ exemplar d'este opúsculo, que se diz fora distribuído pelo auctor 
5 seus amigos, e que contém, afora outras peças, uraà ode consagrada á vi- 
ária ganha em il de Agosto de 1829 na vil Ia da Praia pelas tropas consti- 
tiooaes sobre as que de Lisboa tinham ido na esquadra com o aesignio de 
>nssar-se da ilha. 

312) Folhinha da Terceira para o anno de 1833, bisexto. Angra, na Imp; 
o Governo 1832. 8.« de 143 pag.— Foi editor d'esta publicação, e um dos seus 
sLaboradores. Acha-se também mui rara, e affirnia>se que alguém pagara 
m tempo 3:400 réis por um exemplar, quando em 1836 foi mandada procurar 
m Lisboa com empenho pelo baráo de Hun)boldt para a bibliotheca real de 
lerlim. A parte histórica da referida folhinha (que é o artigo mais importante) 
ahíu, como já fica dito em outra parte, da penna do falecido conselheiro d*es- 
ado e membro da regência na Terceira, José António Guerreiro; e esse mesmo 
irligo, muito mais ampliado e desenvolvido, forma agora a primeira parle do 
fecuTso preliminar, que vem no tomo i da Historia do cerco do Porto abaixo 
a?ricionada. — A descripçSo geographica da monarchia portuçueza e seus do- 
núnios que se inclue na mesma ^ihmha, é obra do sr. Visconde de Sá da Ban- 
deira. Tudo o mais ahi conteúdo pertence ao editor. 

Diz este nas suas RevelaçõeSy pag. 534 : « que não só concorrera para se 
mimter na Terceira a imprensa, que viera de Inglaterra, mas trabalt^ára nas 
obras ahi publicadas como auctor, e ainda como revisor e compositor typo- 
graphico, á falta de quem disto soubesse melhor do que elle». 

313) Historia do cerco do Porto, precedida de uma extensa noticia sobre a$ V- ^'^•■^ 
differenies phases politicas da monarchia, desde os mais remotos tempos até ao '^ ^^^^ 
anno de 1820; e desde este mesmo anno até ao começo do sobredito cerco, Volu- 
me 1. Lisboa, na Imp. Nacional 1846. 8.«» gr. de 584 pag. — Volume ii. Ibi, na 
mesma Imp. i649. 8.*» gr. de xvi-616 pag. — O tomo ii é illustrado com uma 
carta topographica das linhas do Porto, no formato de 42 centi metros de lar- 
gura poT 18 ditos de altura. Similhantemente, no exemplar que nossuo fiz col- 
locar outra carta ou planta da acção de 11 de Agosto de Í8â9 e derrota da 
fsquadra, lithographada em Londres, a qual mede 46 centim. de largura por 
30 de altura. (Acerca de outros escriptos de assumpto idêntico, vej. o Dic- 
doMriò, tomo vi, n.» O, 28.) 

A ediçSo da Historia do cerco do Porto foi, segundo consta, de 1:500 
exemplares, que se venderam, a preço de 2:640 réis, e acha-se de todo exhausta 
ba ânuos, sendo difiicil de encontrar algum no mercado. 

A propósito d'esta obra lé-se na Revista Universal Lisbonense, tomo i da 
segunda serie, pag. 105: «O estylo é bello e corrente; addicionou muita cousa 
ao que já sobre a matéria se havia escripto, distinguindo-se principalmente 
por uma melhor critica que a dos seus antecessores. Comtudo, o auctor nâo 
conseguiu elevar-se acima dos aflfectos de homem e de contemporâneo. Fazendo 
p3ra isso esforços, só conseguiu mostrar que não era para a sua organisaçSo 
comportar alma tão vigorosa, qual as circumstancias requeriam para depurar 
a verdade, e só a veraade. . . Erafím, affigura-se-nos que ainda uAo é este o 
^Wro tine ira et siudio de que tanto carecemos ». (Este artigo é anonymo.) 

O duque de Palmella D. Pedro de Sousa Holstein, julgando que varias ai- 
iasões e referencias, que no primeiro tomo d*esta obra se faziam á sua pessoa, 
^ cactos por elle praticados, careciam de commentario ou rectificação, escreveu 
oa díetuu para ser annexo áqueile volume um opúsculo n'este sentido. Solici* 
tou do auctor da Historia a permissão de que fosse n'esta incorporado o dito 
opuscolo; e como elle a isso se prestasse, chegou a imprimir-se com o titulo 
«egninte: 

, Segunda serie de notas, accresceniamentos, substituições e emendas feitas ao 
primeiro volume da Historia do cerco do Porto por Simão José da Luz Soriano, 
Sem logar, nem anno, etc. (porém é da Imp. Nacional) 8.° gr. de 55 pag. — 
^^0 precedidas de um pequeno prefacio, escripto pelo próprio auctor oâ Hi^ 



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toriaj e terminam com outro artigo também seu, que se intitula : LigeWat in- 
vestigações sobre a historia militar de Portugal, 

iam as cousas n'estes termos, quando o desacordo suscitado pelas razões 
de que o auctor dá conta no prefacio do volume ir, foi causa de que a anne- 
xação de taes Notas se não realisasse. O duque satisfez á Imprensa Nacional a 
despeza typographica, e guardou para si os exemplares do opúsculo. É só de 
sua casa que saniram depois os poucos que aleuns curiosos possuem, e téem 
feito enquadernar juntos com o volume a que diziam respeito. 

Em resultado d'esta desintelligencia, e como contestação ao prefacio do 
tomo II da Historia do cerco, imprimiu-sc na Imprensa Nacional uma breve ex- 
posição aue se intitula: Duas palavras sobre a Historia do cerco do Porto: 
tem no nm a data de i de Fevereiro de 1849, e ô assignada pelo sr. Roberto 
José da Silva. Occupa duas paginas no formato de folio. 

314) Memoria sobre os sertões e a costa ao sul de BengueUa na provinda 
de Angola, escripta sobre documentos officiaes, que existem na Secretaria d'estado 
dos negócios da marinha, — Sahiu nos Annaes maritimos e coloniaeSj serie 6.* 
(1846), n.° 3, pag. 73 e seguintes. 

315) Memoria concei^ente a sustentar a opinião dos que julgam contagiosa 
a cholera-morbus epidemica, — Sahiu no Diário do Governo, n.° 57, de 7 de Março 
de 1848. -— Foi suscitada pela questão que a esse respeito se levantou nas nossas 
sociedades medicas, por occasião de ser invadida a Europa segunda vez por 
aquella epidemia. 

316) Artigo necrologico, consagrado á memoria do sr, Francisco de Assts 
Moraes Cardoso, guarda-mór da saúde no porto de Belém. — No Diário do Go- 
verno de 2 de Dezembro de 1848. 

317) Outro dito, á memoria do conselheiro Pedro Alexandrino da Cunha, 
capitão de mar e guerra, que em 6 de Julho de 1850 faleceu sendo governador 
de JJfflcoo.— No Diário de 3 de Outubro de 1850. 

318) Discurso pronunciado na Camará dos senhores deputados, na sessão 
dei^de Julho de 1853, sobre a occupação do porto de Ambriz. — Vem no Diário 
da Camará, e também no do Governo, n.® 162, de i3 de Julho. Foi traduzido 
em inelez, e inserto na collecção das peças ofíiciaes, que o governo britannico 
annualmente publica acerca do trafico da escravatura, para ser apresentada ao 
parlamento. Na referida collecção se encontra elle a pag. 407 do volume de i 
de Abril de 1853 a 31 de Março de 1854, com o titulo de classe B: Correspon- 
dence with British Ministers and Agents in foreign countries, and with fot^eign 
Ministers in England, relatinq to the slave irade. — Vej. o mais gue o auctor diz 
a este propósito nas suas Revelações, pag.586, e também no Diccionario, tomo v, 
o n.» M, 631. 

319) Qtiadrilha, etc Opúsculo de 48 pag., impresso em 1854, do qual 

não me foi possivel achar exemplar algum. 

320) O depoimento do sr, ofjfcial^maior Gravalho na Commissão de inquérito, 
acomparúiado de alguns apontamentos biographicos para quem se dedicar a es- 
crever a vid^ de tão notável contemporâneo. Lisboa, Typ. da Revista Universal 
1856. S.*» gr. de 40 pag. 

O commentarío d este, e do antecedente opúsculo, que versam ambos prin- 
cipalmente sobre assuniptos de interesse pessoal, acna-se nas Revelações do 
auctor, de pag. 591 a 616. 

321) Necrologia do P. Ignado da Purificação, biblioihecario que foi da li- 
vraria do real paço de JWafrà.— Sahiu no Diário do Governo, n.« lOz, de 2 de 
Maio de 1855. 

322) Utopias desmascaradas do systema liberal em Portugal. Lisboa, 1858. 
8.» gr. de 106 pag.— N'esta publicação o auctor teve por fim mostrar que a 
execução do systema liberal por que pugnara, não correspondeu á sua expe- 
ctativa. Vej. o mais que elle diz a este respeito nsiS Revelações, de pag. 625 em 
diante. 



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SI 281 

323) Reveladies da minka vida, e memorias de alguns fados e homens meus ^-Çy^ 
contemporâneos, Lisboa, na Typ. Universal 1860. 8.*» gr. de 779 pag., e mais três ^^ 
innumeradas, contendo índice e errata. Com o retrato do auctor. 

Além da exposição verídica e documentada dos factos da su^ vida, ligados 
na maior parte ás vicissitudes politicas por que o paiz tem passado desde 1820 
cm diante, o auctor intercalou na sua narrativa alguns capítulos curiosos, e 

Çurameute históricos, que não são de certo os menos interessantes da obra. 
ai é o capitulo 3.*" que de pag. 68 a 297 comprehendc a historia antiga e mo- 
derna de Coimbra, e da sua Universidade, com o catalogo completo dos reito- 
res, acompanhado de noticias bioffraphicas ; o capitulo 8.<> de pag. 470 a 508, 
contendo uma descripção geographica das ilhas dos Açores, etc. 

Sahiu á luz esta obra em Septembro de 1860, e a edição foi, segundo se 
affirma, apenas de 400 exemplares. D*elles separou o auctor 140 para offerecer 
aos seus amigos, e pessoas, a quem lhe aprouve obsequiar, e coube-me a honra 
de ser contemplado n'esse numero. Os restantes 260 foram expostos á venda pelo 
preço de 2:000 réis cada um, e tiveram tão prompta extracção, que em Março 
de 1861 achava-se a edição inteiramente exnausta. Sei que o auctor prepara 
segunda, em que tenciona fazer algumas correcções e adaitamentos. 

Mais consta ter ha annos prompta e nos termos de entrar no prelo, outra 
composição assas extensa com o titulo : Vinte annos do reinado de D, Maria II; 
e trabalha actualmente em uma Historia da guerra civil, e do estabelecimento do - '^j^j-à 
governo parlamentar em Portugal, de que fora encarregado por ordem do gover- 
no, mediante um subsidio ou gratificação de 600:000 réis annuaes. 

Além do que fica mencionado, escreveu também o Relatório, que pela secção 
do Ultramar o Ministro da marinha apresentou ás COrtes em Março de 1859; e 
varias outras peças ofiiciaes, como, v. g., as Instrucções dadas a alguns governa- 
dores geraes aas províncias ultramarinas, etc, etc. (Vej. no tomo vi o n.° N, 61.) 

Snf AO LOPES, Mercador de livros em Lisboa, nos últimos annos do 
século XVI, e dono de Typographia, como elle próprio mui expressamente se 
declara, posto que <ilguns lhe tenham posto em duvida essa qualidade. — 
Da sua naturalidade, e datas do nascimento e óbito não acho memoria algu- 
ma. — E. 

324) fCJ Fios Sanctorum e historia geral da vida e feitos de lesu Christo, 
Deos noiso senhor, e de todos os Sanctos de que reza e faz festa a Igreja Catho- 
lica, conforme ao Breuiario Romano, reformado por decreto do Sakcto Concilio 
Tridentino : lunto com as vidas dos Sanctos propios de CasteUa jf Portugal : 
áf de outros Extrauagantes. Tiradas alçiumas cousas apocriphas áf incertas : 
E aerecentadas muitas figuras êf auctoridades da sagrada Escritura, trazidas 
a preposito das historias dos Sanctos, E muitas annotações curiosas if conside- 
rações proiieitosas. CoUegido tudo de Auctores graues êfaprouados. Feito em Cas- 
telhano pelo Mestre Alonso de VUlegas Capellão na S, lareja de Toledo: tradu- 
zido agora nouamente en linguajem Português, à industria de Simão Lopez 
Mercador de liuros. Acrecentado de nouo a vida de São lacinto da Ordem de 
São Domingos : Canonizado polh Papa Clemente VII em Roma, na Igreja de 
São Pedro, a xvij de Abril do anno do Senhor de 1594. Impresso em Lisboa, 
em casa de Simão Lopez Mercador de liuros. Anno 1598. Com Priuilegio Real.» 
Foi.de vni (innumeradas)-58-425 folhas numeradas pela frente: ornado de 
varias gravuras intercaladas no texto. 

De uma carta dirigida ao auctor Yillegas, a qual vem no principio do 
livro, e é escripta por Simão Lopes, se vé ser este o traductor da obra; o que 
aliás ficaria duvidoso em vista do frontispício acima transcripto. Esta carta 
equivale a um documento de preço para authenticar e esclarecer certos pontos 
concernentes á nossa bibliographia, e até para conhecimento dos usos de nossos 
maiores. 

Dando razão das causas que o moveram a emprehender a traducção, eis 



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S82 SI 

aqtii as palavras de SimSo Lopes : « Mnítos annos ha, que o intimo amor qae 
tenho da pátria, me traz abalado e desejoso de ver n'ella um livro de vidas de 
sanctos, a que commumente chamamos « Fios Sanctorum », composto em lin- 
guajem portuguez, que fosse muito authentico e bem recebido de todos. E re- 
volvendo a imaginação por muitas vezes, desejoso d*este effeito: e communi- 
cando este propósito com algumas pessoas graves e doutas, me aconselharam 
que traduzisse o Fios Sanctorum que vossa mercê tinha composto em caste- 
lhano, na nossa linguajem portngueza, que isto era o mais acertado : pois em 
matéria de vidas de sanctos era o mais authentico e copioso (|ue em nossos 
tempos se tem visto. Porque posto que tínhamos aqui ha muitos annos um, 
feito pelo muito reverendo Padre Fr. Diogo do Rosário, frade da Ordem de 
S. Domingos, o qual para o tempo em que foi composto era assas curioso : 
porque ent.lo ainda não havia sanido á luz tantos tomos de Surio, tantos An- 
naes de Baronio, que em nossos tempos tanto angmentaram esta liçSo de vidas 
de sanctos. E os auctores que d'elia escreveram, tiveram um mar Oceano por 
onde navegar com suas habilidades a porto soguro. Por onde movido eu com o 
zelo de ver em meu natural que n5o faltasse um livro t5o importante, com aquella 
perfeição que meu desejo pedia, determinei occupar minha fraca habihdade 
n'esla traducçSo, ajudando-me do trabalho e parecer que pessoas doutas e 
curiosas nisto me aconselharam e ajudaram pêra aue sahisse com esta empreza 
á luz, pois era tanto serviço de Deos nosso sennor e gloria de seus sanctos. 
Uma das cousas que mais me movfeu metter-me n'cste trabalho, foi o parecer 
que o P. Vr, Luis de Granada, de gloriosa memoria, deu sobre este livro de 
vossa mercê, etc, ctc. » 

E discorrendo mais adiante sobre a necessidade e utilidade da sua em- 
preza, que alguns julgariam escusada em razSo do ser fácil a todos entender o 
original, «r pois que (diz elle) não ha hoje em Portugal pessoa a quem os livros 
castelhanos lhe não sejam tao naturaes como os propios portuguezes » : — Mas 
(accrescenta) este nosso livro Fios Sanctorum é particular de todos os mais 
livros : porque é um livro que todo o género de pessoa neste reino que co- 
meça a tomaV o estado de casado, por costume mui louvado tem, que iunto 
com as alfaias que compra para ornar a sua casa, uma d'ellas é este livro. 
E em todas as casas do homem que tem primor e honra n'este reino se acha: 
porque n'elle lê e passa as horas ociosas, e de recreação a mulher, quando en- 
fadada o domingo ou dia sancto íica em sua casa. N'elle aprende a illha a não 
se chegar á janella na ausência de sua mãe. N'elle os íilnos passam as horas 
oportunas das noutes largas do inverno, pêra evitar o jogo: ^'elle os criados 
aprendem bons costumes : e as criadas e escravos vendo tam boas cousas, ás 
vezes dão a sua ração ao moço que sabe ler, para que depois que os senhores 
estão recolhidos, lhe lêam uma vida do sancto do seu nome. E como este livro 
anda por mãos de mulheres, filhas, filhos, criados e escravos, é necessário e im- 
portante que seja em nossa linguajem portugueza, pêra que esta gente de meão 
entendimento com mais amor se affeiçoe á sua lição. E esta é a razão por que 
este livro somente tem este privilegio, d'elle só ser necessário traduzir-se em 
portuguez, o que os outros livros não téem, pois andam por mãos de quem en- 
tende o linguajem castelhano». 

Não me parece menos digno de saber-se o modo que elle diz guardara na 
versão ; ouçamos ainda as suas palavras, quanto a esta parte : * Pretendi sempre 
ir unido e apegado ao verdadeiro sentido do original; e tanto me quiz trans- 
formar n*elle, que se era possível com as mesmas palavras com qne estava 
composto no castelhano, dizel-o em portuguez, o fazia. Mas como o linguajem 
portuguez tem sua própria phrase e modo de falar, é necessário que posto se 
não troque o sentido, se troque a palavra, pêra ficar na perfeição que a poli- 
tica linguaiem portugueza requere. Este estilo, que sempre fui continuando 
de não mudar palavra (dando-me o logar licença) me fazia ás vezes em alguns 
passos difficultosos não me declarar tão perfeitamente, como se eu mesmo o 



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SI S83 

compuzera no portugaez, sem a obrigação a que está snbjeito o fiel traductor. 
Pelo que sendo presentado este livro por ordem da Sancta Inquisição, pêra se 
rever, ao padre mestre Fr. Manuel Coelho, revedor dos livros n'estes reinos 
de Portugal; elle por sua charidadc, além da obrigação do seu oflicio, me foi 
concertando alguns passos, assi na linguajem, como no sentido da Escriptura 
Sagrada, quando se oITereciam, pêra que de tudo ficasse perfeito». 

Náo tendo sido esta obra reimpressa, escacc.iram successi vãmente os exem- 
plares, até se tornarem muito raros, ao menos em Lisboa, onde só depois de 
muitos annos de diligencia, se me deparou de venda um, em estado de solTrivel 
conservação, porém carecendo infelizmente da ultima folha, e tendo outras á(^ 
feituosas. Assim mesmo tive de dar por elle 1:600 réis, e creio que alguns mais 
perfeitos, que uma ou outra vez appareceram no mercado, subiram aos preços 
de Sf:000 até 7:200 réis. 

FR. smfÃO DA LUZ, Dominicano, cujo instituto professou a 20 do 
Agosto de 1581. Foi Mestre em Theologia, e tido como um dos melhores pre- 
gadores do seu tempo. — Quanto ás demais circumstancias da sua vida, nada 
se pôde apurar. — E. 

325) (CJ Sermão em acção de graçaê ,,, na procissão que em 27 de Abril 
de 1619 veiu da Sé a S. Domingos de Lisboa, pela vinda da catholica magestade 
d'elrei D. FUippe q segundo, Lisboa, por Pedro Craesbeeck 4619. 4.'»— Ha uma 
contrafação, que conserva em tudo as mesmas indicações da edjçfio original, 
mas que pela qualidade do papel e caracter do typo facilmente se vé ser do 
fim do século xvii, ou mais certo do principio do seguinte. As paginas são nu- 
meradas de 1 até 33; e tem as licenças no fim. D'ella possuo um exemplar. 

326) (CJ Breve relação do insigne martyrio de treze martyres, religiosos 
da Ordem de S. Domingos , ., que padeceram no império do Japão pela prega-- 
çao do Saneio Evangelho desde o anno de 1617 até o de 1624. Lisboa, por Pe- 
dro Craesbeeck 1630. 8.*» de 51 folhas numeradas por uma só face. — fearbosa 
na Bibl.y e o pseudo-Cato%o da Academia trazem errada a data d'esta ediçáo, 
collocando-a ambos no anno de 1624. 

327) fCJ Sermão no officio que fez o convento de S, Domingos de Lisboa 
ao ífl."** e rev."^ sr. arcebispo D, Mtguel de Castro que Deus tem, no qual se 
relatam suas virtuosas obras e grandes esmolas. Lisboa, por Giraldo da Vinha. 
1626. 4." 

328) Sermão nas exéquias de Nuno Alvares Portugal, um dos três gover- 
nadores d*este reino, e de D. Joanna Corte-real de Portugal, sua mulher, que 
se cdebraram no mosteiro de S. José dos Capuchos da provinda d* Arrábida. Lis- 
boa, por Giraldo da Vinha 1623. 4.» — No pseudo-6oía%o da Academia náo 
apparece mencionado este sermáo entre as outras obras do auctor: provavel- 
mente por descuido, pois que elle se acha com todas descripto na Bibl. Lusitana, 
a qual, como por vezes ílca dito, foi a fonte quasi única a que recorreu o col- 
lector do referido Catalogo, transcrevendo n'este os titulos taes como alli os 
encontrava. 

SIMÃO MACHADO. (V. Fr. Boaventura Machado.) 

SIMÃO DE OLIVEIRA, de cujas circumstancias pessoaes nSo diz Bar- 
bosa cousa alguma. — E. 

329) (CJ Arte de navegar. Lisboa, 1606. 4.« — Nem Barbosa na Bibl, nem 
o collector do ^^uáo-Catalogo da Academia souberam dizer-nos por quem fora 
impresso este livro : o que é pro\a evidente de que nenhum aelles o viu, e 
que o segundo não fizera n'este caso, coroo em tantos outros, mais que tras- 
ladar o primeiro. — Preenchendo pois esta lacuna, direi que foi Pedro Craes- 
beeck o impressor da Arte de Navegar, de que a Bibl. Nacional de Lisboa pos- 
suo um exemplar. 



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284 SI 

António Ribeiro dos Sanctos (Mem. de LUter. da Aead., tomo viii, pag. 
i90) chama a esta obra de grande merecimento. Mas o nosso douto e erudito 
bibliographo nclo era, pelo que mostra n'este e em outros Ibgares^ louvado assas 
competente para entrar na apreciação dos livros de sciencias exactas, que não 
pertenciam á sua profissão, nem lhe serviram de objecto para estudo especial. 

SINIO de oliveira da gosta almeida OSÓRIO, Fidalgo 
da Casa Real, e irmão do bispo eleito da Guarda em 1773. Residia por esse 
tempo, segundo consta, na mesma cidade, dando-se exclusivamente aos traba- 
lhos agrícolas.— E. 

330) Tratado pratico da c^íUura das amoreiras, e da creação dos bichos da 
seda, com uma necessária instmccão de tudo o que é congruente ao feliz suecesso 
doeste tranco. Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1773. 8.» gr. de xvi-98 pag.— Se- 
gunda edição, ibi, na Imp. Regia 1824. 8.« 

Acerca d 'este escripto, tido como importante no seu género, vej. as Noções 
históricas, etc. de José Accursio das Neves, a paç. 180. 

E quanto a outras obras de assumpto similbante, vej. nos artigos Luis 
Walter TineUi, Pedro Manuel do Soveral, D, Raphael Bluteau, Tomas SabaUino 
Nirsò, etc, etc. 

SIMÃO PINHEIRO MORÃO, natural da villa da Covilhã, e nascido em 
1620. Teve por pães o advogado Henrique Morão Pinheiro, natural de Niza, e 
sua mulher Marqueza Mendes de Lucena, que era da villa de Fundão. Cursou 
08 estudos nas Universidades de Coimbra e Salamanca, e n'esta ultima lhe foi 
conferido o grau de Doutor em Medicina. Obtendo pouco depois o partido da 
\i\\sL de Almada, passado algum tempo o resignou, transportando-se para o 
Brasil, e assentandfo residência em Pernambuco, ahi exerceu a clinica por mui- 
tos annos, até falecer, segundo se diz em 1686. Foi casado com Mecia Ribeiro 
de Azevedo, natural de Lisboa, de quem teve Henrique Morão Pinheiro, me- 
dico da camará d'el-rei D. João Y, e cirurgião mór do reino. Estas noticias me 
foram fornecidas pelo sr. J. C. de Figanière, que se honra de contar este dis- 
tíncto medico entre os seus ascendentes pela pÂrte materna. 

Em Pernambuco escreveu Simão Pinheiro Morão a obra, cujo titulo é: 

331) (C) Tratado único das bexigas e sarampo. Oferecido a D. João dê 
Sousa, etc. Lisboa, por João Gairão 1683. 4.<* de viii (innumeradas)-70 pag. 
— Sahiu em nome ae Romão Mosia Reinhípo, anagramma puro do seu pro- 

§ rio,— Se não existe, como creio, outra ediç«lo diversa d'este opúsculo, ô evi- 
ente que Barbosa se enganara, indicando este Tratado como impresso em 
1684 por João da Costa; erro qtie na forma do costume appareceu servilmente 
reproduzido no pseudo-Cato/o;;o da Academia, 

Os exemplares d'esta obra são hoje mais ane raros. Possuía um o falecido 
J. J. Barbosa Marreca, e tem outro o iá citado sr. Figanière. Por este se fçsi 
ultimamente uma reimpressão do Tratado, inserta na Gazeta Medica de Lisboa, 
começada em o n.** 15 do 1.° de Agosto de 1859, continuada nos seguintes, e 
concluida a final em o n.<* 23. Ahi appareceu precedida de uma breve noticia 
do auctor, a que allude a Advertência, inserta no n." 24 de 16 de Dezembro 
do mesmo anno. 

O censor António Ferreira (Diccionario, tomo i, pag. 142) que examinou 
a obra para a impressão, diz no seu parecer, datado de 4 de Janeiro de 1683, 

Sue «o auctor tracta n'ella da essência, causas, signaes, prognósticos e cura das 
itas enfermidades com grande erudição : e çue eile censor a julga por muito 
digna e capaz de sahir á luz, por ser de muita utilidade, principalmente para 
os moradores do Brasil, etc.» 

A propósito da data d'este parecer, não irei adiante sem ponderar n'e8te 
logar auanto era procedente e bem fundada a duvida, que fiz entrever no tomo i, 
pag. 142 com respeito ao falecimento de António Ferreira, que segundo a BibL 



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SI 285 

Luiit, se realisára em 1679; vô-se pois agora gue houve erro, provavelmente 
typographico, e gue o aiino verdadeiro do falecimQnto seria talvez 1689, o que 
n'esse caso se ajusta com a edade dos 63 aunos que Barbosa attribue a Fer- 
reira na epocha do seu óbito. 

Voltando oorém ao Tratado de Simão Pinheiro, eis aqui o que dizem os 
redactores da Gazeta Medica acerca do seu mérito, quando se determinaram a 
dal-o de novo á luz: «Quanto á doutrina medica d'este opúsculo, se de outro 
modo não interessar, hade-o fazer sempre como objecto histórico, e meio de 
comparar os princípios e pratica d'essa epocha com os que actualmente nos 
regulam». 

SINÃO DA SILVA FERIIAZ DE LIMA E CASTRO, 1.» Conde e l.« 
fiarSo de RenduíTe, Par do Ueíno, Grão- cruz das Ordens de Christo em Portu- 
gal, de Carlos IH de Hespanha, da Águia vermelha da Prússia, de S. Miguel da 
Baviera, do Mérito da Saxonia, de Frederico deWurtemberff, do Leão d'Hesse 
Eleitoral, do Falcão branco deWeimar, do Mérito de Oldemburgo, do lieâo de 
Zoeheringen de Baden, de Luis do grSo-ducado de Hesse, do Leão de Bruns- 
wick, de Alberto o Urso de Anhalt, de Ernesto Pio de Saxe-Coburgo-Gotha; 
Commendador da de N. S. da Conceição de Villa-viçosa, condecorado com o 
Nichan Iftihar da Turquia de 1/ ciasse; Bacharel em Direito pela Universidade 
de Coimbra; Intendente geral da Policia em 1823 ató 1826; Ministro olenipo- 
tenciario na corte de Berlim, etc. — N. no Porto, a 13 de Maio de 1795, e m. 
em 185. . . — Vej. para a sua biographia a Revista Contemporânea (1857) n.<* 3.*" 
da 2.* serie, e o Annuario histórico e diplom. de A. Valdez, a pag. 47. — E. 

332) Memoria sobre a organisação antiga e moderna do exercito prussiano. 
(Publicada por ordem do governo.) Lisboa, na Imp. Nacional 18^4. 8.° gr. de 
71 pag. 

D. SIUAO DA SILVEIRA, filho do primeiro Conde de Sortelha. Nada 
nos diz Barbosa da sua naturalidade, nem das datas do seu nascimento e óbito. 
Sabe-se que cultivara esmeradamente as letras, e sobre tudo a poesia, se deve- 
mos crer os louvores que por isso lhe dá o dr. António Ferreira (que parece 
haver sido seu amigo intimo) na carta x do livro ii, que vem a paff. 102 e se- 
guintes do tomo II da edição das Obras do mesmo Ferreira de 1771. — E. 

333) fCJ Duas elegias, uma ao bom ladrão, e mitra á Magdálena. Lisboa, 
por Marcos Borges 1567. 4." 

Estas indicações, dadas por Barbosa na Bibl, passaram d'ahi copiadas para 
o chamado Catalogo da Academia, cujo collector não viu provavelmente exem- 
plar algum de taes elegias; e estou tentado a crer que outro tanto aconteceria 
a Barbosa, descrê vendo-as este sob a auctoridade das informações que lhe sub- 
ministrou algum amigo, ou por achal-as mencionadas em alguns antigos apon- 
tamentos bibliographicos de que muitas vezes se serviu na composição da sua 
obra. De mim posso aflirmar, que taes Elegias não encontrei até hoje, nem tão 
pouco a noticia de que outrem as tivesse visto, ou de que algum exemplar 
exista em local conhecido. 

SIMÃO TORREZÃO COELHO, Clérigo secular. Doutor em Cânones, 
Prior da egreja de S. Martinho de Lisboa, e Inquisidor na mesma cidade, etc. 
— N. em Figueiró dos Vinhos, e m. a 10 de Septembro de 1642* — E. 

334) Elogio de D. João de Castro, vice-rei tia índia. — Sahiu i Ilustrado com 
escholios ou commentarios, por João Pinto Ribeiro. Lisboa, por Domingos Lo- 
pes Rosa 1643. 4.° de 102 pag. e duas de errata, etc. — Anda também nas Obras 
varias do mesmo João Pinto Ribeiro, tomo ir, e na Vida de D. João de Castro por 
Jacinto Freire, na edição de Lisboa, por António Isidoro da Fonseca 1736. 4.<* 

Ha também algumas poesias suas impressas na Fénix Renascida, tomo ii, 
pag. 205 a 230, e tomo v, pag. 283 a 340. 



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286 SI 

smÃO VAREJAM, nalural de Freixo d'espada á cinta. Ignoram-se as 
demais circnmstancias da sua vida. — E. 

335) Manual de orações, Coimbra, 1577. 8.° 

Diz Barbosa que íóra versão do latim na Hngaa materna. Tenho por pro- 
vável gue elie nunca viu a obra, aliás devora declarar o nome do typograçho 
que a imprimira: e n'o$te caso só a descreveu fundado em informações alheias. 
O collector do denominado Catalogo da Academia, fosse por descuido, ou por 
outro motivo aue ignoro, omittiu-a totalmente; e pela mmha parte posso de- 
clarar que até hoje nío vi d'ella exemplar algum. 

P. SIMÃO DE VASCOiVGELLOS, Jesuíta; cuja roupeta vestiu na ci- 
dade da Bahia, em 1616. Foi Lente de Theologia, Procurador geral da Gom- 
fanhia em Roma, e depois Provincial no Brasil.— N. na cidade do Porto em 
597, e m. na do Rio de Janeiro a 29 de Septembro de 1671. — E. 
^ (^fj0 336) (CJ Vida do P. João de Almeida, da Companhia de Jesus, na pro- 
%.^r,ffri vinda do Brasil, Dedicada ao sr. Salvador Corrêa de Sá e Benevides, dos con- 
selhos de guerra e ultramarino de Sua Magestade, Lisboa, na Offic. Craesbeec- 
kiana 1658. Foi. com o retrato do P. Almeida, que ás vezes falta nos poucos 
exemplares que da obra apparecem no mercado. 

337) (CJ Continuação das Tnaravilhas que Deus é servido obrar no estado 
do Brasil, por intercessão do mui religioso e penitente servo seu, o veneravd 
P, João de Almeida, da Companhia de Jesus, Lisboa, na Offic. de Domingos 
Carneiro 1662. Foi. Consta de 16 pag. sem numeraçáo. 

338) (CJ Sermão que pregou na Bahia em o i,*" de Janeiro de 1659, na 

festa do nome de Jesus, Lisboa, por Henriaue Valente de Oliveira 1663. 4.*" de 
!0 pag.— O titulo d'este opúsculo vem cíescripto com inexactidão, tanto na 
Bibl, de Barbosa, como no pseudo-Ca/a2o(/o da Academia, 
yy^ • 339) (C) Chronica da Companhia de Jesus do estado do Brasil, e do que 

^ ■' '• /^ • ohraram seus filhos n'esta parte do mundo. Tomo i. Da entrada da CompavJiia 
^.ai. z^-.r^ de Jesus fuu partes do Brasil, e dos fundamentos aue n^cUas lançaram e conti- 
nuaram seus religiosos, emquanio alli trabalhou o P, Manuel da Nobreaa, fun- 
dador e primeiro provincial d'esta provinda, com sua vida e morte, digna de 
memoria : e algumas noticias antecedentes, curiosas e necessárias das cousas d'a- 
quelle estado, Lisboa, na Offic. de Henrique Valente de Oliveira 1663. Foi. de 
VI (innumeradas)-188-528 paj., sem contar as do Índice final.— De pag. 481 
em diante vem os poemas latinos do P. Anchieta, que andam egualmente na 
Vida do mesmo paare, abaixo mencionada. 

É uma das melhores edições d^aquelle século, tanto no que diz respeito á 
(grandeza e consistência do papel, como no tocante á belleza dos caracteres da 
impressão. No Catalogo da livraria de Lord Stuart vem descri pto sob n.<* 4075 
um exemplar d'&sta Chronica com a nota de muito raro. Em Lisboa poucos 
téem vindo ao mercado; porém, um que vi vender ha annos foi pago por * 
8:000 réis. 
/í-^f^» 340) (C) Vida do venerável P, José de Anchieta, da Companhia de Jesus, 

9. // tro taumaturgo do novo-mundo, na provinda do Brasil, Dedicada ao coronel Fran- 
ge. J^""" cisco Gil de Araújo, Lisboa, na Offic. de Joáo da Costa 1672. Foi. de xxxi 
./. z^*'*^ (innumeradas)-593 pag., a que se segue debaixo de nova numeração, com fron- 
tispício solto, Recopilação da vida do P. José de Andiieta, contendo 85 pag. — 
Advirta-se que a parte do livro que corre de pag. 443 até 593 é preenchida 
toda com os versos latinos do P. Anchieta, que passaram para aqui reprodu- 
zidas da Chronica, como acima digo. 

Comprei um exemplar d'este livro por 1:200 réis, e vi vender ha pouco 
tempo outro, em verdade mais bem conservado, por 2:250 réis. 
u^./vj'* 341) (CJ Notidas curiosas e necessárias das cousas do Brasil. Lisboa, por 

João da Costa 1668. L° — (São as próprias que o auctor havia publicado, divi- 
didas em dous livros, no principio da Chronica da Companhia, onde occupam 



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81 , W7 

as pag. 1 a 188 da primeira numeração.) N'e$ta ediçSo de 4.^ depois da dedi- 
catória, de um Lreve prologo, e de duas decimas escriptas em louvor do auctor, 
segue-se o corpo da oura com 191 pag., e um Índice linal. 

José Carlos Pinto de Sousa na sua Bibi hist. de Portugal, pag. 182 da se- 
gunda edição, qualifica estas noticias de admirável historia : porém o sr. Var- 
nhagen na Hist. geral do Brasil, tomo i, pag. 396, falando do P. Vasconcellos 
náo duvida acoimal-o de crédulo e supersticioso; e diz que os seus escriptos 
acerca do Brasil mais se recommendam hoje pela antiguidade, que pela impor- . 
tancia dos factos que narra o auctor, sempre disposto a exaggerar as obras 
dos jesuítas, etc. etc. 

SmEÂO ANTUNES FREIRE. (V. Fr, Simão ArUonip de Sancta Cch 
tharinaj 

SIMEÃO DE OLIVEIRA E SOUSA, Doutor em Medicina, e natural 
de Lisboa. Vivia na primeira metade do século passado. — E. . ^ 

ii42) Peregrinação de Angélica, desde que sahiu dos jardins do próprio ^-^z^^*^ 
conhecimento, à'onde nasceu, até que recebeu o habito das virtudes no convento J f^ 
da Sancta Pobreza, onde professou. Obra admirável, em que se dedara a deli- ^^-^^^ 
ciosa formosura das virtudes, e se mostra o horrendo e abominável dos vicios, 
Lisboa, por António Isidoro da Fonseca i738. 4.^' de xxxii-468 pag. e mais 
uma com a errata. 

É uma espécie de romance ascético e allegorico, no gosto do Beino de Ba- 
bilónia, da Devota Philothea, do Adeodato contemplativo, e outros similhantes, 
que tiveram grande vop, mas para os quaes nâo ha boje leitor, por mais de- 
voto e paciente que seja, capaz de os levar ao fim. 

Escapou ao abbade Barbosa a noticia d'esta obra, pois d*ella náo faz men- 
ção na BtbL, fazendo-a aliás do auctor, e de outra obra por elle publicada no 
mesmo anno, cujo titulo é: 

343) Finezas de Jesus Chnsto, e affectos da alma amante. Lisboa, 1738. 
Em 8.» 

D'esle nada sei dizer, porque o nSo vi. Da Peregrinação conservo um 
exemplar (único que até hoje encontrei de venda) comprado ha annos por 
300 réis, se bem me lembro. 

SIMPLÍCIO SIMPLIGITER SIMPLEX— Visivelmente se conhece 
que este é um pseudonymo ; porém çue nome lhe corresponda é o que não 
pude apurar até hoje. Inducções derivadas da comparação de linguagem e 
estylo, que raras vezes falham, me induzem á persuasão de que sob o referido 
cryptonymo se occultára o cónego Manuel de Pina da Cunha, auctor de outros 
escriptos impressos com o próprio nome, do aual já fiz menção no volume 
precedente. O tempo dará talvez traça para connrmar similhante pei'suasão. 

Com o nome de que se tracta vi em 1824 dous folhetos, então de próximo 
publicados, ambos de assumptos políticos, e escriptos conforme as idéas domi- 
nantes n'aque]]a epocha. Não posso recordar-me do titulo de um d'elles, que 
não mais tornei a ver: do outro deparou-se-n)C ha pouco um exemplar, isto 
é, quando o artigo Manuel de Pina aa Cunha estava de muito tempo impresso, 
aliás descreveria n'ellc o folheto, com a resalva da duvida. É o seu titulo: 

344) Pedaços justificativos, muito análogos ás circumstancias do tempo. Offe- 
recidos aos verdadeiros amantes da sancta liberdade. Lisboa, na Imp. da Rua 
dos Fanqueiros n.° 129 B. 1824. 4.° de vi-48 pag. 

SINCERO JERABRIENSE. (V. José Xavier de Valladares e Sousa.) 

SIRO ULPERNI. — Fiz inúteis diligencias para descobrir se o escriptor 
que deu á luz o Forasteiro admirado (vej. no Diccionario tomo ii^ o n.° F^ oll) 



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288 SP 

havia realmente este nome, ou se d'e1Ie usou como disfarce ou anagramma, 
seguindo o capricho d^aquelle tempo, o que me parece mais provável. O certo 
é que elle, quem quer que seja, se dá por estrangeiro, declarando no seu pro- 
logo ao leitor «que a pouca assistência que havia feito em Lisboa quando 
começara a escrever a obra, é grande aiHhentica do muito que lhe custara o 
fazel-o no idioma portuguez». Sendo, pois, estrangeiro, clara fica a razSo com 

Sue foi excluído da Bibl, Lusitana^ na conformidade do systema adoptado por 
arbosa, de só abrir praça a indivíduos nascidos em Portugal (ou que jul^va 
taes, porque n'esta parte padeceu também suas equivocaç6es). O Forastetro é 
um dos poucos livros, que o collector do fsendo-CaUúogo da Academia ahi 
introduziu, por virtude de exame ou conhecimento seu próprio, e nSo porque 
copiasse o titulo da Bihl, como praticou a respeito de tantos outros. 

8IVEN0 GAiaO. (V. SilfXístre Gonçalves da Silva Aguiar,) 

SOFRONIO FERRAZ SEPEDES. (V. Fr. Affonso dos Prazeres,) 

SONETOS A D. GUIOMAR, filha do doutor Pedro Nunes ete, (V. Joa- 
quim Ignatio de Freitas, e Pedro Nunes.) 

SOTERIO DA SILVA RIBEIRO. (V. Fr. Manuel da Madre de Deus.) 

345) SPEGIMEN DA FUNDIÇÃO DE TYPOS DA IMPRENSA 
NACIONAL. Lisboa, 1858. Foi. gr.— É um livro este, que bem pôde dizer- 
se testemunho eloquente dos progressos e desenvolvimento de um dos nos- 
sos mais interessantes estabelecimentos públicos, como é porventura o mais 
honroso monumento do estado da typographia entre nós. Não me pareceu pois 
fora de propósito, antes mui conveniente, em obsequio dos que folgam com 
esta espécie de informações, deixar no Diccionario registado o que soubesse 
acerca das círcumstancias que precederam e acompanharam a impressão e pu- 
blicação d'esta notável obra. 

A esse intento solicitei do meu prestavel amigo o sr. F. Pereira de Al- 
meida, de ouem já me coube fazer por vezes menção agradecida, para que na 
qualidade de hábil e zeloso empregado da contadoria da Imprensa Nacional, 
e ainda mais na de membro da commissão que dirigira a publicação do Spe- 
cimen, houvesse de favorecer-me com os esclarecimentos de que necessitava. 
Condescendeu elle em coadjuvar-me; e em vez dos simples apontamentos que 
esperava, achei-me possuidor de um artigo completo em todo o sentido, e de 
tal modo elaborado que tornava desnecessária, se não prejudicial, qualquer 
alteração que pretendesse fazer-lhe. N'estes termos pedi-lhe e obtive a per- 
missão para reproduzi-lo tal qual, como em seguida vai transcripto. 

«Annexa ao estabelecimento da Imprensa Nacional existiu sempre, desde 
a sua fundação em 24 de Dezembro de 1768, uma fundição de typos, de cujos 
productos se provia a officina typographica respectiva e a generalidade das im- 
prensas particulares. O desenvolvimento da industria typographica no nosso 
paiz trouxe a absoluta necessidade de uma reforma no material d'aquella offi- 
cina; essa reforma começou-a com louvável iniciativa em 1851, e tem-a conti- 
nuado com admirável perseverança o sr. conselheiro F. A. P. Marécos, actual 
administrador geral da mesma Imprensa Nacional. E com o intuito de dar 
desde logo conhecimento ao publico d'essa reforma, e das riquezas em typos e 
ornatos que se iam adquiri nao, ordenou s. ex.^ a impressão e distribuição de 
umas tabeliãs em folio grande. Publlcaram-se seis doestas tabeliãs, em aue já se 
nota certo apuro c elegância pouco vulgares; não tardou porém a reconnecer-se 
o Inconvenienle do systema de tabeliãs avulsas: a impressão de um livro aue 
fosse inventario exacto dos caracteres e ornatos que possuía a fundição aos 
typos, 6 ao mesmo tempo amostra do estado da arte de impressão, foi logo resol- 



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SP 289 

vida. Como porém o augmento considerável do consumo, e a necessidade de re- 
fundir todos os typos que existiam para os aferir pelo typometro-Didol, que se 
adoptara definitivamente, inhibissem aquella fundição de preparar, com o 
devido cuidado, os caracteres necessários para similhante trabalho, só em 4 de 
Junho de 1857 pôde entrar no prelo a primeira folha. Previamente, cm Setembro 
de 1856, nomeara a administração o empregado da contadoria Francisco Angelo 
d' Almeida Pereira e Sousa, os typographos José Caetano Tavares, José António 
Dias, José Maurício Vellozo e Augusto César Pereira da Cunha, para, reunidos 
em commissão, proporem a melhor forma de levar a eífeito a publicação do 
Speeimen. Esta commissão, que dirigiu depois exclusiva e constantemente todos 
os processos e trabalhos, apresentou em poucos dias o resultado do seu estudo 
em um relatório que mereceu a approvação superior. Segundo o plano que ella 
propoz o Speeimen devia ser dividido em três partes : Parte i, Caracteres roma- 
nos e itálicos; Parte ii, Caracteres de phantasia; Parte iii, Ornamentos typogra- 
phicos; e comprehender 82 folhas; a saber: 2 de ante-rosto e rosto; 8 de cara- 
cteres romanos e itálicos; 26 de letras capitães de phantasia, sob a denominação 
de communs, francezas, inglezas, estreitas, compactas, normandas, grossas, 
antigas, largas, egypcías, eg^cias compactas, diversas; e caracteres norman- 
dos, egypcios, estreitos, cursivos, itálicos inclinados, redondos, gottíicos, alle- 
mães e orientaes; 3 de iniciaes ornadas, collecções de signaes, filetes e col- 
chetes; 43 de linhas de enfeite, traços, vinhetas de combinação e diversas, 
talões, cantos, ornatos, armas, trophéus, signos do zodiaco, etc. Era um plano 
harmónico, em que os typos e demais objectos se achavam alem d 'isto metho- 
dicamente classificados pelos seus corpos uns, pelos seus desenhos outros. No 
decurso da impressão, que foi, como não podia deixar de ser, demorada e im- 
pertinente, adquiriu o estabelecimento, pelos esforços e diligencia do seu digno 
chefe, muitos outros caracteres e vinhetas que se foram successivamente col- 
legindo em folhas distinctas; e já se vé, era impossível manter perfeita regu- 
laridade entre as novas e as antigas folhas, emquanto á classificação dos typos; 
também se julgou opportuno juntar no* fim algumas folhas de impressões a 
cores, trabalho quasi aesconhecido dos nossos typographos : n'este género an- 
dam annexas aos exemplares mais completos 6 folhas, executadas a oiro, 
platina e cores. 

A primeira folha, como já dissemos, entrou no prelo em 4 de Junho de 
1857, cabendo a honra da execução material do^supradito Speeimen, emquanto a 
composição, ao mui hábil artista, membro da commissão, Augusto César Pereira 
da Cunha, e emquanto á impressão, ao contra-mestre da omcina, e ao mestre 
da respectiva escola Francisco de Paula Nogueira e João Francisco Saraiva. 

Os primeiros exemplares que se distribuíram téem a data de 1858, e com- 
prehendem, além das 80 paginas seguidamente numeradas, das duas de rosto 
e ante-rosto e das seis de tiragens a cores, todas innumeradas, mais 21 folhas 
oom 08 números 4 A a 4 C, 6 A, 18 A, 19 A, 26 •, 26 A a 26 H, 28 A, 29 •, 
29 A> 36 • , 36 A e 36 B. Os exemplares que se podem hoje considerar completos 
comprchcndem porém ainda mais 19 folhas com as designações 1 •, 6 B, 13 A, 
26 1 a 26 P, 27 A, 28 . , 28 B, 30 A, 31 A, 68 A, 68 B, 78 A ; ao todo 128 folhas 
impressas de um só lado, em que se contáem 66 espécies de caracteres ordiná- 
rios, romanos e itálicos, desde corpo 4 até 132; 311 ditos de capitães c caracte- 
res de phantasia desde corpo 5 até 600; 618 ditas de vinhetas de combinação, 
e diversas, cantos, armas, trophéus e signos, além de letras ornadas, filetes 
simples, etc, etc. 

A apparição do Speeimen da Imprensa Nacional foi saudada com geral 
applauso; toda a imprensa periódica nacional, sem excepção de côr politica, 
teceu a este trabalho, § quem ordenara a sua feitura, a quem dirigira a sua 
impressão e aos artistas que o haviam tão aprimoradamente executado, os 
merecidos encómios. Nem só em Portugal o Speeimen foi recebido como 
uma demonstração insuspeita de notabilissimo progresso; a imprensa brasi- 
TOMo vn 19 



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290 SP 

leira nSo lhe prestou menos lisonjeira homenagem, e d'ahi data haverem 06 
typos portuguezes começado a concorrer vantajosamente nos mercados do im- 
pério do Brasil. Também concorreu o Specimen para que o paiz fosse favoravel- 
mente apreciado, pelo que respeita a adiantamento typo^raphico, oor nações 
que as d